Estados não foram consultados sobre piso salarial para policiais

 

Sob a ameaça de consecutivas greves de policiais militares, a Câmara dos Deputados sofre pressão para votar o piso nacional da categoria (PEC 300), sem sequer conhecer com rigor o limite de cada estado para reajustar o salário da tropa. A maioria dos governos estaduais ainda não foi consultada nem enviou ao Legislativo a contabilidade do impacto financeiro.

No fim de 2011, a União calculou um impacto de R$ 46 bilhões, dos quais R$ 12 bilhões seriam bancados por um fundo custeado pelo governo federal. O Palácio do Planalto ainda não propôs alternativa à guerra de números patrocinada por parlamentares, favoráveis à proposta, e governadores, que rejeitam com veemência a aprovação do piso.

A redação da lei complementar, que circula no Congresso e seria votada a reboque da Emenda Constitucional, propõe piso de R$ 3.500. Levantamento feito pelo GLOBO, no entanto, mostra que nenhum estado paga hoje esse valor, à exceção do Distrito Federal, que remunera a polícia com dinheiro da União.

A Comissão criada na Câmara para tratar da PEC 300 sustenta que já enviou três ofícios aos estados para que indiquem seu limite financeiro, porém apenas oito teriam apresentado seus os números. Já o Conselho Nacional de Secretários de Administração (Consad) acusa os deputados de terem votado a PEC 300, em primeiro turno, só com o objetivo de semear votos nas eleições de 2010.

Na semana passada, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), descartou a retomada da votação da emenda que estabelece o piso nacional de PMs e bombeiros. Segundo Maia, a Câmara não tem como regular salários pagos a servidores estaduais. Ele frisou que esse tema deve ser tratado pelos estados da Federação e não pelo Congresso.

- Ninguém discute que o policial é mal remunerado, porém essa situação radicalizou muito o debate. O risco (de insubordinação da tropa) se transformou em realidade. O caos já chegou. Mais do que fixar piso, chegamos ao limite para que o Congresso decida qual é o modelo de polícia que o país precisa, levando em conta a realidade de cada estado – afirma o secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.
Autor da PEC 300, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), presidente da comissão que discute a proposta, assegura que o impacto não chega à metade desse valor, e diz que só não pode apresentar um contraponto porque os estados fugiram ao debate.

- A alegação deles é mentirosa. Tanto é que apenas oito de 27 estados apresentaram o impacto financeiro. O piso acaba com o bico oficial e é isso que eles (secretários estaduais) não querem – diz o parlamentar.
Hoje, são contabilizadas distorções de até 200% entre o maior salário da PM, em Brasília (R$ 4,12 mil), e o pior, no Rio Grande do Sul (R$ 1,37 mil). O balanço, feito a partir das informações fornecidas pelos estados e pelo Consad, mostra ainda que apenas Sergipe – o menor estado brasileiro – se aproxima do piso em debate no Congresso, com um rendimento mensal mínimo de R$ 3,18 mil.

- Esse piso não expressa a realidade. Não observa a capacidade financeira dos estados. O Congresso não é o espaço para definir a remuneração de estados e municípios. O policial militar merece aumento, e eles estão recebendo gradativamente em todo o país. Lamento que os estados ainda não tenham encaminhado o impacto financeiro ao Congresso – diz o presidente do Consad e secretário de Administração do Rio, Sérgio Ruy Barbosa.

Na listagem dos salários iniciais da PM, o Rio de Janeiro aparece em 23º lugar. Barbosa sustenta, porém, que 28 mil policiais, entre 41 mil servidores, já recebem R$ 2,1 mil, como gratificação por bom comportamento, sem contar os reajustes progressivos previstos na carreira. Em todo o Brasil, os governadores se viram forçados a aprovar planos de reajustes escalonados até o final de 2014, diante da repetição de greves, mesmo sem respaldo constitucional para os movimentos.

Um lobista da PM no Congresso admitiu ao GLOBO, na última semana, que as denúncias de incitação à violência na Bahia, sustentadas por gravações que revelam a orquestração de ações ilegais, feriram o respaldo da população às polícias. Explicou que o “ato criminoso fragiliza o movimento reivindicatório”. E observou que muitos parlamentares se aproveitaram da PEC 300 para colher frutos eleitorais, sem analisar como o aumento poderia ser efetivado, criando falsa expectativa na corporação.

