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*A PALAVRA OFICIAL DO EXÉRCITO*

INFORMEX NR 002 – DE 28 DE JANEIRO DE 2013

DISTRIBUIÇÃO: TODAS AS ORGANIZAÇÕES MILITARES

DIFUSÃO: TODOS OS MILITARES

ASSUNTO: NOTA DE PESAR

O Exército Brasileiro, profundamente consternado em razão do trágico incêndio
ocorrido na cidade de Santa Maria-RS, se associa à dor dos familiares e amigos das vítimas fatais. No triste episódio a Família Verde Oliva perdeu 8 (oito) de seus filhos:

  • - Cap Med DANIELLA DIAS DE MATOS, do HCE (Rio de Janeiro-RJ);
  • - 1º Ten Cav LEONARDO MACHADO DE LACERDA, do 1º RCC (Santa Maria-RS);
  • - 2º Ten OCT Com BRADY ADRIAN GONÇALVES SILVEIRA,da 13ª Cia Com Mec(São Gabriel-RS);
  • - 3° Sgt Cav DIEGO SILVESTRE, do 8° R C Mec (Uruguaiana-RS);
  • - Cb ROGÉRIO FLORIANO CARDOSO, do 29º BIB (Santa Maria-RS);
  • - Cb LUCAS LEITE TEIXEIRA, do 3º GAC AP (Santa Maria-RS);
  • - Sd EP LEONARDO DE LIMA MACHADO, do 1º RCC (Santa Maria-RS); e
  • - Sd EP LUCIANO TAGLIA PIETRA ESPIRIDIÃO, da 3ª Cia Com Bld (Santa Maria-RS).

Em nome da Força Terrestre, irmanada com a Nação Brasileira neste momento de dor,
apresento, às famílias enlutadas, nossas mais sinceras condolências. Por meio da 3ª Divisão de Exército, permanecemos prestando todo o apoio para mitigar essas perdas irreparáveis.

Gen Ex ENZO MARTINS PERI
Comandante do Exército

“FREI ORLANDO – SOLDADO DA FÉ”

NOTA DA EDITORA: Para ler a nota na íntegra, clique aqui.

 

Imagens: Depois da guerra

O portal The Atlantic publicou uma coletânea de fotosdos primeiros anos lógo após o fim da Segunda Guerra Mundial. As imagens mostram a derrota nazista, os tribunais e a punição de criminosos de guerra, o retorno dos veteranos para casa, a reconstrução de cidades bombardeadas como Londres e Hiroshima após o primeiro ataque nuclear da História, e mesmo os promórdios de objetos comuns, como uma das primeiras televisões produzidas em série e o primeiro computador.

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FONTE E MAIS IMAGENS: The Atlantic

VEJA TAMBÉM:

 

Leniência na preservação da História

Vistas pelo estrito aspecto físico, as infiltrações e rachaduras que tomam conta da construção de estilo renascentista do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG), representam uma permanente – e grave – ameaça à preservação do acervo da instituição, em torno de 50 mil objetos de arte. Entre as peças ali guardadas, que o tornam um dos maiores museus imperiais do país, estão ícones de episódios que o Império legou à História brasileira, como os trajes da coroação, da maioridade e do casamento de D. Pedro II, roupas da princesa Isabel e esculturas de artistas como Rodolfo Bernardelli, Marius Jean Mercié e outros.

Entre as pinturas, estão o “Tiradentes supliciado”, de Pedro Américo, e obras de artistas brasileiros e estrangeiros, um acervo celebrado internacionalmente. São relíquias que ajudam a entender o nosso passado, mas que, abrigadas num prédio interditado há quatro anos, em razão de danos estruturais provocados por uma inundação, sob risco de desabamento e sem recursos para reparação e manutenção, podem não ser preservadas para o futuro.

Mas o abandono do Mariano Procópio tem significado mais amplo do que a degradação física da instituição. Infiltrações, rachaduras e riscos para obras de arte, retrato comum a outros museus, são símbolos do pouco apreço que se dedica à preservação da memória iconográfica nacional. As goteiras que pingam em Juiz de Fora também inundam de negligência a política de conservação da História e da arqueologia brasileiras.

