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Por David Alexander e Phil Stewart

WASHINGTON – Reuters

vinheta-clipping-forte1A China está usando espionagem para adquirir tecnologia para alimentar sua modernização militar, disse o Pentágono na segunda-feira, acusando pela primeira vez a China de tentar invadir redes de computadores de defesa dos EUA. O governo chinês reagiu com uma negação firme.

Em seu relatório anual de 83 páginas ao Congresso sobre os desenvolvimentos militares da China, o Pentágono também citou avanços no esforço de Pequim para desenvolver caças de espionagem com tecnologia avançada e construir uma frota de porta-aviões.

O relatório disse que a ciberespionagem da China era uma “séria preocupação” que apontava para uma ameaça ainda maior porque as “habilidades necessárias para essas invasões são semelhantes às necessárias para conduzir ataques a redes de computadores”.

“O governo dos EUA continuou a ser alvo de (ciber) intrusões, algumas das quais parecem ser imputáveis diretamente aos militares e ao governo chinês”, disse o relatório, acrescentando que o principal objetivo das invasões virtuais era obter informações para beneficiar as indústrias de defesa, os militares estrategistas e os líderes governamentais. Uma porta-voz disse que essa era a primeira vez que o relatório anual do Pentágono mencionou Pequim como invasores de redes de defesa dos EUA, mas a China considerou o relatório como sem fundamento.

O Departamento de Defesa dos EUA faz repetidamente “comentários irresponsáveis sobre a normal e justificada ampliação da defesa da China e exagera uma chamada ameaça militar chinesa”, disse a porta-voz da chancelaria chinesa Hua Chunying.
“Isto não é benéfico para a cooperação e a confiança mútua entre os EUA e a China”, disse Hua a repórteres. “Nos opomos firmemente a isto e já fizemos representações junto aos EUA”. A ampliação da defesa da China é orientada no sentido de proteger a sua “independência e soberania nacional”, disse Hua.Sobre as acusações de pirataria, Hua disse: “Nós nos opomos firmemente a qualquer crítica infundada e promoção exagerada, porque o exagero sem fundamento e a crítica só prejudicam os esforços bilaterais de cooperação e diálogo”.

Apesar das preocupações sobre as invasões, um alto funcionário da Defesa dos EUA disse que sua principal preocupação era a falta de transparência. ”O que me preocupa é a medida em que a modernização militar da China ocorre na ausência do tipo de abertura e transparência que os outros estão certamente demandando da China”, disse David Helvey, vice-secretário assistente de Defesa para a Ásia Oriental, em entrevista ao Pentágono no relatório.

FONTE: REUTERS via Resenha do Exército

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Definições atualizadas

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Bruno Silva 

vinheta-clipping-forte1Os grandes eventos esportivos que o Brasil receberá nos próximos anos servirão de impulso para reforçar a segurança digital do Brasil. O setor deve receber cerca de R$ 40 milhões do governo federal para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Os responsáveis por coordenar as ações de proteção de sistemas críticos e sites oficiais é o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) do Exército.

O grupo foi fundado oficialmente em setembro de 2012, mas atua desde 2010, como um núcleo experimental, com oficiais de diversos setores do Exército. O primeiro grande evento que teve o amparo da unidade foi a Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável realizada no Rio de Janeiro em junho do ano passado. “Esse acontecimento criou uma demanda a fim de que já começássemos a operar. Fez com que tudo fosse montado de maneira intensa”, conta o coronel José Ricardo Souza Camelo, comandante do destacamento do DF do CDCiber.

O centro será responsável por observar sites e sistemas ligados aos eventos, identificando ameaças mais frequentes. Até agora, dois tipos de ataque causam preocupação imediata: a desfiguração de páginas oficiais e a negação de serviço. “O primeiro resulta em prejuízo na página da instituição, e isso é crítico para o país. Já o segundo, apesar de não ser sofisticado, é eficaz. Sofremos com ele na Rio+20 e observamos que em outros eventos internacionais se tentou fazer isso”, aponta o coronel Camelo.

Além disso, o CDCiber também trabalha em colaboração com outros órgãos do governo, como a Presidência, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), ministérios, Polícia Federal, agências reguladoras e até mesmo empresas, que também mantêm centros de monitoramento e defesa. A ação colaborativa foi aprimorada tanto na Rio+20 quanto em observações de estratégias de defesa digital em outros países que receberam grandes eventos esportivos, como a Inglaterra, sede das Olimpíadas de 2012. “Sabíamos desses exemplos, e o Brasil não está muito longe deles na área da defesa cibernética, tanto em ideias quanto em estrutura”, reforça Camelo.

Ataques direcionados

Mas há tipos de ataque que vão além das táticas mais conhecidas para desestabilizar serviços da web. São os ameaças persistentes avançadas (do inglês, advanced persistent threat, ou APT), feitas especialmente para um alvo — corporativo ou pessoal. A operação consiste em achar uma pessoa que possa ter o computador infectado pelo código. Assim, ela se torna uma porta de entrada para o local onde estão as informações procuradas pelos criminosos.

“Eles são vírus sem assinatura e, assim, não são identificadas pela maioria das soluções de segurança”, explica Rodrigo Herdy, especialista em segurança da NTSec, companhia especializada na prevenção desse tipo de ameaça. Segundo ele, as APTs têm crescido exponencialmente no país nos últimos dois anos, principalmente dentro do governo. “O número de incidências desses códigos é impressionante”, conta.

Uma das únicas soluções desenvolvidas para combater esse tipo de ameaça é o FireEye, um software que cria máquinas virtuais onde todos os arquivos de uma rede são escaneados. Caso um deles seja infectado, o código malicioso é rodado em um ambiente virtual, para que o ataque seja detectado antes de obter qualquer informação sigilosa. A companhia (que leva o mesmo nome do programa) foi criada  em 2004 por Ashar Aziz, ex-engenheiro da Sun e tem como diretor-executivo o ex-presidente da McAfee Dave DeWalt.

FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1Depois de declarar estado de guerra contra a vizinha Coreia do Sul, o governo comunista da Coreia do Norte manteve em curva ascendente a tensão regional. Desta vez, ameaçou com o fechamento do complexo industrial de Kaesong, onde cem empresas funcionam numa área governada conjuntamente por Pyongyang e Seul – além de prometer um reforço “quantitativo e qualitativo” de seu poderio nuclear. O presidente norte-coreano, Kim Jong-un, presidiu pessoalmente uma reunião do comitê central do Partido dos Trabalhadores e decidiu que a posse de armas nucleares, classificada como “a vida do país”, deverá ser fixada por lei. A radicalização do discurso renovou as preocupações de sul-coreanos e americanos. Mais do que uma escalada militar ou nuclear, especialistas de ambos os países apontam para indícios de um outro risco, mais silencioso, vindo no Norte: a ação de ciberterroristas.

Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, na reunião de ontem foi decidido também desenvolver um reator de água leve como parte de um plano de abastecimento energético ligado à indústria nuclear para fins civis, além de investir em tecnologia espacial e satélites mais avançados.

“As forças nucleares devem ser expandidas e fortalecidas com qualidade e quantidade até que a desnuclearização do mundo seja alcançada”, informou a agência.

- Esta é uma linha estratégica a ser sempre seguida – declarou Kim Jong-un.

As tensões na Península Coreana aumentaram nas últimas semanas diante de exercícios militares conjuntos de americanos e sul-coreanos na região. E ainda depois de novas sanções econômicas impostas pela ONU em punição a testes balísticos e nucleares perpetrados pelo Norte. Ontem, em tom desafiador, o regime de Kim Jong-un reiterou que suas armas atômicas não são objeto de barganha com o Ocidente.

“São o tesouro de um país reunificado que nunca poderá ser trocado por bilhões de dólares”, dizia o texto divulgado pela KCNA.

Longe dos governos, a retórica belicista causou preocupação também a milhares de trabalhadores das Coreias do Norte e do Sul. As ameaças de Pyongyang de fechar o complexo industrial de Kaesong põem em risco o sustento dos dois lados da fronteira. Pelo menos 50 mil operários norte-coreanos trabalham na região, que responde por US$ 90 milhões do orçamento anual de Pyongyang. A cerca de dez quilômetros da fronteira, o polo de Kaesong foi criado em 2004 como símbolo da cooperação entre os dois países. Segundo a agência Yonhap, o número de operários sul-coreanos é estimado em cerca de 15 mil. O complexo seguia em funcionamento até a noite de ontem.

- Por enquanto, não ocorreram problemas de funcionamento – indicou um porta-voz do ministério sul-coreano da Unificação.

Suspeita de ciberataque e ação contra banco

Países como Estados Unidos, Rússia e Japão já emitiram alertas e condenações à Coreia do Norte. Até pouco tempo atrás ainda apostava-se em alguma tentativa de aproximação com o super fechado regime de Pyongyang após a morte do ex-ditador Kim Jong-il, em dezembro de 2011, e a ascensão ao poder do filho, o jovem e atual mandatário, Kim Jong-un.

- Não podemos permitir uma provocação agressiva da Coreia do Norte – declarou o porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga.

Apesar de considerar as ameaças como “sérias”, a Casa Branca lembrou que a retórica belicista sempre foi característica do regime comunista norte-coreano. E outras preocupações têm tanto ou mais peso para Washington e seus aliados em Seul – como recentes ataques cibernéticos ao sistema bancário e a redes de TV da Coreia do Sul duas semanas atrás. O Norte nunca admitiu envolvimento, mas especialistas do Sul e dos EUA acreditam que Pyongyang está por trás dos cibercrimes.

- Estamos convencidos de que isso significa que Kim está sacramentando seu lugar entre o povo e os próprios militares, que não o conhecem. Estamos preocupados com o que ele possa fazer depois, mas não estamos preocupados com o que ele ameaça fazer – disse um alto oficial do governo americano ao jornal “New York Times”.

Esses ciberataques teriam, ainda, semelhanças com um ataque balístico do Norte contra um barco do Sul em Cheonan, quando 46 marinheiros sul-coreanos morreram três anos atrás – o fator-surpresa e a dificuldade de provar, oficialmente e em curto prazo, o envolvimento norte-coreano. E essa dificuldade torna mais difícil qualquer tentativa de retaliação.

A ameaça de uma agressão silenciosa também causa desconforto no Sul. Afinal, países que estão prestes a lançar uma ofensiva militar não transmitem seus planos de batalha.

- Você esperaria que uma ordem militar seja dada em segredo. Acreditamos que eles estão jogando com o psicológico – sentenciou o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Kim Min-seok.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1As Forças Armadas brasileiras poderão intensificar a cooperação com a Espanha nos setores de desastres naturais e defesa cibernética, entre outros. O tema fez parte da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o colega espanhol Pedro Morenés Eulate, ocorrida hoje em Brasília (DF).

Na reunião, o ministro espanhol revelou interesse numa aproximação com o Brasil e outros países sul-americanos para tratar especificamente do apoio em questões de desastres naturais. Por sugestão de Amorim, prontamente aceita por Morenés, o tema será objeto de cooperação bilateral – que poderá, futuramente, ser estendida aos outros países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Mais adiante, Morenés manifestou interesse, também, no setor de defesa cibernética, considerado como “área de cooperação prioritária”. Celso Amorim citou a experiência do país na criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, já em funcionamento, e concordou em aprofundar a troca de conhecimentos nesse campo.

Durante a reunião, os dois ministros destacaram a crescente aproximação entre suas respectivas indústrias de defesa, inclusive em processos de licitação de interesse mútuo. E reafirmaram a disposição em estender ao setor de defesa a “intensa” relação econômica e política que os países mantêm entre si.

espanha_interna4Após o encontro, Amorim e Morenés assinaram comunicado conjunto onde destacam a cooperação entre os dois países no sentido de assegurar a continuidade e o intercâmbio na área de defesa. Morenés mostrou-se interessado em projetos que o governo brasileiro vem desenvolvendo com a Marinha, o Exército e a Aeronáutica.

“O Brasil decidiu ampliar sua capacidade operacional em defesa” e a Espanha “quer estar ao seu lado”, compartilhar experiências e explorar as possibilidades de cooperação que existem na indústria de defesa e no meio militar, disse o ministro espanhol.

Reunião bilateral

A visita do ministro Morenés é desdobramento do encontro da presidenta Dilma Rousseff com governantes espanhóis, ocorrida em novembro do ano passado em Madri.

Coube ao ministro brasileiro iniciar a exposição com relato de temas que interessam aos dois países. Amorim destacou, por exemplo, o trabalho de revitalização dos aviões P3 Orion e da aquisição das aeronaves C-295 CASA, que no Brasil têm a denominação de C-105 Amazonas.