Até os deputados que lideram o lobby pela aprovação da proposta afirmam que as expectativas criadas pelo Congresso, misturadas à omissão do Planalto, frustraram e geraram revolta em quem acreditava na célere aprovação do piso nacional.

- Governo e o Congresso têm sua parcela de culpa (nessa situação). Não poderíamos criar a expectativa de aprovação, e agora não votar nem o segundo turno da proposta na Câmara. O governo precisa se posicionar com clareza e dizer, então, que não quer a aprovação da PEC 300 – afirma o presidente da Comissão de Segurança da Câmara, Mendonça Prado (DEM).

À margem da disputa, fica o Distrito Federal, com piso de R$ 4,1 mil. O salário da PM na capital do país não depende de arrecadação estadual, tampouco é ameaçado pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em Brasília, um fundo de R$ 9 bilhões, reajustado junto com a Receita Corrente Líquida da União e abastecido com recursos de contribuintes de todo o Brasil, paga os salários dos servidores da segurança, saúde e educação.

Potencial beneficiário do piso nacional, pelo efeito que terá sobre a carreira da PM, o presidente da Federação Nacional dos Oficiais da Polícia Militar, coronel Marlon Jorge Teza, afirma que os salários baixos atingiram o limite do insuportável. E diz que será cada vez mais difícil segurar os movimentos grevistas.

FONTE: O Globo

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Juristas defendem que PMs são proibidos de fazer greve, mas a classe reivindica o direito à inciativa e pede melhores salários

 

A greve de policiais militares, que acontece há dez dias na Bahia e teve início no Rio de Janeiro na noite da última quinta-feira, incorporando policiais civis e bombeiros, reavivou o debate sobre quais os limites legais para manifestações da categoria.

Enquanto a maioria dos juristas defende que policiais militares são proibidos de fazer greve, a classe reivindica o direito à inciativa e afirma que só recorre a ela em último caso.

A polêmica se acirrou após a divulgação pela TV Globo, na última quarta-feira, de gravações em que policiais grevistas discutiam queimar caminhões e bloquear uma rodovia para impulsionar o movimento. Segundo a emissora, as conversas foram gravadas com autorização judicial.

Na manhã desta quinta, o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia foi desocupado pelos manifestantes. O ex-policial militar Marco Prisco, líder do movimento, e o policial Antônio Angelim foram presos.

No Rio de Janeiro, o cabo Benvenuto Daciolo, membro do Corpo de Bombeiros, também foi preso após a divulgação da gravação de uma conversa entre ele e Prisco, que falava da possibilidade da adesão dos servidores de segurança do Rio à greve.

Desde o início da paralisação na Bahia, foram registrados 136 homicídios na região metropolitana de Salvador, aumento de 238% em relação ao mesmo período de 2011.

A BBC Brasil preparou perguntas e respostas sobre o conflito.

  • O que os policiais militares reivindicam?

Eles querem aumento salarial em torno de 30% e a incorporação de gratificações aos salários. Os policiais também reivindicam a anulação de mandados de prisão contra 12 grevistas considerados líderes do protesto.

Os servidores do Rio de Janeiro pedem o aumento do piso salarial para R$ 3.500, com o acréscimo de R$ 700 em vale transporte e refeição, além da libertação do cabo Benvenuto Daciolo.

  • A Constituição permite que policiais militares façam greve?

O artigo 142 da Constituição, presente no capítulo Das Forças Armadas, diz que “ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”. Embora o capítulo trate das Forças Armadas, o artigo 42 da Constituição afirma que essas disposições também se aplicam aos integrantes das PMs e dos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados.

Para o jurista Wálter Maierovitch e para o coronel aposentado da PM de São Paulo José Vicente, a proibição está clara no texto.

Alguns advogados, no entanto, argumentam que o artigo 37 da Constituição, que trata de servidores públicos, afirma que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”. Como tal lei jamais foi aprovada, eles dizem que a proibição não está explícita.

  • Qual a posição dos policiais?

