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vinheta-clipping-forte1O Secretário-Geral da ONU pediu ao Conselho de Segurança que autorize o envio de uma Brigada de Intervenção para fazer frente às ameaças à paz e segurança na República Democrática do Congo, RD Congo.

Num informe ao órgão, apresentado terça-feira, Ban Ki-moon disse que a força deve integrar a Missão da ONU no país, Monusco.

A proposta prevê que a brigada tenha a capacidade de realizar “com ou sem o exército congolês”, operações ofensivas contra grupos armados que ameaçam a paz no leste  do país.

A ONU refere que a região está propensa a ciclos de violência e ao sofrimento humanitário. A força deve atuar por um período inicial de um ano.

O Secretário-Geral disse que a proposta foi submetida ao Conselho após uma solicitação feita inicialmente pelos atores regionais. O objetivo é abordar as ameaças iminentes à estabilidade, “com uma resposta mais adequada para o ambiente de conflito” ativo há vários anos.

Ban disse que a tarefa da Brigada de Intervenção será a de conter o aumento de grupos armados congoleses e estrangeiros, através da sua neutralização e desarmamento.

O secretário-geral da ONU disse que a criação da força visa apoiar os objetivos políticos do Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RD Congo e para a região dos Grandes Lagos. Em Fevereiro, um acordo para o efeito foi assinado na capital etíope, Addis Abeba.

O Secretário-Geral destacou que organização será uma espécie de avalista do pacto, juntamente com a União Africana, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc, e a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

Ban Ki-Moon disse ainda que as partes entendem  que a “assinatura do quadro é um princípio e não um fim”,  e anunciou para breve a nomeação de um enviado especial para apoiar a sua implementação com os envolvidos.

Estima-se que um milhão de pessoas foram deslocadas da província de Kivu Norte, na sequência de confrontos entre rebeldes do grupo M23 e o exército congolês ocorridos no ano passado.

O número elevou o total de deslocados internos no leste da RD Congo para 2,6 milhões, defendem as Nações Unidas.

FONTE: Resenha do Exército

valerie_internapequena2vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu nesta ontem a subsecretária-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Durante o encontro, de aproximadamente 30 minutos, as autoridades examinaram as principais crises humanitárias em curso no mundo – em particular, no Oriente Médio e na África – e a importância do treinamento adequado, inclusive em matéria humanitária, dos militares designados para missões internacionais de paz da ONU.

Valerie Amos citou a valiosa experiência brasileira no Haiti, onde o país exerce o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti – Minustah, como exemplo positivo de lições que as Forças Armadas brasileiras podem a compartilhar com a comunidade internacional.

Celso Amorim expressou disposição em estender sua cooperação com a ONU, não só com experiência, mas também com a preparação de militares. Citou, em particular, a disponibilidade do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB, no Rio de Janeiro, em receber militares de terceiros países designados para missões de paz. “Sem dúvida, nossas experiências no Haiti podem ser transmitidas”, disse o ministro.

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários dirigido por Valerie Amos faz parte da Secretaria-Geral da ONU e é responsável por reunir todos os atores humanitários para garantir uma resposta coerente em emergências. Segundo informações do órgão, o Escritório garante a estrutura em que cada ator possa contribuir para o esforço global de resposta humanitária.

Sua missão é mobilizar e coordenar eficazmente a ação humanitária em parceria com atores nacionais e internacionais, para aliviar o sofrimento humano em desastres e emergências; defender os direitos das pessoas em necessidade; promover a prevenção de desastres e soluções sustentáveis aos mesmos.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1Dois blindados da Marinha brasileira avançam durante a noite pelas tortuosas e escuras ruas de Porto Príncipe com 14 fuzileiros fortemente armados; não há disparos e a aparente tranquilidade mostra a frágil paz vivida pelo Haiti quase uma década após a chegada da ONU, em 2004.

Os blindados Piranha abrem as portas e os soldados percorrem já sem o armamento pesado e à pé as ruas de uma favela e as passagens, como um labirinto, de um acampamento de desabrigados pelo terremoto de 2010, composto por centenas de barracas rudimentares construídas com pedaços de paus e sacos.

O silêncio de noite é interrompido pela tosse de um menino — o cheiro de fezes e de urina toma conta do local. Uma moto aparece em uma esquina, um grupo de homens na outra, a patrulha os cumprimenta, comprova que não há nenhum problema, continua.

Patrulhas como esta são rotina em um país dividido em setores entre as tropas que integram os capacetes azuis da ONU, boa parte delas sul-americanas.

Assim como ocorreu no conjunto de favelas do Caju e na Barreira do Vasco, favelas no Rio de Janeiro conquistadas neste último fim de semana sem que um só disparo fosse feito, o efeito dissuasivo da presença armada massiva é grande. Isso permite uma aproximação maior dos capacetes azuis que levam água potável, médicos e até animadas sessões de cinema às comunidades mais pobres.

A situação não era essa quando as tropas da ONU chegaram, em 2004, devido ao conflito desencadeado após a saída do ex-presidente Jean Bertrand Aristide.

— Muitos destes bairros foram sendo conquistados em confrontos a tiros, rua a rua — explica o comandante do contingente brasileiro, o de maior presença no Haiti, coronel Rogério Rozas.

Mas a dramática pobreza é uma porta aberta à violência, denuncia Leonard Gregory, um líder comunitário de Bel Air, o coração político da capital do Haiti, com grande incidência de violência.

— Se tivermos segurança, poderemos solucionar o resto dos problemas .

No Haiti, três em cada quatro dos dez milhões de habitantes são pobres, o acesso à água, à eletricidade ou inclusive à moradia em condições é muito deficitário e 350 mil pessoas ainda vivem em acampamentos miseráveis desde o terremoto que em 2010 matou 220 mil pessoas.

