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Trump pressionou assessores sobre invasão da Venezuela, diz funcionário dos EUA

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BOGOTÁ, Colômbia – Em reunião em agosto do ano passado no Salão Oval para discutir sanções à Venezuela, o presidente Donald Trump voltou-se para seus principais assessores e fez uma pergunta inquietante: com a rápida deterioração da Venezuela na segurança regional, por que os EUA não podem simplesmente invadir o país conturbado?

A sugestão surpreendeu os presentes na reunião, incluindo o secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson e o conselheiro de segurança nacional H.R. McMaster, que deixaram a administração desde então. Este relato da conversa anteriormente não revelada vem de um alto funcionário da administração familiarizado com o que foi dito.

Em uma troca que durou cerca de cinco minutos, McMaster e outros se revezaram explicando a Trump como a ação militar poderia sair pela culatra e arriscar-se a perder o apoio duramente conquistado pelos governos latino-americanos para punir o presidente Nicolas Maduro por colocar a Venezuela no caminho da ditadura. O funcionário falou sob condição de anonimato por causa da natureza sensível das discussões.

Mas Trump recuou. Embora ele não tenha dado indicações de que estava prestes a ordenar os planos militares, ele apontou para o que considerou casos anteriores de diplomacia bem-sucedida na região, de acordo com o oficial, como as invasões do Panamá e Granada nos anos 80.

A ideia, apesar das melhores tentativas de seus assessores de derrubá-la, ainda assim persistiria na cabeça do presidente.

No dia seguinte, 11 de agosto, Trump alarmou amigos e inimigos com uma “opção militar” para remover Maduro do poder. Os comentários públicos foram inicialmente descartados nos círculos de política dos EUA como o tipo de fanfarronice que as pessoas esperam da estrela de reality show que se tornou comandante-em-chefe.

Mas pouco depois, ele levantou a questão com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, de acordo com o funcionário dos EUA. Dois altos funcionários colombianos que falaram sob condição de anonimato para evitar antagonizar Trump confirmaram o relato.

Então, em setembro, à margem da Assembléia Geral da ONU, Trump discutiu novamente, desta vez em maior profundidade, em um jantar privado com líderes de quatro aliados latino-americanos que incluíam Santos, disseram as mesmas três pessoas e o site Politico em fevereiro.

Nicolás Maduro
Nicolás Maduro

O funcionário dos EUA disse que Trump foi especificamente informado para não levantar a questão e disse que não iria cair bem, mas a primeira coisa que o presidente disse no jantar foi: “Minha equipe me disse para não dizer isso”. Trump então perguntou a cada líder se eles tinham certeza de que não queriam uma solução militar, de acordo com o oficial, que acrescentou que cada líder disse a Trump em termos claros que eles tinham certeza.

Juntas, as conversas nos bastidores, cuja extensão e detalhes não foram previamente relatados, destacam como a crise política e econômica da Venezuela recebeu a maior atenção de Trump de uma forma inimaginável no governo Obama. Mas os críticos dizem que isso também ressalta como sua política externa “America First” às vezes pode parecer imprudente, fornecendo munição aos adversários dos Estados Unidos.

A Casa Branca se recusou a comentar sobre as conversas privadas. Mas um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional reiterou que os EUA considerarão todas as opções à sua disposição para ajudar a restaurar a democracia na Venezuela e trazer estabilidade. Sob a liderança de Trump, os EUA, o Canadá e a União Europeia impuseram sanções a dezenas de altos funcionários venezuelanos, incluindo o próprio Maduro, devido a alegações de corrupção, tráfico de drogas e abusos dos direitos humanos. Os EUA também distribuíram mais de US$ 30 milhões para ajudar os vizinhos da Venezuela a absorver um fluxo de mais de 1 milhão de migrantes que fugiram do país.

Para Maduro, que há muito afirma que os EUA têm projetos militares contra a Venezuela e suas vastas reservas de petróleo, a conversa bélica de Trump forneceu ao líder impopular um impulso imediato, embora de curta duração, enquanto tentava escapar da culpa da escassez generalizada de alimentos e da hiperinflação. Dias depois da conversa do presidente sobre uma opção militar, Maduro preencheu as ruas de Caracas com legalistas para condenar a beligerância de “Imperador” Trump, ordenou exercícios militares em todo o país e ameaçou opositores com prisão que estariam planejando sua derrubada com os EUA.

FONTE: Fox News

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  1. É o sonho de Maduro. Teria argumento para suprimir violentamente toda a oposição (mais do que já faz) e virar a Cuba 2.0. Fica bem mais barato para os EUA deixarem de comprar o petróleo deles, pois quebraria a economia muito mais rápido.