Para o soldado da PM do Espírito Santo Fernando Almança, um dos líderes de articulação nacional por melhores condições para a categoria, a Constituição não estende a proibição de greve à Polícia Militar, já que esta seria uma força auxiliar.

Ainda assim, ele afirma ainda que a greve só foi deflagrada porque todas as negociações por melhores condições de trabalho para policiais foram bloqueadas. Almança credita boa parte da insatisfação de policiais militares baianos (e brasileiros, por extensão) à paralisação das discussões no Congresso sobre uma proposta de emenda constitucional, conhecida como PEC 300, que estabeleceria um piso nacional para policiais militares e bombeiros.

“Lutamos há quatro anos pela aprovação da PEC 300. Ninguém começa uma greve sem antes tentar negociação”, diz.

Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.

  • O Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o assunto?

O órgão ainda não se manifestou diretamente sobre o caso de PMs que entraram em greve, mas, em novembro de 2011, o presidente do STF, Cezar Peluso, determinou que policiais civis do Distrito Federal suspendessem uma paralisação, argumentando que o direito à greve de servidores públicos não é absoluto.

Antes, em 2009, também ao julgar greve de policiais civis, o STF defendeu a inconstitucionalidade de paralisações no setor de segurança.

  • De que outras formas os policiais militares poderiam se manifestar?

Para o jurista Wálter Maierovitch, há várias formas pelas quais policiais militares poderiam reivindicar melhores condições de trabalho sem recorrer a greves. Ele diz que a categoria poderia organizar comícios públicos e seminários, divulgar informações à imprensa, além de pressionar parlamentares por mudanças.

FONTE: BBC Brasil / FOTO: Luiz Gomes-Futura Press

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira o projeto que aumenta o salário de policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários.

Foram 59 votos a favor e um contra, segundo informações do jornal O Globo. O reajuste no Rio será de 39%, gradual, até fevereiro de 2013.

O aumento ocorrem em meio a temores de uma paralisação de bombeiros e policiais fluminenses.
Nesta quarta-feira, foi divulgada uma gravação em que o líder grevista da Bahia, Marcos Prisco, articulava a expansão do movimento da PM baiana para o Rio.

Tanto Prisco, quanto o bombeiro fluminense Benevenuto Daciolo, foram presos nesta quinta-feira.
Prisco foi detido durante a desocupação da Assembleia Legislativa baiana e Daciolo no aeroporto do Galeão, onde desembarcava vindo da Bahia.

FONTE: BBC

Três aeronaves AW119Ke foram entregues na manhã do dia 29/09 pelo governador Marconi Perillo, na Praça Cívica, em Goiânia, à Secretária de Segurança Pública e Justiça para atuar nas polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

Dotados de equipamentos modernos de segurança, os três helicópteros vão ser utilizados no combate à criminalidade, a incêndios florestais e salvamento de vítimas.

FOTOS: Sgt Rodrigues

Exposição do Dia Nacional do Bombeiro, em Goiás

Como parte das comemorações do Dia Nacional do Bombeiro, 2 de julho, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) abriu na quarta-feira, dia 29, às 10 horas, uma exposição de materiais e equipamentos utilizados por esses profissionais, vistos por muitos como heróis.

A cerimônia de abertura contou com uma apresentação da Banda Sinfônica do CBMGO e com um teatro de fantoches, utilizados pelos Bombeiros na campanha de prevenção de acidentes domésticos com crianças no lar, tema da Semana do Bombeiro 2011. A entrada é franca e a exposição segue até domingo, dia 3 de julho. O Instituto Flamboyant é parceiro do CBMGO no evento. (Clique nas imagens para ampliar).

FOTOS: Samuel Barros Pysklyvicz

2 de Julho: Dia do Bombeiro

Ser Bombeiro é mais que uma profissão é, sem dúvida, uma vocação em proteger a vida.

Não existe nada mais nobre que salvar vidas. E os Bombeiros entendem disso mais que ninguém, por que investem corpo e alma numa profissão de alto risco. E tudo isso para que todos aproveitem os melhores momentos de suas vidas com segurança e tranquilidade.

Ser Bombeiro é acima de tudo amar e proteger a vida até o último instante.

