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O Ironman em ação

Tropas americanas no Afeganistão usaram a criatividade para resolver um problema comum nas operações do dia a dia. Na discussão após uma missão notaram o quanto era difícil manter três soldados de uma peça de metralhadora juntos em um terreno complexo durante a batalha. Lembraram do filme Predator onde havia um soldado operando uma Minigun com uma caixa de munição nas costas. Após algumas risadas um sargento resolveu colocar a idéia em prática.

As tropas usavam uma metralhadora Mk 48 de 7,62 mm e tinham que usar cintas de munição de 50 tiros para facilitar o uso, mas durava muito pouco tempo em combate tendo que rearmar frequentemente. Então pegaram uma mochila ALICE e colocaram duas caixas de munição. Adicionaram a um sistema MOLLE para levar outros equipamentos. Usaram a cinta de alimentação de uma torreta CROWS para direcionar a munição. O resultado nos testes foi melhor do que esperavam. Em fevereiro de 2011 a mochila “Ironman” foi usada em combate e funcionou.

Cientistas do US Army viram fotos do protótipo o logo gostaram da idéia. Em 48 dias já tinham um protótipo mais simples e eficiente pesando 19kg com 500 tiros. As notícias sobre o Ironman logo se espalharam e todas as tropas começaram a fazer seus pedidos. O conceito não é tão novo assim. No Vietnã os Seals usaram um sistema semelhante para alimentar suas metralhadores M60E3 como visto na foto abaixo.

 

Epidemia de Snipers

O uso dos snipers (caçador no EB) pelas forças americanas vem aumentando vertiginosamente. Um sniper dos Seals conseguiu a marca de 160 kills confirmados (e 95 não confirmados). A maioria foi conseguida em quatro tours no Iraque. O recorde anterior era de 109 no Vietnã.

Os snipers estão sendo usados de forma mais agressiva na última década assim como as táticas de infantaria tem mudado bastante. A ênfase vem sendo disparar poucos tiros e com muito mais precisão com vinham operando as forças de elite com as Special Forces e Seals. A oportunidade de treinar tiro vem sendo aumentando em todas as tropas, além do uso de novas armas, equipamentos, táticas e treinamento especializado. O uso de simuladores de tiro está permitindo que as tropas disparem tiros virtuais em cenários realistas sem muitos gastos e sem a perda de tempo de um estande de tiro.

O uso dos snipers também está aumentando. Atualmente, cerca de 10% das tropas de infantaria americana são treinadas e equipadas como snipers. Os comandantes tem usado as duplas de snipers para inteligência e também para disparo de precisão. Os snipers são melhores para encontrar e matar o inimigo, com pouco barulho. Novas miras de fuzil tem permitido que os infantes consigam disparar com precisão e acertar com um único tiro. Com o inimigo usando civis como cobertura, o uso dos snipers ficou mais interessante para evitar baixas civis.

Novas armas também estão fazendo diferença. Munição de maior calibre como a Lapua Magnum vem permitindo atingir alvos a distâncias maiores. O novo fuzil M110 SASS (Semi-Automatic Sniper System) foi um grande avanço substituindo boa parte dos fuzis M24. Um silenciador diminuiu o barulho e a fumaça dos disparos, evitando denunciar a posição dos snipers.

Desde a Segunda Guerra que os snipers perceberam que havia situações onde era melhor ter um fuzil semi-automático. Somente com o M110 as tropas resolveram o problema da precisão. Antes os snipers usavam o fuzil automático M-14, mas não foi projetado para tiro de precisão. O resultado final foi a mudança na aparência (menos tiros randômicos) e a sensação (as tropas americanas parecem ter mais controle) do campo de batalha. Detectar o inimigo ficou mais fácil. O inimigo dispara automático enquanto os americanos disparam um tiro de cada vez, e são os últimos a disparar.

