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Revista Forças de Defesa

Ainda temos alguns exemplares. Garanta logo a sua antes que acabe.

Apesar do término da greve dos Correios ainda tivemos alguns contratempos no envio de algumas revistas, contudo já foram solucionados. Para aqueles que efetuaram a compra a medida que forem enviadas informaremos o número de rastreio.

Qualquer dúvida, entre em contato: revista@fordefesa.com.br.

 

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional realizará nesta quarta-feira (9) audiência pública com o ministro da Defesa, Celso Amorim, para discutir o estágio atual do reequipamento das Forças Armadas, a situação do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e a licitação (que vem sendo adiada desde os governos FHC) para a aquisição de caças pela Força Aérea Brasileira.

Também deverão ser discutidos outros assuntos relativos à atuação do Ministério da Defesa, como a Missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti (Minustah), a exigência do serviço militar obrigatório e o suposto manual de contrainteligência das Forças Armadas, denunciado em recente reportagem da revista Carta Capital.

A audiência foi proposta pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Íris de Araújo (PMDB-GO) e Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP).

A reunião será realizada às 11 horas, no Plenário 3.

FONTE: Agência Câmara

VIII edição da Conferência do Forte de Copacabana reúne especialistas de oito países para discutir os novos desafios na área

Rio de Janeiro, 3 e 4 de novembro de 2011 – Fórum de diálogo entre Europa e América Latina sobre temas para a agenda de segurança internacional, a VIII Conferência do Forte de Copacabana será realizada nesta quinta e sexta, no Hotel JW Marriott, no Rio de Janeiro.

Especialistas da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, EUA, Grã Bretanha, Uruguai e Venezuela vão tratar dos novos desafios para a segurança coletiva; forças armadas e pacificação urbana; tráfego de ilícitos, fronteiras e segurança nacional; mudança climática e energia como temas de segurança; e ameaças comuns para a segurança marítima.

O evento é o único do setor na América Latina que reúne políticos, acadêmicos, militares, diplomatas e representantes da sociedade civil. Entre os nomes confirmados estão: Ulrich Schlie, Diretor de Planejamento de Políticas, Ministério da Defesa da Alemanha e Markus Kaim, Chefe do Departamento de Segurança Internacional (SWP) da Alemanha.
A oitava edição da Conferência do Forte de Copacabana será aberta pela embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, pelo representante da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Thomas Knirsch, e pelo embaixador e presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Luiz Augusto de Castro Neves.
O evento é um projeto euro-brasileiro organizado pela Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Brasil, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e o apoio da Delegação da União Europeia no Brasil.

Sobre a Fundação Konrad Adenauer
Com origem na Alemanha, a Fundação Konrad Adenauer (KAS) leva o nome do cofundador do partido União Democrata Cristã da Alemanha (CDU) e primeiro Chanceler alemão, que aglutinou tradições sociais, cristãs, conservadoras e liberais.

Com mais de 70 escritórios no mundo inteiro e projetos em mais de 120 países, a Fundação Konrad Adenauer contribui por iniciativa própria para a promoção da democracia, do estado de direito e da economia social de mercado. Para assegurar a paz e a liberdade, a KAS apoia continuamente o diálogo sobre política externa e segurança internacional, e o intercâmbio entre as culturas e as religiões.

A Fundação Konrad Adenauer está no Brasil desde 1969. Ao longo dessas quatro décadas, tem trabalhado em iniciativas próprias e em cooperação com parceiros brasileiros, dialogando, trocando experiências e promovendo a produção de conhecimento especializado nas áreas onde se encontram os principais desafios do país.

Sobre o Cebri
O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), sediado no Rio de Janeiro, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP),
independente, multidisciplinar e apartidária, formada com o objetivo de promover estudos e debates sobre temas prioritários da política externa brasileira e das relações internacionais em geral. Criado em 1998 por um grupo de intelectuais, empresários, autoridades governamentais e acadêmicos, tornou-se rapidamente referência nacional na promoção de encontros de alto nível, conferências e seminários internacionais.
O Centro atua como um think tank de políticas públicas na área externa do país. Sua missão é criar um espaço para estudos e debates, onde a sociedade brasileira possa discutir temas relativos às relações internacionais e à política externa, com consequente influência no processo decisório governamental e na atuação brasileira em negociações internacionais.
O Cebri produz igualmente informação e conhecimento específico na área externa e propostas para a elaboração de políticas públicas. Linhas de pesquisa resultam em estudos, boletins, relatórios, newsletters e outros produtos específicos para instituições e empresas patrocinadoras.

