QG Airsoft

vinheta-clipping-forteOs Estados Unidos mantém o alerta e as ameaças de sanções contra o Irã, mesmo depois do acordo negociado hoje (17) pelo Brasil e a Turquia. Para os norte-americanos, os iranianos devem provar por meio de “ações” e “não apenas palavras” que cumprirão as regras internacionais para fins pacíficos da energia nuclear, segundo o secretário de Imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs. Mesmo assim, ele considerou positiva a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan, em busca do acordo para encerrar o impasse

“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com nossos parceiros internacionais, por meio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para deixar claro ao governo iraniano que deve demonstrar, em ações – e não apenas palavras – a sua vontade de viver de acordo com as obrigações internacionais ou enfrentar consequências, incluindo sanções”, disse Gibbs, no site da Casa Branca.

Em seguida, o secretário de Imprensa afirmou: “Os Estados Unidos e a comunidade internacional continuam a ter sérias preocupações.” Segundo Gibbs, elas são motivadas pelo fato de interlocutores do governo iraniana informarem que o enriquecimento a 20% de urânio será mantido no Irã, apesar do acordo firmado hoje.

Os Estados Unidos lideram uma campanha internacional para impor sanções ao Irã. O assunto será discutido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para os norte-americanos, os iranianos manteriam de forma secreta a produção de armas atômicas. O governo do Irã nega as acusações.

Segundo Gibbs, o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve adotar medidas que dêem segurança à comunidade internacional de que seu programa nuclear se destina a fins pacíficos. Para o secretário, é fundamental que ocorra cooperação também com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

“O Irã deve tomar as medidas necessárias para assegurar à comunidade internacional que seu programa nuclear se destina exclusivamente a fins pacíficos, inclusive cumprindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e cooperando plenamente com a Aiea [Agência Internacional de Energia Atômica]”, disse o secretário de Imprensa.

Porém, Gibbs elogiou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan, em busca do acordo para encerrar o impasse. “Reconhecemos os esforços que têm sido feitos pela Turquia e Brasil. A proposta anunciada em Teerã deve agora ser transmitida com clareza e autoridade à Aiea antes de ser encaminha à comunidade internacional”, disse ele.

Para o secretário de Imprensa da Casa Branca, os termos do acordo firmado são vagos e não respondem a algumas dúvidas presentes na comunidade internacional. Segundo Gibbs, no passado o Irã também havia feito compromissos para enriquecer externamente o urãnio e não os cumpriu.

“A declaração conjunta emitida em Teerã [com termos do acordo] é vaga sobre a disposição do Irã em se reunir com os países do P5 1 [que reúne os cinco integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas: Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra, além da Alemanha] para resolver as preocupações internacionais sobre seu programa nuclear, como fez em outubro passado”, disse ele, mencionando o parágrafo nono do documento.

FONTE: Agência Brasil, via Correio Braziliense

No artigo ‘O Tango de Teerã’, revista desacredita na saída diplomática. Para a publicação, Lula e Erdogan não terão muito tempo para comemorar.

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteA edição online da revista semanal “The Economist” analisou com ceticismo o acordo anunciado nesta terça-feira (17) pelo qual o Irã se dispõe a realizar a troca de combustível nuclear no exterior. Com a conclusão das negociações, o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad se comprometeu a enviar 1.200 kg de urânio pouco enriquecido para a Turquia, que devolverá o material em fase superior de enriquecimento para um reator de pesquisas iraniano. Depois de até um ano, o Irã deverá receber 120kg de urânio enriquecido a 20%. De acordo com o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, o material estará sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na Turquia.

Com um artigo intitulado “O Tango de Teerã”, a revista comenta que o acordo mediado pelo presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan não é suficiente para satisfazer as demandas das potências ocidentais. O “Economist” lembra que as bases do atual acordo foram as mesmas estipuladas em outubro de 2009 entre o governo de Teerã com a França, Rússia e a AIEA, com apoio dos Estados Unidos, e que república islâmica recuou na fase final.

economist

Enquanto Lula e Erdogan argumentam que sanções não seriam mais necessárias, os líderes ocidentais não compraram a ideia. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse há progresso na definição de novas sanções contra o Irã por conta do programa nuclear do país. A União Europeia, através da diplomata Catherine Ashton, elogiou o acordo, mas afirmou que ele “não responde a todas as inquietações da Cominidade Internacional”.

