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Exército da Argélia invade In Amenas

Ação resultou em 34 reféns  e 15 terroristas mortos

 

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vinheta-clipping-forte1 Trinta e quatro reféns e 15 de seus sequestradores extremistas islamitas ligados à Al-Qaeda morreram nesta quinta-feira (17) durante um ataque do Exército da Argélia a um campo de exploração de gás, informou um porta-voz islamita citado pela agência de notícias mauritana Nouakchott Information (ANI).

A rede de TV Al-Jazeera também informou sobre a morte de 34 reféns, citando suas próprias fontes e testemunhas.

Segundo o porta-voz islamita, que afirmou à ANI estar presente no campo de gás próximo a In Amenas, os sequestradores, que exigem a retirada de tropas francesas do vizinho Mali, “tentavam transportar uma parte dos reféns para um local mais seguro em veículos” quando o Exército argelino bombardeou, “matando reféns e sequestradores ao mesmo tempo”.
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Os sequestradores disseram que matariam os restantes sete reféns -3 belgas, 2 americanos, 1 japonês e 1 britânico- caso o Exército se aproximasse, segundo a ANI.

A agência oficial argelina APS afirma que cerca de 600 reféns argelinos, além de dois britânicos, um queniano e um francês, foram libertados durante a operação, sem citar mortes.

Mali

O ataque que resultou na situação de sequestro começou na madrugada de quarta em um sítio gasífero operado pelas empresas nacional Sonatrach com as companhias British Petroleum, britânica, e Statoil, norueguesa, em Tiganturin, a 40 quilômetros de In Amenas, não muito longe da fronteira com a Líbia.

Os militantes se identificaram como integrantes da rede terrorista Al-Qaeda afirmaram à France Presse que o sequestro foi feito por grupos da rede terrorista procedentes do norte do Mali.

Os agressores exigiram o fim da campanha militar francesa no Mali, onde 1.400 soldados franceses fazem uma ofensiva terrestre contra os rebeldes, uma semana depois de o governo francês abrir fogo contra os militantes islamitas a partir do ar.

O país africano está dividido desde o ano passado, após rebeldes ligados à Al-Qaeda terem dominado o norte do território.

A Argélia permitiu que a França utilizasse seu espaço aéreo durante a intervenção militar iniciada na semana passada contra os rebeldes islamitas no Mali.

Mais de 24 horas após o início do sequestro, o número exato e a nacionalidade dos reféns continuava sem confirmação precisa: mais de quarenta ocidentais, incluindo sete americanos, dois britânicos, japoneses, um irlandês, um norueguês, e ao menos 150 argelinos (a maioria funcionários de uma companhia francesa de logística).

FONTE: G1

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Zaki Laidi

vinheta-clipping-forte1Em menos de dois anos, a França realizou três intervenções militares externas decisivas. Em março de 2011, seus ataques aéreos na Líbia (juntamente com os do Reino Unido) cercearam as tropas do coronel Muamar Gadafi quando se preparavam para retomar a cidade de Benghazi. Um mês depois, forças francesas na Costa do Marfim prenderam o presidente Laurent Gbagbo, que se recusara a reconhecer a vitória eleitoral de seu adversário, submetendo o país ao risco de uma guerra civil. Agora a França interveio no Mali.

Esta mais recente intervenção foi inicialmente planejada como parte de uma missão europeia de apoio às forças africanas, mas a França decidiu agir de forma unilateral para tolher o avanço de islamitas que ameaçavam invadir Mopti, a última barreira antes de chegar à capital, Bamako. Além disso, a França quer proteger seus cidadãos instalados na região, manter a estabilidade no Sahel [o semiárido africano ao sul do Sahara], que abriga governos muito fracos, e impedir a transformação do Mali numa base do terrorismo islâmico voltada para a Europa.

Muita coisa está em jogo – ainda mais porque a intervenção da França tende a ser ampla. Embora os islamitas tenham sido temporariamente derrotados, estão bem armados e recebem suprimentos da Líbia via Argélia, que reprimiu os islamitas em seu país mas parece fazer vista grossa a seu trânsito por seu território. Além disso, o potencial do exército malinês e o de outros países da África Ocidental que deverão se integrar à operação é pequeno demais para mudar as coisas. Os Estados Unidos tentaram dar treinamento ao exército malinês, mas fracassaram fragorosamente.

Os europeus relutam em desenvolver um aparato militar significativo porque o seu projeto foi criado em contraposição à ideia de força. Mas essa postura se tornou indefensável. A região se defronta com ameaças reais, que Paris sozinha não consegue deter

Com a segurança da Europa como um todo em jogo, por que a França é o único país envolvido?

Uma das explicações é encarar a intervenção como uma tentativa neocolonialista de proteger uma seara francesa. Esse é um erro crasso. A França não tem interesse em proteger um regime malinês que sabe ser corrupto e incompetente; na verdade, a França se recusou recentemente a apoiar uma solicitação do regime do presidente François Bozizé na vizinha República Centro-Africana de ajuda no enfrentamento dos rebeldes.

As motivações da França são mais amplas. Em especial, a França sempre considerou a África Subsaariana e o mundo árabe esferas naturais de influência política e estratégica necessárias para manter sua posição de uma das potências mundiais.

