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Rebeldes tomam complexo residencial de Gaddafi

Mahmoud Jibril, um dos líderes do CNT (Conselho Nacional de Transição), o órgão político dos rebeldes líbios, comentou os últimos desdobramentos da revolução no país durante uma entrevista coletiva em Doha, no Qatar, classificando a tomada do complexo residencial do ditador Muammar Gaddafi como uma “importante vitória” após seis meses de intensos combates.

“A transição começa imediatamente” para a construção de uma “nova Líbia”, anunciou. “Construímos agora uma nova Líbia, com todos os líbios como irmãos por uma nação unida, civil e democrática”, acrescentou Jibril.

O líder agradeceu o apoio do Qatar e dos EUA, que auxiliaram as lutas dos rebeldes com apoio logístico para exportação de petróleo e com ajuda financeira, respectivamente.

Mais cedo, o coronel Ahmed Omar Bani, porta-voz militar dos rebeldes em Benghazi, a capital rebelde no leste do país, confirmou à agência de notícias France Presse que os oposicionistas já controlam todo o complexo de Bab al Aziziya, considerado um dos últimos bastiões do regime. No aeroporto internacional de Trípoli, e ao sul da capital, no entanto, ainda há intensos combates entre os rebeldes e forças gaddafistas, informa a CNN.

Para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Gaddafi já é “parte da história” e esta terça-feira representa uma importante vitória rebelde, embora a comunidade internacional ainda hesite em dar como totalmente vencida a guerra, já que o paradeiro do ditador permanece indeterminado.

No Qatar, sinalizando o início de um futuro político pós-Gaddafi, Jibril disse que a Alemanha foi um dos primeiros países a adiantar uma linha de financiamento para ajudar o governo rebelde.

O líder comentou ainda os controversos relatos de prisão de um dos filhos de Gaddafi, Saif al Islam, que ontem (22) reapareceu em Trípoli e desmentiu ter sido detido pelos insurgentes.

Para Jibril a polêmica foi uma tentativa desesperada de Gaddafi para obscurecer os êxitos da revolução dos rebeldes.

“Foi um ato cinematográfico, ele apareceu diante da mídia internacional”, disse Jibril ao falar sobre o assunto, criticando a aparição do herdeiro do ditador no hotel onde os jornalistas internacionais estão sendo mantidos, no centro de Trípoli, ainda na noite de ontem (22).

Segundo o líder, os relatos obtidos inicialmente eram de que ele havia, de fato, sido detido. Jibril citou ainda as fontes do TPI (Tribunal Penal Internacional), que também divulgou, durante o fim de semana, que Saif havia sido preso.

TOMADA DO QUARTEL-GENERAL

Os rebeldes oposicionistas da Líbia entraram na casa de Muammar Gaddafi, depois de avançarem sobre um dos portões do complexo militar de Bab al Aziziya, um conjunto de edifícios fortificados que é considerado o quartel-general do ditador.

Ahmed Omar Bani disse que os rebeldes não encontraram nenhum sinal de Gaddafi ou de seus filhos.

“Bab al Aziziya está completamente sob nosso controle, o coronel Gaddafi e seus filhos não estavam no lugar”, disse. “Ninguém sabe onde estão”, completou.

O paradeiro de Gaddafi é desconhecido dos rebeldes e da comunidade internacional. Apesar de rumores de que teria viajado à vizinha Tunísia ou até mesmo à Venezuela, o Pentágono diz acreditar que ele ainda está na Líbia.

A conquista do complexo é vista por muitos como o golpe final contra o regime, mas a prisão de Gaddafi seria um fim simbólico ao regime de 42 anos.

FIM DA RESISTÊNCIA

Os rebeldes disparavam tiros para o ar em comemoração após entrarem na fortaleza do ditador, disse um repórter da Reuters no local. O combate mais violento começou nas primeiras horas desta terça-feira. Forças pró-Gaddafi tentaram defender o complexo, mas a resistência acabou.

Segundo relatos da correspondente da rede de TV americana CNN, alguns choravam de alegria por terem vencido a resistência, e rebeldes mostravam documentos com estampas oficiais do governo para mostrar que estavam dentro do gabinete de Gaddafi. “Eles conseguiram pegar algumas das armas que estavam com as forças de Gaddafi”, disse.

Os rebeldes ainda se organizavam para fazer a segurança do local e se defender de um eventual contra-ataque.