Citando fontes das Nações Unidas, a revista afirma que um acordo entre os países que estipule sanções ao Irã está muito próximo. Ele incluiria um embargo militar e restrições à Guarda Revolucionária e sanções financeiras e aduaneiras. Apenas a China poderia representar alguma chance de veto ao projeto, mas o país não é acostumado a vetar resoluções de maneira isolada.

Para o “Economist”, o Irã parece ter usado seus dois aliados “para aplicar o velho truque de criar divisões entre os países e assim adiar e dificultar acordos que imponham sanções ao país”. O artigo cita que Israel acredita que o Brasil é inexperiente ao tratar com a diplomacia no Oriente Médio e corre o risco de estar sendo manipulado. Por fim, o artigo conclui dizendo que “o ceticismo deve aumentar nos próximos dias, e Lula e Erdogan não deverão ter muito tempo para saborear suas realizações”.

FONTE: G1

Tagged with:
 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o Brasil precisa de uma base industrial de Defesa que seja consistente.

Ele participou nesta quarta-feira, 5, de seminário realizado pelo MD em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O Seminário de Segurança Internacional foi realizado com o objetivo de envolver a sociedade civil na discussão dos assuntos de Defesa e a inserção do Brasil no cenário mundial.

Com esse propósito, a Fiesp criou em 2004, o Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa). Para Jobim, os temas de Defesa não são restritos aos militares e que é importante trazer esta temática para a agenda da sociedade.

“Este tema passou a ser vital para a Defesa do País”, salientou. O ministro observou que, com a queda do Muro de Berlim, o mundo saiu de uma situação bipolar e atualmente “caminha para uma multipolaridade” de posições.

Jobim acredita que a capacidade de dissuadir e de dizer não ao que for contrário aos interesses da nação dependerá da própria sociedade.

Na sua avaliação, é fundamental a formação de uma “base industrial de defesa consistente e econômica” e que faça a junção de Defesa e desenvolvimento nacional.

No ranking mundial de investimentos em Defesa, o Brasil ocupa a 12ª posição.

Em 2008, o gasto no setor foi de R$ 23,3 bilhões, equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Tagged with:
 

vinheta-clipping-forteO chanceler Celso Amorim reiterou nesta segunda-feira, em Teerã, o respaldo do Brasil ao direito do Irã de desenvolver tecnologias nucleares com fins civis, informou o canal de TV público iraniano. “Defendemos para o povo iraniano o mesmo que para o povo brasileiro, ou seja, o direito a desenvolver atividades nucleares pacíficas”, disse Amorim, citado no site da emissora.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores se encontrou durante a manhã com Said Jalili, o principal negociador iraniano para a questão nuclear.

As potências ocidentais desejam que o Conselho de Segurança da ONU imponha sanções mais severas ao Irã pela suspeita de que o país busca produzir a bomba atômica, apesar da república islâmica afirmar que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis.

O Brasil é atualmente um dos membros não permanentes do Conselho de Segurança (integrado por cinco membros permanentes e 10 não permanentes).

Durante a visita a Teerã, Amorim deve se reunir ainda com o colega Manuchehr Mottaki, com o presidente do Parlamento, Ali Larijani, e com o presidente Mahmud Ahmadinejad, que visitou o Brasil em novembro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará o Irã nos dias 16 e 17 de maio.
Segundo o ministério das Relações Exteriores do Irã, os contatos de Amorim estarão centrados nos “direitos do Irã de explorar suas competências científicas dentro das regras da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e nas últimas discussões sobre a obtenção pelo Irã de combustível nuclear, necessário para o reator de pesquisas de Teerã”.

O Irã começou a produzir em fevereiro urânio altamente enriquecido (a 20%).
Antes, o país rejeitou uma proposta da AIEA de entregar, como prova de boa vontade, a maior parte de seu urânio enriquecido a 3,5% para transformá-lo, na Rússia e na França, em combustível nuclear que Teerã alega precisar para um reator de pesquisas médicas em Teerã.

