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A China tornou-se o quinto maior exportador de armas do mundo, sua posição mais alta no ranking desde a Guerra Fria, com o Paquistão sendo seu principal comprador, informou nesta segunda-feira um respeitado centro de estudos sueco.

O volume de exportações de armas da China entre 2008 e 2012 cresceu 162 por cento, em comparação com o período de cinco anos anterior, com sua participação no comércio mundial de armas passando de 2 por cento para 5 por cento, afirmou o Instituto Internacional de Estudos para Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês).

A China substitui a Grã-Bretanha entre os cinco primeiros países que mais comercializam armas entre 2008 e 2012. Estados Unidos e Rússia, que são responsáveis por 30 e 26 por cento, respectivamente, das exportações de armas, são os maiores exportadores mundiais do setor, segundo o Sipri.

“A China está se estabelecendo como um significativo fornecedor de armas para um número crescente de importantes Estados beneficiários”, disse o diretor do Programa de Transferências de Armas do Sipri, Paul Holtom, em um comunicado.

A mudança, destacada no Relatório de Tendências na Transferência Internacional de Armas do centro de estudos, marca pela primeira vez a China como um dos cinco maiores exportadores de armas desde o período entre 1986 e 1990 analisado pelo Sipri.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês Hong Lei, quando questionado sobre o relatório, disse que a China era um exportador de armas responsável que cumpria rigorosamente a lei internacional.

“Na exportação de armas, a China adota três princípios. Primeiro, que seja favorável às necessidades justificáveis de autodefesa do país destinatário. Segundo, que não prejudique a paz, segurança e estabilidade regional e global. Terceiro, que não interfira nos assuntos internos de outros países”, disse ele a repórteres.

O Sipri mantém uma base de dados global de transferências de armas que registra as exportação de armas desde 1950. O centro avalia os dados em um período de cinco anos, porque a venda de armas varia por ano.

Alemanha e França ficaram em terceiro e quarto lugares na lista de exportadores de armas.

FONTE: Reuters via Resenha do Exército

vinheta-clipping-forte11. A venda de armas e serviços militares por parte das 100 maiores empresas mundiais do setor totalizou cerca de US$ 410 bilhões em 2011, de acordo com dados divulgados pelo “Stockholm Internacional Peace Research Institute” (SIPRI). Desde 2002, a venda de armas teve aumento de 51% em termos reais.

2. As vendas dos 44 produtores de armas norte-americanos somaram 60% do total, sendo que as 30 maiores empresas europeias foram responsáveis por 29% das vendas. A Embraer aparece na 81ª colocação (95ª em 2010).

3. A expansão das empresas produtoras de armas no mercado de segurança cibernética é tendência clara na análise do ranking feito pelo SIPRI, devido principalmente à crescente importância política e orçamentária do tema como questão de segurança nacional.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

namibia_destaque

vinheta-clipping-forte1Os governos do Brasil e da Namíbia querem fortalecer suas relações em defesa, estendendo para as áreas do Exército e da Aeronáutica a bem-sucedida cooperação existente hoje entre as marinhas das duas nações. A intenção foi manifestada em comunicado conjunto divulgado durante a visita oficial de dois dias realizada esta semana pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, à cidade de Windhoek, capital do país africano (leia a íntegra do comunicado em inglês).

Acompanhado de comitiva integrada por representantes de seu ministério e de empresários da indústria nacional de material militar, Amorim participou de reunião bilateral na sede do Ministério da Defesa namibiano. Durante o encontro, do qual participaram o ministro da defesa, Nahas Angula, e os principais chefes militares do país africano, foram discutidos vários temas relacionados à cooperação em defesa.

As delegações manifestaram a intenção de aumentar o número de exercícios militares, e também de ampliar os projetos conjuntos na área industrial, com o objetivo de melhorar a capacidade produtiva e operacional dos dois países no setor de defesa.

Nahas Angula fez uma breve exposição sobre o cenário geopolítico africano, destacando as preocupações de seu país com o aumento da pirataria, do tráfico de drogas, da pesca ilegal e de outras atividades ilícitas nas águas do Oceano Atlântico que banham a costa da Namíbia e de outras nações africanas.

namibia02Em resposta, Celso Amorim afirmou que o Brasil compartilha das apreensões namibianas em relação ao aumento das atividades ilegais. Durante a conversa, ambos concordaram em ampliar o trabalho conjunto bilateral, e no âmbito de foros como a Zopacas, para manter o Atlântico Sul como zona de paz e livre de ameaças.

Agradecimento presidencial

Após reunir-se com seu contraparte namibiano, Amorim foi recebido no palácio do governo pelo presidente do país, Hifikepunye Pohamba. O ministro brasileiro entregou a Pohamba uma carta da presidenta Dilma Roussef. No documento, Dilma reitera a disposição do governo brasileiro de ampliar a cooperação com o país africano em setores diversos, entre os quais o de defesa.