No início deste ano, um período prolongado de chuvas na Região Sudeste deixou sob ameaça, não só dos efeitos deletérios de infiltrações, mas até de desabamento, quase 30 museus no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Museus. Em maio, um defeito no sistema de ar-condicionado da Biblioteca Nacional, no Rio, provocou um vazamento de água que danificou 2 mil jornais e revistas do acervo de periódicos da instituição. Em 1995, um temporal alagou a sala que abrigava a múmia egípcia do sacerdote Hori, no Museu Nacional, também no Rio. Um buraco no telhado quase provocou a perda total de uma das peças mais valiosas da coleção do museu da Quinta da Boa Vista.

Verbas escassas e/ou leniência quase sempre formam a equação de uma política ineficaz para preservar a memória do país. Aumenta a gravidade da negligência que marca o abandono do Mariano Procópio, e que representou o telhado incapaz de impedir a passagem da água da chuva no Museu Nacional, a particularidade de serem instituições com um simbolismo único na História brasileira. O museu de Juiz de Fora, por ser depositário de farta memorabilia do Império; o museu da Quinta, por ter sido a antiga residência de D. João VI, uma construção de onde emanava o poder na única cidade imperial da América Latina.

Junte-se a isso a falta de medidas simples, mas de grande alcance (turístico e histórico), como, por exemplo, não se dotar uma cidade como o Rio, palco de fatos cruciais da História do país, de sinalização que ressalte a importância de seus monumentos. São, em seu conjunto, demonstrações do pouco apreço pela preservação do passado, um desrespeito à memória do país.

FONTE: O Globo

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Revolta dos 18 do Forte de Copacabana

A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana ocorreu em 5 de Julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Foi a primeira revolta do movimento tenentista, no contexto da República Velha brasileira. Foi feita por 17 militares e 1 civil que reivindicavam o fim das oligarquias do poder.

A Revolta do Forte de Copacabana, também conhecida como Revolta dos dezoito do Forte, foi a primeira do Movimento Tenentista durante a República Velha. O levante ocorrido em julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, capital federal na ocasião, teve como motivação buscar a queda da República Velha, cujas características oligárquicas atreladas ao latifúndio e ao poderio dos fazendeiros, se opunham ao ideal democrático vislumbrado por setores das forças armadas, em especial de baixa patente como tenentes, sargentos, cabos e soldados.

O evento considerado o estopim para a revolta teve origem na disputa eleitoral de 1921 para o cargo de presidente da república. Durante o período, cartas ofensivas ao Exército e ao Marechal Hermes da Fonseca, supostamente assinadas pelo candidato Arthur Bernardes — representante do sistema oligárquico que dominava o país e concentrava o poder nos estados de Minas Gerais e São Paulo, a chamada de política café-com-leite —, tornaram-se públicas.

A Revolta dos Dezoito do Forte e o movimento Tenentista, que eram numa primeira leitura ligados às forças armadas, representavam também a insatisfação de outros estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia com a divisão política existente. Para concorrer contra Bernardes foi lançada a candidatura do fluminense Nilo Peçanha. Outro episódio que contribuiu para a insatisfação conta Bernardes foi a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente do Clube Militar. Detentor da maquina pública, Bernardes venceu com 56% dos votos válidos.

O descontentamento entre os militares era crescente. Diversas unidades do Rio de Janeiro se organizaram para realizar um levante no dia 5 de julho de 1922 contra o presidente em exercício Epitácio Pessoa (mais um representante da oligarquia que dominava o país) e Arthur Bernardes que assumiria o cargo em novembro.

No entanto, apenas o Forte de Copacabana, sob comando do Capitão Euclides Hermes da Fonseca, e a Escola Militar se revoltaram, e foram, dessa forma, facilmente combatidos. Apesar da posição contrária à política café-com-leite, os militares de alta patente acabaram por não aderir ao movimento. A informação chegara até o governo que tratou de trocar os principais comandos militares da capital.

Durante toda a manhã do dia 05, o forte sofreu bombardeio da Fortaleza de Santa Cruz, mas os 301 revolucionários (oficiais e civis) mantiveram-se firmes até que Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos sugeriram que desistissem da luta aqueles que quisessem: apenas 29 decidiram continuar. Para tentar uma negociação, o Capitão Euclides Hermes saiu da fortaleza, mas acabou preso. Os 28 restantes continuaram resistindo. Repartiram a bandeira em 28 pedaços e marcharam pela Avenida Atlântica em direção ao Leme. Dez abandonaram o grupo durante o tiroteio. Os 18 que se mantiveram em marcha foram finalmente derrotados em frente à Rua Barroso (atual Siqueira Campos), na altura do Posto 3 de Copacabana. Apenas Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram. O episódio, mesmo que não bem sucedido, tornou-se um exemplo para militares e civis no país, dando origem a outras revoltas tenentistas como a Coluna Prestes, a Revolta Paulista (1924) e a Comuna de Manaus (1924).

