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AFP

MOSCOU

 

vinheta-clipping-forte1A Rússia comemorou nesta quinta-feira a vitória sobre o regime nazista em 1945 com um desfile de 11 mil soldados na Praça Vermelha, em Moscou, e bombardeiros no céu, uma demonstração de força digna da antiga e poderosa União Soviética.

Caminhões militares transportando mísseis estratégicos e outras armas pesadas desfilaram pelo centro da capital russa para marcar o fim da Segunda Guerra Mundial, celebrada em 9 de maio na ex-URSS. A rendição alemã foi assinada durante a noite de 8 de maio em Berlim, mas 9 de maio no horário de Moscou.

Exatamente às 10h00 (03h00 no horário de Brasília) no relógio do Kremlin, um grande silêncio se instalou na Praça Vermelha repleta de militares, e na tribuna oficial o presidente Vladimir Putin e convidados, incluindo muitos ex-combatentes cheios de medalhas.

O desfile militar começou com a revisão das tropas pelo ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que passou em uma descoberta limusine preta, acolhendo milhares de soldados e oficiais que gritavam em coro o seu tradicional “Hooray!”, sob um céu azul e uma temperatura de primavera.

“Vamos sempre lembrar que foi justamente a Rússia, a União Soviética, que frustrou os projetos hediondos, sangrentos, dos nazistas e que os impediu de controlar o mundo”, declarou Putin, em um breve discurso.

“Nossos soldados salvaram a liberdade e a independência ao defenderem abnegadamente sua pátria, libertando a Europa e conquistando uma vitória cuja grandeza será lembrada por séculos”, acrescentou.

“Nós faremos tudo para que pessoa alguma possa começar uma guerra em qualquer lugar. Nós nos esforçamos para melhorar a segurança do planeta”, disse Putin.

Após a queda do regime soviético em 1991, os desfiles militares foram reduzidos a uma dimensão mais histórica. Mas a Rússia recuperou a tradição das demonstrações de poder, algo caro a Vladimir Putin, que atingiu o apegou com o aniversário de 65 anos da vitória em 2011, quando as tropas da OTAN foram convidadas pela primeira vez.

Antes de seu retorno ao Kremlin há um ano para um terceiro mandato como presidente, depois dos de 2000-2008 e um interlúdio como primeiro-ministro em 2008-2012, Putin prometeu um rearmamento “sem precedentes” da Rússia frente os Estados Unidos, planejando gastar 23 trilhões de rublos (590 bilhões de euros) nesta década.

Desfiles militares, com a participação de cerca de 40 mil soldados ocorreram em 24 cidades da Rússia, de Vladivostok (Extremo Oriente) a São Petersburgo (noroeste), passando pela Sibéria.

Em Moscou, vários regimentos do Exército russo marcharam em passo cadenciado, seguidos por veículos transportando tropas 82A e rampas de lançamento do sofisticado míssil terra-ar S-400.

Estes veículos cruzaram o centro da capital, sob os olhos de muitos espectadores agrupados atrás de barreiras de metal ao longo do percurso fechado pela polícia.

No céu, 68 helicópteros e aviões, incluindo os bombardeiros Tu-160 e MiG-29 voaram sobre Moscou.

Mais de 25 milhões de russos morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Autoridades russas acusam regularmente a historiografia ocidental de minimizar o papel da União Soviética na vitória.

As celebrações da “Grande Guerra Patriótica” na Rússia, que geralmente fazem pouco caso do desembarque dos aliados na Europa, são marcadas ao longo do dia por muitos eventos (concertos, exposições, filmes e queima de fogos).

FONTE: AFP via Resenha do Exército

VÍDEO: Russia Today

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vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa, Celso Amorim, na Ordem do Dia em comemoração ao Dia da Vitória, afirmou que “um país pacífico não pode ser confundido com um país indefeso”. Segundo Amorim, “compreendemos com clareza, ao assistirmos a cerimônia deste Oito de Maio, o quanto é importante que nós brasileiros cuidemos de nossa segurança”.

“No mundo cheio de incertezas em que vivemos, é cada vez mais verdadeiro o axioma de que a defesa não é delegável”, disse.

