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Pelo menos quatro mil soldados americanos deixaram nesta quarta-feira o Iraque em direção ao Kuwait, pondo praticamente fim à missão de combate dos Estados Unidos (Iraq Freedom) menos de duas semanas antes do fim do prazo oficial fixado pelo presidente Barack Obama, como confirmou o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

- Nós estamos encerrando a guerra, mas não estamos encerrando nosso trabalho no Iraque – afirmou Crowley ao canal NBC News, que diz que as tropas já cruzaram a fronteira.

Restam 56 mil soldados em território iraquiano, número que será limitado a 50 mil até o próximo dia 31 – quando expira oficialmente o prazo estabelecido pela Casa Branca. As tropas restantes terão a função de apoio e treinamento às forças locais.

Conforme o programado por Obama, as tropas devem deixar gradativamente o Iraque até o fim de 2011, quando se espera que as forças locais sejam capazes de assumir o controle da segurança.

- Nós estamos mantendo a promessa que fizemos. Nossa missão de combate estará acabada no Iraque – afirmou Obama em discurso mais cedo em Ohio. A retirada acontece mais de sete anos após a invasão liderada pelos EUA que derrubou o ditador Saddam Hussein.

Segundo o presidente, até o fim do mês 100 mil tropas terão deixado o Iraque desde o fim de seu mandato.

Até esta quarta-feira, o Departamento de Defesa disse que 4.419 militares americanos morreram desde a invasão do Iraque.

FONTE: O Globo

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Vítima de um IED

Um transporte de tropas 8×8 M1126 Striker do Exército dos EUA atingido por um IED no Afeganistão. O Exército está estudando alterar o projeto do veículo para torná-lo mais resistente a este tipo de ameaça.

FOTO: US Army

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que a guerra do Iraque se aproxima do final “como prometido e no prazo”, comemorando o que ele chamou de um sucesso de seu governo, que ocorreria em meio ao persistente instabilidade e incerteza no Iraque. Obama citou o progresso para cumprir o prazo final de retirar todas as tropas de combate do Iraque até o final de agosto. Numa lembrança da situação muito instável no Iraque, ataques a bombas e disparos de armas de fogo mataram 12 pessoas nesta segunda-feira.

“A dura verdade é que nós não vimos o final do sacrifício norte-americano no Iraque”, disse Obama aos veteranos, em discurso na convenção nacional dos Veteranos Americanos, que reúne soldados que foram mutilados na guerra. “Não se enganem: nosso comprometimento com o Iraque está mudando, passando de um esforço militar liderado por nossas tropas para um esforço civil conduzido por nossos diplomatas”, afirmou o mandatário.

O anúncio de Obama vem à tona em um momento no qual a situação no Iraque parece voltar a se deteriorar. O governo norte-americano vem prometendo há dois anos um fim responsável para a guerra no Iraque, atualmente em seu sétimo ano. No entanto, julho foi o mês com mais mortes relacionadas ao conflito em mais de dois anos, segundo números oficiais divulgados pelo governo iraquiano no fim de semana. Ao mesmo tempo, o país árabe encontra-se sem um governo efetivo desde as eleições gerais de março, que terminaram sem um vencedor claro. As diferentes facções políticas do país ainda não conseguiram um acordo para a formação de uma coalizão.

Os EUA manterão uma força de 50 mil soldados no Iraque, a qual deverá ter como missão o treinamento das tropas iraquianas. Sob um acordo negociado em 2008 com o governo iraquiano, todas as tropas dos EUA deverão deixar o país do Oriente Médio até o final de 2011. Há cerca de 65 mil militares norte-americanos atualmente no Iraque. Quando Obama assumiu a presidência, em janeiro de 2009, os EUA tinham 140 mil soldados no Iraque. Em 2007, durante a presidência de George W. Bush, os EUA chegaram a ter 167 mil soldados no Iraque.