Depois de ler com atenção a carta, Pohamba afirmou compartilhar com a presidenta brasileira as mesmas preocupações e visões sobre a situação da África, de outras regiões do mundo, e sobre as relações entre os países. Em seguida, dirigindo-se ao ministro Celso Amorim, fez um sincero agradecimento ao Brasil pelo apoio prestado pelo país na constituição da Marinha namibiana.

De fato, há quase duas décadas, a Marinha do Brasil tem mantido um forte programa de cooperação com a força naval da Namíbia, que inclui desde a formação de oficiais e praças militares em escolas brasileiras até a doação e venda de navios. Como consequência dessa relação, muitos oficiais namibianos falam português, e outros se encontram atualmente fazendo cursos em instituições de ensino da Marinha.

namibia04No âmbito da cooperação, o Brasil mantém uma missão com cerca de 40 militares da Marinha, sediados no porto de Walvis Bay. Em abril deste ano, o novo navio-patrulha oceânico que será incorporado à Força Naval brasileira, o Apa, visitará Walvis Bay, onde deverá participar de operações conjuntas no mar com os militares namibianos. O Apa é o segundo navio-patrulha oceânico dos três adquiridos junto à Inglaterra a ser incorporado à Marinha do Brasil.

Além de encontrar-se com o presidente da Namíbia, Celso Amorim manteve encontros de trabalho com outras autoridades do país, entre as quais o primeiro ministro, Hage Geingob. Oficiais-generais e superiores das Forças Armadas receberam grupo de empresários brasileiros numa reunião em que estes últimos puderam apresentar alguns de seus projetos e produtos.

Integrante da comitiva brasileira, o comandante do Exército, general Enzo Peri, foi recebido por seu contra parte namibiano. Durante a visita, a comitiva brasileira contou com apoio da embaixadora do Brasil no país, Ana Maria Sampaio Fernandes. Antes de passar pela Namíbia, a comitiva esteve em Angola, também em visita oficial.
Leia também:Brasil ajudará Angola a estruturar sua indústria de Defesa

FONTE: Ministério da Defesa

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Presidente da Avibras assume a presidência da ABIMDE

ABIMDE - evento novo presidente Sami Youssef Hassuani - foto 6 Forças de Defesa

Clique aqui para ver matéria completa, no Poder Naval, sobre o evento realizado no 8º Distrito Naval

 

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‘Nenhum país se desenvolveu sem proteção’

Melina Costa

ENTREVISTA

Ha-Joon Chang, professor de economia na Universidade de Cambridge

 

Para economista, protecionismo não explica processo de desindustrialização no Brasil

O professor da Universidade de Cambridge Ha-Joon Chang é um dos principais economistas heterodoxos do mundo. Em seu livro mais famoso, Chutando a escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica, ele argumenta que os maiores países desenvolvidos foram intervencionistas um dia e agora tentam impedir que as nações em desenvolvimento façam o mesmo. Chang tornou-se especialista no modelo adotado pela Coreia do Sul, país frequentemente comparado com o Brasil. A nação asiática tinha apenas dois terços da renda brasileira na década de 60 e agora é 2,5 vezes mais rica. Em entrevista por e-mail, Chang alerta para a gravidade da desindustrialização no Brasil e insiste na necessidade de proteção a empresas locais. “O Japão protegeu sua indústria de automóveis por 40 anos. Se a proteção é tão ruim, como a Toyota bateu a GM?” O economista estará hoje em São Paulo para participar de um programa de palestras promovido pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em sua última visita ao Brasil, o sr. disse estar preocupado com a desindustrialização. Muitos economistas afirmam que esse é um resultado esperado em um cenário de globalização em que a China tomou a liderança no setor industrial. Além disso, o Brasil está cada vez mais concentrado no setor de serviços. Por que o sr. acha que a desindustrialização é um problema?

No curto prazo, não importa muito como você cresce. Porém, no longo prazo, a desindustrialização é um problema porque o setor de manufatura é o mais confiável motor do crescimento. Isso acontece porque na indústria há, geralmente, um maior crescimento de produtividade que em outros setores e, mais importante, é a principal fonte de progresso tecnológico. É onde a maior parte da pesquisa e desenvolvimento é feita e onde a maior parte da inovação tecnológica acontece. Esse ponto pode ser ilustrado pelo fato de que Suíça e Cingapura, países cujo sucesso as pessoas associam ao setor de serviços, são, na verdade, dois dos países mais industrializados do mundo. Eles são o segundo e o terceiro na lista de países com maior valor agregado per capita da indústria no mundo. Estão atrás apenas do Japão.

Qual o problema de o Brasil se concentrar no setor de commodities, onde está sua vantagem comparativa?

Com exceção de minúsculos Estados como o Catar, nenhum país atingiu altos padrões de vida baseado em commodities primárias. A Austrália provavelmente é o país “normal” mais afortunado do mundo em termos de recursos naturais (muito melhor dotado que o Brasil). Mas até a Austrália produz quase 3,5 vezes mais produtos manufaturados per capita que o Brasil. Então, aqueles que argumentam que o Brasil deveria se desenvolver baseado em commodities estão tentando atingir o impossível.