Em declarações publicadas no domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo, Amorim se absteve de antecipar se o Brasil votaria contra novas sanções. “Não vou dar esta informação. Ainda temos que analisar a situação”, disse o ministro das Relações Exteriores. “Não vejo o Irã perto de construir uma bomba”, afirmou.

FONTE: AFP, via Terra

Tagged with:
 

(BBC, 20) 1. Um artigo publicado na terça-feira pelo jornal britânico Financial Times afirma que o jeito “carinhoso” do Brasil é um obstáculo para que o país consiga um lugar entre as grandes potências no cenário internacional. O texto é assinado pelo jornalista John Paul Rathbone. Segundo o texto, “a política de arco-íris do Brasil pode estar atingindo o seu limite e poderia até colocar em risco a vaga permanente no Conselho de Segurança que o país cobiça”. “Gafes recentes mudaram a imagem açucarada do Brasil e do seu presidente também”, afirma o Financial Times.

2. Entre os episódios citados estão a crítica feita pelo presidente Lula à greve de fome ativista cubano Orlando Zapata e os comentários sobre protestos da oposição após as eleições no Irã – quando Lula disse que as manifestações eram “choro de perdedores”. O jornal também destaca o fato de que o Brasil condenou a instalação de bases militares americanas na Colômbia, mas ignorou a compra de armas russas feita pela Venezuela ou o suposto apoio do governo de Caracas às milícias das Farc.

3. Para o jornal, o Brasil tem diplomatas de competência reconhecida, sobretudo na área comercial, mas o país não tem institutos de pesquisa capazes de abastecê-los com informações sobre o mundo, como Moscou e Washington, o que levaria o país a cometer “erros” e não se acostumar “aos holofotes da opinião internacional”.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

Tagged with:
 

Soltanieh critica cúpula de Washington e diz que resultado do encontro já é conhecido

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteTEERÃ – O enviado do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, criticou a conferência nuclear organizada pelos EUA nesta segunda-feira, 12, e disse que as decisões tomadas nesse encontro não têm força de lei para as nações ausentes. Soltanieh acusou Washington de ser uma “ameaça real à paz global” em razão do arsenal nuclear americano.

“O resultado da conferência em Washington já é conhecido. Qualquer decisão tomada nesse encontro não é vinculante para os países que não estão representados na conferência”, disse à agência Isna.

O presidente dos EUA, Barack Obama, deve abrir hoje a conferência nuclear de dois dias com representantes de 47 países. O Irã, que vive um momento tenso com os EUA por seu programa atômico, não está representado no evento. O Departamento de Estado norte-americano já informou que os esforços para pressionar o Irã serão um tema “significativo”.

Teerã sofre pressão internacional para abandonar seu programa nuclear. O país diz ter apenas fins pacíficos, mas potências ocidentais temem que ele busque uma bomba atômica. O país persa já sofreu três rodadas de sanções no Conselho de Segurança da ONU.

O Irã anunciou uma conferência de dois dias, em 17 e 18 de abril, sobre desarmamento nuclear. O país ainda não anunciou a lista de participantes, mas haverá delegações da AIEA e da ONU no encontro. A Rússia também já informou que deve estar presente. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado

Presidente não quer que resolução contra o Irã por seu programa nuclear se arraste ‘durante meses’

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteWASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou nesta terça-feira, 13, os líderes mundiais para que aprovem de maneira ‘audaz e veloz’ sanções contra o Irã por seu programa nuclear.

“Meu interesse é não haver um processo que se arraste durante meses”, disse Obama, ao pedir que o tema “avance com audácia e rapidez”.

O presidente se disse preocupado que o Irã seja o maior exportador de petróleo e tenha relações econômicas com outros países, mas que Teerã ignorou avisos da comunidade internacional sobre seu programa nuclear e por isso, terá consequências. Segundo Obama, a China já está considerando sinceramente a possibilidade de aplicar novas sanções ao governo iraniano por seu programa atômico.