FONTE: Estadão

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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou ontem que enviou unidades militares aéreas e de infantaria para a fronteira com a Colômbia. Mobilizamos unidades militares, aéreas, de infantaria, mas em silêncio porque não queremos alterar ninguém, a população, disse Chávez em entrevista à televisão estatal VTV, sem dar detalhes sobre os efetivos enviados à zona de fronteira. Na semana passada, a Venezuela rompeu relações com a Colômbia por causa da denúncia feita pelo país vizinho na Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a presença de mais de 1.500 guerrilheiros colombianos no território venezuelano.
Chávez reafirmou as críticas ao colega colombiano, Álvaro Uribe, que cede o cargo no dia 7 a seu ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. Uribe é capaz de qualquer coisa nestes dias que lhe restam (de governo). Isto se tornou uma ameaça de guerra, mas nós não queremos a guerra, acrescentou Chávez.

Pouco tempo depois do anúncio de Chávez, o governo colombiano comunicou o início das operações hoje de uma base militar encarregada de vigiar o espaço aéreo na fronteira com a Venezuela e combater as guerrilhas das forças armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) na região.

A base está situada em Yopal, capital do departamento de Casanare, e será inaugurada pessoalmente pelo presidente Álvaro Uribe, anunciou a Força Aérea Colombiana (FAC). Esta unidade abrange os departamentos de Arauca (fronteira com Venezuela) e Casanare, sobre uma área total de 69.000 km², e contará com aeronaves de transporte, inteligência e combate, incluindo aviões e helicópteros.

A base dará proteção aérea à infraestrutura petroleira nesta região do país.

Lula

Alvo de críticas do líder colombiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu ignorar Uribe, que, num comunicado divulgado anteontem classificara de deploráveis as declarações do brasileiro sobre o conflito com a Venezuela. Embora tenha dito no Paraguai que sua relação com Uribe é extraordinária, Lula optou por falar diretamente com o presidente eleito, Juan Manuel Santos.

Lula e Santos conversaram por telefone, ontem pela manhã, mas o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, não soube dizer de quem partiu a iniciativa. Para Baumbach, o episódio de anteontem ficou para trás. O presidente acha que o episódio está superado. Ele não comentou e nem comentará (o tom das críticas de Uribe), disse Baumbach, lacônico sobre o diálogo com Santos: O presidente considerou que a conversa foi positiva e que ajudou nesta preparação para uma distensão.

Sou amigo de Uribe, tenho com o presidente uma relação de oito anos extraordinária, da mesma maneira que espero ter nos próximos cinco meses (restante de seu mandato) com Santos, disse Lula em Villa Hayes, 30 quilômetros a noroeste de Assunção.

Ele garantiu que não deixará uma divergência pessoal atrapalhar a relação de um Estado com outro Estado e que, não só irá ao jantar de despedida de Uribe no próximo dia 6, como espera ser convidado para sentar-se à mesma mesa. Lula afirmou ao colega eleito que não irá se intrometer em assuntos internos da Colômbia, deixando a entender que considera que o problema com as Farc não diz respeito ao Brasil. Ele convidou Santos a visitar o Brasil, o que foi aceito. No entanto, ainda não há data agendada.

FONTE/FOTO: Jornal do Comércio, via Notimp/Daily Censored

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Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, ignore a ameaça das Farc, diz nota

O gabinete do presidente colombiano, Alvaro Uribe, emitiu nota criticando os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise com a Venezuela. ” Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“É deplorável que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina”, afirmou Lula ontem após se reunir com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Lula se encontrou no começo da semana com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. Ontem, o presidente indicou que pretende negociar uma distensão entre Colômbia e Venezuela com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no próximo dia 7, e Chávez.

A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

FONTE: Estadão

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Um comando taleban atacou nesta quarta-feira o aeroporto e uma base militar da cidade afegã de Jalalabad (leste do país), enquanto a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, sigla em inglês) disse ter repelido a ação e matado vários dos agressores.

Segundo afirmou a Isaf em comunicado, “vários” insurgentes morreram durante o ataque, que começou pela manhã com um grupo equipado com lança-granadas, armas curtas e um carro carregado de explosivos que explodiu às portas do aeroporto.

“Não entraram no perímetro do aeroporto. Vários insurgentes morreram durante o ataque. Dois soldados das tropas conjuntas (afegãs e internacionais) ficaram levemente feridos”, assegurou na nota a organização, que descartou a existência de vítimas civis.