A segunda explicação é mais convincente: a França, além da Grã-Bretanha, é a única verdadeira potência militar europeia. Ela acha que um aparato militar operacional é condição do poder – opinião não compartilhada pela esmagadora maioria dos governos europeus, que continua a exibir uma aversão coletiva à guerra.

A Europa, sem dúvida, dispõe de meios para uma ação conjunta. Em 2003, após o início da Guerra do Iraque, a Europa abraçou uma estratégia preparada por Javier Solana, na época o alto representante da União Europeia (UE) de Política Externa e de Segurança Conjuntas. Mas, embora um grande número de europeus tenha ingenuamente acreditado que a proposta seria o prelúdio de uma estratégia europeia conjunta, ela foi preliminarmente formulada em termos tão vagos que permitiam qualquer – ou nenhum – resultado.

O Tratado de Lisboa da UE faz menção a “cooperação estruturada permanente” em política de segurança e de defesa, e existe todo um aparato de comissões políticas e militares para prever, preparar e implementar operações militares em nível europeu. Mas esse mecanismo é desprovido da vontade política conjunta necessária para ativá-lo; quanto menos for utilizado, menos utilizável se tornará.

Durante a crise da Líbia, a sucessora de Solana, Catherine Ashton, procurou restringir o papel da UE ao de uma super-ONG focada em ajuda humanitária e desenvolvimento econômico. Recentemente, na votação sobre a representação palestina na ONU, a UE recomendou a abstenção a seus membros – estranha maneira de afirmar o compromisso da Europa com a liderança mundial.

Para a Grã-Bretanha a defesa em âmbito europeu é um projeto fadado ao fracasso. A Grã-Bretanha se desviou desse princípio uma única vez, quando concordou em participar da operação antipirataria Atalante ao largo do Chifre da África – provavelmente por ter sido posta no comando. Em decorrência disso, os que querem um aparato de defesa europeu conjunto não têm meios de criá-lo, enquanto os que têm os meios de criá-lo não o querem (com a possível exceção da França).

A cooperação bilateral da Grã-Bretanha com a França – posta em destaque durante a crise da Líbia – é, às vezes, muito sólida. Mas, apesar do tratado de cooperação nas áreas de defesa e segurança entre os dois países, firmado em 2010, os britânicos decidiram, por motivos orçamentários, adquirir aviões incompatíveis com os porta-aviões franceses.

Mesmo Espanha e Itália, os dois países mais afetados pelos últimos acontecimentos no Mediterrâneo e no Sahel, reduziram significativamente seus gastos militares. Ao contrário da Alemanha, ambos os países participaram da intervenção na Líbia, mas com regras altamente restritivas de envolvimento para suas forças. A força naval italiana, por exemplo, foi orientada a evitar as águas ao largo da costa de Trípoli, e os aviões-tanque espanhóis foram proibidos de reabastecer caças.

A Europa como um todo dedica atualmente apenas 1,6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à defesa, comparativamente aos 4,8% destinados pelos EUA a esse fim. Ela se constitui na única região do mundo em que os gastos militares estão diminuindo. Suas forças de prontidão são extremamente reduzidas, respondendo por 4% de todo o efetivo militar mundial, contra os 14% dos EUA. A cooperação industrial, que poderia constituir um fator positivo do ponto de vista econômico e militar, também está enfraquecendo, como ficou demonstrado pela bem-sucedida oposição da Alemanha à pretendida fusão Eads-BAE, oficialmente cancelada em outubro.

A Alemanha tinha dado a impressão de ter abraçado uma política mais sólida desde sua participação nas operações militares no Afeganistão. Atualmente, no entanto, ela recua diante de qualquer perspectiva de intervenção militar, apesar de ser o terceiro maior exportador mundial de armas.

A Europa reluta em desenvolver um aparato militar significativo porque o projeto europeu foi criado em contraposição à ideia de força. Mas essa postura se tornou indefensável. A Europa se defronta com ameaças reais, que a França sozinha não consegue deter. Além disso, o sistema internacional se aglutina cada vez mais em torno de potências nacionais que consideram a força militar um pré-requisito essencial da influência. A Europa não tem opção entre poder brando e poder duro. Precisa associar os dois se quiser sobreviver. (Tradução de Rachel Warszawski)

Zaki Laïdi é professor do Institute d”études politiques de Paris (Sciences Po). Copyright: Project Syndicate, 2013.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

 

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vinheta-clipping-forte1Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia, afirmou ontem que a crise no Mali ameaça diretamente a União Europeia e prometeu apoio logístico e financeiro à intervenção feita no país.

“Sob nenhuma circunstância podemos ficar indiferentes”, disse, no Parlamento Europeu. Em seguida, afirmou que os países europeus irão treinar o Exército do Mali “o mais rápido possível”.

A França começou ontem a deslocar tanques para combater radicais islâmicos que controlam o norte do país do oeste africano, muitos ligados à rede terrorista Al Qaeda.

São hoje 1.700 militares no combate, mas a previsão é de que eles cheguem a 2.500.

Diversas nações europeias, além dos EUA e do Canadá, ofereceram apoio à França, com contribuições em áreas como transporte e logística.

Entre os impactos do avanço islamita no Mali está o tráfico de drogas e o sequestro de europeus, crimes que financiam grupos armados como o Ansar al Din e a franquia da Al Qaeda no norte da África. Também há o temor de que haja atentados na Europa.

A ajuda europeia ainda não foi detalhada. Ministros das Relações Exteriores do bloco devem se reunir amanhã para discutir esse tema.