As forças rebeldes avançam também no leste do país, fora da capital. Segundo a Al Jazeera, os rebeldes controlaram o porto de exportação de petróleo de Ras Lanuf e agora avançam rumo a Bin Jawad.

O correspondente do canal de TV na Líbia disse ainda que as tropas de Gaddafi estão recuando da cidade natal do ditador, Sirte, no que seria uma conquista muito simbólica para os oposicionistas.

FONTE/AP: Folha.com/AP

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EUA não enviarão tropas para a Líbia

Pentágono afirma que eventual operação internacional no país não contará com soldados americanos em terra

O governo dos Estados Unidos não planeja enviar soldados em qualquer tipo de missão de paz internacional na Líbia caso o líder Muamar Kadafi deixe o poder, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz do Pentágono, coronel Dave Lapan.

“Mesmo que exista uma missão de transição liderada pela ONU ou pela Otan, ela não incluirá tropas americanas em terra”, afirmou Lapan. “Sobre isto, nossa posição não mudará.”

Lapan acrescentou que os EUA acreditam que Kadafi ainda está na Líbia, embora não saibam seu paradeiro exato. “Não temos nenhuma informação de que ele deixou o país”, explicou. Segundo o porta-voz, está claro que os rebeldes “estão vencendo”. “Eles estão tomando a cidade e as instituições”, disse.

No início da madrugada, o canal de TV oficial do país foi tirado do ar, e a transmissão também foi interrompida na rede Al-Libiya, que pertence a Saif al-Islam. Segundo moradores, os sinais foram interrompidos pelos rebeldes. Há também muitos relatos de pessoas em Trípoli que estão conseguindo entrar na internet, cujo acesso havia sido cortado no início do conflito, há seis meses.

Em um pronunciamento gravado e divulgado nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a situação na Líbia ainda é “fluida e incerta”, mas garantiu que o regime de Kadafi está em seus momentos finais.

“Ainda restam incerteza e elementos que representam ameaças”, afirmou. “Mas algo está claro: o regime de Kadafi está chegando ao fim e o futuro da Líbia está nas mãos do povo.”

Na noite de domingo, Obama já tinha afirmado que Kadafi “precisa reconhecer que não controla mais a Líbia” e “abandonar o poder de uma vez por todas”. Em comunicado, o líder reforçou que o governo dos EUA reconhece o CNT como a autoridade de governo legítima do país.

O presidente americano pediu que o grupo rebelde demonstre a liderança necessária para conduzir o país, com respeito aos direitos do povo líbio, evitando a violência contra civis, protegendo as instituições do Estado líbio e buscando uma democracia que seja justa e inclusiva para todos os líbios.

Otan

Também nesta segunda-feira, o ex-embaixador líbio na Liga Árabe e atual representante do CNT Abdel Moneim al-Honi afirmou que o grupo não permitirá que a Otan mantenha bases no país após a queda de Kadafi.

Mais cedo, a Otan afirmou que manterá sua operação militar na Líbia até que todas as forças leais ao regime tenham se rendido. Em comunicado, a Otan pediu que Kadafi renuncie imediatamente para salvar vidas. “Enquanto isso, nossas aeronaves continuarão a proteger a população civil”, disse o texto.

Nos últimos cinco meses, a Otan realizou cerca de 7,5 mil ataques aéreos contra as forças de Kadafi. De acordo com a organização, apenas nos dois últimos dias aeronaves atacaram 40 alvos em Trípoli.

Combates

Nesta segunda-feira, violentos combates explodiram em Trípoli ao redor do quartel-general do líder líbio. Segundo um porta-voz dos rebeldes, no começo da manhã (horário local), tanques saíram do QG de Kadafi, conhecido como Bab al-Aziziya, e começaram a disparar. Uma intensa troca de tiros ainda acontece no local.

Em uma coletiva concedida em Benghazi, epicentro dos protestos e reduto opositor localizado no leste do país, o chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes líbios), Mustafa Abdul Jalil confirmou que Bab al-Aziziya e as áreas ao redor do complexo ainda não estão sob controle da oposição em Trípoli. “Não podemos dizer que os rebeldes detêm o controle completo (da capital)”, disse, acrescentando que “o real momento da vitória será quando Kadafi for capturado”.