Um porta-voz talibã, Zabiullah Mujahid, afirmou à agência afegã “AIP” que o grupo, composto por dez homens, matou ou causou ferimentos a 152 soldados da Otan e 15 afegãos. Os talebans, porém, costumam exagerar em informações que divulgam sobre baixas.

Seis membros do comando morreram e os outros quatro conseguiram escapar, segundo Mujahid, que garante que os insurgentes conseguiram entrar no aeroporto e destruíram 13 aeronaves.

Dentro do perímetro do aeroporto de Jalalabad, capital da província de Nangarhar e uma das zonas de influência das milícias insurgentes, há uma base das tropas dos EUA desdobradas no Afeganistão que se encarrega da gestão das instalações.

FONTE: UOL Notícias, via Resenha do CCOMSEx

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Um soldado britânico morreu numa explosão no sul do Afeganistão, o que eleva para 56 as baixas sofridas pelas tropas do Reno Unido nesse país no correr do ano, anunciou o ministério da Defesa.

Para as tropas britânicas, esta nova baixa eleva para 301 os soldados que morreram no Afeganistão desde o início da intervenção da coalizão liderada peos Estados Unidos no final de 2001.

Segundo um balanço da AFP a partir da página independente icasualties.org, ao menos 285 soldados estrangeiros morreram no Afeganistão nos seis primeiros meses deste ano – entre eles quase dois terços de americanos (179)-, contra 521 durante 2009.

FONTE: AFP

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General criticou presidente norte-americano em entrevista

Barack Obama aceitou o pedido de demissão do general Stanley McChrystal, que fez severas críticas ao presidente dos Estados Unidos em entrevista à edição americana da revista “Rolling Stone”. Para o lugar dele, Obama convocou o general David Petraeus, encarregado das forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Durante seu pronunciamento na Casa Branca, Obama disse que a conduta de McChrystal em “não condiz com a forma que deve ser definida por um comandante geral” e mina a autoridade civil e a confiança. O presidente americano afirmou também que sua decisão de mudar o comandante no Afeganistão é “uma mudança de pessoal, mas não será uma mudança na política.”

Obama disse também que não poderia manter uma “unidade de esforço” na guerra do Afeganistão, sem uma mudança de comando. Ele ressaltou que não vai “tolerar” divisão entre seus comandantes militares. “Nossa nação está em guerra”, disse durante o pronunciamento. “Enfrentamos uma luta muito difícil no Afeganistão”.

A troca de comando no Afeganistão ocorre pouco depois de uma reunião de cerca de meia hora entre Obama e McChrystal.

“Está claro que houve erro de julgamento no artigo no qual ele e seu time aparecem”, disse Obama a jornalistas ao comentar a entrevista publicada pela revista antes do pronunciamento que fará na Casa Branca e antes do encontro com McChrystal.

O general McChrystal apresentou desculpas pela entrevista ontem. McChrystal pediu desculpas pelo artigo. “Tenho um enorme respeito e admiração pelo presidente Obama e sua equipe de segurança nacional, assim como pelos líderes civis e as tropas que lutam nesta guerra [afegã], e sigo comprometido com assegurar um resultado bem-sucedido”, disse o general em comunicado divulgado à imprensa.

“Ofereço minhas mais sinceras desculpas por este perfil. Foi um erro que reflete maus julgamentos e nunca deveria ter acontecido”, admitiu McChrystal. “Ao longo da minha carreira, vivi sob os princípios da honra pessoal e da integridade profissional. O que se reflete neste artigo está muito longe” destas ideias, continuou.

A reportagem da “Rolling Stone” mostrou as tensões entre McChrystal e a Casa Branca em um momento em que Washington mobiliza milhares de tropas adicionais na guerra que entra em seu nono ano. No texto, o general faz comentários ainda sobre o vice-presidente americano, Joe Biden – “Quem é este?” – e sobre o enviado especial dos EUA para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke.

McChrystal disse ainda, na entrevista, se sentir “decepcionado” por uma reunião que manteve com Obama na qual não se entenderam e inclusive “traído” pelo embaixador dos EUA em Cabul, Karl Eikenberry, que se mostrou publicamente contra o envio adicional de 40 mil soldados ao Afeganistão solicitado pelo general no final do ano passado.