Nações africanas, que devem assumir a dianteira na intervenção, aumentaram o número de homens a serem deslocados ao país. A Nigéria dizia que contribuiria com 600 soldados. Agora, serão 900.

Ontem, autoridades militares reuniam-se em Bamaco, e o Níger dizia que seus 507 soldados estavam prontos para o combate. Depois de cinco dias de bombardeios, islamitas mantêm as batalhas nos arredores de Diabaly, no centro do país.

Avanço

Militantes islamitas avançam no Mali desde janeiro de 2012, quando uma revolta tomou o norte do país. Aproveitando o vácuo de poder criado por um golpe de estado de março do ano passado, rebeldes ganharam terreno.

O fundamentalismo da Al Qaeda, enfraquecido pela intervenção norte-americana, tem migrado de seus redutos tradicionais, Paquistão e Afeganistão, para regiões como Iêmen, Somália e Mali.

No Iêmen, fundamentalistas são combatidos por drones (aviões não tripulados) norte-americanos. Na Somália, um contingente de tropas africanas já retomou áreas como a capital Mogadício.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1O Mali enfrenta uma de suas mais graves crises desde que o país africano se tornou independente da França, em 1960.

Após um pedido do governo malinês, a França enviou tropas ao país, para conter o avanço de rebeldes fundamentalistas islâmicos.

Em abril de 2012, militantes, muitos dos quais ligados à rede Al-Qaeda, assumiram o controle de vastas áreas no norte do país.

Entre outras restrições, os rebeldes proibiram todo tipo de música, considerando cantar ou tocar qualquer tipo de música não-islâmica um crime, bloquearam sinais de rádio e confiscaram telefones celulares, substituindo toques de música por versos do Alcorão.

O Exército havia assumido o controle do país, através de um golpe, no mês anterior. Na ocasião, os líderes do golpe acusaram o governo recém-eleito de ser frouxo com os militantes islâmicos. Nesse meio tempo, se aproveitando da distração dos militares, os rebeldes fizeram rápidos avanços na sua investida.

Após um acordo intermediado pelo bloco regional da África Ocidental Ecowas, o governo civil foi restaurado no sul do país. O líder do Parlamento tomou posse como presidente interino, mesmo assim a junta militar ainda exerce grande influência no governo e a incerteza política no país permanece.

O Mali, um país no oeste africano sem acesso ao mar, é uma das nações mais pobres do mundo.

Acompanhe a seguir um guia sobre quem são os principais protagonistas do conflito do Mali.

O presidente interino

121019144837_mali_traore_304x171_afpDioncounda Traoré, de 70 anos, há muito tinha ambições presidenciais, mas ele esperava chegar ao poder por meio das eleições marcadas para abril de 2012.

Ele completou sua educação superior na antiga União Soviética, na Argélia e na França, onde obteve um doutorado em matemática.

Traoré regressou ao Mali para dar aulas em uma universidade, antes de se envolver com a política.

Ele foi membro-fundador do partido político Aliança para a Democracia no Mali, em 1990. Entre 1992 e 1997, foi ministro das pastas de Defesa e Relações Exteriores.

Em 2007, foi eleito presidente da Assembleia Nacional Malinesa.

Ele foi um aliado do presidente deposto Amadou Toumani Touré, que se tornou extremamente impopular.

Por conta disso, muitos malineses veem Traoré com desconfiança.

A situação se agravou em maio de 2012, quando golpistas atacaram Traoré em seu escritório, obrigando-o a buscar tratamento médico na França.

Quando os rebeldes fundamentalistas islâmicos lançaram uma nova ofensiva, entrando na cidade de Konna, no centro do país, o presidente interino recorreu à França, o antigo poder colonial, para obter ajuda militar.

Ele declarou estado de emergência no país, argumentando que os rebeldes queriam ampliar suas ”atividades criminais” por todo o país.

O líder golpista

130115122412_mali_golpista_304x171_afp_nocreditO golpe de março de 2012 parece ter sido um movimento espontâneo, nascido de um motim na base militar de Kati, a cerca de 10 km do palácio presidencial em Bamako.

Ele foi liderado por um oficial de média patente, o capitão Amadou Sanogo, um dos poucos oficiais que não fugiram da base de Kati quando os soldados iniciaram a revolta e se dirigiram à sede do governo.

O militar, que está na faixa dos 30 anos, é de Segou, a segunda maior cidade do Mali, há cerca de 240km da capital do país, Bamako, onde seu pai trabalhou como enfermeiro de um hospital.

O jornalista Martin Vogl descreve Sanogo como um homem vigoroso, confiante e carismático.

O capitão passou toda sua vida profissional no Exército e recebeu parte de seu treinamento nos Estados Unidos, inclusive treinamento de inteligência.

Sanogo já insinuou que poderá exercer um papel no futuro político do Mali, apesar de formalmente ter entregue o poder.

Os rebeldes

130114153559_mali_rebel_304x171_bbc_nocreditO Movimento Nacional pela Libertação de Azawad (MNLA) e o grupo islâmico Ansar Dine são os dois principais grupos envolvidos na tomada de poder no norte do Mali – uma área do tamanho da França.

Outros pequenos grupos também estão participando dos combates, como o Movimento pela Unidade e Jihad no Oeste da Áfric (Mujao).