Um dos argumentos liberais é que a desindustrialização no Brasil está ligada ao fato de que nossa indústria tornou-se pouco competitiva. Esse seria um resultado das políticas protecionistas, que têm isolado o País da concorrência há décadas. O sr. discorda disso?

Nenhum país desenvolveu sua indústria sem algum período de proteção, da mesma forma que crianças não podem crescer e se tornarem pessoas produtivas sem irem à escola. A história é prova disso. Os Estados Unidos tiveram as maiores tarifas do mundo por 120 anos até a Segunda Guerra Mundial. Se proteção fosse tão ruim, como os EUA passaram de uma potência agrária de segunda classe para a nação industrial mais poderosa do mundo durante aquele período? O Japão protegeu sua indústria de automóveis por 40 anos. Se a proteção é tão ruim, como a Toyota bateu a GM? Essas pessoas estão dizendo que o Brasil teria a Embraer e a Petrobrás sem o protecionismo? É possível que algumas indústrias tenham sido superprotegidas, mas isso não é o mesmo que dizer que o protecionismo é a razão da fraqueza industrial do Brasil. É, na verdade, a razão pela qual o Brasil tem alguma indústria!

O sr. estudou profundamente a economia sul-coreana. O país é sempre comparado ao Brasil, que ficou para trás na corrida do desenvolvimento. O governo da Coreia do Sul trabalhou de perto com algumas famílias que controlaram as principais companhias. Esse modelo funcionaria em uma democracia forte como o Brasil?

Você está certa sobre a Coreia, mas isso não quer dizer que o modelo de negócios dominado por famílias é incompatível com a democracia. A Suécia é, provavelmente, um dos países mais democráticos do mundo, mas há uma família, do Grupo Wallenberg, que é muito mais dominante que todas as famílias de chaebol juntas (chaebol é o termo usado para definir os conglomerados de empresas sul-coreanas, tais como Samsung e Hyundai). O Grupo Wallenberg tem controle – pelo menos 20% das ações, às vezes 100% – em companhias que representam cerca de um terço das ações na Bolsa de Estocolmo. Eles pagam altos impostos, apoiam o estado de bem-estar social, cooperam com os sindicatos e fazem imensas doações para caridade.

No Brasil, é comum ouvir entre os empresários que as altas taxas de juros e o real valorizado prejudicam a competitividade. O governo atacou os dois problemas no ano passado e, mesmo assim, o País cresceu pouco. O que mais o Brasil precisa fazer?

Boas políticas de taxa de juros e taxa de câmbio apenas proporcionam o ambiente para o desenvolvimento da economia. Elas, sozinhas, não desenvolvem a economia. O Brasil precisa modernizar sua infraestrutura urgentemente, o que requer muito investimento público e parceiras público-privadas. Precisa apoiar a capacitação da mão de obra e a pesquisa e desenvolvimento em indústrias de mais alta tecnologia – isso inclui pequenas e médias empresas em indústrias como a de máquinas, engenharia de precisão, energia alternativa e biotecnologia. O Brasil tem boas empresas públicas que trabalham com companhias orientadas para a tecnologia, como o BNDES, a Embrapa e a Finep. A cooperação com esses órgãos precisa ser reforçada.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 07/01/2013

A indústria militar mexicana e a Secretaria Nacional de Defesa iniciaram a produção da primeira leva de cem veículos de transporte de tropas 4X4 DN-XI. O custo das máquinas será de cerca de 27 milhões de dólares. O DN-XI foi visto pela primeira vez este ano, durante o desfile de comemoração dos 202 anos da independência do México. A decisão de produzir os blindados, projetados e fabricados no México, foi tomada a fim de reduzir os custos de aquisição, manutenção e reparos.

Por enquanto, o DN-XI será fabricado apenas para atender às demandas do Exército e das Forças de Segurança mexicanas. O blindado será manufaturado em novas instalações administradas pelo Diret[orio Geral para a Indústria Militar, na Cidade do México.
O DN-XI é um veículo tático 4X4 montado sobre o chassis Ford Super Duty, especificamente de acordo com as exigências do Exército mexicano. A torre poderá ser armada com um lançador de granadas de 40mm, ou metralhadoras calibre 7.62mm ou 12.7mm.

FONTE: Army Recognition (tradução e adaptação do Forças Terrestres)

 

O valor referente à exportação de armamento russo em 2012 alcançou a cifra recorde de US$ 14 bilhões, declarou o presidente russo Vladímir Putin nesta segunda-feira (17).

“Desse modo, superamos a meta para o ano”, disse Pútin a uma reunião da Comissão para Cooperação Técnico-Militar da Rússia.

De acordo com o plano para 2012, a Rússia tive previsto exportar o equivalente a US$ 13,5 bilhões. No ano passado, as exportações de armamento e material bélico totalizaram US$ 13,2 bi.

O chefe de Estado ressaltou as mudanças qualitativas na cooperação técnico-militar, sobretudo a produção conjunta de armamento e os esforços para recuperar as posições no mercado de serviços de modernização e reparo de armamento.

“Isso tudo é importante para reforçar a posição da Rússia em nossos mercados tradicionais, além de que participar do processo de reparo e modernização permite acumular um grande volume de encomendas”, continuou Pútin.

