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Pelo menos quatro mil soldados americanos deixaram nesta quarta-feira o Iraque em direção ao Kuwait, pondo praticamente fim à missão de combate dos Estados Unidos (Iraq Freedom) menos de duas semanas antes do fim do prazo oficial fixado pelo presidente Barack Obama, como confirmou o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

- Nós estamos encerrando a guerra, mas não estamos encerrando nosso trabalho no Iraque – afirmou Crowley ao canal NBC News, que diz que as tropas já cruzaram a fronteira.

Restam 56 mil soldados em território iraquiano, número que será limitado a 50 mil até o próximo dia 31 – quando expira oficialmente o prazo estabelecido pela Casa Branca. As tropas restantes terão a função de apoio e treinamento às forças locais.

Conforme o programado por Obama, as tropas devem deixar gradativamente o Iraque até o fim de 2011, quando se espera que as forças locais sejam capazes de assumir o controle da segurança.

- Nós estamos mantendo a promessa que fizemos. Nossa missão de combate estará acabada no Iraque – afirmou Obama em discurso mais cedo em Ohio. A retirada acontece mais de sete anos após a invasão liderada pelos EUA que derrubou o ditador Saddam Hussein.

Segundo o presidente, até o fim do mês 100 mil tropas terão deixado o Iraque desde o fim de seu mandato.

Até esta quarta-feira, o Departamento de Defesa disse que 4.419 militares americanos morreram desde a invasão do Iraque.

FONTE: O Globo

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Washington se comprometeu nesta quarta-feira a manter a cooperação com Bogotá, apesar da decisão de uma corte da Colômbia de suspender o acordo que dava aos Estados Unidos o direito sobre o uso de sete bases militares, como noticia o jornal colombiano “El Tiempo”.

“Nossa cooperação com a Colômbia continuará de acordo com os convênios pré-existentes”, afirmou Charles Luoma-Overstreet, porta-voz do Departamento de Estado americano para a América Latina.

Segundo ele, Washington espera ouvir do governo Juan Manuel Santos “seus planos para avançar”. Já o ministro da Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, disse que os “convênios são suficientes para manter uma boa relação com o governo Barack Obama”.

Na coletiva de imprensa que concede diariamente, o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, reforçou a posição mostrada pelo colega e declarou que a relação militar com a Colômbia “é muito importante”.

Colômbia e EUA assinaram em outubro de 2009 um polêmico acordo que permitia, por dez anos, o acesso a sete bases colombianas por parte de militares americanos. O objetivo seria desenvolver operações contra o tráfico de drogas e o terrorismo.

Para a Corte Constitucional, porém, o convênio não é uma extensão do tratado assinado entre os dois países nos anos 1950, mas sim um novo. Assim, precisa de aprovação do Congresso e, até lá, estará suspenso.

FONTE: O Globo

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O site Wikileaks foi duramente criticado pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras. Em carta assinada pelo presidente da entidade, Jean-François Julliard, o recente vazamento de 92 mil documentos secretos do exército dos EUA sobre a ocupação do Afeganistão foi tratado como uma “incrível irresponsabilidade”.

“Revelar a identidade de centenas de pessoas que colaboraram com a coalizão no Afeganistão é extremamente perigoso. Não seria difícil para o Talibã e outros grupos armados utilizarem esses documentos para montar uma lista de pessoas para ataques mortais”, diz a carta.

Segundo Julliard, o site Wikileaks já prestou bons serviços no passado, divulgando documentos que expuseram sérias violações aos direitos humanos e às liberdades civis, como um vídeo que mostrou o assassinato de dois funcionários da agência Reuters por militares americanos.

“Tal imprudência deixa em perigo suas próprias fontes e, além disso, o futuro da internet como um meio de informação”, critica Julliard.

Para a organização, a divulgação de milhares de documentos secretos deveria ter sido filtrada para evitar a exposição dos nomes de pessoas envolvidas. “O trabalho jornalístico envolve a seleção da informação. O argumento que o Wikileaks não é feito por jornalistas não é convincente. Wikileaks é um canal de informação e, sendo assim, está sujeito às mesmas regras que outras mídias”, afirma a carta.

FONTE: Comunique-se

O Irã cavou valas comuns para enterrar soldados americanos no caso de um ataque dos EUA ao país, segundo um ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana.

O general Hossein Kan’ani Moghadam disse que as valas foram preparadas na Província do Khuzestão (sudoeste), mesmo local onde o Irã enterrou soldados iraquianos mortos na Guerra Irã-Iraque (1980-1988).