Apesar de terem objetivos distintos, o MNLA e o Ansar Dine juntaram suas forças para realizar combates conjuntos, entre eles um que resultou na captura de Timbuktu, mas existem séries tensões entre os dois grupos rebeldes, que já chegaram a se enfrentar.

O MNLA quer a independência da sua terra natal tuaregue, no norte do Mali, chamada de Azawad.

Entre os oficiais do grupo rebelde estão tuaregues malineses que, quando no exílio na Líbia, combateram ao lado das forças do coronel Muammar Khadafi quando este teve que enfrentar uma revolta popular contra o seu governo.

Após a derrubada de Khadafi, eles regressaram ao Mali, bem treinados e trazendo armamentos pesados.

Mas são os guerrilheiros islâmicos do Ansar Dine e do Mujao que agora controlam três das principais cidades da região, Timbuktu, Gao e Kidal.

Os grupos têm conexões com a facção da Al-Qaeda no norte da África, conhecida como Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, cuja especialidade é sequestrar ocidentais em troca de resgates.

O Ansar Dine diz não lutar pela independência e quer manter a integridade territorial do Mali. Mas o grupo quer introduzir a lei islâmica – conhecida como sharia – em todo o país.

Ansar Dine e Mujao seguem a vertente wahabista do Islã, a mesma variante adotada pela milícia Talebã, enquanto que a maior parte dos muçulmanos do Mali segue o islamismo sufi.

Os dois grupos tentaram impor sua versão do Islã destruindo templos sufi, que eles afirmam promover a idolatria, na cidade de Timbuktu, que é um Patrimônio Mundial da Humanidade.

Isso fez com que eles se tornassem extremamente impopulares entre muçulmanos sufi. A ONU diz que a destruição de templos pode representar um crime de guerra.

De acordo com o analista Andy Morgan, os combatentes islâmicos são bem mais ricos que o MNLA, em parte graças ao dinheiro obtido como resgate na troca por ocidentais sequestrados e pelo tráfico de cocaína, haxixe e cigarros.

França

130114200633_mali_french_troops_304x171_afp_nocreditO presidente francês, François Hollande, enviou tropas ao Mali apesar de dizer que a França não quer mais interferir em assuntos de suas ex-colônias africanas.

Em dezembro do ano passado, a França rejeitou um pedido do presidente da República Centro-Africana, François Bozize, para que fossem enviadas tropas para ajudar a conter o avanço rebelde rumo à capital, Bangui.

Na ocasião, o líder francês afirmou: “Esses dias acabaram”. Mas poucas semanas depois, a França interveio no Mali, enviando tropas para a capital, Bamako, e atacando posições rebeldes.

A França entrou no conflito porque a ameaça no Mali parte de militantes islâmicos, não de rebeldes seculares.

E a intervenção se deu após o Ansar Dine ter encerrado uma trégua que estava em vigor desde o ano passado, quando seus combatentes avançaram rumo ao sul do país, entrando na estratégica cidade de Konna, em 10 de janeiro.

O governo francês temia que os rebeldes marchassem até Bamako, transformando o Mali no que Hollande chamou de ”um Estado terrorista” que poderia ameaçar o restante da África e da Europa.

Países vizinhos

Atualmente comandado pelo presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, a Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano (Ecowas, na sigla em inglês), bloco formado por países da África Ocidental, vem pedindo a intervenção militar no Mali desde que os rebeldes capturaram o norte do país, em abril de 2012.

Mas o Conselho de Segurança da ONU adiou a aprovação da missão, levantando dúvidas sobre se a força regional estava preparada adequadamente para intervir.

A Ecowas diz que pretende mandar suas tropas ao Mali dentro de poucos dias.

O efetivo do bloco no país deverá ser de 3 mil homens.

Com a aprovação da Ecowas, Burkina Faso vem mediando negociações entre os rebeldes e o governo do Mali.

Mas as conversações falharam após o avanço rebelde em Konna.

FONTE: BBC Brasil

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Enquanto a França expande o combate às células extremistas islâmicas no Mali, há informações de que os Estados Unidos e o Reino Unido já estão colaborando com a ofensiva. Aviões britânicos já teriam sido enviados ao país do leste africano.

Ainda não foi confirmado como os dois países aturão junto com as forças francesas. O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, declarou que os EUA, estão auxiliando nas áreas de “comunicação e transportes”. O gabinete do primeiro-ministro britânico, David Cameron, divulgou um comunicado ontem afirmando que o governo “se dispõe a dar apoio logístico para transportar tropas e equipamentos ao Mali”.

Segundo dados da Associated Press, os Estados Unidos teriam oferecido também enviar drones de vigilância ao Mali, para rastrear as movimentações dos grupos radicais, que já tomaram a região norte e parte do território central do país. Ainda não há informação sobre o governo francês ter aceitado a oferta.

A França mandou um contingente de 400 soldados para o Mali, juntamente com aeronaves de ataque. Senegal e Níger – que fazem fronteira com o país – também teriam se comprometido a enviar mais 500 soldados cada para reforçar as operações.