E prosseguiu: “Apenas com adequadas capacidades dissuasórias evitaremos ameaças à soberania nacional e preservaremos as instituições que nos são caras, a começar pela democracia e pelo Estado de Direito”.

Para o ministro, “só assim estaremos também aptos a zelar pelos vastos recursos naturais de que dispomos”. A cerimônia em comemoração ao Dia da Vitória aconteceu no Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, na capital fluminense. Na oportunidade, foram entregues medalhas alusivas à data a cerca de 350 entidades e cidadãos militares e civis.

“Congratulo a todos os agraciados com a Medalha da Vitória: de diferentes maneiras, a ação das senhoras e dos senhores tornou realidade nosso compromisso com um país seguro e com um mundo mais pacífico”, concluiu a Ordem do Dia.

Dia da Vitória

As palavras do ministro Celso Amorim foram ditas durante solenidade que teve o objetivo de celebrar a vitória das forças aliadas na Itália durante a II Guerra Mundial e condecorar personalidades civis e militares.

O evento teve início com Amorim passando em revista às tropas perfiladas no pátio central do monumento. Em seguida, o ministro e demais autoridades se deslocaram ao palanque onde foi autorizado o começo da festividade. Após execução do Hino Nacional e da leitura da Ordem do Dia, a Bandeira do Brasil conduzida por um militar foi posicionada no dispositivo e, em seguida, adentrou os estandartes das instituições que foram homenageadas com a Medalha da Vitória.

O ministro entregou as insígnias às seguintes entidades: Comando do 1º Distrito Naval; 11º Batalhão de Infantaria de Montanha; Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, os militares e civis, inclusive um contingente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) receberam suas respectivas condecorações.

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Em seguida, Celso Amorim, na companhia dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, depositaram coroa de flores no mausoléu do soldado desconhecido. Depois, houve desfile das tropas militares. A cerimônia foi encerrada com desfiles de carros militares antigos e sobrevoo de caças F5.

OMC e grandes eventos

Após o evento, Amorim conversou com jornalistas. Ele disse que estava feliz pelo fato de comemorar a vitória do diplomata Roberto Azevêdo para o cargo de diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que por coincidência ocorria na data em que se comemorava a vitória das forças amigas em campos na Itália. Amorim, que teve empenho na eleição de Azevêdo, parabenizou a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pelo resultado na disputa do organismo internacional.

“Bom para nós comemorarmos o Dia da Vitória com mais uma vitória do Brasil’. Essa não foi numa guerra, mas foi numa batalha diplomática”, analisou o ministro.

Amorim disse que a disputa pelo cargo da OMC não é uma tarefa fácil. Ele lembrou que chegou a ocupar o posto de embaixador do Brasil no antigo GATT e que por diversas oportunidades o Brasil tentou emplacar representante no comando da entidade, mas não obteve sucesso.

O ministro acredita que com a escolha de Azevêdo, “os países quiseram dizer que a OMC é uma organização para o livre comércio, mas também uma organização para o desenvolvimento e por uma visão mais justa do comércio internacional”.

Bastante próximo de Roberto Azevêdo, Amorim afirmou que o diplomata “terá que ser um diretor-geral imparcial”. “E será porque eu o conheço muito bem. É um homem de extraordinária qualidade, de grande competência e de grande equilíbrio”, contou.

“Está no DNA dele o sentido de justiça no comércio internacional. Do tratamento para os países em desenvolvimento. Ele, que participou de tantas outras batalhas, sabe que isso é importante”, disse.

Na conversa, o ministro também explicou aos jornalistas que o plano de segurança a ser colocado em prática para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que culminará com a visita do Papa Francisco, foi bem elaborado. Na avaliação de Amorim, existem mecanismos capazes de permitir que os dois eventos se realizem de forma tranquila.

Leia aqui a íntegra da Ordem do Dia do ministro da Defesa, Celso Amorim.

FONTE: Ministério da Defesa

Dia da Vitória

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vinheta-clipping-forte1Na data em que o Exército Brasileiro comemora 365 anos de existência, a presidenta da República, Dilma Rousseff, destacou o “processo de transformação, modernização e atualização” dos meios operacionais da Força Terrestre.

As palavras da presidenta foram lidas durante solenidade que aconteceu na manhã desta sexta-feira no Quartel-General, no Setor Militar Urbano em Brasília (DF). A cerimônia foi presidida pelo vice-presidente, Michel Temer, e contou com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim.