Antes da reunião com Obama, o secretário da Defesa, Robert Gates, se reuniu com o general e disse, em nota, que McChrystal cometeu “um erro significativo” e que as tropas não precisam “desse tipo de distração”.

Presidente afegão defende McChrystal

O presidente afegão Hamid Karzai acha que substituir o comandante americano das forças internacionais no Afeganistão, o general Staley McChrystal, não ajudará a resolver o conflito que atinge o país, declarou seu porta-voz.

“O presidente considera que estamos numa situação delicada com nossos sócios, em nossa guerra contra o terrorismo, no processo de trazer a paz e a estabilidade ao Afeganistão, e que qualquer brecha nesse processo não ajudará”, afirmou Waheed Omar.

Karzai já havia expressado sua confiança no general McChrystal durante uma videoconferência na terça com o presidente Barack Obama, acrescentou o porta-voz.

FONTE: UOL/Reuters

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Investigação do Congresso dos EUA aponta falhas nos contratos para pagamento do transporte de alimentos e suprimentos

Os contribuintes americanos criaram inadvertidamente uma rede de senhores da guerra por todo o Afeganistão, que estão ganhando milhões de dólares escoltando comboios da Otan e atuando fora do controle tanto do governo afegão quanto dos militares americanos e da Otan, segundo os resultados de uma investigação do Congresso divulgada na segunda-feira.

A investigação, iniciada no ano passado pelo Subcomitê da Câmara para Segurança Nacional, descobriu que o dinheiro dado a esses senhores da guerra afegãos frequentemente equivale a pagamentos de proteção ao estilo máfia, com alguns comboios da Otan que se recusaram a pagar sofrendo ataques.

O subcomitê, liderado pelo deputado John F. Tierney, democrata de Massachusetts, também encontrou evidências sugerindo que o dinheiro do contribuinte americano estava chegando ao Taleban. Vários supervisores de empresas de transporte disseram aos investigadores que acreditavam que os homens armados que contrataram para escoltar seus comboios subornaram talebans para não atacarem.

Os senhores da guerra que são pagos com dinheiro americano, disseram os investigadores, estão minando o governo afegão legítimo que os soldados americanos estão lutando para construir, e provavelmente ameaçarão o governo após a partida dos americanos e da Otan.

A fonte de dinheiro do contribuinte é um contrato de US$ 2,1 bilhões para pagamento do transporte de alimentos e suprimentos para cerca de 200 bases americanas por todo o país árido e montanhoso, que em muitos lugares não possui estradas pavimentadas.

O relatório de 79 páginas, intitulado “Senhores da Guerra S.A.”, pinta um quadro anárquico do Afeganistão contemporâneo, com as principais estradas do país sendo controladas por grupos de homens armados free lance que não respondem a ninguém – e que são pagos pelos Estados Unidos.

O Afeganistão, apontou a investigação, conta com centenas de empresas de segurança privada não registradas e que empregam até 70 mil homens armados em grande parte não supervisionados.

“As principais empresas de segurança contratadas”, disse o relatório, “são senhores da guerra, homens fortes, comandantes e líderes de milícias que competem com o governo central afegão por poder e autoridade”.

“Os senhores da guerra prosperam em um vácuo de autoridade do governo e seus interesses estão em conflito fundamental com as metas americanas de construção de um governo afegão forte”, disse o relatório.

No coração do problema, apontou a investigação, está o fato das forças armadas americanas pagarem para empresas de transporte para levarem seus suprimentos por todo o Afeganistão – deixando que as empresas cuidem de sua própria proteção. As empresas de transporte, por sua vez, pagam aos senhores da guerra e comandantes para fornecerem segurança.

Esses subcontratos, apontou a investigação, são feitos sem qualquer supervisão do Departamento de Defesa, apesar das instruções claras do Congresso para que o departamento realize essa supervisão. O relatório declara que os oficiais militares em Cabul tinham pouca ideia de para quem as empresas de transporte estavam pagando para fornecer segurança ou quanto gastaram nisso, assim como raramente inspecionaram um comboio para descobrir.

O relatório recomenda que as forças armadas acertem os contratos de transporte e segurança separadamente.

