Página 6 de 22« Primeira...45678...20...Última »

O deputado José Genoíno (PT-SP) aceitou o convite para assessorar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no ministério, em Brasília. Em conversa com o ministro ontem, Genoíno lembrou que tem com Jobim uma “relação muito boa e muita amizade” e que já vinham trabalhando juntos em muitos projetos das Forças Armadas. “Vamos concretizar isso em fevereiro”, disse Genoíno, que cumpre mandato de deputado federal até 31 de janeiro e só depois que se desligar da Câmara poderá assumir a assessoria na Defesa.

FONTE: Estadão

Maioria das estimativas aponta para que a economia chinesa alcance o tamanho da norte-americana por volta da década de 2020, diz professor de Harvard

DENVER – Segundo importantes economista, o cenário para a economia dos Estados Unidos não parece bom, nem neste ano, nem nos próximos 10 anos. Os principais pensadores dessa visão pessimista para os EUA, falando em uma convenção anual, propuseram diferentes visões para o declínio econômico do país no curto, médio e longo prazos. Este ano, a recuperação pode se perder à medida que as iniciativas de estímulo do governo expiram.

No longo prazo, os Estados Unidos devem enfrentar o fato de inevitavelmente serem ultrapassados pela China como a maior economia do mundo. E Washington pode ter perdido a chance de controlar suas maiores instituições financeiras, muitos das quais continuam “grandes demais para falir” e são cada vez maiores.

Por um lado, Martin Feldstein, da Universidade de Harvard, disse acreditar que as perspectivas de crescimento econômico dos EUA em 2011 são menos positivas do que muitos acreditam.

Primeiro, o impulso para o crescimento de gastos do governo acabará neste ano, disse ele. A renovação de cortes de impostos nada mais é do que uma decisão para não aumentar os impostos e o impacto da redução de um ano nos pagamentos ao fisco pelos contribuintes provavelmente será modesto, afirmou.

“Realmente não há muita ajuda vinda da política fiscal no próximo ano”, segundo Feldstein. Ele acrescentou que as preocupações com a terrível situação dos governos estaduais e municipais podem realmente ser um entrave ao crescimento.

O crescimento teve algum amparo por conta de uma menor taxa de poupança em 2010, mas que provavelmente não vai perdurar neste ano, conforme as famílias se mostram preocupadas com o retorno de um futuro incerto antes de voltarem a somar dívidas, Feldstein acrescentou.

A queda preocupante nos preços de moradias significa que há menos para poupar, disse.

“As pessoas estão preocupadas, então há uma forte razão para uma poupança por precaução.”

Corrida em curso

Por outro lado, há a corrida com a China e as economias dinâmicas da Ásia, incluindo Índia. A maioria das estimativas aponta para que a economia chinesa alcance o tamanho da norte-americana por volta da década de 2020, disse Dale Jorgenson, também de Harvard.

Jorgenson vê os mercados emergentes da Ásia como os mais dinâmicos do mundo, ofuscando outros candidatos, como Brasil e Rússia, que deverão registrar crescimento constante ao longo da próxima década.

“A ascensão da Ásia em desenvolvimento vai acompanhar o crescimento econômico mundial mais lento”, afirmou.

Os Estados Unidos terão de lidar com o fato de que a sua prevalência no mundo está fadada a terminar, disse Jorgensen. Será difícil para muitos norte-americanos engolir isso, e os EUA devem se preparar para a agitação social em meio à culpa sobre quem foi o responsável por desperdiçar a primazia global, disse ele.

Simon Johnson, do MIT, esclarece tal visão, dizendo que os prejuízos da crise financeira e suas consequências golpearam os EUA permanentemente.

“A era do predomínio norte-americano acabou”, disse Johnson a um painel. “O iuan (da China) será a moeda de reserva mundial dentro de duas décadas.”

Johnson disse acreditar que os Estados Unidos não conseguiram aprender a lição com a crise financeira e continuam implicitamente amparando suas maiores instituições financeiras.

“Estou preocupado com o excessivo poder dos maiores bancos globais”, disse ele. “Quem são as empresas patrocinadas pelo governo agora? São as seis maiores holdings bancárias.”

