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O fimle está disponível na íntegra no Youtube. Uma sugestão para o feriado.

 

NOTA DA EDITORA: O tema da Força Expedicionária Brasileira com certeza é bem conhecido pelos leitores do ForTe. Mas nunca é demais relembrar a história. O documentário vale a pena pelas imagens da época e pelos depoimentos emocionantes desses velhos heróis.

Bom feriado a todos.

 

Por Roberto Simon

Decisões “sábias” do americano John F. Kennedy e do soviético Nikita Khruchev, somadas a muita sorte. Foi essa a combinação que salvou o mundo da hecatombe nuclear há 50 anos, afirma o professor de Harvard Graham Allison, autor do clássico The Essence of Decision (A essência da decisão, sem tradução no Brasil), no qual esmiúça os 13 dias em que o mundo vislumbrou o abismo nuclear.

O risco de um confronto “cujas proporções nem Hitler imaginara” mudou a Guerra Fria, disse Allison ao Estado. E as lições de 1962 não caducaram: o programa nuclear iraniano, defende, é uma “Crise dos mísseis em câmera lenta”.

Estado: É possível fazer uma estimativa de quão perto chegamos de uma guerra nuclear em 1962?

Graham Allison: Digo que a Crise dos mísseis foi o momento mais perigoso da história da humanidade – e a maioria dos que estudaram o período concorda comigo. À época, Kennedy calculava que o risco de uma guerra nuclear era de entre 33% a 50%. Nenhum estudo sobre a crise me convenceu de que essa era uma estimativa exagerada. Um confronto nuclear não seria o armagedon, pois não mataria todos os seres humanos. Mas a cifra de mortos seria de centenas de milhares de pessoas – o pior evento da história.

Estado: E, ao final, o que impediu as potências de chegar à guerra?

Graham Allison: Primeiro, as sábias decisões de ambos, Kennedy e Khruchev. Segundo, uma grande sorte, pois, apesar da boa conduta dos dois líderes, havia uma série de fatores fora do controle deles que poderia ter levado à guerra.
Estado: O quê, por exemplo?

Graham Allison: Na segunda semana da crise, tanto Kennedy quanto Khruchev entenderam que pessoas dentro de seus governos estavam tomando decisões técnicas que poderiam levar a reações em cadeia e, no fim, à guerra. Por exemplo, no sábado, dia 27 de outubro, Kennedy foi informado de que um avião-espião U2, que deveria fazer um voo de reconhecimento fora da URSS, havia entrado no território soviético e estava indo em direção a Moscou. E o presidente falou a famosa frase: “Sempre tem um filho da p… que não fica sabendo das coisas!”. Naquela noite, Khruchev enviou uma carta brilhante a Kennedy em que constatava o absurdo de estarem as duas superpotências no mais alto nível de alerta e um avião não identificado se aproximar da capital de uma delas. Se Khruchev decidisse derrubá-lo…

Estado: Como a experiência de outubro de 1962 mudou a Guerra Fria?

Graham Allison: Foi uma mudança paradigmática para Kennedy e Khruchev a experiência de olhar para o abismo nuclear e realmente sentir o temor desse holocausto potencial, no qual o presidente dos EUA e o secretário-geral de Moscou seriam os grandes atores. Lembre-se que o confronto envolveria uma escala de morte que nem Hitler imaginara. Com a Crise dos mísseis, ambas as superpotências disseram “nunca mais isso”. A competição entre ambas passou a ser regulada pelo que Kennedy chamava de “as precárias regras do status quo”. Depois de 1962, foi colocado um telefone direto de Washington a Moscou, permitindo o diálogo entre os líderes. Em seguida, proibiram testes nucleares. Ao final, vieram os acordos para reduzir os arsenais atômicos.

Estado: O sr. afirma que o programa nuclear iraniano equivale a uma “Crise dos mísseis em câmera lenta”. Como é isso?

Graham Allison: Costuma-se dizer que, com a questão do Irã, o presidente dos EUA se aproxima de uma encruzilhada: ou atacará as instalações de Teerã para frear o programa ou aceitará a existência de um Irã nuclear. Eram exatamente essas as opções que os assessores da Casa Branca deram a Kennedy em 1962. O presidente, porém, rejeitou ambas – uma era pior que a outra.

Atacar Cuba levaria à 3.ª Guerra Mundial e aquiescer faria Khruchev tentar algo ainda mais ousado, provavelmente em Berlim, o que também levaria a um confronto. Nessas circunstâncias, Kennedy começou a buscar uma opção “menos terrível” que aquelas duas. Ao olhar para a crise iraniana hoje, devemos nos questionar se não há opções mais inteligentes do que a adotada atualmente pelos EUA.

