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A coalizão liderada pelos Estados Unidos anunciou hoje que matou o segundo insurgente mais procurado no Afeganistão: o saudita Abu Hafs Al Najdi, apontado como um dos líderes da Al-Qaeda, responsável por estabelecer campos de treinamento terrorista e promover ataques às forças militares dos EUA e do Afeganistão, de acordo com informações do Wall Street Journal.

Najdi, também conhecido como Abdul Ghani, teria morrido em um ataque da coalizão no dia 13 de abril no distrito afegão de Dangam, em Kunar, perto do Paquistão. Segundo as forças da coalização, essa ofensiva também matou outro líder da Al-Qaeda conhecido como Waqas. Um total de 25 militantes da Al-Qaeda foram mortos no Afeganistão durante os últimos 30 dias.

“Najdi era a segunda maior prioridade em nossas operações para capturar ou matar insurgentes”, disse um major do Exército britânico, Tim James, porta-voz da coalizão. Segundo James, a perda terá certamente um impacto para a capacidade da Al-Qaeda de operar no país.

O rebelde era procurado pelas forças lideradas pelos EUA pelo menos desde 2007. Ele operava uma rede de insurgentes em Kunar, organizando ataques contra bases afegãs e dos EUA, planejando sequestros de estrangeiros, administrando campos de treinamento de militantes e administrando auxílio financeiro vindo do Paquistão, afirmaram os militares.

Em abril, o Wall Street Journal informou que a Al-Qaeda, que havia em boa medida deixado o Afeganistão após a queda do Taleban, em 2001, havia retornado ao país para montar campos de treinamento terrorista nas províncias de Kunar, Nangarhar e Nuristão, ao longo da fronteira com as áreas tribais do Paquistão. As forças dos EUA praticamente abandonaram o Nuristão e grandes áreas de Kunar nos últimos dois anos, quando a coalizão preferiu reforçar sua ação no sul do país.

Najdi era considerado um elo entre a liderança da Al-Qaeda no Paquistão e suas operações no Afeganistão. Além disso, tinha capacidade de conseguir fundos consideráveis para os insurgentes, obtendo itens como armas e também novos recrutas, explicou a coalizão nesta terça-feira. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado

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O fracasso dos bombardeios da Otan (aliança militar ocidental) em impedir tropas do ditador Muammar Gaddafi de atacar a cidade de Misrata fez o Reino Unido anunciar ontem o envio de forças especiais para treinar os rebeldes líbios.

A medida foi criticada pelo vice-chanceler de Gaddafi, Khaled Kayim, que acusou as potências de estarem extrapolando a resolução da ONU -que autoriza o uso da força só para proteção de civis.

O almirante Giampaolo Di Paola, presidente do comitê militar da Otan, admitiu ontem que os bombardeios aéreos não são suficientes para acabar com o arsenal de Gaddafi -embora tenham causado “um dano altamente significativo”.

Em uma estratégia complementar, ao menos 20 militares britânicos, especialistas em formar guerrilheiros e organizar milícias em solo estrangeiro, estão sendo enviados à Líbia.

Algumas das missões deles serão treinar os rebeldes em táticas de guerra e guiar bombardeios aéreos com informações do terreno.

As potências aliadas devem enviar ainda radares e sistemas eletrônicos de bloqueio de comunicações.

Kayim afirmou que essas ações mostram que as potências tomaram partido dos rebeldes. “Tudo o que eles [aliados] têm feito desde o início está fora do mandato.”

TROPAS TERRESTRES

Nuri Abdala Abdulati, porta-voz dos rebeldes em Misrata, pediu ontem o envio de tropas de assalto internacionais para
defender a cidade contra Gaddafi.

O pedido tem encontrado forte resistência dos governos da França e da Itália.

Misrata está sitiada há dois meses pelas tropas governistas e é alvo diariamente de franco-atiradores, mísseis e bombas de fragmentação banidas em 108 países.

Apesar da resistência em relação a uma invasão em larga escala, a União Europeia propôs o envio de uma força militar de até mil homens para proteger ações humanitárias na cidade.

A ação implicaria em combates diretos contra forças leais ao regime.

Por isso, o início da operação “Eufor Líbia” (Força Europeia na Líbia) está condicionado à aprovação das Nações Unidas.
“Se a autorização chegar, rapidamente reuniremos pessoal e equipamentos entre nossos países-membros”, disse à Folha Michael Mann, porta-voz da alta representante do Conselho de Relações Internacionais do bloco, Catherine Ashton.

