Página 2 de 5612345...102030...Última »

Havana, 31 jan (Prensa Latina) A presidenta do Brasil, Dilma Roussef, destacou hoje aqui a importância da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) para o desenvolvimento do continente e o compromisso de seu país com essa cooperação.

Segundo Roussef, a I Cúpula do organismo regional, celebrada em dezembro passado, foi uma reunião imprescindível, ao contar com a presença dos presidentes, premiês ou representantes de todas as 33 nações do México até a Patagônia.

A presidenta, que chegou a Cuba nesta segunda-feira em visita oficial, manifestou que o crescente poder econômico do Brasil, reconhecido internacionalmente, implica também a disposição de estabelecer diálogos e alianças construtivas e pacíficas.

Após render homenagem ao Herói Nacional cubano, José Martí, sublinhou à imprensa que a concepção do gigante sul-americano é manter uma política de paz com todos os vizinhos, no meio de um contexto internacional no qual se sucedem conflitos regionais sistematicamente.

A Celac, cuja II Cúpula ocorrerá em 2013 no Chile, constitui a primeira organização que inclui todos os países latino-americanos, sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá.

O organismo, fortalecido por iniciativas integracionistas como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) e a União de Nações Sul-americanas (Unasul), compreende a cooperação nas áreas econômica, política, social e cultural, segundo recolhe a declaração fundacional.

Nesse sentido, a presidenta ressaltou que a presença do Brasil na América Latina e no Caribe tem que ser cada vez mais forte, em virtude de seu compromisso e obrigação com o avanço da região.

Rousseff, cuja visita à ilha concluirá amanhã, destacou que a cooperação entre Cuba e Brasil constitui uma demonstração do empenho de seu país por auxiliar em todos os processos de aperfeiçoamento dos níveis de vida.

A agenda da presidenta no país caribenho inclui o encontro com o presidente cubano, Raúl Castro.

Havana e Brasília mantêm relações diplomáticas desde 1943 -interrompidas em 1964 e restabelecidas 22 anos depois-, com laços que se fortaleceram a partir da chegada à presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e da própria Rousseff, em 1 de janeiro de 2011.

FONTE: Prensa Latina

Governo acredita que possa ajudar Cuba a transitar para uma economia mais aberta

 

Clóvis Rossi

Não se realizará a visita da presidente Dilma Rousseff a Cuba que está na cabeça de todas as entidades de direitos humanos. Gostariam que a presidente justificasse sua afirmação de que os direitos humanos estariam no centro de sua política externa e, portanto, fizesse pelo menos uma menção à situação na ilha caribenha.

Não fará. O chanceler Antonio Patriota, na sua passagem por Davos, na semana passada, afirmou que Dilma não falaria para os ouvidos dos jornalistas, no que é uma insinuação de que falará aos ouvidos dos dirigentes cubanos.

Duvido. Não combina com o estilo Dilma, ainda mais que Cuba faz parte do museu da memória sentimental da esquerda latino-americana, e Dilma cultiva essa memória, mesmo sendo uma democrata.

Até entendo a posição histórica do Itamaraty, neste como em governos anteriores, de respeitar sempre a soberania de cada país. Mas discordo: direitos humanos são (ou deveriam ser) patrimônio da humanidade e, portanto, devem ser defendidos acima de qualquer fronteira.
Passemos à segunda -e real- visita da presidente. Neste ponto, é preciso desbastar a linguagem diplomática do chanceler Patriota, para quem o objetivo prioritário da viagem é conversar “sobre a atualização do modelo econômico cubano, em busca de maior eficiência”.

Na verdade, o governo brasileiro acredita, desde a administração anterior, que está em condições de ensinar algo de capitalismo a Cuba, privada dele nos últimos 50 e poucos anos. Não é uma vã pretensão. Cuba está dando os primeiros -e tímidos- passos rumo a uma versão caribenha do modelo chinês. Ou seja, economia parcialmente de mercado com ditadura.

Essa transição para o capitalismo, parcial ou não, foi sempre acompanhada de alta da desigualdade, na Rússia pós-soviética, nos países da Europa Oriental e até na China, apesar do formidável crescimento.

