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Explosão ocorreu no terminal de Domodedovo e deixou 145 feridos; polícia está em alerta

MOSCOU – Uma explosão no aeroporto mais movimentado da Rússia, o Domodedovo, em Moscou, matou pelo menos 35 pessoas e deixou 145 feridas, informaram funcionários do terminal. A agência de notícias Interfax, citando um funcionário do Ministério da Saúde, afirma que os mortos são 31.

A explosão, ocorrida por volta das 10h30 (horário de Brasília), foi causada por um suicida na área de entrega de bagagem do aeroporto, de acordo com o Comitê Investigativo, agência de investigações russa. Agências de notícias afirmam que a explosão ocorreu em um café perto da área de desembarque internaciona.

Testemunhas indicam que havia milhares de pessoas no terminal no momento do acidente e que havia corpos de “pelo menos 15 ou 16 pessoas sangrando muito” no estacionamento do aeroporto e fumaça saindo do saguão de entrega de bagagens. O Ministério da Saúde posteriormente afirmou que 51 pessoas foram hospitalizadas, sendo 35 em estado grave.

A agência Interfax informou que a polícia está em busca de três suspeitos de participar do ataque. Também há informações de que a bomba usada na explosão continha sete quilos de TNT e pedaços de objetos metálicos.

A polícia moscovita foi colocada em alerta e imediatamente deslocou agentes para estações do metrô da capital russa, que é alvo frequente de insurgentes do Cáucaso. Os voos destinados ao aeroporto de Domodedovo foram desviados para os terminais de Sheremetyevo e Vnukovo.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse que, de acordo com as informações preliminares obtidas pelas autoridades, “se trata de um ataque terrorista”. Ele ainda convocou uma reunião de emergência com os chefes de segurança do país. O Banco Central russo anunciou que não espera grandes reflexos no mercado por conta dos atentados.

Nenhum grupo assumiu o atentado, mas a capital russa costuma ser alvo dos rebeldes islâmicos do Cáucaso. Os rebeldes, que lutam contra a presença das forças do Kremlin na região, juraram levar a batalha para dentro do território russo.

O aeroporto de Domodedovo é considerado o mais moderno de Moscou, mas os procedimentos de segurança do terminal tem sido questionados nos últimos anos. Em 2004, dois terroristas entraram em aviões a partir do aeroporto ao comprar passagens ilegais de funcionários do próprio terminal. Os terroristas detonaram seus explosivos e mataram 90 pessoas nos dois voos.

Nos mais recentes atentados aos sistemas de transporte da capital russa, 39 pessoas morreram e 60 ficaram feridas em dois atentados em março de 2010 no metrô. Em dezembro de 2009, rebeldes chechenos assumiram a responsabilidade pela explosão em um trem que fazia a rota Moscou – São Petersburgo, quando 26 pessoas morreram.

Após os atentados no metrô, o líder dos rebeldes chechenos, Doku Umarov, divulgou um vídeo afirmando que aqueles não seriam os últimos ataques empreendidos pelos rebeldes na Rússia. “Esta não será a última operação, estas operações vão continuar, com a vontade de Deus, em seu território”.

FONTE: Estadão / Com informações das agências Associated Press, BBC e Dow Jones.

 

Exército terá investimento bilionário nas fronteiras

Eliane Cantanhêde

Na Marinha, o submarino de propulsão nuclear. Na Aeronáutica, o projeto de uma nova frota de caças. Agora, vem a “contrapartida” do Exército no processo de modernização das Forças Armadas: o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), orçado em US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).

O Sisfron deve ser implantado em três etapas até estar concluído, em 2019, com custo de manutenção anual estimado em até 10% do total do investimento. A expectativa do governo é obter os recursos com financiamento externo de longo prazo.

O projeto original inclui radar de imagem, radares de comunicação de diferentes graus de sofisticação, vants (veículos aéreos não tripulados) e blindados para abranger a fronteira terrestre, com o foco na Amazônia.

A base operacional do projeto serão os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), que passarão gradualmente dos atuais 21 para 49. O custo médio de cada pelotão é de R$ 35 milhões, incluindo pista de pouso (que tem orçamento independente do Sisfron).

Na avaliação do governo, a porosidade das fronteiras (onde o Exército tem poder de polícia desde 1999) é o problema número um de segurança do país. Com o monitoramento do espaço aéreo na região, iniciado com o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), o contrabando e o tráfico de armas migraram para as vias terrestres e fluviais e é por aí que chegam aos grandes centros, como as favelas do Rio de Janeiro.

CONCORRÊNCIA

No dia 17 de dezembro, Embraer e oito empresas internacionais da área de defesa enviaram representantes a Brasília para receberem informações sobre instalação, objetivos e equipamentos necessários para o projeto.