Segundo a ONU, ao menos 10 mil refugiados deixaram a Líbia em direção à Tunísia por causa dos bombardeios do regime em Misrata e na região montanhosa de Nafusa.

FONTE: Folha de São Paulo

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Invasão autorizada

Tropas da Arábia Saudita e dos EAU invadem o Bahrein com permissão da família real

Nas últimas semanas, os governos das principais potências mundiais têm debatido, em diversas instâncias, o que fazer diante da situação de guerra civil em que a Líbia se encontra. Preocupações como viabilidade, custos e riscos de uma operação militar, bem como possíveis reflexos no mundo árabe e na legitimidade das leis internacionais têm pautados as discussões, transformando a Líbia em uma interminável polêmica internacional. Enquanto isso, os emirados e reinos do Golfo Pérsico, pouco ligados às nações de lei internacional e legitimidade vigentes no mundo ocidental, decidiram tentar resolver uma crise semelhante no Bahrein de forma bem mais pragmática e simplista. Nesta segunda-feira, tropas da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) invadiram o Bahrein – a pedido da família real barenita – para conter os protestos contra o governo iniciados há um mês.

A ação militar se deu na manhã desta segunda-feira (14), quando um comboio de 150 blindados e outros veículos do Exército saudita cruzaram a ponte que divide a Arábia Saudita do Bahrein, levando pelo menos mil homens para o país vizinho. A intenção oficial, segundo disse um membro do governo saudita ao jornal The Wall Street Journal, era “ajudar a proteger pontos estratégicos” do Bahrein em meio aos protestos contra a família. A mesma justificativa deu o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes, Anwar Mohammed Gergashnwar Mohammed Gergash. “Os Emirados Árabes Unido assegura que esse paso representa a personificação de seu compromisso com os irmãos do Conselho de Cooperação do Golfo”, disse Gergash ao jornal local The National. “Isso também expressa evidentemente que a segurança e a estabilidade regionais requerem de nós, neste momento, união para proteger conquistas, deixar a luta sectária de lado e colocar as bases para o futuro”.

O Conselho de Cooperação do Golfo citado pelo ministro árabe é uma organização multilateral que reúne, além de Bahrein, Arábia Saudita e EAU, Kuwait, Omã e Catar. Em comum, além da localização geográfica ao redor do Golfo Pérsico, todos são monarquias hereditárias, que não têm a menor intenção de ver a “onda democrática” que passa pelo norte da África chegar ao golfo. Por enquano, o Bahrein, onde reina Hamad ibn Isa Al Khalifa, é o país mais afetado pela onda entre os membros do conselho. Desde 14 de fevereiro, a população protesta contra o governo e pede o fim da monarquia da família Khalifa. Por trás das manifestações populares, há insatisfações com a economia e a falta de liberdades civis. Soma-se a isso, o tempero sectário do conflito no Bahrein. Al Khalifa e a elite do país são sunitas, e tentam controlar há déadas uma população majoritariamente (entre 60% e 70%) xiita, o que torna o Bahrein um país altamente instável. Como fizeram Zine El-Abidine Ben Ali, na Tunísia, e Hosni Mubarak, no Egito, Al-Khalifa aposta na violência contra sua própria população para se manter no poder, mas vem tendo dificuldades para conter o levante. Foi assim que surgiu a necessidade de intervenção estrangeira.

Como não podia deixar de ser, a oposição barenita criticou duramente a ação militar. “Nós consideramos a entrada de qualquer soldado ou equipamento militar no reino do Bahrein como uma flagrante ocupação”, disse o partido xiita Wefaq, em um comunicado. Nabeel Rajab, do Centro de Direitos Humanos do Bahrein, foi pela mesma linha. “Este é um assunto interno e vamos considerar isso como uma ocupação”, afirmou ele à rede Al Jazeera. “Este passo não é bem-vindo pelos barenitas, não é aceitável. Temos um regime repressivo apoiado por outro regime repressivo”, afirmou.

O Bahrein, que abriga a Quinta Frota Naval dos Estados Unidos, é um dos principais aliados americanos na região. Durante os protestos, a Casa Branca vem apoiando a família Al Khalifa ao mesmo tempo que pressiona o rei a atender algumas demandas da população. Nesta segunda, o secretário de Estado assistente para assuntos do Oriente Próximo, Jeffrey Feltman, disse que o governo Barack Obama estava “definitivamente preocupado” com a invasão e que o Bahrein precisava de uma “solução política, não militar”.