Na mensagem presidencial, Dilma Rousseff lembrou o “orgulho” que sente no desempenho da Força Terrestre nas missões de paz, iniciadas em Suez na década de 50, e que, atualmente, destacam-se no trabalho de estabilização do Haiti por meio da Minustah. A presidenta elogiou ainda o apoio que o Exército Brasileiro presta ao Brasil “desde Guararapes até o presente” nos projetos estratégicos do país.

A ideia de que há um “processo de transformação” vivido pelo Exército Brasileiro foi compartilhada, em seguida, pelo comandante da Força, general Enzo Marins Peri. Em seu discurso, ele falou dos “novos materiais, nova doutrina, novas capacidades” da instituição.

“[O Exército] ganha maior estatura dissuasória, prepara-se para atuar em ambiente de elevado grau de incerteza, interconectado, cibernético e pejado de ameaças dinâmicas e imprevisíveis”, ressaltou.

Cerimônia

Michel Temer foi recebido com honras militares e encaminhou-se ao palanque acompanhado do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, e dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Logo após, os presentes entoaram a Canção do Exército.

Durante a solenidade, foi feita a entrega da Ordem do Mérito Militar a 163 personalidades civis e militares que tenham prestado notáveis serviços ao país. Criada pelo Decreto nº 24.660, de 11 de julho de 1934, a comenda é entregue na data de hoje em todo o Brasil.

Ficou a cargo do vice-presidente, Michel Temer, condecorar com a insígnia estandartes das seguintes organizações das três Forças Armadas: Comando da Divisão Anfíbia, localizado no Rio de Janeiro (RJ); 9º Regimento de Cavalaria Blindado, em São Gabriel (RS); 40º Batalhão de Infantaria, de Crateús (CE), e Comando Geral do Pessoal da Aeronáutica, sediado em Brasília.

Depois, houve desfile da tropa, em meio a um cenário composto pela exposição de materiais bélicos utilizados pela Força Terrestre, tais como ombuseiros leves light gun; blindados Urutu e Cascavel; radar Saber M-60; viaturas do sistema Astros, viaturas Caçadoras e M3 Anfíbia, entre outras. Com esta última, é possível montar uma ponte anfíbia em apenas 20 minutos com o auxílio de 24 militares.

A Data

O Dia do Exército celebra a vitória brasileira contra os holandeses na Batalha de Guararapes, nas proximidades de Recife (PE). Em 1648, para expulsar as forças invasoras, índios, brancos e negros se uniram, comandados, respectivamente, por Felipe Camarão, Vidal de Negreiros e Henrique Dias – representantes dos três principais grupos étnicos do Brasil. Essa união foi responsável pelo surgimento do “primeiro empreendimento genuinamente nacional”, segundo o comandante do Exército.

Hoje, a área do combate, preservada em parque nacional, pertence ao município de Jaboatão dos Guararapes. “Não reverenciamos pessoas, mas uma instituição que se forjou junto com a Nação brasileira”, sentenciou o general Enzo.

Atualmente, o Exército conta com cerca de 200 mil militares que trabalham sob a missão de preparar a Força Terrestre para defender a pátria e garantir a lei e a ordem; participar de missões internacionais (por exemplo, as de manutenção da paz); e apoiar a política externa do Brasil.

No Ministério da Defesa, as comemorações alusivas à data aconteceram ontem (18/4), no Salão de Honra do órgão, com a entrega das medalhas da Ordem do Mérito da Defesa e Militar por Tempo de Serviço (de ouro – 30 anos de Força; e de prata – 20 anos).

FONTE: Ministério da Defesa

19 de Abril – Dia do Exército

Vídeo comemorativo dos Dia do Exercito Brasileiro

16BIMtz completa 174 anos

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Ícaro Luiz Gomes

O Batalhão Itapiru encontra-se sediado em Natal-RN, desde 6 de junho de 1941, oriundo da junção do 11º e 23º Batalhões de Caçadores, assumindo a denominação de 16º Regimento de Infantaria. Suas origens históricas são do 1º Batalhão de Caçadores em Desterro-SC, criado em 28 de fevereiro de 1839. Com as necessidades de reorganização do Exército e pelas Campanhas do Prata e do Paraguai passou por diversas denominações. Com a denominação de 8º Batalhão de Infantaria de Linha, sendo constatado nas pesquisas históricas empreendidas pelo próprio Batalhão e o Centro de Documentação do Exército, participou decisivamente durante toda a Guerra do Paraguai possuindo, devido aos sucessos obtidos em históricas batalhas,  a denominação histórica de Batalhão Itapiru.