O presidente pediu aos participantes da reunião para promover vigorosamente as armas russas no mercado mundial.

“A Rússia vai continuar sua cooperação técnico-militar com os parceiros tradicionais, mas é também importante abrir caminho em novos mercados e ampliar a lista de produtos e serviços”, concluiu o chefe de Estado russo.

Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

 

 

Os Estados Unidos lançaram nesta terça-feira (11), pela terceira vez, ao espaço o X-37B, um pequeno dispositivo teleguiado que especialistas acreditam que poderá dar início a uma nova era na espionagem.

O longo veículo, de 8,9 metros, foi lançado por um foguete Atlas V à 01h03 local (16h03 de Brasília) de Cabo Cañaveral, na Flórida, em uma missão sobre a qual a força aérea americana deu pouquíssimos detalhes.

A United Launch Alliance, uma empresa conjunta entre a Boeing e a Lockheed Martin, ofereceu em troca ao vivo e em streaming imagens da decolagem em sua página na internet e afirmou que a missão apoiaria “a experimentação espacial”.

O exército americano descreveu o programa X-37B como uma forma de por à prova “tecnologias para uma plataforma de testes espaciais confiável, reutilizável e não tripulada”, depois da retirada do programa de ônibus espaciais da Nasa.

A natureza secreta do equipamento do X-37B levou à especulação na mídia sobre os objetivos da missão, com alguns especialistas apontando que a Força Aérea americana está buscando novas formas de espionagem.

Especialistas acreditam que o pequeno veículo, com capacidade para voltar à Terra e retornar mais uma vez ao espaço, poderia ser a última palavra em programas de espionagem e ser usado potencialmente para interferir com satélites de países rivais.

A China mostrou recentemente grande interesse no espaço, tornando-se a terceira nação depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética a enviar seus próprios satélites em uma prova interpretada por Washington como uma advertência.

Esta é a segunda missão do X-37B original, que foi lançado ao espaço em 2010 no programa inaugural de voo e permaneceu em órbita durante mais de meio ano.

Um segundo X-37B retornou à Terra em junho após orbitar durante 469 dias em um teste que foi além da intenção inicial de voo da nave, estimada em 270 dias.

O projeto X-37B foi lançado pela Nasa em 1999 e adotado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançados do Pentágono, que projeta novas tecnologias militares para os Estados Unidos.

FONTE: Portal iG e Naval Open Source Intelligence

 

O governo russo decretou unir em consórcio duas empresas de armas leves, a Izhmash e a Izhtech, nos Urais, para fabricar armas de fogo portáteis completamente novas. O consórcio batizado de Kalashnikov põe um ponto final na história de mais de 50 anos do fuzil de assalto que leva o mesmo nome.

“Sou a favor da ideia de unir as empresas para concentrar o potencial industrial necessário à construção de novas armas de fogo”, disse o presidente russo, Vladímir Pútin.

Segundo o vice-primeiro-ministro, Dmítri Rogozin, responsável pela indústria armamentista nacional, a criação do consórcio ajudará, inclusive, a acabar com a fabricação sem licença de fuzis russos nos países do leste europeu.

“Estou seguro de que isso nos permitirá não só recuperar a indústria de armas leves modernas em Ijevsk (capital da Udmúrtia, república federada da Rússia nos Urais) e construir armamentos de fogo portáteis superiores em confiabilidade e poder de fogo a seus pares estrangeiros, como também acabar com a produção sem licença de Kalashnikov nos países recém-admitidos na OTAN”, disse Rogozin.

No outono do ano passado, o Ministério da Defesa russo decidiu não comprar mais o modelo mais famoso do fuzil Kalashnikov das últimas décadas, o Ak-74. Os estoques o acumulado nos depósitos de armas e no Exército chegavam a uma média de 17 fuzis para cada militar russo. De acordo com especialistas, os estoques de Kalashikov irão durar de 15 a 20 anos.

O fuzil Kalashnikov foi desenvolvido em 1947 e adotado pelo Exército soviético em 1949, sendo a arma ligeira mais difundida no mundo. Estima-se que, no planeta, haja entre 70 a 105 milhões de exemplares. Adotado pelos exércitos de 55 países, o Kalashnikov é chamado de “arma da liberdade” em muitas nações  africanas e aparece no brasão de armas de Moçambique e Zimbábue.

Testes

No início de novembro, no campo de provas da empresa Tochmach, nos arredores de Moscou, começaram os testes do novo fuzil russo, o AK-12,   desenvolvido por Vladímir Zlóbin, projetista-chefe da empresa Izhmash.
Segundo o diretor-geral da empresa, Dmítri Semizorov, os testes são preliminares e irão durar, no máximo, 30 dias. Anteriormente, Zlobin havia dito que seu fuzil seria submetido a uma série de testes, que começariam em 2013 e seriam concluídos em junho ou julho do mesmo ano.

Ainda de acordo com Zlobin, seu AK-12 desperta interesse em todas as estruturas de defesa e segurança do país e servirá de base para a criação de uma grande linha de armas, entre as quais pistolas, metralhadoras, fuzis de assalto e metralhadoras leves.