    • paddy, entendo você, porém se o EUA não comprar o petróleo a China compra tudo no outro dia…o resultado seria nulo. A Venezuela é um país com muito petróleo, porém produz pouco e tudo concentrado na mão do Estado (pouca externalidade positiva). O Brasil com menos petróleo (reservas) produz mais que a Venezuela. O que adianta rer reservas e não usar?
      Tenho grande desconfiança dessa matéria acerca do Trump, não acredito que os EUA esteja preocupado com a Venezuela, pois para os EUA a Venezuela com Maduro é indiferente, o país já desandou e não tem mais volta, se Maduro saísse hoje do poder a Venezuela demoraria pelo menos uns 15-20 anos para voltar aos trilhos. A Venezuela com seu discurso anti-EUA, porém vivendo na venda de petróleo para os EUA, não produziu nada positivo nas
      últimas 2 décadas, pelo contrário, o país ficou mais pobres e instável…o que é bizarro partindo de um país que já era pobre (apesar que muito menos que hoje).
      Enfim, o país desandou sozinho, todo o discurso plantado durante todo esse período não serviu para nada, exceto para fazer o povo Venezuela ficar contra o Estado e o país servir de exemplo “daquilo que não devemos fazer”.
      A Venezuela não precisa de um força externa, isso seria besteira, o país já “furou o casco” e ver o país afundar é um lição para todos os povos da região, mostra que tirania, concentração de poder, estatização, populismo e elitismo empresarial/estatal é algo horrível para qualquer povo.
      Serve de exemplo para ONU, ONGs, igrejas, jornais e políticos que aplaudiam a raiz de um ditadura que “iria salvar os pobres”.

  2. Manda uns mísseis como foi mandado na síria, que já é um alerta grande. Se isso acontecer, toda América do Sul vai latir, Russia e China vai latir e nada vão fazer. E se isso acontecer, podem mandar marinha, aeronáutica e exercito para fronteira, que aqui a coisa vai ficar feia com tantos refugiados e até mesmo um conflito!

  3. Na Guerra das Malvinas o Governo brasileiro do general Figueiredo deixou bem claro que se houvesse uma invasão britânica no território argentino continental o Brasil não ficaria olhando justo porque temos um papel importante na América do Sul e na época foi a Argentina que vivia numa ditadura que iniciou a guerra e agora em 2018 vamos deixar que aconteça uma invasão contra um país vizinho?

    • Sim, com um que massacra seu povo e nos cria sérios problemas. O governo Maduro não vale um passo do Brasil. Pensar em ir contra a maior potencia militar do planeta e que tem nos suprido com equipamento quase de graça (unica que fez isso) pra salvar uma ditadura esquerdista e bichada é simplesmente inconcebível. Seria nossa ruína.
      E só pra lembrar, naquela época eram dois governos militares aqui e lá e do outro lado era a Inglaterra e não os EUA. Outros fatos, outra realidade, outras premissas que tornam situações totalmente diferentes.

      • Uma ação militar seria a última escolha, o Brasil deve defender o seu papel de liderança na América do Sul protestando diplomaticamente! Do outro lado tinha o Reino Unido apoiado justamente pelos USA e nós fomos contra alertando o que poderia acontecer.

        • Isso. Mesmo os EUA que apoiavam o aliado da OTAN, mas não a invasão de um país europeu, nas Américas. Isso é ainda fundamental na diplomacia deles.

      • Colombelli.

        Concordo contigo. Caso houvesse algum ato militar dos EUA na Venezuela o Brasil não iria socorrer a Venezuela.

        Essa invasão é improvável. É mais um rompante de Trump dos muitos que ele comete.

        Mas a situação na Venezuela está difícil de ser resolvida. Maduro acaba de promover mais de 19 mil militares. Há tempos que os militares Venezuelanos são comprados e, desta vez, houve um expurgo nas fileiras pois só foram promovidos aqueles que juraram e são fiéis á revolução bolivariana e não ao país. São uns vendidos. Mais de mil generais para FFAAs que possum menos de 200 mil homens e mulheres em suas fileiras e ocupam 11 dos 33 ministérios… Em suma, estão enrolados até o pescoço com o bolivarianismo.

        Trump errou feio ao sugerir uma invasão. Como bem diz o texto só Maduro ganhou com isso…

    • Hoje o governo é outro! Na minha opinião, o Brasil não iria intervir militarmente contra os EUA por conta da Venezuela. O máximo seria latir muito de raiva, juntamente com o resto da América do Sul e no máximo se preparar para uma escalada militar que pudesse entrar no Brasil.

      • Não dá nem pra cogitar o Brasil intervir militarmente contra os EUA… isso não aconteceria nem no século passado, nem neste, e provavelmente nem poderá acontecer no próximo.

        Acho que o Brasil já teria dificuldades para lutar uma guerra contra a própria Venezuela, que dirá contra a maior potência militar da história…

        • Leonardo

          Falavam isso dos “comedores de arroz” também, e a gente viu no que deu. No caso de uma guerra sul-americana contra o EUA a Rússia e a China também não ficariam de braços cruzados.

      • Agir militarmente contra os USA estaria fora de cogitação mas protestar diplomaticamente e talvez junto com outros países realizar uma espécie de escudo naval nas costas venezuelanas poderia ser uma ideia.