Morreram em combate entre oficiais e praças 12 pessoas no dia 05 e mais duas no dia seguinte num total de 14 mortos.
Nomes de alguns dos militares conhecidos.
- Altino Gomes da Silva, praça ferido em combate. Sobreviveu vindo a falecer em 1999 com 92 anos em Paquetá
- Barbosa Lima, Capitão
- Hipólito José dos Santos, praça morto ainda na noite do dia 05
- Newton Prado, Tenente. Faleceu no dia seguinte diante do Presidente.

FONTE: Wikipedia / COLABOROU: Luiz Filipe Bastos

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Os 18 do Forte

Um ato de amor à Pátria. Espetáculo de Som e Luzes em homenagem aos 90 anos do movimento dos 18 do Forte que será realizado no dia 1º de julho de 2012 às 18h, no Forte de Copacabana.

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1964 – A Verdade

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O Forte estará ABERTO à visitação pública durante todo o feriado, de 17 a 22 Fev 2012, de 9h30 às 16h30. Ingressos R$ 4,00 e R$ 2,00.

 

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Encerramento do Ciclo de Encontros FEBianos de 2011

ANVFEB
Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira

O Presidente da ANVFEB Ten Dalvaro José de Oliveira
tem a honra de convidar para o 9º. Encontro FEBiano

Qui 08 dez 2011 – 15h

Encerramento do Ciclo de Encontros FEBianos 2011
O Brasil na Segunda Guerra Mundial
Cel Art Amerino Raposo F°. – Veterano da FEB

Seguindo-se Confraternização no Salão Nobre
Rua das Marrecas 35 – Centro – Rio de Janeiro

Traje: Esporte Fino
Militares: O Correspondente
Confirmações: anvfeb@uol.com.br

Eng Israel Blajberg
Diretor de RP – Casa da FEB

Nós, integrantes do Clube Militar, relembramos o triste capítulo da História de nosso Brasil e afirmamos que as Forças Armadas, as mesmas de ontem e de hoje, permanecem prontas para impedir a repetição de tão lamentável episódio. Enfatizando a verdade, é importante que não se olvide a torpe Intentona Comunista de 1935.

Há setenta e seis anos, a traição, o assassinato a sangue-frio e a covardia foram os instrumentos utilizados por traidores do solene juramento de respeitar os superiores hierárquicos, de tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados. Mataram camaradas durante o sono, dentro das “casas onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais”, recintos sagrados que compartilhavam com aqueles que os chamavam de irmãos.

A exacerbação da sanha assassina dos militares sediciosos, contra companheiros de farda, foi motivada pela impregnação da ideologia marxista-leninista.

Naquele trágico novembro de 1935, lutou-se, principalmente, na Praia Vermelha e na Escola de Aviação do Exército, no Rio de Janeiro, então Capital Federal. O imponente quartel do 3º Regimento de Infantaria, trincheira do inimigo interno, precisou ser bombardeado pelas forças legais. Combateu-se, também, em Natal e em Recife.

As Forças Armadas mostraram-se, então, como a GRANDE BARREIRA a impedir o intento de transformar o Brasil em ditadura comunista como ocorreu novamente em 1964.

Fanáticos revanchistas, na busca do mesmo objetivo de ontem, procuram, hoje, distorcer aquele, e outros fatos recentes da História. São falsos paladinos da justiça, da liberdade e dos direitos humanos os quais nunca respeitaram.

Cegos pela mesma ideologia de ontem, aproveitando-se das vigentes liberdades democráticas, lançam mão de todos os meios para atiçar a vingança contra os que os derrotaram.
Com a atual “Comissão da Verdade”, tentam disfarçar o ódio, fingindo buscar a conciliação que repudiam e que lhes foi estendida desde a LEI DA ANISTIA.

A presença maciça de cidadãos brasileiros, fardados ou não, na sexta-feira última no evento na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, demonstrou, mais uma vez, o repúdio da população a ideologias que nos afastem da verdadeira democracia.