Foram elas as alemãs Rheinmetall e Rohde&Schwarz, as norte-americanas Harris e Rockwell Collins, a francesa Thales, a israelense Elbit Tadiran e a italiana Selex, além do consórcio europeu Cassidian (do grupo EADS). A espanhola Indra e a sueca Saab também receberam dados posteriormente.

Conforme a proposta apresentada, à qual a Folha teve acesso, há duas exigências. A primeira é o “domínio nacional sobre a tecnologia” desde a implantação.

A segunda é “a inclusão de mecanismos de compensação comercial, dando prioridade para mecanismos de transferência de tecnologia para a base industrial brasileira de defesa”.

Por uma questão operacional, as fronteiras foram divididas em 14 zonas de monitoramento. A expectativa é que as empresas formem consórcios, já que nenhuma delas, sozinha, tem condições de fornecer os equipamentos para todas as zonas.

As propostas, que devem ser apresentadas até 31 de janeiro, serão analisadas pelo Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex) e pela Atech, empresa especializada no desenvolvimento de programas de software, que fez o estudo inicial de viabilidade.

O próprio Ccomgex já desenvolveu e começou a produzir dois tipos de blindados que servirão de apoio a todo o sistema: um de comunicação e outro de rastreamento, ambos operados com computadores e com custo estimado em R$ 7 milhões a unidade -o correspondente estrangeiro custa o dobro.

O novo sistema será monitorado pelo Ccomgex, instalado em Sobradinho (DF) e subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, chefiado pelo ex-comandante militar da Amazônia Augusto Heleno.

O projeto prevê que o Sisfron será interligado a outros sistemas já consolidados, como o CenSipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que acaba de migrar da Casa Civil para a pasta da Defesa.

Também será interligado, por exemplo, ao Sistema de Acompanhamento de Alvos aéreos Baseado em Emissão de Radiofrequência. Haverá ainda conexão com objetivos civis, como monitoramento meteorológico e de preservação do meio ambiente.

FONTE/IMAGEM: Folha de São Paulo, via Notimp/google

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre a ação da Polícia contra o tráfico hoje no Rio de Janeiro no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

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MANAUS – A Organização Colombianos e Colombianas pela Paz divulgou nesta quinta-feira (6) o cronograma de resgate de cinco reféns sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros da capital, será um dos pontos estratégicos da operação. O Exército brasileiro é parceiro da ação.

Os helicópteros da Força Aérea Brasileira sairão de São Gabriel da Cachoeira entre os dias 12 e 17 de janeiro. Antes disso, uma comissão técnica do Brasil vai à Colômbia avaliar o protocolo de segurança da operação. As aeronaves que decolarão de solo brasileiro terão o símbolo da Cruz Vermelha Internacional.

Está previsto para o próximo dia 18, segundo o cronograma, uma reunião entre as partes para a confirmação do protocolo. O início do resgate deve começar apenas no dia 20. Estima-se que todo o trabalho seja feito em três fases, com duração de até uma semana, em decorrência das chuvas da região.
A ex senadora da colômbia Piedad Córdoba está a frente das negociações. (IP)

FONTE:Exército Brasileiro
FOTO: Arquivo/EFE

Dois meses no comando

Matéria produzida pelo jornal “The New York Times”. Durante uma missão no norte do Afeganistão, soldados do Exército Americano enfrentam a ameaça das minas terrestres. Enquanto isso, o comandante da Companhia Alfa tem as suas ordens contestadas pelos seus subordinados.

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‘Leva um ano para avançar 20 km’

Excelente reportagem produzida pelo diário britânico “Tha Guardian” sobre as tropas norte-americanas que atuam na província de Helmand, Afeganistão. Um testemunho real do dia-a-dia no Fuzileiros Navais dos EUA.

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Brasileiro que serviu no Iraque narra suas aventuras e critica atual presidente norte-americano

Quase três meses depois da retirada oficial das tropas de combate norte-americanas do território iraquiano, a estratégia do presidente Barack Obama para encerrar o conflito iniciado em 2003 é criticada e chamada de populista por um ex-soldado que fala português com um sotaque misto, entre o inglês e o ‘baianês’.

Para João Paulo Pereira, brasileiro que se tornou fuzileiro naval dos Estados Unidos e que lutou no Iraque, Obama “tenta parecer um anjo, como se tivesse acabado a guerra, mas sem mudar muito a realidade do país”, disse, em entrevista ao G1, de Salvador, onde vive atualmente.

Para Pereira, a guerra “é só um jogo para o presidente”. Segundo ele, a situação do Iraque já estava sob controle mesmo antes da retirada ocorrida no final de agosto, e a medida do governo despreza os 40 mil soldados que continuam no país. Os soldados, agora tratados como “não-combatentes” têm menos status e recebem menos benefícios de que os que antes eram chamados de combatentes, explicou.

