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Ataque à embaixada dos EUA na Síria

Os Estados Unidos apresentaram formalmente nesta segunda-feira os protestos contra um ataque à sua embaixada e residência do embaixador americano na Síria. Foi dito ainda que será solicitada uma indemnização por danos causados aos edifícios ​​quando uma multidão violou o muro da embaixada antes de serem dispersos pelos fuzileiros navais que guarneciam o local.

O Departamento de Estado condenou os ataques e disse que planeja convocar o diplomata sírio para registrar suas reclamações pessoalmente. A porta-voz do departamento, Victoria Nuland, exigiu que a Síria mantenha as obrigações do tratado internacional para proteger missões diplomáticas estrangeiras. Ela disse que o governo sírio não conseguiu garantir uma protecção adequada para as instalações.

“Nós consideramos que o governo sírio não executou suas obrigações … para proteger as instalações diplomáticas e isto é absolutamente ultrajante “, disse ela a jornalistas.

Ela disse que a multidão não violou a construção de chancelaria, mas tinha ficado em seu telhado, pintado com spray graffiti, quebrado algumas janelas e algumas câmeras de segurança. Além disso, ela disse que os manifestantes jogaram frutas e verduras no prédio.

Nuland disse que as forças de segurança sírias que supostamente deveriam proteger a missão foram lentas na resposta ao ataque dos apoiantes do Presidente Bashar Assad, que ela disse foi incitada por uma estação de televisão que é fortemente influenciada pelas autoridades sírias.

Não houve feridos para o pessoal da embaixada, disseram autoridades.

Depois que a multidão na embaixada foi dispersa, os manifestantes correram para a residência do embaixador dos EUA, Robert Ford e atacou-o, causando danos não especificados, Nuland disse.

Testemunhas disseram que os manifestantes quebraram as janelas da embaixada e levantaram uma bandeira síria sobre o local. Eles também picharam o local com frases contra os EUA, referindo-se ao embaixador dos EUA como um “cão”, o segundo testemunhas.

No domingo, o Departamento de Estado se queixou de que manifestantes governistas atiraram tomates, ovos e pedras contra a embaixada no final de semana para protestar contra a visita da Ford em Hama. Não houve relatos de feridos, mas um alto funcionário do Departamento disse que dois funcionários da embaixada foram atingidos com alimentos durante a manifestação de 31 horas.

Ford em 7 de julho visitou Hama, onde foi recebido por multidões amigáveis ​​que colocaram flores em seu pára-brisa e ramos de oliveira em seu carro, cantando “Abaixo o regime!” O Departamento de Estado disse que Ford fez a viagem para expressar apoio ao direito do povo sírio de manifestação pacífica.

O governo sírio denunciou a visita Ford, dizendo que a viagem não autorizada foi a prova de que Washington estava incitando a violência no país árabe. A manchete principal do diário estatal Al-Thawra era, “Ford em Hama e sírios estão com raiva.”

A administração Obama tem criticado o governo de Assad pela repressão violenta de manifestações pacíficas contra seu governo de 11 anos. Confrontos entre manifestantes e apoiadores Assad resultaram na morte de 1.600, além de 350 membros das forças de segurança.

Mas a Casa Branca agora absteve-se de pedir o fim do regime da família Assad, há quatro décadas no poder.

FONTE: Marine Times

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, iniciou nesta segunda-feira uma visita surpresa ao Afeganistão, que coincidiu com o desparecimento de um soldado britânico no sul do país e o obrigou a modificar parte de sua programação.

Cameron, que chegou nesta segunda-feira a Camp Bastion, a principal base britânica e americana da província meridional de Helmand, segundo um jornalista da AFP, anulou um deslocamento em Lashkar Gah, capital da província, para que os helicópteros se concentrem nas operações de busca do soldado.