Fanáticos revanchistas, na busca do mesmo objetivo de ontem, procuram, hoje, distorcer aquele, e outros fatos recentes da História. São falsos paladinos da justiça, da liberdade e dos direitos humanos os quais nunca respeitaram.

Cegos pela mesma ideologia de ontem, aproveitando-se das vigentes liberdades democráticas, lançam mão de todos os meios para atiçar a vingança contra os que os derrotaram.

Com a atual “Comissão da Verdade”, tentam disfarçar o ódio, fingindo buscar a conciliação que repudiam e que lhes foi estendida desde a LEI DA ANISTIA.

A presença maciça de cidadãos brasileiros, fardados ou não, na sexta-feira última no evento na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, demonstrou, mais uma vez, o repúdio da população a ideologias que nos afastem da verdadeira democracia.

Invasão da Ucrânia em 1941

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A Rússia marcou nesta sexta-feira, de maneira discreta, o 20º aniversário do começo de uma tentativa de golpe de Estado que levou ao colapso da União Soviética. Apenas 100 pessoas se reuniram no local, no centro de Moscou, onde milhares de manifestantes e populares estiveram em 19 de agosto de 1991.

A tentativa de golpe partiu naquele ano da linha-dura do Partido Comunista, que colocou o secretário-geral do partido, Mikhail Gorbachev, em prisão domiciliar, enquanto os tanques foram para o centro moscovita. Milhares de moscovitas, contudo, desafiaram os militares e foram para as ruas de Moscou, liderados por Boris Yeltsin, que ganhou fama mundial quando discursou em cima de um tanque.

O golpe fracassou três dias depois e Gorbachev voltou a Moscou, mas sua credibilidade foi solapada. As repúblicas bálticas da Letônia, Estônia e Lituânia anunciaram a separação da União Soviética em semanas e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) desintegrou-se em dezembro de 1991.

O colapso da União Soviética levou a um duro período econômico para os 15 países que fizeram parte da URSS, com privatizações, a falta de regras na economia e na organização da sociedade e o surgimento rápido de uma geração de magnatas, às vezes associados a máfias, que tomaram conta das antigas empresas estatais.

Muitos russos que defenderam Yeltsin em 1991 agora dizem que não fariam o que fizeram se soubessem o que aconteceria à Rússia sob a liderança do mandatário. Mas alguns dos que foram hoje ao centro de Moscou lembram daqueles dias como um momento de orgulho na história da Rússia, mesmo com as enormes dificuldades que vieram depois.

“Fizemos a coisa certa” disse Ludmila Skryabina, que estava de passagem por Moscou em 19 de agosto de 1991, voltando de uma viagem para sua cidade de São Petersburgo, e decidiu ficar. “Após a glasnost, pelo menos descobrimos qual era o nosso passado e sei que é muito pior voltar para ele”.

Nem o presidente russo, Dmitry Medvedev, e nem o primeiro-ministro Vladimir Putin fizeram qualquer menção à data.

As informações são da Associated Press.

FONTE: Estadão

“Por mais terra que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá…”

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“ Aos parentes e amigos. Estou bem. À minha querida filhinha – Papai vai bem e voltará breve”.

A rajada de metralhadora rasgou o peito do Sargento Max Wolff Filho. Instintivamente ele juntou as mãos sobre o ventre e caiu de bruços. Não se mexeu mais. O tenente que estava no posto de observação apertou os dentes com força, mas não disse uma palavra. Quando perguntado se o homem que havia tombado era o Sargento Wolff, ele balançou afirmativamente a cabeça.

Menos de uma hora antes, falara de sua filha, uma menina de 10 anos de idade, e de sua condição de vivo. Pediu para que enviassem um bilhete com os dizeres: “aos parentes e amigos. Estou bem. À minha querida filhinha – Papai vai bem e voltará breve”.

As últimas palavras do sargento – um dos soldados lhe pedira uma faca, e ele respondeu, sorrindo: “Tedesco não é frango”.

Wolff havia partido com seus homens, por sebes e ravinas, percorrendo a denominada “terra de ninguém”.
O primeiro objetivo da patrulha eram três casas, a menos de um quilômetro, que foram atingidas às duas horas da tarde. O grupo cercou as três construções em ruínas e o sargento empurrou com o pé a porta de uma delas, nada encontrando.