O país avança em direção a uma transição que levará a ainda precária Polícia Nacional a assumir a segurança.

— Um aspecto primordial do mandato da ONU é reestruturar a polícia. Uma polícia eficiente e capaz em todo o país é uma condição para que a missão da ONU termine seu mandato no que diz respeito à segurança— afirma o comandante da força militar da ONU no Haiti, o general brasileiro Fernando Rodrigues Goulart.

O governo acaba de lançar um plano para elevar de 10 para 15 mil os efetivos de sua polícia até 2016. Esta polícia já acompanha as patrulhas e assume parte da responsabilidade na segurança.

— Existe uma falta de confiança entre as comunidades e a polícia — conta Daniel Delva, haitiano que coordena programas de pacificação de favelas da ONG brasileira Viva Rio no Haiti — É um momento difícil, notamos que a delinquência, que com a entrada das tropas da ONU diminuiu, agora volta a aumentar. O terremoto desorganizou tudo, milhares de presos escaparam das prisões, o desemprego é gigante, não há programas para os jovens que deem alternativas à delinquência.

A Viva Rio, no Haiti desde 2004, acaba de lançar com as autoridades locais, a polícia e a ONU um programa para aproximar a polícia e as comunidades, como já faz nas favelas do Rio de Janeiro, dominadas durante décadas pelo tráfico e onde uma solução foi criar polícias comunitárias, com ações culturais e sociais incluídas, porque “para o desenvolvimento social é preciso ter paz e para a paz é preciso ter desenvolvimento social”, segundo o ex-comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e coordenador da ONG, Ubiratan Angelo.

—Aplicamos a mesma aproximação que no Rio, porque é uma realidade parecida, embora aqui o motivo da vigilância não seja o tráfico, mas sim (um problema) econômico, social e político — esclarece Delva.

A violência doméstica e contra a mulher é grave, e também cresce o temor de que a convocação de eleições locais neste ano eleve os ânimos políticos.

Em 2012, voltou a crescer um problema de antigos membros do Exército dissolvido por Aristide, que, com a promessa do governo de reativar as Forças Armadas, voltaram a sair às ruas com suas velhas armas para recuperar sua força, explica Goulart. A ação da ONU e as negociações com o governo acabaram com esta situação, assegura.

Após quase uma década no país, a missão da ONU começou a reduzir seus efetivos militares (atualmente 6,7 mil) aos níveis de antes do terremoto, mas não tem data para sair.

FONTE: Zero Hora via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, expressou apoio nesta quinta-feira, 31, à ideia de enviar forças de paz da ONU ao Mali, alegando que a França poderia participar em um plano desse tipo.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas começará a discutir a possibilidade de destacar tropas da ONU ao país africano, disseram enviados sobre uma ideia que anteriormente causou desconforto depois da recente intervenção militar da França no país.

As forças francesas tomaram controle na quarta-feira do aeroporto de Kidal, a última cidade dominada por rebeldes ligados à Al-Qaeda, e planejam transferir logo o controle a uma força de países africanos, cuja tarefa será dispersar insurgentes de seus redutos.

Enviados da ONU têm dito que o envio de uma força de paz ofereceria vantagens claras sobre uma força liderada por nações africanas, uma vez que seria mais fácil monitorar o respeito a direitos humanos e a ONU poderia escolher a nacionalidade dos contingentes a serem usados na força.

A França já destacou cerca de 4.500 soldados para a ofensiva que dura três semanas, destinada a combater o controle de islamistas em cidades no norte do Mali, que dura dez meses.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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O Conselho de Segurança da ONU se reuniu ontem (10) em regime de urgência em Nova York para avaliar a situação do Mali que enfrenta um recrudescimento da ofensiva dos radicais islâmicos que há nove meses ocupam o norte do país. O órgão recomendou o envio urgente de uma força internacional para ajudar o Exército malinês diante da “grave deterioração da situação” no país. As Nações Unidas solicitaram ainda que os países-membros “ajudem as forças de segurança do Mali a reduzirem a ameaça que representam as organizações terroristas”.

“O Conselho de Segurança enviou uma mensagem para tentar convencer os terroristas a não avançarem para o sul. Caso a ofensiva continue, o órgão poderá se reunir novamente para reagir de maneira mais firme. Em relação às decisões da França, elas serão anunciadas pelas autoridades francesas”, disse o embaixador da França na ONU Gerard Araud.

Além de recorrer à ONU, o presidente do Mali, Dioncounda Traoré, pediu, especialmente, ajuda à França. Em entrevista à televisão francesa  LCI, Kader Arif, ministro responsável pelos ex-combatentes, afirmou que as tropas francesas não vão tomar uma decisão  precipitada.
“Realmente há uma urgência. Acredito que haja um grande risco para a unidade territorial do Mali, mas, ao mesmo tempo, a precipitação não serviria para nada”, declarou. Segundo o ministro, é preciso que as decisões sejam tomadas em nível internacional.

Segundo testemunhas no Mali, militares e aviões estrangeiros já desembarcaram na região de Sévaré , na região central do Mali. Nenhum comunicado oficial, porém, citou a presença desse efetivo em uma região próxima de Konna, a 600 km da capital Bamako, área controlada pelos radicais islâmicos.

O Conselho de Segurança da ONU ainda não determinou a data para um eventual envio de tropas estrangeiras e o tipo de intervenção. De acordo com o FDR, movimento político malinês contra o golpe de Estado de março do ano passado, até o momento a única certeza é que as forças internacionais estariam sob o comando da Cedeao (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental ) e da União Africana.