FONTE: O Estado de S. Paulo

NOTA DA EDITORA: Essa entrevista é parte do especial do Estadão marcando os 50 anos da Crise dos Mísseis

 

Por Roberto Simon

Uma mensagem arrepiante chegou à Embaixada do Brasil em Havana em 26 de outubro de 1962. O governo brasileiro estava “seguramente informado” de que EUA e URSS entrariam em guerra “nas próximas 48 horas” caso não cessasse a instalação de mísseis soviéticos em Cuba, alertava o chanceler Hermes Lima ao embaixador em Havana, Luiz Bastian Pinto. E ordenava o ministro: “Realize imediata gestão junto ao governo (cubano), apelando para a suspensão dos trabalhos”.

Há 50 anos, a Crise dos Mísseis fazia o mundo, incluindo o Brasil de João Goulart, caminhar à beira do precipício da guerra atômica. O então líder soviético, Nikita Khruchev, decidira instalar foguetes nucleares a quase 300 km de Miami, algo que o governo de John F. Kennedy estava disposto a impedir a qualquer custo – até mesmo com a guerra.

Para entender como o Brasil viu o mundo rumo ao holocausto nuclear, o Estado mergulhou em centenas de telegramas secretos do Itamaraty, consultou historiadores e entrevistou protagonistas. No duelo entre os gigantes atômicos, o Brasil parlamentarista de Jango, solidário a Cuba e dependente dos EUA, colheu informações e chegou a tentar intermediar uma solução, enviando uma mensagem direta de Kennedy a Fidel Castro. O portador do recado era o chefe da Casa Militar, general Albino Silva, recebido por Fidel em Havana naquele outubro de 1962.

O Brasil entrou no imbróglio diplomático no dia 22 de outubro, quando o embaixador dos EUA no Rio, Lincoln Gordon, entregou a Jango uma carta de Kennedy avisando sobre a descoberta do arsenal soviético. Horas depois, o presidente americano iria à TV anunciar que a 3.ª Guerra Mundial poderia começar em breve.

No texto, Kennedy convidava o Brasil a “discutir a possibilidade de uma ação armada” em Cuba caso a crise não fosse solucionada pela diplomacia. Jango, imediatamente, convocou cinco assessores ao Palácio da Alvorada para rascunhar a resposta ao líder do “mundo livre”.

“Debatemos ao longo de toda tarde e, ao final, o (ex-chanceler) San Tiago Dantas retirou-se a uma biblioteca para escrever a mensagem”, relembra hoje, aos 83 anos, Almino Affonso, que participou da reunião como líder do governo de Jango na Câmara.

Veio, então, a resposta: o Brasil rejeitava qualquer “intervenção militar num Estado americano, inspirada na alegação de incompatibilidade com seu regime político” – ou seja, dizia-se um grande “não” a Kennedy.
A posição de Jango irritou os americanos, que repetidas vezes se queixaram ao embaixador do Brasil nos EUA, Roberto Campos. Em seus telegramas, o diplomata – que se tornaria ministro do Planejamento após o golpe de 1964 – contava que estava sendo cobrado pela “tibieza” da posição do Brasil, que não “compreendia” a ameaça do arsenal soviético no Caribe.

Em reunião de emergência na OEA, o Itamaraty votou a favor do bloqueio naval a Cuba. O Brasil, porém, diferentemente de Argentina, Peru, Colômbia e Venezuela, recusou-se a enviar forças para implementar o cerco à ilha.

Missão Albino

Recentemente, o historiador James Hershberg, da Universidade George Washington, descobriu que Kennedy voltou a procurar o governo brasileiro no meio da crise. Dessa vez, porém, para que o embaixador do Brasil em Cuba transmitisse a Fidel uma mensagem de oito pontos, incluindo uma promessa de não invasão em troca do fim da boa relação entre Havana e Moscou.

“Uma palavra explica a decisão de Kennedy de recorrer ao Brasil: desespero. Os EUA discutiam várias opções e uma delas era essa mensagem via governo brasileiro”, explica Hershberg.

Segundo o historiador, o embaixador americano e o chanceler brasileiro reuniram-se no Rio na madrugada do dia 27. Além de um papel com a oferta, Gordon deu a Lima uma instrução: o Brasil deveria dizer que a mensagem partira de Jango, e não de Kennedy.

O governo brasileiro aceitou transmitir o recado, só que com uma pequena mudança. O portador da oferta a Fidel não seria o embaixador em Cuba, mas o chefe da Casa Miliar de Jango, general Albino, que partiria logo a Havana. Roberto Campos, nos EUA, avisava que os americanos viam o militar como simpático ao bloco socialista e o próprio Kennedy o questionara sobre a filiação ideológica de Albino.