FONTE: antiwar.com e examiner.com (Tradução e adaptação do Forças Terrestres)

 

vinheta-clipping-forte11. Não há qualquer perspectiva de solução para o conflito na Síria, pelo menos nos próximos seis meses. As duas partes em confronto estão num estado de relativo equilíbrio de forças sobre o terreno. Essa é a opinião do enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, El Brahimi. / Os EUA, que estão procurando retirar suas tropas do atoleiro afegão, não admitem envolver-se militarmente na Síria. / As demais grandes potências ocidentais (Reino Unido, França, Alemanha e Itália), debaixo de sérios problemas econômicos, não se mostram dispostas a investir numa aventura sobre o território sírio, repetindo a experiência na Líbia. / Bashar al-Assad continua recebendo importante ajuda militar e assistência financeira não apenas da Rússia, mas, sobretudo do Irã e do Iraque. Conta com forças armadas bem treinadas e bem equipadas, de 350 mil ‘homens’.

2. A coligação da oposição síria, que ainda não logrou integrar-se de modo pleno, está sendo alimentada por contribuições financeiras importantes da Arábia Saudita e do Catar. As deserções de oficiais sírios têm sido estimuladas por vultosas indenizações concedidas pela Arábia Saudita (por exemplo, um General desertor recebe US$ 15 milhões). O reino saudita separou US$ 14 bilhões para todas as ações na Síria. / Bashar al-Assad, ‘preso’ dentro de um círculo de altos dirigentes alauitas: não pode desertar, aceitando com sua família o confortável exílio num país estrangeiro. Se tentar a deserção, todos serão mortos. Assim, teve de recusar até mesmo uma oferta de US$ 200 milhões, que lhe foi apresentada para Arábia Saudita para compensar sua marcha para o exterior.

3. Parece cada dia mais nítida a possibilidade da desintegração territorial da Síria, com formação de enclaves para os alauitas (liderado pelo próprio Bashar al-Assad), os curdos e os xiitas. / Há o risco também crescente e, com essa desintegração, assumirem um protagonismo ainda maior os djadistas (islamitas extremistas). Isso preocupa alguns países da região, como a Turquia e o Egito. / Há um consenso generalizado de que, cessado o conflito na Síria, será necessária a ocupação de seu território por uma força internacional, com pelo menos 180.000 soldados.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

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O presidente francês, Françoise Hollande, aprovou na última sext-feira (11) o envio de tropas francesas para ajudar o Exército do Mali a combater células islamitas armadas. A decisão foi tomada após conversas e um acordo com o presidente malinense, Dioncounda Traoré.

Atualmente, o Mali enfrenta a ação de grupos terroristas que ameaçam a estabilidade política e social do país. Os radicais islâmicos já vinham ocupando o norte do Mali há cerca de nove meses.

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FONTE: Militaryphotos.net

 

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vinheta-clipping-forte1Um comando francês fracassou neste sábado (12) ao tentar libertar um refém na Somália, que acabou sendo morto por seus sequestradores, segundo Paris, em uma operação que também terminou com a morte de pelo menos um soldado francês e de 17 “terroristas”.

Na operação efetuada na madrugada deste sábado em Bulomarer (sul), que desencadeou combates “de grande violência”, “tudo leva a crer que Denis Allex foi morto por seus sequestradores”, disse à imprensa em Paris o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.

Os islamitas somalis “shebab” afirmaram em troca que o refém francês, um agente do serviço de inteligência externa (DGSE), sequestrado desde 2009, continua vivo.

Segundo eles, “segue em um lugar seguro, longe do local da batalha”, e será “julgado dentro de dois dias”.

Dennis Allex havia sido sequestrado em Mogadíscio no momento em que realizava “uma missão oficial de assistência” ao governo somali de transição, lembrou o ministério da Defesa da França.

O ministro Le Drian disse também que um soldado francês havia morrido na operação efetuada pelas equipes do DGSE, e que outro “está desaparecido”.

O ministro afirmou que 17 terroristas morreram nos combates.

Já os islamitas somalis indicaram que mantêm em seu poder “um soldado francês ferido” na operação e acrescentaram que os comandos franceses levaram consigo “vários” companheiros mortos ou feridos nos combates, em um comunicado enviado à AFP.

Os islamitas somalis ameaçaram a França com represálias por esta operação militar.

“No final das contas, serão os cidadãos franceses que sofrerão, inevitavelmente, as amargas consequências da atitude inconsequente de seu governo para com os reféns”, advertem os islamitas.

Pelo menos um morador de Bulomarer disse neste sábado à AFP que tinha visto o corpo de um homem branco.

“Não sabemos exatamente o que ocorreu, pois o ataque foi efetuado durante a noite, mas esta manhã vimos vários cadáveres, entre eles o de um homem branco. Três civis também morreram no tiroteio”, disse por telefone à AFP o morador local Idris Yussuf.

O ataque foi efetuado com a ajuda de cinco helicópteros de combate às 2h locais deste sábado (21h00 de sexta-feira em Brasília), segundo os “shebab”.

No entanto, “o comando do DGSE encontrou forte resistência”, destacou o Ministério francês da Defesa. Os confrontos duraram 45 minutos, indicam os islamitas.

A operação em Bulomarer era complicada devido ao fato de a região ser muito arborizada e habitada, segundo testemunhas.

Os líderes “shebab” afirmam também que conseguiram mobilizar rapidamente seus combatentes instalados em um campo de treinamento próximo.

O agente apresentado como Denis Allex (nome certamente alterado) foi sequestrado pelos “shebab” em Mogadíscio no dia 14 de julho de 2009 junto com outro agente, libertado um mês depois.

Em 4 de outubro, Allex apareceu abatido em um vídeo em que lançou “uma mensagem de socorro” ao presidente François Hollande, a quem pedia que fizesse algo para libertá-lo.