O novo fuzil tem uma série de vantagens significativas sobre o AK-47: pode ser acionado por uma só mão, tem um carregador com capacidade para 60 cartuchos e três canos substituíveis para munição de diferentes calibres. Além disso, o lançador de granadas acoplado sob o cano e os demais acessórios são completamente diferentes daqueles usados atualmente nos AK.

No ano passado, a empresa expôs seu produto em mostras internacionais realizadas não só em regiões tradicionais para as armas russas, como o Oriente Médio e Norte da África. No outono de 2011, a Izmash levou, pela primeira vez à Feira Internacional de Equipamentos de Segurança e Defesa, em Londres, fuzis de assalto Kalashnikov e Nikonov, fuzis de precisão, armas guiadas Krasnopol e Kitolov, a carabina Saiga-12-EXP-01 (versão 030) e a versão de treinamento da pistola-metralhadora Vitiaz.

Neste ano, a Izhmash apresentou seus  produtos na exposição de armas esportivas e de caça Shot Show, em Los Angeles.

“O potencial do mercado estadunidense é muito grande. Cerca de 65 % das armas de caça e esportivas produzidas no mundo são vendidas nos Estados Unidos. Estamos interessados em aumentar a participação de produtos de Ijevsk no mercado norte-americano”, disse o diretor-geral da Izhmash, Maksim Kuziuk.

Nos EUA, a Izhmash apresentou, entre outras peças, um par civil do fuzil Kalashnikov, a carabina automática Saiga para os cartuchos de 5,45 mm x 39 mm e 7,62 mm x 39 mm, o 308 WIN e o 223REM.

FONTE: Gazeta Russa (edição do Poder Naval)

FOTOS: RIA Novosti e Wikimedia Commons

 

A Indonésia adquiriu 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros II da fabricante brasileira Avibras por US$ 350 milhões, informou a publicação especializada “Janes Defence Weekly”.

A operação comercial entre o Ministério da Defesa indonésio e a Avibras foi estipulada durante a feira internacional de materiais militares Indo Defence, realizada nesta semana em Jacarta.

O acordo contempla o mesmo número de veículos para o transporte das plataformas de lançamento, controle de disparo, manutenção e treinamento para a utilização das armas.

As empresas estatais indonésias da indústria militar – PT Pindad e PT Dirgantara e o Instituto Nacional Aeronáutico e Espacial assinaram com a Avibras um memorando de entendimento para a troca de tecnologia e de fortalecimento da cooperação em matéria de defesa entre Indonésia e Brasil.

FONTE: EFE, via resenha do EB

FOTO: Avibras

(*) Título original

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Santo Tomé (Argentina) – No dia 1º de novembro, o Exército Brasileiro cedeu uma Viatura Blindada de Transporte de Pessoal-Média sobre Rodas Guarani (VBTP-MR Guarani), pelo período de quarenta dias, para avaliação pelo Exército Argentino, que demonstrou interesse em adquirir catorze viaturas para mobiliar a Força de Paz “Cruz del Sur” .

O empréstimo do Guarani foi acompanhado pelo Adido do Exército Brasileiro na Argentina, Coronel Danilo Cezar Aguiar de Souza, e pelo Comandante do 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada, Coronel Francisco Wellington de Lima.

FONTE: Exército Brasileiro

 

Em entrevista veiculada, no dia 22 de outubro, na TV Record, o Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, apresentou pontos centrais do Livro Branco de Defesa Nacional, destacando o plano de modernização das Forças Armadas e a Estratégia Nacional de Defesa do País.

A entrevista foi concedida ao jornalista Paulo Henrique Amorim. A íntegra da conversa pode ser assistida pela Internet, na página da Marinha na Internet na seção Sala de Imprensa “Marinha na Mídia/Televisão”.

FONTE: Nomar

 

Única cidade do país a abrigar Vants (aviões não tripulados) em sua base aérea militar e um centro que prepara instrutores de veículos blindados, Santa Maria recebeu, nos últimos dois dias, a visita do ministro da Defesa, Celso Amorim, acompanhado de autoridades do alto escalão das Forças Armadas.

O objetivo da viagem foi conhecer in loco alguns dos projetos destinados a modernizar equipamentos e sistemas em uso no Exército e na Aeronáutica, além de dimensionar, presencialmente, o notável aparato militar disponível na região.

Na guarnição de Santa Maria estão localizados o comando da 3ª Divisão de Exército (3ª DE), a Base Aérea local (BASM) e um número expressivo de organizações militares do Exército, que compõem um dos maiores efetivos militares do país. Cerca de 17.500 homens da força terrestre integram a 3ª DE, além dos 1.600 efetivos da Força Aérea Brasileira (FAB) que atuam na BASM.

“Santa Maria é um pólo importantíssimo para a defesa brasileira. E sendo um pólo de defesa importante, é natural que se torne também um pólo da indústria dessa defesa”,  disse Amorim, referindo-se à vinda de empresas do setor para a região.