FONTE: Rádio França Internacional (adaptação do Forças Terrestres)

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O Conselho de Segurança da ONU autorizou nesta quinta-feira uma ação militar para tirar o norte do Mali do controle de extremistas vinculados à rede Al-Qaeda, mas reivindicou que primeiramente haja progresso na reconciliação política, nas eleições e no treinamento de soldados e policiais africanos.

Uma resolução adotada de forma unânime pelo órgão mais poderoso das Nações Unidas argumentou que é necessário existir um plano com duas abordagens, política e militar, para reunificar o país, que está em tumulto desde um golpe de Estado em março .

O Conselho de Segurança autorizou uma força liderada pelo continente africano para apoiar as autoridades do Mali em recuperar o norte – uma área do tamanho do Texas -, mas não estabeleceu nenhum prazo para a ação militar. Em vez disso, impôs tarefas que devem ser cumpridas antes do início das operações ofensivas, começando com o progresso em um cronograma político para restaurar a ordem constitucional.

A resolução também enfatiza que um planejamento militar adicional é necessário antes de a força liderada pelos africanos ser enviada para o norte e pede que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “confirme com antecedência a satisfação do conselho com a operação militar ofensiva planejada”.

O chefe das forças de paz da ONU, Herve Ladsous, disse recentemente não esperar que uma operação militar comece antes de setembro ou outubro do próximo ano.

O Mali mergulhou em confusão depois que o golpe de março criou um vácuo de segurança. Isso permitiu que os tuaregues seculares, que por muito tempo se sentiam marginalizados pelo governo do país, transformassem metade do norte como sua terra natal . Mas, meses depois, os rebeldes foram expulsos por grupos islâmicos alinhados à Al-Qaeda, que agora impuseram a rígida lei da sharia (código islâmico) no norte.

Enquanto o conselho passou meses negociando qual ação tomar, o Ansar Dine (Defensores da Fé), grupo islâmico por trás de execuções públicas e amputações no norte do Mali, expandiu seu alcance. Os militantes, cujo território inclui Timbuktu , apedrejaram até a morte um casal acusado de adultério , cortaram as mãos de ladrões e recrutaram crianças com idades de 12 anos. Homens fortemente armados também atacaram bares que vendem álcool e proibiram homens e mulheres de socializarem nas ruas.

Em 13 de novembro, a União Africana pediu que o Conselho de Segurança endossasse uma intervenção militar para libertar o norte do Mali. O plano, acordado pelos líderes da África Ocidental conhecido com Ecowas , pediu que 3,3 mil soldados fossem enviados ao Mali por um período inicial de um ano.

A resolução da ONU autoriza uma Missão de Apoio Internacional Liderada pela África, a ser conhecida como Afisma, por um período inicial de um ano, mas não menciona seu tamanho. Ela dá boas-vindas a contribuições de soldados prometidas pela Ecowas e pede que os Estados-membros, incluindo da região vizinha de Sahel, contribuam com tropas para a missão. Diplomatas do conselho dizem que os soldados africanos mais bem treinados para conflitos no deserto são do Chade, da Mauritânia e do Níger.

FONTE: Associated Press via Portal iG

 

Durante três dias, integrantes da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados e representantes do Ministério da Defesa estiveram, em missão oficial, na capital haitiana. Com o objetivo de conhecer o trabalho realizado pelas tropas de paz no país caribenho, o grupo manteve reuniões com o primeiro ministro Laurent Lamothe e com parlamentares haitianos, e visitou as unidades militares.

Ao término do périplo, os parlamentares brasileiros admitiram a importância da participação militar do país. A presidente da Creden, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), disse que “há a necessidade de um pacto do povo haitiano em defesa da unidade e celeridade do processo de eleição limpa”.

Numa das reuniões ocorridas em Porto Príncipe, os deputados brasileiros foram informados que o fortalecimento do processo político e a autonomia da polícia nacional serão decisivos para que o Haiti possa dispensar a presença de organismos internacionais no país. Essa análise foi feita pelo Force Commander da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), general de brigada Fernando Rodrigues Goulart.

De acordo com Goulart, para a missão chegar ao seu final é necessária a consolidação das instituições democráticas. E uma das ações prioritárias é o processo contínuo de fortalecimento da Polícia Nacional do Haiti (PNH), por ser uma iniciativa voltada à segurança no país. Atualmente, a força policial recebe treinamento da Minustah e conta com 10 mil homens, mas precisa alcançar o efetivo de 15 mil policiais.

Contingente brasileiro

O Brasil também deve reduzir para 1,2 mil a sua tropa no Haiti até o final do primeiro semestre do ano que vem. De acordo com o comandante do 17º Contingente Brasileiro, coronel Rogério Rozas, para garantir um ambiente seguro e estável à reconstrução das instituições, o governo brasileiro mantém, no momento, o maior efetivo na missão. São 2.076 militares divididos em três unidades: o 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt 1); o 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt 2) e a Companhia de Engenharia de Força de Paz (Braengcoy).

O comandante, que assumiu o cargo no início da semana passada, disse aos parlamentares que “o grande desafio do grupo é manter os avanços, que são fruto do esforço de todos os militares das Forças Armadas brasileiras que já passaram pela missão”. A pacificação de áreas como Cité Soleil, região que viveu acentuados problemas de criminalidade, foi apontada por Rozas como uma das conquistas da Minustah, comandada pelo Brasil.

O efetivo é responsável pelo patrulhamento a pé e motorizado nas ruas de Porto Príncipe. Os dois batalhões realizam, em média, mais de 3 mil patrulhas por mês. Já a Companhia de Engenharia apoia atividades em obras de infraestrutura, asfaltamento das rodovias, reconstrução e assistência humanitária, tanto na área civil como militar.