Nascido no Brasil, Pereira se mudou para os Estados Unidos junto com sua mãe quando tinha apenas 4 anos de idade, em 1989. Por ainda ser muito novo, ele diz que não teve muita dificuldade de adaptação. Ele logo aprendeu inglês e passou a ficar à vontade na nova pátria.

Pouco antes de completar 18 anos, assinou um contrato para entrar no corpo de fuzileiros navais, os “marines”, um dos mais importantes dos Estados Unidos. Por mais de 20 semanas, passou pelo processo que, segundo ele, muda as pessoas, transformando-as em soldados altamente bem preparados para conflito, pessoas agressivas, mas que acabam se consolidando como uma família. “A guerra é estressante, e o treinamento tem que nos deixar prontos para enfrentar a realidade do conflito”, contou.

Apesar de dizer que sempre se sentiu mais brasileiro de que americano, ele admite que tem um carinho muito grande pelos Estados Unidos, e que sentia ter o dever de retribuir de alguma forma o tratamento que recebeu no país – por isso se tornou um fuzileiro naval. “Faria o mesmo pelo Brasil, sem pensar duas vezes”, diz. “Se o Brasil estivesse envolvido em alguma guerra estaria pronto para defender o país.”

Depois de uma primeira missão no Haiti, Pereira ficou sabendo que iria para o Iraque. “Foi assustador. Claro que já era esperado e estava pronto para aquilo, mas fiquei ao mesmo tempo animado e ansioso com a ideia” , disse. Ele foi enviado para Fallujah, uma das cidades em que houve mais conflitos desde a invasão do país, e que havia acabado de passar por uma intensificação nos combates, ficando sob controle dos americanos.

‘Quase morri’

Por mais que tenha se envolvido em confrontos, foi em um acidente que Pereira sofreu seu maior ferimento da guerra. Durante uma missão noturna, ele foi atropelado por um caminhão americano de sete toneladas. “Estava deitado operando uma metralhadora e tinha que ficar atento a várias coisas diferentes, e acabei sendo atropelado”, contou. O motorista do caminhão não estava usando lentes de visão noturna, como deveria, e acabou causando o acidente – foi punido com a perda do comando.

Pereira foi socorrido imediatamente e levado a um hospital. “Disseram que eu parecia um peixe fora d’água, me debatendo, desesperado”, disse. Apesar de estar usando colete, ele teve costelas quebradas, perdeu parte do pulmão e ficou mais de um mês em coma.

“Quase morri”, disse “Mas eu sou meio doido, e queria voltar.” Logo que se recuperou, ele quis voltar para o trabalho como fuzileiro naval, e depois de 5 meses de licença estava pronto para voltar para o Iraque. Em 2006, voltou, para Ramadi, uma região mais perigosa de que Fallujah. Dessa vez, entretanto, teve uma função mais administrativa, além de assumir a direção de veículos blindados. Ficou sete meses em operação e voltou aos Estados Unidos, onde retomou a vida como civil.

Traumas

O brasileiro conta que a guerra o transformou em uma pessoa agressiva. Por conta do estresse pós-traumático, ele tinha reações mais violentas a tudo, e isso acabou sendo um dos motivos para ele voltar ao Brasil. Ele se mudou para a Bahia, onde vive atualmente, trabalhando em uma empresa que lida com energia elétrica. “Devo ficar por aqui pelo menos até a Copa do Mundo de 2014, mas não sei ainda se volto para os Estados Unidos depois disso.”

“A vida aqui é bem melhor”, diz, comparando Salvador com os Estados Unidos. Ele conta que tinha uma vida confortável, conseguia consumir e tinha carro, enquanto tem uma vida mais modesta e usa ônibus para se locomover em Salvador, mas ainda assim está gostando muito da vida no Brasil.

Além da agressividade que ficou em sua personalidade após a guerra, João Paulo diz ter uma grande dificuldade em confiar nas pessoas, é impaciente e tem pesadelos frequentemente. “Isso tudo faz parte da personalidade que se adquire para a guerra. É preciso ser agressivo, mas essa característica não se adapta bem ao mundo que não está em guerra.”

FONTE/FOTO: G1/Arquivo pessoal

COLABOROU: Marcy

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Preleção do comandante do BOPE, momentos antes da invasão ao complexo do alemão, observe a motivação da tropa muito bem conduzida pelo seu comandante, não há mêdo nos policiais, há uma vontade enorme de dar uma resposta aos traficantes por tudo que fizeram, moral elevado e muita vontade de trabalhar é o que os srs. verão exclusivo e inédito.

caveiraa!!!