Estamos estudando realizar o Primeiro Encontro de Leitores da Trilogia “Forças de Defesa” em Santos-SP, em dezembro, em data ainda a ser combinada. O que os amigos leitores acham da ideia? Dê sua opinião, deixe seu comentário e envie e-mail para euvou@fordefesa.com.br

Exercício Agulhas Negras 2011

Operação Quebra Cangalha II – Exercício de Defesa Externa

A 2ª Divisão de Exército realizará, no período de 24 de outubro a 04 de novembro deste ano, o Exercício Agulhas Negras, desta vez denominado Operação Quebra Cangalha II, na região de Lorena SP. Este exercício está previsto no Programa de Instrução Militar do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro e inserido no Programa de Adestramento Avançado da Força Terrestre.

Serão empregados aproximadamente 3.500 militares realizando os seguintes tipos de operações militares: travessia de curso d’água, infiltração aeromóvel, assalto aeromóvel, assalto aeroterrestre, suprimento aeromóvel e aeroterrestre, marcha para o combate, ataque a uma posição sumariamente organizada, junção, substituição e exfiltração.

Estas ações de adestramento têm por objetivo desenvolver o valor moral da tropa, testar os equipamentos, colocar em prova os ensinamentos aprendidos no ano de instrução e exercitar as ações de comando e liderança dos comandantes em todos os níveis, além de capacitar os quadros da 2ª Divisão de Exército em Operações de Defesa Externa, uma das missões constitucionais previstas para as Forças Armadas.

Participam deste exercício a 11ª Brigada de Infantaria Leve de Campinas-SP, a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) de Caçapava-SP, a Brigada de Infantaria Paraquedista sediada no Rio de Janeiro – RJ, o Comando de Aviação do Exército sediado em Taubaté-SP, a 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, cuja sede fica no Guarujá-SP, além do 12º Grupo de Artilharia de Campanha de Jundiaí-SP, do 2º Batalhão de Engenharia de Combate de Pindamonhangaba-SP, da Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear do Rio de Janeiro-RJ, o 6º Grupo Lançador Múltiplo de Foguetes de Formosa- GO e de efetivos do 2º e do 8º Batalhão de Polícia do Exército, ambos localizados em São Paulo-SP.

O Exercício Agulhas Negras este ano será realizado na região dos municípios de Lorena, Guaratinguetá, Lagoinha, Cachoeira Paulista, Canas e São Luiz do Paraitinga todos situados no Estado de São Paulo, procurando proporcionar maior realismo às operações e aplicação doutrinária mais eficiente.

FONTE: Comando Militar do Sudeste

O pastor que lutou contra Hitler

Com mais de 300 mil exemplares vendidos, biografia best-seller de Dietrich Bonhoeffer chega ao Brasil

A Editora Mundo Cristão lança a primeira tradução para o português do livro Bonhoeffer – pastor, mártir, profeta, espião de Eric Metaxas. Esta biografia nos apresenta com riqueza de detalhes a vida do teólogo alemão e ativista antinazista Dietrich Bonhoeffer (1906-1945).

Segundo o jornal The New York Times, esta é a primeira biografia importante de Bonhoeffer em 40 anos e já entrou para sua lista de best-sellers. Neste livro, Eric Metaxas consegue aliar as duas vertentes da vida de Bonhoeffer, como teólogo e espião, em uma narrativa marcante da história desse homem de grande coragem moral e amor pelo próximo contra o monstro da época, o nazismo.

Com uma narrativa comovente, Metaxas usa documentos, incluindo cartas pessoais anteriormente indisponíveis, anotações detalhadas de seus diários, que vão desnudando para o leitor a vida desse grande homem.
Em 1939, depois que Hitler declarou guerra contra a Polônia, e depois que Bonhoeffer retornou de sua viagem para os EUA, ele pediu direção a Deus sobre o que deveria fazer a seguir. Bonhoeffer foi então trabalhar para a inteligência militar alemã – denominada Abwehr – sob a supervisão de seu cunhado, Hans von Dohnanyi. Por sua vez, Dohnanyi e muitos outros na Abwehr estavam envolvidos na conspiração contra Hitler e, assim, Bonhoeffer decidiu se juntar a eles, tornando-se um agente duplo. Na superfície, ele trabalhava na Abwehr, mas, na realidade, trabalhava fazendo contatos com os aliados, para que eles soubessem que havia pessoas trabalhando para derrubar o Terceiro Reich.