Um telegrama do Rio informava o diplomata em Havana sobre a iminente chegada do general e o instruía a conseguir um “encontro imediato com Fidel”. Dois dias depois, o líder cubano falaria por mais de uma hora com Albino na Embaixada do Brasil em Havana. Após ouvir o emissário de Jango, Fidel respondeu-lhe que qualquer acordo para a retirada dos mísseis soviéticos passaria pela devolução da base de Guantánamo a Cuba – algo impensável para Kennedy.

O líder cubano ainda se negava a permitir que inspetores internacionais fossem a Cuba, pois considerava isso “ofensivo ao brio de seu povo”, escreveu Albino ao presidente Goulart.

No entanto, enquanto o general brasileiro e o revolucionário cubano discutiam, Kennedy e Khruchev já haviam chegado a um acordo, à revelia de Fidel. A URSS retiraria os mísseis de Cuba em troca de garantias de que os EUA não invadiriam a ilha e moveriam seus arsenais nucleares da Turquia e do sul da Itália.

Dias depois, já longe do abismo nuclear, o embaixador brasileiro descreveu a conversa que tivera com o chanceler cubano, Raúl Roa García, sobre o pacto entre Kennedy e Khruchev. “Não somos brinquedo nas mãos das superpotências!”, teria bradado o chanceler de Fidel.

FONTE: O Estado de S. Paulo
NOTA DA EDITORA: O texto faz parte da série do Estadão marcando os 50 anos da Crise dos Misseis.

 

Segundo a família, ele morreu em um hospital da capital britânica após enfrentar uma longa doença

 

LONDRES – Morreu nesta segunda-feira, 1, aos 95 anos, Eric Hobsbawm, considerado um dos maiores historiadores do século 20. O jornal britânico Guardian disse que a família confirmou que Hobsbawn sofria longamente de pneumonia.

Segundo a filha do escritor marxista, Julia Hobsbawm, ele morreu no começo da manhã de segunda no hospital Royal Free de Londres, onde estava internado, disse a Efe. Entre suas obras mais importantes estão “História do século 20, 1914-1991″ e “Guerra e paz no século 21″.

É dele também a série composta pelos livros “A era das revoluções”, “A era do capital”, “A era dos impérios” e “Era dos extremos”. Seu último livro, “Como mudar o mundo”, uma coleção de ensaios, foi publicado no ano passado 2011.

A vivência de Hobsbawm como aluno durante a década de 1930 na Alemanha ajudou a consolidar suas visões de esquerda. Em 1936, na Inglaterra, ele entrou para o Partido Comunista, do qual foi integrante durante décadas, apesar de ter se desiludido com a União Soviética.

Hobsbawm publicou o primeiro de três livros cobrindo o “longo século 19″ em 1962, em que abrange o período 1789-1914. No segundo volume, “Era dos extremos”, tratou do período até 1991. Hobsbawn nasceu na Alexandria, no Egito, em 1917, filho de pais judeus. Ele cresceu em Viena e em Berlim, mudando-se para Londres em 1933, mesmo ano em que Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha. O historiador deixa a mulher, três filhos, sete netos e um bisneto.

FONTE: Estadão / Efe e AP

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Aniversário do Incidente de Mukden

O Incidente de Mukden, também chamado de Incidente da Manchúria, foi uma sabotagem ferroviária ocorrida em 18 de setembro de 1931 no sudoeste da Manchúria, quando militares japoneses explodiram uma seção da estrada de ferro do sul da província, de propriedade do Japão, perto da cidade de Mukden, hoje Shenyang.

O exército imperial japonês acusou dissidentes chineses pelo ato de sabotagem e o fato foi usado como pretexto para a invasão e anexação japonesa da Manchúria.

O incidente representou um dos primeiros marcos da até então não-declarada Segunda Guerra Sino-Japonesa, que só a partir de 1937, após o Incidente da Ponte Marco Polo, aconteceria de forma aberta e declarada entre as duas nações.

FONTE: wiki

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Era a resposta brasileira aos ataques de submarinos alemães, que afundaram navios e causaram centenas de mortes. Como a Marinha estava se preparando para esses desafios vindos do mar? Como conseguiu responder às necessidades que se avolumaram rapidamente? Clique aqui para conhecer essa história no Poder Naval.

Morre John Keegan, o historiador que deu uma cara à guerra

Britânico era considerado um dos maiores especialistas em História militar de sua geração

 

RIO – Considerado um dos maiores especialistas em História militar de sua geração, o britânico John Keegan morreu de causas não reveladas nesta quinta-feira, aos 78 anos, em sua casa em Kilmington, na Inglaterra. Embora nunca tenha servido as forças armadas ou sequer pisado em um campo de batalha – aos 13 anos ele contraiu uma tuberculose ortopédica que fez com que passasse os nove anos seguintes entrando e saindo de hospitais -, Keegan escreveu mais de 20 livros sobre o assunto, incluindo a obra-prima “A face da batalha”.

