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A Revision Military mostrou seu novo sistema de proteção balístico para capacete, visor e protetor mandibular BATLSKIN Modular Head Protection System (MHPS). O BATLSKIN MHPS vem sendo desenvolvido por três anos após a empresa receber um contrato do US Amry. O MHPS é instalado no capacete e fica parecido com um capacete de motocicleta.

O sistema ainda precisa ser testado em combate, ser integrado com outros sistemas como fones e microfontes, não atrapalhar a visão e nem a posição de tiro com a coronha no ombro. O conforto e o calor podem ser um problema em local quente.

 

 

Mesmo sob crise em suas finanças, os EUA mantêm 1 mil bases no exterior

Toda a turbulência vivida pela economia mundial tem origem nos Estados Unidos, que ainda não se refez da crise iniciada em setembro de 2008 e que contaminou mercados das potências europeias e de muitos países emergentes, inclusive o Brasil, embora em grau de intensidade menor aqui. Mas ao mesmo tempo em que sua dívida atinge um montante equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 14 trilhões, os EUA insistem em manter cerca de 1 mil bases militares mundo afora, das quais 268 na Alemanha e 124 no Japão, depois de 66 anos do término da Segunda Guerra (2/9/1945). Outros países que abrigam a ostensiva presença norte-americana são Cuba, Paraguai, Colômbia, Iraque (mais de 100 bases), Afeganistão (80), Coreia do Sul, Austrália, Egito, Barein, Grécia e Romênia, entre cerca de 70 nações.

O custo militar dos EUA em 2010 passou dos US$ 800 bilhões, acrescidos de despesas extraordinárias inseridas no orçamento daquele ano pelo presidente Barack Obama no valor de US$ 1 trilhão, o que no total equivale a aproximadamente 13% do PIB do país. Os gastos militares norte-americanos representaram cerca de 45% das despesas globais em 2010. Seus aliados despenderam aproximadamente 28% dos aportes em defesa. Washington e eles, que são normalmente Estados clientes, muitos deles hoje vivendo grave momento econômico (Grécia, Itália e outros), responderam por 73% dos dispêndios militares globais em 2010.

Quando a crise foi tida como séria, no fim de 2008, os EUA mantinham aproximadamente 550 mil soldados no exterior, excluídos os serviços prestados por contratados em alguns países, como no Iraque. Esse número é 10% superior ao de 1985, no auge da chamada Guerra Fria, o que demonstra que o complexo industrial militar norte-americano encontrou justificativas para a manutenção e mesmo expansão do poderio bélico do país, ainda que em fase de distensão do quadro político internacional. Hoje, as Forças Armadas dos EUA contemplam comandos do Pacífico (de olho na China), da Europa (foco na Rússia e na África), central (monitorar e intervir no Oriente Médio) e do Sul (criado em julho de 2008, logo depois do anúncio das grandes descobertas do pré-sal no Brasil).

O historiador inglês Paul Kennedy, em The rise and fall of the great powers (1986), afirma que o grande teste da longevidade do poderio hegemônico no mundo seria no futuro igualmente aplicável aos EUA. Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, com a capacidade de endividamento esgotada e obrigados a emitir moeda para comprar os títulos de sua própria emissão, os EUA hoje dependem financeiramente de países como a China, Brasil e Rússia, fora do G-7. Até quando tais países aceitarão financiar a manutenção de um complexo militar tão oneroso, mantido por um país cuja economia estando, como está, em situação vulnerável, ameaça levar consigo muitas outras ao redor do planeta? Tomara que os EUA, com 46,2 milhões de pobres, consigam se livrar desse imbróglio com as próprias pernas.

FONTE: Estado de Minas

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Domenico Losurdo

Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:

Cartoon de Vicman.1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de “informação” burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra “inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da NATO”; foi “o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi”. Uma peça do International Herald Tribunede 24 de Agosto mostra-nos “rebeldes” que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

2. Trata-se de uma guerra preparada desde há muito tempo. O Sunday Mirror de 20 de Março revelou que “três semanas” antes da resolução da ONU já estavam em acção na Líbia “centenas” de soldados britânicos, enquadrados num dos corpos militares mais refinados e mais temidos do mundo (SAS). Revelações ou admissões análogas podem ser lidas no International Herald Tribune de 31 de Março, a propósito da presença de “pequenos grupos da CIA” e de uma “ampla força ocidental a actuar na sombra”, sempre “antes do desencadeamento das hostilidades a 19 de Março”.

