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Acordo ocorreu no ano passado na Venezuela

vinheta-clipping-forteAs guerrilhas colombianas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Libertação Nacional) selaram em 2009 um pacto de não agressão e união contra a presença militar dos Estados Unidos no país, depois de três reuniões realizadas na fronteira com a Venezuela, segundo um relatório de inteligência publicado neste domingo na imprensa colombiana.

Nos encontros, que aconteceram no Estado venezuelano de Zulia, os dois grupos concordaram em pôr fim aos choques internos e combater a instalação de bases militares americanas na Colômbia, informou o jornal colombiano El Tiempo.

A primeira reunião teria ocorrido em julho de 2009, e a segunda, em setembro. O terceiro encontro aconteceu “na última semana de outubro” entre representantes dos dois grupos, que concordaram em “trabalhar pela unidade para enfrentar, com firmeza e beligerância, o atual regime”.

FONTE: UOL

 

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vinheta-clipping-forteDe acordo com uma pesquisa divulgada hoje, cerca de 7 em cada 10 afegãos aprovam a presença americana no país e 61% são a favor do aumento de tropas americanas e da OTAN. Entretanto o apoio a tropas estrangeiras diminui no sul e leste do país aonde os combates são mais intensos. De acordo com a pesquisa 10% apoiam o Taliban mas o número cresce para 27% no sudoeste do país.

A pesquisa selecionou aleatoriamente 1.534 adultos entre 11 e 23 de dezembro pelas redes ABC, BBC e alema ARD, essa é a quinta pesquisa delas desde 2005 possuindo uma porcentagem de erro de + ou – 3%. A pesquisa foi conduzida no campo pelo Centro Socio-Econômico e de Pesquisa de Opinião Afegão em Kabul.

Desde Janeiro de 2009 o número de afegãos que acham que seu país está no caminho certo também subiu 30%, chegando agora até 70% da população com esse sentimento e o número dos que acham que suas vidas estarão ainda melhores daqui há um ano também subiu 20%, chegando aos 71% da populacão nacional.  Também se foi perguntado quantos acreditavam que a próxima geração teriam vidas melhores e 61% responderam que sim, um aumento de 14% nos últimos doze meses.

Os números são menos otimistas em províncias como Helmand aonde a violência ainda e alta mas em geral 42% culpam o Taliban pela violência, um aumento no último ano de 15% enquanto 17% culpam os EUA, OTAN e o governo Afegão, número que era de 36% a um ano atrás.

FONTE: The Associated Press

Nota do Editor: Essa notícia deve surpreender muito daqueles que acreditavam que o povo afegão via os EUA como um invasor.

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vinheta-clipping-forteEspecialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram na quinta-feira ao Iraque e aos Estados Unidos que garantam que a matança de ao menos 14 civis iraquianos em 2007, pela qual foram acusados seguranças da empresa Blackwater, chegue até a Justiça.

blackwaterO Iraque disse na segunda-feira que apresentaria uma ação judicial contra a empresa de segurança norte-americana pelas mortes em Bagdá, rechaçando a decisão de um juiz dos EUA que na semana passada rejeitou as acusações.

A ONU disse em comunicado que o caso ressaltava a necessidade de uma “supervisão credível” das empresas de segurança que trabalham para os Estados Unidos e outros governos em zonas de guerra.

Bagdá e Washington devem cooperar para resolver a matança, cometida em uma rotatória de Bagdá em setembro de 2007, “e os envolvidos devem ser responsabilizados por completo”, indicou.

O incidente da Blackwater destacou o crescente uso por parte do Pentágono de seguranças privados em zonas de guerra, e para os iraquianos simbolizou o desprezo a suas vidas por parte das forças estrangeiras no país.

Os guardas de segurança privada que protegiam o pessoal norte-americano receberam imunidade perante o processo nas Coster iraquianas após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

“Respeitamos a independência da Justiça dos Estados Unidos e os requerimentos para um devido processo, mas nos preocupa que a recente decisão de rejeitar o caso contra os guardas da Blackwater leve a uma situação na qual ninguém seja responsabilizado pelas graves violações dos direitos humanos”, disse a presidente do grupo de especialistas independentes da ONU, Shaista Shameen.

FONTE: REUTERS / Agência Estado – Reportagem de Stephanie Nebehay

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Quase metade dos veículos blindados do Exército Britânico que estão sendo usados no Afeganistão são considerados impróprios para o uso operacional de acordo com novos relatórios.

Os veículos militares, que vão desde modelos patrulha levemente protegidos aos mais pesados e resistentes a emboscadas, provaram estar desqualificados para as operações na região, de acordo com o Daily Telegraph.

Os veículos não estão proporcionando os níveis necessários de proteção para a tripulação contra bombas de insurgentes e são incapazes de superar a topografia e o clima do Afeganistão, bem como necessitam de reparações mais frequentes e substituição.

Nos números mostrados pelo Daily Telegraph, de 271 Mastiffs, apenas 134 estão operacionalmente prontos e apenas 73 dos 118 veículos Ridgback são consideradoss utilizáveis.

Além disso, o Ministério da Defesa britânico (MoD) também retirou o muito criticado Snatch Land Rover de suas funções no Afeganistão.

Os Land Rover são levemente protegidos e revelaram-se vulneráveis aos dispositivos explosivos improvisados dos insurgentes (IED).

Os veículos leves de patrulha Snatch Vixen também se mostraram vulneráveis às bombas, independentemente da blindagem complementar e às contramedidas anti-IED instaladas recentemente.

O Ministério da Defesa está planejando desdobrar 400 novos veículos de patrulha leves (LPPVs) para substituir os Snatch Land Rovers para cobrir uma necessidade operacional urgente.

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FOTOS: MoD

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Entre os 25 guerrilheiros mortos em bombardeio no ano-novo estariam três dos responsáveis pela guarda pessoal do chefe militar dos rebeldes, Jorge Briceño

Silvio Queiroz

vinheta-clipping-forte O comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla, deslocou-se até o departamento (estado) de Meta, a sudeste de Bogotá, para confirmar a identificação de três dos 25 guerrilheiros mortos na madrugada do ano-novo, no bombardeio a dois acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no município de Vista Hermosa, a cerca de 300km da capital. O general também fez questão de anunciar pessoalmente que se tratava de três comandantes da Frente 43 das Farc e, mais importante, responsáveis pela guarda pessoal do segundo homem na hierarquia do grupo, Jorge Briceño, conhecido também como Mono Jojoy.