Devido a necessidade de prover melhor proteção ao litoral nordestino durante a 2º Guerra Mundial, o 23º Batalhão de Caçadores uniu-se ao 11º Batalhão de Caçadores para formar o 16º Regimento de Infantaria. O 16ºRI forneceu proteção à Parnamirim Field (Base Aérea de Natal) e outras instalações estratégicas. Atualmente o 16º BI Mtz é uma unidade voltada para a formação da reserva e mobilização, com excelentes capacidades de atuar em missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e em prol de Forças de Paz de Organismos Internacionais, como recentemente serviu de núcleo ao 17º Contingente do 1º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz.

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Para assegurar a autonomia do estado sobre a eleição do seu governador, os conservadores aliados de Ruy Barbosa determinaram a mudança da capital baiana para Jequié, uma cidade à época atrasada, sem estradas pavimentadas nem telégrafo, impedindo uma ação rápida do governo federal para impedir qualquer decisão tomada dali para frente.

O ato foi contestado na Justiça Federal, que determinou que o presidente tomasse providências para assegurar a legalidade do processo político (o que significava que Hermes da Fonseca teria carta branca para prosseguir com a sua política de apoiar a eleição ou nomear governadores aliados). Aurélio Viana, presidente da assembléia e governador em exercício, ordenou que a polícia tomasse os edifícios públicos para impor resistência ao governo federal.

Então o comandante da 7a. Região Militar recebeu ordens para agir com rigor e fazer cumprir a decisão judicial. Viana ignorou um ultimato, e no dia 12/01/1912, os canhões dos fortes ao largo do litoral de Salvador dispararam contra a cidade, destruindo a sede do governo, da polícia militar, a biblioteca municipal (e seus 30 mil volumes), e causando grandes incêndios. Soldados do exército combateram nas ruas e praças soldados do batalhão de artilharia da PM e civis armados. Morreram tantos civis que semanas depois os corpos levados pelo mar ainda apareciam nas praias da Baía de Salvador e arredores

POR: Marco Accardo / COLABOROU: Luiz Filipe Bastos

Eles não passarão o Natal com as suas famílias

 

Enquanto a maioria dos cidadãos estará de folga, junto com os seus familiares, alguns estarão de serviço ou em alerta em algum local distante.

Esta é a nossa mensagem para estes homens e mulheres que servem nas Forças Armadas, tanto no Brasil como em outros países.

 

 

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Danilo Macedo

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff abriu há pouco o Desfile de Sete de Setembro, na Esplanada dos Ministérios. Dilma chegou à tribuna das autoridades em carro aberto, no Rolls Royce da Presidência da República.

Ela foi recepcionada pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o ministro da Defesa, Celso Amorim. Quando o locutor oficial do desfile anunciou a presença do governador, foram ouvidas vaias nas arquibancadas próximas à tribuna.

Ao subir na tribuna, a presidenta cumprimentou os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

Ao lado de Dilma, acompanham o desfile a filha Paula, o genro, Rafael Covolo; e o neto Gabriel, que completa dois anos de idade este mês, além dos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Ana de Holanda (Cultura), Gleisi Hoffman (Casa Civil), Paulo Bernardo (Comunicações) e Edison Lobão (Minas e Energia).

Após a chegada da presidenta, o Hino Nacional foi executado e a Esquadrilha da Fumaça iniciou sua apresentação colorindo o céu da capital federal com as cores verde e amarelo.

FONTE: Agência Brasil

 

Independência do Brasil

Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política do território brasileiro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), no início do século XIX, e a instituição do Império do Brasil (1822-1889), no mesmo ano. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”.

De acordo com a historiografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente do Brasil, então D. Pedro de Alcântara de Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), terá bradado perante a sua comitiva: “Independência ou Morte!”. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores em nossos dias.