  4. Já passou da hora de alguém dar um sacode no Maduro, o Brasil é omisso e o povo começa a sofrer pois está voltando a aparecer gente com doenças já erradicadas no Brasil devido aos venezuelanos que estão adentrando o país aos montes e isso com certeza vai impactar negativamente no Brasil e em seu povo já sofrido com descaso.
    Pra mim já devia ter rolado uma cúpula de paises da AL e feito uma coalisão para entrar pela Venezuela e fazer uma limpa acabando com a covardia e opressão por lá.

    • “Pra mim já devia ter rolado uma cúpula de paises da AL e feito uma coalisão para entrar pela Venezuela e fazer uma limpa acabando com a covardia e opressão por lá”.

      Só falta um líder da maior potência latina americana(Brasil) que pense da mesma forma pra isso acontecer.

  5. Senhores
    Um player de nível mundial pensa em tudo, e tem seu governo planejando e estudando tudo e todas as opções.
    A reunião de 5 min… diz o quanto era seria essa possibilidade…..

  6. “Em um jantar privado com líderes de quatro aliados latino-americanos que incluíam Santos”
    Então Temer esteve neste jantar ? Afinal como descartar a opinião brasileira ?
    .
    Daí se vê o real motivo da Colômbia ser aceita na OTAN.
    .
    A crise venezuelana ainda tem o que piorar. Uma invasão só se justifica quando se chega no fundo, senão acontece o que se sucedeu na invasão do Iraque e da Líbia : não só piorar o país invadido mas o entorno.
    .
    E imaginem o volume de refugiados se acontece.

    • Não precisa invadir nada.
      É só tirar o ditador.
      A Venezuela não é um Iraque cheio de fanático religiosos carregados de bombas e rifles.
      Resolver o problema antes que piore.
      Não dá para ficar negociando com ditadores malucos.

  7. A Venefavela já virou Cuba 2.0.

    Se não houver uma insurgência interna maciça, bem organizada e com o apoio pesado dos EUA, nada feito.

    Assassinatos políticos talvez possam diluir e enfraquecer as lideranças políticas governistas (a oposição terá que se esconder antes).

  8. Fico imaginando para onde iriam os refugiados dessa aventura? De certo que para os EUA que não vão. E não pensem que uma idiotice dessas acaba em dois meses, basta olhar o mapa e ver o tamanho da Venezuela, sem contar que o exercito venezuelano não compartilha do mesmo viés politico dos EUA. Uma invasão ali é coisa para se resolver em uns dois anos, sendo otimista.

  9. Nada é por um acaso, inclusive esse “vazamento”.

    A ideia de invasão com certeza ainda é considerada pelos EUA, e, com o novo viés ideológico dos futuros presidentes das nações latinas aliadas aos americanos, essa hipótese ainda é bastante possível – ainda mais caso Bolsonaro, que declaradamente quer se aproximar de Trump a qualquer custo e tem uma mentalidade mais bélica, assuma a presidência em 2019.

    É tudo uma questão de troca, quais vantagens Colômbia, Brasil, Chile, Peru, Argentina e Paraguai obteriam numa guerra contra Venezuela? Serial criada uma ALCA com esses países, haveria investimento militar por parte de empresas americanas no continente latino, haveria outros acordos comerciais envolvidos?

    No final tudo se resume à grana!

    Caso tal guerra ocorra, muitos como eu, que tem essa curiosidade de praticar esse sentimento primitivo, voluntar-se-iam.

  10. Enquanto a Venezuela não oferecer perigo real ao Brasil, que apodreça aos poucos (nós já temos nosso problemas para resolver).
    Mas quem sabe, uma invasão (improvável) lá seria boa apenas para despertar o sentimento de “o próximo pode ser o Brasil” e quem sabe liberar mais recursos para a defesa kkkk

    Obs: Invadir a Coreia do Norte não rola né? kkkk Depois ainda perguntam o motivo do Irã buscar o desenvolvimento de armas nucleares.. é bem simples.

    Muamar Kadafi + abandono do programa nuclear = Morto e seu país divido
    Kim Jong-un + concluiu seu programa nuclear = Aperto de mão com o mandatário norte americano.

    Adivinhem qual opção o Irã vai escolher?
    Essa é a maior lição ensinada pelo ocidente nos últimos anos.

    • Não se pode esperar mais nenhum minuto para invadir a Venezuela.
      Lições devem ser aprendidas.
      Quanto à Coreia do Norte, não dominam a tecnologia nuclear.
      Não invadiram há dez ou vinte anos pelo risco das baixas por forças convencionais na Coreia do sul.
      Se fosse só pela questão nuclear, a Coreia do Norte poderia ser atacada sem maiores consequências.
      O problema seria a artilharia contra Seul.
      Seul já deveria ter sido transferida para bem longe…

  11. O grande problema do governo venezuelano, da crises econômicas e humanitária; é que o remédio pôde ser mais âmago do que eles podem imaginar , fico só curioso de saber de que lado vai fica o governo brasileiro se dê foto acontecer a tal invasão na Venezuela

  12. A reportagem da Fox News dessa vez deu uma de CNN, ao tentar induzir um pensamento. Trump perguntou se seria viável, pq já houve outras ações que deram certo, não teve momento nenhum que ele se inclinou a solução, eu como presidente faria a mesma coisa, assim como tbm perguntaria a meus aliados o que acham, ele não fez nada de errado, na minha opinião ganhou com esses 4 países ao falar diretamente, ele perderia se os ameaçassem.