Cooperação

O embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa, também esteve no encontro dos parlamentares com os comandantes militares. Ele salientou que a cooperação internacional é um dos pilares da presença brasileira no país caribenho, e que as parcerias são planejadas considerando sempre o apoio direto às comunidades.

De acordo com o embaixador, os principais projetos em andamento são nas áreas de saúde, agricultura e energia, sendo esta por meio da construção da Usina Hidrelétrica de Artibonite 4C, fruto de uma parceria entre os governos brasileiro e haitiano, realizado pela Companhia de Engenharia de Força de Paz.

Combate à fome

Ainda na viagem, deputados brasileiros receberam pedido para que o Brasil possa compartilhar experiências em programa de combate à fome e à pobreza com o Haiti. O apelo foi feito durante encontro dos parlamentares. A reunião ocorreu na sede do Parlamento haitiano.

O presidente do Senado e da Assembleia Nacional haitiana, Desras Simon Dieuseul, falou que o país precisa de apoio para promover a cidadania para garantia das necessidades básicas do cidadão haitiano. “O parlamento haitiano apela ao Brasil no sentido de compartilhar experiências de combate à fome e à pobreza”, reforçou.

Perpétua Almeida sugeriu a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre dois parlamentos na área legislativa, voltada para temas como agricultura, saúde, trabalho e mulheres.

Os senadores e deputados do Haiti foram unânimes ao falar da importância da participação brasileira na Minustah. Eles também relataram as dificuldades que retardam o desenvolvimento social e econômico do país, entre elas a falta de segurança alimentar e infraestrutura, agravada pelos últimos desastres como a seca e os furações Isaac e Sandy.

Força de paz

No encontro dos parlamentares brasileiros com o primeiro ministro do Haiti, Laurent Lamothe, na última etapa da visita oficial, foi apresentado pedido de apoio ao Congresso Nacional para que o Brasil continue a liderar a Minustah. Lamothe falou que o governo está aberto para construir um diálogo político para a promoção da estabilidade do país.

Mas, segundo o líder haitiano, até que seu país consiga um modelo de desenvolvimento durável é necessário contar com ajuda internacional. No momento em que a maioria dos países que integram a missão reduz os investimentos em função da crise econômica, Lamothe pediu ajuda ao Parlamento brasileiro.

“O Brasil exerce um papel preponderante. Conclamo o Parlamento a compreender a presença do comando brasileiro na Minustah”, enfatizou.

Para o vice-chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, general Celso José Tiago, o acompanhamento das atividades militares por representantes do Legislativo brasileiro permitirá um melhor entendimento das necessidades das Forças e um conhecimento real de que o apoio ao país caribenho é necessário. O general afirmou que o ministério não mediu esforços para a realização da missão por considerar imprescindível aprimorar o entendimento da realidade sobre o Haiti.

“Tenho certeza que os três parlamentares serão os principais disseminadores no Congresso Nacional da importância do trabalho que está sendo feito pela tropa brasileira,” concluiu.

FONTE: Ministério da Defesa

 

Dezenas de congoleses protestaram nesta quinta-feira, 6, em Goma contra o que qualificaram como “impotência” do exército diante do avanço de um grupo rebelde que tomou o controle da cidade há pouco mais de duas semanas.

Os moradores de Goma também criticaram a “passividade” dos mantenedores de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), que pouco fizeram para conter os rebeldes sob a alegação de que não podiam desrespeitar seu mandato.

Goma, uma cidade de aproximadamente 1 milhão de habitantes no leste da República Democrática do Congo, foi capturada em 20 de novembro por milicianos do grupo M23, formado por soldados desertores congoleses. Depois de dias de negociações e pressão internacional, os rebeldes deixaram Goma durante o último fim de semana. No entanto, os milicianos estão acampados a apenas três quilômetros da entrada da cidade.

“Nós denunciamos o fracasso dos ministros de interior, de defesa e do comando do exército. Queremos que renunciem. Uma equipe que não funciona deve ser mudada”, disse Luc Nkulula, um dos manifestantes.

Amanhã, uma delegação rebelde deverá viajar à vizinha Uganda para negociações formais com o governo do Congo.

As informações são da Associated Press

FONTE: Associated Press via O Estado de São Paulo

 

Santo Tomé (Argentina) – No dia 1º de novembro, o Exército Brasileiro cedeu uma Viatura Blindada de Transporte de Pessoal-Média sobre Rodas Guarani (VBTP-MR Guarani), pelo período de quarenta dias, para avaliação pelo Exército Argentino, que demonstrou interesse em adquirir catorze viaturas para mobiliar a Força de Paz “Cruz del Sur” .

O empréstimo do Guarani foi acompanhado pelo Adido do Exército Brasileiro na Argentina, Coronel Danilo Cezar Aguiar de Souza, e pelo Comandante do 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada, Coronel Francisco Wellington de Lima.

FONTE: Exército Brasileiro

 

Durante os próximos três dias, oficiais do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) estarão na Baía Blanca, a 700 quilômetros de Buenos Aires, para observar o exercício da brigada “Cruz Del Sur”.

Formada por militares da Argentina e do Chile, a força de paz decorre de um acordo estabelecido com as Nações Unidas (ONU) e tem por propósito atuar em missões em qualquer parte do mundo.

“Trata-se de um exercício que simula tudo aquilo que pode ocorrer em missões de paz”, disse o contra-almirante Jorge Armando Nery Soares, subchefe de Logística Operacional do Ministério da Defesa.

O almirante esteve em julho deste ano na Argentina para conhecer a brigada binacional. Ao retornar a Brasília, ele fez um relato sobre o que viu durante a visita ao país vizinho.