Os rebeldes consolidaram no domingo o avanço iniciado sábado sobre Trípoli, enfrentando poucos bastiões de resistência em meio a sinais de que o regime de 42 anos está prestes a cair. De acordo com o representante do CNT no Reino Unido, Mahmoud Nacua, nesta segunda-feira a oposição controla 95% da capital.

FONTES: IG,Reuters, AFP, EFE e BBC

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O regime de Muammar Kadhafi pode entrar em “colapso”, neste domingo (21) face à ofensiva rebelde sobre Tripoli, de acordo com Oana Lungescu, uma das porta-vozes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “O que estamos prestes a assistir esta noite é o colapso do regime”, disse ela à agência France Presse. “Kadhafi já percebeu que não tem qualquer hipótese de vencer”, acrescentando que o regime líbio “está claramente no seu último estertor”.

Oana Lungescu destacou as mais recentes deserções no seio do regime. “As pessoas estão fazendo as malas. Três pessoas importantes desertaram nos últimos dias e o território controlado por Kadhafi diminui a olhos vistos”. Mais de 4 mil alvos militares foram danificados ou destruídos desde abril na Líbia, salientou ela, sem entrar em detalhes.

FONTE/FOTO: DCI/EPA

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A batalha por Trípoli

A capital da Líbia, Trípoli, é palco neste domingo de um segundo dia de amplos confrontos entre as forças leais do regime e rebeldes e de grandes protestos antigoverno. De acordo com fontes governamentais, 376 teriam morrido e mais de 1 mil ficado feridos nos confrontos iniciados na noite de sábado. A informação não pôde ser confirmada por fontes independentes.

Enquanto os rebeldes dizem que avançam para o complexo de Bab al-Aziziya, de Kadafi, o líder líbio disse que ficará em Trípoli “até o fim” e conclamou seus partidários, em um áudio transmitido na televisão estatal líbia, a lutar contra os infieis e “libertar” a terra. Em sua segunda alocução em menos de 24 horas, Kadafi ordenou que sejam disponibilizados os depósitos de armas e arsenais de Trípoli para os cidadãos para que estes “defendam a capital”.

O porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, afirmou que milhares de mercenários e voluntários estão dispostos a defender a capital. “As pessoas não são somente patriotas, mas também têm famílias e casas que devem proteger e compreendem que, se os rebeldes entrarem, haverá derramamento de sangue”, disse.

Os rebeldes confirmaram neste domingo que lançaram seu primeiro ataque a Trípoli em coordenação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e batalhas campais e tiros de morteiros atingiram a cidade. A força aérea da Otan também perpetrou ataques mais pesados do que o costume depois do anoitecer, com fortes explosões sendo ouvidas por toda a cidade.

Segundo a rede de TV Al-Jazeera, os aviões da Otan bombardearam o quartel-general de Kadafi e o aeroporto de Maitika, também na capital. A emissora anunciou a prisão do coronel Khituni, considerado um dos principais militares leais ao regime de Kadafi, além de oito de seus colaboradores. Também de acordo com a rede, os rebeldes tomaram o controle de um prédio dos serviços de segurança situado no bairro de Fechloum e conseguiram libertar um número indeterminado de prisioneiros.

De acordo com o encarregado de segurança do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes), Fathi Baja, duas unidades de forças especiais dos combatentes rebeldes líbios, infiltradas no sábado à noite em Trípoli com o apoio da Otan, tomaram o controle de alguns bairros da periferia de Trípoli. Segundo Abdullah Melitan, outro porta-voz da rebelião, esses rebeldes entraram por mar a partir de Misrata, a 200 km a leste de Trípoli.

Já neste domingo, rebeldes procedentes do oeste da Líbia entraram na capital por terra, constatou um correspondente da AFP. Centenas deles vieram da grande base militar da Brigada Khamis, localizada a quase 26 km a oeste de Trípoli, de onde expulsaram neste domingo as forças de elite lideradas por Khamis Kadafi, filho de 27 anos do líder líbio, do que já foi um dos maiores símbolos de poder do regime. Os rebeldes que chegaram foram aclamados pela multidão ao ritmo de música. Os civis corriam junto ao comboio dos rebeldes, festejando os recém-chegados.

Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o representante do Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão político dos rebeldes, Aref Ali Neyad, previu que a queda de Trípoli acontecerá esta noite. Segundo Neyad, os rebeldes apresentaram uma solicitação oficial à Otan para usar os helicópteros tipo Apache nos confrontos com as forças de Kadafi, que controlam uma grande parte da capital líbia.