Ser Bombeiro é trabalhar por amor á vida dos outros, e como um amigo meu disse: “Bombeiro, a mais exata tradução de ser humano”.

Mas toda essa coragem, força e paixão pela profissão não seria possível se não houvessem pessoas como vocês, que não são bombeiros, mas com certeza são de coração e estão sempre ao nosso lado!!!!

Parabéns a esses heróis do nosso dia-a-dia.

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Povo Fluminense,

Os Bombeiros do Rio de Janeiro, profissionais trabalhadores, ordeiros e competentes, em respeito à população que sempre defenderam, por vezes com o sacrifício da própria vida, vem a público esclarecer o que tem ocorrido na Corporação e no Governo do Estado e o que levou companheiros e seus familiares a desafiarem os desmandos do Comandante Geral Cel Pedro Marco e do Governador Sérgio Cabral.

Como sabemos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é uma corporação voltada para a preservação de vidas e proteção de Bens da população do Estado do Rio de Janeiro.

Ao longo da sua existência, o CBMERJ sempre se pautou pela hierarquia e disciplina e também pela credibilidade de seus serviços, estando ao lado da população Fluminense em todas as suas aflições e enfrentando com bravura as calamidades naturais que atingem o Estado. São inúmeras as vidas salvas e os bens preservados pelos profissionais do Corpo de Bombeiros, que a população chama carinhosamente de Heróis. Ao nos formarmos, juramos defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida e assim temos feito ao longo desses 155 anos de existência.

A Corporação recolhe cadáveres, combate os mosquitos da dengue, atua nas UPAS, guarnece o sambódromo no carnaval e atua no Rock in Rio (sem remuneração extra, embora o evento seja cobrado ao público), além de exercer as suas funções de salvamentos e combate à incêndio, recebendo um dos PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil (tabela ao Final).

O reequipamento da Corporação não é mérito do Governador, mas sim da população do Estado do Rio de Janeiro que paga a taxa de incêndio e que, ainda assim, não sabe que os recursos não são totalmente destinados à Corporação.

A Ira do Sr. Sérgio Cabral, com os Bombeiros, vem de 2009, quando foi vaiado pela Corporação durante o lançamento da Campanha “Cultura Antidengue” no ginásio do Maracanãzinho e desde então tem discriminado os Bombeiros militares, sejam nas gratificações (usando seu poder de discricionariedade) seja nas condições de trabalho (vocês viram alguma homenagem aos heróis que morreram na calamidade da Região Serrana?)

Agora, a população do Estado do Rio de Janeiro, assiste a sua Corporação de heróis ser aviltada e achincalhada pelas atitudes ditatoriais do Governador Sérgio Cabral que culminou com os manifestantes adentrando o Quartel Central da Corporação, no ultimo dia 03, para serem ouvidos pelo seu Comandante Geral, que omisso, serviu de “pau mandado” do governador Sérgio Cabral e ignorou os clamores de sua Tropa, nem comparecendo ao local.

O Governador Sérgio Cabral, adotando os melhores recursos da DITADURA, mandou o BOPE invadir com tiros e bombas o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, ferindo militares honestos, mulheres e crianças indefesas. Atitude inadmissível em um Estado democrático de Direito!

Porque o Comandante Geral do CBMERJ, Cel Pedro Marco, não tomou as medidas necessárias para a retirada de seus militares do pátio do Quartel Central? Estavam todos desarmados e com seus familiares. Não era necessário o uso da força e sim do diálogo. Os Bombeiros são pacíficos por natureza.

O Governador nunca gostou da Corporação. Nomeou para Secretário o Ex médico do CBMERJ Sérgio Côrtes, um homem que deixou a Corporação por não concordar com os baixos salários e a carga de trabalho excessiva e agora nada faz para ajudar a Corporação, apenas integra os desmandos administrativos e superfaturados do Governo do Estado na área da saúde.

Assistimos perplexos ao Comandante Geral da PMERJ usurpar o Comando do CBMERJ e se dirigir, dentro do quartel dos Bombeiros, à tropa de profissionais honestos como se bandidos fossem.

Nossos militares foram presos e conduzidos aos quartéis da PMERJ como criminosos apenas por reivindicar dignidade profissional!