Nascido em 15 de maior de 1934 em Londres, Keegan, assim como outras crianças inglesas, foi evacuado para o interior do país para fugir da “blitz” alemã de 1940, sendo deixado na cidade de Taunton. Por coincidência, Taunton também virou base das tropas americanas que se preparavam para invadir a Normandia e o jovem Keegan ficou fascinado com a movimentação. Anos mais tarde, ele escreveu que pôde ouvir os aviões de guerra partindo com paraquedistas para a França na véspera do ataque.

O trabalho de Keegan atravessou séculos e continentes, traçando a evolução da guerra e das tecnologias de destruição sempre tendo em mente duas constantes: os horrores do combate e o custo psicológico que os soldados têm que enfrentar. Keegan tinha especial interesse pelas raízes culturais da guerra e por que o homem briga. Em seu clássico estudo “Uma história da guerra”, publicado de 1993, ele argumenta que os conflitos militares eram um ritual cultural do qual a noção moderna de guerra total, como a Primeira Guerra Mundial, tornou-se uma aberração.

Entre os tópicos que abordou ao longo da carreira estão as conquistas de Henrique V e Napoleão, além da construção da máquina militar de Hitler. Mas Keegan também abordou a guerra na era nuclear, concluindo em “A face da batalha” que as armas atômicas tornaram impensável uma guerra total. “A suspeita cresce de que a batalha aboliu a si mesma”, escreveu. Já em “A guerra do Iraque”, publicado em 2004, Keegan seguiu a revolução tecnológica da guerra com a entrada em operação de armas “inteligentes” guiadas por computadores. No livro ele também fez seu julgamento político da guerra que a invasão do Iraque para derrubar Saddam Hussein era justificável.

Mas nenhum de seus livros é mais admirado do que “A face da batalha”, originalmente publicado em 1976. Logo na introdução, Keegan reconhece: “nunca estive em uma batalha, nem perto de uma, nem ouvi uma de longe, nem vi seu desenlace. Eu questionei pessoas que estiveram em batalhas, caminhei em campos de batalha, li sobre batalhas, claro, falei sobre batalhas, dei palestras sobre batalhas e, nos últimos quatro ou cinco anos, tenho visto batalhas em progresso, ou aparentemente em progresso, na tela da televisão”. No livro, Keegan analisou três batalhas: a de Agincourt, em 1415, a de Waterloo, em 1815, e a do Somme, em 1916, todas envolvendo tropas inglesas. Sua avaliação do que acontece no calor da batalha, incluindo a execução de prisioneiros, é sombria.

FONTE: O Globo

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Os fortes do Rio sofrem com abandono

Símbolo da arquitetura militar do século XVIII, o Forte da Lage ajudava a formar — com as fortificações de Santa Cruz e São João — uma barreira quase intransponível aos corsários franceses, em suas recorrentes investidas na busca por ouro, açúcar e especiarias. Convertido a área operacional do Exército, serviu de presídio, acabou desativado em 1997 e hoje apresenta-se em petição de miséria. Janelas corroídas pela maresia, cacos de vidro espalhados pelo piso de madeira e canhões enferrujados contrastam com a imponência visual dos fortes da Baía de Guanabara.

A Lage representa o descaso das autoridades fluminenses com um patrimônio mundialmente reconhecido e referendado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A falta de visibilidade das fortificações do Rio e de Niterói também é nítida: das dez existentes na baía, apenas quatro estão abertas à visitação (Santa Cruz, Pico, São Luiz e São João).

O Forte da Lage — com “g” mesmo, na grafia antiga — fica a três quilômetros da Praia da Urca, e o acesso do GLOBO à ilha foi feito por uma canoa havaiana. Partindo da Urca, navega-se por 20 minutos até a formação rochosa. O acesso, dificultado pelo mar constantemente revolto, é feito por uma escada de pedra, depois de um curto trajeto a nado. O fisioterapeuta Antônio Magnago conta que os adeptos da canoagem costumam fazer piquenique por lá:

— Eu tirei serviço aqui em 1988, quando era soldado — conta Antônio, caminhando pelas escuras salas do forte. — Era uma base do Forte São João, e a gente vinha de bote a motor. Quem vinha para cá ficava sem fazer absolutamente nada. Tinha alojamento, cozinha. Havia um sumidouro que fazia um barulho estranho, e o pessoal botava medo nos soldados, dizendo que era o monstro da Lage. É uma pena que esteja abandonado. Isso é um patrimônio de todos nós e deve ser preservado.