Enquanto trabalhava para a Abwehr, Bonhoeffer se envolveu na chamada “Operação 7”, um ousado plano para contrabandear judeus para fora da Alemanha. Essa operação atraiu suspeitas da Gestapo, e em 05 de abril de 1943, após o fracasso de três atentados contra a vida de Hitler, Bonhoeffer foi preso e enviado para a prisão militar de Tegel, em Berlim. A princípio, os nazistas tinham apenas acusações vagas contra ele: sua evasão do serviço militar, sua participação na “Operação 7” e suas deslealdades anteriores.

O livro também conta uma história de amor pouco conhecida, entre Bonhoeffer e sua noiva Maria von Wedemeyer, bem mais nova do que ele. Quando se conheceram ela estava com 18 anos e ele com 37. Logo após, em março de 1943, ele foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes de o próprio Hitler cometer suicídio e a guerra acabar. Vale ressaltar que, durante o tempo que passou na prisão, Bonhoeffer escreveu cartas inspirativas e poemas que hoje são considerados como clássicos cristãos.
“Porque eu descobri finalmente, e continuo ainda descobrindo, que é tão somente através do viver completo neste mundo que se aprende a crer”. Dietrich Bonhoeffer.

A vida desse homem nos apresenta ainda uma pessoa que não aceitava preconceitos; que correu riscos para defender os perseguidos; um lutador que não se omitia. A beleza e verdade contidas no livro de Metaxas levam o leitor à reflexão de que nós, “cidadãos politicamente corretos” do século 21, também não podemos nos esconder e muito menos nos omitir, face as grandes injustiças da humanidade e diante de gente que destila preconceitos como os que acompanhamos nos noticiários e em nosso dia a dia.

O comandante geral do Exército, Enzo Martins Peri, participa nesta segunda-feira do Fórum de Defesa e Segurança da Firjan. O encontro com os empresários do setor acontece num momento em que a indústria de defesa do país vive a expectativa de retomar seus melhores dias – já foi a 8ª do mundo na década de 80 -, apostando suas fichas na recém-editada Medida Provisória 544 que estabelece incentivos ao setor como regime especial de tributação e cria o conceito de indústria estratégica.

Essas são antigas reivindicações das empresas do setor , com base na premissa de que o Brasil só estará verdadeiramente protegido quando tiver uma base industrial de defesa forte, detentora de tecnologias próprias e inovadoras. O tema da palestra do general Enzo é ‘O Exército Brasileiro e sua Missão Constitucional’.

BAE Systems moderniza obuseiros do Chile

ARLINGTON, Virgínia – A BAE Systems fechou um contrato no valor de 15,8 milhões de dólares para reformar e modernizar 12 obuseiros M109A5 para o governo do Chile, por meio de um contrato internacional de vendas militares.

“Os obuses permitirão às unidades de artilharia chilenas o alcance de um significativo aumento na capacidade de fornecer suporte preciso e eficaz ao Exército do Chile”, disse Joe McCarthy, vice-presidente e gerente geral da área de Veículos de Combate da BAE Systems. “A família de veículos M109 tem um longo histórico de alto desempenho e confiabilidade. Trata-se de um sistema comprovado em combate que já desempenhou papéis vitais, apoiando com poder de fogo várias operações militares do Exército dos EUA e de seus aliados”.

O obus M109A5 auto-propulsor aumenta o poder de fogo a um custo acessível, tanto na forma de um veículo novo ou modernizando configurações anteriores do modelo M109. O canhão M284 e o suporte M182 dos obuses aumentam em 25% o poder de fogo em comparação com as versões anteriores do M109. O M109A5 pode ser facilmente ajustado às necessidades específicas da missão, incluindo maior capacidade para estocar e melhor manuseio da munição, sistemas de posicionamento e navegação, controle automático de fogo e sistemas de comunicação. O modelo M109A5 apresenta também melhorias em certos aspectos críticos como confiabilidade, manutenção e segurança da tripulação.

De acordo com este contrato, caberá ao governo dos EUA fornecer os obuses ao governo chileno e à BAE Systems executar os trabalhos de reforma e modernização. A reforma dos veículos prevê a substituição de equipamentos obsoletos e a recuperação do veículo à condição de quase novo. Além disso, a empresa deverá incorporar conectividade digital para transmissão de dados e sistemas de posicionamento do canhão e de navegação, visando menor tempo de posicionamento, menor tempo de resposta a chamadas de fogo e maior capacidade de sobrevivência.

“O trabalho referente a este contrato não apenas confere suporte ao programa de modernização do Exército do Chile, como também fortalece a cooperação entre as Forças Armadas dos EUA e Chile. Vemos com otimismo a possibilidade de continuar oferecendo suporte às Forças Armadas do Chile no futuro”, disse McCarthy.