No início do mês, a alemã Krauss-Maffei Wegmann (KMW), que produz os carros de combate Leopard lançou na cidade a pedra fundamental do centro de desenvolvimento, manutenção e fabricação da KMW no Brasil. Ali, será feita a manutenção dos 220 Leopard 1 A5 comprados há dois anos pelo Exército Brasileiro. Segundo especialistas, os blindados alemães estão entre os melhores do mundo.

Para o ministro da Defesa, que acompanhou no Campo de Instrução Barão de São Borja (Saicã) um exercício de tiro com os novos Leopard, o esforço da indústria na área de manutenção dos blindados poderá criar outras possibilidades de desenvolvimento na região.

“Essas coisas não acontecem de uma só vez, mas nada impede que futuros projetos venham a ser desenvolvidos aqui, dentro da nossa ideia do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED)”, afirmou. “O importante é aprendermos agora aquilo que é de interesse estratégico para desenvolver depois projetos que incorporem, ao menos em parte, tecnologia nacional”, completou.

3ª Divisão de Exército

Na companhia do comandante do Exército, general Enzo Peri, Celso Amorim explorou o vasto complexo sob responsabilidade da 3ª Divisão de Exército (3ª DE), uma das unidades de maior poder de fogo da força terrestre brasileira.  Subordinada ao Comando Militar do Sul (CMS), a Divisão abrange a 1ª e a 2ª Brigadas de Cavalaria Mecanizada, a 6ª Brigada de Infantaria Blindada e a Artilharia Divisionária/3.

Ao longo da visita, Amorim conheceu o local das futuras instalações do Simulador de Apoio de Fogo (SAFO), no Campo de Instrução de Santa Maria (CISM), uma arena com software e maquinário voltada para a simulação de combates, a ser concluída até o final de 2013. E percorreu o Centro de Instrução de Blindados, responsável pela especialização de militares brasileiros no emprego técnico e tático dessas viaturas – tanto as que operam sobre lagartas, quanto aquelas sobre rodas –, além do desenvolvimento da doutrina militar aplicada a esses veículos. Ali, conheceu também os simuladores utilizados na instrução dos oficiais e sargentos para o emprego dos carros de combate Leopard 1 A5.

Base Aérea

Um dia antes, o ministro visitou a Base Aérea de Santa Maria (BASM), na companhia do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. E inteirou-se sobre o histórico, a missão, o efetivo e a estrutura da unidade, bem como as perspectivas de chegada de novos equipamentos.

Fica em Santa Maria parte importante dos esquadrões de jatos do tipo caça da FAB, bem como um esquadrão de aeronaves de asas rotativas.  É para lá, inclusive, que irão os primeiros caças subsônicos A-1 (AMX) que estão sendo revitalizados na planta industrial da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior paulista.

Desenvolvidos na década de 80, numa parceria entre o Brasil e a Itália, os AMX  ganharão sobrevida de 20 anos após a modernização. Ao todo, 43 unidades serão revitalizadas, tornando-se os principais caças a operarem no país. A entrega do primeiro lote, de oito unidades, está prevista para o início do ano que vem.

Outra novidade para o começo de 2013 é a chegada de dois novos Vants para o Esquadrão Hórus. Criado em 2011, o Hórus tem a missão de desenvolver a doutrina que permitirá à FAB se familiarizar com o uso desses equipamentos. A Base Aérea de Santa Maria é a única do país a abrigar Vants prontos para uso militar.

Atualmente, duas aeronaves Hermes 450, de fabricação israelense, têm sido utilizadas pelo esquadrão. Além de missões locais, esses Vants já foram empregados em quatro edições da Operação Ágata, de proteção das fronteiras, e na conferência Rio+20.

Segundo o tenente coronel Gramkow, comandante do Hórus, os Vants que vão chegar em 2013 são versões mais modernas da aeronave hoje disponível, e permitirão um ganho ainda maior de dados, por conta dos novos radares de abertura sintética (SAR) incorporados ao sistema. “Temos aprendido muito com esses equipamentos, que abrem um novo mundo de possibilidades em tarefas de vigilância de longa duração”, afirmou.

Comitiva

Além dos comandantes do Exército e da Aeronáutica, Celso Amorim visitou a guarnição militar de Santa Maria acompanhado do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi. O general Adriano Pereira Júnior, chefe de Logística do EMCFA, e o brigadeiro Ricardo Machado Vieira, chefe de Operações Conjuntas, também participaram da programação, bem como outros assessores militares e civis.

FONTE: Ministério da Defesa

 

Helibras inaugura fábrica do EC725

Não só as autoridades da Defesa e das Forças Armadas estavam presentes ao evento, mas também membros da “família” Super Puma, Cougar e Super Cougar, como mostra essa foto de decolagem de Cougar do Exército Brasileiro. Saiba como foi a inauguração em cobertura especial do Poder Aéreo -

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General Dynamics UK abre escritório no Brasil

A General Dynamics UK anunciou no último dia 28 de setembro a criação de uma subsidiária brasileira, a General Dynamics do Brasil, durante a visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao Brasil.

