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Quase mil militares tiveram os seus dados cadastrais expostos

Hackers brasileiros vazaram neste sábado (18) informações de quase 1 mil membros do Exército Brasileiro. O ataque foi feito pelo Fatal Error Crew – mesmo grupo que atacou o site da presidência da República no início deste ano. Eles próprios fizeram a divulgação para a imprensa, enviando por e-mail um link com vários dados de funcionários da Força Armada.

As informações vazadas pelo Fatal Error Crew contêm o nome, número de CPF, função e um número que, supostamente, tem relação com o cadastro militar de funcionários da corporação. Os dados foram adquiridos por meio de um ataque à base de dados do “Gestor de Controle de Distribuição da Água”.

Consultado sobre a divulgação de informações nesta segunda-feira (20), o Centro de Comunicação Social do Exército informou que o Centro de Coordenação para Tratamento de Incidentes de Rede do Exército já está trabalhando no caso e que os dados não comprometeram a página principal da Força Armada.

Eles conseguiram as informações de um banco de dados do Exército a partir de um ataque conhecido como injeção de SQL. Esse tipo de ação consiste, basicamente, na exploração de falhas que levam usuários avançados de programação a acessar o que quiserem dentro de um banco de dados.

Apesar da divulgação das informações, o grupo, consultado pela reportagem, afirmou que não usará os dados para o mal. “Nós só queríamos expor a falta de segurança dos servidores do Exército Brasileiro.” Além disso, um dos membros do grupo, afirmou que essa não foi a primeira vez em que eles conseguiram acessar dados do órgão e que vários outros sites do Governo do Brasil são vulneráveis.

FONTE: UOL Tecnologia

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Blindados do CFN marcaram presença no local

Sem tiros e sem baixas, o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, foi tomado este final de semana, numa operação que durou cerca de cinco horas, por 750 homens das polícias Civil e Militar, além de fuzileiros navais.

Parte deles subiu a favela protegida em 14 veículos blindados, seis deles da Marinha e não houve reação do tráfico.

A favela, berço da Estação Primeira de Mangueira, é a 18ª a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora no Estado (UPP) e foi classificada pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, como um “local complexo, histórico”.

“Dificilmente as instituições policiais entravam numa área dessas sem haver troca de tiros.

Hoje se conseguiu isso sem disparar um tiro, sem ferir ninguém. A polícia chega mais uma vez para ficar”, afirmou Beltrame.

O secretário defendeu a estratégia de “guerra anunciada”, em que a ocupação tem hora marcada para começar.

“Hoje foi devolvido um território para 20 mil pessoas. Essa é indiscutivelmente uma vitória. A saída dessas pessoas (traficantes) as deixa vulneráveis, porque o espaço de actuação diminui e elas saem das áreas onde tinham domínio. E a polícia, atenta, vai atrás”, afirmou o secretário, que citou a prisão de Luiz Carlos Santino da Rocha, o Playboy, na semana passada, suspeito de ter derrubado um helicóptero da PM, em 2009.

A ocupação começou às 6 horas, antes de o dia amanhecer. Quatro helicópteros, dois deles blindados, sobrevoaram o morro e transmitiram imagens da favela para um centro de comando do Exército. Em seguida, os blindados subiram por diferentes acessos da Mangueira. Na entrada do Buraco Quente, onde funcionava a principal boca de fumo, moradores estenderam um pano branco com a palavra “paz”.

FONTE: Angolapress

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Com a regra, não será possível saber se as obras estouraram ou não o orçamento; governo diz que é “flexibilização”

Brasília. O plenário da Câmara aprovou, por 272 votos a 76, a Medida Provisória (MP) 527/11, que cria mecanismo para manter em sigilo os gastos com obras para a Copa das Confederações de 2013, Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

A MP foi aprovada na forma do projeto de lei de conversão do deputado cearense José Guimarães (PT), mas os deputados analisarão cinco destaques da oposição na última terça-feira (28) do mês. Assim, o texto-base ainda pode ser modificado.