Ele também lista os vários senhores da guerra que controlam trechos de estrada no Afeganistão: Ruhullah, que como muitos no Afeganistão tem apenas um nome, tem a reputação de lidar impiedosamente com as aldeias ao longo das estradas que controla; Matiulllah Khan, cuja milícia de 2 mil homens controla a estrada entre Kandahar e Tirinkot; e Abdul Razziq, o comandante da polícia de fronteira em Spin Boldak, uma das principais rotas de caminhões de transporte para o país.

Ruhullah comanda uma força de cerca de 600 homens armados que trabalham para a Watan Gestão de Risco, uma empresa de segurança supervisionada por Rashid e Rateb Popal, que são primos do presidente Hamid Karzai. Em uma entrevista no mês passado, Rashid Popal negou que sua empresa pague aos insurgentes talebans.

O relatório disse que a Watan Gestão de Risco e Ruhullah receberam “várias dezenas de milhões de dólares” para escoltar comboios da Otan.

“Muito depois dos Estados Unidos deixarem o Afeganistão e o negócio de proteção de caminhões fechar as portas, esses senhores da guerra provavelmente continuarão exercendo um grande papel como centros autônomos de poder político, econômico e militar”, disse o relatório.

O relatório detalhou os episódios em que as empresas de transporte que se recusaram a pagar aos senhores da guerra para escolta de seus caminhões foram atacadas pelos mesmos homens. Um executivo de empresa de transporte que se recusou a pagar para Ruhullah disse aos investigadores que seus caminhões foram atacados pelos homens dele. Ruhullah, disse o executivo, “está disposto a explorar impiedosamente a falta de controle militar ao longo das rotas em que atua”.

Tradução: George El Khouri Andolfato

FONTE: The New York Times

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avanti azzurra

Soldados italianos, no Afeganistão, deixaram um pouco de lado os combates contra o Taliban para apoiar seus compatriotas contra um outro inimigo, a seleção da Nova Zelândia! O jogo da Copa do Mundo terminou empatado 1×1.

Fonte / Imagem: Reza Shirmohammadi/AP

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Quatro soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) morreram nesta quarta-feira, quando o helicóptero em que viajavam foi derrubado pelos talibãs no sul do Afeganistão. A informação foi passada por um porta-voz do comando das forças internacionais à agência de notícias AFP.

“Quatro soldados da Otan morreram depois que seu helicóptero foi alvo de tiros hostis na província de Helmand” – um reduto dos islamitas, declarou um porta-voz da Otan, sem dar mais detalhes ou precisar a nacionalidade dos soldados. O porta-voz do governo da província de Helmand, Daoud Ahmadi, disse que o ataque ocorreu por volta do meio-dia do horário local.

O porta-voz do talibã Qari Yousef Ahmadi reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que militantes derrubaram o helicóptero com dois foguetes. Os insurgentes também anunciaram ataques frente à operação em Kandahar planejada pelos comandantes americanos.

Violência – A última segunda-feira foi um dos dias mais difíceis para os militares estrangeiros em dois anos. Sete americanos, dois australianos e um francês morreram em combates e na explosão de bombas artesanais no sul e no leste Afeganistão.

Nos últimos meses, a média diária de mortes no país foi de um a dois soldados das forças internacionais. A violência já matou 28 soldados da Otan somente neste mês, incluindo as casualidades desta quarta-feira.

Os números mostram o desafio enfrentado pela Otan, que sofre para combater os talibãs em um momento em que eles parecem estar em posição de força. Porém, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse que os Estados Unidos pretendem seguir com a operação e esperam sinais de progressos até o final do ano, apesar do crescente número de vítimas.

Operação – Tropas americanas e britânicas estão operando em Helmand, parte de um grupo de províncias pelo sul afegão, onde se concentra o talibã. Em dezembro passado, Obama ordenou o envio cerca de 30.000 soldados americanos para o país, como parte de uma estratégia que busca trazer um fim à insurgência que já dura nove anos.

Os comandantes americanos ainda planejam uma grande operação em Kandahar, que eles esperam mudar o curso da guerra e possibilitar o começo das retiradas das tropas para julho de 2011.