Eliseo Caicedo, chamado de Mauricio Pitufo, e Miller Ospina, codinome El Abuelo (“o avô”), integravam a guerrilha havia 18 anos. O terceiro troféu de guerra festejado por Padilla e pelo comandante da Força Tarefa Ômega, general Javier Flórez, é Alberto Ruiz, o Negro Alberto. Segundo informações contraditórias da imprensa colombiana, Pitufo seria o chefe da Frente 23 ou o vice-comandante, subordinado ao Negro Alberto. Mas os militares não escondiam o entusiasmo por sentir, pela terceira vez nos últimos quatro anos, que a tropa pisa nos calcanhares do Mono Jojoy, perseguido com especial empenho por sua importância na cadeia de comando da guerrilha.

No fim de semana, prosseguiam os combates com sobreviventes do bombardeio nos limites entre os departamentos de Meta e Guaviare, onde comandos das forças especiais prosseguem uma operação iniciada há quatro meses. Com a descoberta de outro acampamento, a perseguição de fugitivos e a colaboração de informantes, a Força Tarefa Ômega localizou por fim os acampamentos da Frente 43, com capacidade para abrigar 200 guerrilheiros. A decisão foi atacar na madrugada do dia 1º para surpreender os rebeldes na comemoração do ano-novo.

“Sabíamos que, apesar das medidas de segurança que eles tomam nessas datas, a indisciplina sempre leva alguns a beber um pouco a mais e baixar a guarda”, disse ao jornal El Tiempo um militar que participou da operação. Segundo o relato, o general Padilla deu pessoalmente as instruções finais para o ataque combinado — primeiro, as bombas lançadas por aviões Supertucano, de fabricação brasileira, e depois a investida da tropa. “Partimos com a convicção de que tinha de ser um golpe certeiro, porque o país estava cobrando.”

Revide

O bombardeio serviu como resposta a uma escalada de ações das Farc no sudeste e sudoeste do país, culminando com o sequestro e assassinato do governador de Caquetá, também vizinho a Meta, às vésperas do Natal. Ajudou também a enfrentar questionamentos da oposição aos resultados do Plano Patriota, ofensiva sustentada há cinco anos contra os redutos históricos das Farc — na divisa entre Caquetá, Meta e Guaviare. Desde 2007, em duas ocasiões os militares acreditam ter chegado muito perto do Mono Jojoy, que segundo relatos estaria debilitado pela dificuldade em obter insulina para controlar o diabetes.

Personagem da notícia
‘Homem mau’ da guerrilha

Entre 1999 e 2002, durante o fracassado processo de paz entre as Farc e o governo de Andrés Pastrana, a Colômbia urbana e “oficial” acostumou-se a ver em Jorge Briceño Suárez a encarnação de todos os fantasmas associados à ideia de ver a guerrilha marchando sobre Bogotá. O Mono Jojoy, como também é conhecido, era desde então o chefe de operações militares e comandante do Bloco Oriental, àquela altura (e ainda hoje) uma das vigas-mestras das Farc, ao lado do Bloco Sul. Ao contrário de outros líderes mais politizados, Briceño jamais recusou o papel de “homem mau”.

Foi ele quem anunciou, em abril de 2000, a “lei 002” da guerrilha, que fixa um imposto de 10% sobre patrimônios acima de US$ 1 milhão, sob pena de “retenção” (sequestro). Um ano mais tarde, quando as Farc libertaram dezenas de policiais e militares que mantinham prisioneiros — em troca de um grupo de guerrilheiros —, o Mono Jojoy “despediu-se” dos cativos com uma ameaça: “Nos vemos nas cidades. Na selva vão ficar só os bichos”, avisou, sinalizando o alvo de uma ofensiva que ficou a meio caminho, mas na prática tornou a população urbana refém, impossibilitada de transitar pelas estradas.

Na época, quando o efetivo guerrilheiro rondava a marca dos 20 mil combatentes, ele fazia contas para o avanço final sobre a capital e os grandes centros. “Se me derem 30 mil, espalho m… pelo país”, teria dito em uma conversa por rádio com o alto comando, gravada pelos militares. Com a morte do fundador e líder histórico das Farc, Manuel “Tirofijo” Marulanda, em 2009, Briceño tornou-se o segundo homem na cadeia de comando, abaixo do ideólogo Alfonso Cano.

Mas, embora não tenha a formação teórica e ideológica de Cano, formado em antropologia e veterano da militância urbana na Juventude Comunista, o Mono Jojoy parece ter sido quem melhor compreendeu, no alto comando rebelde, o significado de longo prazo do Plano Colômbia, pelo qual os Estados Unidos treinaram e equiparam o Exército colombiano. Rompido o diálogo, em 2002, ele teria comentado com seus camaradas que a hora de decidir a guerra era aquela: “Ou vencemos, ou na próxima negociação de paz vamos estar refugiados em algum povoado da Alemanha”. (SQ)

Revista censura o continuísmo

A despeito dos êxitos no restabelecimento da segurança pública, especialmente no combate à guerrilha, a prestigiada revista britânica The Economist desaconselha o presidente Álvaro Uribe a tentar o terceiro mandato consecutivo, nas eleições de maio. No editorial de sua última edição de 2009, intitulado Hora de entrar para a história, a publicação elogia a “liderança incansável e decidida” de Uribe, à qual atribui a conquista de “um país melhor e mais seguro”. O texto conclui que a Colômbia “precisa de instituições fortes, não de um eterno homem forte”.

Não escapou ao editorialista uma comparação entre o presidente colombiano e seu vizinho (e rival) venezuelano, Hugo Chávez, que se empenhou até aprovar uma emenda constitucional pela qual poderá se candidatar à reeleição seguidamente, sem limites para o número de mandatos. “Uribe parece decidido a emular o caudilho de Caracas”, critica o editorial. A Economist sugere ao presidente colombiano que se espelhe no colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ou na chilena, Michelle Bachelet, que se abstiveram de iniciativas para permanecer no poder. “Seguindo esse exemplo, Uribe entraria para a história como um democrata que salvou seu país.”

O texto enumera as conquistas do governante desde que chegou ao poder, em 2002, sucedendo a Andrés Pastrana, protagonista de um frustrado processo de negociações de paz com a guerrilha. Àquela altura, o poderio das Farc chegou a representar uma ameaça potencial à estabilidade das instituições. Uribe, eleito sob o lema de guerra total, fortaleceu o Exército e com isso golpeou duramente os rebeldes. Além disso, negociou a desmobilização dos esquadrões paramilitares que combatiam as Farc à margem do Estado. “Todos esses êxitos no terreno da segurança ajudaram a reativar o crescimento econômico e a confiança da nação”, reconhece o texto.

Esta não foi a primeira vez que a conceituada revista, conhecida pelas posições liberais, faz reservas aos planos de Uribe para possibilitar a segunda reeleição. Em maio passado, a Economist alertou-o sobre o perigo de “deslizar para uma autocracia”, e afirmou que a aprovação da emenda representaria “um mal para a democracia” na Colômbia.