Às duas e meia da tarde, a patrulha estava a menos de cem metros do último objetivo: um novo grupo de casas sobre a lombada macia. O Sargento Wolff deu os últimos passos à frente. Então uma rajada curta e nervosa rasgou o silêncio do vale e o sargento caiu de bruços sobre a grama. Os outros homens se agacharam, rapidamente, e os alemães começaram a atirar, bloqueando a progressão dos brasileiros com uma chuva de granadas-de-mão e tiros de metralhadoras. Lançaram, em seguida, foguetes luminosos, pedindo fogos de suas baterias. Minutos depois, os projetis da artilharia nazista assobiavam no ar e explodiam no caminho percorrido pela patrulha.

Por volta das dezenove horas, os homens da patrulha do Sargento Max Wolff Filho retornaram ao PC do 11º RI. Mas ele ficara lá. Quando os padioleiros foram até à “terra de ninguém” recolher os corpos e os feridos, os nazistas os receberam com rajadas impiedosas.

Muitos dos homens que voltavam tinham os olhos rasos de água. O Sargento estava morto.

No estreito compartimento onde Wolff guardava seus pertences, estavam a condecoração que o General Truscott colocara em seu peito, poucos dias antes; a citação elogiosa do General Mascarenhas de Moraes; e o retrato da filhinha, de olhos vivos e brilhantes, como os do pai. Tudo, agora, muito vago.

Este foi um dos dias mais tristes para o Batalhão. Perdeu-se um bravo.

Fatos e Homens na Segunda Guerra – 2ª Edição – Bloch Editora SA – Rio – 1967 – Adaptação do texto de autoria do Jornalista Joel Silveira – Revista Verde Oliva – Edição Histórica – Mai/Jun 1995 – FEB – 50 anos de glória.

Ainda sob o Comando General Zenóbio, o grupamento designado para o ataque de 12 de dezembro, nele compreendido o REGIMENTO SAMPAIO, a dois batalhões, a CIA. Obuzes a disposição da artilharia.

A entrada em linha para o ataque foi feita em véspera, a noite, nas mesma penosas condições de tentativa de 29 de novembro, sob condições atmosférica ainda mais favoráveis. Por surpresa e sem preparação de artilharia, o ataque de veria irromper as 6:30 da manhã, com os Batalhões Franklin e Syzeno a frente e nessa ordem.

Chovera sem parar e uma neblina irritante restringia a dezenas de metros a difícil visibilidade tornando impossível a regulação dos tiros de artilharia e tampouco se poderia contar com a cooperação prevista de aviação, com sacrifício das informações que dela se esperavam. E para agravar mais ainda tantos contratempos, a artilharia que agia para o setor vizinho, quebra o sigilo, desencadeando seus fogos com trinta minutos de antecedência, isto é, as 6:00 horas. Em consequência, o Batalhão Franklin desemboca quase sem tempo de parada, e em trinta minutos ganha a linha de Le Roncole-C. Guanela, (Cias. Amizaut e Farah) enquanto o Batalhão Syzeno, dava a impressão de ter partido com atrazo, (CIA. José Raul) sendo colhido, desde a base de partida (que apenas vinha de atingir, em fim de marcha) por violentas barragem de artilharia e morteiros do inimigo, já alertado e a postos. Todavia o pelotão Galloti (4ª- CIA), consegue ultrapassar a barragem e ás 8:00 horas estava diante de C.Viteline, onde o seu tenente foi então ferido gravemente. O Coronel Caiado pede insistentemente para os ataques Americanos, cujo o comandante responde não poder agir, pois suas máquinas estavam atoladas na lama. Nada mais podia fazer aquele chefe, forçado assim a assistir o combate de seu regimento, sem recursos para nele intervir.

Todavia , no Batalhão Franklim, impulsionado vigorosamente pelo seu chefe, ás 9:00 horas a Cia. Farah  se encontrava audaciosamente diante de C. Zolfo, ( pelotões Bordeaux e Dijiacómo ) já bloqueada pelos fogos de Fornace , e batido de revez, por Mazzancana, enquanto a Cia. Arnizaut , também adentrada ( pelotões Ataída ( Sgt ) e Genito ) se via hostilizada pela retaguarda, pelos fogos C. Viteline.