A General Dynamics do (GD do Brasil) vai entregar capacidade para a Defesa brasileira e setores de segurança, através de parcerias estratégicas com empresas brasileiras; Facilitar a transferência de conhecimento a partir do Reino Unido para o Brasil, e trabalhar para desenvolver soluções para seus clientes brasileiros.

O primeiro-ministro, David Cameron, disse, “a expansão General Dynamics UK no Brasil é um exemplo perfeito de como uma empresa pode aumentar o seu negócio britânico, atraindo clientes de novos mercados no exterior. Isso vai ajudar a preservar o emprego de volta em casa e também oferecer oportunidades para pequenas empresas britânicas, trabalhando em parceria com a General Dynamics, para ganhar novos contratos. E é prova de experiência do Reino Unido no sector da defesa e tecnologia.

FONTE: General Dynamics

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Iveco vai exportar o blindado Guarani

A Iveco Veículos de Defesa, coligada do grupo Fiat, vai levar para o mercado internacional o novo blindado brasileiro Guarani, veículo padrão do Exército que pretende desenvolver dez diferentes configurações a partir da versão básica. O primeiro cliente externo será a Argentina, que finaliza um pedido de 14 unidades.
O diretor-geral da empresa, o engenheiro Paolo Del Noce, identifica outras “boas possibilidades” de negócios no Chile, Colômbia e Equador – os três países lançaram programas para a substituição de suas frotas.

O Exército brasileiro vai receber 2.044 blindados até 2029, em grupos de 100 unidades por ano. O valor total da encomenda bate em R$ 6 bilhões – cerca de R$ 2,9 milhões cada. A linha de montagem da Iveco Defesa fica em Sete Lagoas, a 70 quilômetros de Belo Horizonte. A compra do lote inicial de 86 unidades foi formalizada pelo governo no dia 7 de agosto. Parte da fatura de R$ 240 milhões cairá na conta do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) – Equipamentos. Na sexta-feira (07), em Brasília, durante o desfile oficial da Independência, o blindado Guarani participou pela primeira vez da solenidade, apresentado com o canhão israelense UT-30/Br de 30 mm.

Organizações como o Centro de Estudos Estratégicos e de Defesa da Universidade de Georgetown sustentam que a demanda mundial, exceto Estados Unidos e Rússia, para blindados médios, será de 20 mil veículos encomendados até 202o ou 2022. Pelo valor médio, estarão em discussão recursos da ordem de US$ 30 bilhões, ou cerca de R$ 60 bilhões. Paolo Del Noce acredita que o produto brasileiro possa entrar nessa disputa. “Trata-se de um veículo com potencial de gerar interesse no mercado mundial”. Embora o Guarani seja propriedade intelectual conjunta do Exército e da Iveco, Del Noce acredita que poderá atender as necessidades da Marinha para equipar os Fuzileiros Navais. “Nosso modelo é anfíbio para aplicações fluviais, todavia podemos adequá-lo ao emprego no mar”, disse.

A Fiat-Iveco inaugura até dezembro a fábrica dedicada aos produtos de defesa, dentro do complexo de Sete Lagoas. O investimento, segundo Del Noce, é de R$ 55 milhões. “Quando as linhas de produção estiverem atuando a plena capacidade, o número de fornecedores imediatos será superior a 110, e os indiretos serão mais de 600″, sustenta. O índice de participação dos componentes nacionais é de 60% no Guarani. O Guarani é, a rigor, uma Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Médio sobre Rodas, um VBTP-MR. Terá navegador GPS, sensores de detecção laser e sistema ótico de visão noturna.

FONTE: O Estado de S. Paulo

NOTA DA EDITORA: Você encontra mais informações sobre as capacidades e empregos do Guarani na reportagem da 5ª edição da revista impressa Forças de Defesa.

 

Os exércitos dos países mais desenvolvidos do mundo, inclusive a Rússia, vêm reduzindo suas frotas de tanques de guerra, substituindo-os por veículos blindados sobre rodas.

Nos últimos dois anos, engenheiros e projetistas da Voênno-Promichlennai Kompânia (Empresa de Equipamentos Militares) criaram três máquinas do gênero.

A pedido da revista Expert, o diretor-geral da companhia, Dmítri Gálkin, falou sobre novos projetos, potencial de exportação e concorrência com os principais fabricantes mundiais.

Expert: Sua empresa pode construir um veículo blindado que esteja em plena conformidade com os mais rigorosos padrões da MRAP – Mine Resistant Ambush Protected (Blindado Resistente a Minas e Ciladas, em tradução livre)?

Dmítri Gálkin: Hoje, talvez somos a única empresa da Rússia a possuir um conjunto completo de conhecimentos tecnológicos no domínio de veículos blindados leves sobre rodas. Temos parceria com muitas empresas na Rússia e no exterior, sobretudo europeias e israelenses, por meio de contratos para o desenvolvimento conjunto de componentes, sistemas e subsistemas de veículos blindados, fora os contratos para entrega de produtos prontos.