FONTE/FOTO: Correio Brasiliense, via Notimp/Exército Colombiano

 

Iêmen lança ofensiva contra Al Qaeda

Operação prende um; endurecimento acompanha preparação dos EUA para incrementar cooperação militar

No início de uma ofensiva em resposta ao ataque frustrado nos EUA por um terrorista treinado no Iêmen, forças de segurança iemenitas invadiram um esconderijo da Al Qaeda no oeste do país e prenderam uma pessoa ontem. A operação começou enquanto os EUA preparam uma expansão da cooperação militar e de inteligência com o governo local.

O objetivo das ações é desbaratar e esmagar o braço iemenita da rede, conhecido como Al Qaeda na península Árabe, acusado de treinar o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um voo americano que ia de Amsterdã para Detroit na última sexta.

A invasão de ontem provocou uma batalha com supostos membros do grupo na Província de Hudayah, que acabaram fugindo. O dono da casa onde ficava o esconderijo foi detido.

A nova ofensiva reforça iniciativa já em curso -autoridades locais afirmam ter matado mais de 60 supostos
membros do grupo entre os dias 17 e 24.

Membros dos serviços de contraterrorismo dos EUA afirmaram esperar novas ações em resposta à tentativa de explosão do voo americano, mas lideradas por forças iemenitas. O porta-voz do Pentágono Bryan Whitman confirmou planos de aumento da cooperação militar, mas negou relatos sobre ataques retaliatórios diretos dos EUA no país.

Os EUA vêm aumentando a quantidade de equipamento militar, inteligência e treinamento que fornecem a forças iemenitas. Mas boa parte da ajuda é secreta, para evitar que a opinião pública iemenita se volte contra seu governo. O Pentágono admite ter enviado ao Iêmen ajuda de US$ 67 milhões em 2009, contra US$ 4,6 milhões em 2006.

Atentado frustrado

Depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, classificou a tentativa de explosão do voo como “falha sistêmica” na segurança, detalhes divulgados ontem comprovam que o governo não foi capaz de compartilhar adequadamente informações sobre o risco de ataque.

Segundo o governo, a área de inteligência tinha informações do Iêmen de que líderes da Al Qaeda no país teriam preparado “um nigeriano” para um ataque terrorista. Além disso, o governo tinha informações parciais sobre os planos de Abdulmutallab e por onde ele tinha passado antes de embarcar no voo em Amsterdã.
Ontem, soube-se ainda que o nigeriano foi a uma conferência islâmica em Houston em 2008.

O presidente ordenou uma revisão dos procedimentos de segurança em aeroportos e também na lista de suspeitos de terrorismo, com resultados que devem ser divulgados hoje.

Os EUA ainda investigam um episódio semelhante, em que um homem da Somália tentou viajar com produtos químicos e seringa no mês passado, mas foi detido antes do embarque.

Os casos levantaram polêmica sobre o uso de máquinas de revista para identificar se um passageiro carrega explosivos ou produtos químicos. Nos EUA, grupos que defendem a privacidade afirmam que a medida causa constrangimento por produzir imagens do corpo dos passageiros.

Enquanto isso, o Schiphol, maior aeroporto internacional da Holanda, vai começar a usar estes equipamentos em passageiros com destino aos EUA.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo/Reuters

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vinheta-clipping-forteOito americanos morreram hoje no Afeganistão após um atentado cometido por um terrorista suicida que conseguiu entrar em uma base militar no leste do país, informou a “CNN”.

O terrorista suicida carregava explosivos em um colete e os detonou dentro da base de operações Chapman, na província afegã de Khost.

Segundo as fontes citadas pela “CNN”, que não foram identificadas, os oito mortos não eram militares.

Por enquanto, não existe confirmação oficial deste atentado nem de se o terrorista suicida detonou a bomba nos refeitórios ou no ginásio da base, como apontam alguns veículos de imprensa.

FONTE: EFE, via G1

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vinheta-clipping-forteO braço regional da rede terrorista Al Qaeda na península árabe reivindicou nesta segunda-feira o ataque frustrado a um avião da Northwest Airlines que sobrevoava Detroit (EUA) e alertou contra novos ataques. “Nós preparamos homens que amam morrer”, diz o grupo, em comunicado.

“Nós dizemos ao povo americano que, como vocês apoiam os líderes que matam nossas mulheres e crianças, nós vamos matar vocês e atacar sem nenhum alerta prévio. Nossa vingança está próxima”, diz o comunicado, na qual a AQAP alerta os americanos para esperar mais ataques, depois que o dispositivo explosivo que o nigeriano Umar Farouk Abdulmatallab, 23, tentou detonar em pleno voo no dia de Natal falhou por questão “técnica”.

O comunicado da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) diz ainda que a tentativa de ataque ao voo 253, que voava de Amsterdã a Detroit, foi uma reposta aos ataques americanos contra militantes do grupo no Iêmen.

A presença da Al Qaeda no Iêmen tem crescido no último ano, e Washington já anunciou que o nigeriano Abdulmatallab alegou ter tido ajuda de militantes do grupo no país árabe.

O Iêmen já realizou dois ataques-surpresa à Al Qaeda nesse mês. Na semana passada, mais de 30 membros da rede foram mortos em um ataque aéreo surpresa. Em 17 de dezembro, um outro ataque matou cerca de 30 supostos militantes na Província oriental de Abyan e em Arhab, ao nordeste de Sanaa, segundo o governo.

A Al Qaeda diz que os EUA colaboraram nos ataques. Washington teme que a Al Qaeda use a instabilidade no Iêmen para realizar ataques na região, a maior exportadora de petróleo do mundo.

Segundo o jornal “The New York Times”, os EUA já expandiram, extraoficialmente, a guerra contra a rede terrorista para o Iêmen. Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal.

Ataque

A tentativa de ataque ocorreu quando Abdulmutallab tentou detonar um poderoso explosivo químico no avião que seguia de Lagos, na Nigéria, para Detroit, com escala em Amsterdã. O nigeriano teria embarcado com visto americano válido.

Segundo relata o jornal “Washington Post”, que cita autoridades federais, ele teria colado um material na sua perna e então utilizado uma seringa para misturar produtos químicos com um pó, já a bordo do avião.

A mistura, contudo, se incendiou, em vez de explodir, e assim que os passageiros sentiram o cheiro da fumaça e o barulho semelhante a fogos de artifício, um deles rapidamente se jogou em cima do nigeriano, o dominou e isolou.

O avião conseguiu aterrissar de maneira segura, aproximadamente às 13h desta sexta-feira (horário local). O incidente deixou duas pessoas levemente feridas e causou queimaduras de segundo e terceiro graus nas pernas do nigeriano.