Agora, ele integrará a comitiva de observadores do Brasil no exercício militar, que inclui ainda o chefe e o vice-chefe de Preparo e Emprego do Ministério da Defesa, tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira e general-de-divisão Celso José Tiago, respectivamente.

Segundo o almirante Armando, o convite para que o governo brasileiro enviasse observadores representa o primeiro passo para estabelecer a entrada do Brasil como membro da força de paz.

O militar afirma que já foram feitos contatos nesse sentido e qualquer decisão sobre a participação brasileira na “Cruz Del Sur” caberá ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que submeterá a decisão ao crivo da presidenta Dilma Rousseff.

“Argentina e Chile formalizaram convênio com a ONU para o emprego dessa força de paz. Mas, ainda que o Brasil venha a participar dessa brigada, isso não descarta qualquer participação isolada nossa em outras missões pelo mundo”, assegurou.

Um dos principais pontos de interesse dos observadores brasileiros é verificar como os dois países sul-americanos estão trabalhando a interoperabilidade dentro dos padrões das Nações Unidas. Esse será o primeiro exercício com participação de tropas desde que a força de paz foi constituída.

Cruz Del Sur

A ideia de formar a força de paz teve inicio em 2003. Originalmente, a criação da brigada binacional surgiu com o intuito de aproximar Argentina e Chile, países que já viveram situações de conflito.

Em 2006, os ministros da Defesa dos dois países firmaram acordo com a finalidade de criar uma Força de Manutenção de Paz Combinada. Por meio de um memorando de entendimento, assinado em dezembro daquele mesmo ano, foram estabelecidos os princípios para a constituição da força.

No ano seguinte, a brigada tornou-se operacional e passou a trabalhar em sistema de rodízio na Argentina e no Chile, cabendo aos chilenos o comando nos anos ímpares e aos argentinos nos anos pares. “É por isso que este primeiro exercício efetivo vai acontecer num campo de instrução na Argentina”, explicou o almirante Armando.

A brigada conta, atualmente, com um efetivo de 1 mil militares, dois navios e oito helicópteros. Esse aparato fica à disposição da força de paz em organizações militares nos dois países. A “Cruz Del Sur” só deve entrar em ação caso haja solicitação da ONU.

FONTE: Ministério da Defesa

 

Soldados cearenses embarcam para o Haiti

Leonardo Heffer

O Exército Brasileiro enviou nesta quarta-feira (7) 56 soldados cearenses em missão ao Haiti. O embarque aconteceu às 10h em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Fortaleza.

Os soldados, integrantes do 1º batalhão do 17º contingente do exército irão integrar a missão do Exército de manutenção da segurança no Haiti além de dar auxílios a missões humanitárias e atuar em possíveis desastres naturais.

A missão deve permanecer no país até o dia 6 de junho, quando serão trocados os soldados.

Outra missão do exército deve seguir de Natal, no Rio Grando do Norte em dezembro deste ano, com 34 soldados.

FONTE: NE10

FOTO: TV Verdes Mares/Reprodução

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Rio de Janeiro – O processo de substituição das tropas brasileiras na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) foi iniciado nesta segunda-feira com a chegada de 130 militares, de um total de 652, à capital Porto Príncipe.

Segundo um comunicado emitido pela Força Aérea Brasileira, os 130 soldados foram transportados em um avião KC 137, que partiu da Base Aérea do Rio de Janeiro na tarde de ontem.

O Brasil, em sua condição de responsável militar da missão, é o país com um maior número de soldados na Minustah, todos sob comando do general Fernando Rodrigues Goulart.

Até o dia 3 de dezembro serão efetuadas outras nove operações de substituição de tropa no Haiti. Nesta data, os 652 novos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica brasileira já deverão estar operando em solo haitiano.

Na última semana, a Marinha do Brasil já tinha enviado um navio de desembarque de veículos de combate para dar respaldo às tropas brasileiras da Minustah, o qual levava desde ambulâncias até blindados.

No último mês, o Conselho de Segurança da ONU renovou por mais um ano o mandato de sua missão no Haiti, que se estenderá até o dia 15 de outubro de 2013, mas com uma nova redução de militares, de 7.340 a 6.270 efetivos.

A Minustah foi estabelecida pelo Conselho de Segurança em 2004 depois que o então presidente, Jean-Bertrand Aristide, acabou buscando exílio político, em um período posterior ao conflito armado que se estendeu por várias cidades do país.

FONTE: EXAME

 

Ícaro Luiz Gomes

Na tarde de 19 de outubro, o ForTe/Forças de Defesa esteve presente no 16º Batalhão de Infantaria Motorizada – Batalhão Itapiru- (16ºBIMtz) para acompanhar os preparativos do 1º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz (BRABATT 1/17).

Minustah

A  MINUSTAH é a Missão da ONU para a Estabilização do Haiti,  autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU pela resolução 1542 de 2004. Dado um histórico de conturbadas reviravoltas políticas e tensões internas, no referido ano uma crise interna de grandes proporções eclodiu, culminando com a deposição do presidente Aristide a época, e uma crise humanitária subsequente. Essa conjuntura foi analisada como comprometedora da segurança da região e da paz internacional, pois poderia abrir precedentes a outros golpes de estado pelo Caribe e América Central.

Desde a resolução 1529, também do Conselho de Segurança e também de 2004, uma Força Multinacional já se fazia presente no Haiti atuando na tentativa de resguardar os direitos humanos, contribuir na restauração da ordem e proteção de ONGs e Organismos Internacionais, mas a escalada da crise resultou na resolução 1542 e consequente criação da MINUSTAH. A MINUSTAH apresenta um componente civil e outro militar, o Brasil dados o longo histórico em bem sucedidas participações em missões da ONU e a política internacional foi selecionado para comandar o componente militar da MINUSTAH. O primeiro Force Commander da MINUSTAH foi o Gen. Augusto Heleno Ribeiro Pereira.