A operação fracassada coincide com o envolvimento militar da França em outro país africano, o Mali, onde mobilizou sua aviação para ajudar o governo local a conter o avanço islamita para o sul.

Na Somália, os islamitas perderam todos os seus principais redutos no sul e no centro do país, empurrados há cerca de um ano e meio pela ofensiva de uma força da União Africana.

Apesar disso, os combatentes islâmicos seguem controlando algumas partes rurais do sul e do centro da Somália.

FONTE: R7

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O presidente François Hollande confirmou a entrada em combate, nesta sexta-feira, das forças francesas no Mali para apoiar o Exército do país e lutar contra os grupos armados islamitas.

 

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vinheta-clipping-forte1Hollande disse que a decisão, “dentro do marco da legalidade internacional”, foi tomada nesta sexta-feira de manhã após um acordo com o presidente malinense, Dioncounda Traoré.

“O Mali enfrenta uma agressão de elementos terroristas que vêm do norte [do país] e que todo o mundo conhece pela brutalidade e pelo fanatismo. Está em jogo a própria existência deste Estado amigo, a segurança de sua população e a de nossos 6.000 cidadãos que estão lá”, disse o presidente francês.

“Por isso atendi, em nome da França, ao pedido do presidente malinense, apoiado pelos países do oeste da África. Como consequência disso, as forças armadas deram seu apoio nesta sexta-feira à tarde às unidades malinenses para lutar contra esses elementos terroristas”, acrescentou.

“A operação vai durar o tempo necessário”, acrescentou o presidente francês.

Uma hora antes, o chefe de operações militares malinense havia afirmado que soldados franceses, senegaleses e nigerianos tinham dado seu apoio às forças locais na cidade de Sévaré (centro).

O Exército malinense lançou nesta sexta uma contra-ofensiva com o apoio da França e de outros países para retomar uma cidade do centro do Mali conquistada na quinta-feira pelos islamistas, que podem avançar para a capital, Bamaco.

FONTE: UOL/AFP

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O Conselho de Segurança da ONU se reuniu ontem (10) em regime de urgência em Nova York para avaliar a situação do Mali que enfrenta um recrudescimento da ofensiva dos radicais islâmicos que há nove meses ocupam o norte do país. O órgão recomendou o envio urgente de uma força internacional para ajudar o Exército malinês diante da “grave deterioração da situação” no país. As Nações Unidas solicitaram ainda que os países-membros “ajudem as forças de segurança do Mali a reduzirem a ameaça que representam as organizações terroristas”.

“O Conselho de Segurança enviou uma mensagem para tentar convencer os terroristas a não avançarem para o sul. Caso a ofensiva continue, o órgão poderá se reunir novamente para reagir de maneira mais firme. Em relação às decisões da França, elas serão anunciadas pelas autoridades francesas”, disse o embaixador da França na ONU Gerard Araud.

Além de recorrer à ONU, o presidente do Mali, Dioncounda Traoré, pediu, especialmente, ajuda à França. Em entrevista à televisão francesa  LCI, Kader Arif, ministro responsável pelos ex-combatentes, afirmou que as tropas francesas não vão tomar uma decisão  precipitada.
“Realmente há uma urgência. Acredito que haja um grande risco para a unidade territorial do Mali, mas, ao mesmo tempo, a precipitação não serviria para nada”, declarou. Segundo o ministro, é preciso que as decisões sejam tomadas em nível internacional.

Segundo testemunhas no Mali, militares e aviões estrangeiros já desembarcaram na região de Sévaré , na região central do Mali. Nenhum comunicado oficial, porém, citou a presença desse efetivo em uma região próxima de Konna, a 600 km da capital Bamako, área controlada pelos radicais islâmicos.

O Conselho de Segurança da ONU ainda não determinou a data para um eventual envio de tropas estrangeiras e o tipo de intervenção. De acordo com o FDR, movimento político malinês contra o golpe de Estado de março do ano passado, até o momento a única certeza é que as forças internacionais estariam sob o comando da Cedeao (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental ) e da União Africana.

FONTE: Rádio França Internacional (adaptação do Forças Terrestres)

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Segundo informações de um representante da OTAN divulgadas hoje, um míssil balístico de curto alcance, aparentemente do tipo Scud, teria sido disparado ontem dentro do território sírio. O lançamento foi descrito como “irresponsável”, e representaria um agravamento no conflito civil que já dura mais de 20 meses. Os primeiros disparos de mísseis foram identificados em dezembro passado, e também nos dias 2 e 3 deste mês.

FONTE: Army Recognition (Tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

 

ivan_marquez_apO cessar-fogo unilateral declarado pelos guerrilheiros das Farc no início das negociações de paz com o governo colombiano em novembro vai acabar em 20 de janeiro, a menos que o governo também decida baixar as armas, disseram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na quarta-feira.

Os rebeldes anunciaram o cessar-fogo em 19 de novembro, no primeiro dia das negociações de paz em Havana que buscam encerrar décadas de conflito na Colômbia, mas disseram que seria pelo prazo de apenas dois meses se o governo não implementasse uma trégua.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recusou-se a aceitar o cessar-fogo e decidiu manter a pressão militar sobre os guerrilheiros para forçar as Farc a aceitarem o acordo de paz. “Não haverá extensão do cessar-fogo unilateral”, disse o negociador-chefe das Farc, Ivan Márquez, em entrevista coletiva na capital cubana. “Apenas a assinatura de um cessar-fogo bilateral seria possível, se o governo considerar viável tal medida”, acrescentou.

