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Depois de 587 dias na selva como prisioneiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Marcos Baquero está livre desde a tarde de ontem. O vereador colombiano é o primeiro refém da guerrilha a ser libertado na operação humanitária que deve durar até domingo e resgatar mais quatro pessoas em poder da guerrilha. Pouco antes de subir no helicóptero do Exército Brasileiro — que dá apoio logístico à missão —, ele disse por telefone à emissora de rádio e TV Caracol: “Minhas primeiras palavras são para minha mulher e meus filhos: amo muito vocês. Graças a Deus, já estou em liberdade”.

A operação de resgate é comanda pela ex-senadora Piedad Córdoba e mediada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha(CICV). O Brasil emprestou dois helicópteros do Comando Militar da Amazônia para transportar a missão humanitária. Seis militares brasileiros se uniram à senadora e a três acompanhantes que buscaram Baquero no meio da selva, no departamento (estado) de Guaviare. Foi a terceira vez que o Exército Brasileiro participa da entrega de reféns pelas Farc. O processo deve continuar na sexta-feira, porque a guerrilha pediu um dia de intervalo entre cada libertação.

A missão humanitária, composta por 22 pessoas, deve partir hoje para a cidade de Florencia, no sul, para recolher na selva o fuzileiro naval Henry López e o vereador Armando Acuña. No domingo, a operação se repete a partir de Ibagué para receber o major da polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel. Piedad Córdoba, que foi afastada do Congresso no ano passado, acusada de manter ligações com as Farc, garante que todos os chamados “reféns políticos” em poder do grupo devem ser libertados até meados do ano.

Depois de ter ficado prisioneiro por 19 meses, Baquero afirmou que deve trabalhar por um acordo de paz a partir de agora. “Temos de seguir trabalhando duro pela liberação de outros sequestrados”, declarou em sua primeira entrevista. O vereador, eleito pelo Partido Verde, é conhecido por sua luta em busca do desenvolvimento sustentável na agricultura. Baquero foi vítima de uma emboscada guerrilheira em 28 de junho do ano passado. Ele estava à caminho da cidade de Carpa, onde trabalhava em um projeto com produtores de leite, quando a comitiva foi atacada por bombas caseiras.

A mulher do político, Olga Lucía, 31 anos, e os filhos Hanssen Samir, 10, e Emanuel, 2, aguardavam ansiosos pelo reencontro com Baquero no aeroporto de Villavicencio. O filho mais novo tinha apenas cinco meses quando o pai foi sequestrado. Os familiares vestiam camisetas estampadas com a palavra liberdade e a foto de Baquero. Uma caravana com cerca de 30 amigos e correligionários chegou cedo ao local carregada de apitos, cartazes e uma bandeira da Colômbia.

Fonte: Correio Braziliense / Tatiana Sabadini

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Ao anunciar a futura modernização dos helicópteros HB-350 do Exército Brasileiro, a Eurocopter ilustrou o texto com uma das fotos tirada pelo nosso editor Guilherme Wiltgen. Nós do site Forças Terrestres nos sentimos muito honrados com isso. Uma pena que os créditos estão errados.

Você pode conferir a foto original clicando aqui

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Preleção do comandante do BOPE, momentos antes da invasão ao complexo do alemão, observe a motivação da tropa muito bem conduzida pelo seu comandante, não há mêdo nos policiais, há uma vontade enorme de dar uma resposta aos traficantes por tudo que fizeram, moral elevado e muita vontade de trabalhar é o que os srs. verão exclusivo e inédito.

caveiraa!!!

Por: caveiraalex
Participou:Leonardo Malha

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Nota do ForTe:

Reparem que o soldado da PM está usando um Bushmaster AR-15 com mira do tipo Red Dot EOTech, Gripod e lanternas no trilho RIS e em uma das fotos também é possível ver um soldado usando o Imbel MD97; em outra foto, o Sd Xavier exibe a metralhadora Madsen que aqui no Brasil foi convertida para o calibre 7,62.

Nota 2:

Agradecemos ao pessoal do Batalhao de Polícia de Choque – BPCHq, da PMRJ, em especial ao Soldado Xavier pelas imagens e aproveitamos aqui para dar os parabéns a todos os policias militares, civis, federais, bombeiros, militares do Exército, da Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais e da Aeronáutica, pela excelente vitória ocorrida nesse fim de semana. Graças a vocês muitos de nós tem o orgulho de dizer que no Brasil acabou o tempo em que bandido dominava alguma região. Com vontade política e trabalho em conjunto das forças tudo é possível!!!!

BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

Por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil ao lado dos outros 14 países-membros do Conselho de Segurança participa, nesta terça-feira, de um debate sobre o futuro do Sudão.