Se nossos companheiros erraram ao ADENTRAR a SUA SEGUNDA MORADA, o Governador foi CRIMINOSO e DITATORIAL ao ordenar a invasão do Quartel Central dos Bombeiros pelo BOPE com uso de FORÇA, TIROS E BOMBAS, como se ali fosse uma antro de criminosos e não de profissionais que arriscam a sua vida pela população, CAUSANDO FERIMENTO EM MULHERES E CRIANÇAS e obrigando a nossos companheiros ao confronto.

AJUDEM AQUELES QUE SEMPRE O SOCORRERAM!!!

NUNCA DEIXAMOS DE ATENDER E SOCORRER A POPULAÇÃO!

MOSTRE A SUA INDIGNAÇÃO POR ESSE ATO VIOLENTO E DITATORIAL DO GOVERNADOR SERGIO CABRAL!!!

MOSTRE O SEU APOIO AOS BOMBEIROS!

ENVIEM ESSA CARTA PARA TODOS OS SEUS AMIGOS.

ACOMPANHEM E APOIEM O NOSSO MOVIMENTO PELO SITE http://www.sosguardavidas.com

SALÁRIOS BRUTOS DOS BOMBEIROS NO BRASIL:

  • 01º – Brasília – R$ 4.129.73
  • 02º – Sergipe – R$ 3.012.00
  • 03º – Goiás – R$ 2.722.00
  • 04º – Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00
  • 05º – São Paulo – R$ 2.170.00
  • 06º – Paraná – R$ 2.128,00 1
  • 07º – Amapá – R$ 2.070.00
  • 08º – Minas Gerais – R$ 2.041.00
  • 09º – Maranhão– R$ 2.037.39
  • 10º – Bahia – inicial – R$ 1.927.00
  • 11º – Alagoas – R$ 1.818.56
  • 12º – Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00
  • 13º – Espírito Santo – R$ 1.801.14
  • 14º – Mato Grosso – R$ 1.779.00
  • 15º – Santa Catarina – R$ 1.600.00
  • 16º – Tocantins – R$ 1.572.00
  • 17º – Amazonas – R$ 1.546.00
  • 18º – Ceará – R$ 1.529,00
  • 19º – Roraima – R$ 1.526.91
  • 20º – Piauí – R$ 1.372.00
  • 21º – Pernambuco – R$ 1.331.00
  • 22º – Acre – R$ 1.299.81
  • 23º – Paraíba – R$ 1.297.88
  • 24º – Rondônia – R$ 1.251.00
  • 25º – Pará – R$ 1.215,00
  • 26º – Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00
  • 27º – Rio de Janeiro – R$ 1.031,38 (SEM VALE TRANSPORTE)

O RIO DE JANEIRO é o Estado que mais recebe investimentos no Brasil, é o 2º que mais arrecada impostos. Pretende Sediar o Rock in Rio, as Olimpíadas militares, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Há algo de errado e Podre no Governo do Exmo Sr Governador Sérgio Cabral Filho!!!

FOTO: O Globo

Após prisão de 439 integrantes, categoria continua a protestar por melhores salários

Após um protesto que tomou o Quartel Central na Praça da República, centro do Rio, que terminou com 439 presos na manhã do último sábado, os bombeiros voltaram às ruas em manifestação por melhores salários e, na noite deste domingo, bloquearam a Ponte Rio-Niterói, principal ligação entre a capital fluminense e o município vizinho, por cerca de 15 minutos, de acordo acordo com a concessionária CCR, administradora da via.

Segundo a empresa, cerca de 70 manifestantes saíram de três ônibus e ficaram no vão central, sendo logo reprimidos por funcionários e policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) quando tentavam afixar faixas e cartazes letreiros da ponte usados normalmente para sinalizar condições de trânsito.

O grupo de bombeiros era proveniente dos municípios de Araruama, Búzios, Cabo Frio, Rio das Ostras, localizados na região dos Lagos.

A reportagem do iG entrou em contato com Cabo Gomes, preso no sábado e levado para Jurujuba, na região metropolitana, que informou que os manifestantes que pararam a ponte nesta noite voltavam de visita aos detidos pela invasão do quartel.