A decisão foi incluída de última hora no novo texto da MP 527, que cria o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), específico para os eventos. Segundo o Ministério das Relações Institucionais, a intenção já estava “implícita” no texto anterior e a mudança apenas deixou “mais clara”. Com a MP, não será possível afirmar, por exemplo, se a Copa de 2014 estourou ou não o orçamento. Ou seja, não haverá limite para o aumento de custos além do valor original. Atualmente, o mecanismo é aplicado em gastos dos cartões corporativos da Presidência da República e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Dos 14 deputados cearenses presentes na sessão, apenas Raimundo Gomes de Matos (PSDB) votou contra a proposta. De acordo com o governo, o regime foi inspirado na legislação britânica – os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012 serão em Londres, na Inglaterra. A Lei de Licitações (8.666/93) continua em vigor e será usada subsidiariamente ao RDC.

Segundo Guimarães, o novo regime dará oportunidade ao Brasil para realizar melhor as obras desses eventos esportivos. “Ao incluir esse regime na MP, estou certo de que faço um grande serviço ao Brasil”, afirmou Guimarães.

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou que “na verdade, o que há é uma flexibilização do sistema de licitação”. Segundo ele, sem prejuízo de fiscalização.

´Caixa-preta´

Para os deputados oposicionistas, a MP “abre brecha” para a corrupção”. “Na prática, esse artigo vai criar uma caixa-preta dos gastos públicos e colocará o Brasil na contramão da tendência mundial de busca pela transparência. Ampla publicidade dos gastos públicos é um dever do Executivo previsto no artigo 37 da Constituição”, afirmou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que apresentou destaque para retirar da MP todos os textos referentes ao RDC.

VIOLAÇÃO DE LEI

Procurador-geral afirma que projeto é ´absurdo´

Brasília. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou, ontem, que a mudança no projeto que criou o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para obras da Copa e das Olimpíadas é absurdo.

“É pouco dizer que seria uma coisa absurda, escandalosamente absurda. Você não pode ter despesa pública protegida por sigilo”, destacou Gurgel.

Segundo o procurador-geral, os interessados na aprovação do projeto estão buscando meios de contornar as exigências legais, uma vez que as obras estão muito atrasadas.

Gurgel também defendeu que o argumento de que os eventos são grandiosos e que por isso merecem flexibilizações é inválido. “Na verdade eu acho que um evento grande impõe que cuidados sejam redobrados”, disse.

Segundo o procurador, essa é uma oportunidade para que o Congresso aprove a lei de acordo com o que permite a legislação brasileira. Ele acredita que as mudanças foram tantas que acabaram inviabilizando a licitação, que é uma exigência legal.

Em maio, um parecer do Ministério Público Federal classificou de “inconstitucional” o texto da medida provisória. De acordo com o parecer, a proposta violava os princípios da “competitividade, isonomia e da impessoalidade”.

FONTE: Diário do Nordeste

O vice-presidente Michel Temer defendeu nesta quinta-feira (16), em Recife (PE), a manutenção do sigilo eterno de documentos oficiais classificados como ultrassecretos e a liberação dos atos secretos, confidenciais e reservados após um prazo determinado.

“A discussão que está se pondo é a seguinte: nos casos dos atos ultrassecretos, dos pontos mais graves para o país apenas três hipóteses seriam passíveis de prorrogações em função do sigilo”, afirmou Temer, referindo-se aos assuntos de fronteira, de segurança nacional e relações internacionais.

“E não significa sigilo eterno, porque daqui a 25 anos pode-se entender que nem essas três hipóteses devam ser mantidas em sigilo. Então, é preciso colocar as discussões nos seus parâmetros corretos. Não é o sigilo de todo e qualquer documento, só dos atos ultrassecretos e, dentre eles, alguns pontos”, disse o vice-presidente.

“Em relação aos atos em geral, eu sou a favor do sigilo por um prazo determinado, e não mais do que isso.”

A posição do líder peemedebista é a mesma da presidente Dilma Rousseff e contrária à bancada do PT no Senado, que defende o fim do sigilo eterno dos documentos ultrassecretos.

Projeto enviado há dois anos pelo governo Lula ao Congresso reduz de 30 para 25 o prazo do sigilo dos papéis ultrassecretos, mas permite a renovação por igual período, indefinidamente.