Ele disse que os aviões de combate da Otan permitiram o avanço das forças até o coração da cidade, em uma operação que teria sido preparada com muita antecedência. O plano consistiria em obter o controle dos hotéis, dos aeroportos civis e militares, dos escritórios do primeiro-ministro e dos arredores de Bab al-Azizia, o “palácio-bunker” de Kadafi. “Não é simples controlar uma cidade de mais de 2 milhões de habitantes, mas estamos em Trípoli e nossos planos funcionam conforme o previsto”, disse Baja.

Há registro de violentos confrontos perto do Hotel Rixo, onde se encontra hospedada a imprensa estrangeira em Trípoli, segundo um jornalista da AFP presente no local. Partidários de Kadafi, armados com fuzis kalashnikovs, estavam postados diante do hotel e disparavam na direção leste.

Parte da equipe do hotel, como seu diretor, de nacionalidade suíça, deixou o estabelecimento. Ele assegurou que recebeu ligações de pessoas ameaçando tomar o hotel, que também abriga oficiais líbios.

Jornalistas separam lençóis brancos nos quais escrevem a palavra imprensa e pretendem colocá-los como faixas improvisadas nos balcões da ala que ocupam. Também receberam um passe da Organização Internacional para as Migrações (OIM) com o objetivo de uma eventual retirada pelo mar.

FONTES: Último minuto, AP, AFP, EFE e BBC

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Rebeldes líbios chegam à capital, governo nega

Após seis meses de combate ao regime do ditador líbio Muammar Gaddafi, os rebeldes chegaram ontem à capital, Trípoli, reduto do regime.

A conquista intensificou a impressão de que a ditadura de Gaddafi está por um fio. Rumores davam conta de que ele e a família já haviam deixado o país, o que o governo líbio nega.

À noite, a TV estatal líbia divulgou uma gravação de áudio em que Gaddafi felicita os líbios pela eliminação dos “ratos”.

Após o avanço obtido desde sexta, quando duas cidades importantes passaram ao comando dos rebeldes, um funcionário do Ministério das Relações Exteriores disse ao jornal “New York Times” que, ainda que as forças de segurança fiquem sem combustível, a luta seguirá. “Montaremos camelos”, afirmou, pedindo anonimato.

No início da noite de ontem, proliferaram relatos de barulho de explosões e troca de tiros, ouvidos do hotel onde jornalistas se hospedam na capital líbia.

Fadlallah Haroun, do comando militar rebelde, disse que esse era o início da “Operação Sereia” -ataque coordenado entre os rebeldes e a Otan (aliança militar ocidental) a Trípoli.

A Otan anunciou ter feito ontem 26 ataques às forças leais a Gaddafi, incluindo 14 alvos em Trípoli.

O ministro líbio da Informação, Moussa Ibrahim, negou, via TV estatal líbia, que a revolta tivesse chegado à capital. Ele disse que Trípoli estava segura e “cercada por milhares para defendê-la”.

Gaddafi teria pedido refúgio a Egito, Marrocos, Argélia e Tunísia, cujo governo negou haver recebido o pedido e recebeu os rebeldes líbios como únicos representantes legítimos do país.
Com os avanços da insurgência, a maior parte das estradas que levam à capital está bloqueada. Moradores relatam onda de crimes e acúmulo de lixo. Muitos tentam fugir para as montanhas.
Antes da chegada a Trípoli, os celebraram a deserção de Abdel Salam Jalloud, ex-figura-chave do governo.

“Se Gaddafi quer deixar o poder, queremos que ele mesmo anuncie isso, mas acreditamos que não o fará”, disse Mustafa Abseljalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, órgão político dos rebelde, para quem “tudo demonstra que o final está muito próximo”.

Fontes americanas alertam para o desconhecimento da situação real do país e temem que, acuado, Gaddafi intensifique a repressão.

Com os últimos avanços, os insurgentes controlam a fronteira leste com o Egito, a região costeira central e as montanhas ao oeste.

Diversos governos africanos são gratos a Gaddafi por seu apoio financeiro. Caso decida deixar a Líbia, é provável que ache refúgio facilmente, avaliam analistas.