    Quanto a ação militar, ela pode parecer imprudente no cenário atual mas as coisas mudam rápido e descarta-lá pode ser um erro.

  13. Os EUA têm sido muito omissos.
    Foram omissos em relação a Cuba, foram omissos em relação a união soviética, foram omissos em relação a China e agora são omissos com a Venezuela.
    Um ditador faz o que quer e ninguém faz nada…
    Bastava disparar uns mísseis contra os quartéis generais, destruir os SU 30, impor bloqueio naval e aéreo.
    Não precisavam entrar tropas.
    E convocar o povo e os militares venezuelanos.
    Estão todos doidos para escapar do tirano maluco.
    Mas têm receio das punições.
    Com os EUA para bancar, o serviço seria feito internamente.
    Os países latino americanos deveriam dar graças a Deus se houvesse uma intervenção americana.
    Fica o governo brasileiro enchendo a boca que deu abrigo a 50 mil venezuelanos.

    • Assino embaixo. São as melhores opções.

      O problema de ter país comunista como vizinho é tê-lo como foco de infestação de terrorismo, guerrilha, tráfico de drogas e armas, irradiação de propaganda, lavagem de dinheiro, suborno de políticos e autoridades, etc. Se Cuba tivesse sido invadida e dominada nos anos 1960, ficaria mais difícil ter socialismo na América e na África.

  14. Coisas que o Brasil deveria fazer, como auto-entendido “líder regional”. Mas não o faz. Então sobra para os Americanos, que nestas e outras vão dando argumentos para a gentalha anti-Americana. No mínimo o Brasil deveria exercer uma pressão diplomática. Para ao fim, se for o caso, um intervenção à força na Venezuela. Mas não há na realidade nem poder regional, seja político ou militar. Nem mesmo econômico. Enfim, não somos uma potência. Bonzinhos, abrigamos Venezuelanos cheios de moléstia para compartilhar com eles a nossa pobreza, o nosso sofrimento e a nossa terceiro mundice. Os pobres, os ricos foram para is EUA, obviamente.

  15. Os refugiados já são um problema SEM guerra e ainda querem apoiar uma guerra num país com fronteira terrestre conosco?!

    A única intervenção militar que eu acho válida lá, seria alguma ação com tropas especiais executando o Maduro, e colocando alguém no lugar (as vezes alguém relativamente já com algum Poder) que tentaria colocar o país no eixos de volta a democracia.

    Seria muito mais uma ação de inteligência buscando alguém com alguma influência nas forças armadas, mas mais moderado.

  16. Na boa, eu repudio veemente essa invasão, os venezuelanos que resolvam seu problema para lá. Não quero ver o Brasil inundado de imigrantes por causa de um guerra, já temos problemas demais internamente, nosso povo não teria recursos para ajudar todos o venezuelanos que fugissem para cá, além de quê é o pretexto perfeito para o Maduro apertar ainda mais seu regime contra o povo venezuelano, ou até mesmo querer iniciar um processo de nuclearização do país, ajuda para isso ele têm, da Rússia e China, nem que para isso as baixas civis por causa da fome aumentem ainda mais.

    O melhor mesmo é sabotar o governo venezuelano à distância de todas as formas. Uma hora a população irá se revoltar maciçamente, e do jeito que as coisas andam por lá, bem capaz das próprias forças militares e paramilitares começarem a se revoltar contra o governo. O Maduro vai cair de podre.

  17. Essa invasão é improvável. É mais um rompante de Trump dos muitos que ele comete.

    Mas a situação na Venezuela está difícil de ser resolvida. Maduro acaba de promover mais de 19 mil militares. Há tempos que os militares Venezuelanos são comprados e, desta vez, houve um expurgo nas fileiras das FFAAs pois só foram promovidos aqueles que juraram e são fiéis á revolução bolivariana e não ao país. São uns vendidos.

    Mais de mil generais para FFAAs que possum menos de 200 mil homens e mulheres em suas fileiras e ocupam 11 dos 33 ministérios… Em suma, estão enrolados até o pescoço com o bolivarianismo.

    Trump errou feio ao sugerir uma invasão. Como bem diz o texto só Maduro ganhou em termos de retórica com isso…

  18. Caros Colegas. Colocando as coisas sobre outra perspectiva. A Venezuela é um país soberano. Tem sus problemas e suas vantagens econômicas. Pelo que sei, nenhum venezuelano jogou um avião comercial contra a Casa Branca, nenhum barquinho pesqueiro de bandeira venezuelana cheio de dinamite explodiu ao lado de um navio da marinha dos EUA, o Pres. Maduro não disparou nenhum míssil sobre o território de outro país nem soltou gás sarin sobre uma vila perdida na fronteira, nenhum estudante venezuelano invadiu a embaixada dos EUA fazendo reféns, nem lembro se algum terrorista islâmico está escondido na selva venezuelana (talvez lá no alto do Monte Roraira). Por que os EUA precisam invadir a Venezuela? Por que os EUA tem que derrubar outro presidente? (só mais um na lista da CIA, Sira 48, Irâ 53, Guatemala 54, Brasil 64, Chile 73, Iraque 2003, Gadaffi 2011,etc)

    • Amigo Camargoer… Se teu vizinho bate na mulher e os filhos fogem para as casas dos outros moradores do bairro? A mulher grita lá de dentro: “Está matando! Está matando!”O que você vai fazer? Ler algum estudo de alguma universidade brasileira ou tentar ir socorrer? Ou chamar a polícia? O que fazes?

