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Itália vai fornecer armas aos rebeldes líbios

A Itália vai fornecer “muito em breve” armas aos rebeldes líbios para ajudá-los a defender-se das forças fiéis a Muammar Kadafi. Combates prosseguem no oeste da Líbia.

“[Os italianos] vão fornecer-nos armas e nós vamos recebê-las muito em breve”, declarou à imprensa Abdel Hafiz Ghoga, o vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes.

Em Roma, fontes do ministério dos Negócios Estrangeiros precisaram que a Itália vai fornecer “material de auto-defesa” aos rebeldes, no quadro da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

A Itália não fornecerá armas de assalto, acrescentaram as fontes, sem mais pormenores.

Os rebeldes reclamam regularmente armas para enfrentar as forças governamentais, que combatem desde meados de Fevereiro.

Tal como a França e o Reino Unido, a Itália já enviou alguns conselheiros militares para Benghazi (leste), sede do CNT, para ajudar os rebeldes a organizar-se. Segundo Abdel Hafiz Gogha, o número de combatentes rebeldes a lutar em todo o país não ultrapassa neste momento as 3.000 pessoas.

O vice-presidente do CNT indicou também que os ataques dos pró-Kadafi estão a intensificar-se, um sinal, segundo ele, de que a pressão internacional está a dar os seus frutos: “Parece que quanto mais desesperado está Kadafi, mais descarrega no seu povo”, observou.

Os rebeldes perderam pelo menos nove dos seus combatentes, este sábado, em violentos confrontos perto de Zenten, nas montanhas berbere a sudoeste de Tripoli e mais cerca de 50 pessoas ficaram feridas, várias com gravidade, segundo fontes médicas citadas pela agência AFP no local.

O conflito na Líbia já fez milhares de mortos, segundo o procurador do Tribunal Penal Internacional, Luís Moreno-Ocampo.

FONTE:Jornal de Notícias

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Ao menos quatro pessoas ficaram feridas neste sábado no ataque de um grupo de insurgentes talibãs a um prédio perto do escritório do governo estadual na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, informou à Efe uma fonte oficial.

De maneira simultânea, outro grupo de insurgentes atacou o prédio dos serviços de inteligência afegãos e um complexo policial nos arredores da mesma cidade. Segundo a fonte, na área foram escutadas explosões e tiroteios.

Al Qaeda

A insurgência talibã do Afeganistão assegurou neste sábado que a morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, “dará um novo impulso” à luta contra as forças dos Estados Unidos e da Otan.

Em declarações à Agência Efe, o porta-voz talibã Zabiulá Mujahid qualificou a morte de Bin Laden de “grande tragédia” para o movimento insurgente afegão.

Os fundamentalistas do país asiático haviam optado até agora por não se pronunciarem sobre a morte de Bin Laden, alegando que não havia provas que confirmassem isso.

Neste sábado, porém, Mujahid aceitou como válida a confirmação emitida ontem pela Al Qaeda indicando que Bin Laden foi abatido em uma operação de forças especiais dos EUA na segunda-feira no norte do Paquistão, e defendeu “um novo impulso” à luta contra as tropas estrangeiras desdobradas em solo afegão.

Em comunicado enviado na noite desta sexta-feira, os talibãs afegãos argumentaram que os EUA estão enganados se acreditam que “a moral e os combatentes do movimento insurgente ficarão debilitados” após a morte de Bin Laden, e disseram que isso “guiará centenas a tomarem o caminho do martírio e do sacrifício”.

“A história do islã sempre guardará viva sua memória”, assegurou o movimento.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, dissera na segunda-feira que Bin Laden foi castigado por suas ações e exortou os fundamentalistas a tomarem nota de sua sorte para que se unam ao processo de paz impulsionado pelo Governo afegão.

Os EUA invadiram o Afeganistão há quase uma década, pouco depois dos atentados do 11 de Setembro e de acusarem o regime talibã — então no poder — de dar refúgio a Bin Laden em território afegão.