Na reunião, Amorim e Morenés abordaram também o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper) da Marinha do Brasil, em que há interesse espanhol no fornecimento de embarcações, e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) do Exército Brasileiro.

Os dois ministros conversaram ainda sobre a importância de fortalecer o intercâmbio entre militares das respectivas Forças Armadas. Ao final do encontro, Amorim reiterou o convite para que se realizem visitas de alto nível do Ministério da Defesa espanhol ao Brasil. Morenés, por sua vez, informou que estará representado na feira LAAD Security & Defence, que acontece em abril no Rio de Janeiro, pelo Diretor Geral de Armamento e Material de seu país.

Leia aqui a íntegra do comunicado conjunto dos ministros da Defesa do Brasil e da Espanha.

FONTE: Ministério da Defesa

vinheta-clipping-forte1(Clarín, 03) O secretário de Defesa, Leon Panetta, advertiu que através da Internet pode vir “o próximo Pearl Harbor”. A administração Obama afirma que esses ataques serão tratados como “um ato de guerra”. E o governo chinês informou que hackers norte-americanos atacam o Ministério da Defesa e outros portais oficiais “cerca de 144 mil vezes por mês”.

Tudo é tratado com um grande segredo. Mas um relatório da empresa Mandiant, que assessora a Casa Branca em assuntos de informática, publicado pelo jornal The New York Times, denunciou que a maioria dos ataques originados da China foram feitos a partir de um edifício da Rua Datong, na cidade de Xangai, onde funciona a unidade 61398 do Exército Popular Chinês. Desde 2006, foram detectadas 140 invasões lançadas por esta divisão, particularmente contra os departamentos de Defesa e de Estado dos EUA.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

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Por DAVID E. SANGER

vinheta-clipping-forte1Quando o governo Obama distribuiu a provedores de internet americanos uma longa lista confidencial de endereços digitais ligados a um grupo de hackers que furtou vários terabytes de dados de corporações dos EUA, um fato crucial ficou de fora: o de que praticamente todos os endereços estavam em um bairro de Xangai onde funciona a sede do comando cibernético das Forças Armadas chinesas.

Essa omissão deliberada salienta a alta sensibilidade dentro do governo Obama sobre até que ponto convém confrontar diretamente a nova liderança chinesa por causa dos hackers, enquanto Pequim diz não ter envolvimento com os ataques.

A questão ilustra como a Guerra Fria cibernética entre as duas maiores economias mundiais é diferente dos conflitos entre superpotências de décadas atrás -menos perigosa sob certos aspectos, porém mais complexa e perniciosa sob outros.

Funcionários do governo dizem agora estar mais dispostos a acusar diretamente os chineses -como fez recentemente o secretário de Justiça, Eric Holder, ao anunciar uma nova estratégia para o combate ao furto de propriedade intelectual. Mas o presidente Barack Obama evitou citar nominalmente a China -ou a Rússia e o Irã- quando declarou no seu discurso que sabia “que companhias e países estrangeiros golpeiam nossos segredos corporativos”. Ele acrescentou: “Agora nossos inimigos estão também buscando a capacidade de sabotar nossa rede elétrica, nossas instituições financeiras e nossos sistemas de controle do tráfego aéreo”.

Definir “inimigos” nem sempre é tarefa fácil. A China não é uma inimiga declarada dos EUA, da mesma forma como a União Soviética era. A China é, ao mesmo tempo, um competidor econômico, um cliente e um fornecedor crucial. Os dois países tiveram um comércio de US$ 425 bilhões no ano passado, e a China continua sendo, apesar das muitas tensões diplomáticas, um financiador importante da dívida americana.

No caso dos indícios de que o Exército chinês seja provavelmente a força por trás do “Comment Crew”, o maior dos cerca de 20 grupos de hackers acompanhados pela inteligência americana, os EUA estão sendo altamente circunspectos.

Funcionários do governo adoraram que a Mandiant, uma empresa privada de segurança, tenha divulgado um relatório localizando a origem dos ataques digitais nas imediações do comando cibernético chinês.

Autoridades disseram reservadamente que não veem problemas nas conclusões da Mandiant, mas que não queriam dizer isso publicamente.

Isso explica por que a China não foi mencionada como o local de servidores suspeitos no alerta aos provedores da internet. “Disseram-nos que constranger diretamente os chineses sairia pela culatra”, disse um funcionário de inteligência. “Isso só os tornaria mais defensivos e mais nacionalistas.”

Mas essa visão está começando a mudar. Nos próximos meses, dizem autoridades dos EUA, haverá muitos alertas privados de Washington aos líderes chineses, inclusive Xi Jinping, que assume em breve a Presidência da China. Os americanos devem argumentar que a dimensão e a sofisticação dos ataques dos últimos anos ameaçam desgastar o apoio à China por parte da comunidade empresarial dos EUA -principal aliada de Pequim em Washington. As recomendações sobre o que fazer variam muito -de uma negociação calma e sanções econômicas a discussões sobre contra-ataques a serem feitos pelo Comando Cibernético dos militares americanos, uma unidade que já se envolveu em ataques digitais contra instalações nucleares do Irã.

O próximo debate é, portanto, sobre uma retaliação americana. Washington já está cheia de conferências falando de “domínio da escalada” e “dissuasão ampliada”, termos emprestados da Guerra Fria.

Essa retórica tem algo de exagero, sendo alimentada pela crescente indústria da segurança cibernética e pelo desenvolvimento de armas cibernéticas ofensivas, embora o governo dos EUA jamais tenha admitido seu uso. Mas há uma discussão séria nos bastidores sobre que tipo de ataque à infraestrutura americana -algo que os hackers chineses ainda não tentaram seriamente- poderia induzir um presidente a ordenar um contra-ataque.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte11. A venda de armas e serviços militares por parte das 100 maiores empresas mundiais do setor totalizou cerca de US$ 410 bilhões em 2011, de acordo com dados divulgados pelo “Stockholm Internacional Peace Research Institute” (SIPRI). Desde 2002, a venda de armas teve aumento de 51% em termos reais.

2. As vendas dos 44 produtores de armas norte-americanos somaram 60% do total, sendo que as 30 maiores empresas europeias foram responsáveis por 29% das vendas. A Embraer aparece na 81ª colocação (95ª em 2010).