    • Invadir a Venezuela é ir contra o direito internacional! Por mais que Maduro seja um canalha e um narcoditador, o que deve ser feito é pressão diplomática nos organismos multilaterais como a ONU.

      Agora a julgar pela data em que Trump teria feito essa consulta (agosto de 2017) imagino que na verdade essa ideia não teria partido dele e sim de Steve Bannon, seu então estrategista-chefe, um notório fanático de extrema-direita.

    • Um pouco de bom senso, Camargoer..ufa! Por mais que os EUA sejam uma nação poderosa e uma líder em diversos aspectos, eu fico temeroso é com essa naturalidade com que fala – e decide – qual governo deve ou nao ser preservado ou derrubado. Ainda mais que, olhando a história, diversos outros regimes ditatoriais passaram a largo sem qualquer manifestação pública de uma ação! É isso ai, vamos invadir mais uma republiqueta das Américas e matar mais alguns milhares de latinos sub desenvolvidos! México, Nicarágua, Chile, Brasil, Venezuela, dane-se! Democracia é para quem e quando acharmos conveniente! (em 2 min alguém me chama de comunista e me manda morar na Venezuela…. tsc…)

      • Olá Luciano (riso). Acho que nos mandam juntos para Venezuela ou Cuba. Talvez Trump não saiba a diferença entre as duas (riso). Lembrei de Reagan confundindo o Brasil com a Bolivia…

    • Ops mas a Rússia já fez isso e acabou com a democracia da Venezuela, assim como fariam com o Brasil se um governo nacionalista não assumisse.

  19. Caro Victor. O direito internacional é mais complexo do que isso. A comunidade internacional reconhece a Venezuela como um Estado soberano. Lembro de outros casos, como no terremoto do Haiti ou da Tsunami no sudeste asiático nos quais a comunidade internacional atuou solidariamente como os governos locais, independente do viés ideológico dos países. Recomendo o artigo “A relativização da soberania em face da preservação dos direitos e garantias fundamentais” publicado em 2010. Talvez ele ajuda na elaboração teórica sobre o significado de uma intervenção humanitária no contexto do direito internacional

    • Realmente você não é capaz de responder uma pergunta diretamente. Eu não falo de crise humanitária, amigo, mas de assassinatos, de prisões políticas e arbitrárias, de povo protestando na rua e levando chumbo. Você vai pedir para o povo sofrendo da Venezuela ler teus estudos?

    • Responda diretamente. O vizinho bate na mulher e a mulher grita: ” está matando! está matando!”. O que você faz? Responda diretamente! É uma analogia que faz todo sentido…

      • Vc tem problemas para compreender.
        o direito internacional, como dito, é muito mais complexo do que briga de vizinho.
        com essa pergunta vc quer insinuar o que? Que os EUA são a polícia que deve ser chamada quando alguma situação desagradável está acontecendo?
        Nós, com 60 mil homicídios por ano, deveríamos ser invadidos pelos EUA? Não é também um problema grave?
        Um dos problemas atuais é que a Internet deu voz a pessoas que não entendem nada de determinados assuntos e querem expressar de qualquer jeito sua opinião fundada no senso comum, a ponto de achar coerente comparar uma invasão a um país com o salvamento de uma mulher vítima de violência doméstica. A famosa comparação de alhos com bugalhos

        • É uma metáfora… o fato é que há Venezuelanos pedindo ajuda, e nós… bem, nós mandamos ler os tratados, os estudos, os artigos… Os Americanos são bem mais práticos…

    • você está parecendo o “Rolando Lero ” da Escolinha do Professor Raimundo… Não é capaz de responder uma pergunta sem enrolar… sem citar um estudo que ninguém jamais irá ler e que nunca solucionará os problemas do mundo…

    • Naquela época que crianças morriam de fomo no Brasil, especialmente no nordeste, crise humanitária que nos assemelhava à Africa, fizeram-se mil estudos, mil artigos nas mais conceituadas escolas brasileiras. Gastou-se muito tempo, papel, cafezinhos para os debates, distribuíram medalhas e títulos para os “doutores”, tudo com muita pompa e cerimônia. E a fome no nordeste continuou. Se não fosse por “Betinho” (que Deus o tenha!) e sua campanha “Natal sem fome” onde ele colocou a mão na massa e resolveu pedir comida para distribuir para os pobres e depois a Ruth Cardoso que começou com o Bolsa escola, dando dinheiro para crianças irem estudar, até hoje, se dependesse dos artigos de professores e estudantes universitários com títulos, estariam todos passando fome, certo? Caia na real!