A moderna historiografia em história do Brasil remete o início do processo de independência à transferência da corte portuguesa para o Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.

Outras datas consideradas historiograficamente para o evento, embora menos populares, são a data da coroação do Imperador (1 de dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (29 de agosto de 1825).

À época, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de Pedro I e de sua aclamação como imperador, conforme registrado pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e publicadas em 1995.

A conclusão de seu estudo indica que o “grito” foi uma construção “a posteriori” e que acabou consolidado no quadro encomendado a Pedro Américo (reprodução acima), produto da fértil imaginação do pintor, onde, entre outras incoerências, mostra D. Pedro cercado pela Guarda Imperial (os hoje chamados de Dragões da Independência), antes dele ser proclamado Imperador.

FONTE: Wikipedia

Alex Costa - repórter

Ano após ano, as comemorações relativas ao 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, vão se tornando cada vez mais raras. A exceção se dá aos  colégios militares e algumas escolas particulares que inserem este conteúdo para o ensino de crianças e adolescentes. Diferente das comemorações do “4 de Julho” norte-americano e do “14 de Julho” dos franceses, que marcam, respectivamente, a Independência dos Estados Unidos e a Queda da Bastilha, na França, o 7 de Setembro do Brasil não é tão festejado. Nesses países, a cultura nacional é de que as pessoas saiam  às ruas para celebrar e fazer manifestações com relação àquele momento histórico. Em 2012, o Brasil completa 190 anos de liberdade frente ao colonialismo português.

Segundo o professor de história Luiz Eduardo Brandão Suassuna, conhecido como professor Kokinho, o brasileiro acaba entendendo a data apenas como mais um feriado. “Não existe sentimentalismo. Não faz parte da história pessoal de cada indivíduo”, afirma. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE foi à Praça 7 de Setembro, localizada em frente à Assembleia Legislativa, para conversar com populares sobre o que significa o feriado dessa sexta-feira.

Para o estudante Ramon Fava, de 19 anos, a Independência do Brasil é apenas mais uma data inserida no calendário para conceder feriado ao povo brasileiro. A estudante Aline Milena, de 17 anos, vai além: “É bonito ver aquele desfile das forças armadas. Não sei o que significa, mas acho o evento muito bonito”, disse. Questionada sobre de qual país o Brasil foi colônia, a estudante alegou desconhecer o fato.

“Desde a época da Ditadura Militar que o brasileiro ganhou uma aversão às práticas militaristas como desfiles, hinos e bandeiras. Afinal, o cidadão era obrigado a usar as simbologias da pátria no seu cotidiano escolar. Isso está sendo levado para as gerações seguintes”, considera Kokinho. Outra razão que pode explicar o esquecimento da data, segundo o professor, é o fato de que a Independência do Brasil não foi um movimento popular, mas um ato muito mais político, visando o interesse da aristocracia. “É lamentável que não haja essa cultura, pois com isso, vão se perdendo os símbolos, uma das mais fortes marcas da identidade de um País”, completa.

A falta de investimento em educação e a desestrutura escolar é outro ponto apontado pelo professor. De acordo com Kokinho, cada vez menos escolas adotam a prática de cantar o hino nacional. “Um longo processo deve ser seguido para tentar resgatar a auto-confiança das pessoas e o respeito pelo Brasil. É necessário que o brasileiro assuma o Brasil e não apenas assista os governos fazendo história por ele”, finaliza.

Desfile Cívico de Natal deve receber cerca de 15 mil pessoas

Maior do que o ano passado, o desfile cívico de encerramento da Semana da Pátria, que comemora a independência do Brasil, espera receber em torno de 12 mil visitantes para assistir ao cortejo. Cerca de três mil militares e civis devem participar do desfile pela avenida Prudente de Morais, que trás novidades para este ano. Além dos tradicionais sobrevoos de quatro caças A-29 e de quatro helicópteros “Esquilo”, que farão voos baixos em meio do cortejo, uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) fará uma demonstração de primeiros socorros e da intervenção médica em casos de acidentes de trânsito. A intenção é de conscientizar a sociedade com relação à segurança na estrada para o feriado prolongado.