FONTE: Folha.com

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* Sérgio de Oliveira Netto

No dia 02 de maio de 2011, o mundo recebeu a notícia de que, Osama Bin Laden, considerado o terrorista mais perigoso na atualidade, havia sido morto numa operação conduzida pelo governo norte-americano, após cerca de dez anos de perseguição.

Incursão que teria sido executada por membros das forças especiais. No caso, a respeitada unidade conhecida como Navy Seal Team Six da Marinha dos Estados Unidos da América. Que teriam sido levados ao local do esconderijo do terrorista, por helicópteros pilotados pelos Night Stalkers. Pilotos de elite que integral o 160th Special Operations Aviation Regiment (SOAR) do Exército Americano.

Desde então, vários questionamentos passaram a ser levantados, acerca da legalidade desta ousada ação militar, que redundou na morte de Bin Laden.

O que se propõe, portanto, nestas breves considerações, é procurar apresentar respostas a algumas destas indagações, concernentes aos possíveis fundamentos jurídicos que lhe poderiam conferir legitimidade.

Antes, porém, ainda que a título de curiosidade – mas sem perder o foco da análise da questão jurídica – caberia indagar quem seriam os destemidos agentes que participaram desta operação.

Pelo que foi noticiado, a “ponta da lança” desta ação militar teria sido, como dito acima, o time de elite conhecido como Navy Seal Team Six. Que, em parceria com a Agência Americana de Inteligência (CIA), teriam planejado a execução desta ação.

Mas, afinal, quem são, os agora mundialmente famosos, Navy Seals? Criados na década de 60, passaram a ser considerados um grupamento de elite na realização de operações especiais de guerra. Recebendo treinamento extremamente tático e rigoroso, que os habilita a atuar em operações aéreas, navais e em terra. Daí, inclusive, é indicada uma suposta origem para a sigla SEAL. Que, em inglês, compreenderia as iniciais de mar-ar-terra (sea-air-land).

Patches usados pelos militares do US Navy SEAL. A inscrição diz: “Deus julgará nossos inimigos. Nós providenciaremos o encontro”

No livro The Warrior Elite (Publisher: Three Rivers Press – January 2003), Dick Couch descreve em detalhes, todo o rigor do treinamento destes soldados, até que sejam merecedores de receber o tridente (assim chamada a insígnia recebida por aqueles que conseguem ser aprovados durante o processo de seleção chamado  BUD/S – Basic Underwater Demolition).

Já na obra Robert’s Ridge (Publisher: Dell – July 2006), Malcolm MacPherson traz um minucioso relato de como nem todas as operações realizadas pelos Seals são coroadas de êxito. Quando, no Afeganistão, integrantes deste grupamento acabaram sendo surpreendidos por militantes da al-Qaeda e Taliban. Ao tentarem se estabelecer numa montanha mais alta da região, em razão da sua posição estratégica (Takur Ghar), durante a Operação Anaconda.

Mas, em face do avanço do terrorismo no mundo contemporâneo, o time de Navy Seals teve de se submeter a algumas adaptações. Para que pudessem atuar em cenários de guerra não convencional (“atrás das linhas inimigas”). O que teria ensejado o surgimento dos Navy Seals Team Six (ST6). Pertencente ao The United States Naval Special Warfare Development Group (NSWDG), mais popularmente conhecido como DEVGRU.

Uma unidade especializada em atuações de contraterrorismo. Que, em razão do seu estreito relacionamento com os órgãos de inteligência norte-americanos, passaram a ser denominados de “guarda pretoriana da CIA”.

Tal qual acontece com seus colegas de irmandade, os operadores da Delta Force (1st Special Forces Operational Detachment-Delta ou simplesmente 1st SFOD-D). Vinculados ao Exército Americano, também para o combate ao terrorismo. A quem se atribui a captura em 2003, do ex-ditador do Iraque Saddam Hussein.

Que, aliás, ainda possuem em comum o fato de “não existirem” oficialmente. Dado o sigilo que recobre as ações destes destacamentos das forças especiais.

Feita esta digressão, com o propósito de melhor contextualizar os fatos, cumpre examinar se haveria fundamento legal capaz de legitimar esta ação militar.