O que o chanceler Patriota considera, com grande exagero, “modelo brasileiro” não precisou transitar para o capitalismo, que nunca abandonou, mas conseguiu, com sucesso, sair da ditadura para a democracia, estabilizar a economia e, ao menos, não aumentar a desigualdade, embora não a tenha reduzido (só reduziu a diferença entre salários, mas não entre a renda do capital e a do trabalho, a verdadeira obscenidade).

A mais relevante contribuição brasileira para a transição cubana não será, entretanto, uma eventual aula teórica, mas algo bem mais concreto: o financiamento para a modernização do porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana.
Marco Aurélio Garcia, o assessor diplomático tanto de Lula como de Dilma, acredita que ampliar Mariel só faz sentido se for para o comércio com os Estados Unidos. Hoje, não existe, pelo embargo imposto pelos norte-americanos à ilha.
Logo, ao financiar o porto, o governo brasileiro acredita estar contribuindo para uma aproximação com os EUA (não, como é óbvio, em um ano eleitoral como 2012). Essa hipótese só se tornará possível se Cuba abrir sua economia sem grande tumulto. Se o fizer, mas continuar uma ditadura, não é um problema insolúvel para Washington (vide as relações com a China).

FONTE: Folha de São Paulo

Tagged with:
 

Chanceler brasileiro, Antonio Patriota, afirma em Davos que Dilma evitará tema em viagem. Segundo ele, visita da presidente servirá para dialogar sobre “atualização do modelo econômico cubano”

 

CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A DAVOS

O chanceler Antonio Patriota disse ontem que a situação dos direitos humanos em Cuba “não é emergencial” e, por isso, a presidente Dilma Rousseff não falará sobre o tema em sua visita à ilha na semana que vem.
O ministro ressalvou que ela não falará “para os ouvidos dos jornalistas”, uma maneira evasiva de dizer que talvez fale a portas fechadas aos líderes cubanos.

A tese clássica da diplomacia brasileira é que “resultados positivos [em direitos humanos] não surgem necessariamente da exposição pública”, repetiu o chanceler. O Itamaraty escuda-se nessa tese para evitar se manifestar abertamente sobre direitos humanos.

Patriota relatou uma conversa com autoridades cubanas sobre o assunto em recente viagem à ilha.

Ele não entrou em detalhes, a não ser para elogiar o papel de médicos cubanos para controlar um surto de cólera no Haiti.
Epidemias também são uma forma de violação dos direitos humanos, embora a avaliação usual restrinja o tema a aspectos institucionais e de liberdades públicas. O chanceler adiantou que a visita de Dilma servirá para dialogar a respeito da “atualização do modelo econômico cubano em busca de maior eficiência”.

Ou, posto de outra forma, o governo brasileiro está interessado em colaborar no que seja necessário para a transição cubana de um modelo de economia centralizada e totalmente estatizada para algo mais aberto, ainda que sob controle do Partido Comunista Cubano.

Nesse mesmo espírito, o ponto central da relação Cuba/Brasil passa pela ampliação do porto de Mariel, obra para a qual a Câmara de Comércio Exterior acaba de autorizar o BNDES a desembolsar mais uma fatia.
Tradução, segundo a Folha apurou no governo brasileiro: a ampliação do porto de Mariel só tem sentido se servir para o comércio com os EUA, hipótese inviável ante o embargo norte-americano.

FONTE: Folha de São Paulo

Tagged with:
 

Leon Panetta disse que novo plano desloca a atenção do Pentágono das guerras do Iraque e Afeganistão para Ásia e ciberespaço

 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, anunciou nesta quinta-feira que o Exército americano será “menor e mais enxuto”, com cerca de 100 mil soldados a menos em cinco anos. O pedido de financiamento, que inclui cortes dolorosos em muitos Estados, monta o palco de uma nova luta entre o governo do presidente Barack Obama e o Congresso sobre quanto o Pentágono deve gastar na segurança nacional, enquanto o país tentar conter déficits orçamentários de um trilhão de dólares.