Sobre a China, país com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, o qual os Estados Unidos tem tentado convencer a apoiar uma nova rodada de restrições ao Irã, Obama afirmou que ainda tem discordâncias com Pequim, mas que a relação entre os EUA e a China é muito produtiva.

Já a respeito da Coreia do Norte, que assim como o Irã, também não foi convidada para a cúpula, Obama disse acreditar que sanções contra Pyongyang poderiam eventualmente funcionar e que a Coreia pode retornar às conversações sobre seu programa nuclear.

“Eu acho que é justo dizer que a Coreia do Norte escolheu um caminho de severa isolação que foi extremamente prejudicial para seu povo”, considerou o governante.

Obama também declarou que quer ajudar a diminuir as tensões nucleares entre a Índia e o Paquistão, e que tem visto progressos nos últimos anos na segurança nuclear deste último país.

Compromisso

Os governantes de todo o mundo se comprometeram a entregar material nuclear aos Estados Unidos e a fechar alguns reatores nucleares, e os EUA, de acordo com Obama, fortalecerão a segurança em suas próprias zonas nucleares e permitirão inspeções internacionais.

Antes da cerimônia de encerramento, os Estados Unidos declararam que o governo Obama havia apresentado ao Congresso uma proposta de legislação para que as leis de seu país se adaptem às disposições de dois tratados: um para prevenir um possível ataque terrorista com armas nucleares e outro para proteger fisicamente os materiais nucleares.

Obama convocou a cúpula de segurança nuclear para focar a atenção mundial na missão de impedir que algum material atômico caia em mãos terroristas, uma possibilidade que, segundo o governantes representa a maior ameaça para todas as nações.

Ao falar durante a conferência, Obama considerou uma “ironia cruel da história” que o perigo nuclear esteja crescendo apesar do final da Guerra Fria e de décadas de corrida armamentista entre os Estados Unidos e a Rússia.

Os países representados na cúpula disseram que irão cooperar mais estreitamente com a ONU e seu órgão supervisor nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e que também irão compartilhar informações sobre a detenção de elementos nucleares e as formas de prevenir o tráfico destes materiais.

O líder reconheceu, no entanto, que a aplicação das medidas de redução de materiais nucleares, assim como manter arsenais atômicos longe das mãos de terroristas, não será tarefa fácil.

Segundo Obama, os passos tomados na Cúpula Nuclear de Washington fazem com que os americanos e o resto do mundo fiquem mais seguros. Graças às medidas que tomamos”, disse em coletiva de imprensa, “o povo americano estará mais a salvo e o mundo será mais seguro”.

O discurso de Obama encerra a conferência de 47 países, a maior assembleia de líderes mundiais sediadas pelos Estados Unidos desde 1945.

FONTE: Estadão, Reuters, Efe e Associated Press.

Tagged with:
 

Ato assinado pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.
Washington, 12 de abril de 2010.

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE DEFESA

O Governo da República Federativa do Brasil
(doravante “Brasil”)

e

O Governo dos Estados Unidos da América
(doravante “Estados Unidos”)
(doravante denominados coletivamente “as Partes” e “Parte”, individualmente),

Imbuídos do interesse comum na paz e segurança internacionais, assim como na resolução pacífica de conflitos internacionais;

Desejando fortalecer suas boas e cordiais relações;

Reafirmando o princípio da soberania; e

Desejando fortalecer a cooperação em matéria de Defesa,

Acordam o seguinte:

Artigo 1 – Escopo

O presente Acordo, regido pelos princípios de igualdade, reciprocidade e interesse mútuo, em conformidade com as respectivas leis e regulamentos nacionais e as obrigações internacionais das Partes, tem como objetivo promover:

a) a cooperação entre as Partes em assuntos relativos à Defesa, particularmente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, segurança tecnológica e aquisição de produtos e serviços de Defesa;

b) a troca de informações e experiências adquiridas no campo de operações e na utilização de equipamento militar de origem nacional e estrangeira, bem como as relacionadas a operações internacionais de manutenção de paz;

c) a troca de experiências na área de tecnologia de defesa;

d) a participação em treinamento e instrução militar combinados, exercícios militares conjuntos e o intercâmbio de informações relacionado a esses temas;

e) a colaboração em assuntos relacionados a sistemas e equipamentos militares; e
f) a cooperação em quaisquer outras áreas militares que possa ser de interesse mútuo das Partes.