De acordo com o major Gelson de Sousa, chefe 7ª Brigada de Infantaria Motorizada,o Exército do Brasil está organizando o evento este ano, bedecendo ao sistema de rodízio para a realização do evento. “Para nós é uma honra poder representar a nossa pátria e servir à nossa nação”. Segundo o major, três palanques foram armados na Praça Pedro Velho (Praça Cívica) para receber as autoridades estaduais a partir das 8h30. O evento será iniciado a partir das 9h. Os comandantes da 7ª Brigada do Exército Brasileiro, da Base Aérea de Natal, do 3º Distrito Naval, da Polícia Militar e dos Corpo de Bombeiros, além do representante municipal e da governadora Rosalba Ciarlini, são esperados nos palanques. O primeiro grupo a desfilar são as escolas municipais e estaduais selecionadas, e algumas escolas particulares, que somam ao todo 21 escolas.

Programa

Logo a seguir, o cortejo segue com a entrada de crianças e  jovens que fazem parte de projetos sociais das instituições militares, como o Corpo de Bombeiros Mirim, o Programa Educacional de Resistência às Drogas, da Polícia Militar, e o Programa Educacional da Marinha, entre vários outros. Os escoteiros das mais variadas classes e os desbravadores também participam do desfile cívico. Logo após a participação cívica, o desfile começa a ser adornado com a presença das forças militares do estado. Entre os representantes do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, são aguardados aproximadamente 1.000 militares. Carros da polícia, viaturas do Corpo de Bombeiros, bunkers do Exército e motocicletas entram logo após os integrantes das forças armadas no cortejo. Cavalos encerram o desfile por volta das 11h30 da manhã do dia 7 setembro e anunciam o arreamento das bandeiras e o encerramento da comemoração da Semana da Pátria 2012.

Comércio

O comércio natalense vai funcionar em horário diferenciado na próxima sexta-feira, 7, feriado em que se comemora o Dia da Independência do Brasil.  De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), no centro da cidade, a maioria das lojas fecha, mas grandes magazines abrem com  expediente reduzido. Nos shoppings, o horário também será diferenciado (confira no quadro). O feriado ocorre em meio à Liquida Natal, campanha promocional que começou na última quinta-feira (30) e segue até domingo, dia 9, na capital potiguar. “A Liquida foi projetada sabendo que teria o feriado, então isso não atrapalha as vendas”, diz o superintendente da CDL Natal, Adelmo Freire.

Durante o período promocional, empresas de diversos segmentos oferecem até 70% de descontos ao consumidor, em produtos e serviços. De acordo com a CDL, a expectativa é que a campanha gere R$ 200 milhões em vendas. O montante representa  um incremento de cerca de 15% em relação ao alcançado no ano passado, quando  chegou a R$ 180 milhões. E pode ser ainda maior, segundo Freire. O otimismo  é movido pela quantidade de cupons disponibilizados este ano para sorteios: eram 4 milhões ao todo, mas, dada a demanda, mais 1 milhão deverão ser fabricados, de acordo com o superintendente da CDL.

Na campanha, a cada R$ 25 em compras o consumidor recebe um cupom para concorrer a sorteios.

Cerca de 3 mil pontos de venda, entre lojas de roupas, concessionárias de veículos, farmácias, supermercados e restaurantes, entre outros,  devem se valer da oferta de prêmios e descontos para atrair o consumidor e melhorar o desempenho das vendas, no período, considerado de retração.

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Por Ricardo Bonalume Neto

São Paulo e Campinas sofrendo bombardeios aéreos; o porto de Santos bloqueado por navios de guerra; cidades dos vales do Paraíba e do Ribeira sofrendo ataques de artilharia e trincheiras repletas de soldados cavadas nas divisas do Estado. Tudo isso, hoje algo impensável, aconteceu faz 80 anos.

A Revolução de 32 não é um mero registro histórico. Foi algo que afetou milhões de pessoas e ainda assombra imaginações e o imaginário.

Na capital, os monumentos e os nomes de ruas e avenidas deixam isso claro. Na região próxima ao parque do Ibirapuera ficam tanto o Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, como o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, de Galileo Ugo Emendabili. E aos locais se chega pela avenida 23 de maio, uma das datas importantes do movimento.