“As valas comuns que usamos para enterrar os soldados de Saddam Hussein, à época o ditador do Iraque agora estão sendo preparadas para os soldados dos EUA”, disse ele.

A declaração foi encarada como uma resposta a especulações de que o Exército americano teria um plano para atacar o Irã, caso o país insista em desenvolver armas nucleares -intenção negada por Teerã- e as sanções ao regime não surtam efeitos.

As imagens, acompanhadas de uma música dramática, revelam fileiras e fileiras de grandes buracos simétricos espalhados por uma região desértica.

Segundo a agência, o Instituto para a Defesa de Valores da Guerra Santa – órgão iraniano que geralmente publica livros e produz filmes sobre a Guerra Irã-Iraque – é o responsável pela gravação e a divulgou para “mostrar simbolicamente que o Irã está pronto para enterrar invasores do seu solo”.

A disputa entre Washington e Teerã se intensificou após a ONU (Organização das Nações Unidas) impor, em junho, um novo conjunto de sanções contra o país persa. Nas semanas seguintes, os EUA adotaram sanções unilaterais ao Irã, assim como a União Europeia.

Em resposta, funcionários da República Islâmica têm ameaçado fechar o estreito de Ormuz -medida que teria enorme impacto no mercado petrolífero global- e atacar Israel e bases americanas no golfo Pérsico caso sejam agredidos militarmente.

FONTE: Folha de São Paulo

 

O presidente Lula assinou decreto, nesta terça-feira (10/8), “internalizando” as sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, frisou que o governo brasileiro é contrário às medidas e que elas não trarão qualquer prejuízo às relações comerciais entre Brasil e o país persa. Segundo o ministro, o decreto envolve apenas as diretrizes da ONU e não as sanções unilaterais adotadas pelos Estados Unidos ou União Européia.

Amorim disse que a decisão do governo brasileiro refere-se apenas às determinações da resolução número 1929 que se relaciona ao comércio de armamentos pesados ou equipamento para produção de energia nuclear. Os acordos no setor de agroindústria, por exemplo, não serão prejudicados. O chanceler brasileiro fez questão de explicar qure as indústrias brasileiras com negócios no Irã têm liberdade de decidirem pela manutenção ou não de seus respectivos negócios. De parte do governo, nenhuma decisão impedirá a continuidade do comércio bilateral.

Isso não afetará profundamente as relações com o Brasil. Peço que prestem atenção na resposta. O Brasil, embora sem concordar com elas e sem concordar com o método neste momento em que o Irã fez uma abertura, está internalizando as sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. As sanções unilaterais, do ponto de vista legal nosso, não nos concernem. Agora não posso dizer que uma empresa que tenha negócio com o Estados Unidos e que prefira não se arrriscar. Isso é um problema da empresa. Não será uma disposição legal brasileira. Não aceitamos as sançoes unilaterais. Nós somos respeitadores das leis internacionais ao contrário de outros que muitas vezes praticam ações unilaterais, que frequentemente criticam o direitos humanos de um lado e financiam governos que violam direitos humanos de outro. Nós seguimos a lei internacional e a lei internacional manda que nós façamos isso.

Na entrevista, Amorim voltou a relatar sobre os procedimentos do governo brasileiro em favor de Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada pelo govereno iraniano a morte por apedrejamento. O chanceler contou também que Colômbia e Venezuela estão em processo de entedimento para o pronto restabelecimento da paz. Além disso, confirmou que um avião da FAB [Força Aérea Brasileira] foi colocado à disposição do presidente do Paraguai, Fernando lugo, para que venha ao Brasil onde se submeterá a tratamento médico para câncer.

FONTE: Blog do Planalto

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1. Foram divulgados os resultados da PDVSA (petróleo/gás/derivados) no ano passado: suas receitas líquidas caíram de US$ 126.364 milhões (2008) para US$ 74.996 milhões (2009), apesar dos altos preços do petróleo no mercado mundial. As receitas da PDVSA representam aproximadamente 90% das exportações totais, 50% das receitas orçamentárias do governo central e de 30% do PIB da Venezuela.

2. Isso mostra a grave crise com que se vem defrontando a Venezuela, que teve uma baixa de 2,9% em seu PIB no ano passado e deverá registrar nova queda neste ano.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Sergio Leo

Por pouco o Brasil não conseguiu uma vitória diplomática na reunião de ministros de Relações Exteriores da União das Nações da América do Sul (Unasul), na semana passada, convocada para tratar da crise entre Venezuela e Colômbia, após a denúncia colombiana de que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia encontram abrigo em território venezuelano. “Por pouco”, na verdade, é um eufemismo, já que o obstáculo à vitória diplomática brasileira, embora isolado, atende pelo nome de Hugo Chávez.