Os militares precisam de um material de guerra moderno de classe mundial. Mas não devemos nos limitar a uma simples compra de veículos prontos do Ocidente. Isso não aumentará nosso potencial defensivo nem nos ajudará a desenvolver nossa indústria bélica. Portanto, optamos por trabalhar em conjunto com os estrangeiros, para adquirir tecnologias e conhecimentos de engenharia, bem como desenvolver nossa produção.

Acreditamos que essa forma de cooperação é mais eficaz. Essa opinião não é só minha, mas de todos os profissionais da indústria de guerra nacional, e é apoiada pelo governo.

Expert: Vocês já têm algum veículo pronto?

D.G.: Sim, o Medved (urso, em português), que não possui similares na Rússia. Ele foi fabricado a pedido do Ministério do Interior e é capaz de resistir à explosão de uma mina anticarro. Também tem proteção contra balas B-32 de espingarda SVD.

No futuro, planejamos dotá-lo de proteção contra as balas perfurantes de metralhadora de 12,7 mm e de outras armas de fogo de grosso calibre. Esse novo veículo estará completamente de acordo com os padrões MRAP. Mas o Medved é um carro de outra categoria, é mais pesado que o Tiger, possuindo em seu interior 11 metros cúbicos de espaço, suficiente para alojar um grupo de combate ou um posto de comando ou um terminal de comunicações e assim por diante.

Com tudo isso, o Medved, contrariamente ao veículo blindado de transporte de pessoal (VBTP), pode andar nas estradas comuns destinadas ao trânsito rodoviário.

Expert: Quais são as expectativas de vendas para essa máquina?

D.G.: Acho que a proporção entre as vendas externas e internas desse veículo será de 50 para 50. Nossos principais clientes serão o Cazaquistão, Azerbaijão e Uzbequistão. Esses países têm dinheiro e já compram nossos veículos em quantidades maiores do que as estruturas de segurança e defesa russas. Teremos, sem dúvida, clientes na África e no Oriente Médio. A América Latina também tem mostrado ultimamente grande interesse por nossos produtos.

Expert: A empresa também está desenvolvendo novos projetos para veículos de guerra?

D.G.: Estamos realizando trabalhos de pesquisa e desenvolvimento no âmbito do projeto Bumerangue para o Ministério da Defesa. Mas não posso divulgar as especificações técnicas da nova plataforma. Posso dizer apenas que servirá de base para a construção de veículos de combate e apoio completamente novos que terão a mesma fórmula de rodas do VBTP antigo, ou seja, 8×8.

Nossa ideia é fazer com que todos os veículos, sejam de combate, de apoio de fogo ou técnico, reconhecimento ou apoio logístico etc, utilizem uma mesma plataforma.

Posso dizer que o novo veículo irá substituir todos os VBTP e os veículos blindados que utilizam sua plataforma, inclusive os VBTP-80 e VBTP-82. Os dois primeiros veículos novos devem estar prontos já em 2013.

FONTE: Gazeta Russa

VIDEO: Worldwide Defense

 

Vamos aprender com a Alemanha?

A Alemanha de Merkel num mundo globalizado e hiperconectado!

 

(Jorge Castro – Clarín, 19) 1. O superávit em conta corrente da Alemanha é o primeiro do mundo em relação ao PIB, superando a China. As exportações da Alemanha para China, Índia, Brasil e Rússia, somadas, eram 2,2% do total em 2000. Agora, em 2010, subiram para 20,7%, crescendo 366% nesse período. O aumento da produtividade foi de 20% entre 2000 e 2010. A chave de seu boom exportador é a potência competitiva de sua indústria manufatureira que é a primeira do mundo, em especial nos equipamentos e bens de capital, além da produção automotriz.

2. A Alemanha induziu o fechamento massivo dos setores incapazes de competir, como construção naval, consumo eletrônico, telefonia celular e vestuário. A taxa de juros real é negativa. O sistema financeiro internacional paga pelo “privilégio” de emprestar a Alemanha. O PBI industrial cresceu 9% em 2011 e os setores de maior expansão foram o automotor (+13.4%), engenharia (+13%) e produção metalomecânica (+12%).

3. A metade das exportações europeias a China são alemãs e recebe 25% das vendas da China a Europa. Na acumulação capitalista, na atual fase de globalização e hiperconexão, as políticas económicas são pouco relevantes frente às mudanças de fundo.

4. (BBC, 20) Produtividade. Horas de trabalho por ANO: México: 2.250 / Chile: 2047 / Rússia: 1981 / EUA: 1787 / Itália: 1774 / Japão: 1728 / Espanha: 1690 / Reino Unido: 1626 / Alemanha: 1413 / Holanda: 1379. (Fonte OECD)

5. Mais importante ainda para a força industrial da Alemanha é seu sistema educacional. A metade dos jovens no ensino médio está em treinamento vocacional e a metade destes em estágio em empresas. Os estagiários entre 15 e 16 anos, passam mais tempo no lugar de trabalho que na escola. E depois de três anos tem garantido o emprego. Ninguém acha isso algo menor. Assim, o sistema educacional alemão é uma espécie de fábrica de trabalhadores altamente qualificados para suprir as necessidades específicas das empresas.

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