O militar também denuncia maus tratos na detenção e reclama que o grupo ficou por mais de 18 horas sem comida desde o momento da invasão do quartel por membros do batalhão de choque da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Tivemos que fazer um S.O.S. humano usando todos os nossos companheiros agachados em um grande campo de futebol, pois estávamos sem alimentação, sem água e autorização para utilizar sequer um banheiro. Somos trabalhadores, militares e exigimos respeito dos nossos governantes”, declara, concluindo que recebe cerca de R$ 950 o que configuraria, em suas palavras, “o menor salário de bombeiro do Brasil”.

Na capital, mais bombeiros promovem desde o início da manhã um acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Eles prometem ficar aquartelados e dizem sair apenas em casos de extrema urgência.

Neste domingo, o governador do Estado, Sérgio Cabral, divulgou nota reiterando sua desaprovação à forma como a categoria se manifestou na tentativa de elevar o piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil. No sábado, Cabral havia chamado os detidos de “vândalos e irresponsáveis”.

Na nota emitida neste domingo, o governador novamente qualifica como irresponsabilidade as atitudes dos bombeiros, ressaltando que os manifestantes levaram “marretas e crianças” para o mesmo local. E diz ainda que são 17 mil bombeiros no Estado “que honram a sua farda jamais levariam crianças como escudos humanos inocentes a um ato contra a ordem pública como este, iniciado com uma invasão do quartel central”.

FONTE: iG* Com reportagem de Vinícius de Oliveira, iG São Paulo

RIO – O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) invadiu pouco antes das 7h deste sábado o QG do Corpo de Bombeiros, que estava há cerca de 13 horas ocupado por militares da corporação em protesto por melhores salários.

Os PMs explodiram o portão dos fundos do quartel, na rua do Senado, deram tiros de efeito moral e jogaram bombas de gás lacrimogênio que atingiram os manifestantes e jornalistas dentro quartel e na rua. Pessoas saíram sangrando e a situação ficou muito tensa no local.

Houve barulho de tiros de fuzil que, segundo os bombeiros, foram dados para o alto. Três dos líderes do movimento foram presos e encaminhados para o Batalhão de Choque. Alguns bombeiros saíram feridos do quartel com marcas de tiros de balas de efeito moral.

Segundo os manifestantes que ocuparam o QG do Corpo de Bombeiros, cinco crianças saíram feridas devido ao gás lacrimogênio e estão sendo medicadas no Hospital Souza Aguiar. Uma das crianças pediu aos policiais que parassem de jogar o “gás maldito”. Ainda segundo eles, há feridos dentro do quartel.

Mas o secretário Municipal de Saúde, Hans Dohmann, afirmou que somente uma criança, que inalou fumaça, foi atendida no Hospital Souza Aguiar. Ainda de acordo com o secretário, por volta das 6h30 da manhã, um grupo de mulheres com cerca de cinco crianças chegou a procurar a emergência do hospital, mas as crianças não estavam feridas, apenas nervosas, e foram embora. De acordo com o secretário, até agora não houve nenhum outro registro de atendimento relacionado a este caso na rede municipal de saúde.

Os manifestantes se queixaram da violência usada pela PM para dissolver a manifestação na manhã deste sábado e informaram que 12 manifestantes foram presos e estão sendo levados para o Batalhão de Choque. O protesto deve seguir daqui a pouco para uma nova manifestação na porta da Alerj.

No momento, policiais do Bope, do Batalhão de Choque e da cavalaria estão no local. As ruas no entorno do QG estão bloqueadas e a Praça da República está cercada por PMs. Manifestantes que protestavam junto à grade em frente ao QG dos Bombeiros, dentro do Passeio Público, estão sendo dispersados por policiais da cavalaria da PM.

No momento seis micro-ônibus com bombeiros presos estão saindo de dentro do quartel para o Batalhão de Choque.

O governador Sérgio Cabral reúne-se com equipe de seu Governo nesta manhã, no Palácio Guanabara (prédio anexo), onde, em seguida, por volta das 8h30, deve acontecer uma entrevista coletiva.