Raghuram Rajan, economista e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), agora trabalhando na Escola de Negócios da Universidade de Chicago, ainda consegue vislumbrar um papel de liderança permanente dos EUA.

Segundo ele, nada segue em linha reta, e há muitas armadilhas no caminho até mesmo para dinâmicas economias asiáticas.

“Diria que a era do domínio norte-americano pode estar chegando ao fim. Mas a América continuará como maior força do mundo por um longo tempo.” (Por Mark Felsenthal)

FONTE: Estadão/Reuters

Tagged with:
 

Paris, 04 jan (Lusa) – Telegramas divulgados pelo WikiLeaks e publicados hoje pelo diário norueguês Aftenposten indicam que a França é o país mais ativo em matéria de espionagem industrial, relegando para segundo plano países como a China ou a Rússia.

Num dos telegramas confidenciais da diplomacia norte-americana que o diário norueguês cita – e que merece grande destaque na imprensa francesa -, a França é descrita como o “Império do Mal” no que diz respeito ao roubo de tecnologia.

“A espionagem francesa é tão extensa que os danos (que provoca) à economia alemã são mais elevados do que os danos provocados pela Rússia ou a China”, de acordo com um telegrama atribuído à embaixada dos Estados Unidos em Berlim.

Uma das pessoas citadas no correio diplomático norte-americano e que denunica a situação é Berry Smutny, diretor geral da OHB Technology, uma empresa alemã ligada ao sector de satélites.

“A França é o Império do Mal no que toca ao roubo de tecnologia, e a Alemanha sabe disso”, terá referido o empresário alemão em outubro de 2009, numa conversa privada com diplomatas norte-americanos.

O diário norueguês foi o último jornal a receber a totalidade dos 250 mil telegramas da diplomacia norte-americana, que o portal WikiLeaks cedeu em exclusivo aos cinco maiores jornais internacionais (The Guardian, El País, New York Times, Le Monde e Der Spiegel).

FONTE: MSN

Tagged with:
 

Dilma mantém os três comandantes militares

Decisão é anunciada a cada um, em encontros sem a presença do ministro da Defesa; presidente promete escolher o futuro caça da FAB até junho

Em recado para a área militar, a presidente eleita, Dilma Rousseff, escanteou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, do processo de confirmação nos cargos dos atuais comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Dilma recebeu ontem, na Granja do Torto, separadamente, o general Enzo Peri, o almirante Júlio Soares de Moura Neto e o brigadeiro Juniti Saito, quando cobrou “lealdade” a ela, que é comandante-suprema das Forças Armadas. A presidente foi aconselhada e decidiu manter Jobim no Ministério por entender que a pasta está bem conduzida, em meio a um processo de consolidação da área da Defesa.

O encontro com os três comandantes, nos moldes que ocorreu, foi sugerido pelo ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, que teve muito contato com os militares durante a elaboração da Estratégia Nacional de Defesa. Dilma acatou, inclusive, a sugestão de que a conversa fosse separada e a sós, sem a presença de Jobim, a quem os comandantes estão subordinados, para que ela pudesse pedir a lealdade de conduta a ela e não ao ministro.

Jobim havia sugerido sua presença no encontro, mas não foi atendido. Foi avisado de que outra reunião entre ele, a presidente e os três comandantes seria marcada para breve.

Mantidos. Dilma, que já conhecia os três comandantes – com os quais debateu problemas de cada um em sua passagem pela Casa Civil -, manterá todos os três nos respectivos cargos. Em nenhum dos encontros se tratou de direitos humanos ou da criação da chamada “Comissão da Verdade” – mas com todos os três foi debatida a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro. Ela assegurou que a presença das tropas no Estado será uma coisa episódica, como prevê a legislação, e não por tempo indeterminado, como desejava o governador Sérgio Cabral. Avisou, ainda, que não haverá participação das Forças Armadas em novas ações nos morros do Rio.