Interrogado pelo FBI (polícia federal americana), Abdulmutallab teria confessado seus vínculos informais com a Al Qaeda e que viajou ao Iêmen para pegar o equipamento incendiário e instruções de como utilizá-lo. A versão inicial dos investigadores, contudo, é de que ele agiu sozinho no ato. Eles disseram que teriam que fazer novos interrogatórios para poder confirmar a versão do suspeito.

Abdulmutallab estudava engenharia na University College London até 2008. Depois disso, segundo a família, seu paradeiro é desconhecido. A família relata ainda que ele se aproximou do extremismo nos últimos meses e seu pai, ex-ministro e rico banqueiro da Nigéria, chegou a denunciar o filho para a embaixada americana.

Reação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento nesta segunda-feira que o país está fazendo de tudo para evitar ataques terroristas e que ordenou a revisão das medidas de segurança nacional e em aviões depois do ataque frustrado.

Obama, que falou de Honolulu, no Havaí, onde passa as festas de fim de ano, não citou o comunicado do braço da rede terrorista Al Qaeda.

“Aqueles que matariam homens, mulheres e crianças inocentes precisam saber que os Estados Unidos estão fazendo mais do que simplesmente fortalecer nossas defesas”, disse Obama. “O governo está fazendo de tudo em nosso alcance para manter vocês e suas famílias seguras durante esta época conturbada de feriado”.

“Não descansaremos até acharmos todos os envolvidos no ataque. Este é um série lembrete dos riscos que corremos e daqueles que ameaçam nossa casa”, continuou Obama, em breve pronunciamento. “O ataque poderia ter matado quase 300 civis e tripulantes, civis inocentes que queriam celebrar as festas com seus parentes”.

FONTE: Folha Online/Reuters

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Preocupação sobre crescimento da rede terrorista no país aumentaram após episódio com nigeriano

vinheta-clipping-forteWASHINGTON – Os EUA abriram uma “terceira frente” contra a rede terrorista Al-Qaeda, desta vez no Iêmen, por temerem que o país do Oriente Médio se torne tão instável quanto o Afeganistão e passe a ser um dos principais centros da organização de Osama Bin Laden, informa nesta segunda-feira, 28, a imprensa americana.

Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal The New York Times. “No meio de duas guerras maiores, os EUA abriram silenciosamente uma terceira frente, em grande parte clandestina, contra a Al-Qaeda no Iêmen”, diz a publicação, citando como fontes militares de alta patente.

As agências de inteligência americanas investigam se o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um voo comercial que seguia da Holanda para os EUA no dia de Natal, obteve o dispositivo e o treinamento necessários no Iêmen, como ele próprio alega.

O Pentágono planeja utilizar destacamentos das Forças Especiais para dar instrução aos militares iemenitas, segundo o New York Times, que indicou que a medida representaria um aumento em dobro da ajuda militar concedida até agora ao país árabe.

Por sua vez, o The Washington Post, que cita fontes similares, informa que “o governo iemenita, sob forte pressão dos EUA e com significativa ajuda americana, lançou nos últimos dez dias ataques aéreos e terrestres contra uma célula local da Al-Qaeda, matando mais de 50 militantes”.

Segundo o jornal nova-iorquino, “há um ano a CIA (agência de inteligência dos EUA) enviou (ao Iêmen) vários de seus agentes mais destacados com experiência na luta contra o terrorismo”. “Ao mesmo tempo, algumas das unidades mais secretas de Operações Especiais começaram a instruir as forças de segurança iemenitas em táticas contra atividades terroristas”, acrescentou.

O Washington Post sustenta a versão de que Abdulmutallab “poderia ter sido equipado e instruído por um especialista em bombas da Al-Qaeda no Iêmen”. “Isto representaria um aumento significativo das atividades da Al-Qaeda na Península Arábica e o surgimento de uma nova ameaça para os EUA, o Oriente Médio e o nordeste da África”, acrescentou.

FONTE: Estadão / Efe

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vinheta-clipping-forteNos últimos dias, os politicos e jornalistas alemães vem alimentando uma discussão absurda, se a presença internacional no Afeganistão é guerra ou ajuda à reconstrução. Os soviéticos precisaram de oito anos para descobrir que a guerra contra a vontade dos grupos tribais, do talibã e dos senhores da guerra (warlords) não podia ser vencida. Foram oito anos perdidos, com um saldo de muitas vitimas, uma catástrofe que apressou o fim da União Soviética.

O ex-deputado alemão Jürgen Todenhöfer, que em 1980 visitou o Afeganistão, destruido pela guerra soviética, esteve há alguns meses novamente no pais, para concluir mais uma vez: Também essa guerra não pode ser vencida. O próximo será o nono ano da presença estrangeira no pais, milhares de soldados dos Estados Unidos e de diversos paises europeus, com um grande saldo de vitimas, sem que nada melhore no que se refere ao combate do talibã.

Segundo analistas, o problema não é só o talibã. A corrupção é um problema grave e ajuda os grupos do talibã a conquistar adeptos. Um ex-soldado alemão disse recentemente que no inicio, as tropas alemãs cuidavam sobretudo da ajuda à reconstrução. Os militares construiam escolas. Quando iam embora, os professores eram assassinados e os prédios destruidos.

– Nós não lutamos no Afeganistão contra o terrorismo internacional — afirmou Todenhöfer, lembrando que a atual guerra é tão absurda quanto a da era soviética, porque leva apenas ao aumento da violência.

A atual polêmica na Alemanha foi provocada pela explosão de dois caminhões tanques, no inicio de setembro, perto de Kunduz, por ordem de um comandante alemão. Para não atrapalhar a campanha eleitoral, que estava a todo vapor, o então ministro da defesa, Franz Josef Jung, da União Democrata Cristã (CDU), o partido da chanceler Merkel, afirmou que as mais de cem vitimas eram todas talibãs. Ele negou a existência de vitimas civis. Depois foi provado o contrário. Jung foi forçado a renunciar. A chanceler Angela Merkel e o atual ministro da defesa, Karl Theodor zu Guttenberg, serão obrigados a esclarecer o caso diante de uma comissão parlamentar de inquérito.

Apesar do engajamento internacional, as forças rebeldes do Afeganistão estão crescendo. Recentemente, o ministro das relações exteriores do pais, Rangin Dadfar Spanta, que frequentou a universidade na Alemanha, disse: “a luta contra o talibã fica a cada dia mais dificil”.