3. Esta guerra nada tem a ver com a protecção dos direitos humanos. No artigo já citado, Lucia Annunziata observa com angústia: “A NATO que alcançou a vitória não é a mesma entidade que lançou a guerra”. Nesse intervalo de tempo, o Ocidente enfraqueceu-se gravemente com a crise económica; conseguirá ele manter o controle de um continente que, cada vez mais frequentemente, percebe o apelo das “nações não ocidentais” e em particular da China? Igualmente, este mesmo diário que apresenta o artigo de Annunziata, La Stampa, em 26 de Agosto publica uma manchete a toda a largura da página: “Nova Líbia, desafio Itália-França”. Para aqueles que ainda não tivessem compreendido de que tipo de desafio se trata, o editorial de Paolo Paroni (Duelo finalmente de negócios) esclarece: depois do início da operação bélica, caracterizada pelo frenético activismo de Sarkozy, “compreendeu-se subitamente que a guerra contra o coronel ia transformar-se num conflito de outro tipo:   guerra económica, com um novo adversário:   a Itália obviamente”.

4. Desejada por motivos abjectos, a guerra é conduzida de modo criminoso. Limito-me apenas a alguns pormenores tomados de um diário acima de qualquer suspeita. O International Herald Tribune de 26 de Agosto, num artigo de K. Fahim e R. Gladstone, relata: “Num acampamento no centro de Tripoli foram encontrados os corpos crivados de balas de mais de 30 combatente pró Kadafi. Pelo menos dois deles estavam atados com algemas de plástico e isto permite pensar que sofreram uma execução. Dentre estes mortos, cinco foram encontrados num hospital de campo; um estava numa ambulância, estendido numa maca e amarrado por um cinturão e tendo ainda uma transfusão intravenosa no braço”.

5. Bárbara como todas as guerras coloniais, a guerra actual contra a Líbia demonstra como o imperialismo se torna cada vez mais bárbaro. No passado, foram inumeráveis as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro, mas estas tentativas eram efectuadas em segredo, com um sentimento de que se não é por vergonha é pelo menos de temer possíveis reacções da opinião pública internacional. Hoje, em contrapartida, assassinar Kadafi ou outros chefes de Estado não apreciados no Ocidente é um direito abertamente proclamado. O Corriere della Sera de 26 de Agosto de 2011 titula triunfalmente: “Caça a Kadafi e seus filhos, casa por casa”. Enquanto escrevo, os Tornado britânicos, aproveitando também a colaboração e informações fornecidas pela França, são utilizados para bombardear Syrte e exterminar toda a família de Kadafi.

6. Não menos bárbara que a guerra foi a campanha de desinformação. Sem o menor sentimento de pudor, a NATO martelou sistematicamente a mentira segundo a qual suas operações guerreiras não visavam senão a protecção dos civis! E a imprensa, a “livre” imprensa ocidental? Ela, em certo momento, publicou com ostentação a “notícia” segundo a qual Kadafi enchia seus soldados de viagra de modo a que eles pudessem mais facilmente cometer violações em massa. Como esta “notícia” caiu rapidamente no ridículo, surge então uma outra “nova” segundo a qual os soldados líbios atiram sobre as crianças. Nenhuma prova é fornecida, não se encontra nenhuma referência a datas e lugares determinados, nenhuma remessa a tal ou tal fonte: o importante é criminalizar o inimigo a liquidar.

7. Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a NATO apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o “Negus dos negreiros”; hoje a NATO exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o “ditador”. Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade. Para clarificar quem hoje realmente exerce a ditadura a nível planetário, ao invés de citar Marx ou Lénine quero citar Emmanuel Kant. Num texto de 1798 (O conflito das faculdades), ele escreve: “O que é um monarca absoluto? Aquele que, quando comanda: ‘a guerra deve fazer-se’, a guerra seguia-se efectivamente”. Argumentando deste modo, Kant tomava como alvo em particular a Inglaterra do seu tempo, sem se deixar enganar pela forma “liberal” daquele país. É uma lição de que devemos tirar proveito: os “monarcas absolutos” da nossa época, os tiranos e ditadores planetários da nossa época têm assento em Washington, em Bruxelas e nas mais importantes capitais ocidentais.

27/Agosto/2011

Domenico Losurdo é um marxista convicto.

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ASV para o Afeganistão

As tropas afegãs gostaram do blindado M1117 ASV (Armored Security Vehicle) e agora irão receber cerca de 500 blindados. Cada um custa cerca de US$ 1 milhão. Os afegãos gostaram por ser mais ágil e menor que os MRAPs usados pelas tropas da OTAN. O ASV é um blindado de reconhecimento e patrulha com quatro tropas. Pesa 15 toneladas e são armados com uma metralhadora de 12,7mm e um lança granadas Mk 19 de 40mm. A Policia Militar do US Army gostava do ASV e queriam dois mil blindados, mas só conseguiram após iniciar o conflito no Iraque.