No encontro com o almirante Moura Neto, da Marinha, Dilma falou de sua preocupação com a proteção ao pré-sal e defendeu o projeto do submarino nuclear. Para a Aeronáutica, prometeu que até no final do primeiro semestre definirá o processo de compra dos caças. Justificou que precisa estudá-lo mais detidamente para se convencer da opção. Ontem mesmo, em entrevista, o ministro Jobim avisou que não será aberto um novo processo de seleção dos caças, mas que a presidente apenas precisa de um tempo para analisar e discutir o assunto.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 21/12/2010

 

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, receberam nesta segunda-feira (20), às 14h30, na Base Aérea de Brasília, os três primeiros helicópteros de transporte EC-725 da Eurocopter (Projeto H-X BR). O pacote prevê 50 unidades que foram adquiridas pelo governo brasileiro, sendo 16 para cada uma das Forças Armadas e dois para transporte de autoridades. O cronograma prevê a entrega das últimas unidades em 2016.

A construção dos equipamentos será feita pela fábrica da Helibrás, subsidiária da Eurocopter, instalada em Itajubá (MG). O projeto é uma das consequências da parceria estratégica assinada em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil e da França, Nicolas Sarkozy. O programa prevê transferência de tecnologia e aumento progressivo de conteúdo nacional, com benefício a diversas empresas brasileiras que se tornarão fornecedoras.

É também uma das primeiras consequências da Estratégia Nacional de Defesa. A partir do momento em que as discussões internas da Estratégia apontavam para a necessidade de aumento da capacitação nacional em defesa, e de coordenação do Ministério nos projetos estratégicos das Forças Armadas, as providências nesse sentido passaram a ser tomadas, antes mesmo da publicação do decreto da END, que ocorreu em dezembro de 2008, mesma época dos contratos.

Pelo acordo assinado com os franceses, a fábrica brasileira terá exclusividade de venda dos helicópteros na América do Sul e na África.

Esse projeto custará € 1,847 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões), dos quais € 1,764 bilhão (cerca de R$ 4,9 bilhões) serão financiados pelos franceses, em nove anos, e € 83 milhões (R$ 232 milhões) serão desembolsados diretamente pelo Tesouro. A União foi autorizada, em setembro de 2009 pelo Senado, a obter o empréstimo externo.

Na cerimônia desta segunda, cada Força recebeu um helicóptero, com a configuração definida de acordo com as suas necessidades específicas, e poderá trazer variações de equipamentos. Dois EC-725 serão de uso da Presidência da República e serão operados pelo Grupo de Transporte Especial (GTE).

O modelo EC-725 é a versão mais recente do Super Puma/Cougar. Pode transportar dois tripulantes e até 29 soldados totalmente equipados. Pode carregar também uma carga de combustível de 2.268 kg, o que garante um tempo de voo de até cinco horas. A Helibras, única fabricante brasileira de helicópteros, é associada ao Grupo Eurocopter, controlado pela EADS – European Aeronautic Defence and Space Company.

Desde o início de outubro deste ano foi instaurado o Grupo de Acompanhamento e Controle (GAC), dentro da Helibras, em Itajubá. O grupo é responsável por representar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica em todos os assuntos referentes às novas aeronaves EC-725.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social (Ascom) Ministério da Defesa / FOTOS: Agência Brasil

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

Valor é a soma dos planos estratégicos de Exército, Força Aérea e Marinha para as duas próximas décadas; porcentagem sobre o pré-sal é alternativa para obter recursos

Marcelo Cabral

O Brasil terá que gastar pelo menos R$ 350 bilhões ao longo dos próximos 20 anos para modernizar suas Forças Armadas. Esse é o valor estipulado pela soma feita pelo BRASIL ECONÔMICO dos planos de reequipamento de Exército, Marinha e Aeronáutica até 2030 para superar o panorama de sucateamento que afeta boa parte do segmento militar do país hoje.

A maior fatia desse bolo (43%) deve ficar com o Exército. A Estratégia Braço Forte – documento que planeja o futuro da força terrestre — prevê R$ 149 bilhões de investimento a longo prazo. Na seqüência, vem a Força Aérea (37%), comos R$ 131 bilhões que constam do Plano Militar Estratégico da Aeronáutica (Pemaer) até 2030. Já os meios navais devem ficar com 20% das inversões, com os cerca de R$ 70 bilhões que constam no Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM) para o mesmo período.