“O exército deve concentrar-se na necessidade mais importante de todas, que é ajudar a encontrar essa pessoa antes de se ocupar de deslocamentos”, declarou Cameron aos jornalistas, depois de chegar a Camp Bastion em uma aeronave da Royal Air Force. O primeiro-ministro britânico confirmou nesta segunda-feira, como indicaram recentemente jornalistas britânicos, que depois da retirada decidida pelos Estados Unidos, reduzirá o contingente britânico no Afeganistão, que conta atualmente com cerca de 9.500 homens.

Não informou a amplitude exata dessa nova retirada, e apenas mencionou um “número relativamente baixo” de soldados, e completou que falaria a esse respeito na quarta-feira diante do Parlamento.

Soldado britânico desaparecido no Afeganistão é encontrado morto

O soldado britânico que tinha desaparecido no sul do Afeganistão foi encontrado morto e seu corpo estava cheio de balas, informou nesta segunda-feira o Ministério da Defesa em Londres. O militar, cuja identidade não foi divulgada, tinha desaparecido na manhã desta segunda-feira na província de Helmand, no sul afegão, onde os militares britânicos mantêm sua base.

Uma fonte policial informou que o soldado foi encontrado “após uma extensa busca” por uma patrulha que o encontrou ferido por disparos, mas não precisou “a causa exata de sua morte”. Esta fonte oficial afirmou também que “as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento e a morte do soldado estão sendo investigadas”. Desde que se informou sobre seu desaparecimento, um grande dispositivo de busca foi mobilizado para encontrá-lo.

A fonte acrescentou que a família do soldado já foi informada sobre sua morte. Segundo a “BBC”, aparentemente o soldado saiu da base na manhã desta segunda-feira, algo considerado “bastante raro”. Por sua vez, um combatente talibã informou à emissora que os insurgentes capturaram um soldado estrangeiro e que, após um combate, o mataram, mas a “BBC” especificou que os talibãs às vezes fazem afirmações exageradas. O Reino Unido tem cerca de 9 mil militares mobilizados no Afeganistão.

FONTE/FOTO: AFP e EFE

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A Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) informou neste domingo ter matado pelo menos 20 soldados da Mauritânia durante a ofensiva lançada há nove dias pelo Exército do país contra uma das bases do grupo terrorista na floresta de Wagadu, no norte do Mali.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias de Nouakchott (ANI), a AQMI destacou que 12 dos 17 veículos militares mauritanos que participaram dos confrontos foram destruídos ou queimados, enquanto outros cinco fugiram. No domingo passado, um porta-voz do Exército mauritano informou em Nouakchott que 15 membros da AQMI e dois soldados mauritanos perderam a vida durante esta operação militar.

A fonte explicou que a base atacada estava protegida por trincheiras e minas e os terroristas se escondiam em abrigos subterrâneos. Durante esta ofensiva, realizada em coordenação com o exercito malinês, as forças mauritanas capturaram 14 supostos membros da AQMI. A Mauritânia mantém há anos uma disputa aberta com a AQMI, que ameaça regularmente atacar os funcionários do governo do país.

FONTE: Terra/AFP

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Fernando Eichenberg, correspondente

WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764. Segundo as novas estatísticas, os conflitos, consequências da guerra ao terror deflagrada pós-atentados de 11 de setembro de 2001, provocaram cerca de 225 mil vítimas entre militares e civis.

O estudo foi divulgado no mesmo dia em que o presidente Barack Obama defendeu numa entrevista coletiva a estratégia de guerra no Afeganistão, a ação americana na Líbia e também os esforços de cortes no orçamento do Pentágono. Nesta quarta, o governo anunciou ainda sua nova doutrina nacional contra o terrorismo.

Em plena batalha política com o Congresso sobre a redução de gastos do governo e do valor da dívida pública – que atingiu o teto de US$ 1,4 trilhão -, Obama disse que há “muito barulho político” nas críticas à participação dos EUA na luta contra o líbio Muamar Kadafi, e justificou a presença militar em Cabul e Islamabad.
- A missão na Líbia é limitada em tempo e em objetivo.