Fonte: Strategypage

 

De 28 de novembro a 15 de dezembro, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva  (baseada em Marabá-PA) realizou, por intermédio do 33º Pelotão de Polícia do Exército, o Estágio de Adestrador de Cães de Guerra. O Estágio contou com a participação de integrantes dos Órgãos de Segurança Pública do estado do Pará.

FONTE: EB

 

No dia 2 de dezembro, foi realizada a 53ª cerimônia de entrega do Facão do Guerreiro de Selva, no 53º Batalhão de Infantaria de Selva (baseado em Itaituba-PA). O facão é representativo do guerreiro de selva, e é concedido pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva àqueles que concluem o Curso de Guerra na Selva.

                                                                                                               

FONTE: EB

 

Soldado do Futuro Russo

Os russos iniciaram o projeto de um soldado do futuro que deve estar pronto em 2014. Inicialmente deverão comprar equipamentos do Felin frances para testes. A versão russa terá 10 módulos para serem adaptados a várias condições diferentes de combate. Um soldado típico deverá levar 25 kg de equipamento incluindo armas, munição, roupas, blindagem, computador portátil e sistemas de comunicação.

 

Recentemente, o Exército dos Estados Unidos em conjunto com o Comando de Operações Especiais encomendou canhões sem recuo suecos Saab Bofors Carl Gustav M3 no valor de US$ 31.5 milhões.  Até então, a arma constava apenas do inventário das Forças Especiais daquela Arma, mas a sua munição ADM  401(do tipo flechete, para emprego em áreas urbanas ou em selva) certamente atraiu o interesse do US. Army como um todo.

Além da AD401, o Carl Gustav M3 pode disparar outros dez tipos de munição em 84mm: a explosiva anti-tanque HEAT 751, capaz de penetrar até 500 mm em blindagens ERA;  HEAT 551C, projetada para destruir fortificações; a HEDP 502, para blindagens mais leves e paredes; a MT 756, capaz de atingir um alvo protegido por um obstáculo, primeiro penetrando neste e a seguir explodindo no alvo; a ASM 509, projetada especificamente para neutralizar prédios e fortificações, podendo usar detonação retardada; a 441D, que pode ser detonada no ar, atingindo tropas em trincheiras; a SMOKE 469C, que produz nuvem de fumaça e a ILLUM 545C, para a iluminação de alvos.

FONTE: US Army e Saab Bofors Dynamics

 

A empresa chinesa Beijing TongMeiDa Science and Technology Development Co (BTMD) mostrou o sistema de soldado integrado SDXT Digital Soldier System. O SDXT é um pacote que combinas miras eletro-óticas com sistema de comunicação e GPS, mostrador no pulso e tela no capacete, além de uma central de força. Não se tem dados detalhados do sistema.

 

Overmatch Advantage

Com a guerrilha Talibã percebendo que as tropas americanas atuando a pé no Afeganistão estão equipadas com armas com alcance efetivo, na maioria das vezes, de 500 metros ou menos, passaram a usar táticas de longo alcance. Agora estão usando lança-rojões RPG e metralhadoras para engajar as tropas americanas a 900 a 1.000 metros

A reação imediata foi comprar 126 canhões sem recuo Carl Gustav junto com 3.024 projéteis (HEAT e HADP) com alcance máximo é de 1.300 metros. Com auxilio de um binóculos com telêmetro laser podem aumentar a precisão a distância. Cada Carl Gustav custa cerca de US$ 30 mil e a munição mil dólares. O Carl Gustav já está em uso em unidades de operações especiais americanas como os Rangers e Seals.

Overmatch Advantage

Um estudo recente do Program Executive Office for Soldier System (PEO Soldier) concluiu que o fator determinante na pontaria é o elemento humano. A qualidade da arma e seus periféricos, junto com a proficiência do operador irão criar a “overmatch advantage”. O objetivo é disparar contra o inimigo a uma distância que excede a capacidade inimiga de responder ao fogo.