Suaves prestações

Embora o número de R$ 350 bilhões assuste, ele seria amortizado ao longo de duas décadas, o que deixaria uma demanda anual média em torno de R$ 17,5 bilhões. Um valor bastante inferior ao orçamento anual atual do Ministério da Defesa, na casa de R$ 60 bilhões. O grande problema é que, tradicionalmente, a maior parte da verba ministerial acaba contingenciada pelo próprio governo. O que sobra é quase todo utilizado no pagamento de salários, benefícios e gastos de custeio. “Muitos dos recursos da Defesa também acabam indo para projetos como recapeamento de estradas e serviços sociais, como hospitais e escolas mantidas pelos militares na Amazônia”, diz Geraldo Cavagnari Filho,
pesquisador da Unicamp.

Fonte de renda

Assim, qual é a saída? A alternativa defendida pelo Ministério da Defesa é seguir o modelo do Chile, que criou uma porcentagem fixa sobre as vendas de cobre — principal produto de exportação do país—para financiar seus militares e hoje possui as Forças Armadas mais modernas da América Latina.

No caso do Brasil, em vez do metal, a taxa seria cobrada sobre o petróleo extraído do pré-sal. O problema é que, além de enfrentar resistência da Petrobras, a proposta também é vista como problemática por analistas.

“Contar com o pré-sal é algo complicado. Há dúvidas sobre a quantidade de petróleo e a viabilidade da exploração”, diz Renato Vaz Garcia, professor da Veris Faculdade. “É um dinheiro com que eles podem estar contando sem ter certeza da fonte”.

O que fica claro é que, com ou sem vinculação ao pré-sal, o governo terá que abrir mais as torneiras financeiras para os militares caso queira efetivamente modernizar as Forças Armadas. “Trata-se de uma realidade e não de um luxo. Se até o rádio-relógio torna-se obsoleto em seis meses, imagine a tecnologia militar”, afirma José Gregori, ex-ministro da Justiça e atual secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo. “O reequipamento é um imperativo, como forma de garantir a soberania e o regime democrático”.

É uma discussão que toma impulso justamente no momento em que o novo governo planejam um ajuste fiscal, com um corte voltado para os gastos de custeio. E, conforme lembra Garcia, mesmo após a compra de equipamento é necessário levar emc onta as despesas com manutenção, combustível e munição. “Tudo isso gera uma pressão enorme nas contas públicas a longo prazo”.

Por outro lado, Cavagnari afirma que, do ponto de vista econômico, faz muito sentido desenvolver a indústria de defesa, uma das que mais faturam no mundo. E diz que as compras de equipamento militar geram uma série de vantagens competitivas para o país no longo prazo com a incorporação de tecnologia estrangeira pela indústria nacional, como aconteceu com a Embraer.

“Dinheiro existe. A questão é saber se o governo vai ou não considerar a defesa uma questão prioritária nos próximos anos”, afirma Cavagnari. O Ministério da Defesa foi procurado, mas não retornou até o fechamento desta edição.

O preço da Defesa

Veja quais devem ser os principais investimentos das Forças Armadas até 2030 Fontes: Forças Armadas e portal Contas Abertas Aquisições

Compra de aviões deve ser o principal investimento militar

Em termos de projetos, o maior valor previsto pelas Forças Armadas é para a compra de novos caças, a arrastada concorrência F-X2, iniciada em 1996. O anúncio do vencedor já deveria ter saído há dois anos, mas voltou a ter seu desfecho novamente em dúvida com o início do governo Dilma.

O segundo maior investimento deve ser feito pelo Exército, com a mudança de sede de várias unidades e a transformação da maior parte da infantaria em unidades mecanizadas. O terceiro programa consiste nos novos navios para a Marinha. O destaque são os submarinos nucleares, programa considerado
altamente prioritário dentro do almirantado. No dizer de um oficial do Ministério, o submarino nuclear nacional será “a máquina mais sofisticada já construída no país em mais de 500 anos”.