FONTE: O Globo / Blog ‘No Portão de Brandemburgo’

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Lei para as fronteiras

Brasil faz divisa com países produtores de cocaína e maconha

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLC) 222/09, de origem do Executivo, que altera a Lei Complementar (LC) 97, que estende para a Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB) a ação policial conferida ao Exército e dá mais poderes ao ministro da Defesa, um civil. As Forças Armadas estarão cobertas pela proteção legal para realizar operações de manutenção da lei e da ordem. Marinha, Exército e Aeronáutica poderão revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito. Seus comandantes deverão apresentar ao ministro da Defesa a lista de escolha dos militares a serem promovidos. No caso do emprego das Forças Armadas, a subordinação continua sendo do presidente da República, comandante supremo. No meio militar, a maioria concorda com o novo texto, mas há quem o critique, achando a LC 97 absurda.

No âmbito do Executivo, há a consciência de que parte do problema da criminalidade no Rio de Janeiro e no país começa em uma fronteira malcuidada, por onde passam drogas, armamentos e mercadorias contrabandeadas. Verdade. O Brasil faz divisa com países produtores de cocaína e maconha. A Polícia Federal (PF) identificou pelo menos 17 cidades brasileiras na fronteira que servem de ponto de entrada de armas. É certo que as Forças Armadas não têm tradição ou preparo policial. No entanto, o que se espera delas é uma ação de reforço, em apoio à PF e à Receita Federal.

Marinha, Exército e a FAB fazem um excelente trabalho de integração nacional, mas ainda está longe de ser o ideal num país de dimensões continentais. O caso da Amazônia é patente: a região carece da presença do poder público. Sua população reivindica a ação dos militares no combate ao tráfico de drogas e de armas e ao contrabando, principalmente no patrulhamento dos seus caudalosos rios e na destruição de pistas clandestinas de pouso para pequenos aviões. Mesmo com todas as dificuldades, 2,5 mil militares do Comando Militar do Oeste (CMO) participaram recentemente da Operação Cadeado, que aumentou a vigilância nos 2,3 mil quilômetros de fronteiras dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (MS) com a Bolívia e o Paraguai. Em Corumbá, no MS, a 18ª Brigada de Infantaria Motorizada patrulha 400 quilômetros de fronteiras com a Bolívia e o Paraguai. Já a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados, no MS, está monitorando a fronteira com o Paraguai a oeste e ao sul do estado. Em Corumbá, o Exército conta com o apoio do 6º Distrito Naval no policiamento do Rio Paraguai, junto à ponte da BR-262, e no chamado Canal do Tamengo.

A população do país não duvida da capacidade das Forças Armadas para desempenhar papel de polícia, mas todos os brasileiros sabem que faltam aos militares condições legais e materiais para desenvolver esse trabalho a contento. Que o Congresso aprove, pois, a LC 97, criando mecanismos próprios e proporcionando orçamentos compatíveis às necessidades das Forças Armadas para proteger nossas fronteiras, não de ameaças belicosas dos vizinhos, mas da ação perversa e continuada de traficantes e contrabandistas, que tantos danos têm causado à sociedade e ao erário do país.

FONTE: O Estado de Minas, via Notimp

 
Soldados norte-americanos observam explosões em Kirkuk (Iraque), sem reagir. De acordo com a nova estratégia dos Estados Unidos, os militarem só podem agir se a polícia iraquiana solicitar

Soldados norte-americanos observam explosões em Kirkuk (Iraque), sem reagir. De acordo com a nova estratégia dos Estados Unidos, os militarem só podem agir se a polícia iraquiana solicitar

Os soldados da Bateria B estavam em uma caminhada de rotina por um mercado central quando ouviram o barulho: um estalido baixo que foi seguido por uma pluma de fumaça preta a 500 metros de distância. Os soldados aguçaram os sentidos, com as armas de assalto de prontidão. Alguns meses atrás eles já estariam em movimento. Mas o tenente Christopher Freeman ordenou que parassem.

“Eles querem que a gente fique longe”, ele disse, referindo-se a seus homólogos da polícia iraquiana. Por um acordo que entrou em vigor em 1º de julho, as forças americanas não podem ir ao local da ação a menos que os iraquianos peçam. Por isso eles continuaram sua patrulha, enquanto a fumaça se erguia nas proximidades.

“A gente quer reagir”, disse Freeman, do 3º Batalhão, 82ª de Artilharia de Campo. “Quer ter certeza de que ninguém saia ferido. Mas é assim que agimos agora. Não é nossa luta.”

Para os soldados americanos na maior parte do Iraque – mesmo aqui em uma das cidades mais tumultuadas do país – essa é a nova realidade desde 1º de julho, depois que as forças dos EUA saíram das áreas urbanas e trocaram de papel: deixaram de conduzir missões de combate e agora ajudam a polícia e os militares locais. Os soldados recitam um novo mantra: estão aqui só para ajudar e treinar; a luta agora pertence aos iraquianos – a condição essencial, depois de quase sete anos, para que as tropas americanas voltem para casa.

Treinar as tropas locais foi um primeiro objetivo no Iraque e hoje é o pivô do plano do presidente Barack Obama para começar a retirar os soldados do Afeganistão em 18 meses. Aqui no Iraque o treinamento se mostrou difícil e muitas vezes ilusório. O governo Bush esperava entregar a segurança para os iraquianos quase imediatamente depois da invasão, em 2003, mas descobriu que as tropas iraquianas estavam mal equipadas e muitas vezes eram alvo ou instrumentos de violência sectária.

Hoje, enquanto os EUA se preparam para retirar a maior parte das tropas até o próximo verão, missões de rotina como a da Bateria B esclarecem o progresso às vezes frágil das forças de que depende o futuro da segurança do Iraque. Mas a certa altura os americanos e iraquianos tiveram de estabelecer um limite.

O novo papel de apoio da bateria marcou uma mudança filosófica em relação a 2007, quando o general David Petraeus, então principal comandante americano no Iraque, assumiu como maior prioridade a proteção da população. As novas prioridades são mais difusas: habilitar as forças locais, reforçar sua posição na comunidade, promover o desenvolvimento econômico e melhorar as relações interétnicas.

Os soldados da unidade B e outras disseram que hoje eles têm um papel para o qual não foram treinados, com mais tempo parados, movimentação limitada fora da base e missões que muitas vezes consistem em ficar parados enquanto seus oficiais trocam anotações com seus colegas iraquianos.

Alguns gostariam de ir para o Afeganistão, onde o pequeno número de tropas locais treinadas ainda precisam dos americanos para um papel ativo no combate. Outros lutam contra o tédio.

Em uma missão recente, soldados do 4º Esquadrão, 9º Regimento de Cavalaria, dirigiram cautelosamente por um cruzamento. “Esse é o auge da nossa excitação: tentar fazer o tráfego parar”, disse o sargento Homero Bazaldua, de San Antonio. A unidade não via combate desde que chegou a Kirkuk em julho.

Para uma força de combate cujos membros se alistaram durante a guerra ou realistaram depois de serviço ativo, o novo panorama exigiu adaptação.