De início, faz-se necessário conceituar terrorismo. Tarefa nada fácil, posto que pode inclusive albergar múltiplos significados.[1] O que não é empecilho a que se estabeleça uma definição indicativa das suas principais características.

Para tanto, nada impede que se valha da proposta legislativa, que pretende inserir o crime de terrorismo no Código Penal, dando-lhe alguns contornos conceituais. Trata-se do Projeto de Lei n° 6.764, de 9 de maio de 2002, que adicionaria o Título XII, que versa sobre os crimes contra o Estado Democrático de Direito, à Parte Especial do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. Cujo art. 371 seria redigido da seguinte forma:

“Terrorismo

Art. 371. Praticar, por motivo de facciosismo político ou religioso, com o fim de infundir

terror, ato de:

I – devastar, saquear, explodir bombas, seqüestrar, incendiar, depredar ou praticar atentado pessoal ou sabotagem, causando perigo efetivo ou dano a pessoas ou bens; ou

II – apoderar-se ou exercer o controle, total ou parcialmente, definitiva ou temporariamente, de meios de comunicação ao público ou de transporte, portos, aeroportos,estações ferroviárias ou rodoviárias, instalações públicas ou estabelecimentos destinados ao abastecimento de água, luz, combustíveis ou alimentos, ou à satisfação de necessidades gerais e impreteríveis da população:

Pena – reclusão, de dois a dez anos.

§ 1o Na mesma pena incorre quem pratica as condutas previstas neste artigo, mediante

acréscimo, supressão ou modificação de dados, ou por qualquer outro meio interfere em sistemas de informação ou programas de informática…”

A própria Organização das Nações Unidas (ONU) não conseguiu alcançar um consenso acerca do conceito de terrorismo. Motivo pelo qual ainda não foi elaborada uma convenção universal sobre o tema. Fato que não vem sendo óbice à tomada de iniciativas contra os atos de terror. Do que é exemplo a edição, em abril de 2005, da Convenção Internacional para a Repressão de Atos de Terrorismo Nuclear.[2]

Tanto que a ONU, por meio do seu Conselho de Segurança, editou a Resolução 1373 em 28 de setembro de 2001. Pela qual expressamente repudia a prática de atos terroristas, e exorta os estados-membros a prevenirem e reprimirem sua prática. Seja por meio de medidas simples, como o bloqueio de ativos financeiros de pessoas ligadas a grupos terroristas, seja mediante adoção de providências mais severas. Tais quais a não concessão de abrigo no país a pessoas que se engajam nestas práticas, ou não permitindo a movimentação de terroristas ou grupos terroristas pelo seu território.[3]

No âmbito regional, a Organização dos Estados Americanos (OEA), também tratou de confeccionar a Convenção Interamericana contra o Terrorismo, assinada em Barbados em 03 de junho de 2002. Pela qual insta os países que integram a OEA a prevenir, combater, punir e eliminar o terrorismo (art. 1)[4]. Colocada em aplicação no sistema jurídico nacional pelo Decreto n° 5.639 de 26 de dezembro de 2005.

Dentro desta moldura jurídica, e partindo-se do pressuposto de que tudo leva a crer que o Governo do Paquistão estaria, no mínimo, sendo conivente com a presença de Osama Bin Laden no seu território, já haveria suporte legal para que sofresse represálias internacionais. Posto que flagrado em inescusável descumprimento das normas internacionais. Talvez não da forma unilateral como foi feito pelos Estados Unidos, mas sim com o aval da ONU.

Cenário que, a bem da verdade, dificilmente viria a se concretizar. Considerando os interesses (muitos vezes escusos) os mais variados possíveis dos integrantes da ONU. Indiciando que, se a questão fosse levada ao debate no Conselho de Segurança, provavelmente não se obteria uma permissão para se lançar uma ofensiva sobre o território paquistanês. Ou pelo menos não em tempo de prender o terrorista. Que, até lá, muito provavelmente já teria tomada conhecimento da situação, e fugido do local onde se encontrava.