Na Venezuela, são intensos os rumores de que o presidente Hugo Chávez enviou à Líbia um avião para buscar Gaddafi, de quem é aliado, e a família do ditador.
FONTE: Folha de São Paulo e agências internacionais

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O Pentágono anunciou que não será permitida à imprensa acompanhar a chegada do avião que transporta os corpos de 30 soldados mortos em combate no Afeganistão, inclusive os que estavam a bordo do helicóptero abatido por talebans, no último sábado (6).

A porta voz do órgão militar, Jane Campbell, disse em comunicado: “Dado que os restos ainda não foram identificados neste momento, os familiares diretos não estão em posição de dar sua permissão para que a imprensa tenha acesso à cerimônia”. Campbell ressaltou que a decisão não se trata de restringir a atuação dos jornalistas na cobertura do fato e que o veto é condizente com as normas do Departamento de Defesa.

Segundo oficiais do exército norte-americano, a natureza “catastrófica” do acidente impediu a identificação dos restos mortais.

Em 2009, o presidente Barack Obama havia suspendido as restrições impostas à imprensa para acompanhar o retorno dos corpos de soldados que caíram em ação, deixando a decisão a cargo das famílias. A presidente da Associação de Imprensa do Pentágono, Nancy Youssef, disse que enviou uma queixa formal contra a restrição e espera que a situação ainda possa ser revertida.

O helicóptero Chinook foi derrubado por talebans com cinco tripulantes a bordo. Além dos soldados mortos no acidente aéreo, o avião irá transportar 22 integrantes do comando de Operações Especiais da Marinha (Seals) e três controladores das forças aéreas.

FONTES: EFE, AFP. e UOL

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A missão da NATO no Kosovo (KFOR) pediu um reforço de tropas, mas controla a situação no terreno, muito tensa entre sérvios e albaneses locais desde a semana passada, referiu um responsável militar da força aliada.

“Sim, confirmo”, referiu Hans Dieter Wichter, ao ser questionado sobre um eventual pedido de tropas suplementares pela KFOR. “Pedimos um batalhão, é o suficiente”, precisou o porta-voz. Um batalhão integra cerca de 500 militares.

“Podemos controlar a situação. Temos tropas suficientes. Não se trata de incapacidade da nossa parte em controlar a situação. Os nossos soldados no terreno precisam de descansar e temos necessidade de reservistas para apoiar os soldados no terreno”, assegurou Wichter.

FONTE/FOTO: Jornal da Madeira/Reuters

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Fernando Eichenberg, correspondente

WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764. Segundo as novas estatísticas, os conflitos, consequências da guerra ao terror deflagrada pós-atentados de 11 de setembro de 2001, provocaram cerca de 225 mil vítimas entre militares e civis.

O estudo foi divulgado no mesmo dia em que o presidente Barack Obama defendeu numa entrevista coletiva a estratégia de guerra no Afeganistão, a ação americana na Líbia e também os esforços de cortes no orçamento do Pentágono. Nesta quarta, o governo anunciou ainda sua nova doutrina nacional contra o terrorismo.

Em plena batalha política com o Congresso sobre a redução de gastos do governo e do valor da dívida pública – que atingiu o teto de US$ 1,4 trilhão -, Obama disse que há “muito barulho político” nas críticas à participação dos EUA na luta contra o líbio Muamar Kadafi, e justificou a presença militar em Cabul e Islamabad.
- A missão na Líbia é limitada em tempo e em objetivo.

As operações americanas no Afeganistão e no Paquistão conseguiram comprometer gravemente a capacidade da al-Qaeda. Continuaremos mantendo a pressão sobre eles – alegou, ao elogiar a redução de US$ 400 bilhões no orçamento do Pentágono.

Nas estimativas do projeto “Custos de Guerra”, da Brown University, foram considerados os gastos de longo prazo decorrentes dos conflitos, como pagamento a militares inválidos e pensões a veteranos de guerra até 2020.

Nesse cômputo, o tamanho da conta é calculado entre US$ 3,7 trilhões e US$ 4,4 trilhões. Se as guerras perdurarem até 2020, o Pentágono necessitará de um acréscimo de ao menos US$ 450 bilhões em seu orçamento, estima o estudo.

- Há muitos custos e consequências da guerra que não podem ser quantificados, e consequências de guerras que não terminam com o fim dos combates – disse Neta Crawford, cientista política da Boston University e codiretora da pesquisa.

Gasto com veteranos deve chegar a US$ 1 trilhão

Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.