Há infiltrações por todos os cantos. Numa parede, uma inscrição indica que a última obra de restauração foi feita em outubro de 1902, durante o governo Pereira Passos. Na fortificação, estiveram detidos vários personagens da história do Brasil, como José Bonifácio e Olavo Bilac, este por críticas ao marechal Floriano Peixoto. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), a Ilha da Lage é hoje um patrimônio sob responsabilidade do Centro de Capacitação Física do Exército, que fica na Urca. Em 2002, a corporação chegou a levantar os custos de sua recuperação, mas os valores foram considerados muito altos, inviabilizando o projeto. O Exército diz que limpa periodicamente as sujeiras trazidas pela maré e de “pessoas não autorizadas a entrar no recinto (pescadores, banhistas etc)”. Atualmente, diz o CML, a iniciativa privada tem interesse em tornar a Lage um ponto turístico.

O pequeno forte não é tombado por nenhuma das três instâncias (União, estado e município), mas o historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Adler Homero lembra que a preservação não é um processo simples.

— Somente a construção do forte custou o equivalente a R$ 2 bilhões. O material está sem conservação adequada há 50 anos. O tombamento tem duas vertentes: uma é a concessão do título, a outra, mais importante, é a garantia da preservação. A dificuldade de acesso à ilha é enorme, o mar chega a encobri-la por completo. A questão financeira pesa: somente a recuperação da Lage custaria R$ 40 milhões. E o orçamento do Iphan é de R$ 120 milhões — compara Homero.

Estudioso da história do Brasil, o arquiteto Nireu Cavalcanti lamenta o descaso com o Forte da Lage e cobra uma rápida atuação para evitar que a história desabe no coração da Baía de Guanabara.

 

— A paisagem do Rio não existe sem o Forte da Lage. Até hoje ele tem um farol que marca a entrada da Baía. Deve ser restaurado, tombado pelo Patrimônio Histórico. Era uma fortaleza baixinha que dava muito trabalho aos invasores. Sua construção começou no fim do século XVII, mas só foi efetivamente instalada a partir de 1720, depois da exitosa invasão dos franceses comandada por René Duguay-Trouin. O projeto era do arquiteto (engenheiro militar) francês João Massé — comenta Cavalcanti. — O Rio e Niterói precisam ter um programa conjunto de visitação aos fortes.

Levantamento feito pelo GLOBO mostra que somente quatro fortes da Baía de Guanabara (três deles em Niterói) estão abertos ao público: Santa Cruz, Pico, São Luiz e São João. A Fortaleza de Santa Cruz recebe em média 3.500 visitantes por mês. Na cidade, só perde para o Museu de Arte Contemporânea (MAC), que está na faixa dos 20 mil. O entorno da Guanabara conta com outros seis fortes: Ilha da Boa Viagem, Ilha das Cobras, Gragoatá, Rio Branco, Lage e Villegaignon. O presidente da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), José Haddad, reconhece que falta dar visibilidade a estas maravilhas históricas:

— Estamos discutindo com o Exército a elaboração de um projeto conjunto para consolidar os fortes como produto turístico. A intenção é incluir todas estas estruturas.

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército informou que está em curso um projeto de formalização de um roteiro turístico das fortificações, em parceria com o Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social da Coppe/UFRJ e o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj). Em 1998, o Exército decidiu que todos os fortes seriam abertos ao público. Mas a decisão acabou sendo revogada.

FONTE: Extra (globo.com)

Leniência na preservação da História

Vistas pelo estrito aspecto físico, as infiltrações e rachaduras que tomam conta da construção de estilo renascentista do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG), representam uma permanente – e grave – ameaça à preservação do acervo da instituição, em torno de 50 mil objetos de arte. Entre as peças ali guardadas, que o tornam um dos maiores museus imperiais do país, estão ícones de episódios que o Império legou à História brasileira, como os trajes da coroação, da maioridade e do casamento de D. Pedro II, roupas da princesa Isabel e esculturas de artistas como Rodolfo Bernardelli, Marius Jean Mercié e outros.

Entre as pinturas, estão o “Tiradentes supliciado”, de Pedro Américo, e obras de artistas brasileiros e estrangeiros, um acervo celebrado internacionalmente. São relíquias que ajudam a entender o nosso passado, mas que, abrigadas num prédio interditado há quatro anos, em razão de danos estruturais provocados por uma inundação, sob risco de desabamento e sem recursos para reparação e manutenção, podem não ser preservadas para o futuro.

Mas o abandono do Mariano Procópio tem significado mais amplo do que a degradação física da instituição. Infiltrações, rachaduras e riscos para obras de arte, retrato comum a outros museus, são símbolos do pouco apreço que se dedica à preservação da memória iconográfica nacional. As goteiras que pingam em Juiz de Fora também inundam de negligência a política de conservação da História e da arqueologia brasileiras.

No início deste ano, um período prolongado de chuvas na Região Sudeste deixou sob ameaça, não só dos efeitos deletérios de infiltrações, mas até de desabamento, quase 30 museus no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Museus. Em maio, um defeito no sistema de ar-condicionado da Biblioteca Nacional, no Rio, provocou um vazamento de água que danificou 2 mil jornais e revistas do acervo de periódicos da instituição. Em 1995, um temporal alagou a sala que abrigava a múmia egípcia do sacerdote Hori, no Museu Nacional, também no Rio. Um buraco no telhado quase provocou a perda total de uma das peças mais valiosas da coleção do museu da Quinta da Boa Vista.