As Farc e o governo colombiano estão nos estágios iniciais da mais recente tentativa de acabar com o conflito de guerrilha que começou com a formação de um movimento agrário comunista em 1964. Milhares de pessoas morreram e milhões foram forçadas a deixar suas casas, no que se tornou o mais longo conflito insurgente da América Latina.

Durante o cessar-fogo, ataques do governo mataram ao menos 34 rebeldes. Ao mesmo tempo, as forças militares e policiais da Colômbia acusaram as Farc de atacarem tropas e alvos de infraestrutura.

FONTE: Reuters via o Estado de S. Paulo

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Em outubro do ano passado, a Coreia do Sul firmou acordo com os Estados Unidos, permitindo que Seul desenvolvesse mísseis balísticos com alcance em torno de 800 quilômetros. A medida tem como objetivo tornar o país menos dependente das forças norte-americanas.

A princípio, o acordo entre os dois países possibilitva a criação de armas com alcance de até 300km. Porém, a conduta agressiva da Coreia do Norte, incluindo lançamentos de mísseis balísticos em dezembro passado e especulações sobre possíveis novos testes nucleares, forçaram o vizinho do sul a modificar e adiantar o cronograma para criação das armas.

Ainda não foram divulgadas datas para que os futuros mísseis entrem em operação – uma fonte do governo apenas disse à agência de notícias Yonhap News que os armamentos devem começar a funcionar o quanto antes. “Renovar nossa capacidade de segurança é uma questão urgente”, afirma Kim Jang-soon, representante do governo sul-coreano responsável por observar as movimentações do vizinho ao norte assim que a presidente recém-eleita, Park Guen-hye, tomar posse no mês que vem. Jang-soon também pediu à comunidade internacional medidas mais contundentes para isolar Pyongyang em caso de novos lançamentos de mísseis.

Durante sua campanha eleitoral, a então candidata Park enfatizou  a necessidade de aprimorar as Forças de Defesa sul-coreanas a fim de dar à nação – que, em tese, ainda está em guerra com o norte – um poder de dissuasão credível. É pouco provável que o discurso da nova presidente e o desenvolvimento dos mísseis acalmem os ânimos no lado sul.  Segundo uma pesquisa de opinião realizada por entidades representantes dos veteranos da Guerra da Coreia(1950-1953), quase 79% das pessoas entrevistadas veem um novo conflito como uma possibilidade concreta.

FONTE: The Guardian (tradução e adaptação do Força Terrestres)

 

Os EUA condenaram neste domingo o discurso feito horas antes pelo presidente da Síria, Bashar al-Assad, que chamou seus adversários de “inimigos de Deus” e “fantoches do Ocidente”.

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que o plano de paz apresentado por Assad é “fora da realidade” e “mais uma tentativa do regime sírio de se manter no poder”.

Segundo Nuland, o plano atrapalha os esforços do enviado de paz internacional, Lakhdar Brahimi.

Os EUA reafirmaram que o presidente sírio deve “se afastar e permitir uma transição política”.

O discurso de Assad também foi criticado pela vizinha Turquia, pela Grã-Bretanha e pela União Europeia, que reiteraram pedidos para que o presidente sírio renuncie.

Em resposta ao discurso, a Coalizão Nacional de oposição da Síria disse que o presidente quer tornar inviável qualquer acordo internacional que possa acabar com seu governo.

Plano

O pronunciamento público foi o primeiro feito por Assad desde junho e foi transmitido pela TV. Apoiadores do regime, que lotavam a Ópera de Damasco, várias vezes interromperam o discurso com aplausos e cânticos.

O presidente rejeitou o movimento de oposição, classificando os rebeldes como marionetes fabricadas pelo Ocidente, e disse que a Síria queria negociar com os “os mestres, e não com os servos”.

Assad afirmou que a Síria não rejeita a diplomacia, mas insistiu que não iria negociar com as pessoas com idéias “terroristas”.

Assad listou uma série de medidas que, segundo ele, seriam uma solução para a crise:

Potências estrangeiras devem parar de armar o que chamou de “grupos terroristas” O exército, então, suspenderá as operações militares, reservando-se o direito de defender os interesses do Estado O governo entrará em contato com o que ele chamou de “indivíduos sírios e partidos políticos” para que se estabeleça uma conferência de diálogo nacional A conferência tentaria redigir uma nova Constituição, que seria submetida a referendo, levando a eleições parlamentares e a um novo governo Argumentos

O correspondente da BBC James Reynolds observa que, em seu pronunciamento, Assad repetiu os dois principais argumentos que vem empregando desde o início do conflito na Síria, em março de 2011.

O primeiro é o de que a oposição é liderada por terroristas estrangeiros e deve ser derrotada.

O segundo, é o de que o seu próprio governo está disposto a promover reformas.

A ONU calcula que mais de 60 mil pessoas já morreram desde o início do conflito na Síria. BBC Brasil – Todos os direitos reservados.

FONTE: BBC via O estado de S. Paulo

 

Presidente do país também agradeceu China, Rússia e Irã por não interferirem na política da nação

 

O presidente sírio, Bashar al Assad, ratificou neste domingo que sua missão é somente “defender a Síria de seus inimigos”, no conflito que definiu como algo “nunca visto” na região.