Ao longo da missão diversas ações e projetos resultaram na melhoria da segurança, fortalecimento das instituições governamentais e no desenvolvimento do país. Avanços esses que serviram de exemplo a problemas brasileiros tais como as UPP nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. No entanto, as diversas catástrofes naturais que assolaram/assolam, culminando em 2010 com um terremoto de 7 graus de magnitude, o Haiti destruíram todos os avanços alcançados e fizeram a missão regredir.

Na MINUSTAH o Brasil além de Force Commander possui o maior efetivo, composto por dois Batalhões de Infantaria de Forças de Paz (BRABATT 1 e 2) e uma Companhia de Engenharia de Força de Paz (BRAENGCOY). Cada contingente reveza-se a cada 6 meses. Subordinado ao BRABATT 1 encontra-se ainda um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais e mais recentemente um Pelotão da FAB, contingentes militares de outros países Sul-Americanos também encontram-se subordinados, exemplo: Paraguaios, Bolivianos e Peruanos. Militares Peruanos e Bolivianos se revezam a cada contingente.

BRABATT 1/17

O 1º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz, do 17º contingente, é composto por cerca de 800 militares, todos voluntários, e de todo Brasil, dos quais 200 são oriundos de Organizações Militares em Natal. Ainda compõem o BRABATT 1/17, um oficial do Peru no Estado-Maior Especial, um GptOpFuzNav com 240 militares, um pelotão da FAB e um pelotão do Paraguai, com cerca de 30 militares. Para esse contingente foi escolhida a cidade de Natal-RN para a realização do Exercício de Força de Paz e concentração das tropas para o envio ao Haiti.

O Exercício de Força de Paz é a última fase do treinamento para o contingente, fase essa onde os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos durante os cursos e treinamentos preparatórios a missão de paz são postos em prática e avaliados ante população não-combatente e de condições socioeconômicas mais similares quanto possível ao do cenário haitiano.

Nessa fase, os possíveis cenários a serem encontrados no Haiti são treinados em nível de Batalhão, esses cenários não se reduzem aos aspectos estritamente militares (distinção difícil de se realizar na atualidade), as atividades de ACiSo, ou na linguagem da ONU, CIMIC também são treinadas junto a população carente.

Natal-RN sedia o exercício realizado pelo BRABATT 1/17, as razões para escolha de Natal foram o clima tropical que lembra o Haitiano, cerca de 25% do contingente encontrar-se servindo em unidades de Natal e um rodízio realizado pelo MD entre as unidades das diversas regiões brasileiras para que o maior número quanto possível possam ter contato com um ambiente operacional real. Outros contingentes tiveram a participação de militares aquartelados em Natal, inclusive em outras Missões de Paz que o Brasil tomou parte , como o 7ºBECmb na UNAVEM III.

O Exercício de Forças de Paz do BRABATT 1/17 foi realizando do período de 15 à 26 de outubro. Durante o referido período diversos treinamentos e exercícios foram realizados por toda cidade, especialmente em regiões carentes e próximas ao 16ºBIMtz.

Entre os principais treinamentos realizados encontram-se o de segurança de eleições; patrulhas à pé, motorizada e mecanizada -diuturnas – a ultima modalidade com apoio do 16RCMec; Pontos Fortes e checkpoints; e combate em ambiente urbano. Ações de Combate a Acidentes Naturais e de Cooperação Civil e Militar tiveram uma ênfase no treinamento, sendo as mesmas realizadas junto as comunidades carentes de Natal e Região Metropolitana.

 Dado período eleitoral Haitiano ocorrer durante a atuação do referido contingente no Haiti, as ações de GLO foram treinadas exaustivamente, houve um treinamento dedicado ao uso de agentes não-letais tais como: gás lacrimogênio, spray de pimenta e carabina 12 com balas de borracha.

A proporcionalidade de resposta a ameça é um dos princípios das restritas regras de engajamento que envolvem as missões de paz, para tanto, o uso de agentes não-letais é enfático. Tonfas, Cacetes elétricos, Gás Lacrimogênio, spray de pimenta e munição de borracha fazem parte do cotidiano de treinamento e operacional do BRABATT 1.

Outra ferramenta menos visivel, mas de resultado tão significante quanto, são a inteligencia emocional (para alguns autores da psicologia, biologia e sociologia) e as instruções socioculturais as quais o contingente é submetido. Conhecimento elementares do Francês, Inglês e principalmente do Créole são necessários da maior parte do contingente, inclusive todo ele sendo capaz de executar o hino haitiano em créole.

Nem sempre os meios não-letais surtem efeito esperado, dessa forma o uso de armamento letal é necessário; o armamento letal empregado para legitima defesa é o fuzil Imbel M964A1 e a pistola Imbel 9mm para o EB e os Fuzileiros Navais utilizam os fuzis Colt M16A2 e M4.

As CIMIC/ACiSo também foram efetuadas com destaque ao quadro de saúde e apoio a saúde envolvido. Composto por Médicos, Dentistas, Psicologo, Fisioterapeuta e profissionais da Enfermagem, quatro mulheres fazem parte desse quadro. Três médicas e uma dentista, das médicas duas são da MB e apoiarão diretamente os FuzNav.

A esfera da espiritualidade não foi descartada, no presente contingente encontram-se um capelão evangélico e BRABATT 1/17 irá um capelão católico. O contato com os familiares é indispensável e sua obrigatoriedade é regulada pela ONU, para tanto os contingentes dispõem de telefonia via satélite, internet Wifi de alta-velocidade e serviço postal/correios. Ressalva-se apenas a divulgação de informações que possam comprometer a segurança e o sucesso de operações e da missão em si.