Apesar das negativas de Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes, é possível crer que ação militar dos países do golfo é uma tentativa de suprimir de uma vez por todas o levante barenita. O que conta a favor dessas famílias reais, é que suas preocupações coincidem com as dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais. A primeira é que o Irã aproveite a instabilidade no Bahrein e consiga cooptar a população xiita local, deixando a situação ainda mais caótica. A outra é que o levante se espalhe para o golfo e ameace o grosso da produção de petróleo mundial, especialmente na Arábia Saudita, colocando toda a economia em risco. O que contraria o Ocidente é o pouco apreço que as monarquias do golfo têm pelos direitos humanos. Mas com Estados Unidos, França e Reino Unido mais preocupados com a Líbia, e agora, com a crise nuclear no Japão, é bem possível que as monarquias árabes consigam conter a oposição barenita sem atrair críticas da comunidade internacional.

FONTE: Época

COLABOROU: Ivan

 

Após bombardeio, forças pró-Kadafi retomam cidade estratégica

Após intensos bombardeios, forças leais a Muammar Kadafi conseguiram retomar o controle da cidade de Las Ranuf. Quatro pessoas morreram e 35 ficaram feridas.

Os rebeldes controlavam a cidade, desde a sexta-feira passada. Mas não resistiram aos intensos bombardeios desta quinta-feira. Armados com metralhadoras e granadas, os opositores bateram em retirada, depois que forças leais ao ditador lançaram foguetes e “obuses” contra refinarias e oleodutos.

A tv estatal mostrou imagens de rebeldes, supostamente presos durante confrontos com tropas do governo. Localizada a 660 quilômetros de Trípoli, Ras Lanuf é uma cidade petroleira estratégica para a economia líbia.

FONTE/FOTO: BandNews/G Tomasevic

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O cão farejador Theo –que morreu servindo o Exército britânico no Afeganistão– teve seus restos mortais enviados para o Reino Unido ao lado do corpo do cabo escocês Liam Tasker, 26. Ambos eram “parceiros” em operações militares, nas quais o cachorro, de raça springer spaniel, atuava identificando explosivos.

Liam e Theo — que morreram no mesmo dia, 1º de março, durante um confronto com insurgentes na Província de Helmand– foram homenageados em uma cerimônia de repatriação. O militar morrer no momento do ataque, e Theo morreu horas mais tarde em uma base militar, após sofrer um ataque cardíaco.

Um avião militar Hercules levando o corpo de Tasker e as cinzas de Theo chegou a uma base aérea no sudoeste da Inglaterra nesta quinta-feira. Um cortejo de veículos pretos seguiu o caixão e os restos mortais, que foram saudados por treinadores de cachorros do Exército, ao lado dos respectivos animais.

De acordo com o ministério britânico da Defesa, as cinzas de Theo serão dadas à família do cabo.

Tasker, que era de Kirkcaldy, na Escócia, passou seis anos trabalhando como mecânico do Exército até se integrar à unidade que trabalha com cães, em 2007.

“Eu amo meu trabalho e trabalhar ao lado de Theo”, disse Tasker em um perfil publicado pelo ministério da Defesa antes das mortes. “Ele é ótimo e nunca se cansa”, disse ele sobre o cão fiel.

O cabo e o cachorro, que tinha 22 meses, estavam trabalhando no Afeganistão durante seis meses, descobrindo bombas e armas escondidas.

O animal desempenhava bem seu papel e havia sido elogiado recentemente pelo ministério por ter descoberto bombas e armas escondidas em 14 ocasiões durante apenas cinco meses –um recorde para um cão farejador.

Tasker foi o 358º militar britânico a morrer no conflito do Afeganistão desde o início do conflito, em 2001. Seis cães foram mortos durante missões britânicas no Iraque e Afeganistão.

FONTE: Folha Online

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Quando ligamos a TV, lemos o jornal ou abrimos uma página com noticiários na internet somos bombardeados com informações sobre combates entre o governo líbio e rebeldes. Nomes como Brega, Ras Lanuf e Zawiyah são apresentados para o leitor sem que os mesmos tenham a menor noção do que isso representa, onde se localizam e qual a sua importância.