Artigo 2 – Cooperação

A cooperação entre as Partes pode incluir:

a) visitas recíprocas de delegações de alto nível a entidades civis e militares;

b) conversações entre funcionários e reuniões técnicas;

c) reuniões entre as instituições de Defesa equivalentes;

d) intercâmbio de instrutores e pessoal de treinamento, assim como de estudantes de instituições militares;

e) participação em cursos teóricos e práticos de treinamento, orientações, seminários, conferências, mesas-redondas e simpósios organizados em entidades militares e civis com interesse na Defesa, de comum acordo entre as Partes;

f) visitas de navios militares;

g) eventos culturais e desportivos;

h) facilitação de iniciativas comerciais relacionadas à área de Defesa; e

i) implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação de tecnologia de defesa, considerando a participação de entidades militares e civis estratégicas de cada Parte.

Artigo 3 – Garantias

Na execução das atividades de cooperação realizadas no âmbito deste Acordo, as Partes comprometem-se a respeitar os princípios e propósitos relevantes da Carta das Nações Unidas e da Carta da Organização dos Estados Americanos, incluindo os de igualdade soberana dos Estados, integridade e inviolabilidade territoriais e não-intervenção em assuntos internos de outros Estados.

Artigo 4 – Disposições Financeiras

1. Salvo se mutuamente acordado em contrário, cada Parte será responsável por suas despesas, incluindo, mas não limitado a:

a) gastos de transporte de e para o ponto de entrada no Estado anfitrião;

b) gastos relativos a pessoal, incluindo os de hospedagem e alimentação;

c) gastos relativos a tratamento médico e dentário, bem como de remoção ou evacuação do seu pessoal doente, ferido ou falecido.

2. Todas as atividades desenvolvidas no âmbito deste Acordo estarão sujeitas à disponibilidade dos recursos e fundos apropriados para estes fins.

Artigo 5 – Implementação, Protocolos Complementares e Emendas

1. Os Agentes Executivos das Partes deverão facilitar a implementação do presente Acordo. O Agente Executivo do Brasil será o Ministério da Defesa; o Agente Executivo dos Estados Unidos será o Departamento de Defesa.

2. Protocolos Complementares a este Acordo poderão ser celebrados com o consentimento das Partes, por escrito, pelos canais diplomáticos, e constituirão partes integrantes do presente Acordo.

3. Os Arranjos de Implementação no âmbito deste Acordo e programas e atividades específicas empreendidos para a consecução dos objetivos do presente Acordo e de seus Protocolos Complementares serão desenvolvidos e implementados pelos Agentes Executivos das Partes, serão restritos às matérias previstas neste Acordo e estarão em conformidade com as respectivas legislações das Partes.

4. Este Acordo poderá ser emendado por acordo escrito com consentimento das Partes. As emendas entrarão em vigor na data da última notificação entre as Partes, por meio dos canais diplomáticos, que indique o cumprimento dos respectivos requisitos internos para a vigência das emendas.

Artigo 6 – Solução de Controvérsias

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou aplicação deste Acordo será resolvida por meio de consultas e negociações entre as Partes, por via diplomática.

Artigo 7 – Validade e Denúncia

1. Este Acordo poderá ser denunciado por qualquer das Partes após 90 dias da notificação escrita à outra Parte, pelos canais diplomáticos.

2. A denúncia deste Acordo não afetará os programas e atividades em curso no âmbito do presente Acordo, salvo se acordado em contrário pelas Partes.

Artigo 8 – Entrada em Vigor

O presente Acordo entrará em vigor na data da última notificação trocada entre as Partes, por via diplomática, que indique o cumprimento dos respectivos requisitos internos para a vigência deste Acordo.