Mas e quanto à suposta execução sumária de Bin Laden? Haveria lastro jurídico capaz de justificar este ato? Deveria ele ter sido levado a julgamento perante algum país, ou pelo Tribunal Internacional Penal?

Em princípio, certamente que a resposta correta seria aquele que demandava que este terrorista fosse levado a uma Corte de Justiça. Onde seria formalmente acusado, e poderia exercitar sua plena defesa.

Acontece que, um julgamento desta natureza poderia levar anos para ser finalizado. E, até lá, é bem possível que insurgentes da Al-Quaeda passassem a promover atos de terror pelo mundo, exigindo a soltura de Bin Laden. Especialmente contra norte-americanos, principais responsáveis pela sua prisão.

Ante tal situação, não é desarrazoado cogitar-se que o Governo Americano se valeu do regular exercício da legítima defesa. Expressamente previsto na Carta da ONU, em seu art. 51, in verbi:

“Art. 51 Nada na presente Carta prejudicará o direito de legítima defesa individual ou coletiva no caso de ocorrer um ataque armado contra um Membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais…”

Que, na hipótese, seria utilizado como forma de legítima defesa preventiva (ou preordenada ou antecipada), ou mesmo sob a indumentária de uma legítima defesa preemptiva. Dentro de uma concepção mais ampla, que faz a diferenciação entre guerra justa e injusta, como sustentado por Michael Walzer, na obra  “Just and Unjust Wars” (New York: Basic Books – 2 ed., 1992).

Para quem, em suma, a guerra preemptiva estaria baseada em fatos reais e irrefutáveis (hard evidence) reveladores da iminência de um ataque. Enquanto a guerra preventiva, seria destinada a impedir o surgimento do próprio risco iminente. Ou seja, teria por finalidade debelar o risco, antes mesmo da efetiva materialização da possibilidade do ataque.

Seja num caso como noutro, não há como se refutar a constatação de que Bin Laden poderia estar engendrando e gerenciando, a prática de outros atos terroristas. Cujo alvo principal, inquestionavelmente, seria a América.

É verdade que, perante o Direito Brasileiro, uma tese desta natureza, preconizando o uso da legítima defesa preventiva, estaria fadada ao insucesso. Posto que, nos termos da legislação nacional (Código Penal, art. 25) não se justificaria uma ação antecipada contra prováveis ameaças, por mais que fossem plausíveis. Como assevera Damásio E. de Jesus, em Direito Penal – Parte Geral, 27ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. Vol.1, p. 389:

“…Não há legítima defesa contra agressão passada ou futura. Se a agressão já ocorreu, a conduta do agredido não é preventiva, tratando-se de vingança ou comportamento doentio. Se há ameaça de mal futuro, pode intervir a autoridade pública para evitar a consumação…”

Entretanto, num cenário internacional onde a “autoridade pública” é a ONU, cujos membros permanentes (China, França, Rússia, Reino Unido da Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América) do Conselho de Segurança (que possuem o poder de vetar qualquer iniciativa – Carta da ONU art. 27) possuem agendas muitas vezes não reveladas e moralmente questionáveis, e interesses conflitantes, seria improvável que se conseguisse uma permissão para se invadir o Paquistão e prender Bin Laden.

Motivo pelo qual, por mais que moralmente possa se reprovar a iniciativa unilateral que culminou na morte do terrorista, e por mais que se deva lamentar toda perda de uma vida humana, juridicamente, existem bases legais que legitimam esta ação militar americana.

Que obviamente não é a melhor medida para se debelar ameaças terroristas. Mas que, no conturbado jogo de interesses entre as nações, parece não ter deixado alternativa ao governo norte-americano.

* Procurador Federal. Mestre em Direito Internacional (Master of Law), com concentração na área de Direitos Humanos, pela American University – Washington College of Law. Especialista em Direito Civil e Processo Civil. Professor do Curso de Direito da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE (SC).