Além deste contrato M109A5, a BAE Systems prestou assistência ao Chile em seu programa de reforma do veículo de transporte de pessoal M113, de 2003 a 2005.

Quanto ao contrato M109A5, o trabalho previsto será executado pela força de trabalho que a BAE Systems mantém em York e Fayette, na Pensilvânia e em Aiken, na Carolina do Sul. O início do trabalho foi marcado para agosto de 2011 e sua conclusão deverá ocorrer em outubro de 2012.

FONTE: BAE

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Medida institui regras para compra de produtos de defesa para o país, cria regime especial de tributação e promove meios para o desenvolvimento tecnológico nacional

Brasília, 29/09/2011 – A presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou hoje, em cerimônia no Palácio do Planalto, medida provisória que estabelece mecanismos de fomento à indústria brasileira de defesa.

Preparada em conjunto pelos ministérios da Defesa; Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Planejamento e Fazenda, a MP é um desdobramento do Plano Brasil Maior, lançado em agosto para aumentar a competitividade da indústria nacional, a partir do incentivo à inovação tecnológica e à agregação de valor.

Segundo a presidenta, a indústria de defesa incentiva todas as cadeias industriais de alta tecnologia, além de ter função estratégica para o país. “Em função da extensão de nosso território e do tamanho de nossas riquezas, o setor de defesa é imprescindível para a manutenção de nossas soberanias.”

Para Dilma Rousseff, esse segmento industrial proporciona ganhos que vão além da área de defesa, e abre a possibilidade para o desenvolvimento de tecnologias de domínio nacional. “Nosso satélite geoestacionário, que terá uso dual, militar e civil, é um bom exemplo de como funciona esse modelo. O primeiro, a ser lançado em 2014, será seguido por outro em 2019, que terá expressivo conteúdo brasileiro”, exemplificou.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a nova medida provisória irá permitir que o Estado brasileiro influa positivamente na geração de tecnologia e na produção industrial, “não como investidor, excluindo a iniciativa privada, mas como regulador”, ressaltou. Para Amorim, o mundo vive um momento complexo, “onde não sabemos de onde vêm as ameaças externas, mas sabemos o que temos a proteger.”

Isenção tributária

A nova MP institui regras especiais para compra e contratação de produtos e sistemas de defesa para o país. Além de criar um regime especial de tributação, desonerando empresas do setor de encargos como o IPI, PIS/PASEP e Cofins, a MP diminui o custo de produção de companhias legalmente classificadas como estratégicas e estabelece incentivos ao desenvolvimento de tecnologias indispensáveis ao Brasil.

Atualmente, segundo a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), órgão subordinado ao Comando do Exército Brasileiro, 186 empresas estão capacitadas para se beneficiar do novo regime. Incluem-se nesse espectro tanto companhias de menor porte quanto grandes fornecedoras das Forças Armadas, a exemplo da Avibras, Embraer, Helibras, Inbra e Odebrecht Defesa.

O conjunto de medidas constitui passo importante para viabilizar a Estratégia Nacional de Defesa (END), que tem como um de seus eixos norteadores a reestruturação da indústria brasileira de material de defesa. De acordo com a END, o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas deve estar atrelado ao desenvolvimento de tecnologias sob domínio nacional. Para tanto, menciona o documento, é necessário capacitar a indústria brasileira para que ela conquiste autonomia e tecno logias indispensáveis à defesa do país.

As isenções tributárias serão concedidas por cinco anos aos projetos submetidos e aprovados pelo Ministério da Defesa. Para candidatar-se ao regime tributário especial, as empresas deverão preencher requisitos previstos na norma, tais como terem sua sede ou unidade industrial no Brasil. Além disso, precisam comprovar ter conhecimento científico ou tecnológico próprio ou complementar por meio de parceria com instituição brasileira desse segmento. Os benefícios expressos na MP se estendem às compras de insumos necessários à produção e pesquisa, inclusive importados.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde), o setor possui hoje 25 mil empregados e oferece 100 mil empregos indiretos. Com as novas medidas, espera-se uma duplicação desses valores num prazo relativamente curto, de apenas dez anos.

O presidente da Associação, Orlando José Ferreira Neto, chamou atenção para a importância da nova MP e para o impacto benéfico da medida nas exportações do país. “A indústria aeronáutica brasileira, onde entram setores equivalentes como o aeroespacial e o de defesa, é a única no campo de alta tecnologia a apresentar saldo positivo na balança comercial brasileira”, ressaltou. “A base industrial de defesa é uma alternativa real e imediata para ajudar o país a reverter esse quadro.”