FONTE/FOTO: Veja, com agência France-Presse/AFP

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Brasileira relata ação das forças israelenses a bordo dos navios

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteA cineasta brasileira Iara Lee, que estava a bordo de um dos barcos interceptados na manhã de segunda-feira, diz que “os israelenses começaram atacar de forma indiscriminada” e que em alguns casos atiraram na cabeça dos ativistas.

Iara Lee falou à Folha por telefone do presídio de Beer Sheva, no sul de Israel. Junto com ela estão detidos centenas de ativistas que tripulavam a frota de seis navios que tentava romper o bloqueio marítimo israelense e levar ajuda humanitária à faixa de Gaza. Pelo menos nove ativistas foram mortos a tiros, e dezenas ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses durante a interceptação das embarcações. Israel alega que os soldados reagiram ao ser atacados com barras de ferro e facas, e que abriram fogo para evitar um linchamento.

“Esperávamos que eles dessem tiros na perna, tiros no ar, só para aterrorizar as pessoas, mas foram direto. Eles atiraram na cabeça dos passageiros”, relata a cineasta.

Iara Lee se negou a assinar uma declaração admitindo que entrou ilegalmente em Israel, o que aceleraria sua deportação do país. A embaixada do Brasil em Tel Aviv colocou um advogado à disposição da brasileira, que também tem passaporte americano. Ela será submetida a um procedimento administrativo e deve ser expulsa de Israel.

Os confrontos que resultaram nas mortes dos ativistas ocorreram a bordo da maior embarcação, onde havia cerca de 500 ativistas, a maioria turcos, quando a frota se encontrava em águas internacionais.

O violento incidente deflagrou onda mundial de condenação a Israel, que alegou que havia extremistas nos navios e que os soldados agiram em legítima defesa.

Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de ascendência coreana radicada nos EUA. Entre suas obras estão os documentários “Synthetic Pleasures” (1995), que trata do impacto da alta tecnologia sobre a cultura de massas, e “Modulations” (1998), sobre música eletrônica.

FONTE: Folha.com

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Porto Príncipe (Haiti) – Em 19 de maio, o BRABATT 2 realizou escolta e segurança para uma comitiva de militares do Exército dos EUA, acompanhados pelo Force Commander da MINUSTAH, General Paul Cruz, e pelo Deputy do Force Commander, General Mezano, em visita a Porto Príncipe.

Durante a atividade, foi realizada a segurança e balizamento para aterragem de 03 helicópteros (Black Hawk) na base do porto (Região portuária de Bel Air) e escolta para o deslocamento ao Palácio Nacional e ao Forte Nacional, área de operações do BRABATT 2.

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FONTE/FOTOS: Exército Brasileiro

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Termina estado de exceção no Paraguai

vinheta-clipping-forteO estado de exceção promulgado pelo governo paraguaio em cinco províncias do país foi levantado ontem, sem que os guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP) tenham sido capturados. A medida entrou em vigor um mês atrás nos departamentos de Concepção, Amambay, San Pedro, Alto Paraguai e Presidente Hayes, depois que quatro pessoas foram mortas no ataque do EPP a uma fazenda.

“Buscaremos a figura legal para que os militares continuem apoiando a segurança nestes departamentos de forma permanente”, disse o presidente paraguaio, Fernando Lugo.
Lugo anunciou que não pretendia pedir a prorrogação da medida no domingo – e a falta de resultados desatou uma série de críticas. O objetivo da decretação de estado de exceção era dar às forças de segurança paraguaias mais liberdade para perseguir os guerrilheiros e outros criminosos que atuam na região.

“(Os militares) não fizeram nada que não podiam fazer (sem o estado de exceção). Estavam na região parados, como observadores”, criticou o parlamentar opositor Óscar Tuma, segundo o jornal La Nación.

As Forças Armadas paraguaias informaram em comunicado que o presidente Lugo falará hoje sobre os resultados da operação militar. Segundo uma nota oficial, foram detidas 167 pessoas no período – 74 sem ordem de prisão.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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vinheta-clipping-forte Soldados e veículos de transporte de tropas foram mobilizados na manhã desta quarta-feira (horário local) em Bangcoc, para enfrentar manifestantes contrários ao governo, os chamados Camisas Vermelhas.

Ao menos doze veículos blindados de transporte de tropas equipados com metralhadoras foram vistos ao redor da entrada sul da zona vermelha, palco de diversos confrontos durante o fim de semana. Vários caminhões de transporte de tropas também foram enviados.