Por: caveiraalex
Participou:Leonardo Malha

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Nota do ForTe:

Reparem que o soldado da PM está usando um Bushmaster AR-15 com mira do tipo Red Dot EOTech, Gripod e lanternas no trilho RIS e em uma das fotos também é possível ver um soldado usando o Imbel MD97; em outra foto, o Sd Xavier exibe a metralhadora Madsen que aqui no Brasil foi convertida para o calibre 7,62.

Nota 2:

Agradecemos ao pessoal do Batalhao de Polícia de Choque – BPCHq, da PMRJ, em especial ao Soldado Xavier pelas imagens e aproveitamos aqui para dar os parabéns a todos os policias militares, civis, federais, bombeiros, militares do Exército, da Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais e da Aeronáutica, pela excelente vitória ocorrida nesse fim de semana. Graças a vocês muitos de nós tem o orgulho de dizer que no Brasil acabou o tempo em que bandido dominava alguma região. Com vontade política e trabalho em conjunto das forças tudo é possível!!!!

BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

As forças de segurança que atuam neste domingo (28) no Complexo do Alemão, reduto de narcotraficantes na zona norte da capital fluminense, não encontraram resistência até agora e estranham a ausência de combates no local.

No sábado (27), a polícia deu ultimato aos criminosos para que se rendessem na rua Joaquim de Queiroz, dentro do complexo de dez favelas. Nenhum deles o fez. As forças de segurança estimavam em cerca de 600 o número de suspeitos no local.

“A situação está preocupantemente tranquila demais”, afirmou o delegado Marcos Vinicius Braga. “Não é normal um estado de tranquilidade desse no Complexo do Alemão”, disse, sem especular o que teria acontecido para a falta de embate.

Segundo o delegado, não há registro de mortos ou feridos na favela e a polícia está encontrando poucos moradores nas casas. O comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, determinou varredura geral na região.

O delegado Rodrigo Oliveira, responsável pela operação por parte da Polícia Civil, demonstrou dúvida sobre se os narcotraficantes estão ainda no Complexo do Alemão. “É possível que estejam aí dentro”, disse ele, que notou rastros de sangue na comunidade, mas não soube dizer se há criminosos feridos.

“A comunidade é subjugada pelo tráfico. É possível que eles estejam escondidos em casa. Ainda vai levar tempo até que todas as residências sejam vasculhadas”, afirmou ele. “O complexo pertence de volta à comunidade. O objetivo principal já foi feito e não temos hora para sair.”

FONTE/FOTO: UOL/G Pinto – O Globo

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Forças policiais e militares continuam avançando para o interior da área

A comunidade do Complexo do Alemão amanheceu neste domingo (28) cercada por homens das polícias Militar, Civil e Federal e também por homens do Exército. A parte mais baixa do Complexo, formado por dez favelas, já foi tomada pelas forças oficiais e, por volta das 8h30, os tanques das Forças Armadas, principal reforço para a operação de segurança pública, subiram as ladeiras do morro onde os criminosos se concentram. Um dos helicópteros que acompanha a operação já disparou contra alvos na comunidade.

Os tanques da Marinha que invadiram na quinta-feira a Vila Cruzeiro, até então dominada pelos líderes do Comando Vermelho, circulam na região em velocidade acelerada e os policiais fazem apreensões na região. Em menos de dez minutos, o UOL Notícias encontrou pelo menos dez carros blindados rondando a região. Em um deles, cerca de 15 homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar fluminense) estavam posicionados para o ataque.

O sinal verde para a operação veio depois de uma noite cercada de tensão, com tiroteios eventuais e ameaças das tropas de segurança de fazerem a incursão mesmo no escuro. Os criminosos ligados ao tráfico receberam ultimato da polícia para se entregarem até o fim da tarde de sábado, mas poucos deles o fizeram. Entre os que se renderam, estava o número dois do tráfico no complexo, conhecido como Mister M.

“É hoje, vamos invadir”

O helicóptero blindado sobrevoa a área fazendo voos rasantes. As mais de 40 entradas do Complexo do Alemão permanecem cercadas e vigiadas pelos enviados do Estado. O comércio está fechado. Quase não é possível ver moradores pela rua. Ao que parece, os habitantes do Alemão preferem ficar dentro de casa.

Veículos que obstruíam a entrada na favela estão sendo rebocados. Nas ruas, só é possível ver carros policiais. Depois do fim do ultimato concedido pela polícia, moradores receberam ordens para não saírem de suas casas. Os que estavam fora, foram proibidos de entrar. Fontes de segurança afirmaram que os criminosos estão ficando sem munição e sem mantimentos.

FONTE/FOTO: UOL/J Marques-AE

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