      • Victor, você está desconsiderando os estudos que fizeram com que governo, Betinho e outros agissem no caso nordestino. Se você está realmente preocupado com o povo venezuelano deveria levar em conta que ação sem conhecimento pode causar maiores danos e não resolver nada. O problema venezuelano vai além de um simplório “mau governo”.

  20. Victor Moraes, o Camargoer está mostrando que existem outras formas de se ver o caso e citando as fontes dos estudos existentes, vc pode concordar ou não com os estudos, mas o criticar por apomtar outras formas de se ver o caso com fontes anexas é exagero.
    É sempre bom se ter outras fontes de consulta, e é bom que alguem as aponte.

    • Exatamente! O caso da mulher e marido é resolvido com o código penal, mas no caso do debate, estamos falando de nações soberanas, sendo ditaduras ou nao, o que se aplica é o direito internacional. Dentro dele, sendo signatário de acordos, há regras.

      • O código penal diz que “todos” podem evitar crimes… e as polícias tem o dever. No caso do marido e mulher, no mínimo se você não for intervir, deve chamar a polícia, certo?

        • Um esclarecimento jurídico. Ninguem está obrigado a intervir em briga de marido e mulher e so há omissão de socorro, se sem perigo para si, pudesse o agente intervir. A não comunicação do fato a polícia não constitui crime pois não há o dever legal de agir.
          A omissão so é penalmente relevante no casos do artigo 13, parágrafo 2º, do CP.

          • Nem tudo o que é legal é moral. A verdade é que é uma covardia ver que Maduro “mata” e “prende” por razões políticas, por ambição de poder, e nós brasileiros não fazemos nada. Isto é covardia. O que o governo Brasileiro fez além de abrigar refugiados?

          • Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.

          • Se eu fosse um promotor chato e uma senhora viesse a morrer nas mãos do marido, gritando por socorro, eu processaria os vizinhos por omissão de socorro, ou por favorecimento pessoal, ou por coautoria no crime de homicídio… Na verdade quem vê alguém matando e não faz nada, nem chama a polícia, é partícipe do crime do homicídio, no máximo, e autor do crime de favorecimento pessoal, ou omissão de socorro, no mínimo. O fato é que se valoriza os tais tratados acima da vida humana…

          • E se me perguntarem se algum país deveria intervir no Brasil devido ao alto número de homicídios neste país, eu digo que “demorou”. Venham logo!

      • O fato é que se a comunidade internacional não respeitar a população de países cujos governantes não respeitam princípios fundamentais de direito, que tomaram o poder, que mudam constituições para se eternizar no poder… São ditadores…
        O país é soberano mas o governo é ilegítimo.
        Trata-se de um maluco fanático seguidor de ideologias de esquerda.
        Membro do foro de São Paulo.
        Quem não lê a cartilha comunista é golpista.
        Grupo internacional tentando suprimir a democracia nos países mais frágeis.
        Ou se aproveitar da democracia para enganar a população com sua propaganda mentirosa.
        Utilizam de todos os meios, lavagem cerebral de alunos e jovens, compra de apoio de pobres oferecendo-lhe o paraíso na terra, dando-lhes prebendas, “espelhos”, dentaduras, etc.
        Isso quando não compram pessoas influentes como fizeram na província de Santa Cruz.
        Para acabar com uma revolta na Bolívia, teriam cooptado pessoas ricas e influentes na região em troca de apoio.
        Pelo menos sai na Veja.
        O mundo não pode assistir a isso calado.
        Os EUA estão muito passivos.
        Quanto mais assistem, mais os problemas aumentam.
        E é porque a Rússia e a China não resolveram invadir de vez a América latina, colocando gente da sua turma para dominar os países da região e deixar tais países, para valer, nas mãos de ditadores fanáticos e seus países subservientes a esses outros exploradores sanguinários…

  21. Cavalheiros
    Missão de paz organizada pela ONU é uma coisa.
    Invasão armada, somente se o Congresso Nacional autorizar. E mesmo assim, ainda pode haver recurso ao STF, porque contraria a Constituição.

  22. Olá Walfrido. Encontrei um texto relativamente curto sobre o uso da força por um estado estrangeiro signatário da Carta da Nações Unidas. O texto avalia casos de “intervenções preventivas”, alguns considerados legais e outros ilegais. Não consegui encontrar um único argumento que validasse uma intervenção estrangeira na Venezuela. Se você achar que vale a pena, procure por “A legalidade da intervenção preventiva e a Carta das Nações Unidas”. Considerando que os EUA, Venezuela e Brasil são signatários (e membros fundadores da ONU), este texto pode ser útil para compreender o contexto da discussão. Quando imaginei os argumentos de Trump para invadir a Venezuela, lembrei de Mário Quintana sobre como “o autodidata é um ignorante por conta própria”. Um grande abraço.

  23. Trump só invadirá a Venezuela, se a mesma deixar de fornecer petróleo aos EUA.
    Ninquem invade um pais, se não for por interesses economicos.