Verbas escassas e/ou leniência quase sempre formam a equação de uma política ineficaz para preservar a memória do país. Aumenta a gravidade da negligência que marca o abandono do Mariano Procópio, e que representou o telhado incapaz de impedir a passagem da água da chuva no Museu Nacional, a particularidade de serem instituições com um simbolismo único na História brasileira. O museu de Juiz de Fora, por ser depositário de farta memorabilia do Império; o museu da Quinta, por ter sido a antiga residência de D. João VI, uma construção de onde emanava o poder na única cidade imperial da América Latina.

Junte-se a isso a falta de medidas simples, mas de grande alcance (turístico e histórico), como, por exemplo, não se dotar uma cidade como o Rio, palco de fatos cruciais da História do país, de sinalização que ressalte a importância de seus monumentos. São, em seu conjunto, demonstrações do pouco apreço pela preservação do passado, um desrespeito à memória do país.

FONTE: O Globo

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Por Ricardo Bonalume Neto

São Paulo e Campinas sofrendo bombardeios aéreos; o porto de Santos bloqueado por navios de guerra; cidades dos vales do Paraíba e do Ribeira sofrendo ataques de artilharia e trincheiras repletas de soldados cavadas nas divisas do Estado. Tudo isso, hoje algo impensável, aconteceu faz 80 anos.

A Revolução de 32 não é um mero registro histórico. Foi algo que afetou milhões de pessoas e ainda assombra imaginações e o imaginário.

Na capital, os monumentos e os nomes de ruas e avenidas deixam isso claro. Na região próxima ao parque do Ibirapuera ficam tanto o Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, como o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, de Galileo Ugo Emendabili. E aos locais se chega pela avenida 23 de maio, uma das datas importantes do movimento.

Ironicamente, a Fundação Getúlio Vargas fica próxima à avenida batizada com a data do início do levante, a 9 de Julho. Mas São Paulo continua sendo resistente a usar o nome do ditador. Não há o equivalente à importante avenida Presidente Vargas, do Rio, por exemplo.

Vargas foi quem provocou a coisa, afinal, com a derrubada do presidente Washington Luís, em outubro de 1930. Ele até foi bem recebido no Estado a caminho da capital, então o Rio de Janeiro. Mas logo começou a bater de frente com os políticos paulistas, saudosos do poder que tinham na República Velha.

Por exemplo, Vargas nomeou como “interventor” (no lugar do governador) o tenentista pernambucano João Alberto Lins de Barros.

Só em março de 1932 Vargas nomeou um interventor mais ao gosto dos paulistas, um civil e nativo do Estado, o diplomata aposentado Pedro de Toledo. Mas ao mesmo tempo o ditador quis mandar no comando da Força Pública (como era chamada a hoje Polícia Militar).

A Força Pública era um trunfo particularmente importante, pois constituía um verdadeiro exército em menor escala, dotada de armas como metralhadoras.

Os políticos e os militares envolvidos na conspiração contra Vargas foram ineptos. Deflagraram o movimento antes da hora, sem articular ações eficazes com potenciais revoltosos em outros estados, especialmente Minas Gerais e Rio Grande do Sul. São Paulo, com pequeno apoio de Mato Grosso, ficou isolado.

A melhor estratégia seria concentrar forças no Vale do Paraíba e rumar ao centro do poder, o Rio. Em vez de fazer isso, os líderes paulistas preferiram ficar na defesa.
Já a estratégia do ditador foi correta. Isolou São Paulo por terra e por mar, e diplomaticamente.

As principais frentes de combate estavam todas vinculadas a ferrovias e rodovias. É por isso que os famosos trens blindados foram tão importantes no conflito.

Os dois lados tiveram centenas de mortos. Não houve batalhas espetaculares; era mais razoável fugir ou se render do que lutar até a morte em uma guerra “entre irmãos”. Uma batalha podia ter dez mortos, 30 feridos e 400 prisioneiros.

Vargas venceu em 32, mas houve a Constituinte em 34 (que ele já tinha prometido antes da revolta). Os líderes paulistas foram exilados, mas por pouco tempo. Vargas deu um golpe de Estado em 1937, mas o legado de 32 permaneceu e foi importante no debate ideológico subsequente e que vem até hoje.

ESTUDOS

Em 80 anos, muita tinta foi usada para descrever a Revolução de 1932. É possível identificar pelo menos três fases.

Houve uma primeira onda de textos, principalmente de origem paulista (e incluindo livros de memórias), exaltando os ideais democráticos do levante; e em seguida uma leva posterior, de origem marxista, ressaltando a ideia de que tudo não passou de uma briga entre grupos da “classe dominante”, e sempre que foi necessário os “proletários” foram perseguidos.