Análise

Brasil ainda investe menos em Defesa do que os demais países do Bric
Embora em linha crescente nos últimos anos, o investimento militar brasileiro ainda é muito inferior ao de China, Rússia e Índia, os demais países emergentes que compõem o grupo de nações conhecido como Bric. Enquanto os militares brasileiros contam com um orçamento de cerca de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), tanto China quanto Rússia investem mais do que o dobro desse percentual (4,3% e 3,9%, respectivamente). No caso dos indianos, esse número é de 2,5%.

Se em valores relativos a comparação é desfavorável, em valores absolutos a situação brasileira não é melhor. Enquanto o país fala em R$ 350 bilhões ao longo de 20 anos, a Rússia anunciou na semana passada um pacote de investimento militar de 20 trilhões de rublos para os próximos dez anos — o equivalente a R$ 1,1 trilhão, ou um valor anual médio seis vezes superior ao previsto pelo Brasil.
“Estamos alocando fundos muito significativos para o programa de rearmamento. Eu até estou assustado de pronunciar esta quantia: 20 trilhões de rublos”, afirmou na ocasião o premiê russo Vladimir Putin.

Os EUA são o país que mais gasta com armas. O orçamento anual do Departamento de Defesa americano está em torno de US$ 700 bilhões, mais do que a soma das despesas militares anuais da Europa e da China. Afinal, por que gastar tais valores em armamento? “Investir em defesa se tornou fundamental com o novo status geopolítico que o Brasil passou a ocupar”, pondera o pesquisador Geraldo Cavagnari. “Crescemos muito do ponto de vista econômico e político nos últimos anos, mas o lado militar não acompanhou.

E países sem poderio militar não tem voz ativa no cenário mundial”, completa. Ele cita como exemplo a participação russa e chinesa no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto a inclusão da Índia já recebeu apoio dos EUA. A conquista do assento no Conselho é um dos principais objetivos da política externa brasileira, até agora não atingido. Nem todos, porém, compartilham dessa visão. “Não acho que o poderio militar seja uma questão fundamental para que o país possa crescer internacionalmente. É uma questão de prioridade. E a sinalização dada pelo governo brasileiros nos últimos anos é que a prioridade é crescer de dentro para fora”, diz Renato Vaz Garcia, da Veris. “Além disso, existem países que gastam uma fortuna em defesa e que são um desastre em outras áreas”.

No entanto, Cavagnari afirma ainda que o gasto em armas é importante até para conquistar a paz. “Ao contrário do que poderia parecer quanto mais gasto militar menor a chance de você entrar em guerra. Forças Armadas fortes são a melhor forma de dissuasão”, pondera. M.C.

Polícias brasileiras precisam de reformas e novos investimentos

Exército no morro encobre crise nas instituições que deveriam fazer a segurança pública

Dubes Sônego

O uso das Forças Armadas no combate ao crime no Rio de Janeiro e, eventualmente, em outras regiões do país, como quer o governo, é visto por especialistas como solução paliativa aceitável para lidar com a violência urbana em momentos críticos. Por um espaço de tempo curto, avaliam, a medida pode trazer benefícios, mas precisa ser acompanhada de outras ações sociais por parte do estado.

Porém, encobre um problema maior: a profunda crise institucional das polícias civil e militar, que deveriam dar conta do problema e precisam de reformas urgentes.

“Tem que mudar agora”, afirma Clóvis Brigagão, cientista político que dirige o Centro de Estudos das América na Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. “As Forças Armadas não são preparadas para atuar no campo interno de uma sociedade democrática”. Para Brigagão, em vez de mandar o Exército subir o morro, o governo deveria criar uma força nacional de segurança pública, desenhada especificamente para operações do tipo. E concentrar as Forças Armadas nas fronteiras, que define como “um verdadeiro queijo suíço”, por onde entram armas e drogas que abastecem o crime organizado nos grandes centros. Desde a década de 1980, continua o acadêmico, a única iniciativa que mudou o paradigma de combater o crime subindo o morro de forma truculenta foi a do governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, com as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). De modo geral, diz, as polícias seguemas linhas da atuação anteriores, que são ineficiente para solução dos atuais problemas
de segurança pública.