Além de exigir mais transparência nas informações oficiais, os especialistas questionam a eficácia de uma ação militar de grande porte na luta contra o terrorismo. “As alternativas para perseguir e prender os acusados pelos atentados de 11 de Setembro, e para prevenir futuros ataques, não foram sequer consideradas: uma invasão militar no Afeganistão começou em 7 de outubro de 2001.

Esses métodos, entretanto, poderiam ter permitido aos EUA melhor prevenir e enfrentar ataques terroristas, com um custo muito menor de vidas e para o Tesouro”, defendem. Segundo um estudo da organização RAND Corporation sobre estratégias usadas contra 268 grupos terroristas entre 1968 e 2006, em apenas 7% dos casos se alcançou a vitória via uso de força militar.

A nova estratégia nacional de combate ao terrorismo em parte concorda com essas conclusões. O governo não irá mais considerar como a melhor forma de ataque o deslocamento de grandes exércitos no exterior, mas sim “agir com pressões precisas e cirúrgicas sobre grupos que ameacem os EUA”, disse o assessor de Segurança Interna da Casa Branca, John Brennan. A inteligência americana apontou o Irã e a Síria como dois principais pontos de apoio ao terrorismo hoje no mundo.

ESPECIALISTA: ‘A intervenção militar não é a melhor solução’

WASHINGTON – Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão, e também questiona a eficácia da estratégia militar contra o terrorismo.

Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?
CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.

Como explicar essa diferença?
LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. Deveria se saber, baseado na História, que isso ocorreria – vide os veteranos da Guerra do Vietnã.

E a falta de transparência?
LUTZ: Transparência é bom para a democracia, mas nem tanto para as pessoas que comandam a guerra. Mas o público necessita dessas informações. As pessoas devem saber o que ocorreu em termos de perdas de vidas, de feridos, dos fluxos de refugiados e de violações de direitos humanos.

Os resultados obtidos justificam os custos de guerra?
LUTZ: A RAND Corporation fez um estudo sobre o uso da guerra contra o extremismo violento. O resultado é que a intervenção militar não é a melhor solução para o problema.

FONTE: O Globo

PARIS e LONDRES – Em uma demonstração de que os esforços da comunidade internacional não vão se limitar à ofensiva militar e à ordem de prisão contra Muamar Kadafi, o porta-voz do Exército francês confirmou, nesta quarta-feira, o país mandou armas para os rebeldes líbios. Reportagem publicada pelo jornal “Le Figaro” informou que a França está fornecendo armamento para rebeldes que atuam nas Montanhas Ocidentais da Líbia e tentam chegar a Trípoli, onde Kadafi resiste a três meses de guerra civil.

O coronel Thierry Burkhard confirmou que o envio de aramas aconteceu no início de junho, quando civisis foram cercados por forças do ditador, que se recusavam a autorizar a passagem de ajuda humanitária. Segundo o porta-voz do Exército, as armas foram lançadas de paraquedas nas montanhas de Nafusa.

Entre elas havia lançadores de foguetes, rifles de assalto, metralhadoras e mísseis antitanque. A decisão de enviar armas sem consultar os parceiros da Otan ocorreu “porque não havia outra forma de proceder”, disse uma fonte de alto escalão ao “Le Figaro”.

Rebeldes já receberam US$ 100 milhões de ajuda financeira internacional
No Reino Unido, o ministro de Relações Exteriores, William Hague, disse a parlamentares que já foi feito o primeiro pagamento de ajuda aos rebeldes, no valor de US$ 100 milhões. Em um encontro nos Emirados Árabes Unidos no início do mês, o grupo internacional que se uniu para discutir a situação da Líbia prometeu repassar aos rebeldes mais de US$ 1,3 bilhão.

- Na semana passada, eles receberam a primeira doação internacional (…) por meio do mecanismo de financiamento temporário estabelecido pelo grupo de contato para combustíveis e salários – disse Hague.

A rebelião contra os 41 anos de regime de Kadafi fez apenas ligeiros progressos desde que começou a receber apoio dos bombardeios aéreos da Otan, há três meses, mas agora os rebeldes dizem estar se aproximando da capital.

No domingo, o grupo que atua nas Montanhas Ocidentais, que ficam a sudoeste de Trípoli, obteve sua maior vitória ao chegar à localidade de Bir al Ghanam, onde agora enfrenta as tropas governistas.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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