[1] Diniz. Compreendendo o Fenômeno do Terrorismo: “…corre-se o risco de agregar sobre um mesmo nome coisas muito diferentes, impossibilitando a análise, a identificação de alternativas adequadas para se lidar com o fenômeno e induzindo a erro quando da avaliação da eficácia dessas alternativas…” 

[2] http://www.onu-brasil.org.br/view_news.php?id=2881

[3] Resolução 1373 (2001): O Conselho de Segurança…

Reafirmando também a condenação inequívoca dos ataques terroristas ocorridos em Nova York, Washington, D.C. e Pensilvânia, em 11 de setembro de 2001, e expressando a determinação de prevenir esses atos,

Reafirmando ademais que tais atos, como quaisquer outros atos de terrorismo internacional, constituem uma ameaça à paz e à segurança internacional…

Reafirmando a necessidade de combater por todos os meios, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, ameaças à paz e à segurança internacional causadas por atos terroristas,

Profundamente preocupado com o aumento, em várias regiões do mundo, de atos de terrorismo motivados pela intolerância ou o extremismo,

Reafirmando o princípio estabelecido pela Assembléia Geral na declaração de outubro de 1970 (resolução 2.625 (XXV)) e reiterado pelo Conselho de Segurança na resolução 1.189 (1998) de 13 de agosto de 1998, qual seja o de que todo Estado tem a obrigação de abster-se de organizar, instigar, auxiliar ou participar de atos terroristas em outro Estado ou permitir, em seu território, atividades organizadas com o intuito de promover o cometimento desses atos,

Atuando ao abrigo do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas,

•  Decide que todos os Estados devem:

a) Prevenir e reprimir o financiamento de atos terroristas;

b) Criminalizar o fornecimento ou captação deliberados de fundos por seus nacionais ou em seus territórios, por quaisquer meios, diretos ou indiretos, com a intenção de serem usados ou com o conhecimento de que serão usados para praticar atos terroristas;

c) Congelar, sem demora, fundos e outros ativos financeiros ou recursos econômicos de pessoas que perpetram, ou intentam perpetrar, atos terroristas, ou participam em ou facilitam o cometimento desses atos. Devem também ser congelados os ativos de entidades pertencentes ou controladas, direta ou indiretamente, por essas pessoas, bem como os ativos de pessoas e entidades atuando em seu nome ou sob seu comando, inclusive fundos advindos ou gerados por bens pertencentes ou controlados, direta ou indiretamente, por tais pessoas e por seus sócios e entidades…

•  Decide também que todos os Estados devem:

•  Abster-se de prover qualquer forma de apoio, ativo ou passivo, a entidades ou pessoas envolvidas em atos terroristas, inclusive suprimindo o recrutamento de membros de grupos terroristas e eliminando o fornecimento de armas aos terroristas;

•  Tomar as medidas necessárias para prevenir o cometimento de atos terroristas, inclusive advertindo tempestivamente outros Estados mediante intercâmbio de informações;

•  Recusar-se a homiziar aqueles que financiam, planejam, apóiam ou perpetram atos terroristas, bem como aqueles que dão homizio a essas pessoas…

[4] Artigo 1:  Esta Convenção tem por objeto prevenir, punir e eliminar o terrorismo. Para esses fins, os Estados Partes assumem o compromisso de adotar as medidas necessárias e fortalecer a cooperação entre eles, de acordo com o estabelecido nesta Convenção.

Blindados sírios entram em cidade rebelada

Tanques do Exército sírio entraram na manhã deste sábado na cidade de Banias (ver imagem acima), no noroeste do país, um dos focos da revolta contra o regime do ditador Bashar al Assad, informaram ativistas dos direitos humanos citados pela agência France Presse.

Os tanques entraram em Banias ainda de madrugada e tentam agora se dirigir aos bairros do sul, onde se encontra a maioria dos manifestantes, acrescentaram as fontes.

Os moradores locais “formaram um escudo humano” para impedir o avanço dos blindados, afirmaram ainda os ativistas, segundo os quais as comunicações e a eletricidade foram cortadas na cidade.