3. A expansão das empresas produtoras de armas no mercado de segurança cibernética é tendência clara na análise do ranking feito pelo SIPRI, devido principalmente à crescente importância política e orçamentária do tema como questão de segurança nacional.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

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vinheta-clipping-forte1Cada vez mais frequentes, os ataques de hackers chineses contra pessoas e instituições americanas começam a ganhar contornos políticos – capazes até de arranhar as relações entre os dois países. Mais de 140 ataques cibernéticos nos últimos anos tiveram sua origem numa unidade militar chinesa em Xangai, revelou ontem um relatório da empresa de segurança digital americana Mandiant, baseada na Califórnia.

Os dados da Mandiant conectam o grupo hacker APT1 (sigla de “ameaça persistente avançada”, em inglês) ao comando do Exército de Libertação Popular (ESP) – as Forças Armadas da China. O APT1 seria a chamada Unidade 61398, um órgão militar de atividades secretas instalado num edifício de 12 andares em Xangai.

O trabalho de contraespionagem dos americanos rastreou os ataques, chegando ao endereço, no distrito de Pudong, no centro financeiro e bancário da China. Lá, de acordo com o relatório, trabalham centenas – ou mesmo milhares – de pessoas com competências técnicas de programação e gerenciamento de redes, além de fluência em inglês, um perfil necessário para a realização dos ciberataques.

“O caráter do trabalho da Unidade 61398 é considerado pela China segredo de Estado. No entanto, acreditamos que ela está envolvida numa rede de nocivas operações com redes de computador”, diz o relatório. “Já é hora de reconhecer que a ameaça está vindo da China, e queremos fazer a nossa parte para combater a ameaça efetivamente.”

A unidade teria roubado “centenas de terabytes de dados de pelo menos 141 organizações de um conjunto diversificado de indústrias que começaram a operar em 2006″. A maioria das vítimas estava em EUA, Canadá e Reino Unido. E as informações roubadas variam entre detalhes sobre fusões e aquisições e e-mails de funcionários de altos escalões.

Numa área da tecnologia na qual o sigilo é a regra, a denúncia ganhou peso quando uma empresa concorrente da Mandiant, a CrowStrike, reforçou a veracidade das denúncias. “O Exército tem papel-chave na estratégia de segurança da China, e faz sentido que seus recursos sejam usados para beneficiar a espionagem digital que ajuda a economia chinesa” atestou o cofundador CrowStrike, Dmitri Alperovitch.

Pequim nega acusações

O Ministério da Defesa chinês emitiu uma nota negando as acusações – e chamando de “amadores” os especialistas da Mandiant: “O Exército chinês nunca apoiou qualquer atividade de hackers. Relatórios sobre o envolvimento do Exército com ataques cibernéticos são amadores e não estão de acordo com os fatos”, assegurou a Chancelaria chinesa.

Depois de o Facebook ter sido atacado no último fim de semana, ontem foi a vez de a Apple revelar ter sido alvo de hackers chineses. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carner, alertou para um “sério desafio a segurança e economia dos EUA”. E advertiu, sem mencionar nominalmente a China: “o presidente Obama tomará as medidas necessárias para conter esse perigo”.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1Se pilotos de drones e especialistas na tecnologia aplicada na operação das aeronaves não tripuladas tinham alguma dúvida de que assumiram um papel central na nova era dos combates militares, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, usou ontem sua entrevista de despedida do Pentágono para deixar isso claro. Ele anunciou a criação de uma medalha especialmente destinada a condecorar esses profissionais.

A honraria vai conferir “reconhecimento pelas façanhas extraordinárias que têm impacto direto nas operações de combate, mas não envolvem atos de heroísmo ou risco físico”, afirmou Panetta.

“Vi em primeira mão como as ferramentas modernas – incluindo naves pilotadas remotamente e sistemas cibernéticos – mudaram a maneira como as guerras são travadas”, disse, citando sua experiência como diretor da CIA e chefe do Pentágono. “Elas conferiram a nossos homens e mulheres a possibilidade de enfrentar o inimigo e mudar o curso de batalhas mesmo de longe.”

Panetta afirmou que a nova medalha é reservada àqueles que comandam os drones de locais remotos, frequentemente dentro dos EUA, ou tenham a função de criar mecanismos de defesa para computadores ou códigos digitais nocivos para atacar redes de informática inimigas. Segundo o secretário, porém, as mais altas condecorações militares continuarão destinadas aos combatentes que arriscam suas vidas. / NYT

FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1Não precisou de uma hora para que soldados conseguissem invadir o sistema de usinas hidrelétricas da nação inimiga e interromper o abastecimento nacional de energia. A equipe responsável pela operação tinha como objetivo enfraquecer o adversário, que perpetrava diversos ataques contra seu País. E para conseguir o acesso à rede do alvo, foram necessárias, basicamente, informações sobre um funcionário, obtidas na rede social Facebook. A planta da usina foi conseguida via um documento oficial do governo, disposto na internet por conta de um processo licitatório. E a porta de entrada que inutilizou as soluções de segurança foi encontrada graças a um hábito cada vez mais recorrente na vida dos colaboradores: o home office.

A situação descrita acima trata-se de uma simulação, com base em premissas mais do que reais, feitas pela equipe de soldados brasileiros que utiliza o primeiro simulador nacional de operações cibernéticas (Simoc), da Decatron. A companhia venceu licitação para fornecer o a solução ao Exército Brasileiro há pouco mais de um ano, em dezembro de 2011, com o custo total de R$ 5 milhões.

A preparação para uma guerra online – um inimigo silencioso que fica cada vez mais próximo, especialmente com ataques como o do vírus Stuxnet e diversas invasões do Anonymous e LulzSec– tornou-se foco brasileiro no início de 2011, ganhando corpo depois de invasões de hackers a sites do governo.

“O único dado fornecido para essa simulação era o nome de um funcionário da usina. Foi criado um perfil falso no Facebook, pelo qual  foi descoberto o endereço IP da máquina e a rede de acesso Wi-Fi utilizada. Com esses dados os estudantes obtiveram as senhas de acesso à rede da usina”, contou Carlos Rust, sócio da Decatron. “Esta é uma operação muito barata – muito mais barata do que soltar uma bomba na usina para ter o mesmo efeito”, comparou. Não foi necessária, segundo Rust,  nenhuma iniciativa arrojada – como a criação de uma Advanced Persistent Threat (APT), onde um sistema silencioso e persistente espiona a rede corporativa em um ataque feito de forma direcionada, ou a descoberta de uma vulnerabilidade do tipo Zero-Day de softwares utilizados na corporação. Tudo foi possível graças à falta de governança de TI no acesso remoto à rede corporativa. “Tinha uma porta aberta na rede doméstica do colaborador”, detalhou.