Novos pesquisadores tentam entender o caráter multifacetado do evento, identificando uma participação popular inédita na história.

O historiador Marco Antonio Villa deixa claro que a “questão democrática” foi “a grande herança política da revolução, uma espécie de tesouro perdido, muito valioso, especialmente em um país marcado por uma tradição conservadora, elitista e antidemocrática”.

Exposição

“SP, 1932: 80 anos do Movimento Constitucionalista”
Quando: 09/07 a 02/10 (Tem início hoje mas depois ocorrerá apenas de terça a sábado)
Local: Arquivo Público do Estado de São Paulo, Rua Voluntários da Pátria, 576 – São Paulo
Entrada Franca.

FONTE: Folha Online

Revolta dos 18 do Forte de Copacabana

A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana ocorreu em 5 de Julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Foi a primeira revolta do movimento tenentista, no contexto da República Velha brasileira. Foi feita por 17 militares e 1 civil que reivindicavam o fim das oligarquias do poder.

A Revolta do Forte de Copacabana, também conhecida como Revolta dos dezoito do Forte, foi a primeira do Movimento Tenentista durante a República Velha. O levante ocorrido em julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, capital federal na ocasião, teve como motivação buscar a queda da República Velha, cujas características oligárquicas atreladas ao latifúndio e ao poderio dos fazendeiros, se opunham ao ideal democrático vislumbrado por setores das forças armadas, em especial de baixa patente como tenentes, sargentos, cabos e soldados.

O evento considerado o estopim para a revolta teve origem na disputa eleitoral de 1921 para o cargo de presidente da república. Durante o período, cartas ofensivas ao Exército e ao Marechal Hermes da Fonseca, supostamente assinadas pelo candidato Arthur Bernardes — representante do sistema oligárquico que dominava o país e concentrava o poder nos estados de Minas Gerais e São Paulo, a chamada de política café-com-leite —, tornaram-se públicas.

A Revolta dos Dezoito do Forte e o movimento Tenentista, que eram numa primeira leitura ligados às forças armadas, representavam também a insatisfação de outros estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia com a divisão política existente. Para concorrer contra Bernardes foi lançada a candidatura do fluminense Nilo Peçanha. Outro episódio que contribuiu para a insatisfação conta Bernardes foi a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente do Clube Militar. Detentor da maquina pública, Bernardes venceu com 56% dos votos válidos.

O descontentamento entre os militares era crescente. Diversas unidades do Rio de Janeiro se organizaram para realizar um levante no dia 5 de julho de 1922 contra o presidente em exercício Epitácio Pessoa (mais um representante da oligarquia que dominava o país) e Arthur Bernardes que assumiria o cargo em novembro.

No entanto, apenas o Forte de Copacabana, sob comando do Capitão Euclides Hermes da Fonseca, e a Escola Militar se revoltaram, e foram, dessa forma, facilmente combatidos. Apesar da posição contrária à política café-com-leite, os militares de alta patente acabaram por não aderir ao movimento. A informação chegara até o governo que tratou de trocar os principais comandos militares da capital.

Durante toda a manhã do dia 05, o forte sofreu bombardeio da Fortaleza de Santa Cruz, mas os 301 revolucionários (oficiais e civis) mantiveram-se firmes até que Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos sugeriram que desistissem da luta aqueles que quisessem: apenas 29 decidiram continuar. Para tentar uma negociação, o Capitão Euclides Hermes saiu da fortaleza, mas acabou preso. Os 28 restantes continuaram resistindo. Repartiram a bandeira em 28 pedaços e marcharam pela Avenida Atlântica em direção ao Leme. Dez abandonaram o grupo durante o tiroteio. Os 18 que se mantiveram em marcha foram finalmente derrotados em frente à Rua Barroso (atual Siqueira Campos), na altura do Posto 3 de Copacabana. Apenas Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram. O episódio, mesmo que não bem sucedido, tornou-se um exemplo para militares e civis no país, dando origem a outras revoltas tenentistas como a Coluna Prestes, a Revolta Paulista (1924) e a Comuna de Manaus (1924).

Morreram em combate entre oficiais e praças 12 pessoas no dia 05 e mais duas no dia seguinte num total de 14 mortos.
Nomes de alguns dos militares conhecidos.
- Altino Gomes da Silva, praça ferido em combate. Sobreviveu vindo a falecer em 1999 com 92 anos em Paquetá
- Barbosa Lima, Capitão
- Hipólito José dos Santos, praça morto ainda na noite do dia 05
- Newton Prado, Tenente. Faleceu no dia seguinte diante do Presidente.