A resistência da delegação venezuelana, na última hora, em aceitar um acordo entre chanceleres frustrou o esforço para transformar o encontro em um sucesso diplomático da Unasul, e deixou apenas um vitorioso, até agora: o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que sai do governo nesta semana com fama de duro contra a guerrilha e narcotráfico, além de ter iluminado com holofotes berrantes o problema do trânsito multinacional das Farc. Não há, agora, agenda possível entre Chávez e o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos que não inclua publicamente o combate à guerrilha na fronteira.

Em Brasília já se dizia que não haveria solução para a crise diplomática antes da posse de Santos, nesta sexta-feira. Mas, antes da intervenção de Caracas, a Unasul caminhava para a solução defendida pelo governo brasileiro, comentada dias antes pelo assessor presidencial Marco Aurélio Garcia: seria divulgada uma declaração anunciando a futura criação de mecanismo conjunto de fiscalização da fronteira Colômbia-Venezuela.

Esse mecanismo reprimiria o trânsito – frequente em toda região amazônica – de contrabandistas, narcotraficantes ou guerrilheiros. Já há até um modelo notável desse tipo de cooperação: a atuação das polícias e forças armadas da Colômbia e Equador, na fronteira, que fechou passagem às Farc por lá. Exemplo notável, porque Equador e Colômbia também já romperam relações diplomáticas por um episódio dramático: em 2008, a Colômbia invadiu território do Equador, matou dirigentes da Farc acampados próximos à fronteira e coletou computadores e documentos ricos em informações da guerrilha.

A pragmática violação do direito internacional foi proveitosa a Uribe: apesar da condenação unânime no continente pela agressão armada a país vizinho, provou que o Equador acolhia guerrilheiros colombianos e forçou o governo equatoriano, após alguns meses de crise diplomática, a colaborar mais ativamente na repressão às Farc. A Venezuela, hoje, debate o temor de que a Colômbia se veja tentada a repetir uma ação do gênero em território venezuelano, com consequências imprevisíveis – especialmente quando o governo Hugo Chávez, à beira de eleições locais e às voltas com dificuldades na economia, usa a alegada ameaça do inimigo externo para acusar oposicionistas de traidores.

A crise entre Equador e Colômbia em 2008 foi resolvida com ajuda da Unasul, que aproveitou para criar o ainda não testado Conselho de Defesa dos países da região, algo inédito por excluir interlocutores de fora do continente, como os Estados Unidos. Ajudou bastante, também, a necessidade do presidente Rafael Correa de provar que, ao contrário do que insinuavam documentos achados nos computadores das Farc, seu governo não era aliado da guerrilha. A reunião de chanceleres da semana passada poderia servir de mais uma demonstração da capacidade dos países da região para resolver seus problemas sem interferência externa.

Chávez já foi consultado antes pelo governo brasileiro sobre a criação, para a Venezuela, de um mecanismo semelhante ao do Equador e ao da Colômbia. Desconversou. Havia a expectativa, em Brasília, que, dessa vez, aceitasse a saída diplomática – que também seria uma solução factível para as escaramuças de fronteira. Aparentemente, o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, que havia discutido o tema em Brasília, chegou a insinuar que aceitaria a proposta; mas, após consultas a Caracas, rejeitou o documento conjunto e a reunião acabou apenas com uma declaração verbal dos equatorianos resumindo “pontos de comum acordo”.

Chávez perdeu uma oportunidade de mostrar engajamento no combate ao trânsito da guerrilha sobre as porosas fronteiras amazônicas. O Brasil perdeu a chance de mostrar a utilidade da Unasul na solução de conflitos regionais. E a Colômbia teve uma vitória moral: ressaltou a necessidade de maior ação dos países vizinhos no combate às Farc em seu território, deixou a Venezuela na defensiva e facilitou a atuação do presidente Juan Manuel dos Santos, que toma posse nesta sexta-feira com declarações conciliatórias de aproximação com a Venezuela e de negociação com a guerrilha.

No governo brasileiro, autoridades importantes acreditam que Uribe quis sabotar a anunciada intenção de Santos de reatamento com Chávez. Tudo indica que acontecerá o contrário, a denúncia de Uribe sobre as Farc na Venezuela deixou Santos em excelente posição para obter apoio dos vizinhos na luta contra a guerrilha. Desejar uma saída razoável dos impasses na Colômbia é torcer pelo êxito do novo presidente.

FONTE: Valor Econômico – 02/08/2010

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SAN JUAN, Argentina (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira, durante a reunião de cúpula do Mercosul, um diálogo com o Irã, e, mais uma vez, manifestou ser contrário à imposição de sanções à República Islâmica por seu programa nuclear.