“Não se enganem, as economias que estamos propondo vão impactar todos os 50 Estados e muitos distritos em toda a América”, disse Panetta em uma conferência de imprensa no Pentágono. “Esse será um teste sobre se reduzir o déficit é só conversa ou ação”.

Panetta disse que buscaria US$ 88,4 bilhões de dólares para apoiar as operações de combate no Afeganistão, menos que os US$ 115 bilhões em 2012, em grande parte devido ao fim da guerra no Iraque e à retirada das forças norte-americanas no final do ano passado.

O orçamento começa a concretizar uma nova estratégia militar anunciada pelo Pentágono no início desse mês que pede uma mudança de foco, das guerras terrestres da década passada para os esforços para preservar a estabilidade na região da Ásia-Pacífico e no Oriente Médio.

Isso adiaria a compra de armas como o avião de guerra F-35 Joint Strike da Lockheed Martin’s, o maior programa de aquisição do Pentágono, além de submarinos, navios de assalto anfíbios e outras embarcações.

Os aumentos salariais dos militares começariam a diminuir depois de mais de dois anos de crescimento, e aumentariam as taxas para benefícios do sistema de saúde para militares aposentados, para os que serviram por mais de 20 anos.

Mais equipes de forças especiais, como o Seals que matou Osama Bin Laden, seriam utilizadas ao redor do mundo, acrescentou Panneta. “Nossa abordagem foi usar isso como uma oportunidade de manter forte o Exército no mundo, para não esvaziar a força”, informou Panetta em comunicado, que logo foi rebatido por rivais republicanos no Congresso.

“Levar a nossa estrutura militar de volta para antes do 11 de Setembro coloca nosso país em grave perigo”, disse o senador John Cornyn, um republicano e membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Panetta anunciou que o governo vai solicitar um orçamento para 2013 de US$ 525 bilhões, além dos outros US$ 88 bilhões para operações no Afeganistão, Combinados, esses totais são cerca de US$ 33 bilhões a menos do que o Pentágono está gastando esse ano.

O secretário disse, no entanto, que o orçamento base do Pentágono vai chegar a US$ 567 bilhões em 2017. Nessa ocasião, os orçamentos acumulados de cinco anos serão US$ 259 bilhões a menos do que havia sido planejado antes do governo ter fechado um acordo de corte de déficit com o Congresso ano passado que exige uma redução de US$ 487 bilhões até 2022.

Entre os detalhes, Panetta destacou:

  • O Exército cortará 80 mil soldados, dos 570 mil de hoje para 490 mil em 2017. Esse número é ligeiramente maior do que o Exército antes do 11 de Setembro;
  • O Corpo de Fuzileiros Navais sofrerá uma redução de 202 mil para 182 mil – também acima do nível de antes do 11 de Setembro;
  • A Força Aérea irá aposentar alguns aviões mais antigos, incluindo cerca de 20 aviões de carga C-5A e 65 dos C-130 e;
  • A Marinha manterá a frota de 11 porta-aviões mas aposentará sete cruzeiros antes do planejado e adiará a compra de alguns navios.

O presidente Barack Obama vai pedir que o Congresso aprove uma o fechamento de algumas bases domésticas, embora o prazo para que isso aconteça não tenha ficado claro.

Ao anunciar os planos de reestruturação militar, Panetta afirmou que os EUA iriam manter a habilidade de derrotar “qualquer inimigo em terra” e reforçar as forças especiais.

O plano de gastos da defesa está programado para ser submetido ao Congresso como parte do orçamento total do governo em 13 de fevereiro. A ideia de Obama é uma nova atenção voltada para a Ásia, onde a rápida modernização militar da China tem preocupado os EUA e seus aliados.

FONTE: iG, com AP e Reuters

Carlos Alberto Sardenberg

Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e, em renda per capita, estão entre os dez mais ricos. Considerando apenas os países grandes, os EUA são os mais ricos. Além disso, trata-se de uma democracia. Logo, é esse o modelo a ser copiado, certo?
Mas olhem o momento: uma baita crise financeira e a evidência de que os mais ricos sempre se saem melhor. Na prosperidade, ganham mais, na queda, perdem menos. Além disso, empresas e bancos, na liberdade de mercado, só pensam nos seus lucros, dane-se o povo. Não, esse sistema não serve mais, nem para os americanos.