“Eu parei de tentar explicar o que fazemos, porque é quase impossível explicar”, disse o tenente Eric Dixon, também do 4º Esquadrão. “Todo mundo tem na cabeça uma ideia do que está acontecendo, e então quando você lhes conta o que realmente acontece eles dizem: ‘Isso não tem sentido’. São os iraquianos completamente na liderança e nós apenas no apoio.”

Perguntado se é melhor assim, Dixon disse: “É difícil explicar. Como esta missão – nós gostamos, mas é aborrecida. Mas é uma missão muito mais recompensadora do que arrombar portas todos os dias. Podemos ver o progresso do que estamos fazendo”, ele acrescentou.

“Às vezes vamos em missões e eles dizem: ‘Não precisamos de vocês. Vamos cuidar disso e lhes faremos um relatório’. Não há melhor medida de sucesso que isso”.

Para a Bateria B, a missão do dia começou com uma escolta da polícia iraquiana, uma exigência para tropas americanas que entram em Kirkuk. Depois de uma breve sessão de treinamento, os quatro Humvees da unidade rumaram para um terreno enlameado onde as tropas americanas esperavam financiar um campo de futebol.

Esses projetos se tornaram cruciais para a retirada dos EUA, disse o tenente-coronel Christopher Norrie. Uma missão bem sucedida hoje, ele disse, poderia significar “uma pessoa receber um microcrédito que lhe permita abrir uma barbearia ou um salão de cabeleireiro”.

“Essa barbearia é uma ligação vital para o desenvolvimento da área, permitindo uma vitalidade econômica para pessoas que antes não tinham isso”, ele disse.

Kirkuk, uma região rica em petróleo ao norte de Bagdá, esteve no centro do impasse sobre as leis eleitorais do Iraque, pois curdos, árabes e turcomenos reivindicam a primazia na região. Mas a violência diminuiu aqui, e, exceto por um surto neste verão, continuou caindo desde 1º de julho, segundo os registros americanos.

Nessa transição, a experiência da Bateria Bravo mostra as tensões que surgem quando a teoria encontra um carro-bomba em um mercado cheio de gente.

Em vez de correr para a explosão – e proteger a população -, os soldados continuaram caminhando e incitaram os policiais iraquianos que os acompanhavam a conversar com os lojistas sobre a região. Os Humvees se moviam lentamente ao lado. Para os oficiais iraquianos, a presença americana tornava o trabalho mais perigoso.

“A verdade?”, disse Muhammad Khalif, um dos oficiais. “Nós estaríamos mais seguros se viesse só a polícia iraquiana. Às vezes, quando trabalhamos com forças da coalizão, algumas pessoas acham que a polícia iraquiana está nas mãos da coalizão.”

Quando a Bateria B obteve permissão para ir ao local da bomba, o tráfego já estava engarrafado, por isso passou uma hora antes que os soldados chegassem ao ponto da explosão, que matou seis pessoas e destruiu três prédios. Embora os americanos tenham treinado oficiais iraquianos para afastar as multidões de uma cena de crime, dezenas de pessoas passavam por ali.

O sargento Sean McLaren, de Browns Mills, Nova Jersey, quis liberar o local. Insurgentes muitas vezes planejam segundas explosões para matar as pessoas que respondem à primeira.

Mas quando ele e outros começaram a afastar as pessoas o sargento-major Carlos Soto-Bonilla lhes gritou para parar.

“Vamos falar com quem estiver no comando e deixar que eles cuidem disso”, disse. “Temos de colocar uma face iraquiana nisto, porque se não nunca sairemos deste país.”

Mais pessoas passavam por ali, destruindo potenciais evidências. A água de um cano estourado corria para a cratera de 1,5 metro deixada pela bomba.

“Você tem fita para isolar o local?”, perguntou McLaren a um oficial iraquiano. A resposta: “Temos na delegacia, mas viemos para cá correndo”.

Nos jipes mais tarde alguns soldados estavam insatisfeitos com a reação dos iraquianos. Eles demoraram demais para chegar, e um número muito grande de pessoas correu perigo.

“Os policiais iraquianos não entendem”, disse MacLaren. “Nós ficamos lá tempo demais. Eles poderiam ter detonado aquele VBIED para que as forças da coalizão reagissem, então um franco-atirador poderia nos alvejar”, ele disse, usando a sigla em inglês para “dispositivo explosivo improvisado transportado por veículo”. “Nós tentamos ajudá-los a treinar a si mesmos, mas não podemos salvar o mundo.”

Mas para Norrie os resultados, embora imperfeitos, foram um modelo de sucesso nessa etapa do conflito, quando as tropas americanas se preparam para partir.

“Foi uma solução iraquiana para um problema iraquiano, e permitir que eles façam isso é muito importante”, ele disse. “As pessoas lá na rua viram suas forças de segurança claramente no comando. Todos somos falhos aos olhos do Senhor, mas o principal é que foi uma reação iraquiana, isso é mais importante que tudo.”

FONTE: The New York Times / UOL – John Leland
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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Soldados dos Estados Unidos vigiam a prisão da base aérea de Bagran (Afeganistão)

Soldados dos Estados Unidos vigiam a prisão da base aérea de Bagran (Afeganistão)

vinheta-clipping-forteFoi em maio de 1985 que o general Igor Rodionov desembarcou de uma aeronave militar de transporte no aeroporto de Cabul, assumindo o comando do 40º Exército da União Soviética, que combatia no Afeganistão.

A face dele, agora enrugada, conta melhor do que as palavras a história que se seguiu. Ele foi o quinto de um total de sete comandantes soviéticos, compartilhando um lugar na história com um grupo de indivíduos que desempenharam uma tarefa similar: generais estrangeiros enviados para conquistar o Afeganistão. Os integrantes desse grupo, que teve início com Alexandre, o Grande e continua até os dias de hoje, são notáveis por uma característica evidente – todos acabaram fracassando.

Um conselho não muito otimista que ele gostaria de fornecer àqueles que estão seguindo as suas pegadas no Afeganistão: “Tudo já foi tentado”.

Às vésperas de uma aguardada decisão por parte do governo dos Estados Unidos de enviar mais milhares de soldados para lutarem contra o Taleban, o general Rodionov e outros veteranos soviéticos sentem uma mistura de Schadenfreude e simpatia pelos mais recentes invasores estrangeiros das terras montanhosas das quais eles se retiraram em 1989, após uma sangrenta luta de contra-insurgência que durou dez anos.

Na sua base no suntuoso Palácio Tajbeg, em uma colina elevada nos arredores de Cabul, o general Rodionov descobriu algo rapidamente: “Não havia um front. As balas podiam vir de qualquer lugar”.