Ironicamente, a Fundação Getúlio Vargas fica próxima à avenida batizada com a data do início do levante, a 9 de Julho. Mas São Paulo continua sendo resistente a usar o nome do ditador. Não há o equivalente à importante avenida Presidente Vargas, do Rio, por exemplo.

Vargas foi quem provocou a coisa, afinal, com a derrubada do presidente Washington Luís, em outubro de 1930. Ele até foi bem recebido no Estado a caminho da capital, então o Rio de Janeiro. Mas logo começou a bater de frente com os políticos paulistas, saudosos do poder que tinham na República Velha.

Por exemplo, Vargas nomeou como “interventor” (no lugar do governador) o tenentista pernambucano João Alberto Lins de Barros.

Só em março de 1932 Vargas nomeou um interventor mais ao gosto dos paulistas, um civil e nativo do Estado, o diplomata aposentado Pedro de Toledo. Mas ao mesmo tempo o ditador quis mandar no comando da Força Pública (como era chamada a hoje Polícia Militar).

A Força Pública era um trunfo particularmente importante, pois constituía um verdadeiro exército em menor escala, dotada de armas como metralhadoras.

Os políticos e os militares envolvidos na conspiração contra Vargas foram ineptos. Deflagraram o movimento antes da hora, sem articular ações eficazes com potenciais revoltosos em outros estados, especialmente Minas Gerais e Rio Grande do Sul. São Paulo, com pequeno apoio de Mato Grosso, ficou isolado.

A melhor estratégia seria concentrar forças no Vale do Paraíba e rumar ao centro do poder, o Rio. Em vez de fazer isso, os líderes paulistas preferiram ficar na defesa.
Já a estratégia do ditador foi correta. Isolou São Paulo por terra e por mar, e diplomaticamente.

As principais frentes de combate estavam todas vinculadas a ferrovias e rodovias. É por isso que os famosos trens blindados foram tão importantes no conflito.

Os dois lados tiveram centenas de mortos. Não houve batalhas espetaculares; era mais razoável fugir ou se render do que lutar até a morte em uma guerra “entre irmãos”. Uma batalha podia ter dez mortos, 30 feridos e 400 prisioneiros.

Vargas venceu em 32, mas houve a Constituinte em 34 (que ele já tinha prometido antes da revolta). Os líderes paulistas foram exilados, mas por pouco tempo. Vargas deu um golpe de Estado em 1937, mas o legado de 32 permaneceu e foi importante no debate ideológico subsequente e que vem até hoje.

ESTUDOS

Em 80 anos, muita tinta foi usada para descrever a Revolução de 1932. É possível identificar pelo menos três fases.

Houve uma primeira onda de textos, principalmente de origem paulista (e incluindo livros de memórias), exaltando os ideais democráticos do levante; e em seguida uma leva posterior, de origem marxista, ressaltando a ideia de que tudo não passou de uma briga entre grupos da “classe dominante”, e sempre que foi necessário os “proletários” foram perseguidos.

Novos pesquisadores tentam entender o caráter multifacetado do evento, identificando uma participação popular inédita na história.

O historiador Marco Antonio Villa deixa claro que a “questão democrática” foi “a grande herança política da revolução, uma espécie de tesouro perdido, muito valioso, especialmente em um país marcado por uma tradição conservadora, elitista e antidemocrática”.

Exposição

“SP, 1932: 80 anos do Movimento Constitucionalista”
Quando: 09/07 a 02/10 (Tem início hoje mas depois ocorrerá apenas de terça a sábado)
Local: Arquivo Público do Estado de São Paulo, Rua Voluntários da Pátria, 576 – São Paulo
Entrada Franca.

FONTE: Folha Online

Hino ao 2 de julho – Independência da Bahia

Hino ao 2 de julho, pela independência da Bahia, gravado no Teatro Castro Alves, Salvador, Bahia, em maio de 2010. Arranjo do maestro Fred Dantas, executado Pela Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho – Neojibá, sob a regência do maestro Yuri Azevedo, Interpretado pelo cantor e compositor baiano, Tatau. Projeto da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, produzido pela Larty Mark Convergência Digital.