Passemos, então, para a segunda maior economia do mundo, a China. Crescimento médio anual de 10% ao longo de três décadas! Há empresas privadas, nacionais e estrangeiras, mas as estatais e o governo controlam firmemente os negócios, impondo limites à ganância do mercado. Para os países emergentes, em especial, esse capitalismo de estado seria o modelo ideal para o crescimento rápido e mais equilibrado, certo?

Mas é uma ditadura – e provavelmente o modelo só para de pé nesse ambiente autoritário. O controle do governo gera muitas ineficiências e corrupção, pois os negócios dependem sempre do “apoio” de um governante ou de um dirigente do Partido Comunista. Além disso, além de salários baixos, há muita desigualdade, sim. Em Shangai, o padrão de vida é europeu. No interior, há regiões mais pobres que a África. Não, esse tipo de crescimento não justifica uma ditadura.

Passemos, então, para a Europa, a ocidental, onde se pratica o capitalismo do bem-estar social ou a economia social de mercado. A Alemanha, terceira maior economia do mundo, é o exemplo acabado: democracia, empresas privadas pujantes, mas com forte regulação, e um governo que fornece serviços universais de qualidade. São ricos, livres e têm a proteção do Estado – eis o modelo, certo?

Mas custa muito caro. Isso exige uma carga tributária cada vez mais elevada e, mesmo assim, a dívida dos governos já chegou a níveis insuportáveis. Esse custo e mais o excesso de regulação e de governo retiram competitividade das empresas. Resultado: baixo crescimento, níveis elevados de desemprego, especialmente entre os jovens. As gerações atuais estão protegidas, mas os mais jovens percebem que o futuro não garante a boa vida dos pais. Não, o modelo parece não servir nem para os próprios europeus.

Eis o debate que ocorre mundo afora, inconcluso. Voltaremos ao tema, claro.

FONTE: O Globo

 

Argentina e Chile também assinariam contratos

 

O diretor da empresa estatal russa Rostekhnologii, Sergei Chemezov, informou nesta quarta-feira, 25, que a Rússia pretende fechar contratos para a venda de armamentos para Brasil, Argentina e Chile. Ele afirmou que há a possibilidade de assinar contratos de cooperação técnico militar com os três países sul-americanos.

Em relação a Venezuela, que é o principal comprador de armamentos russos, o diretor informou que não se espera fechar novos contratos por enquanto. Chemezov destacou ainda que em 2011 a Rússia exportou quase US$ 12 bilhões de dólares em armamentos e que, em 2012, este número deve ser superado.

FONTE: Diário da Rússia

Tagged with:
 

1. O Brasil é o mais ambíguo dos países a praticar o capitalismo de Estado, segundo a revista britânica The Economist. Com o líder soviético Vladimir Lênin na capa, a publicação diz que o capitalismo de Estado tem se tornado um modelo ascendente. Estado brasileiro voltou a se fazer presente com força na economia nos últimos anos. “O governo despejou recursos em um punhado de (empresas) campeãs, particularmente no setor de recursos naturais e telecomunicações”, diz a publicação. A Economist afirma que a grande inovação do capitalismo de Estado brasileiro é a prática que chama de “Leviatã como acionista minoritário”.

2. A revista ressalta que o Estado brasileiro é acionista minoritário em uma série de empresas privadas e que, apesar de não ter o controle acionário, o governo tem voz suficiente para mudar o curso dos negócios de acordo com seus interesses. “O capitalismo de Estado frequentemente reforça a corrupção, porque aumenta o tamanho e as opções de prêmios para os vitoriosos”, diz, lembrando que os principais expoentes do modelo ocupam posições nada louváveis no ranking de corrupção da Transparência Internacional: o Brasil está em 73º lugar, a China em 75º e a Rússia em 143º.