Geraldo Cavagnari, coronel da reserva e membro do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, diz que a sociedade precisa ter em mente que o Exército, em determinadas situações, “não faz prisioneiros. Mata”. “Essa é a natureza dele”, diz. Para o ex-militar, outro problema do uso freqüente do Exército para impor a ordem é a desmoralização ainda maior da polícia, que deveria cumprir tal papel, mas não dá conta da tarefa porque está, em muitos casos, infiltrada pela corrupção e comprometida com o crime.

Além disso, para Salvador Raza, diretor da Centro de Tecnologias, Relações Internacionais e Segurança (Cetris), o problema é que as polícias brasileiras perderam a capacidade de acompanhar o ritmo das mudanças no ambiente do crime. Seu ciclo de reação é mais lento que o ciclo de decisão dos bandidos, um problema que se soma “a um legado de indiferença” com a polícia, que se manifesta em salários baixos, treinamento deficiente e falta de equipamentos adequados. Para ele, a solução passa pela valorização salarial da categoria, como se discute atualmente no governo. Mas também depende de mais treinamento, investimentos em novos equipamentos e o do estabelecimento de novos e modernos protocolos de operação, baseados em conceitos mais atuais, como o do C4, de comando, controle, comunicação e computação (TI). “Se a polícia tivesse esses recursos, daria conta. Não seria necessário acionar o Exército”, diz.

Controle de fronteiras demanda inteligência e polícias integradas

Para especialistas em segurança, repressão ao tráfico de armas e drogas depende de dados mais confiáveis Jornal da Praça

Dubes Sônego e Fabiana Parajara

Para a maioria dos especialistas em segurança pública, o efetivo controle de entrada de armas e drogas no país seria suficiente para reduzir os índices de criminalidade. Mas, os mesmos estudiosos avisam que apenas o aparelhamento das Forças Armadas e da Polícia Federal não é suficiente para melhorar a situação. “É ilusão achar que podemos colocar os soldados todos de mãos dadas para controlar cada metro de fronteira nacional”, afirma a socióloga Julita Lemgruber, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. “Diante da extensão territorial do Brasil, a única solução seria criar um sistema de inteligência eficaz, capaz de integrar ações com a Polícia Federal e das polícias estaduais”.

O professor Expedito Carlos Stephani Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, concorda. “Não adianta equipamento sem uma estratégia clara e integrada deação”, afirma. No entanto, ele demonstra preocupação coma forma de distribuição dos recursos atuais.

“Os contingentes estão bastante concentrados no Sul e no Norte, mas o Centro-Oeste e o Sudeste estão desfalcados”, diz. “Omotor econômico do país, que é São Paulo, conta com uma pequena frota de blindados, com mais de 30 anos de uso. Se houver qualquer problema na região, o reforço de tanques chegará comdias de atraso”.

Contaminação

Outra preocupação do especialista é o tempo que Exército e Marinha permanecerão no Rio de Janeiro, como parte da estratégia local de segurança pública. “Pode haver uma contaminação das Forças Armadas pela corrupção, como ocorreu com a polícia”, diz o pesquisador. “Há ainda a questão das perdas. A maioria dos soldados que estão nos morros é moradora da região e está sujeita à represália. Os traficantes foram para outras comunidades, e várias delas ainda não pacificadas, como a Maré e a Rocinha”, diz Bastos.

Na avaliação de Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologias, Relações Internacionais e Segurança (Cetris), o risco de contaminação existe, e pode ser minimizado com mecanismos fortes de justiça para coibir abusos.
Mais importante, para aumentar a eficácia das Forças Armadas, seria o aprofundamento das reformas em andamento, com ênfase na formação dos quadros militares. “Precisamos de Forças Armadas que se pensem de forma diferente. Elas deveriam ser maiores em capacidade de ação, não em
efetivo”.

Uma das questões que Raza considera relevantes nessa discussão é a própria estrutura das Forças Armadas. Ciente do potencial de gerar polêmica da ideia, ele afirma que, em vez três forças, o Brasil deveria discutir a possibilidade de ter cinco. A Marinha, por exemplo, atua hoje como guarda costeira e marinha de guerra. Separada em forças diferentes, poderia trabalhar focada e cumprir os dois papéis de forma mais eficiente. De forma semelhante, o Exército treina efetivos de forma similar para a vigilância de fronteiras e a reação a ataques externos, tarefas que exigem competências diferentes. Para Raza, essas unidades também deveriam ser separadas.