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O Jornalista Joseval Peixoto, cronista da Jovem Pan Online, e Âncora do SBT fala brilhantemente sobre o 2 de Julho de 1823, a Verdadeira data da Independência do Brasil que se deu em definitivo na Bahia, após sangrentas batalhas envolvendo o Bravo Povo Baiano.
Ao contrário do que pensa a maioria dos brasileiros, a verdadeira independência do Brasil jamais seria conquistada no grito, como ocorreu em 7 de setembro de 1822. Nesta data, D.Pedro apenas se declarou livre de obedecer às ordens vindas de Portugal.

Após isso, a Bahia continuou dominada por tropas portuguesas, que se organizavam para retomar o poder. Quando em 2 de julho de 1823, na Bahia, após sangrentas batalhas, sendo a maior a batalha de Pirajá, o Bravo Povo Baiano expulsou os portugueses em definitivo (fisicamente) do Brasil.

Entre os vários heróis Baianos dessa Saga pela independência do Brasil na Bahia destacam-se Maria Quitéria, reconhecida hoje como Patrona do Exército Brasileiro. Ela se vestiu de homem e lutou Bravamente.

Temos também o corneteiro Lopes, um português de nascimento e brasileiro de coração, que na grande batalha de Pirajá, onde os Baianos já sem forças, o corneteiro Lopes recebeu a ordem de recuar. Provavelmente, indignado com a derrota, o corneteiro Lopes tocou a ordem contrária, de avançar e degolar. Quando os portugueses viram os soldados Baianos avançarem ferozmente, pensaram que os Baianos tinham recebido reforços e bateram em retirada apavorados.

Joana Angélica, a freira que se colocou entre os soldados portugueses e o Portão principal do Convento da Lapa para impedir a entrada dos mesmos que estavam à procura dos rebeldes, e disse a célebre frase: “Para trás canalhas, só entrarão na casa do Senhor por cima de meu cadáver”. E assim, foi morta a golpes de baioneta, uma espécie de punhal que fica na ponta do fuzil.

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68 anos do Dia D

Uma foto vale mais que mil palavras: a maior invasão anfíbia de todos os tempos, com o desembarque de mais de 160 mil soldados em 6 de junho de 1944. Com o apoio de 195.700 pessoas das marinhas de guerra e mercantes aliadas em mais de 5.000 navios que foram envolvidos na operação.

Soldados e material foram transportados a partir do Reino Unido por aviões carregados de tropas e navios, desembarques de assalto, suporte aéreo, interdição naval do Canal Inglês e fogo naval e de apoio. Os desembarques ocorreram ao longo de um trecho de 80 km na costa da Normandia dividida em cinco setores: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword.

Para conseguir tirar a Europa do domínio de Hitler, os Aliados tiveram 37.000 mortos e 172.000 feridos ou desaparecidos. A Alemanha sofreu com baixas de 200.000 mortos e feridos e 200.000 capturados.

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No dia 4 de maio, foi realizada uma formatura, no Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEx), em comemoração ao Dia das Comunicações. A cerimônia foi presidida pelo Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri. Durante a cerimônia militar, os feitos do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon foram ressaltados e foi realizada a aposição de uma corbelha de flores junto ao busto do insigne Patrono da Arma de Comunicações.

Após a formatura militar, o Comandante do Exército, acompanhado do Comandante do CCOMGEx, General de Brigada Antonino dos Santos Guerra Neto, e de comitiva verificou a exposição de material de emprego militar denominada Moderno Material de Comunicações. Na Exposição, estavam em destaque os softwares e equipamentos de comunicações militares desenvolvidos por organizações da Força Terrestre.

Também prestigiaram a formatura, o Chefe do Deparamento de Ciência e Tecnologia, General de Exército Sinclair James Mayer, e o Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, General de Exército Ueliton José Montezano Vaz.



FONTE:
EB

364 anos do Exército Brasileiro

O Exército Brasileiro completou 364 anos no dia 19 de abril, data da 1ª Batalha de Guararapes, ocorrida em 1648, em Jaboatão (PE), quando brancos, índios e negros uniram-se para expulsar o invasor holandês.

A primeira Batalha dos Guararapes é simbolicamente considerada a origem do Exército Brasileiro devido a ser o episódio onde, de acordo com as correntes historiográficas tradicionais em História do Brasil, esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses na luta pelo Brasil e não por Portugal.

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