No Batalhão Syzeno, entretanto , a Cia. Kluge ( 4ª ) tinha, atravessada decisivamente a barragem, mas detidos já, o pelotão Urias e o pelotão Galloti passado de C. Viteline, ( deixadas para traz ) e mais adentrado, o pelotão Apollo da Cia. Waldir (5a- ) em reserva para reforçar ou ultrapassar a Cia. Kluge, que á direita, conseguira progredir até La Cá.
Em curso esta decisão, chega uma informação de que C. Viteline estava abandonada e que já havia tropa amiga em Abetaia e Vale (Batalhão Jacy, do regimento Tiradentes ). Era a garantia do flanco direito do Batalhão Syzeno. Sem embarco, quanto, ás 10:00 horas , a Cia. Waldir vai ultrapassando a Cia. Kluge, com ela se confunde, batidas ambas violentamente não só por C. Viteline como pelos fogos flanqueantes de Abataia e Vale, dadas por desocupadas, provocando confusão e incerteza. Uma lástima este contratempo, por que o Batalhão Franklim já tinha suas avançadas no sopé do Castelo.

A situação se fazia critica para o Batalhão Syzeno. Uma Cia. ( cap. Bueno, então gravimente ferido ) o Batalhão Jacy, se esfacela diante das casamatas de Abetaia, que o inimigo mantia tenazmente. Por outro lado, no Batalhão Franklin, uma informação do escalão superior fazia suspender os potentes fogos de .50 ( pelotão Silva Reis ) com que ele se protegia das resistências de Fornace e Mazzancana, a sua esquerda. É que uma informação chegada dera aqueles pontos como ocupados por tropas amigas, que assim estaria perdendo gente por tropas amigos. O Batalhão Franklin foi, desse modo, forçado a se aferrar ao terreno, para melhor se proteger daqueles pontos, donde o inimigo lhe alvejava de flanco e de revez , rudemente.

As reações imediatas de Fornace e Mazzancaa , de Abetaia e Vale, de flanco e de revez e mesmo de C. Viteline; a indecisão que tais informações causaram, tornaram insustentáveis a situação, diante de um inimigo que resistia obstinadamente. E embora fosse acionada a reserva (Batalhão Cândido ), a pedido do comandante do Sampaio, esta chega fora de qualquer possibilidade eficaz de intervenção. Chovera e a visibilidade era restrita.

Ás 12:30 o ataque é dado como fracassado (principalmente porque tivera os dois flancos expostos ) e as 15:00 horas a situação era a que se segue: No Batalhão Franklin, ( III ) a cia. Farah ( 9a, pelotão Bordeaux, Machado, Cirne e Dijiácomo), muito desfalcada e apoiada no retraimento pelos pelotões Guinemé e Siqueira, da Cia. Amadeu (8a. , mais os pelotões Wilson e Zamora) mantendo Guambaiana com dificudade; e a Cia. Arnizaut ( 7a-, pelotão Rocha, Genito, Nobrega e Ataíde) em 744, fortemente batida de 799. ( pelotões Genito e Ataíde ). A Cia. Floriano ( Petrechos ), na base de fogos ( pelotões Eurípedes, Glauco Mazza e seções Lana e Travassos).Apesar do seu sensível avanço, no recuo, o Batalhão Franklin recolheu quase todos os seus feridos, poucos tendo ficado na palmilhada terra de ninguém.

No Batalhão Syzeno (III), a Cia. Waldir ( 5a-, pelotão Sigismundo, Gibson, Darcidio e bicudo) com o pelotão Sigismundo na região de La Cá e o pelotão Gibson em C. Guanela, detidos; a Cia. Kluge ( 4a, pelotões Urias, Achiles, Rosa e Murilo ) com o pelotão Achiles esfacelado por La Cá, o pelotão de Urias na baixada de Abetaia e um grupo de pelotão Rosas (sgt) á direita de C. Viteleni, todos igualmente detidos; a Cia. José Raul, ( 6a, pelotões Chaon a esquerda de C. Viteleni; a Cia. Celestino, ( petrechos ) em base de fogos (Pelotões Ribeiro, Dias, Hugo, Castro, Filho e Seções Nilton e Walter ). Finalmente, as 15:40, o General Zenóbio passa o comando da frente para o Coronel Caiado de Castro, determinando o retraimento paras as linhas de partida. Estas deveriam ser guarnecidas pelo Regimento Tiradentes, reforçado, e os Batalhões de Sampaio se reagrupariam à sua retaguarda.