O site da Forças Terrestres, com o propósito de clarear a situação, preparou um texto mostrando a importância estratégica dos locais onde ocorrem os atuais combates e porque eles fazem a diferença para o desenrolar do conflito.

O petróleo na Líbia

Durante as décadas de 1920 e 1930 geólogos italianos levantaram dados e estudaram a região, mas não fizeram descobertas de campos de óleo e gás de caráter comercial. No pós-guerra, com o emprego de novas tecnologias e estudos mais detalhados, italianos, britânicos e norte-americanos identificaram áreas com possíveis ocorrências de hidrocarbonetos.

No início da década de 1950 ocorrências economicamente exploráveis foram identificadas na vizinha Argélia, então sob domínio francês. A notícia deu novo ânimo às pesquisas na Líbia. Em 1956 a companhia norte-americana Esso deu início à campanha de exploração do campo de Zelten (Bacia de Sirte), localizado a cerca de 170 km ao sul da cidade portuária de Brega. Os resultados indicaram existência de um campo gigante com aproximadamente 2,5 bilhões de barris de óleo leve. A produção de Zelten, renomeado Nasser, começou em 1961 e continua até os dias de hoje.

Deste então outras companhias também pesquisaram a região da Bacia de Sidra e encontraram os campos de Amal, Serir, Waha, Defa e Beda com óleo de excelente qualidade. Com a evolução das pesquisas geológicas em outras bacias sedimentares da Líbia, hidrocarbonetos economicamente exploráveis também foram encontrados no leste do país ( Bacias Ghadamis e Muruzq). Porém, os campos de petróleo do não possuem a mesma importância dos campos da Bacia de Sidra.

Junto com as descobertas foram construídos terminais para a exportação de petróleo e derivados, refinarias, oleodutos e instalações de apoio à indústria petrolífera. Atualmente, com um consumo interno baixo a produção anual de 1,8 milhões de barris/dia segue quase toda para o mercado externo.

Os principais terminais para exportação estão localizados ao sul do Golfo de Sidra (Al Sidrah, Ras Lanuf, Al Baryqah, Zawiyah e Al Haruqa) e a oeste de Trípoli (Zawiyah). Existem cinco refinarias, sendo uma em Zawiyah e as demais na região oeste.

Com uma reserva estimada em 41,5 bilhões de barris, a Líbia é o primeiro país do ranking africano em volume e o nono no mundo. Membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) desde 1962, o país beneficiou-se muito dos preços praticados na década de 1970, mas foi fortemente prejudicado na década de 1990.

A importância dos locais onde ocorrem os combates

Atualmente os principais combates entre as tropas do governo líbio e os rebeldes concentram-se ao sul do Golfo de Sidra, entre as cidades de Brega e Sirt, e na região oeste da capital Trípoli, principalmente na região urbana de Zawiyah. Com base no exposto acima, fica evidente a importância estratégica destas regiões. Até o ínicio desta semana as grandes refinarias do país (Zawiyah e Ras Lanuf) estavam nas mãos dos rebeldes e quase todos os terminais de exportação de petróleo também.

Há poucos dias o governo líbio realizou um enorme esforço para retomar a cidade de Zawiyah, ocupada pelos rebeldes. Esta cidade, próxima à capital e único porto exportador dos campos petrolíferos do leste do país e possui a segunda maior refinaria. Era vital para a sobrevivência do governo de Kadafi o controle desta importante região. “Porém, está muito longe de representar o ‘momento da virada”.

O domínio dos rebeldes sobre as reservas petrolíferas da Bacia de Sidra é vital para a economia do país. A região responde por 80% das reservas e é responsável por 90% da exportação de petróleo. Enquanto os rebeldes dominarem a região do sul do Golfo de Sidra, a falta de exportação de petróleo e seus derivados estrangularão a economia da Líbia, enfraquecendo o governo central. Portanto, para que o atual governo sobreviva é vital que retome o controle da região do sul do Golfo de Sidra e suas importantes instalações petrolíferas.

Do outro lado do problema

Por outro lado, quem mais sofre com a interrupção da importação de petróleo de origem líbia são os europeus (ver gráfico ao lado). De acordo com estudos ela US EIA, realizados em 2009, a Itália importa cerca de um terço do petróleo líbio. Alemanha, França e Espanha respondem por outro terço. Outros países europeus consomem perto de 14% do petróleo exportado.