Emenda aprovada em 2010 na Câmara estabelece, porém, que a renovação do sigilo só pode ocorrer uma vez, o que limita ao máximo de 50 anos o prazo para a liberação das informações.

O governo quer derrubar a emenda no Senado, mas o PT é contra. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considera o sigilo eterno inconstitucional.

GASTOS COM A COPA

Em Recife, onde participou da abertura de um seminário sobre a reforma política, Temer negou que o sigilo imposto pelo governo às informações sobre os orçamentos para as obras da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil, noticiado hoje pela Folha, dificulte a fiscalização dos gastos.

“Na verdade, o que há é uma flexibilização do sistema de licitação, mas com ampla fiscalização”, afirmou ele. “Não significa que não vá haver fiscalização em função dessa flexibilização.”

A decisão de manter em segredo os orçamentos foi incluída na medida provisória 527. Com a mudança, o público não saberá se os valores contratados estão acima ou abaixo do previsto. Apenas órgãos de controle receberão os dados, e quando o governo quiser.

FONTE: Folha Online

Ministra Ideli esclarece que governo não defende sigilo eterno de documentos

A prorrogação do prazo de sigilo em documentos oficiais do governo somente terá validade para casos de ameaça à soberania nacional; à segurança nas fronteiras e grave risco às relações internacionais. A afirmação foi feita pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, nesta quarta (15/6), sobre o PL de Acesso a Informação de autoria do Executivo que tramita no Senado Federal. Para os documentos do período da ditadura, segundo esclareceu a ministra, que neste caso específico referem-se aos direitos humanos, não será negado o acesso.

As explicações da ministra foram feitas na manhã de hoje (15/6) durante a reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS). Conforme informou Ideli Salvatti, quando for solicitada a prorrogação dos documentos nos três casos uma comissão específica analisará cada pedido. A ministra reforçou a importância dos esclarecimentos, já que é necessário deixar explícito que o governo não defende o sigilo eterno dos documentos.

“O projeto original que o governo do ex-presidente Lula encaminhou ao Congresso é muito claro. Não há sigilo eterno. Tem apenas três assuntos: a questão da integridade de território, segurança nacional e relações internacionais, onde é possível pedir a renovação do prazo por mais 25 anos. Então, é este texto que entendemos que é necessário aprovar no Senado”, disse.

Ainda de acordo com a ministra, o texto defendido pelo governo é o “mais adequado”, porque prevê a constituição de uma comissão que ficará responsável por analisar os argumentos apresentados pelo governo quando da renovação do sigilo sobre documentos. “A renovação precisa estar com argumentação forte e ela será votada por um comitê isento que inclusive pode negar a prorrogação para manter o documento em sigilo.”

Entenda o debate

A discussão sobre documentos sigilosos tem como base um projeto enviado ao Congresso Nacional pelo então presidente Lula em 2009. No ano passado, a Câmara aprovou o texto com uma mudança substancial: limitava a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo. Com isso, documentos classificados como ultrassecretos seriam divulgados em no máximo 50 anos. É essa limitação que o governo pretende derrubar agora, abrindo possibilidade para outras renovações do sigilo, porém em apenas três situações específicas: ameaça à soberania nacional; à segurança nas fronteiras e grave risco às relações internacionais.

Poder Legislativo

Ideli informou que combinou com o presidente da Câmara, durante a reunião desta quarta-feira (15/6), que estará semanalmente no parlamento para acompanhar as votações: “A prioridade foi estabelecer rotina da minha presença e da minha relação permanente com a Câmara. É fundamental que isso esteja estabelecido. Minha presença vai ser quase semanal. Diria que quase cotidiana nos dias que temos as deliberações, principalmente nas terças e quartas-feiras.”
Ontem a ministra esteve no Senado com o presidente José Sarney.

Emendas

A ministra comentou também sobre o pleito dos líderes da base aliada do governo no Congresso em relação à liberação de emendas parlamentares. Ela irá tratar “com muita atenção” os pedidos de partidos e aliados, mas reconheceu a incapacidade de atender a todos.