A AK-47 tem alcance efetivo de 400 metros contra 500 metros do M4. Os 100 metros de vantagem é o “overmatch advantage”, se o soldado tem capacidade de disparar a mais de 400 metros. Armas com calibre 7,62mm tem alcance efetivo de 800 metros como a M14 e a M240. Com as novas táticas, o talibã parece que conseguiu inverter o  “overmatch advantage” a seu favor.

Novas Armas

O Carl Gustav é uma medida provisória e os novos projetos de armas leves americanas não tem como objetivo atingir alvos a grandes distâncias. O US Army quer substituir os fuzis M16 e as carabinas M4 com sistemas modernizados ou novas armas.

O programa Product Improvemente Programa (PIP) dos M4 deve modernizar até 60 mil M4 para o padrão M4A1. Também poderá ser aberto uma competição para a compra de uma carabina nova. O US Army tem 500 mil carabinas M4, arma mais usada pelas tropas no Afeganistão e Iraque, e 600 mil fuzis M16.

Também foram comprado 9.700 metralhadoras M240L para substituir as M240B em unidades leves e de operações especiais. Será mais leve, pesando 9,3kg com cano curto, e será equipado com mira M145 Machine Gun Optic.

A M249 SAW poderá ser substituída no projeto Ligthweight Small Arms Technologies (LSAT) para diminuir o peso em 3,6 kg e usará munição mais leve.

Já o USMC colocou em operação a M25 Infantry Automatic Rifle (IAR) (imagem abaixo) a partir do fim de 2010. A IAR subsistiu a SAW pelo fuzil HK 416 com resultados positivos. As tropas gostaram de poder usar também o carregador de 30 tiros do fuzil M16A4. Operações no Afeganistão mostrou que é bem mais precisa que a M249 com melhor letalidade, mobilidade e capacidade de sobrevivência. Um total de 84 IAR será usado em cada Batalhão de Infantaria junto com mais seis SAW em cada Companhia.

Para simplificar a aquisição de alvos o US Army vem adotando a mira M68 Close Combat Optic (CCO). Em 2010 já recebeu mais de um milhão de unidades. Com a nova mira ótica não é preciso alinhar a alça com a massa de mira além de permitir disparar com os dois olhos abertos. A CCO também é compatível com óculos de visão noturna.

No Afeganistão os engajamentos são comuns a mais de 300 metros e a solução foi a aquisição de 150 mil miras M150 Rifle Combat Optics (RCO) permitindo engajar alvos a até 800 metros. Geralmente é usado por pessoal em posição de liderança ou por Designated Marksmen (DM). Algumas unidades usam a RCO em todas as armas. O USMC usa a RCO em todos os seus fuzil M4 e M16A4 chamada de AN/PVQ-31. Como a trajetória balística dos disparos da M4 e M16 combinam com a gradação da mira RCO, então as tropas estão usando para estimar distância para lançadores de gramadas M203 e M320.

 

         

O 24º Batalhão de Caçadores (OM baseada em São Luis/MA) recebeu, por intermédio do Comando de Operações Terrestres, a missão de empregar recursos operacionais militares necessários para atuar em Operações de Garantia da Lei e da Ordem, no Estado do Maranhão. Para isso, o Batalhão irá coordenar, com os Órgãos de Segurança Pública Federais, Estaduais e Municipais, as ações de GLO, denominadas Operação Maranhão.

 

FONTE: EB

 

O 1º Sgt Inf Paulo Estevão Santana da Silva, da Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro (OM de elite baseada em Goiânia/GO), concluiu em 11 de novembro, o Curso de Comandos do Exército do Chile. Dos 77 alunos, entre oficiais e praças, que iniciaram o curso em 28 junho, 32  foram brevetados Comandos Além do Sgt Estevão, concluíram o curso três militares não chilenos: um mexicano e dois argentinos.

FONTE: EB

 
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