O projeto do Simoc durou cerca de um ano e meio. “Aplicamos esses projetos em umas 30 pessoas, em média, entre doutores, engenheiros e analistas. Foi um desenvolvimento colaborativo”, explicou. O produto tem como objetivo trazer simulações de guerras cibernéticas, e permite o treino tanto de atacantes quanto protetores de rede. “O sistema guarda essas informações dos cenários e treinamentos realizados. Aprendendo com o tempo, vai ficando cada vez mais  rico em termos de informação”, comentou, detalhando que o produto foi criado com base em Java e se vale de bancos de dados relacionais para o armazenamento do conteúdo – neste caso específico, o SQL Server.

“Vamos investir nesse simulador, para comercializar em outras universidades e outras instituições militares, e empresas privadas e públicas de grande porte. Temos contato com países amigos, como Chile e Colômbia, através do suporte do Exército”, finalizou Rust.

FONTE: IT Web via Resenha do Exército

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Uma nova iniciativa para conter ameaças virtuais está em andamento no âmbito da Defesa Nacional. Nesta terça-feira, pela manhã, o Exército Brasileiro apresentou o Simulador Nacional de Operações Cibernéticas (SIMOC) – software que cria e planeja treinamentos em um ambiente de rede. A ferramenta está inserida nos pilares da Estratégia Nacional de Defesa no que diz respeito ao desenvolvimento de equipamentos e plataformas de guerra eletrônica.

O SIMOC foi produzido pela empresa de tecnologia da informação Decatron e custou R$ 5 milhões. Ele funciona a partir de acesso por login e senha. Depois dessa etapa, o usuário pode escolher reproduzir uma rede de computador já existente ou criar uma nova. Logo após, é necessário definir o comportamento da rede e estabelecer os treinamentos que serão realizados. O software permite, ainda, a emissão de relatórios técnicos com o andamento de todas as operações realizadas no ambiente virtual.

De acordo com o comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica (CCOMGEX), general Antonino dos Santos Guerra, “este é um dos projetos mais importantes desenvolvidos pelo órgão”. Durante a apresentação, que aconteceu no auditório do centro, o general destacou que o simulador “é uma solução que promove a tecnologia nacional e ajuda a aumentar o PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil”.

O sócio-diretor da Decatron, Carlos Rust, explicou que o processo de desenvolvimento do SIMOC teve início há um ano e empregou diretamente 30 profissionais brasileiros. Para ele, é importante ter um simulador nacional que prepara o país para a defesa virtual e é “melhor do que os internacionais”.

Entre as diferenças com os softwares do gênero no exterior, o simulador nacional é flexível, pois possibilita a criação de cenários de guerra eletrônica. Isso não acontece com os outros equipamentos do mercado, que trazem cenários já fixos.

O sistema foi criado com base em experiências internacionais, já que as Forças Armadas estão envolvidas nesse tipo de projeto “em todos os países do mundo”, destacou o general Santos Guerra.

Participaram do evento de hoje o comandante do Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE), órgão interno do CCOMGEX, tenente coronel Márcio Ricardo Fava; o gerente executivo da Decatron, Bruno Mello; e demais autoridades militares.

Treinamento

No ano passado, 24 oficiais superiores do CCOMGEX realizaram curso de seis meses onde operaram o Simulador Nacional de Operações Cibernéticas e estão, assim, capacitados para atuar contra as ameaças virtuais do país. Entre elas estão hackers e grupos que se organizam para atacar sites e chamar atenção para causas específicas, além de crimes, espionagem e guerra cibernética.

Para este ano, está previsto mais um curso, mas desta vez com uma turma de sargentos do Exército. No entanto, conforme explicou o general, o SIMOC pode ser utilizado de forma remota, aumentando seu escopo de atuação para outras instituições militares no país. “Só é preciso que um instrutor vá até o local a fim de coordenar as atividades do simulador”, afirmou.

A tecnologia está disponível para faculdades e centros de ensino interessados, mas “é necessário que se tenha cuidado com quem se treina”, ponderou o comandante do CCOMGEX.

FONTE: Ministério da Defesa

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Por Bruna Cortez e Moacir Drska | De São Paulo

vinheta-clipping-forte1Os sofisticados ataques feitos a sites de bancos americanos nos últimos meses – e a suspeita de autoridades dos Estados Unidos de que eles tenham partido do Irã – reavivou o debate sobre a guerra cibernética e trouxe de volta uma pergunta inquietante: qual é, afinal, o grau de vulnerabilidade dos sistemas que controlam a infraestrutura crítica de um país, como os de abastecimento de energia e água, finanças, transportes, telecomunicações e operações militares?

Entre os especialistas, é consenso que o Brasil não está no centro de questões geopolíticas capazes de motivar ataques de ativistas hackers ou governos hostis, mas o tema entrou definitivamente no radar de instituições que vão do Banco Central ao Exército, além de empresas como Eletrobras e AES Eletropaulo.

“[Geopolítica] é o tipo de coisa que pode mudar e é bom estarmos prevenidos para não termos dificuldades no futuro”, disse Marcelo Yared, chefe do departamento de tecnologia da informação (TI) do Banco Central.

Uma das medidas que vêm sendo adotadas por órgãos e companhias que administram sistemas críticos é isolar os softwares de controle de serviços públicos da infraestrutura de internet. Assim, o acesso aos programas fica preservado, mesmo que alguém consiga invadir a rede.

Foi isso o que fez o BC, no qual se encontram sistemas de controle essenciais, como de transferência de recursos financeiros e o de administração de reservas internacionais do país. O isolamento não garante segurança absoluta, mas fecha a principal porta usada para ataques virtuais, disse Yared.

A política de acesso às informações é outro ponto relevante. Os especialistas não cansam de repetir que o elo mais fraco na cadeia de segurança digital é humano. Tecnologias de controle sofisticadas podem ser comprometidas se os usuários forem displicentes, sem falar, claro, nos casos deliberados de roubo de informações ou espionagem. Definir quem pode acessar o quê e visualizar esse movimento ajuda a evitar riscos.

O BC fez uma revisão de seus procedimentos e adotou medidas para controlar o acesso de dispositivos móveis de armazenamento, como os pen drives, além de passar a monitorar todos os aparelhos que tentam se conectar à sua rede interna.