Violência na caserna

Foi divulgado nesta semana um novo caso polêmico de violência nas Forças Armadas. Um vídeo mostra cadetes da Aeronáutica, no Pará, sendo agredidos em treinamento. Em 2008, outros episódios mancharam a imagem da corporação. Durante a ocupação do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, três jovens foram encontrados mortos em um lixão. Descobriu-se que um tenente mandou entregá-los a traficantes de uma facção rival, no Morro da Mineira, que os executou. No mesmo ano, houve o caso da prisão de um sargento homossexual e a morte de um cadete durante exercícios militares. Ainda assim, as Forças Armadas são avaliadas como uma das instituições mais confiáveis do país, com 69% de aprovação, segundo pesquisa do Ibope. D.S.

FONTE: Brasil Econômico / Via Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa

 

Os BRICs e o poder militar

Por Josué Souto Maior Mussalém

O Brasil é o primeiro país da sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e também o mais jovem. Conta 510 anos de idade, enquanto os outros são muito mais antigos, sendo que a China e a Índia têm história milenar. A Rússia, a China e a Índia são potências nucleares e possuem Exércitos gigantescos tanto em efetivos como em armas pesadas. A Rússia se enfraqueceu depois do desmoronamento do Estado soviético, mas ainda se conserva como potência militar e investe bastante em tecnologia bélica, sendo um grande exportador de armamentos. A China está investindo pesadamente em tecnologia militar visando manter uma hegemonia geopolítica na Ásia Pacífico, vis a vis o industrializado e antigo inimigo o Japão.

A Rússia se afastou de vez da Guerra Fria ao aceitar a proposta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de estabelecer em c onjunto com os EUA um sistema de defesa anti-mísseis, fato esse recente por ocasião da gigantesca conferência de cúpula da Otan em Lisboa no fim de novembro deste ano. Tive a oportunidade de estar em Lisboa e acompanhar de perto várias etapas daquela conferência considerada histórica pelo significado do fim da Guerra Fria e por essa parceria militar entre Rússia e a aliança atlântica contra mísseis vindos provavelmente de fora do território europeu…

A Índia quer manter sua influência na área do Oceano Índico e garantir sua hegemonia naval em rotas de petróleo vindas do Oriente Médio. Aliás, dois programas de construção naval são considerados os mais ambiciosos do mundo. O primeiro é da Índia e o segundo do Brasil, ambos por conta de reservas petrolíferas, sendo que a Índia é um grande importador de óleo bruto, enquanto o Brasil deverá se transformar em grande produtor se as reservas do pré-sal forem efetivamente confirmadas. A Índi a precisa garantir fluxo externo de petróleo. O Brasil precisa garantir sua soberania marítima de produção petrolífera…

Nosso País tem extensa fronteira marítima, como também extensa fronteira terrestre. Além disso, o Brasil tem um gigantesco patrimônio ambiental representado por florestas e reservas de água doce consideradas as maiores do mundo, sendo também uma potência mineral de primeira grandeza o que o torna um dos líderes mundiais no futuro de duas décadas em termos de economia.

Mas como anda hoje o nosso poderio militar? Do ponto de vista qualitativo nossas Forças Armadas são as melhores da América Latina superando de longe as potências mais próximas deste continente como a Argentina e o México. Também do ponto de vista quantitativo nossas Forças Armadas são superiores a todos os países latino-americanos, incluindo Cuba, que no passado foi grande “exportadora” de terroristas de esquerda e hoje está à míngua, num a situação constrangedora para alguns intelectuais que defendem a dinastia castrista. Setenta por cento das forças blindadas cubanas estão sucateadas e enferrujadas e o salário dos oficiais cubanos são ao nível da pobreza absoluta o que atinge o moral daqueles militares…

O Brasil sofreu uma redução no investimento militar no governo FHC. O governo Lula recuperou parte desse investimento, mas em nível insuficiente. De qualquer forma estão se modernizando as forças blindadas do Exército, renovando os meios flutuantes da Marinha, inclusive com a construção de novos submarinos de tecnologia francesa, e se espera que a FAB consiga resolver a questão dos caças supersônicos no curto prazo…

Um fato interessante: dos BRICs, dois são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia e China), enquanto a Índia já obteve apoio formal dos Estados Unidos para fazer parte daquele colegiado mundial.