FONTE: BBC

1. A esquerda tradicional do PT, desde o início da gestão heterodoxa de Lula, usou a política externa como foco de sua ação político-ideológica. O Itamarati foi repartido entre o ministro e o ex-secretário de relações internacionais do PT e, em seguida, assessor externo de Lula, Marco Aurélio Garcia. Este ficou responsável pela expansão do populismo na América Latina, articulado com Chávez. E ainda mais, pelos contatos com Irã, Líbia, Síria, ditadores africanos, etc. As votações do Brasil no Conselho de Segurança da ONU demonstram isso.

2. Em 2009 foi implementado um outro vetor -desta vez, diretamente partidário e proto-governamental- da política externa do PT. Seus agentes passaram a fazer campanhas eleitorais pela América Latina, levando profissionais de propaganda das campanhas de Lula em 2002 e 2006, e um pacote suavizador da comunicação, replicando a campanha de 2002 no Brasil. Com isso, se ofereceu ao chavismo uma alternativa eleitoral mais eficiente. O discurso ‘hard’ do chavismo foi substituído pela exportação de um modelo vendido eleitoralmente, como mais moderado, de Lula.

3. O PT montou sua caravana eleitoral e iniciou a caminhada pela América Latina, fazendo a campanha dos candidatos bolivarianos, aplicando próteses lulistas. A primeira experiência -bem sucedida- foi em El Salvador, em 2009, facilitada pela futura primeira-dama, militante do PT em SP. A marca radical da ex-guerrilha -FMLN- que levava sempre a derrota e a um teto, foi substituída pela prótese lulista em um candidato da FMLN, âncora de talking show na TV, sem militância partidária. Deu certo; Eleito Fulnes presidente. FMLN no poder.

4. A segunda foi no Peru, em 2011, com o candidato chavista -ex-militar e golpista como ele- Ollanta Humala. Derrotado na eleição anterior, como porta-bandeira do chavismo, mudou de tática. Contratou o porteño-petista Luiz Favre, que montou uma ‘agência’ para fazer a campanha dele. No caso -ainda mais que Fulnes-FMLN- foi uma campanha clonada da de Lula em 2002, com direito a carta aos brasileiros, discursos de moderação, imagens copiadas de TV e coisas no estilo. A campanha também foi vitoriosa. E Favre se mudou para Lima e passou a ser a autoridade oculta ou eminência parda, do governo, segundo a imprensa peruana.

5. Agora, em 2012, vem a re-reeleição de Chávez, com enorme risco de derrota para ele. Dessa vez, diz-se, que irá o próprio Zé Dirceu levando a equipe de João Santana, sem disfarces, para a Venezuela. Como a diferença tende a ser mínima, a prótese que se possa colocar em Chávez poderá ser o elemento que lhe dará a vitória. Assim pensa a caravana eleitoral do PT, com o entusiasmo de Lula.

6. Os recursos para cada campanha dessas são ilimitados, (dizem que) vindos das empresas brasileiras levadas por Lula, com contratos financiados pelo BNDES, América Latina afora.

7. Um novo tipo de política externa -proto-governamental- partidária, que dá a seus parceiros no campo do lula-bolivarianismo o que mais precisam: marketing facial para acesso ao poder. Um imperialismo comunicacional.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, criaram a Comissão Binacional de Defesa, em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Brasília.

O objetivo da comissão é aumentar a troca de informações entre os órgãos de inteligência dos países, especialmente sobre a Amazônia e as perspectivas regionais em matéria de defesa.

Ainda não há informações sobre como a comissão deverá funcionar. As Forças Armadas de cada país deverão se reunir nos próximos dois meses para discutir os detalhes do projeto de cooperação.

“Devemos seguir trocando informação de inteligência entre os governos, discutir um centro integrado de informação para a Amazônia e analisar sob uma perspectiva mais regional o crime transnacional. Estamos centrados em proteger cidadão e negar a mobilidade nos espaços em zonas fronteiriças”, afirmou o ministro Pinzón.