Banias se encontra sitiada pelo Exército sírio há mais de uma semana. Na noite da última quarta-feira, as forças de segurança reforçaram os acessos à cidade, onde milhares de pessoas haviam se manifestado contra o ditador.

“Parece que estão planejando atacar a cidade como fizeram em Deraa [cidade so sul do país onde tiveram início os movimentos de protesto contra o regime]“, disse um dos ativistas.

Mortes

Na sexta-feira (06), ao menos 21 pessoas morreram durante uma violenta repressão das forças de segurança sírias aos protestos da oposição nas cidades de Homs e Hama, ao norte da capital Damasco.

Os confrontos mais violentos ocorreram em Homs, onde tanques do Exército dispararam indiscriminadamente contra os manifestantes, segundo o diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Ammar Qurabi.

Segundo organizações de direitos humanos na Síria, ao menos 565 civis e mais de uma centena de membros do Exército e das forças de segurança morreram desde o início dos protestos, em meados de março.

Sanções

Os países da UE alcançaram na sexta-feira um acordo político para sancionar 13 nomes do regime sírio, em resposta à violenta repressão dos protestos de oposição no país.

Na lista não aparece, entretanto, o ditador da Síria, Bashar al Assad, apesar de vários Estados-membros terem pressionado para que seu nome fosse incluído.

As sanções serão adotadas formalmente no início da próxima semana e vão incluir a proibição de viajar à Europa e o congelamento de ativos em todo o território do bloco europeu dos envolvidos.

A exclusão de Bashar al Assad da lista de sancionados não significa que não possa ser afetado em um futuro próximo, porque este tipo de lista é alvo de constante revisão e pode ser ampliada rapidamente.

Este será o primeiro pacote europeu de sanções contra a Síria, mas pode ser acompanhado em breve de novas medidas.

Já os EUA advertiram na sexta que adotará “medidas adicionais” contra a Síria caso Damasco não detenha sua brutal repressão aos manifestantes, quase uma semana depois de terem imposto duras sanções ao país árabe.

No dia 30 de abril, os EUA ordenaram o congelamento de operações financeiras da Síria, notadamente visando Maher Al Assad, irmão poderoso do presidente, que comanda a temida Quarta Divisão Blindada da Síria.

Também foram incluídos nestas sanções Ali Mamluk, chefe dos serviços de inteligência, e Atef Najib, que se apresentou como o ex-chefe de inteligência de Deraa (sul), epicentro dos protestos contra o regime.

O ditador, no entanto, foi poupado pelas sanções americanas.

FONTTE: FolhaOnline

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WASHINGTON – A al-Qaeda divulgou um comunicado nesta sexta-feira informando a seus membros que Osama bin Laden está morto, em fóruns islâmicos na Internet e traduzidos pelo serviço de monitoramento on-line Site. A confirmação do grupo extremista reduz as dúvidas em torno da morte de Bin Laden, que não teve provas divulgadas pelos Estados Unidos.

A rede terrorista ainda prometeu continuar com os ataques contra o Ocidente e disse que a morte de seu líder será uma maldição “que perseguirá os americanos e seus agentes”.

“(O sangue de Bin Laden) permanecerá – com a permissão de Alá – uma maldição que persegue os americanos e seus agentes, e irá atrás deles dentro e fora de seus países”, diz um trecho do comunicado.

“Sua felicidade vai se transformar em sofrimento, e seu sangue vai se misturar com suas lágrimas”, completa.

No comunicado, a al-Qaeda afirma ainda que vai divulgar em breve uma gravação de Bin Laden feita uma semana antes dele ser morto pelas forças americanas.

“Antes de o xeque partir deste mundo e antes que pudesse compartilhar com a nação islâmica as alegrias das revoluções em face de opressores, ele gravou uma mensagem de voz de congratulações e conselhos que vamos divulgar em breve, se Deus quiser”, diz um trecho do comunicado.