Feito em Washington D.C., em 12 de abril de 2010, nos idiomas português e inglês, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

FONTE: MRE

Nelson Jobim e Robert Gates assinam acordo às margens da Conferência de Segurança Nuclear

Barra de Cinco Pixels

Plano prevê troca de tecnologia, cooperação e treinamento entre as Forças Armadas dos países

Barra de Cinco Pixels

Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo

vinheta-clipping-forteWASHINGTON- O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou nesta segunda-feira, 12, um acordo de cooperação militar com o ministro da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates. O acordo facilita a venda de 100 a 200 Super Tucanos da Embraer para os Estados Unidos, um contrato que pode chegar até a US$ 3 bilhões. Além disso, prevê troca de tecnologia, cooperação e treinamento entre as forças Armadas dos dois países.

O encontro se deu às margens da Conferência de Segurança Nuclear, que terá participação de 47 países, sendo 40 chefes de Estado. O principal tema da cúpula é o terrorismo nuclear e como evitar que materiais nucleares caiam nas mãos de terroristas. Em seu discurso histórico feito em Praga há um ano, o presidente americano, Barack Obama, propôs que todos os materiais nucleares vulneráveis sejam postos em locais seguros em um prazo de 4 anos. E na Revisão da Estratégia Nuclear divulgada na semana passada, o terrorismo nuclear – possibilidade de terroristas roubarem urânio ou plutônio para fazer uma bomba – é descrito como “a maior ameaça contra os EUA”.

Nesta segunda, a Ucrânia anunciou que está abrindo mão de todo seu urânio altamente enriquecido até 2012 e converter suas usinas para operarem com urânio com baixo nível de enriquecimento.A Ucrânia é um dos maiores produtores de urânio enriquecido do mundo.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva se reuniu no início da tarde com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e assinou um acordo de cooperação entre os dois países. Depois, reuniu-se com o primeiro-ministro Yukio Hatoyama, do Japão. Na pauta, discussões sobre investimentos japoneses em fábricas de semi-condutores no Brasil – que seriam a contrapartida pela escolha do padrão japonês de TV digital. Também vão discutir a participação na concorrência para o trem bala que vai ligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.

FONTE: Estadão / FOTO: EFE

Tagged with:
 

O Brasil não quer apenas se tornar uma das maiores economias do mundo, quer também incrementar o seu arsenal e deixar de ser visto como um “anão político-militar”, segundo o diário espanhol El Mundo na sua edição desta quinta-feira.

“O Brasil tem todos os ingredientes para ultrapassar todos os membros da União Europeia e se converter em uma das cinco maiores economias do mundo no segundo quarto do século 21″, afirma o jornal.

“Mas o gigante sul-americano não quer limitar sua imensidão a uma questão de dinheiro, e para evitar ser visto como um anão político-militar, embarcou em uma estratégia de rearmamento destinada a ‘reduzir sua vulnerabilidade’ diante das novas e velhas potências.”

O jornal comenta uma entrevista coletiva dada pelo ministro para Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, para a imprensa estrangeira no Rio de Janeiro.

Segundo o jornal, o ministro explicou o plano de rearmamento das Forças Armadas “com uma inequívoca declaração de intenções: ‘Um país não é verdadeiramente soberano se não pode se defender. Como disse o presidente, só é respeitado quem se faz respeitar.’”.

O El Mundo diz que “para o governo Lula, minimizar esta suposta debilidade diante do exterior inclui defender uma posição própria em crises internacionais – como ocorreu em Honduras e no Irã -, materializar a velha aspiração brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, reabilitar a indústria de defesa nacional e aumentar o arsenal”.

A reportagem ainda comenta recentes investimentos feitos pelo governo para reforçar a defesa do Brasil, entre eles a compra de armamentos e as encomendas feitas à França “potência que nos últimos anos se converteu em sócio prioritário para o Brasil neste campo”.

FONTE: O Globo, com informações da BBC

NOTA DO EDITOR: É difícil compatibilizar o discurso do Governo com os cortes no orçamento da área militar. Enquanto persistirem os cortes, o Brasil continuará sendo um gigante emasculado.

Tagged with:
 
Page 3 of 141234510...Last »