“O desejo é sempre muito maior do que a possibilidade concreta [de liberar recursos das emendas]. Agora, vamos olhar com muita atenção os pleitos que as bancadas e os líderes estão apresentando. Este é o ano que todos temos que estar responsáveis com o equilíbrio fiscal.”

FONTE: Blog do Planalto

Um grupo de militares já possui pelo menos 20 mil assinaturas para a criação do Partido Militar Brasileiro, que reuniria todas as classes da segurança pública, além das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica.

Nesta quinta-feira (16), durante a manifestação do S.O.S. Bombeiros na escadaria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), eles tentaram chegar ao total de 40,3 mil assinaturas, que seria o número necessário para registrar a legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Muitas pessoas assinavam o documento pensando que se tratava do abaixo-assinado visando à “anistia” dos 439 bombeiros presos durante a invasão ao quartel central do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ).

“Mas não era para liberar os bombeiros? Tem certeza? Bom, agora já escrevi meu nome, não tem jeito”, questionou a auxiliar de escritório Fernanda Monteiro, 26, minutos após dar sua assinatura.

Os militantes do Partido Militar Brasileiro esperam conseguir as 20, 3 mil assinaturas que faltam até o fim de junho. Segundo o coordenador regional do PMB, o militar da Força Aérea Gerson da Silva, o grupo – presidido pelo capitão da Polícia Militar José Augusto Rosa – conta com o apoio dos profissionais da saúde e da educação.

Mesmo sem o registro no TSE, eles já traçam uma meta ousada: lançar candidato à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de 2012.
Silva garante que a nova legenda possui plataforma democrática e espera que a visão negativa sobre o período da ditadura militar não influencie o desempenho do Partido Militar Brasileiro nas urnas.

FONTE: UOL

Próxima saída

No casamento da filha de Heráclito Fortes, sábado, em Brasília, um grupo que sabe das coisas garantia: Nelson Jobim pediu para deixar o governo, e Dilma solicitou que ficasse mais um pouco.

FONTE: Coluna do Ancelmo Góis / O Globo

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Decisão da Justiça suspende portarias que permitiam o serviço doméstico

 

Rio – Militares subalternos das Forças Armadas não poderão mais fazer tarefas domésticas na casa de oficiais. A decisão é da 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS) que vale para todo o País. A sentença da juíza Simone Barbisan Fortes deverá entrar em vigor em até 90 dias.

A decisão suspende duas portarias, do Exército e da Aeronáutica, que permitiam utilizar os chamados taifeiros, em atividades exclusivamente domésticas nas casas de oficiais. A iniciativa do processo partiu, no final do ano passado, dos ministérios públicos Militar e Federal. Mais de 600 subalternos nessas atividades. O custo chegaria a R$ 1 milhão por mês.

Podiam usar os serviços oficiais de quatro estrelas, como almirante de esquadra, general de Exército e tenente brigadeiro; de três estrelas: vice- almirante, general de divisão e major brigadeiro; e de duas estrelas: contra almirante, general de brigada e brigadeiro. O Ministério da Defesa informou que se manifestará quando for notificado da decisão judicial.

FONTE: Jornal O Dia

A Força pretende comprar até US$ 4,5 bilhões em mísseis e canhões para proteger estádios de ataques terroristas durante os jogos



PEDRO PAULO REZENDE. COM GERSON MORA E MARCO VERGOTTI (GRÁFICO) E DAVID MICHELSOHN (INFOGRAFIA ONLINE)

O rúgbi é o principal esporte da África do Sul. Em 1995, o país foi sede da Copa do Mundo de Rúgbi. O torneio foi cercado de grande simbolismo. Era o primeiro grande evento esportivo realizado no país, que pouco antes se libertara do regime do apartheid. O jogo final entre África do Sul e Nova Zelândia foi realizado no Ellis Park, em Johannesburgo, com a presença do então presidente, Nelson Mandela.

De repente, um jato Boeing 747 fez um voo rasante, não autorizado, sobre o estádio. O avião tinha a mensagem “Para frente, Springboks!” (um tipo de antílope, símbolo da seleção sul-africana) pintada nas asas. Quem assistiu ao filme Invictus, do diretor Clint Eastwood, conhece essa cena. Em 2014, o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo de Futebol, o maior evento esportivo no país em décadas. Em sigilo, o Exército se prepara para tornar impossíveis surpresas como a da África do Sul.