    • Caro Fox-2. Estava lembrando de algumas intervenções militares ao longo do Sec XX e claro, várias foram motivadas por interesses econômicos. Contudo, também ocorreram intervenções ideológicas (como a invasão de Granada em 83) ou preventivas (por exemplo a Guerra dos Seis Dias). Algumas destas intervenções tiveram apoio do Conselho de Segurança, mas outras ocorreram sem esse apoio. Creio que seja muito estanho um país levar a cabo uma intervenção militar assumidamente econômica. Sempre será uma operação com um nome que tenha a palavra “libeerdade” ou algo parecido.

  24. Que a crise venezuelana é grave ninguém critica mas já pensaram na escalada que o problema teria caso o EUA intetvissem? O número de refugiados seria multiplicado, haveria combates armados e o conflito poderia se espalhar pelo resto da região amazônica. O pessoal pensa que guerra real é como um joguinho de war, que basta reunir tropas e conquistar territórios, sem o fator surpresa, sem imprevisibilidades, etc.

    • O mais engraçado é pregar intervenção militar em nome do auxílio ao povo venezuelano.
      O povo está passando fome, vivendo na miséria, então vamos jogar bombas, matar alguns milhares, destroçar famílias, arruinar a infraestrutura… grande ajuda.

  25. A Colômbia já recebeu quase 1 milhão de venezuelanos.
    Que já se espalharam por Peru, Equador, Panamá…

    O Brasil mais de 100 mil. Uns falam em mais de 200 mil. Nosso governo abafa os números reais.
    Que estão se espalhando pelo país afora, Argentina, Uruguai, Chile…

    Multipliquem por 5 esses números em caso de Guerra Civil e/ou invasão Yankee.

    Deixa o Maduro lá. Fazendo as fanfarronices dele.
    Quem presta naquele país vai sair fora.
    Quem vai ficar e sofrer eternamente é justamente o povo que vota nele.

    Quem pariu Maduro, que embale.
    E viva o Socialismo. No país dos outros.

  26. Os EUA não irão desperdiçar dinheiro e vidas para derrubar Maduro. Aliás, quanto mais ele se desgasta melhor para depois nunca mais ressurgir esta praga do bolivarianismo. Vai cair de “maduro” (rectius, podre) logo logo.

    Mas certamente se algo fosse feito por eles jamais deveríamos intervir sob qualquer formar. Os prejuizos políticos e econômicos de um atrito com os EUA seriam catastróficos, ainda mais se pra falar em favor de uma ditadura como a chavista que só nos deu calote e trouxe problemas. Eu não esqueci (e não esquecerei) das obras e empréstimos que lula deu ao seu amigo e dos calotes que sofremos enquanto a Venezuela financiava Cuba.

    E nem se fale em omissão arranhar a suposta liderança que teriamos na AL. Esta liderança é fictícia. Só é reconhecida pelos nossos vizinhos quando lhes convém. Temos que pensar no que é melhor pra nós. Os EUA com todas as suas incongruências e contradições ainda faz mais por nós do que toda a AL junta. Não se trata de servilismo, mas de reconhecer quem é o menos piore quem mais atende a nossos interesses. O resto é comercial de creme dental.

  27. Caros Colegas. Talvez por curiosidade, segundo a Reuters, os quatro lideres latino americanos que jantaram com Trump foram Temer, Santos (Colômbia), Varela (Panamá) e Michetti (vice presidente da Argentina). Ver em “Trump says democracy must be restored in Venezuela soon”. (18 de setembro de 2017).

  28. Bom relato. No centro da questão. Ou é extrema direita ou esquerdismo ultrapassado tomando conta dos corações e mentes, onde vamos parar….

  29. Acho que os Eua so faria algo do tipo se o Maduro tivesse pretensões de construir uma bomba nuclear ou de fazer algo tao grave quanto. Invadir a Venezuela na situaçao atual teria uma grande possibilidade das coisas piorarem ainda mais.

  30. Gostaria de colocar a seguinte questão ao Camargoer e a quem mais queira opinar:

    O que realmente acontece com a venezuela?
    Para mim não faz sentido que o país com as maiores reservas de petróleo do mundo esteja também vivendo um desastre econômico ao ponto de boa parte da sua população passar fome. Por mais inepto que seja o regime, para mim, isso não faz sentido. Eu sei que há o problema da doença holandesa, mas será que isso somado a forte queda no preço do petróleo explicaria a deterioração para o quadro atual? Será que essa situação não seria, em grande medida, fruto também de um impasse entre setores da sociedade. Será que lá está ocorrendo um “quanto pior melhor” por parte de todos os atores envolvidos como forma de pressionar e levar à alguma ruptura, como o que, na minha opinião, ocorreu na classe política as vésperas do impeachment aqui no brasil, só que desta vez mais duradouro e sem um desfecho previsível em vista?

    • O que acontece é simples para quem não ignora, ou distorce, parte da história por motivo ideológico: É o mesmo colapso e autoritarismo que aconteceu em cuba, coréia do norte, vários países africanos, na China (antes de reconhecerem que esse modelo não funcionava), etc.