A nação do centro-leste da África realizará dois referendos para decidir sobre o status futuro do sul e a pertença da província central de Abyei, rica em recursos naturais.

Posições

O governo brasileiro enviou para o debate o secretário-geral do Itamaraty, o embaixador Antônio Patriota. A embaixadora junto às Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse à Rádio ONU que o país está pronto para dar sua contribuição.

“O Brasil participa desses esforços como membro do Conselho de Segurança neste momento. Participaremos com a presença do secretário-geral das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e essa será uma oportunidade para reiterarmos as nossas posições”, afirmou.

Votações

Maria Luiza Ribeiro Viotti também ressaltou o significado dos referendos para o futuro do Sudão.

“Este momento é muito importante porque se aproxima a fase final do acordo de paz entre o norte e o sul do Sudão. É um acordo que prevê a realização de dois referendos: sobre o status do sul e a situação de Abyei. O importante é que estas votações ocorram de maneira pacífica, com credibilidade e transparência. E é isso que a ONU está interessada em assegurar, em apoiar”, explicou.

Atualmente, a ONU tem duas missões no Sudão, a Unmis, com sede em Cartum, capital do país, e a Unamid, que fica na província de Darfur.

FONTE: Rádio ONU

Colaborou: RtadeuR

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Homens e mulheres de 18 a 60 anos têm de se registrar obrigatoriamente; receio é que dados sejam usados para formar milícias

Flávia Marreiro

Na Venezuela, onde o serviço militar é voluntário desde 1999, uma lei que obriga todos os cidadãos de 18 a 60 anos a se inscreverem num registro militar nacional provoca controvérsia a apenas 13 dias de ser implementado.

A Lei do Alistamento Militar Público foi aprovada pela Assembleia Nacional dominada pelo chavismo no ano passado e estabelece prazo até o próximo 21 de outubro para que os venezuelanos se ajustem, sob pena de pagar multa equivalente a R$ 270.

Segundo a norma, o registro será exigido durante a matrícula de universidades ou no ato de formalização de emprego público. Quem não o exigir também sofrerá penalidades.

No caso de contratações privadas, será exigido no caso que a função implique porte de arma.

A lei prevê multa também para quem não comunicar mudança de domicílio e até para quem não informar sua impossibilidade -no caso de uma mulher, ficar grávida, por exemplo.

A ONG Controle Cidadão, especializada em temas militares, criticou duramente a amplitude da lei e afirmou que a “invenção” do registro é inconstitucional.

O motivo é que a Constituição de 1999 prevê que se pode optar em prestar serviços civis e militares e só fala de dois registros de alcance nacional: o civil e o eleitoral.

A presidente da ONG, Rocío San Miguel, foi mais além e afirmou que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, quer uma “sociedade obediente e subordinada” e que constar numa lista como “elegível ou apto” viola o direito de não querer ser combatente, ainda que em situações de calamidade pública.

Luis Alberto Buttó, professor da Universidade Simon Bolívar, concorda com a avaliação da ONG.

“O registro existia porque o serviço militar era obrigatório até 1999. Exigir registro quando o serviço é voluntário e punir quem não o fizer vai contra o espírito da lei.”

RECUO

O governo reagiu às críticas. O chefe do Comando Estratégico Operacional, general Henry Silva, pediu “calma” à população, afirmou que os críticos estão “manipulando” o tema e que o registro não tem a ver com recrutamento forçoso.

Já a Assembleia chavista começou a se mover para modificar a lei, tornando-a menos rigorosa.

O presidente da Comissão da Defesa, Juan Mendoza, disse que na segunda-feira apresentará um projeto para a reforma da lei, eliminando o prazo de registro -90 dias após completar 18 anos e as multas.

Registro seria “mapa” para ampliar controle

A polêmica do registro militar na Venezuela tem como pano de fundo o plano de Hugo Chávez de “acelerar” a formação das milícias bolivarianas -o treinamento de civis que conformam, por lei aprovada no ano passado, o quarto componente das Forças Armadas da Venezuela.

Integrar ou não as milícias em tese é voluntário e, pela norma, esses civis só têm acesso a armas durante treinamento de três meses.

Mas, no último domingo, Chávez afirmou que os milicianos têm de estar armados. “Quem já viu uma milícia sem armas? Tem de ter armas. É o povo com armas nas mãos das milícia.”

O governo tem tomado decisões criticadas, como o envolvimento dos milicianos em atividades de segurança desde agosto -patrulham o metrô, por exemplo.

Com o registro nacional, o governo teria um mapa completo para planejar a expansão das milícias, hoje formadas principalmente por funcionários públicos.