O Exército iniciou uma licitação internacional para a compra de equipamentos de defesa antiaérea. A previsão é gastar de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões em mísseis, canhões antiaéreos e radares para proteger contra atentados os estádios durante a Copa das Confederações, em 2013, os 64 jogos da Copa do Mundo de 2014 e as competições das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

ÉPOCA teve acesso a um documento de 15 páginas de 26 de janeiro, com o selo “confidencial”, no qual o Comando Logístico do Exército detalha a fornecedores internacionais o Projeto do Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (Projeto Siaaeb). “(O projeto é) destinado à atualização do sistema existente, já bastante defasado, com vistas a atender às exigências da Estratégia Nacional de Defesa e às do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, particularmente em face das obrigações decorrentes da realização no Brasil da Copa das Confederações, em 2013, da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e dos Jogos Olímpicos de 2016”, diz o texto.

Desde que terroristas da al-Qaeda sequestraram e jogaram dois aviões contra as torres do World Trade Center, e outro contra o prédio do Pentágono, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, os organizadores de grandes eventos esportivos internacionais adicionaram a exigência de proteção antiaérea ao planejamento s de segurança.
Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, o Exército chinês cercou os principais centros de competição, inclusive o Estádio Ninho de Pássaro, com seus mais avançados equipamentos. A intenção dos militares brasileiros é aproveitar a oportunidade aberta pela Copa para modernizar a obsoleta força antiaérea nacional. O Exército pretende comprar cinco baterias de mísseis de médio alcance, mísseis de curto alcance, que podem ser lançados do ombro por um soldado, novos radares de detecção e centros de comunicação.

O investimento inclui a modernização de cinco grupos de artilharia antiaérea, equipados com canhões de 35 mm e 40 mm, adquiridos ainda nas décadas de 1970 e 1980. O Exército também vai comprar canhões antiaéreos de calibre 30 mm e complexos de mísseis de curto raio de ação para os novos veículos blindados Guarani e os velhos blindados M-113, usados na ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Os velhos canhões antiaéreos ganharão novos motores elétricos, geradores e sistemas de comunicação em rede de última geração.

É notório que os equipamentos das Forças Armadas brasileiras estão superados. Nas últimas duas décadas, os governos gastaram pouco em armamentos, o que obriga os militares a reciclar e consertar velharias. Hoje, quatro dos cinco grupos vinculados à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, espalhados pelo país, estão equipados com canhões de 40 mm de calibre e centrais que comandam os sistemas de radar e tiro. Eles foram construídos pela Avibras na década de 1980.

O 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, no Rio, usa canhões de 35 mm recebidos em 1977. Uma comparação serve também para mostrar a dimensão do despreparo do Brasil, tanto em qualidade quanto em quantidade. Enquanto o Exército e a Força Aérea Brasileira (FAB) são obrigados a compartilhar cerca de 160 mísseis russos Igla (que podem ser lançados dos ombros por um soldado), o Exército da antiga Iugoslávia disparou mais de 1.000 mísseis desses apenas no primeiro dia das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Kosovo, em 1999. Na América Latina, os especialistas avaliam que apenas a Venezuela possui uma defesa antiaérea adequada, comprada da Rússia.

O sistema que o Exército quer estabelecer na Copa e nas Olimpíadas empregará cerca de 4 mil homens. A cada jogo, o espaço aéreo perto do estádio será fechado pela Aeronáutica. Cerca de 200 homens estarão envolvidos diretamente na defesa aérea e outros 400 darão apoio. Canhões, baterias antiaéreas e homens armados com lançadores de mísseis serão colocados em posições estratégicas do lado de fora dos estádios.

Em um ponto mais alto, será instalado um radar para detectar qualquer movimento nos céus. Em caso de ataque, os primeiros a entrar em ação serão mísseis antiaéreos de médio alcance, que podem derrubar intrusos a até 12 quilômetros. Se um eventual invasor conseguir passar incólume, os canhões ficarão encarregados do alvo. A última linha de defesa será feita por soldados equipados com mísseis que podem ser lançados do ombro, capazes de atingir alvos a até 5 quilômetros de distância. O tempo de destruição de um alvo não poderá ultrapassar 12 segundos.