      A venezuela tem implementado a risca essas antigas politicas comunistas, por exemplo: Eles já tem os próprios soviets que eles chamam de… comunas. É notório que os soviets só contribuíram para aumentar o poder do executivo e fortalecer a ditadura porque os soviet eram o próprio governo controlando os meios de produção. Na Venezuela não é diferente, as comunas são comandadas pelos próprios militantes do poder executivo e ai de quem resolver desobedecer, até porque o executivo já criou também sua milícia armada.

      Tem gente que ainda vem dizer que a venezuela não é socialista porque tem propriedade e empresas privadas (ainda), mas está claro que é uma questão de tempo até acabarem de vez com qualquer coisa privada, as comunas e o governo tomando empresas privadas uma por uma já são um começo disso. Podem esperar por mais fome e mais gente fugindo do país porque foi isso que sempre aconteceu.

      • Caro SmokingSnake, está claro para mim que regimes comunistas sempre relegaram boa parte de sua população a uma equidade na pobreza. Mas acho que apenas isso não seria o suficiente para explicar o que lá ocorre. Países muito menos afortunados em riquezas naturais e igualmente assolados por regimes opressores de esquerda não vivenciaram uma catástrofe como esta.

          • Caro Wilson. Concordo com você. Na lista de países por IDH existem vários países que até recentemente eram pertenciam à URRS ou compunham o “Pacto de Varsóvia” com altos índices, enquanto no outro extremo aparecem vários países que sempre tiveram economias capitalistas liberais. Também é possível observar que os países com maior IDH são sociedades baseadas no bem estar social. Também chama a atenção que o IDH da Venezuela (0,767 em 2016) ser melhor que o do Brasil (0,754 em 2016).

          • E que países são esses? Porque sempre vejo quem diz isso citar ditaduras socialistas na África como se fossem os países mais capitalistas do mundo kkkkk. Olha o ranking dos países com maior liberdade econômica e vê se tem algum que seja pobre.

  31. Oráculo 7 de julho de 2018 at 20:51
    A Colômbia já recebeu quase 1 milhão de venezuelanos.
    Que já se espalharam por Peru, Equador, Panamá…

    O Brasil mais de 100 mil. Uns falam em mais de 200 mil. Nosso governo abafa os números reais.
    Que estão se espalhando pelo país afora, Argentina, Uruguai, Chile…

    E ainda trazem com eles doenças para o Brasil

  32. Só uma pergunta para quem acha que a Venezuela deve resolver o seu problema internamente..

    O Brasil deve indefinidamente e sem limites receber refugiados de lá ?

    • Caro Rodrigo. A comunidade internacional já organizou diversas ações humanitárias. Todas dentro da ordem internacional. Uma intervenção militar é diferente de uma ação humanitária. Não estamos discutindo ideologia ou ajuda humanitária, mas o fato de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela ser ilegal.

      • Ação humanitária só funciona no seu mundo de ________________

        Se vai ser ilegal ou não é irrelevante para mim.

        Existe um problema que precisa ser resolvido e tenho certeza que não vai ser através da ONU.

        COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O RESPEITO.

        • Caro Rodrigo. Aproveitei esses dias para fazer uma pesquisa sobre a questão do direito internacional e legitimidade do Estado. Tem coisas muito boas. Particularmente, fiquei impressionado com a dissertação do Maj.Art. Marcio Grala, de 2013, “O direito internacional dos conflitos armados e a ética profissional militar nas pequenas frações: instrumentos fundamentais da força terrestre para o combate do século XXI” que faz uma excelente exposição das preocupações do EB. Uma parte interessante do trabalho foi sobre o “Inquérito Peers” e sobre os problemas que os desvios éticos no Iraque e Afeganistão criam para o exército dos EUA. Ao contrário do que parece, o fato de ser legal é extremamente relevante para o sucesso de uma missão e para a garantia jurídica dos militares. No caso brasileiro, o Art 5 da CF88 menciona que o Brasil esta submetido à jurisdição do TPI (includo por emenda constitucional em 2004).

    • Se o Brasil não quiser receber refugiados basta fechar a fronteira. Não precisa começar uma guerra ou apoiar uma invasão americana.

      • O Brasil tem o dever, aliàs, eu diria a obrigação moral de receber esses refugiados. Não apenas pela interpretação teleológica do art. 4º da CF/88, que traz os princípios que regem as nossas relações internacionais, como também pelo fato de que há bastante tempo a face autoritária do regime bolivariano é conhecida e a despeito dos abusos cada vez crescentes até 2016 tiveram apoio irrestrito do governo que aqui havia.

  33. Acredito que o problema da vez seja a instabilidade da Nicarágua. Lá, sim, há um problema sério. É mais perto dos Estados Unidos e já, há algum tempo, tem se mostrado mais “cubanizada” que a própria Venezuela. Talvez os falcões queiram dar um exemplo a Maduro a partir de uma ação pontual na Nicarágua (que tem investimentos maciços do governo chinês, inclusive com uma base naval projetada)

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