FONTE: Folha de São Paulo, via CCOMSEx

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Brasil pode integrar comando da Unifil

Participação do país em missão da ONU no Líbano garantiria presença militar no Oriente Médio

Fábio Zanini, Luis Kawaguti

O Brasil deverá ter uma presença militar no Oriente Médio, seguindo a estratégia do governo Lula de tornar o país um ator relevante na conturbada região.O governo está em conversas avançadas para integrar o comando da Unifil, a missão de paz das Nações Unidas no sul do Líbano. As tratativas começaram no primeiro semestre. Segundo o DPKO (Departamento de Operações de Paz da ONU), a negociação está em “finalização de detalhes”, mas não há prazo para sua conclusão.

A presença teria diversas etapas. A primeira, em estado mais adiantado, é assumir o comando da força naval da Unifil, atualmente a cargo dos italianos. O Brasil deve enviar de cinco a dez oficiais graduados da Marinha, que comandarão uma frota de oito navios e 885 homens. Segundo um diplomata que acompanha a negociação, esse convite já foi “pré-aceito”, mas é preciso que o acordo passe pelo Congresso Nacional. A segunda etapa, ainda em estágio embrionário, prevê enviar de 250 a 300 homens do Exército para a missão, que tem no total 11.449 homens de 31 países. A Unifil, criada em 1978, tem como tarefa evitar confrontos entre o Exército de Israel e guerrilheiros do Hizbollah, milícia xiita que não aceita o Estado judeu. Nem sempre isso é possível: a última guerra na região foi em 2006. Outro objetivo é impedir a entrada ilegal de armas na região.

Em agosto, um estudo técnico sobre o envio das tropas foi elaborado pelo Coter (Comando de Operações Terrestres do Exército) e está atualmente em análise no Ministério da Defesa. Se concretizada, essa será a maior mobilização militar do Brasil em território estrangeiro desde a missão no Haiti, que se iniciou em 2004 e tem hoje 2.166 militares. O Brasil atualmente integra dez missões de paz da ONU, mas, com exceção do Haiti, tem apenas observadores militares e especialistas.

Nenhum no Oriente Médio

Numa etapa final, o Brasil forneceria à ONU equipamentos, que ainda estão sendo negociados. A maioria deles seria de veículos militares blindados para transporte de tropas de combate. Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa afirmou que “ainda não há decisão sobre o assunto”.

Embarcação

A Folha apurou que a ONU pede que o Brasil envie ao menos uma embarcação para integrar a frota, mas o Ministério da Defesa reluta, alegando que isso prejudicaria a depauperada estrutura da Marinha. As tropas do Exército podem ser apresentadas como uma contrapartida. Diplomatas ouvidos pela Folha sob condição de anonimato afirmaram que, independente da formalização do acordo sobre a parte naval, um primeiro pelotão do Exército já poderia viajar no ano que vem. O pedido de integrar o comando da Unifil foi encarado pelo Itamaraty como mais uma oportunidade de “entrar no jogo” no Oriente Médio -após tentar intermediar um acordo com o Irã na área nuclear e servir de interlocutor na libertação de uma americana presa em Teerã. Seria, na visão da diplomacia brasileira, um trunfo para realizar o antigo sonho de ser chamada para ajudar na resolução do conflito Israel-Palestina, além do reconhecimento de maior estatura internacional.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo, via Notimp/EMGFA

NOTA DO BLOG: A Unifil atua no Líbano desde 1978. Participam dela atualmente perto de 15.000 soldados de mais de 30 países, entre eles Portugal (foto acima de militares do batalhão de engenharia). O comando da Unifil é exercido por um general espanhol, no cargo desde o início deste ano. Normalmente cada comandante assume o cargo por três anos.

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RIO – Veio de Arzamas, na Rússia, e viajou durante um mês num navio que partiu de São Petersburgo o possível “caveirinha”: um veículo blindado usado pelo Exército russo, com dimensões menores que as do caveirão da Polícia Militar, e que poderá ser adotado pela corporação. O veículo foi cedido pelo fabricante, Rosboron Export, para ser testado por um ano pela PM e poderá reforçar a segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Trata-se da quarta geração de um blindado projetado e construído para o transporte de tropas em qualquer tipo de terreno.

Com 2,10 metros de largura, 5,70 de comprimento, 6.200 quilos, motor a diesel e capacidade para 11 pessoas (no caveirão são 17), o veículo de patrulhamento em áreas conflagradas chegou ontem ao Centro de Manutenção de Veículos Blindados da PM, na sede do Batalhão de Choque. Assim que chegou, foi cercado por mecânicos e outros militares curiosos.

O modelo custa cerca de R$ 1 milhão. Teremos dois dias para conhecer o veículo a fundo, antes de entregá-lo para o Bope. Por isso, perguntem tudo. Vamos avaliar esse veículo para ter um diagnóstico completo – disse à tropa de mecânicos o coronel Cid Souza, chefe do centro de manutenção.

O comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes, que esteve na Rússia para conhecer o modelo, disse que pediu à empresa algumas adaptações para a realidade fluminense,como ar-condicionado e blindagem da caixa do motor.

FONTE: O Globo

O governo mexicano anunciou uma limpeza nas forças de segurança e expulsou 3.200 policiais federais — 9% da corporação — por suspeita de corrupção e vínculos com o narcotráfico. Outros 1.020 policiais estão na mira do governo.

Sob críticas, Calderón condena assassinato de prefeito. Família mineira aguarda notícias sobre identificação de corpo

Sob uma enxurrada de críticas do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI) pela renovada onda de violência no norte do país, o governo do México anunciou ontem uma limpeza nas forças de segurança — onde crescem as suspeitas de corrupção, facilitando a ação do narcotráfico.

Pelo menos 3.200 policiais federais — cerca de 9% do efetivo — foram afastados da corporação.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os exonerados não teriam cumprido deveres previstos por lei — como exames de controle de confiança.

Em entrevista ao jornal “El Universal”, o comissário-geral da Polícia Federal, Facundo Rosas, afirmou que a exoneração é a primeira etapa de um plano de depuração das forças de segurança.

Outros 1.020 policiais estão na mira da secretaria por não terem passado nos exames e outros 465 enfrentam processo diante de um conselho da PF por violação de obrigações.

— Isso é parte do compromisso de consolidar uma Polícia Federal que torne reais princípios constitucionais de legalidade, honradez, eficiência, profissionalismo e respeito aos direitos humanos — afirmou Rosas.

Polícia prende um dos traficantes mais procurados Ontem, o líder do opositor PRI na Câmara, Francisco Rojas, criticou o presidente Felipe Calderón, a quem acusa de governar com “campanhas midiáticas, em vez de resolver os problemas”.

Tentando evitar o confronto político, Calderón limitou-se a condenar o assassinato de Marco Antonio Leal García, prefeito de Hidalgo, no estado de Tamaulipas, emboscado por homens armados na noite de domingo — num ataque que, segundo a polícia, foi deflagrado por traficantes e policiais corruptos.

“Esse crime covarde reforça o compromisso de continuar combatendo com todos os recursos os criminosos”, disse, em nota Por sua vez, a polícia prendeu perto da capital o traficante Edgar Valdez, conhecido como “Barbie” um dos criminosos mais procurados no México e nos EUA. Valdez, de origem americana, lutava pelo controle do cartel Beltran Leyva, que atua no centro do México. Sua captura foi comemorada pelas autoridades.

A Procuradoria Geral oferecia até US$ 2,26 milhões por pistas que levassem ao traficante.

Ontem, o terror chegou ao estado de Veracruz. Desde as 22h de sábado, traficantes trocaram tiros com o Exército mexicano num confronto que se arrastou por 12 horas na cidade de Pánuco.

Segundo o governador de Veracruz, Fidel Herrera, o tiroteio atingiu transformadores de energia, deixando parte da cidade às escuras. Ao menos seis bandidos morreram e cinco pessoas ficaram feridas.

À tarde, o único sobrevivente da chacina de San Fernando, o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, de 18 anos, foi repatriado sob forte esquema de segurança.

Ainda sob cuidados médicos, ele desembarcou em Quito em avião da Presidência.

— Ele corre riscos gravíssimos e, por isso, pedimos que não o procurem — pediu à imprensa local o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

Corpo do mineiro Hermínio ainda sem identificação Enquanto em Tamaulipas avança lentamente o trabalho de identificação das vítimas da matança, na cidade mineira de Sardoá, na região do Vale do Rio Doce, parentes do jovem Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, ainda guardavam uma ponta de esperança de que ele tenha sobrevivido. Seu passaporte fora encontrado no local do crime, mas até ontem, não havia sinal do corpo.

— A espera é horrível. Não tem corpo, então temos que esperar.

Quem sabe não é ele? Meus pais estão muito chocados.

Era um menino muito bom, disse que ia chegar (nos EUA) e trabalhar para pagar as contas.

Nós ajudamos com o dinheiro da viagem — contou ao GLOBO Rose, uma das irmãs do jovem.

Num editorial, o jornal “New York Times” condenou ontem a chacina de San Fernando, lembrando que os cartéis são alimentados pelo vício e pelas armas americanas — além da demanda por mão-de-obra barata.

“Nós entregamos aos chefões da droga a tarefa de controlar nosso estoque de imigrantes, assim como controlam nosso estoque de narcóticos. Os resultados são claros”, diz o texto.

FONTE: O Globo

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