Em maio do próximo ano, Amorim e Pizón se encontrarão em Cartagena, na Colômbia, devido à reunião do Conselho de Defesa da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), e aproveitarão a oportunidade para discutirem os desdobramentos da comissão.

“Nossa visão no continente é de cooperação. Dissuasão é uma visão para fora. Se temos de defender nossos recursos naturais, temos de ter essa visão”, disse Amorim.

INDÚSTRIA DE DEFESA

Na reunião, os ministros ainda discutiram a possibilidade de fortalecer a indústria de defesa no âmbito da América do Sul.

“Fala-se muito da integração das cadeias produtivas do continente. Que isso passe também para a área de defesa. Estamos trabalhando em projetos importantes, como a compra de aviões brasileiros pelas forças armadas da Colômbia e, possivelmente, de cargueiros KC-390. O Brasil também tem interesse em lanchas fluviais colombianas”, afirmou Amorim.

Em fevereiro, uma missão conjunta da Marinha e do Exército irá à Colômbia para examinar as lanchas e verificar se o equipamento preenche aos requisitos e às necessidades brasileiras.

Além das compras, ambos os países examinaram a elaboração de um projeto conjunto de construção de navio fluvial e de veículos aéreos não tripulados.

Pizón informou que pretende formar uma cúpula binacional de empresários para formar alianças estratégicas e apresentar alternativas de geração de emprego no setor. O ministro ainda se encontrará, nesta terça-feira, com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

FONTE: Folha de São Paulo

Sites da Bolsa de Valores de Tel Aviv e de companhia aérea El Al foram derrubados

 

TEL AVIV – Os sites da Bolsa de Valores de Tel Aviv e da companhia aérea israelense El Al foram derrubados nesta segunda-feira, 16, após ataques de hackers. Na noite de domingo, um hacker conhecido como OxOmar, que deu início a uma recente onda de ataques cibernéticos em Israel, anunciou que um grupo de hackers chamado “pesadelo” realizaria o ataque.

Às 10 horas da manhã, horário local, ambos os sites saíram do ar. Tanto a Bolsa de Valores como a El Al esclareceram que os sites em questão são as páginas que dão informações ao público. O site de operações comerciais da bolsa não foi afetado.

O novo ataque ocorre duas semanas depois que OxOmar começou a invadir sites comerciais de Israel e a expor dados de cartões de crédito de cidadãos israelenses. Até hoje o hacker já expôs informações de mais de 30 mil cartões com endereços, números de identidade e nomes dos titulares.

O vazamento dos dados levou centenas de milhares de israelenses a verificar seus cartões e gerou preocupação com uma possível “guerra cibernética” que estaria sendo lançada contra Israel.

Convocação

O ataque desta segunda-feira fortalece os receios de que hackers possam prejudicar a infraestrutura do país por meio de ataques aos sistemas de computadores. No domingo, o porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, Sami Abu Zuhri, tinha convocado hackers pró-palestinos ao redor do mundo a intensificar a guerra cibernética contra Israel.

“A invasão aos sites israelenses abre uma nova frente da resistência à ocupação israelense”, afirmou Abu Zuhri. Na última sexta-feira, um grupo de hackers que se autodenomina “time dos hackers de Gaza”, invadiu o site do Corpo de Bombeiros de Israel.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Danny Ayalon, declarou que os ataques dos hackers “são ataques terroristas” e anunciou que “Israel vai responder com força àqueles que violarem a soberania cibernética do país”. Para a presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento israelense, deputada Ronit Tirosh, a invasão dos sites “é o começo de uma guerra cibernética que poderá paralisar a infraestrutura essencial do país”.

De acordo com a deputada, existe o risco de que ataques cibernéticos danifiquem os sistemas de energia, água, comunicação e distribuição de alimentos em Israel. O governo israelense anunciou a formação de uma Autoridade Cibernética, cuja função é tomar medidas de defesa do espaço virtual do país, porém, de acordo com a imprensa local, o novo órgão ainda não recebeu os recursos necessários para começar efetivamente a trabalhar.

FONTE: Estadão

Tagged with:
 
Página 2 de 5612345...102030...Última »