 

A BAe Systems testou uma “capa invisível” que permite que um veículo se funda com os arredores. O sistema funciona na banda infravermelha é chamado de Adaptiv. O Adaptiv é baseado em camadas de “pixels” hexagonais que podem mudar de temperatura rapidamente. Câmeras filmam o cenário ao redor é mostram uma imagem infravermelha no veículo, permitindo até que um veículo se movendo se funda com o terreno. Outra opção é imitar outro veículo ou mostrar padrões de identificação para evitar fogo amigo.

O sistema foi testado em um blindado CV90. Sistemas anteriores eram pesados, consumiam muita energia ou eram caros. Painéis maiores podem ser instalados em navios ou prédios.

 

 

Testes operacionais com melhorias menores e maiores no MTB (Main Battle Tank) indiano Arjun Mark-I, como parte do programa MBT Arjun Mark-II, foram conduzidos pela DRDO (Defence Research and Development Organisation) no deserto de Rajasthan.

O DAC (Defence Acquisition Council) indiano deu aval ao processo de aquisição de 124 destes carros de combate que serão fabricados pela Heavy Vehicles Factory (HVF), em Avadi, Chennai.

O custo estimado de um MBT Arjun Mark-II, com todos os melhoramentos introduzidos, será de aproximadamente US$ 8 milhões.

O primeiro lote de Arjun Mark-II deve ser produzido em 2015.

FONTE: World of Defense

NOTA DO EDITOR: o programa MBT Arjun Mark-II sofre severas críticas da imprensa local. Uma delas é o custo unitário dos carros (superior ao preço de um Abrams segundo algumas fontes). Leia na matéria abaixo algumas críticas severas ao programa.

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A China negou hoje (segunda-feira) ter fornecido armas ao governo de Muammar Kadhafi em suas últimas semanas no poder, mas assegurou que autoridades líbias visitaram o país asiático em Julho de 2011 para realizar negociações com “empresas interessadas.

Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros respondeu assim às informações de um jornal canadiano, segundo as quais Pequim ofereceu armas ao então líder líbio, e manteve contactos secretos para enviá-las através de Argélia e África do Sul.

“Em Julho de 2011, o governo de Kadhafi enviou alguém à China, sem o conhecimento do governo chinês, para manter contactos com representantes de empresas interessadas”, disse à imprensa a porta-voz Jiang Yu.

“As empresas chinesas não forneceram material militar para a Líbia, de forma directa ou indirecta. Estas empresas não assinaram contratos para a venda de armas (…) à Líbia”, assegurou.

A China “não permite acções que violem as resoluções da ONU”, acrescentou.

FONTE: Angola PRESS

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Gaddafi convoca líbios para a luta armada contra os ‘ratos’

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Um novo áudio do ditador líbio, Muammar Gaddafi, foi veiculado pelo canal de TV Al Orouba nesta quinta-feira. Na mensagem, ele convoca as pessoas a saírem às ruas para lutar contra os “ratos” que trouxeram desgraça para o país. Dessa vez, ele pede aos líbios que tragam mulheres e crianças para “purificar Trípoli”.

A veiculação do áudio chega no momento em que rebeldes cercam um prédio próximo ao antigo complexo militar de Muammar Gaddafi e dizem acreditar que o ditador esteja escondido em um dos apartamentos com seus filhos. As informações são das emissoras de TV CNN e Al Jazeera e da agência Reuters.

Os rebeldes líbios tentam nesta quinta-feira assumir o controle dos últimos bolsões de resistência em Trípoli e se aproximar de Sirte, a cidade natal e reduto do ditador Muammar Gaddafi.

As forças opositoras ao regime entraram em confronto hoje com soldados leais a Gaddafi quando tentavam aumentar a pressão sobre o último importante bastião das forças dele ao longo da costa do Mediterrâneo, disse um porta-voz dos insurgentes. Os rebeldes se aproximam de Sirte e esperam negociar a rendição dos que apoiam o ditador.

As forças de Gaddafi se retiraram nesta semana das cidades petrolíferas de Brega e Ras Lanuf, no leste, seguindo em direção a Sirte. Ontem, os combates prosseguiram em Bab al-Aziziya, nos arredores do complexo residencial do ditador, e no bairro vizinho de Abu Slim, reduto das tropas leais ao regime.

Os rebeldes pareciam controlar o centro da capital, incluindo a praça dos Mártires, antiga praça Verde, símbolo do regime. Durante o dia, as ruas permaneceram quase desertas em consequência da presença de franco-atiradores.

BUSCA POR GADDAFI

Segundo revista francesa “Paris Match”, os rebeldes líbios estiveram perto de capturar Gaddafi ontem.

Segundo o veículo, o ditador se escondia em uma casa em Trípoli, que foi invadida por um grupo de rebeldes. Gaddafi conseguiu escapar, mas acredita-se que ele continue na capital do país. Também há suspeitas de que o ditador tenha fugido para Sirte.