Uma vez a cada contingente um navio da MB realiza apoio logístico em prol do contingente envolvido na MINUSTAH, para o 17º CONTBRAS, o navio partirá do Rio de Janeiro no dia 29 de outubro com previsão de chegar ao Haiti no dia 19 de novembro. Os principais suprimentos levados serão Equipamentos pesados, sobressalentes e alguns víveres. A FAB também realiza uma série de voos regulares para o apoio logístico de cada contingente, suprindo especialmente munições, transporte de víveres e pessoal.

O Exercício chamou bastante atenção da mídia local que produziu diversas reportagens no rádio, televisão e jornais. A Comunicação Social teve seu trabalho aumentado, mas também serviu de treinamento para o que haverá no Haiti. Foi simulada inclusive uma coletiva de imprensa com estudantes de comunicação social e relações internacionais de uma instituição de ensino superior da cidade.

Agradecimentos ao Cel. Rogério Franco Rozas, Comandante do BRABATT 1/17, ao G10 do BRABATT1/17 nas pessoas do CC Collaço e do Sgt Barros.

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Subsecretário-geral de Operações de Paz falou com exclusividade ao G1. Ele pediu que tropa brasileira retirada do Haiti seja enviada a outros países.

 

O atual subsecretário-geral de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), Edmond Mulet, disse, em entrevista exclusiva ao G1, que apesar dos soldados brasileiros serem muito bem treinados, possuem equipamentos antigos, “que não foram renovados nos últimos 30 anos”.

Mulet também criticou o gasto anual de 1,5% do PIB com defesa, classificando-o como “tão baixo” em comparação com outros países. Em agosto, o G1 mostrou a situação de sucateamento do Exército e que o país possui munição para apenas uma hora de guerra.

Confira a matéria completa clicando aqui.

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Em 8 anos, Brasil gasta R$2 bi com ação no Haiti

Custo original previsto da operação era de R$ 150 mi

 

Rubens Valente

A operação militar do Brasil no Haiti, prevista inicialmente para durar seis meses e custar R$ 150 milhões, completou oito anos no início deste mês a um preço de R$ 1,97 bilhão.

Esse total equivale a mais de seis vezes o que foi gasto com a Força Nacional entre 2006 e 2012 e a dois anos de despesas do Pronasci, o principal programa de segurança pública da União.

Brasil já gastou quase R$ 2 bi no Haiti

Valor da operação militar é mais de seis vezes o que foi destinado à Força Nacional pelo governo federal

Quantia equivale a dois anos de recursos utilizados no principal programa de segurança pública da União

O que começou como uma operação emergencial de seis meses, com um custo previsto de R$ 150 milhões, completou no início deste mês oito anos de duração, a um preço de quase R$ 2 bilhões.

A operação militar do Brasil no Haiti, iniciada em 1º de junho de 2004 como parte do plano do governo Lula para obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, consumiu até agora mais de seis vezes o que foi gasto pelo governo federal com a Força Nacional brasileira entre 2006 e 2012.

Além disso, equivale a cerca de dois anos de gastos do principal programa de segurança pública da União, o Pronasci.

O valor de R$ 1,97 bilhão, já descontada a inflação do período, foi obtido pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação junto ao Ministério da Defesa.

A conta total é ainda maior, pois o ministério alegou não dispor de informações sobre auxílios, indenizações e outros benefícios previstos numa lei, criada após a entrada do Brasil no Haiti, que trata da remuneração de militares que atuam em missões internacionais de paz. Mais de 16 mil militares brasileiros estiveram no país desde 2004.

Segundo o levantamento, uma boa parte do dinheiro gasto pelo Brasil no Haiti foi dirigida à modernização de equipamentos. O Brasil adquiriu veículos (R$ 162,3 milhões), explosivos e munições (R$ 24,3 milhões), armamentos (R$ 22 milhões) e embarcações e equipamentos para navios (R$ 18,1 milhões).

Uma parte dos gastos do Brasil no Haiti é reembolsada pela ONU, responsável pela missão de paz. Até outubro de 2010, foram R$ R$ 328 milhões, ou apenas 25% do total (o ministério não repassou números atualizados).

Em nota, o ministério afirmou à Folha que os gastos estimulam a indústria militar brasileira. “A aquisição de material moderno para equipar os militares brasileiros permite, além da eficiência no emprego da tropa, fomentar a indústria de defesa brasileira e projetar o Brasil internacionalmente.”

Um dos generais que lideraram a missão no Haiti disse, sob garantia de não ser identificado, que o Brasil “já devia ter pensado em sair” do país caribenho.

O oficial reconhece que o Brasil não vai retirar suas tropas “tão cedo” e por uma razão política: a missão é usada como cartão de visitas do Brasil no exterior, como um exemplo de sucesso.

RETIRADA

O volume de gastos e a extensão da missão brasileira no Haiti também têm pouca ressonância no Congresso.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado dedicou neste ano quatro sessões para discutir a entrada de haitianos em território brasileiro, mas nenhuma para a missão militar.

No último dia 26 de abril, quando o ministro da Defesa, Celso Amorim, compareceu à comissão, a palavra Haiti sequer foi mencionada. Na comissão, não se cogita a retirada das tropas brasileiras.

“A posição nossa [da comissão] é de que, enquanto for preciso, e isso depende do Haiti e da ONU, nós vamos continuar lá”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). “Os custos que eu vejo são muito menores do que os custos para o Brasil se afirmar como um país que não volta as costas para outro país em necessidade”, disse.