Dois blindados foram colocados em frente às barricadas. Centenas de soldados se espalharam em um dos principais eixos de circulação da cidade.

O porta-voz do Exército, Sunsern Kaewkumnerd, se recusou a confirmar se a operação para dispersar através da força os manifestantes já havia começado. “Não responderei a nenhuma pergunta”.

O governo tailandês rejeitou na terça-feira os repetidos pedidos de um cessar-fogo feitos pelos manifestantes e excluiu todas as formas de negociação até que os “camisas vermelhas” partam de Bangcoc.

“A situação poderá ser solucionada e podemos chegar às negociações quando os manifestantes se dispersarem”, avisou o ministro Satit Wonghnongtaey, excluindo qualquer possibilidade de diálogo.

Os “camisas vermelhas” aceitaram anteriormente uma proposta do presidente do Senado, Prasobsuk Boondej, de servir de mediador em caso de negociações.

“O primeiro-ministro (Abhisit Veijjajiva) apoia o início das negociações mas, por duas vezes, elas fracassaram devido à ingerência das pessoas no exterior”, disse Satit, acusando implicitamente o ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, ícone de númerosos manifestantes e acusado pelo poder de atiçar os protestos.

As negociações estão rompidas desde a última quinta-feira, quando Abhisit Vejjajiva anulou sua proposta de organizar eleições antecipadas no meio de novembro, exasperado pelas exigências cada vez maiores dos “vermelhos”.

Desde que começou a crise, em meados de março, 68 pessoas morreram e 1.700 ficaram feridas.

FONTE/GRÁFICO/FOTO: AFP/EPA

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vinheta-clipping-forte O presidente colombiano, Alvaro Uribe, comemorou nesta terça-feira a libertação do sargento do Exército Pablo Moncayo, refém da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O presidente agradeceu ao Brasil por seu papel de facilitador no resgate.

“Damos as boas-vindas ao sargento Moncayo. Nos alegramos por sua família. A Colômbia recebe de braços abertos aqueles que retornam do cativeiro e rejeita fortemente os sequestradores”, afirmou Uribe em um evento acadêmico na cidade de Cúcuta, fronteira com a Venezuela.

“Nossa gratidão ao governo do Brasil, ao Comitê da Cruz Vermelha Internacional, nossa gratidão à Igreja Católica, nossa gratidão ao Alto Comissariado (para os Direitos Humanos na Colômbia, da ONU), pela tarefa cumprida”, enfatizou o presidente.

Uribe não mencionou a ONG Colombianos e Colombianas pela Paz, liderada pela senadora de oposição Piedad Córdoba, que participou da libertação de Moncayo, 31 anos, sequestrado em 21 de dezembro de 1997 e que era um dos reféns mais antigos da Colômbia.

FONTE/FOTO: AFP/EFE

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Não é fácil para um veterano de guerra narrar suas histórias. Mesmo que o tempo separe o presente dos acontecimentos vividos em quase duas décadas a dor e o sofrimento permanecem.

Para o americano Mike Durant não é diferente. Mas no seu caso a tragédia pessoal ganhou fama pelo mundo através dos cinemas. Sua maior e mais trágica experiência de vida foi narrada no filme “Black Hawk down” (Falcão Negro abatido – Columbia Pictures 2001).

Durant hoje está na reserva, mas continua contando suas histórias para plateias sempre interessadas em ouvi-lo. Na última sexta-feira não foi diferente. No complexo Redstone Arsenal (Alabama) do Exército dos EUA, o subtenente da reserva Mike Durantdeu a sua versão dos fatos.

A batalha de Mogadício

No início de outubro de 1993 uma força composta por elementos do Exército , Marinha e Força Aérea dos EUA foi enviada ao centro de Mogadíscio, da capital da Somália, para capturar o General Muhammed Farah Aideed, líder de uma das facções políticas que estava em luta na Somália.

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No decorrer da ação um helicóptero MH-60 Black Hawk, “Super 61” na fonia, que estava dando cobertura foi atingido por um RPG e caiu a três quarteirões da área do alvo. Logo após a tentativa de resgate dos sobreviventes do Super 61, outros dois MH-60 foram atingidos, sendo que um deles conseguiu retornar para base. O “Super 64”, pilotado pelo subtenente Michael Durant, caiu a cerca de 1.5 Km do “Super 61”.