O 40º Exército soviético era composto de 120 mil soldados no auge da guerra, e as operações focavam-se no envio de soldados transportados por helicópteros para as montanhas, no controle dos terrenos elevados e, depois, na movimentação de tanques pelos vales.

Em um período de uma década quase 15 mil soldados soviéticos – e centenas de milhares de afegãos – foram mortos em vários dos mesmos lugares que as forças dos Estados Unidos e dos seus aliados lutam atualmente para controlar: as regiões fronteiriças no sudeste do país, perto do Paquistão, e as províncias de Kandahar e Helmand, no sul.

“A guerra, no decorrer dos dez anos, transcorreu em círculos. Nós chegávamos, e eles (os insurgentes) partiam. Depois, nós partíamos, e eles retornavam”, conta o general Rodionov.

Outros ex-oficiais militares soviéticos enxergam uma futilidade similar nos esforços dos Estados Unidos no Afeganistão.

“Mais soldados simplesmente significará mais mortes”, adverte Gennady Zaitsev, ex-comandante da tropa de elite Alfa, da KGB, que participou da maioria das operações mais críticas da guerra.

“Os cidadãos norte-americanos e britânicos perguntarão, com muita razão, ‘Por que os nossos filhos estão morrendo?’ , e a resposta será, ‘Para manter o presidente afegão, Hamid Karzai, no poder’. Eu não creio que eles ficarão satisfeitos com isso”.

Para o general Rodionov, as notícias que chegam do atual conflito são perturbadoramente familiares. “Os Estados Unidos e os seus aliados precisam entender que não existe nenhuma forma de se alcançar o sucesso militarmente. A única solução é política. E Karzai não goza de popularidade junto ao povo, ele simplesmente administra uma máfia”.
As relações entre o povo afegão e os soviéticos determinaram o resultado da guerra, acredita o general Rodionov. “Aquilo era um problema social e político, que nós deixamos grosseiramente de perceber com a nossa mentalidade militar”, diz ele.

Assim como as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), os soviéticos tiveram uma lua de mel que durou um ou dois anos após a invasão do Afeganistão, em 1979. Projetos de infraestrutura foram implementados – os prédios altos de Cabul foram em sua maioria construídos pelos soviéticos. Mas o general Rodionov recorda-se que por volta de 1982 a situação piorou drasticamente.

“É claro que o problema era o mesmo – o 40º Exército era uma força militar altamente armada e treinada. Respondíamos a cada tiro disparado contra nós com dez tiros de volta. Os nossos soldados provocaram muitas baixas entre a população civil”.

“Nós bombardeávamos uma aldeia porque havia um ou dois mujahadeens no local. Mulheres e crianças morriam, e isso criou o movimento insurgente. Foi uma clássica guerra de guerrilha”.
Os veteranos russos do Afeganistão dizem que os Estados Unidos estão correndo o risco de vencerem militarmente, mas perderem politicamente, ecoando a própria experiência soviética.

Pyotr Suslov, um ex-membro da unidade de operações especiais da KGB no Afeganistão, diz que o principal erro da Otan é não prestar a atenção necessária no equilíbrio entre as tribos afegãs, especialmente as de etnia pashtun, que compõem pouco menos da metade da população.

Em vez disso, os Estados Unidos concentraram a sua atenção inicial na Aliança do Norte, o movimento guerrilheiro liderado por indivíduos de etnia tajique, que enxotaram o Taleban do poder em 2001 com o auxílio dos Estados Unidos.

“Eles ignoraram os pashtuns”, explica Suslov. “A Aliança do Norte assumiu o poder após a queda do Taleban, e havia um punhado de comandantes diferentes, de diferentes tribos e etnias. Os pashtuns foram ignorados. Foi daí que veio o problema. É importante que os Estados Unidos concordem com as tribos pashtuns”.

O general Rodionov conta que chegou Afeganistão como um crítico duro da guerra, e as suas críticas só aumentaram durante o período em que foi comandante naquele país.

Naquela época, as autoridades graduadas soviéticas, percebendo a futilidade dos seus métodos, começaram a discutir abertamente a retirada. “No início era um círculo bem pequeno de autoridades, mas que foi crescendo gradativamente. O pensamento predominante na época da retirada era: ‘Nós deveríamos ter feito isso antes’”.

FONTE: Financial Times / UOL

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Clique no infográfico para visualizar a distribuição de forças da ISAF – International Security Assistance Force, no Afeganistão.

ISAF no Afeganistão

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O Presidente venezuelano respondeu, este domingo, às declarações sobre tráfico de droga do ministro da Defesa da Colômbia, de forma inusitada. Para Hugo Chávez, Gabriel Silva «é no mínimo atrasado mental. Deve ser atrasado mental».

«Ele segue as instruções do império. Na Colômbia não é o Governo colombiano que manda, é o império yankee que manda», sublinhou Chávez, apontando de imediato baterias aos Estados Unidos, durante o programa dominical de rádio e televisão.

Gabriel Silva disse na sexta-feira, segundo a TSF, que o Governo colombiano está preocupado porque «existe a possibilidade de um tráfico quase livre de aviões pelo território venezuelano para a América Central».

O ministro falava antes de partir para uma reunião com o Secretário de Estado norte-americano da defesa, Robert Gates, em Washington. «Isso preocupa-nos enormemente porque os nossos esforços permitiram travar de forma significativa o tráfico de droga por via aérea e hoje o nosso principal desafio é o tráfico por mar».

«Eles dizem que conseguiram controlar os aviões que servem para o tráfico de droga, mas que passam pela Venezuela. Então, e vêm da lua? De onde vêm? Saem da Colômbia e vão para os Estados Unidos», atirou Chávez, cujo gabinete assegura que a Venezuela reforçou a luta contra o tráfego de estupefacientes.

Os venezuelanos deixaram de cooperar com os responsáveis norte-americanos da luta contra o tráfico de droga – a DEA. A Colômbia, pelo contrário, mantém um plano de cooperação militar com Washington. No entanto, Chávez assegura que «a produção de droga duplicou e ganhou em técnica» com o «Plano Colômbia», cita a mesma rádio.

FONTE/FOTO: abola.pt

 

Projeto de lei deve ser assinado pelo presidente americano, Barack Obama, nesta quarta-feira

vinheta-clipping-forteCABUL – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve assinar nesta quarta-feira, 28, um projeto de lei de defesa que autoriza o Exército americano a remunerar militantes do Taleban que renunciarem à insurgência.

O anúncio sobre o projeto foi feito na terça-feira pelo presidente do Comitê das Forças Armadas do Senado, Carl Levin. A medida tem como objetivo conquistar membros mais moderados da milícia e reintegrar os militantes à sociedade afegã.