FONTE: O Globo / FOTO: Marcelo Carnaval

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro votará nesta quarta-feira (30) um projeto de lei que autoriza a veiculação de anúncios publicitários nos uniformes e fardas utilizadas pelas forças policiais do Estado. A proposição é do deputado estadual Wagner Montes (PDT-RJ) e, se aprovada, vai contemplar as polícias Civil, Militar, oficiais do Corpo de Bombeiros e agentes do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). O servidor que utilizar a roupa patrocinada receberia meio salário mínimo (R$ 272,5) a mais.

“Diante da impossibilidade financeira do Estado em conceder melhoria salarial digna aos membros dos órgãos de segurança e da necessidade de que ela ocorra, apresento esta proposição que permitirá que empresas tenham sua logomarca aplicada nos uniformes/fardamento dos órgãos de segurança, e em contrapartida participarão com verba que irá diretamente para os servidores”, argumenta o deputado no texto do projeto.

Montes explica que as empresas interessadas poderiam adotar uma ou mais unidades de cada órgão de segurança. Cada unidade policial teria um anunciante específico e o valor do patrocínio seria calculado da seguinte forma: meio salário mínimo regional multiplicado pelo número de servidores de um determinado batalhão ou delegacia. A verba complementaria o salário do servidor de forma integral e constaria nos respectivos contracheques.

De acordo com o projeto de lei, somente “empresas que em sua atividade fim coadunem com o bem-estar da sociedade fluminense” teriam direito a estampar suas marcas nos uniformes e fardas. Em caso de operações conjuntas, considerando a possibilidade de um patrocinador específico para cada unidade policial, ocorreria uma situação inusitada: a exibição de várias marcas.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro ainda não se manifestou a respeito da proposta. (Hanrrikson de Andrade)

FONTE: UOL

ATUALIZAÇÃO: O deputado Wagner Montes pediu o cancelamento da votação para o projeto.

Foi publicada no último boletim reservado do CBMERJ (27/01/2011) a punição de 12 DIAS de PRISÃO do Cap BM Lauro Botto, por reivindicar, através de uma mensagem de texto (SMS) enviada ao secretário Sérgio Côrtes, tratamento JUSTO aos verdadeiros BOMBEIROS que hoje estão subordinados à Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil.

O anacronismo dos regulamentos disciplinares dos militares estaduais ainda permite que tais situações como essa ocorram, ao arrepio do que preconiza a Constituição Cidadã de 1988. Militares Estaduais do Rio de Janeiro (BBMM/PPMM) têm limitados direitos garantidos constitucionalmente e sequer têm respeitado seu direito a livre manifestação do pensamento.

E parece que a partir de agora o ex-tenente médico demissionário, ex-futuro ministro da saúde e investigado pelos ministérios públicos estadual e federal, secretário Sérgio Côrtes, começou a revelar a nova maneira de lidar com as legítimas reivindicações da tropa: PRISÃO!

O Capitão Lauro Botto foi candidato a Deputado Federal(PV/RJ) nas últimas eleições e atualmente é suplente à uma vaga na Câmara dos Deputados, onde tramita o projeto de criação de um piso salarial para bombeiros e policiais de todo o país (PEC 300), sendo o referido oficial BM um dos maiores entusiastas da matéria no estado do Rio de Janeiro. Desde o ano de 2007, o Cap Lauro Botto participa de movimentos reivindicatórios legítimos e pacíficos e, apesar de sua ficha disciplinar ser livre de qualquer advertência ou punição, já fora transferido de quartel por 5 vezes no últimos 03 anos.

Enquanto isso, continua o desrespeito às funções constitucionais do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (UPA/SAMU/RecCadáveres), continua o desrespeito à hierarquia remuneratória dos militares estaduais (Op.Dengue, UPA, SAMU, “Boi-Lambeu”, “350,00″,…), continuam a perceber o PIOR SALÁRIO DO BRASIL, continua o desrespeito à paridade de vencimentos entre ativos e inativos do CBMERJ, continua a enorme insatisfação da tropa com o governo que declaradamente discrimina os BBMM, continuam sem Rio Card (auxílio-transporte) todos os Bombeiros do Rio de Janeiro e continua em um crescente sem fim a desmotivação de 99% dos “Homens de Cáqui” do CBMERJ.

E quem vai PRESO é o Capitão…

FONTE: http://www.diariobombeiromilitar.com.br