As relações com o Irã são um tema sensível na Argentina, onde o governo exige a extradição de autoridades iranianas, entre elas o ministro de Defesa, por eventuais vínculos com o atentado, em 1994, que destruiu a sede de uma entidade judaica em Buenos Aires e no qual morreram 85 pessoas.

Nos últimos meses, Lula tem criticado insistentemente as potências do Conselho de Segurança da ONU por terem imposto novas sanções ao Irã, depois de o Ocidente ter rejeitado um acordo que permitia a troca de combustível nuclear com a República Islâmica conduzido pelo presidente brasileiro em conjunto com a Turquia.

“Eu, Cristina, não conhecia o presidente do Irã, até que, uma dia, o encontrei na ONU e decidi conversar com ele”, disse Lula, dirigindo-se à presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, que preside a reunião de cúpula do Mercosul na cidade andina de San Juan.

“O que me deixa profundamente chateado é que nenhum dos presidentes, dos poderosos do Conselho de Segurança, conversou com ele”, acrescentou Lula.

Do Mercosul fazem parte Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de contar com a Bolívia e Chile como sócios não plenos, além da Venezuela, que se encontra em processo de adesão ao bloco sul-americano.

O Ocidente acredita que o programa nuclear iraniano está voltado para desenvolver bombas nucleares, mas Teerã insiste que seu objetivo é gerar energia elétrica.

Lula disse ainda que as sanções são contraproducentes, já que podem afetar empresas de países como o Brasil e a Argentina, mas não as companhias de nações ricas.

Funcionários dos Estados Unidos tem afirmado que a tentativa de acordo ensaiada pelo Brasil e pela Turquia é uma tática do Irã para ganhar tempo.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tem advertido para que países latino-americanos não se aproximem do Irã, afirmando que essa atitude seria uma “má ideia”, com consequencias. (Por Karina Grazina, com reportagem adicional de Juliana Castilla)

FONTE: Reuters / Brasil Online

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que a guerra do Iraque se aproxima do final “como prometido e no prazo”, comemorando o que ele chamou de um sucesso de seu governo, que ocorreria em meio ao persistente instabilidade e incerteza no Iraque. Obama citou o progresso para cumprir o prazo final de retirar todas as tropas de combate do Iraque até o final de agosto. Numa lembrança da situação muito instável no Iraque, ataques a bombas e disparos de armas de fogo mataram 12 pessoas nesta segunda-feira.

“A dura verdade é que nós não vimos o final do sacrifício norte-americano no Iraque”, disse Obama aos veteranos, em discurso na convenção nacional dos Veteranos Americanos, que reúne soldados que foram mutilados na guerra. “Não se enganem: nosso comprometimento com o Iraque está mudando, passando de um esforço militar liderado por nossas tropas para um esforço civil conduzido por nossos diplomatas”, afirmou o mandatário.

O anúncio de Obama vem à tona em um momento no qual a situação no Iraque parece voltar a se deteriorar. O governo norte-americano vem prometendo há dois anos um fim responsável para a guerra no Iraque, atualmente em seu sétimo ano. No entanto, julho foi o mês com mais mortes relacionadas ao conflito em mais de dois anos, segundo números oficiais divulgados pelo governo iraquiano no fim de semana. Ao mesmo tempo, o país árabe encontra-se sem um governo efetivo desde as eleições gerais de março, que terminaram sem um vencedor claro. As diferentes facções políticas do país ainda não conseguiram um acordo para a formação de uma coalizão.

Os EUA manterão uma força de 50 mil soldados no Iraque, a qual deverá ter como missão o treinamento das tropas iraquianas. Sob um acordo negociado em 2008 com o governo iraquiano, todas as tropas dos EUA deverão deixar o país do Oriente Médio até o final de 2011. Há cerca de 65 mil militares norte-americanos atualmente no Iraque. Quando Obama assumiu a presidência, em janeiro de 2009, os EUA tinham 140 mil soldados no Iraque. Em 2007, durante a presidência de George W. Bush, os EUA chegaram a ter 167 mil soldados no Iraque.

FONTE: Estadão

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Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, ignore a ameaça das Farc, diz nota

O gabinete do presidente colombiano, Alvaro Uribe, emitiu nota criticando os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise com a Venezuela. ” Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“É deplorável que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina”, afirmou Lula ontem após se reunir com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Lula se encontrou no começo da semana com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. Ontem, o presidente indicou que pretende negociar uma distensão entre Colômbia e Venezuela com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no próximo dia 7, e Chávez.

A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

FONTE: Estadão

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