Em seu primeiro discurso à nação em cinco meses, Assad afirmou que por trás das milícias rebeldes está a ideologia da rede terrorista internacional Al Qaeda e ressaltou que existe um plano exterior para fragmentar o país.

Mas “a Síria é mais forte que seus inimigos e lhes dará uma lição”, afirmou o líder na Opera House de Damasco diante de um público que cantou seu nome e o ovacionou diversas vezes.

Neste contexto, agradeceu à China, Rússia e o Irã por manterem-se firmes e “lutar contra a ingerência” dos países ocidentais e árabes que, para o líder, participam do “complô internacional” contra a Síria.

“Estamos em uma situação de guerra, em todo o significado da palavra, contra um inimigo exterior”, reiterou antes de ressaltar que “defender o país é uma opção legítima e legal”.

Assad defendeu novamente a resposta militar contra os “terroristas”, já que em sua opinião “os que falam apenas de uma solução política para o conflito ou são ignorantes ou utilizam a mesma linguagem que os criminosos”.

No mesmo tom, acusou os insurgentes de não serem opositores mas “terroristas” que atendem a interesses estrangeiros, o que transforma a guerra em “um conflito externo e uma ocupação política”.

“Manteremos diálogo com qualquer um que discorde enquanto seus princípios estiverem baseados no patriotismo e não quiserem vender o país a seus inimigos”, acrescentou.

FONTE: Efe/Estadão / FOTO: Reuters

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O Estados Unidos poderão manter um contingente entre 6 mil e 15 mil combatentes no Afeganistão após a retirada das tropas da OTAN, prevista para 2014. A informação teria vindo de oficias a par dos planos encomendados pelo presidente Barak Obama e entregues ao Pentágono pelo comandante da missão americana no território afegão, general John Allen.

Foi pedido ao general que desenvolvesse uma estratégia para a retirar parte das tropas ao longo dos próximos dois anos, bem como manter alguma presença após a missão multinacional. Segundo oficiais superiores, Allen teria oferecido ao presidente Obama três planos possíveis, que no momento aguardam aprovação do secretário de Defesa, Leon Panetta.

A proposta mais modesta propõe um contingente de 6 mil a 6.500 combatentes apenas para procurar membros do Talebã, da Al Qaeda e demais células terroristas no país. O plano demandaria basicamente Forças Especiais, um número limitado de tropas de apoio, e poucos recursos para assistência e treinamento das forças afegãs.

Uma opção intermediária, envolvendo cerca de 10 mil militares, ainda teria ênfase no combate ao terrorismo, mas também realizaria um trabalho mais expressivo de treinamento e capacitação do contingente local, especialmente para as Forças Especiais, e em escala mais limitada para as tropas convencionais.

A estratégia mais dispendiosa exigiria em torno de 15 mil soldados, disponibilizaria mais tropas convencionais para treinar as Forças de Defesa afegãs, e garantiria mais apoio nas operações anti-terroristas.

No segundo semestre de 2012, a OTAN e o governo do Afeganistão concordaram em traçar planos para que as forças estrangeiras encerrem a missão no país e passem as atividades de segurança para as autoridades locais.

FONTE: Army Recognition (Tradução e adaptação do Forças Terrestres)

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O ano passado (2012) foi o primeiro ano desde que o Bundeswehr (Exército Alemão) enviou tropas para  o Afeganistão (em 2003) e não houve mortes de soldados. A morte do 53o soldado alemão no Afeganistão ocorreu em 2 de Junho de 2011, quando um veículo blindado de infantaria Marder foi explodido por um IED (dispositivo explosivo improvisado).

Em uma entrevista à agência Deutsche Presse Agentur (DPA), o comandante do Comando Regional do Norte da Força Internacional de Segurança da (ISAF), general Erich Pfeffer, atribuiu a boa notícia às capacidades crescentes das forças nacionais de segurança afegãs (ANSF), que “passo a passo e com sucesso assumiram a responsabilidade pelo planejamento e execução de tarefas de segurança.” Na véspera do Ano Novo, o Secretário Geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen saudou o anúncio feito o presidente afegão, Hamid Karzai, que a ANSF vai assumir a responsabilidade da ISAF sobre um quarto grupo de províncias afegãs, cidades e distritos, tomando a liderança da segurança para 87 por cento da população do país e de 23 das 34 províncias afegãs.

Pfeffer admitiu no entanto que melhorias ainda são necessárias na cooperação entre o exército afegão e a polícia e “em todas as áreas de logística e manutenção de equipamentos e infra-estrutura.”

A DPA também informou que o comissário parlamentar para o Bundeswehr, Hellmut Königshaus, espera que pelo menos 1.000 soldados alemães permaneçam no Afeganistão após o fim da ISAF em 2014 e  as missões de treinamento subsequentes terão proteção suficiente a partir de 2015, para o qual ele não descartou a presença de helicópteros de combate Tiger no país.

Outros fatores citados que permitiram que a Bundeswehr não sofresse quaisquer mortes no Afeganistão desde meados de 2011 são os melhores equipamentos, operações de forças especiais contra a liderança do Taleban, e a preservação das forças Talebans para depois de 2014.

FONTE: Aviationweek (tradução e adaptação, Forças Terrestres)

FOTO: M. Hanschke

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