As operações americanas no Afeganistão e no Paquistão conseguiram comprometer gravemente a capacidade da al-Qaeda. Continuaremos mantendo a pressão sobre eles – alegou, ao elogiar a redução de US$ 400 bilhões no orçamento do Pentágono.

Nas estimativas do projeto “Custos de Guerra”, da Brown University, foram considerados os gastos de longo prazo decorrentes dos conflitos, como pagamento a militares inválidos e pensões a veteranos de guerra até 2020.

Nesse cômputo, o tamanho da conta é calculado entre US$ 3,7 trilhões e US$ 4,4 trilhões. Se as guerras perdurarem até 2020, o Pentágono necessitará de um acréscimo de ao menos US$ 450 bilhões em seu orçamento, estima o estudo.

- Há muitos custos e consequências da guerra que não podem ser quantificados, e consequências de guerras que não terminam com o fim dos combates – disse Neta Crawford, cientista política da Boston University e codiretora da pesquisa.

Gasto com veteranos deve chegar a US$ 1 trilhão

Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.

Além de exigir mais transparência nas informações oficiais, os especialistas questionam a eficácia de uma ação militar de grande porte na luta contra o terrorismo. “As alternativas para perseguir e prender os acusados pelos atentados de 11 de Setembro, e para prevenir futuros ataques, não foram sequer consideradas: uma invasão militar no Afeganistão começou em 7 de outubro de 2001.

Esses métodos, entretanto, poderiam ter permitido aos EUA melhor prevenir e enfrentar ataques terroristas, com um custo muito menor de vidas e para o Tesouro”, defendem. Segundo um estudo da organização RAND Corporation sobre estratégias usadas contra 268 grupos terroristas entre 1968 e 2006, em apenas 7% dos casos se alcançou a vitória via uso de força militar.

A nova estratégia nacional de combate ao terrorismo em parte concorda com essas conclusões. O governo não irá mais considerar como a melhor forma de ataque o deslocamento de grandes exércitos no exterior, mas sim “agir com pressões precisas e cirúrgicas sobre grupos que ameacem os EUA”, disse o assessor de Segurança Interna da Casa Branca, John Brennan. A inteligência americana apontou o Irã e a Síria como dois principais pontos de apoio ao terrorismo hoje no mundo.

ESPECIALISTA: ‘A intervenção militar não é a melhor solução’

WASHINGTON – Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão, e também questiona a eficácia da estratégia militar contra o terrorismo.

Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?
CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.

Como explicar essa diferença?
LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. Deveria se saber, baseado na História, que isso ocorreria – vide os veteranos da Guerra do Vietnã.

E a falta de transparência?
LUTZ: Transparência é bom para a democracia, mas nem tanto para as pessoas que comandam a guerra. Mas o público necessita dessas informações. As pessoas devem saber o que ocorreu em termos de perdas de vidas, de feridos, dos fluxos de refugiados e de violações de direitos humanos.

Os resultados obtidos justificam os custos de guerra?
LUTZ: A RAND Corporation fez um estudo sobre o uso da guerra contra o extremismo violento. O resultado é que a intervenção militar não é a melhor solução para o problema.

FONTE: O Globo

PARIS e LONDRES – Em uma demonstração de que os esforços da comunidade internacional não vão se limitar à ofensiva militar e à ordem de prisão contra Muamar Kadafi, o porta-voz do Exército francês confirmou, nesta quarta-feira, o país mandou armas para os rebeldes líbios. Reportagem publicada pelo jornal “Le Figaro” informou que a França está fornecendo armamento para rebeldes que atuam nas Montanhas Ocidentais da Líbia e tentam chegar a Trípoli, onde Kadafi resiste a três meses de guerra civil.

O coronel Thierry Burkhard confirmou que o envio de aramas aconteceu no início de junho, quando civisis foram cercados por forças do ditador, que se recusavam a autorizar a passagem de ajuda humanitária. Segundo o porta-voz do Exército, as armas foram lançadas de paraquedas nas montanhas de Nafusa.