A dependência crescente dos sistemas informatizados estimulou a criação de grupos especializados nas Forças Armadas e no governo. Em agosto de 2010 entrou em funcionamento o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), criado pelo Exército para proteger sistemas fundamentais relacionados a operações militares, caso da artilharia anti aérea. “Nossos sistemas de comando e de defesa são altamente dependentes de redes de computadores”, disse o general José Carlos dos Santos, comandante do CDCiber.

Esses sistemas já foram blindados, afirmou o general, mas o CDCiber também tem feito outros trabalhos, o que inclui alertar os responsáveis em outras instituições sobre os riscos que surgem com frequência na internet. Desde o surgimento do vírus Stuxnet, em 2010, outras ameaças semelhantes foram descobertas, como os vírus Duqu, Flame, Wiper e Gaus. Em comum, eles carregam o alto potencial de interromper e danificar serviços críticos, além de roubar informações confidenciais. É uma ameaça diferente dos vírus comuns, com os quais os criminosos virtuais tentam obter ganhos financeiros.

O general Santos já fez apresentações sobre o assunto na Casa da Moeda, na Petrobras e no Ministério de Minas e Energia. “É uma interação no sentido de conscientizar sobre a existência de ameaças”, afirmou.

A avaliação no governo é que o nível de atenção aumentou nas áreas mais sujeitas a algum tipo de risco. “As próprias entidades estão conscientes e vem acompanhando a questão de perto”, afirmou Rafael Mandarino, diretor do departamento de segurança da informação e comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). Não há dados específicos sobre a incidência de ameaças desse tipo registradas no país.

O desafio para quem controla sistemas de automação relacionados a serviços essenciais é que eles não podem ser desligados de uma hora para outra ao sinal de algum problema, como acontece com sistemas de TI menos sensíveis. Fazer isso pode atingir milhares de usuários e ter repercussões indesejadas.

Responsável por quinze empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, a Eletrobras criou em 2009 um comitê de segurança da informação que reúne representantes de todas as companhias do grupo. A proposta é estabelecer diretrizes e políticas de proteção comuns a todas essas organizações. A rede de automação é um dos principais pontos de atenção. “Os equipamentos [nessa área] são muito específicos; não podemos substituir essas máquinas da mesma forma que trocamos os computadores de mesa. É outro planejamento”, disse Fernando Spencer, especialista em segurança da Eletrobras.

A estratégia da Eletrobras envolve o contato mínimo dos sistemas de automação com os ambientes de TI, além do investimento em camadas adicionais de proteção nos equipamentos e softwares de automação. Para Spencer, essas camadas compensam a eventual defasagem dos sistemas de automação. “Se a porta de casa não é segura, mas eu tenho guarda, cerca elétrica, câmeras de vigilância etc, dificilmente serei assaltado”, disse o especialista.

Para a AES Eletropaulo – responsável pelo fornecimento de energia elétrica em 24 cidades do Estado de São Paulo, incluindo a capital – a experiência global de sua empresa-mãe, a AES, tem sido fundamental para estabelecer as políticas de segurança digital no Brasil. A AES avalia o nível de automação das estruturas e a exposição geopolítica de todos os países onde tem operação. No Brasil, nenhum dos aspectos foi considerado preocupante até agora, disse Gustavo Pimenta, vice-presidente de desempenho e serviços da AES Eletropaulo. Apesar disso, a companhia tem dedicado atenção ao assunto: “É um tipo de ataque que está no nosso radar”, afirmou o executivo.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

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Exército Brasileiro recebe simulador de Guerra Cibernética

Brasília – No dia 22 de novembro, no Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE), o Exército recebeu o Simulador de Operações de Guerra Cibernética (SIMOC) da empresa Decatron. O software provê suporte para especialização de recursos humanos em análise de vulnerabilidades de redes, permitindo a execução de ações, em ambiente controlado, de proteção cibernética e defesa ativa, além do treinamento baseado em cenários reais de catástrofes e comprometimentos de infraestruturas críticas nacionais.

O SIMOC foi idealizado pelo CIGE e desenvolvido pela Decatron, empresa 100% brasileira, seguindo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. É uma solução pioneira na América Latina, de uso dual e que integra componentes reais e ativos de rede virtuais, utiliza prioritariamente software livre e permite o acompanhamento e a avaliação de todas as atividades executadas pelos alunos em tempo real, otimizando o resultado dos treinamentos. O Exército, com essa iniciativa, promoveu a geração de emprego e de renda no Brasil, com os recursos orçamentários do Ministério da Defesa.

Na mesma oportunidade, foram apresentadas as possibilidades do SIMOC e demonstrado o seu emprego durante o exercício conduzido no CIGE, como coroamento do Curso de Guerra Cibernética, primeira atividade de ensino dessa natureza realizada no âmbito das Forças Armadas.

O Curso contou com alunos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e teve como objetivo habilitar os militares para empregar técnicas e ferramentas de Guerra Cibernética, visando à preservação do sigilo das informações transmitidas ou armazenadas em meios que utilizam a tecnologia da informação.

As atividades caracterizaram a importância dada pelo Exército à defesa de seus ativos na área de tecnologia da informação, à capacitação de seus recursos humanos nesse complexo domínio do conhecimento e à parceria com o setor privado na importante e inovadora produção do SIMOC.

O evento foi prestigiado pelo Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, General de Exército Sinclair James Mayer, e por autoridades do Ministério da Defesa, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

FONTE: EB

O ministro da Defesa, Celso Amorim, participou na manhã de hoje da abertura do III Seminário de Defesa Cibernética, no auditório do Quartel General do Exército, em Brasília-DF. No discurso de abertura do evento, o titular da pasta falou sobre a relação entre campo cibernético e defesa nacional no mundo moderno.

Amorim afirmou que a expansão planetária do espaço digital trouxe à tona a problemática da proteção das redes militares e civis contra eventuais ataques no campo da tecnologia da informação. O ministro alertou para a necessidade de que o país esteja preparado para enfrentar essa nova ameaça que pode trazer consequências danosas para todo o conjunto da sociedade.

Promovido pelo Ministério da Defesa (MD), o seminário acontece até a próxima sexta-feira (26). O evento reúne especialistas do Brasil e de outros países, que debaterão temas relacionados à estratégia de segurança e defesa para os grandes eventos, capacitação de recursos humanos no segmento e investimentos cibernéticos do setor empresarial.