Mercado especial

O mercado de defesa tem características próprias que o distingue dos demais setores industriais. A demanda por produtos de defesa é definida basicamente pelas compras governamentais, uma vez que o Estado é o único cliente. Essa peculiaridade é, inclusive, reconhecida em fóruns internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), que aceita o estabelecimento de regimes especiais para o setor.

É estreita a relação entre desenvolvimento científico-tecnológico nacional e indústria de defesa. Hoje, grande parte dos produtos eletrônicos no mercado possui insumos originários de pesquisas militares, que resultaram em equipamentos e sistemas de uso dual (militar-civil).
A necessidade de se eliminar a assimetria tributária em produtos de defesa foi reconhecida como requisito para o desenvolvimento da indústria de defesa tanto na Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID, 2005) como na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP, 2008), sendo seu programa incorporado à Estratégia Nacional de Defesa (END, 2008).

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A MP DE FOMENTO À INDÚSTRIA DE DEFESA

1) Em que o consiste a nova Medida Provisória?
Trata-se de norma que institui regras especiais para compra e contratação de produtos e sistemas de defesa para o país. Ela cria um regime especial de tributação (denominado Retid), desonerando empresas que produzem equipamentos de defesa de encargos como o IPI, PIS/Pasep e Cofins. Além de diminuir o custo de produção de companhias legalmente classificadas como estratégicas, a MP estabelece incentivos ao desenvolvimento de tecnologias indispensáveis ao país.  A medida preenche uma lacuna existente na legislação, passando a ser o marco legal para as obtenções de produtos de defesa e, consequentemente, para a reorganização da base industrial de defesa brasileira.

2) O que o Brasil ganha com o advento da nova lei?
A relação entre desenvolvimento científico-tecnológico nacional e indústria de defesa é estreita. A Estratégia Nacional de Defesa preconiza que essa indústria seja reorganizada tendo como objetivo maior o desenvolvimento tecnológico independente do país. Produtos de defesa impulsionam a economia como um todo, diferentemente do que se costuma imaginar.  Seu desenvolvimento tem impacto direto sobre tecnologias que são utilizadas de maneira dual, ou seja, em benefício das áreas militar e civil. Em síntese, todos ganham com a publicação da nova lei: as empresas, porque terão melhores condições para contratar e produzir para os mercados interno e externo; os trabalhadores, porque terão mais empregos, sobretudo os de alta especialização; e a Defesa nacional, porque terá melhores condições de adquirir bens e serviços de interesse do país, dotando suas Forças Armadas de meios adequados para o exercício de suas atribuições constitucionais e legais.

3) Quais empresas de defesa poderão ser beneficiadas pelo regime especial de tributação?
O Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid) terá como beneficiárias as empresas que obtiverem o registro do Ministério da Defesa. Poderão obter os benefícios as empresas estratégicas de defesa e também as que participem da cadeia produtiva dos chamados produtos estratégicos de defesa. A isenção contempla o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

4) O que são produtos estratégicos de defesa?

A MP fixa o conceito desse tipo de produto. São considerados estratégicos os bens, serviços, obras ou informações utilizados em atividades de defesa, com exceção das de uso administrativo, que por seu conteúdo tecnológico, dificuldade de obtenção ou imprescindibilidade sejam de interesse estratégico para a defesa nacional. O conceito engloba equipamentos eletrônicos, munições, armas, embarcações, aviões, satélites, foguetes, veículos, fardas, rações, softwares e outros utilizados nas atividades finalísticas de defesa.

5) O que são empresas estratégicas de defesa?

De acordo com a MP, são estratégicas todas as empresas que receberem registro do Ministério da Defesa. Para obtenção desse registro, essas companhias terão que preencher requisitos previstos na norma, tais como terem sua sede ou unidade industrial no Brasil. Além disso, precisam comprovar ter conhecimento científico ou tecnológico próprio ou complementar por meio de parceria com instituição brasileira desse segmento. Os benefícios expressos na MP se estendem às compras de insumos necessários à produção e pesquisa, inclusive importados.

6) A partir de quando as novas medidas passam a valer?
A partir da promulgação da MP com sua respectiva publicação no Diário Oficial da União.

7) Quantos empregos serão gerados com a nova MP?
A Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde), entidade que congrega 144 empresas do setor, estima que as novas regras deverão possibilitar a geração de 23 mil empregos diretos e 90 mil indiretos.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070

 
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