Entre elas havia lançadores de foguetes, rifles de assalto, metralhadoras e mísseis antitanque. A decisão de enviar armas sem consultar os parceiros da Otan ocorreu “porque não havia outra forma de proceder”, disse uma fonte de alto escalão ao “Le Figaro”.

Rebeldes já receberam US$ 100 milhões de ajuda financeira internacional
No Reino Unido, o ministro de Relações Exteriores, William Hague, disse a parlamentares que já foi feito o primeiro pagamento de ajuda aos rebeldes, no valor de US$ 100 milhões. Em um encontro nos Emirados Árabes Unidos no início do mês, o grupo internacional que se uniu para discutir a situação da Líbia prometeu repassar aos rebeldes mais de US$ 1,3 bilhão.

- Na semana passada, eles receberam a primeira doação internacional (…) por meio do mecanismo de financiamento temporário estabelecido pelo grupo de contato para combustíveis e salários – disse Hague.

A rebelião contra os 41 anos de regime de Kadafi fez apenas ligeiros progressos desde que começou a receber apoio dos bombardeios aéreos da Otan, há três meses, mas agora os rebeldes dizem estar se aproximando da capital.

No domingo, o grupo que atua nas Montanhas Ocidentais, que ficam a sudoeste de Trípoli, obteve sua maior vitória ao chegar à localidade de Bir al Ghanam, onde agora enfrenta as tropas governistas.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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O presidente americano, Barack Obama, deve anunciar em pronunciamento na noite desta quarta-feira a retirada de 10 mil tropas do Afeganistão já neste ano, e mais 23 mil até o fim de setembro de 2012, anteciparam autoridades ao jornal “The Washington Post” sob condição de anonimato.

Até então sabia-se dos planos de retirar ao menos 33 mil tropas até o prazo final de 2012, mas o trecho do discurso vazado pelos membros do governo mostra que o presidente está disposto a antecipar ainda mais o início da retirada americana quase dez anos após o 11 de setembro de 2001.

O secretário de Defesa, Robert Gates, defendeu recentemente uma redução mais lenta, para evitar a reversão dos avanços no terreno.

Os cerca de 30 mil militares foram enviados ao Afeganistão no final de 2009, como um reforço adicional (movimento conhecido como “surge”, em inglês).

No total, os EUA mantêm no Afeganistão 100 mil tropas, cujas operações custam aos cofres públicos americanos cerca de US$ 10 bilhões por mês.

De acordo com o “Post”, a expectativa do Pentágono era de que a maior parte das 33 mil tropas ficassem em solo afegão ao menos até o fim de 2011.

No entanto, Obama parece ter cedido à crescente pressão dos congressistas americanos, cujo argumento é de que o país, que ainda amarga os reflexos da crise econômica de 2008, não pode manter o nível dos gastos com a guerra.

CRONOGRAMA

Em seu pronunciamento marcado para as 20h de Washington (21h em Brasília), Obama irá apresentar mais detalhes sobre o plano para a retirada das tropas americanas da Guerra do Afeganistão.

Pressionado pelo Congresso e pela opinião pública a encerrar o impopular e custoso conflito iniciado há dez anos, Obama vem buscando um equilíbrio entre os conselhos dos seus assessores militares, que querem uma desocupação gradual, e os argumentos dos seus assessores políticos, favoráveis a uma desocupação rápida –o que poderia ter um efeito positivo à campanha eleitoral de 2012.

“Ele tem preparado sua decisão ao longo das últimas semanas, e finalizou essa decisão hoje”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney na terça-feira.

Os chefes do Pentágono temem que uma desocupação rápida demais reverta os avanços obtidos pelos EUA contra a insurgência do Taleban no Afeganistão, que atualmente tem grande força.

Por outro lado, a morte de Osama bin Laden no Paquistão, no mês passado, reforçou dentro do governo a tese de que já houve progressos suficientes na luta contra a Al Qaeda, permitindo uma retirada mais acelerada das tropas.

A tese da maioria dos congressistas, segundo analistas, é de que o país não pode mais arcar com operações para a estabilização do Afeganistão, e que só há justificativa para manter um pequeno contingente cujo objetivo é conter os avanços da Al Qaeda.