Integrante da comissão, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), não tem posição definida sobre uma saída imediata. “Conversei muito com os haitianos que vieram para o Brasil, e eles têm respeito pelo nosso país, viramos referência”, disse.

Cerca de 6 mil haitianos entraram no Brasil ilegalmente desde 2010 pelas fronteiras do Acre e do Amazonas, segundo a senadora.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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Cristalina (GO) – No dia 9 de fevereiro, o 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz do 16º Contingente Brasileiro (BRABAT 1/16) realizou a formatura de encerramento da fase de adestramento.

A solenidade ocorreu por ocasião do final do Exercício Avançado de Operações de Paz, conduzido pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB). O exercício de preparação foi realizado no aquartelamento da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada (3ª Bda Inf Mtz), Grande Unidade subordinada ao CMP e encarregada pelo preparo da tropa.

A formatura foi presidida pelo Comandante Militar do Planalto, General de Divisão Araken de Albuquerque, acompanhado pelo Chefe da 5ª Subchefia do Estado-Maior do Exército, General de Brigada Luiz Guilherme Paul Cruz, pelo Comandante da 3ª Bda Inf Mtz, General de Brigada Ronaldo Pierre Cavalcanti Lundgren e do Prefeito da cidade de Cristalina, Luiz Carlos Attié.

Após a formatura, os presentes assistiram a uma exposição do Comandante do Batalhão sobre as atividades realizadas na fase de preparo e visitaram a Direção do Exercício e o Centro de Operações Táticas do Batalhão, onde todas as ações foram planejadas e acompanhadas. Participou do adestramento, um grupo de integrantes dos Exércitos do Paraguai e da Bolívia.

O contigente de 810 militares inicia o embarque para o Haiti no final do mês de março e deve permanecer em solo haitiano por oito meses.

FONTE: CMP Notícias – Informativo eletrônico do Comando Militar do Planalto

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A Rússia estuda a proposta da Liga Árabe de mobilizar uma força conjunta da ONU e dos países árabes na Síria, mas considera que antes é necessário um cessar-fogo, disse nesta segunda-feira em Moscou o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov.

“Estudamos esta iniciativa e esperamos que nossos amigos nos países árabes esclareçam alguns pontos. Para mobilizar uma força de paz, é necessária a autorização da parte que a recebe. Precisa-se de algo que se pareça com um cessar-fogo”, disse Lavrov.

No entanto, considerou que será um objetivo difícil de ser cumprido porque “os grupos armados que combatem o regime sírio não obedecem a ninguém e não são controlados por ninguém”.

A oposição síria, por sua vez, considera impossível iniciar negociações até que o presidente Bashar Assad abandone o poder.

Lavrov, que na semana passada viajou à Síria, convocou nesta segunda-feira novamente os opositores a iniciarem negociações e lembrou que o regime havia proposto realizar negociações com o vice-presidente, Faruk Chareh.

“Deveriam utilizar esta oportunidade e lançar um diálogo com o vice-presidente. Agora é a oposição quem tem a palavra”, considerou o ministro russo.

UNIÃO EUROPEIA

A União Europeia disse nesta segunda-feira que apoia a iniciativa da Liga Árabe na Síria, incluindo o pedido ao Conselho de Segurança para formar uma força conjunta dos países da ONU e da Liga para acabar com a violência no país.

“Nós apoiamos fortemente qualquer iniciativa destinada que ponha fim imediato à repressão sangrenta “, disse Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia declarou Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

“Estamos em contato constante com o secretário-geral da Liga Árabe e a ONU para examinar a forma de colocar isto em prática o mais rápido possível”, completou.

Segundo o porta-voz, as decisões tomadas no domingo pelos ministérios das Relações Exteriores da Liga Árabe são “corajosas” e firmam “o claro compromisso e a liderança que a Liga Árabe assume para resolver a crise na Síria”.

CHINA

Também nesta segunda-feira, a China indicou que apoia uma solução que passe pelo “diálogo”, mas não se pronunciou sobre a proposta da Liga Árabe.

“A China apoia e convoca a Liga Árabe a seguir com seus esforços de mediação política”, declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Liu Weimin.

“A ação da ONU deve permitir reduzir as tensões na Síria e favorecer o diálogo político para solucionar o conflito”, acrescentou. “A China apoiará as ações da comunidade internacional que são compatíveis com as propostas da China”, disse ainda Weimin.

A Rússia e a China são os princiapais apoiadores do regime de Assad. Ambos bloquearam em duas ocasiões resoluções do Conselho de Segurança da ONU de condenação da repressão na Síria, que ocorre há quase um ano. Eles consideram que os textos devem reconhecer a parte de responsabilidade da oposição na violência.

FONTE: Estadão/AFP

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Cristalina (GO) – Nos dias 14 e 15 de janeiro, o 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz do 16º Contingente Brasileiro, em preparação para a missão no Haiti, recebeu, em Brasília, o Pelotão das Forças Militares do Paraguai que integrará o efetivo do referido Batalhão.

Os militares do Pelotão das Forças Militares do Paraguai conheceram a capital do País e, no dia 16 de janeiro, realizaram o deslocamento para a 3ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Cristalina (GO), Grande Unidade responsável pelo preparo do Batalhão, e permanecerão neste município para participarem da concentração final da tropa e dos Exercícios Básico e Avançado de Operações de Paz.

A preparação da tropa é faseada e os Exercícios Básico e Avançado de Operações de Paz permitem aos integrantes do Batalhão aplicarem todas as técnicas, táticas e procedimentos aprendidos durante a fase de preparo, coroando o adestramento do Contingente, antes do embarque para o país caribenho.

FONTE: EB

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