E, ao contrário do que muitos podem pensar, somente 5% do petróleo seguem para os EUA, metade do que a China continental importa da Líbia. Não muito longe dos EUA está o Brasil, que consome 3% da produção.

FOTO: DTN News

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Tropas leais a Muammar Gaddafi promoveram contraofensivas em três cidades controladas pelos rebeldes, no domingo, intensificando os temores de que a Líbia esteja rumando para uma guerra civil prolongada, e não para revoluções rápidas como vistas na Tunísia e no Egito.

O governo Gaddafi anunciou que conquistou grandes vitórias desde o sábado contra o que chamou de bandos terroristas.

Mas depois de um dia descrito por residentes como de combates ferrenhos, com artilharia, foguetes e morteiros, forças rebeldes anunciaram ter afastado as forças de Gaddafi nas cidades de Zawiyah, imediatamente a oeste de Trípoli, e Misrata, ao leste.

“Hoje Misrata foi palco da batalha mais ferrenha desde o início da revolução. Ataques horrendos,” disse à Reuters pelo telefone um morador da cidade que não quis informar seu nome.

Com 300 mil habitantes, Misrata é a maior cidade controlada pelos rebeldes fora do leste do país, que está sob o domínio dos rebeldes.

Se os soldados rebeldes forem capazes de prosseguir em seu avanço irregular em direção ao oeste, Misrata pode ser o ponto que os aproxima da capital, o reduto principal de Gaddafi.

Hafiz Ghoga, porta-voz do conselho rebelde oposicionista, disse em coletiva de imprensa em Benghazi: “Queremos tranquilizar o povo desta grande nação … porque o regime está espalhando boatos.”

“Tanto Zawaya quanto Misrata são cidades libertadas e que estão em segurança.”

Contando com o apoio de tanques, artilharia, aviões de guerra e helicópteros, as tropas de Gaddafi também atacaram posições próximas do porto petrolífero de Ras Lanuf, 660 quilômetros a leste da capital.

Sob fogo pesado, os rebeldes foram forçados a recuar de Bin Jawad, situada na estrada para Sirte, a cidade natal de Gaddafi.

“Gaddafi nos retalhou,” disse Momen Mohammed à Reuters. “Está disparando contra nós com tanques e mísseis. Não sei o que vamos fazer agora.”

Partidários de Gaddafi saíram às ruas de Trípoli ao amanhecer do domingo, dando tiros para o ar e erguendo retratos do líder que há 41 anos comanda a Líbia, país produtor de petróleo e gás e membro da Opep.

“Estas são comemorações porque forças do governo assumiram o controle de todas as áreas até Benghazi e estão no processo de tomar o controle de Benghazi,” disse o porta-voz Mussa Ibrahim, aludindo à segunda maior cidade da Líbia, situada no extremo leste do país.

Mas os festejos parecem ter sido prematuros, já que Benghazi permaneceu firmemente sob controle dos rebeldes, enquanto os insurgentes não cediam terreno em Zawiyah e Misrata.

Um médico disse à Reuters pelo telefone que pelo menos 18 pessoas foram mortas nos combates em Misrata no domingo, entre elas um bebê.

“Temos 18 mártires, mas essa cifra não é a final. Também temos muitos feridos – nem sequer consigo contá-los,” disse o médico, que trabalha no hospital principal de Misrata, acrescentando que entre os mortos há rebeldes e civis.

O chanceler britânico William Hague disse no domingo que o que ele descreveu como uma equipe diplomática britânica que tinha sido capturada em Benghazi já deixou a Líbia.

Líderes ocidentais vêm denunciando o que descrevem como a resposta brutal de Gaddafi ao levante, e a Corte Criminal Internacional disse que Gaddafi e seu círculo mais estreito de assessores serão investigados devido ao fato de suas forças de segurança terem alegadamente alvejado civis.

O ministro do Interior alemão, Guido Westerwelle, disse em um jornal no domingo que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deveria impor novas sanções a Gaddafi.

A Agência Internacional de Energia disse que a revolta vem bloqueando cerca de 60 por cento da produção petrolífera líbia de 1,6 milhão de barris por dia. A queda, que se deve em grande medida ao fato de milhares de estrangeiros que trabalhavam no setor petrolífero terem deixado o país, vai prejudicar fortemente a economia e já causou uma alta nos preços do petróleo no exterior.