A multidão foi para o local, e a despeito da heróica defesa, matou todos os tripulantes com exceção de Durant, que foi pego como refém. Durante o seu tempo de prisioneiro, Durant conheceu os 11 dias mais longos e penosos de sua vida.

Em 14 de outubro de 1993, depois de intensas negociações, Aideed libertou Durant, piloto e único sobrevivente da queda do “Super 64” e um soldado nigeriano das forças da ONU, capturado anteriormente, como um gesto de “boa vontade”.

A narrativa pessoal

Depois de 17 anos Durant dividiu com os ouvintes de Redstone a “experiência que mudou a sua vida”.

“Foi um ato de boa vontade da nossa parte”, disse o subtenente. “Não havia petróleo. Não havia interesse estratégico. Mas haviam pessoas sofrendo, muitas pessoas”. Era sim uma missão de paz da ONU. A operação” Restore Hope” tinha como objetivo trazer estabilidade ao país para que a ajuda humanitária pudesse chegar.

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No outono de 1993 as forças militares dos EUA obtiveram sucesso no estabelecimento de uma certa estabilidade à capital Mogadíscio. Mas no início de outubro a situação mudou. “74 soldados foram atingidos, cinco Black Hawk derrubados, 18 homens mortos e eu caí nas mãos do inimigo.” completou Durant.

Seu helicóptero foi atingido por um RPG no rotor de cauda a baixa altura e acabou colidindo com o solo. Ele e a sua tripulação de três homens sobreviveram à queda. Durant ficou inconciente e os demais ficaram bastante feridos. Dois franco-atiradores do Força Delta voluntariaram-se para defender a posição do helicóptero abatido. O número de rebeldes era muito grande e em um deteminado momento a munição acabou. Todo o grupo foi morto, com exceção de Durant.

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“Quando retomei a consciência, tinha um ferimento nas costas, uma perna quebrada e alguns ossos da face também quebrados. “Meus ferimentos me levariam à morte em 35 ou 40 dias”.

Sua libertação ocorreu depois de 11 dias de cativeiro, sendo enviado para um hospital nos EUA para tratamento médico. “Percebi que haviam partes físicas e psicológicas a serem recuperadas”.

“O Exército iria me ‘groundear’. Não me deixariam voar mais. Quando dizem a você que você não será mais capaz de fazer aquilo que você quer mais acima de qualquer outra coisa, você não aceita. Queremos lutar contra esta situação”.

“Eu era um piloto lutando para ter de volta a parte da minha vida e minha identidade.”

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Durant estava determinado a provar que a decisão do Exército não era a mais correta e que sua forma física estava intacta. Somente 11 meses após deixar o gesso, o subtenente foi participar da prova de maratona dos Fuzileiros Navais.

“Eu quase me qualifiquei para a Maratona de Boston”, disse Durant após cruzar a linha de chegada com o tempo de 3:37h. “Mas a autoridade que iria me dar baixa não poderia dizer ‘não’ ao meu desejo de continuar servindo. Depois da corrida ele me manteve na força e eu voei por mais cinco anos”.

Depois de dar um jeito nas questões físicas e profissionais, Durant levou um bom tempo até se recuperar dos danos psicológicos. “Se eu começar a falar da Somália vou chorar”, disse. “Perdi minha tripulação. Metade do meu pelotão também desapareceu. É algo difícil de comentar”.

Seu lado espiritual foi rejuvenescido. “Orei mais naqueles 11 dias do que toda a minha vida. E por tudo o que Ele fez por mim , Ele não pediu nada em troca”. “Sinto-me abençoado. Me sinto melhor hoje sobre quem eu sou e sobre as coisas que aconteceram 17 anos atrás”.

Baseado nas suas experiências de vida Durant escreveu dois livros: “In the Company of Heroes” e “The Night Stalkers.” Suas narrativas formaram a base do roteiro do filme “Black Hawk Down.”

Com informações do site do Exército dos EUA

FOTOS: Columbia Pictures e US Army

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