Há dois anos o Exército estuda o assunto. Trinta e sete fornecedores foram consultados e 27 empresas da China, da França, dos Estados Unidos, da Suécia e da Rússia responderam. Uma comissão analisa o material recebido das empresas. A assinatura dos contratos está marcada para 16 de novembro. O Exército exige que as empresas concorrentes se comprometam a nacionalizar a produção das armas em oito anos.

Para cumprir o cronograma imposto pela Fifa, todo o sistema precisa estar pronto para operar em janeiro de 2014. Por se tratar de uma despesa para a Copa, a despesa com os equipamentos está livre dos cortes de R$ 50 bilhões do orçamento da União, estabelecidos pelo governo federal. Esse freio segurou, por exemplo, a compra de novos caças para a Aeronáutica e de fragatas e barcos patrulheiros para a Marinha.

Caso não consiga reequipar sua defesa aérea dentro do prazo, o governo terá de contratar um país que preste o serviço. Em 2010, a África do Sul preferiu essa alternativa: pagou cerca de US$ 1 bilhão para as forças armadas de Israel protegerem seus estádios na Copa do Mundo. Mas, por enquanto, essa alternativa ainda não está na mesa.

FONTE: Revista Época

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Após prisão de 439 integrantes, categoria continua a protestar por melhores salários

Após um protesto que tomou o Quartel Central na Praça da República, centro do Rio, que terminou com 439 presos na manhã do último sábado, os bombeiros voltaram às ruas em manifestação por melhores salários e, na noite deste domingo, bloquearam a Ponte Rio-Niterói, principal ligação entre a capital fluminense e o município vizinho, por cerca de 15 minutos, de acordo acordo com a concessionária CCR, administradora da via.

Segundo a empresa, cerca de 70 manifestantes saíram de três ônibus e ficaram no vão central, sendo logo reprimidos por funcionários e policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) quando tentavam afixar faixas e cartazes letreiros da ponte usados normalmente para sinalizar condições de trânsito.

O grupo de bombeiros era proveniente dos municípios de Araruama, Búzios, Cabo Frio, Rio das Ostras, localizados na região dos Lagos.

A reportagem do iG entrou em contato com Cabo Gomes, preso no sábado e levado para Jurujuba, na região metropolitana, que informou que os manifestantes que pararam a ponte nesta noite voltavam de visita aos detidos pela invasão do quartel.

O militar também denuncia maus tratos na detenção e reclama que o grupo ficou por mais de 18 horas sem comida desde o momento da invasão do quartel por membros do batalhão de choque da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Tivemos que fazer um S.O.S. humano usando todos os nossos companheiros agachados em um grande campo de futebol, pois estávamos sem alimentação, sem água e autorização para utilizar sequer um banheiro. Somos trabalhadores, militares e exigimos respeito dos nossos governantes”, declara, concluindo que recebe cerca de R$ 950 o que configuraria, em suas palavras, “o menor salário de bombeiro do Brasil”.

Na capital, mais bombeiros promovem desde o início da manhã um acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Eles prometem ficar aquartelados e dizem sair apenas em casos de extrema urgência.

Neste domingo, o governador do Estado, Sérgio Cabral, divulgou nota reiterando sua desaprovação à forma como a categoria se manifestou na tentativa de elevar o piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil. No sábado, Cabral havia chamado os detidos de “vândalos e irresponsáveis”.

Na nota emitida neste domingo, o governador novamente qualifica como irresponsabilidade as atitudes dos bombeiros, ressaltando que os manifestantes levaram “marretas e crianças” para o mesmo local. E diz ainda que são 17 mil bombeiros no Estado “que honram a sua farda jamais levariam crianças como escudos humanos inocentes a um ato contra a ordem pública como este, iniciado com uma invasão do quartel central”.

FONTE: iG* Com reportagem de Vinícius de Oliveira, iG São Paulo

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