FONTE/FOTO: Reuters/AP

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Na tarde de hoje, 15 Fev, os helicópteros do Exército Brasileiro que participam da missão humanitária na Colômbia, coordenada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, chegaram ao aeroporto da cidade de Cali (cerca de 300 Km a oeste da capital Bogotá), para dar sequência à operação de resgate de reféns libertados pelas FARC.

Para amanhã, 16 Fev, a previsão é de serem regatados o major de polícia Guillermo Sollórzono e o cabo do Exército Salin Sanmiguel.

FONTE: Exército Brasileiro

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Missão humanitária da Cruz Vermelha na Colômbia, apoiada pelo Exército Brasileiro, realiza resgate de mais dois sequestrados

Por volta de 18:50 hs (horário de Brasília), o helicóptero Cougar, do Exército Brasileiro, designado para transportar os delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), pousou no aeroporto da cidade de Florência, trazendo os dois seqüestrados libertados pelas FARC.

No decorrer dessa operação, o outro helicóptero Cougar, que permanecia em prontidão no aeroporto de Florência para qualquer contingência, foi acionado pela Cruz Vermelha para realizar o resgate de um soldado, do Exército Colombiano, ferido por uma mina terrestre no interior da selva, que aguardava socorro num local de difícil acesso situado a 44 milhas náuticas da cidade de Florência.

Amanhã, dia 12 Fev, os helicópteros seguirão para a localidade de Ibague, cerca de 180 km a oeste de Bogotá, para no dia seguinte, 13 Fev, resgatar mais dois militares sequestrados.

FONTE: Exército Brasileiro

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Depois de 587 dias na selva como prisioneiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Marcos Baquero está livre desde a tarde de ontem. O vereador colombiano é o primeiro refém da guerrilha a ser libertado na operação humanitária que deve durar até domingo e resgatar mais quatro pessoas em poder da guerrilha. Pouco antes de subir no helicóptero do Exército Brasileiro — que dá apoio logístico à missão —, ele disse por telefone à emissora de rádio e TV Caracol: “Minhas primeiras palavras são para minha mulher e meus filhos: amo muito vocês. Graças a Deus, já estou em liberdade”.

A operação de resgate é comanda pela ex-senadora Piedad Córdoba e mediada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha(CICV). O Brasil emprestou dois helicópteros do Comando Militar da Amazônia para transportar a missão humanitária. Seis militares brasileiros se uniram à senadora e a três acompanhantes que buscaram Baquero no meio da selva, no departamento (estado) de Guaviare. Foi a terceira vez que o Exército Brasileiro participa da entrega de reféns pelas Farc. O processo deve continuar na sexta-feira, porque a guerrilha pediu um dia de intervalo entre cada libertação.

A missão humanitária, composta por 22 pessoas, deve partir hoje para a cidade de Florencia, no sul, para recolher na selva o fuzileiro naval Henry López e o vereador Armando Acuña. No domingo, a operação se repete a partir de Ibagué para receber o major da polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel. Piedad Córdoba, que foi afastada do Congresso no ano passado, acusada de manter ligações com as Farc, garante que todos os chamados “reféns políticos” em poder do grupo devem ser libertados até meados do ano.

Depois de ter ficado prisioneiro por 19 meses, Baquero afirmou que deve trabalhar por um acordo de paz a partir de agora. “Temos de seguir trabalhando duro pela liberação de outros sequestrados”, declarou em sua primeira entrevista. O vereador, eleito pelo Partido Verde, é conhecido por sua luta em busca do desenvolvimento sustentável na agricultura. Baquero foi vítima de uma emboscada guerrilheira em 28 de junho do ano passado. Ele estava à caminho da cidade de Carpa, onde trabalhava em um projeto com produtores de leite, quando a comitiva foi atacada por bombas caseiras.

A mulher do político, Olga Lucía, 31 anos, e os filhos Hanssen Samir, 10, e Emanuel, 2, aguardavam ansiosos pelo reencontro com Baquero no aeroporto de Villavicencio. O filho mais novo tinha apenas cinco meses quando o pai foi sequestrado. Os familiares vestiam camisetas estampadas com a palavra liberdade e a foto de Baquero. Uma caravana com cerca de 30 amigos e correligionários chegou cedo ao local carregada de apitos, cartazes e uma bandeira da Colômbia.

Fonte: Correio Braziliense / Tatiana Sabadini

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