FONTE: Folha.com

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A Batalha de Marjah é um documentário sobre a Companhia Bravo do Primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Fuzileiros durante a operação Moshtarak para pacificar a região de Marjah no sul do Afeganistão. As operações iniciaram no dia 13 de fevereiro de 2010 junto com tropas do US Army, ISAF e Afegãs, além dos USMC.

O alvo principal era a cidade de Marja controlada pelo Talibã e traficantes. Um total de 15 mil homens participaram da operação. Foi a maior operação desde a queda do Talibã. A operação acabou com dois anos de domínio Talibã no local.

As outras partes estão disponíveis no Youtube

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As centenas de comunicações das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) divulgadas nesta semana sugerem que o caso de um cônsul venezuelano em Manaus, que teria ajudado guerrilheiros a circular no Brasil, não é isolado. Numa comunicação de 2006, Raúl Reyes, ex-número dois das Farc (morto em 2008), diz que combinou enviar ao governo Chávez uma lista de pessoas “de confiança” para consulados de cidades colombianas. As comunicações das Farc mencionam que o grupo ligado a Raúl Reyes usava o Brasil como ponto de apoio e transferência de dinheiro. Considerado número 2 de Reyes, Orlay Jurado Palomino menciona viagens pelo norte do Brasil e Fortaleza.

FONTE: Folha de São Paulo/Ex-Blog do Cesar Maia

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Os Estados Unidos interceptaram, no ano passado, uma ligação feita para Abu Ahmed al Kuwaiti, um dos mensageiros de Bin Laden que vivia na casa em Abbottabad. No telefonema, um velho amigo perguntou a Al Kuwaiti por onde ele andava. “Voltei a trabalhar com as pessoas que estava antes”, respondeu, sem entrar em detalhes.

Não precisou dizer mais nada. A informação foi suficiente para saber que Al Kuwaiti havia voltado para o círculo íntimo de Bin Laden. O amigo ainda respondeu: “com a ajuda de Deus” e desligou.

Os serviços de inteligência conseguiram rastrear a chamada e usando um “vasto número de recursos técnicos e humanos” chegaram à casa de Abbottabad. O cuidado para não chamar a atenção de ninguém era tamanho que a residência não possuía linhas telefônicas ou acesso à internet.

Qualquer morador da casa que quisesse fazer uma ligação por celular teria de ir até um local distante uma hora e meia dali para, só então, colocar a bateria no aparelho e fazer a chamada.

Os Estados Unidos não tinham certeza de que Bin Laden vivia na casa. Ao observar a rotina do local, os serviços de inteligência perceberam que um morador mantinha o hábito de passear pelo quintal. O tal homem, que foi apelidado como “O Andarilho” era bastante alto, conforme confirmou sistemas de identificação por satélite. Por isso, a CIA desconfiou que se tratava de Bin Laden.

O diretor da CIA, Leon E. Panetta, passou às informações para o presidente Barack Obama que tomou a decisão de invadir o local, mesmo sem ter a certeza absoluta de que se tratava de Bin Laden.

Após estudarem várias formas de capturar ou matar o terrorista, como o uso de aviões não tripulados, ficou decidido que a invasão seria feita pelos Navy SEALs, a elite da Marinha americana.

Finalmente, na sexta-feira (29), às 8h20, pelo horário de Washington (9h20, em Brasília), Obama aprovou a ação militar. Na noite de domingo, o presidente e sua equipe assistiram à operação por meio de um vídeo, sem áudio, em uma sala na Casa Branca.

Quando Bin Laden foi morto, um Navy SEAL deitou-se ao lado do corpo do terrorista para comparar os tamanhos (o líder da Al Qaeda media 1,93 m). Quando Obama ficou sabendo, brincou: “usamos um helicóptero de US$ 60 milhões nesta operação e não tínhamos dinheiro para comprar uma fita métrica?”

FONTE: UOL News

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