Um sinal para o Brasil : se quiser ser membro permanente daquele conselho, deve fortalecer suas Forças Armadas, mantendo-as ao nível do “estado da arte” em tecnologia militar e na ampliação e qualificação do pessoal, garantindo qualidade e profissionalismo desse sensível segmento da vida nacional.

PS: Josué Souto Maior Mussalém é economista.

FONTE: Jornal do Commercio / COLABOROU:

Tagged with:
 

Brasil 2022

Pensar estrategicamente o futuro do País, fixando metas para o ano de 2022, quando o Brasil comemora o bicentenário de sua independência. Essa foi a encomenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, quando este assumiu o cargo, em outubro de 2009.

A elaboração do Plano Brasil 2022 envolveu grupos de trabalho formados por técnicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), representantes de todos os Ministérios, da Casa Civil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os Grupos de Trabalho, a partir dos planos e programas de cada Ministério, elaboraram textos preparatórios, um para cada Ministério agrupados nos setores Economia, Sociedade, Infraestrutura e Estado. Cada texto tem a seguinte estrutura:

  • importância estratégica da área;
  • principais avanços recentes;
  • metas e ações.

Foram recebidas numerosas sugestões, comentários e críticas relativos aos textos em um processo já encerrado de consulta.

São 104 páginas. Conheça todo o plano.

Na área de Defesa, as metas são:

  • garantir o monitoramento integral das fronteiras terrestres e das águas jurisdicionais
  • lançar ao mar o submarino a propulsão nuclear
  • lançar o primeiro veículo lançador de satélites (VLS) construído no Brasil

LEIA TAMBÉM:

Bloco não é capaz de impor limite de gastos a seus membros

Os países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) devem compartilhar e tornar públicos seus gastos militares, pela primeira vez, a partir de março de 2011.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, que deixou ontem o cargo de presidente do conselho de defesa do bloco, para entregá-lo a um representante da Guiana.

“O fundamental é começar a demonstrar a vontade dos países de compartilhar a informação e ajustar seus gastos de defesa”, disse.

Mas, segundo ele, o bloco ainda não tem poder para impor limites de gastos com defesa para os membros.

Segundo o acordo costurado pelo Conselho de Defesa da Unasul, a divulgação será feita em conjunto, segundo metodologia criada pelos países-membros.

O Brasil divulga gastos militares hoje de forma parcial. Detalhes sobre armamentos estratégicos são considerados sigilosos.

Contudo, Ponce advertiu que os países não deverão analisar os dados sob perspectiva de conflito, para não dar início a uma corrida armamentista.

Hoje, a Colômbia é o país sul-americano que investe a maior porcentagem de seu PIB em armamentos. Segundo dados de 2008 do instituto de pesquisa sueco Sipri, o percentual é de 3,7% (cerca de US$ 6 bilhões).

Os gastos brasileiros representam 1,5% do PIB, mas nominalmente são mais altos que os da Colômbia (US$ 23 bilhões).

FONTE: Folha de São Paulo

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Poder de Fogo Global

“Se a história tem mostrado ao observador uma coisa, é que a guerra acompanha o homem como uma sombra. Segundo a história documentada, nosso planeta só teve 300 anos de paz conhecida em nosso planeta – deixando milhares de anos abertos a conflitos de diferentes graus.

As fontes de conflitos – sejam religiosas, étnicas, territoriais ou não – entre dois ou mais grupos em nosso planeta têm sido uma base consistente por milhares de anos.”

O texto acima abre o site GlobalFirePower.com, que lista o poder de cada país no mundo, com base na economia, população, forças armadas etc. O site permite a comparação entre as capacidades de dois países selecionados pelo leitor.

O Brasil encontra-se em oitavo lugar na lista de Poder de Fogo Global.

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 
Página 6 de 22« Primeira...45678...20...Última »