Apesar de Gaddafi e um de seus filhos terem afirmado que o ditador continua na capital, ainda não se sabe seu paradeiro. As forças da Otan, a aliança militar do Ocidente, colaboram com os rebeldes nas buscas do ditador, segundo informou o ministro da Defesa do Reino Unido, Liam Fox. O CNT ofereceu recompensa de US$ 1,6 milhão por Gaddafi, “vivo ou morto”.

Em declarações à emissora Sky News, o ministro britânico confirmou que a Otan “está fornecendo recursos de inteligência e de reconhecimento ao Conselho Nacional de Transição líbio (CNT, órgão político dos rebeldes líbios) para ajudá-los a encontrar Gaddafi”.

“(A Otan) esteve ontem à noite mais ativa do que esteve nos últimos dias, e o Reino Unido estava entre os países que participaram das operações contra os vestígios do regime (de Gaddafi)”, declarou o ministro.

FONTE: Folha de São Paulo, com informações e foto da Reuters (L. Larbi)

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(Juan Claudio Lechín, escritor e jornalista – El Clarín, 09)

1. A nova Lei de Comunicações da Bolívia trabalha dois argumentos. Um é de natureza benévola e o outra de natureza preventiva. A consideração benévola diz que o espaço radio elétrico será repartido equitativamente entre o Governo, as empresas privadas e o povo – sindicatos e comunidades indígenas – com terço cada um. Nenhuma matemática poderia dividir de forma mais precisa por três, mas viés da matemática aplicada à política é que o número não considera quem está no poder. Coincidentemente, o projeto de Lei dos Meios de Comunicação na Venezuela mostra os mesmos argumentos políticos/morais e a mesma matemática equitativa/divisória de 33,33% para cada setor.

2. O argumento preventivo reflete que antes de um motim dos obscuros poderes internacionais, todos os meios de comunicação se colocarão à disposição do Governo, inclusive a internet. Mas este cenário preventivo é na realidade uma versão do fato. Desde que Morales chegou ao governo, o país está em estado de alerta contra “o imperialismo e seus agentes locais” e agora o governo tomou medidas coercivas contra os meios de comunicação privados: capitais venezuelanos compraram o Grupo PRISA (ATB- La Razón) para desmontá-lo; o Governo colocou 600 estações de rádio rurais para fins de propaganda.

3. Associação Nacional de Jornalistas denuncia – “123 ataques físicos contra jornalistas, oito ataques com bombas a locais das mídias, 20 casos de jornalistas feitos reféns e um assassinato”. O artigo preventivo, adicionalmente, considera que durante essa comoção interna (que já existe), o governo poderá grampear sem autorização judicial. Este inciso sensacionalista se parece mais com um fusível para ser revogado caso a opinião pública internacional seja muito crítica, pois mesmo sem essa legislação, já tem sido feito regularmente.

4. Uma técnica, também venezuelana, nesta lei boliviana, é não renovar licenças quando vencidas. Com este dispositivo, o presidente Chávez fechou vários meios de comunicação e, na Bolívia, mais de 300 estações de rádio privadas serão suspensas em 2017, quando expiram suas licenças de emissão. Parece que Morales não tem dúvida de que será reeleito em 2014 para ajustar os “parafusos” soltos.

5. Outro exemplo foi a lei antirracismo de 2010, também benévola, que autoriza o governo a fechar todo meio de comunicação que considerar ter emitido opiniões racistas. Quem julga esses crimes é uma repartição ministerial. Essas leis são para controlar ou para buscar equidade? A verdade é que conceitualmente, para esse modelo político, os meios de comunicação são instrumentos ideológicos e de propaganda, e não de informação. Quem sabe essa consideração ajude a aprofundar nossa percepção dos fatos.

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CARACAS (Reuters) – A Venezuela espera receber da Rússia um empréstimo de 4 bilhões de dólares para a compra de equipamentos militares, disse o presidente Hugo Chávez na quarta-feira.

Desde 2005, Chávez já gastou quase 5 bilhões de dólares na compra de armamentos russos, incluindo tanques, aviões de combate e helicópteros. A oposição critica esses investimentos, alegando que havia outras prioridades.

“Estamos tramitando, e já se aprovou no nível político do governo russo, um crédito de 4 bilhões de dólares. Uma boa parte vem para continuar nos equipando, levantando nossa capacidade de combate, de defesa”, disse Chávez por telefone a membros do seu gabinete.

Ele não detalhou os bancos envolvidos na transação, nem a data em que o empréstimo será efetuado.

Por ordem de Chávez, a Venezuela quase duplicou o seu limite de endividamento público para este ano. Desde 2007, o governo já contraiu empréstimos e linhas de crédito em volumes expressivos junto a nações como China e Brasil. Além disso, o governo e a estatal petrolífera PDVSA realizam frequentes emissões de bônus de dívida. (Reportagem de Marianna Párraga e Daniel Wallis)

FONTE: Reuters

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