Nos próximos dias os mais de 500 participantes do encontro também discutirão soluções para proteger a população brasileira das ameaças digitais. Ao falar sobre as perspectivas para o setor, o comandante do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) do Exército, general José Carlos dos Santos, citou as principais ações em curso para enfrentar os desafios dessa nova área.  Entre as iniciativas, ele mencionou o primeiro Curso de Guerra Cibernética, voltado para o treinamento da tropa, pioneiro entre os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

De acordo com o general, além do treinamento, a proteção do espaço cibernético abrange outras áreas estratégicas, como desenvolvimento de pesquisa e inteligência. Ele destacou que alguns produtos voltados para essa área já estão sendo desenvolvidos com tecnologia nacional, como por exemplo, antivírus, simuladores, ferramentas para inteligência e de gestão de risco, em sintonia com a política de incentivo a indústria de defesa.

O gestor de Segurança da Informação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Eduardo Brandão, afirmou ter  expectativa de  que debates como esse promovido pelo MD, com a participação dos mais variados segmentos, possam contribuir na busca de soluções em uma das maiores dificuldades na área de tecnologia da informação, na esfera governamental.  “Precisamos não só de tecnologia para termos segurança na área. A capacitação para pessoal especializada é fundamental para o êxito do trabalho”, disse o gestor.

Também estiveram presentes à cerimônia de abertura os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, interino da Marinha, almirante-de-esquadra Fernando Eduardo Studart Wiemer e o tenente-brigadeiro Juniti Saito.

CDCiber

O Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) foi ativado em agosto de 2010 para somar esforços com as organizações já existentes, visando a  melhoria da capacitação dos recursos humanos, a atualização doutrinária, o fortalecimento da segurança da informação, o monitoramento de incidentes de redes, a incorporação de lições aprendidas e  proteção contra ciberataques.

FONTE: Ministério da Defesa

 

A Rússia acaba de testar uma rede militar de computadores ligando unidades entre os territórios de Kaliningrado e Níjni-Nóvgorod, e entre Severomorsk e Voronej.

Os testes ocorreram durante os exercícios militares da Região Militar do Oeste. O anúncio foi feito pelo assessor de imprensa do Comando da Região Militar do Oeste, coronel Andrêi Bobrun.

“A partir de agora, os oficiais da Região Militar do Oeste têm, além dos canais de comunicação clássicos, redes de comunicação eletrônicas especiais que permitem coordenar as ações das tropas em tempo real e enviar em tempo real documentos de texto, arquivos de imagem e vídeo de qualquer tamanho”, disse o coronel.

Além disso, a rede militar dispõe de comunicação por vídeo entre os oficiais baseados em diferentes locais da Região Militar do Oeste, assim como com  comandantes navais em missão no mar, explica Bobrun.

A “internet militar” desenvolvida pela Rússia tem alto grau de proteção contra  invasões externas e permite trocas seguras de informações.

A eficiência do sistema foi verificada durante os exercícios militares que realizaram ataques eletrônicos e interferências nas redes de comando.

Os testes também incluíram  aeronaves de reconhecimento em busca dos postos de comunicação e de comando, disse o porta-voz do Comando da Região Militar do Oeste.

Reportagem combinada (jornal Voenno-Promichlenni Kurier e agências de notícias ARMS-Tass e Interfax-AVN).

FONTE: Gazeta Russa

 

A Copa das Confederações, que ocorre no Brasil em junho de 2013, é a próxima missão do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), órgão do Exército brasileiro criado em agosto de 2010 responsável pela defesa virtual.

Os preparativos foram iniciados logo após o término da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho deste ano, no Rio de Janeiro, informou o chefe da divisão de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) do CDCiber, capitão Maxli Barroso Campos. “Já estamos pegando as melhores práticas e planejando a segurança para a Copa das Confederações, que vai servir como base para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016”, afirmou o capitão em uma palestra durante o evento SecureBrasil, nesta quinta-feira (23), em São Paulo.

A Rio+20 sediou a primeira operação do CDCiber em um evento público de grande porte, onde a troca de informações era feita por meio de totens instalados no local e uma rede sem fio aberta. “Era um fator crítico de sucesso para as comissões [de trabalho da Rio+20] que o destacamento tivesse continuidade 24/7 (em tempo integral). Não poderíamos ter comprometimento de rede ou deixar de funcionar”, comentou o capitão.

Ao final da operação, realizada entre 5 e 23 de junho, no Riocentro, a equipe de 56 especialistas dedicada ao CDCiber registrou 140 eventos de segurança, incluindo 12 alertas, 14 recomendações, 20 notificações e 34 relatórios.

Sites invadidos
Segundo Barroso, a “desconfiguração de páginas oficiais” foi uma das ameaças previstas pelo órgão de defesa cibernética na Rio+20. O capitão lembra que a intenção do CDCiber era ser proativo na identificação de ameaças cibernéticas, principalmente na proteção de ativos de informação considerados críticos. “Um dia antes enviamos um alerta de vulnerabilidade ‘zero day’ [divulgada antes de ter uma correção disponível] no Joomla [sistema de gestão de conteúdos on-line] aos parceiros”, explicou o capitão.

Apesar do alerta, a falha chegou a ser explorada por hackers, incluindo o movimento ativista hacker Anonymous. Na operação batizada de “#OPHackInRio”, o grupo promoveu ataques que picharam e dificultaram o acesso a sites do governo, da ONU e da Rio+20. Os sites invadidos foram substituídos por uma página trazendo um vídeo do coletivo. Ao todo 26 páginas foram comprometidas, incluindo sites de prefeituras, do Incra e da Polícia de Tocantins.

“Mapeamos todos os sites atacados e todos tinham o mesmo comportamento. No fim do dia foram enviadas recomendações de segurança”, afirmou Barroso em sua apresentação.

A equipe de defesa presente no Riocentro, local da conferência, foi composta de 40 militares do Exército brasileiro, 8 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Marinha Brasileira, quatro profissionais do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos (SRCC) da Polícia Federal) e quatro profissionais da Agência Nacional de Telecomunicações.

A equipe interna trabalhou em conjunto com os parceiros externos CTIR (Centro de Tratamento a Incidentes de Segurança de Redes de Computadores da Administração Pública Federal), CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil) e GRA/Serpro (Grupo de Respostas a Ataques do Serviço Federal de Processamento de Dados). Os parceiros também eram responsáveis por disseminar alertas e notificações de segurança a outros órgãos públicos e privados.