Levin defende a tentativa de convencer os militantes a “mudarem de lado” oferecendo empregos e anistia a ataques passados, além do pagamento aos ex-insurgentes para que protejam suas cidades e vilas.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Richard Leister, cerca de US$1,3 bilhões seriam destinados ao programa. Uma medida similar já é praticada no Iraque, onde ex-combatentes são incentivados a se reintegrarem novamente à sociedade. “Você tem 90 mil iraquianos que mudaram de lado e estão envolvidos na proteção de suas cidades contra ataques e contra a violência”, disse.

Obama estuda um aumento substancial no número de tropas dos Estados Unidos no Afeganistão. Os EUA vêm discutindo a possibilidade de enviar mais 40 mil soldados ao país. Os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já comandam mais de 100 mil soldados estrangeiros em território afegão.

FONTE: Estadão/BBC Brasil

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Atentado mata 6 funcionários da organização; violência coincide com a chegada de Hillary na região

vinheta-clipping-forteCABUL E PESHAWAR – Um carro-bomba matou mais de 90 pessoas e feriu cerca de 200 nesta quarta-feira, 28, em um mercado lotado na cidade paquistanesa de Peshawar, na região da fronteira com o Afeganistão. Esse é o ataque mais recente de uma série de atentados sangrentos lançados por militantes. No mesmo dia, ataques insurgentes contra pensão usada pela ONU para a estada de funcionários estrangeiros no centro da capital deixaram pelo menos 12 mortos, entre eles seis funcionários da organização.

Horas depois dos ataques em Cabul, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, aterrissou no Paquistão prometendo uma nova página nas relações norte-americanas com o país. A derrota do Taleban e a estabilização do Afeganistão são fundamentais na estratégia regional de Washington para combater a milícia. O Paquistão está em alerta máximo em meio a temores de ataques de militantes do Taleban paquistanês, enquanto o Exército ataca fortalezas dos militantes no Waziristão do Sul, na fronteira afegã.

A explosão no Paquistão, a que causou mais vítimas neste ano, aconteceu no Peepl Mandi, bairro onde moram muitos muçulmanos xiitas. De acordo com um policial, o ataque atingiu o Mina Bazaar, que reúne mulheres lojistas. Nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo atentado, mas Peshawar tem sido o local de muitos dos ataques realizados pelos militantes islâmicos neste mês, uma escalada sangrenta que já matou mais de 500 pessoas.

Hillary, em entrevista concedida após os atentados, afirmou que os EUA ficarão ao lado do Paquistão na luta contra “grupos extremistas brutais”. “O Paquistão está no meio de um combate aos grupos extremistas brutais e obstinados, que matam pessoas inocentes e aterrorizam comunidades”, afirmou Hillary. “Daremos a vocês (Paquistão) a ajuda que necessitarem”, acrescentou.

A ofensiva contra os militantes no Waziristão do Sul foi lançada depois de uma série de ataques às Nações Unidas, quartéis militares, a polícia e o público em geral, nos quais 150 pessoas morreram. Houve vários ataques a bomba em represália desde o início da ofensiva. O Exército diz que está obtendo progresso contra os militantes ligados à Al-Qaeda.

Ataque contra a ONU no Afeganistão

Militantes do Taleban mataram ao menos 12 pessoas, incluindo seis funcionários de uma equipe estrangeira da ONU, em um ataque a uma hospedaria internacional em Cabul, nesta quarta-feira, despertando preocupações sobre a segurança para a eleição presidencial a se realizar em 10 dias. A nacionalidade dos mortos na equipe da ONU na hospedaria em Cabul não foram esclarecidas. Um desses hóspedes é cidadão norte-americano, informou a Embaixada dos Estados Unidos

O Taleban já prometeu realizar ataques antes das eleições de 7 de novembro, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera o envio de mais soldados ao Afeganistão para combater os insurgentes, que estão no auge da violência desde que foram retirados do poder em 2001.

Os insurgentes vestiam uniformes policias para entrar na hospedaria, afirmou a polícia. Forças afegãs trocaram tiros com os militantes por horas dentro da casa enquanto sirenes soavam pelo coração da capital. Em outro sinal do crescente alcance dos militantes, foguetes também foram lançados em um hotel de luxo estrangeiro perto do palácio presidencial na capital afegã, forçando mais de 100 hóspedes a irem para um abrigo.

Segundo a BBC, um porta-voz do Taleban anunciou que o grupo assumiu a autoria do ataque contra a pensão e afirmou que se trata apenas do “primeiro passo” na campanha para prejudicar o segundo turno das eleições presidenciais no país, marcadas para sete de novembro. A ONU tem um papel importante na organização do pleito.

FONTE: Estadão

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vinheta-clipping-forteQuatorze americanos morreram no Afeganistão nessa segunda-feira em dois diferentes acidentes envolvendo helicópteros. Sete soldados americanos e três civis foram mortos na queda de uma aeronave no Afeganistão ocidental e outros quatro militares morreram na colisão de dois helicópteros, no sul do Afeganistão.

A porta-voz, capitão Elizabeth Mathias, disse que o fogo inimigo não está relacionado com as quedas das aeronaves. A aeronave maior era um helicóptero Chinook e os militares tem 98% de certeza que a atividade insurgente não está envolvida.

26 pessoas teriam sido feridas na queda do Chinook — 14 soldados do Exército Afegão, 11 soldados americanos e um civil.

Antes da queda, uma equipe da ISAF (International Security Assistance Force) da OTAN estava em operação de busca numa região suspeita de abrigar rebeldes envolvidos no tráfico de narcóticos, segundo a ISAF. Um tiroteio estourou em seguida e mais de uma dúzia de combatentes inimigos foram mortos.

Quando a a equipe da ISAF estava se retirando da área, um dos helicópteros caiu, sem razão aparente. Uma operação de resgate foi enviada ao local para resgatar as vítimas. Ambos os acidentes estão sendo investigados.

“Estas tragédias distintas de hoje sublinham os riscos que nossas forças e nossos parceiros enfrentam todos os dias”, disse o coronel Wayne Shanks, um porta-voz da ISAF. “Cada morte é uma perda enorme para a família e amigos de cada membro, de militares e civis. Nosso sofrimento é agravado quando temos uma perda tão significativa num dia. “Eu nunca posso expressar em meras palavras nossas condolências às famílias pela sua perda e sacrifício.”

A ISAF também disse que realizou quatro operações no leste e no sul do Afeganistão, no domingo, matando vários insurgentes e detendo seis supostos militantes.

A coalizão disse em uma breve declaração nesta segunda-feira que outros dois soldados americanos foram mortos em incidentes separados no fim de semana, no leste do Afeganistão. Um morreu ao ser atingido por um dispositivo explosivo improvisado, outro de ferimentos sofridos durante um ataque de insurgentes.

FONTE: New York Times

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