Esta infeliz jornada de 12 de dezembro, incontestavelmente o mais duro revez sofrido pela F.E.B, na Itália, e no qual tudo conspirou contra o êxito, trouxe preciosos ensinamento para as operações futuras. Em sã consciência, porém, a ninguém é licito responsabilizar pelos seus fracasso, que se deve creditar, com fato consumado, é realidade da Guerra.
Fracassado o ataque de 12 de dezembro, o esgotado REGIMENTO SAMPAIO do brutal esforço que vinha dependendo, passou ele a um repouso relativo, como reserva de divisão, reagrupando-se entre Sila e Porreta, o P. C. Novamente em Corveta.

Continua….

Fonte: Livro  ”Do Terço Velho ao Sampaio da FEB”

 

Até aqui o Batalhão Uzêda, tendo sido reserva do IV Corpo no ataque americano repetido no dia 25 em Monte Castelo, não tinha sido empregado. Sua estréia se daria no 1º ataque brasileiro aquela posição, em 29 de novembro.

” Impedir que o inimigo tenha visão sobre a Rota 64″, era o objetivo deste ataque, realizado sob o Comando do General Zenóbio da Costa. A realização do dispositivo foi penosa. Feito na noite de 28 para 29, deslocaram-se as unidades por terreno íngreme e escorregadio da lama e das chuvas dos dias anteriores. Alguns deslocamentos tiveram que percorrer 17 kms em 7 horas ocupando a base de partida às 4 da manhã para atacar às seis(a surpresa ordenada , exigia esta movimentação noturna). Ela foi feita com lentidão devido ao péssimo estado do terreno, a escuridão, ao silencioso acesso as bases, encostas acima, a entrada em posição nos sitios exatos e frente aos objetivos a atacar, ao clarear do dia.

Na hora pré-fixada iniciou-se o ataque, seguido de forte proteção de nossa artilharia, às primeiras reações do inimigo. Até o fim da primeira parte da jornada, tudo indicava o êxito. O Batalhão Uzêda progredia satisfatoriamente sobre Castelo e o Batalhão Cândido, do Regimento Tiradentes no flanco direito, avançava sobre Abetaia. Reagindo violentamente, o inimigo provoca fluxos e refluxos no Batalhão Uzêda, que esgota seus recursos manobrando a Cia reserva, afinal detida. A Cia Mandim atingiu com energia e grandes baixas, inclusive a de seu Cap.( substituído pelo Ten, Vilaboim), o ponto forte 803. A Cia Everaldo alcançou também com vigor a região nordeste de C.Viteline com 1 pelotão mais destacado(pelotão Alípio). Por sua vez a Cia Barreto, manobrada, conseguiu atingir, apesar da barragem, com um elemento avançado( pelotão Cavalcante), a região 744. A Cia Arnóbio apoiou da base de fogo com decisão. Tanques em ação.

A noite, o pelotão Paes Leme(Mtr), repeliu um contra ataque que chegou as suas peças, abatendo o Tenente e praças alemães. Foi este o mais duro e pesado ataque realizado pelo Batalhão Uzêda em toda a Campanha da Itália.

No Flanco à direita, o Batalhão Cândido apenas consegue lançar alguns elementos sobre Abetaia. Por último, não podendo se sustentar nas posições já alcançadas, o Batalhão Uzêda vai cedendo à crescente e mortífera reação do inimigo, recuando. O Batalhão Cândido recua também.O adiantado da hora, já escuro, não aconselhavao emprego do Batalhão Silvino, de reserva, e o recuo geral é determinado pelo General Zenóbio, feito em ordem e sob proteção de nossa artilharia, para as posições de partida.

Falhara mais uma vez a tentativa da conquista de Monte Castelo, apesar dos Batalhões estreantes se terem comportado com valor e eficiência combativa. Na noite seguinte, o inimigo tentou 3 contra ataques as posições iniciais de nosso ataque, sendo sempre rechaçados. E na noite de 1 para 2 de desembro, o Batalhão Uzêda foi afinal substituido, passando a Reserva da Divisão, depois de uma estreia viril em que o cansaço e o inimigo foram superiores às suas possibilidades.

* O Batalhão Uzêda teve 150 baixas e o Batalhão Cândido, cerca de 30 baixas.

Continua…

 
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