FONTE: G1

IMAGEM: Agência Estado

 

Guerra cibernética e robôs de defesa

Rubens Barbosa

Os avanços tecnológicos vêm colocando enormes desafios para a paz e a segurança internacional. Quando Clausewitz, há quase 200 anos, fez a observação de que a guerra é a continuação da política por outros meios, não poderia imaginar que ela seria hoje tão atual. Estamos vivendo um período em que a guerra começa a operar por outros meios, não o convencional, como entendido até aqui, mas por instrumentos eletrônicos cada dia mais sofisticados.

A guerra cibernética com objetivos militares ofensivos, com vírus nos computadores iranianos e a utilização de veículos aéreos não tripulados (Vants ou “drones”) na eliminação de líderes da Al-Qaeda, desafia as normas internacionais vigentes e coloca questões morais e políticas que deverão ser enfrentadas pela comunidade internacional.

Os EUA e Israel, por meios cada vez mais sofisticados, atacaram os sistemas de computadores que administram as instalações iranianas de enriquecimento de urânio, ampliando significativamente o primeiro uso contínuo de armas cibernéticas. No contexto de uma operação denominada Jogos Olímpicos, um vírus, Stuxnet, desenvolvido nos EUA e em Israel, atacou as instalações em Natanz e depois desativou temporariamente quase mil das 5 mil centrífugas usadas pelo Irã para a purificação do urânio. Outra arma cibernética, o vírus Flame, teria atacado computadores de funcionários do governo iraniano, subtraindo informações estratégicas.

Pouco mencionadas são as ações cibernéticas da China contra os EUA, e vice-versa. Os serviços de inteligência norte-americanos identificaram 20 grupos associados ao Exército e às universidades chinesas responsáveis pelos ataques ao Google, à RSA e a outros alvos americanos. Além dessa espionagem industrial, foram registradas invasões na rede de geração e transmissão de energia e em outras áreas de infraestrutura. Os EUA foram os primeiros a criar um Comando para a cibernética, o que, segundo os chineses, contribuiu para a militarização do sistema. A Agência de Segurança Nacional americana transfere informação reservada para mais de 20 empresas de defesa, para que sejam desenvolvidas formas ofensivas e defensivas para o resguardo dos interesses nacionais de Washington.

EUA e China, no contexto do Diálogo Estratégico e Econômico e de contatos militares regulares, começaram em 2011 a discutir formas para impedir a escalada dos ataques cibernéticos e meios para a rápida comunicação entre suas capitais. EUA e Rússia mantêm esses contatos há algum tempo e estabeleceram uma linha vermelha para evitar incidentes graves, o que talvez possa se repetir com a China. Contatos regulares com Israel e com os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão se intensificando.

A utilização de arma cibernética tenderá a se acentuar, podendo causar enormes problemas para a população civil, caso energia, transporte e comunicações venham a ser afetados pela ação antagônica entre governos.

Os robôs militares operam, atualmente, no mar, na terra e no ar. Os países que desenvolvem robôs para fins de defesa estão se equipando com todo tipo de forças de combate e serviços de inteligência cuja capacidade operacional está aumentando continuamente.

As regras de conduta militar no teatro de operações determinam que a decisão do disparo de uma arma deve ser humana. Essa restrição começa a ser questionada com a multiplicação do uso militar dos robôs, porque já existe a possibilidade de os Vants de inteligência artificial aperfeiçoada, por exemplo, tomarem decisões letais de combate autônomas, baseadas nas informações de que dispõem.

À medida que a tecnologia se desenvolve e permite maior autonomia dos robôs, a ideia de máquinas controladas a distância por computadores tomando decisões que põem o mundo diante questões morais é cada vez mais real e representa um grande desafio para a comunidade internacional.

Essa questão desperta o debate sobre o que foi chamado pela revista The Economist de “a moral e a máquina”. A capacidade dos robôs de decidir entre o certo e o errado coloca dilemas como, por exemplo, o de aceitar ou não que um Vant deva disparar um míssil para eliminar um militante terrorista escondido em local onde se encontram também civis.

Além do problema moral, o uso regular dos robôs está também desafiando as regras internacionais estabelecidas pelas Nações Unidas e o princípio da soberania dos Estados. Uma alta funcionária da ONU, recentemente, levantou sérias dúvidas sobre a legitimidade dos Vants perante a lei internacional e a violação dos direitos humanos, em vista dos assassinatos e ferimentos infringidos a civis indiscriminadamente.

O secretário de Defesa dos EUA, em visita recente à Índia e ao Afeganistão, não se cansou de repetir que, apesar das reclamações do Paquistão pela violação do seu espaço aéreo, as operações com os Vants vão continuar a eliminar suspeitos de terrorismo em nome da defesa dos interesses dos EUA. A guerra ao terrorismo, iniciada por George W. Bush e continuada por Barack Obama, está, na prática, restrita hoje aos ataques dos Vants, que, segundo os últimos números, eliminaram 269 militantes no Paquistão e 38 no Iêmen, todos alegadamente da alta hierarquia da Al-Qaeda, com danos colaterais – um eufemismo para mortes não desprezíveis na população civil. E consta que Obama toma pessoalmente para si a última decisão sobre os membros da Al-Qaeda que devem ser eliminados.

A comunidade internacional vai ter de responder ao desafio dessas questões morais, políticas e de soberania introduzidas pela utilização dos robôs e das armas cibernéticas de defesa ou de ataque.

O Brasil não deveria ficar ausente do debate. Cabe participar das iniciativas que já surgiram para enfrentar o problema, como o Comitê Internacional para o Controle de Armas Robóticas, criado nos EUA.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 26/06/2012

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Brasília – Em 9 de maio, o Centro de Defesa Cibernética do Exército (CD Ciber) recebeu visita de 30 alunos do Curso de Estado-Maior Combinado da Escola Superior de Guerra (ESG), sediada na cidade do Rio de Janeiro.

O General de Divisão José Carlos dos Santos, Chefe do Centro de Defesa Cibernética, realizou a abertura do evento.
Os alunos da ESG, durante o seu período de permanência no CD Ciber, tiveram oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos acerca dos conceitos básicos da defesa cibernética, das infraestruturas críticas da informação e das perspectivas da defesa cibernética na Força Terrestre.

FONTE: Exército Brasileiro

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