O grupo militante ainda instou os paquistaneses a se levantar contra seu governo a fim de “limpar” o país da vergonha trazida com a morte de Bin Lande em solo paquistanês:

“Fazemos um apelo ao nosso povo muçulmano no Paquistão, em cuja terra o xeque Osama foi morto, para levantar e revoltar-se para limpar essa vergonha que tem sido associada a eles por um grupo de traidores e ladrões e em geral, para limpar seu país da imundice dos americanos que espalham a corrupção dentro dele”.

Em vídeo, combatentes do Talibã prometem vingar Bin Laden

Ainda nesta sexta-feira, combatentes do Talibã fortemente armados,que apareceram num vídeo que mostra pessoas vestidas como militantes da linha de frente no sul do Afeganistão, disseram que a morte de Bin Laden os inspirará a continuar a luta até que todas as tropas estrangeiras tenham deixado o país. A autenticidade do vídeo obtido pela Reuters não pôde ser confirmada.

O vídeo mostra seis combatentes não identificados do Talibã, todos com os rostos cobertos, com rifles, lançadores de granada, metralhadoras e outras armas. Três deles prometeram continuar a combater as forças estrangeiras lideradas pela Otan.

- Mesmo se a notícia do martírio de Osama bin Laden for verdade, isso não vai mudar nossa política de jihad (guerra santa). Se for verdade que ele está morto, isso nos dará mais motivação para continuar nossa jihad – disse um dos combatentes no vídeo.

FONTE: O Globo

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RIO – O diretor da CIA, Leon Panetta, admitiu na terça-feira que sua equipe usou a polêmica técnica de afogamento simulado (waterboarding, na sigla em inglês) em detidos em prisões secretas para obter informações que levassem os Estados Unidos a localizar Bin Laden.

Em entrevista à rede americana NBC, o diretor destacou que as pistas que levaram os serviços de inteligência a encontrarem o esconderijo de Bin Laden vieram de muitas fontes e não somente dessa técnica de interrogatório.

- Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto – afirmou Panetta.

Ao ser perguntado se nessas técnicas de interrogatório coercitivas se incluía o afogamento simulado, Panetta respondeu: correto.

Os críticos classificam afogamento simulado como tortura: a técnica consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do prisioneiro e, em seguida, derramar água sobre seu rosto. O detido começa a inalar água rapidamente, causando a sensação de afogamento.

O diretor da CIA, que em breve substituirá Robert Gates na chefia do Departamento de Defesa, esclareceu que as ordens do presidente Barack Obama na operação exigiam a morte de Bin Laden, e não apenas capturá-lo.

- Isso estava claro. Mas também estava, como parte das regras da operação, que se ele de repente levantasse as mãos e se rendesse, então teríamos a oportunidade, obviamente, de capturá-lo. Mas essa oportunidade nunca foi apresentada – explicou.

Panetta ressaltou, além disso, que o governo paquistanês nunca soube nada sobre esta missão, pois os EUA a classificaram como missão unilateral.

- Obama tinha deixado muito claro aos paquistaneses que, se tivéssemos provas sólidas de onde estava localizado Bin Laden, entraríamos em território paquistanês por ele. E é justamente isso o que ocorreu – afirmou o diretor da CIA.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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SANAA – Um líder da Al Qaeda da província de Abyane, no Sul do Iêmen, prometeu hoje vingar a morte do fundador da rede, Osama bin Laden, que foi alvo de operação militar norte-americana no último domingo. Bin Laden vivia com parte da família em uma mansão, a 100 quilômetros da capital do Paquistão, Islamabad.

O líder tenta manter o anonimato e avisa que a Jihad (guerra santa) não vai parar. Segundo ele, a Aqpa, um dos braços da Al Qaeda, prepara um plano de ação para continuar com a Jihad.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, as promessas de vingança por causa da morte de Bin Laden não são uma novidade. Um preso de Guantánamo, Sharif al Masri, apontado como jihadista egípcio e detido no Paquistão em 2004, afirmou que se Bin Laden fosse capturado ou assassinado uma bomba nuclear seria detonada nos Estados Unidos. A ameaça foi feita em setembro de 2008.