FONTE: Wikipedia / COLABOROU: Luiz Filipe Bastos

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Prezado(a)s Senhore(a)s,

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército (CEPHiMEx), realizará, no período de 27 a 30 de agosto do corrente ano, o “Primeiro Seminário Nacional sobre o Brasil na II Guerra Mundial”.

A trilha temática a ser enfocada no Seminário será: “70 ANOS DA DECLARAÇÃO DO ESTADO DE BELIGERÂNCIA ENTRE O BRASIL E AS NAÇÕES DO EIXO”.

O prestigioso evento será realizado no Museu Militar Conde de Linhares, sito à Avenida Pedro II, nº 383, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ.

Maiores detalhes sobre o Seminário poderão ser obtidos no anexo a esta mensagem.

Cordialmente,

M.Cambeses Jr
Manuel Cambeses Júnior – Cel Av Refm
Membro Emérito do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil

* NOTA: Na oportunidade, proferirei palestra sobre a atuação da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial (1º Gp Av Ca e 1ª ELO).

Há 71 anos, começava a Operação Barbarossa

Operação Barbarossa (em alemão: Unternehmen Barbarossa) foi o codinome pelo qual ficou conhecida a operação militar alemã para invadir a União Soviética, iniciada em 22 de junho de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, rompendo assim com o Pacto Ribbentrop-Molotov (ou tratado de não-agressão) acordado entre os dois Estados menos de dois anos antes.

Considerada a maior e mais feroz campanha militar da história em termos de mobilização de tropas e baixas sofridas, onde 4,5 milhões de soldados do Eixo invadiram a União Soviética numa frente de 2900 km sendo também utilizados 600.000 veículos automotores e 750.000 cavalos.

Os planos para a Operação Barbarossa iniciaram no dia 18 de dezembro de 1940, sendo o seu nome devido ao monarca Frederico Barbarossa, do Sacro Império Romano-Germânico, um dos líderes da Terceira Cruzada no século XII.

O objetivo inicial da Operação Barbarossa era uma rápida tomada da parte europeia da União Soviética a oeste da linha que liga as cidades de Arkhangelsk e Astrakhan, chamada de linha A-A na Diretiva nº 21 de Adolf Hitler. Até o final do mês de janeiro de 1942, o avanço alemão foi paralisado pelo Exército Vermelho. Embora não tenha alcançado o objetivo desejado de uma conquista total do território inimigo e a vitória sobre este, as tropas alemãs haviam conseguido tomar as mais importantes áreas econômicas do território soviético, concentradas principalmente na Ucrânia. Fora estes sucessos alcançados, os alemães não conseguiram formar novamente uma força ofensiva que chegasse até Moscou.

Com a falha da Operação Barbarossa, ficaram complicadas as futuras operações dentro do território soviético, tendo todas estas tentativas falhado, como a continuação do Cerco de Leningrado, Operação Nordlicht, e a Batalha de Stalingrado, entre outras batalhas no território soviético ocupado.

Com a falha da Operação Barbarossa, foi aberto um novo fronte na Segunda Guerra, a Frente Oriental, onde foram concentradas mais forças do que em qualquer outro teatro de guerra da história, sendo assim, ficou inevitável que neste fronte ocorressem algumas das maiores batalhas, baixas e atrocidades, trazendo o horror para as forças alemães e soviéticas que ali se enfrentavam, influenciando decisivamente no curso da guerra e da história do século XX.

FONTE: Wikipedia

 

Os 18 do Forte

Um ato de amor à Pátria. Espetáculo de Som e Luzes em homenagem aos 90 anos do movimento dos 18 do Forte que será realizado no dia 1º de julho de 2012 às 18h, no Forte de Copacabana.

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Resultado de pesquisas realizadas ao longo de duas décadas, esta obra reúne um conjunto de estudos sobre a história do Exército Brasileiro desde a instauração da República no Brasil até os dias de hoje.

Embora tenham sido escritos com objetivos variados e sejam independentes entre si, todos os capítulos podem ser lidos como variações sobre um tema comum: a preocupação constante, para os militares, de estabelecer ou recriar vínculos com a nação brasileira.

A luta pela implantação do serviço militar obrigatório no Brasil, os bastidores da comemoração da “Revolução” de 1964 e a defesa militar da Amazônia são alguns dos destaques desta obra que, além de revelar aspectos pouco conhecidos da história do Exército, ajuda a compreender a gênese de elementos ainda hoje presentes no imaginário desta instituição.

O autor -Diretor do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV), é doutor em antropologia social e autor de vários livros sobre os militares na sociedade brasileiras, entre eles O espírito militar (Zahar, 1990); Os militares e a República (Zahar, 1995); A invenção do Exército Brasileiro (Zahar, 2002); e Antropologia dos militares (FGV, 2009).

FONTE: Portal Fator Brasil

 

Os Ex-Combatentes e o Pós-Guerra

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