Outro preso, Abu Faraj Al Libi, um líbio de 41 anos, considerado um dos presos mais valiosos de Guantánamo, especialista em temas nucleares, químicos e bacteriológicos, também forneceu informações às autoridades norte-americanas, segundo relatos.

FONTE: Agência Brasil

A morte de Osama bin Laden em Abbottabad, cidade militar a duas horas de Islamabad, em um ataque de um comando americano, deixou em posição incômoda o governo do Paquistão, suspeito de falta de determinação na luta contra a Al-Qaeda e acusado de dar refúgio a terroristas.

Durante anos, os ocidentais acreditaram que o homem mais procurado do mundo estava escondido nas regiões tribais inexpugnáveis do noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, bastião dos talibãs paquistaneses aliados da Al-Qaeda.

No entanto, ao invés de se esconder em uma gruta distante das cidades, Bin Laden estava – desde quando? – em uma mansão, cerca de 80 km a noroeste da Islamabad, próximo de uma bela cidade turística, Abbottabad, sede de uma academia militar.

O presidente americano Barack Obama elogiou a ajuda do Paquistão e indicou que havia ligado para seu colega Asif Ali Zardari para dizer que era um momento “histórico” para ambos os países.

Mas, ao que parece, os Estados Unidos executaram a operação sem advertir as autoridades paquistanesas, que não foram informadas da operação, justificando a violação da soberania do Paquistão pela “obrigação legal e moral de agir”, afirmou um alto funcionário da administração Obama.

“Osama bin Laden morreu na periferia de Abbottabad” pouco depois da meia-noite, indicou um comunicado do Ministério paquistanês das Relações Exteriores.

“A operação foi desenvolvida pelas forças americanas em virtude de sua política, segundo a qual Osama bin Laden seria eliminado em uma operação direta das forças americanas em qualquer parte do mundo”, acrescentou o ministério no comunicado, sem confirmar abertamente que o Paquistão não tinha sido avisado da operação.

“Este fato mostra nossa preocupação de que terroristas que pertencem a diversas organizações encontram refúgio no Paquistão”, disse nesta segunda-feira o ministro do Interior da Índia, P. Chidambaram.

Os analistas consideram que o Paquistão corre o risco de represálias por parte dos talibãs paquistaneses, aliados da Al-Qaeda. Para muitos, pode haver uma intensificação da onda de atentados que foram desencadeados em 2007 devido ao apoio do governo paquistanês concedeu à “guerra contra o terrorismo” travada pelos Estados Unidos.

Mais de 4.200 paquistaneses morreram em cerca de 450 atentados -em sua maioria suicidas- nos últimos três anos.

O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, classificou a operação de “grande vitória” contra o “terrorismo”, mas admitiu que não sabia os detalhes.

As relações entre os serviços secretos americanos e paquistaneses passaram por um momento conturbado após a detenção por várias semanas de um agente da CIA que tinha matado dois paquistaneses no começo de 2011.

Em meados de abril, o militar americano de mais alta patente, o almirante Mike Mullen, acusou os integrantes dos serviços secretos paquistaneses de manter relações com a rede Haqqani dos talibãs afegãos, cuja retaguarda está nas zonas tribais.

Autoridades americanas acusam o aparato militar e os serviços de inteligência de fazer “jogo duplo” com os islamitas.

O site Stratford Global Intelligence se perguntava nesta segunda-feira se o Paquistão sabia que Bin Laden estava escondido em Abbottabad.

“Abbottabad é uma cidade de guarnição com uma academia militar. As pessoas vão perguntar o que Bin Laden fez para estar lá”, disse o jornalista paquistanês Rahimullah Yusufzai, um dos maiores especialistas dos talibãs e da Al-Qaeda.

“Isso pode aumentar a pressão sobre o Paquistão e suscitar investigações sobre o número dois e outros altos membros da Al-Qaeda, que também poderão se esconder” no Paquistão, disse Yusufzai à AFP.

Abbottabad, batizada em homenagem a seu fundador, o major James Abbott, mantém características arquitetônicas de seu passado colonial, como o cemitério, a igreja e o clube de cavaleiros ingleses.

FONTE: AFP, via UOL

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