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O Forte São Marcelo, cartão postal de Salvador cravado à beira do mar da Baía de Todos os Santos, cenário de tantas batalhas, agora é alvo de uma disputa que não tem cunho militar, mas envolve um coronel da reserva literalmente apaixonado pela construção, cuja primitiva concepção remonta a 1608. O foco da questão é o desejo da Associação Brasileira dos Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos (Abraf) em continuar administrando o espaço-monumento histórico, que corre o risco de ser fechado à visitação pública e ver o embate entre as partes interessadas ser resolvido na Justiça.

“Desde o ano 2000 que a Abraf está à frente do Forte São Marcelo. Durante todo esse tempo vem desenvolvendo ações no sentido de mantê-lo aberto à visitação pública, apesar das dificuldades encontradas. Recebemos em pouco mais de quatro anos, mais de 300 mil visitantes. Desses, 100 mil foram estudantes. Em abril de 2008 solicitamos a renovação do Termo de Cessão de Uso firmado com o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – a 13 de julho de 2000, por mais um período de 10 anos. Desde então, correspondências foram trocadas no sentido de viabilizar tal renovação, o que ainda não aconteceu”, revela o Cel. Anésio Ferreira Leite, diretor presidente da Abraf, em comunicado enviado à Tribuna da Bahia.

Conforme o militar da reserva, a Abraf enviou ofícios ao Governador Jaques Wagner e ao Prefeito João Henrique “solicitando apoio político no sentido de não deixar o Forte de São Marcelo fechar em vista de terem investidos recursos públicos. Caso contrário, o Forte voltará à situação anterior, de ruína. O Gabinete do Governador encaminhou ofício para o Iphan e o Prefeito determinou ao seu Chefe de Gabinete que conversasse comigo e sugerisse providências. Nada foi feito. A nossa preocupação é que não se chegue a um acordo e o Forte venha a fechar, com prejuízo para a cidade do Salvador”, declarou.

O Cel. Anésio Leite disse ter ido a Brasília, “conversar com o Ministro da Cultura ao qual está subordinado o Iphan, que se interessou pelo caso e passou para representantes do órgão a incumbência de providenciar a referida renovação. Nada foi feito”, lamentou o presidente da Abraf que também diz ter encaminhado correspondências para o apresentador Mário Kertisz e a deputada Lídice da Mata abordando o assunto, não obtendo respostas. “Estamos recorrendo ao espírito público dos senhores formadores de opinião, para engajarem-se nessa luta, que não deve ser só da Abraf e sim, de todos os soteropolitanos”, conclui no comunicado.

A Associação Brasileira dos Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos é uma organização sem fins lucrativos e de utilidade pública, criada com o objetivo de defender, proteger e valorizar o patrimônio histórico brasileiro. Segundo o superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim, os processos referentes ao Forte de São Marcelo estão em Brasília sob a autoridade do presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, com o acompanhamento da chefia da Procuradoria Federal do órgão na capital nacional.

“Aqui na sede do Iphan na Bahia, não tramita nenhum assunto, no momento, referente ao Forte de São Marcelo. A não ser um assunto técnico, que diz respeito à restauração da coroa onde está assentado o Forte, que é parte de um processo de licenciamento”, adiantou Carlos Amorim que garantiu à Tribuna da Bahia não existir nenhuma possibilidade do Forte vir a ser fechado à visitação pública.

“O que haverá, seguramente, é a substituição do uso. O Forte pertence à União está sob a guarda do Iphan que o cedeu a esta instituição. Não sendo esta instituição será outra e haverá, provavelmente, um processo de escolha, de seleção, conforme orientação da Procuradoria Federal em Brasília, que em três pareceres sobre o caso identificou irregularidades e pediu a denuncia unilateral do contrato.

Os concessionários sabem exatamente do que se trata por que foram notificados da decisão, após auditoria administrativa realizada anterior à minha posse, ocorrida em 7 de novembro de 2008. O Forte não vai ficar sem uso, porque ele é parte importante no processo de revitalização do bairro do Comércio”, ressaltou o superintendente do Iphan no estado.

FONTE: Tribuna da Bahia

Conseguimos com exclusividade as fotos do novo fuzil IMBEL IA2. Esse fuzil tem a “missão” de substituir o FAL nas unidades do Exército Brasileiro e tudo indica que também irá substituir os fuzis G33 da Força Aérea, além dos FAL e M16 da Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais. O fuzil IMBEL IA2 fará uso de polímero no guarda-mão, punho e coronha.

Principais características:

  • Família de fuzil em 2 Calibres: 5,56 e 7,62mm;
  • uso de polímero no guarda-mão, punho e coronha;
  • a luva isolante (em cor avermelhada) entre o cano e o guarda-mão podendo ser vista na imagem de detalhe do cano do 5,56. A luva também está disponível no 7,62;
  • os zarelhos para fixação de bandoleira do 5,56 diferente do 7,62. Neste último, o zarelho é rotativo e preso no cano. No 5,56, é preso junto ao guarda-mão e localizado em ambos os lados do corpo da arma (em forma de borboleta);
  • os trilhos Picatinny para fixação de acessórios diversos;
  • a coronha do 5,56 (foto com detalhe) retrátil e rebatível;
  • nova ergonomia do punho com um ângulo bem diferente do usado no FAL e PARAFAL;

IA2 762

IA2 556

Detalhe da Coronha 5,56

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Parceria de fabricante com Exército ainda depende do aval do governo

Roberto Godoy

O Comando do Exército e a Avibras Aeroespacial vão desenvolver, em programa conjunto, o sistema Astros 2020, próxima geração do bem-sucedido Astros, conjunto lançador de foguetes de artilharia de saturação.

No novo conceito, a arma passa a incorporar um míssil de cruzeiro com alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TM e munições com maior poder de fogo. O principal avanço todavia é na área eletrônica, toda digital.

O investimento no projeto está estimado em R$ 1,2 bilhão, distribuído ao longo de seis anos.

A parceria com o Exército implica aprovação técnica, mas não financeira. A questão do dinheiro será levada hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Guido Mantega, da Fazenda, deve participar.

O programa é vital para a Avibras. Segundo um relatório a que o Estado teve acesso, sem a encomenda e sem recursos em caixa seria necessário demitir cerca de 600 funcionários da empresa e, na rede de fornecedores, os cortes atingiriam até 1.800 vagas. A carteira internacional, envolvendo países como a Arábia Saudita, Malásia, Catar e Colômbia – todos usuários do Astros II – seria posta em risco pela descontinuidade no atendimento. Há novos negócios em andamento na África, na Ásia e no Oriente Médio.

O presidente da empresa, Sami Hassuani, afirma que “as Forças estrangeiras que empregam o Astros têm acompanhado o desenvolvimento do míssil AV-TM e sinalizado seu interesse – pelas nossas avaliações, essas vendas, combinadas com o pacote de modernização tecnológica necessária, podem chegar a cerca de US$ 2 bilhões”. A expectativa de novas encomendas nas regiões onde a indústria brasileira de defesa trabalha bate em US$ 3 bilhões ao longo dos próximos dez anos.

A disposição do governo é a de firmar com a Avibras um acordo comercial de 60 meses para aquisição de produtos. Isso vai permitir que o grupo negocie garantias bancárias para manter suas operações.

Sindicato. O movimento da organização recebeu o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos. O presidente Vivaldo Moreira Araújo revela sua preocupação “com a manutenção do emprego e da qualificação profissional dos trabalhadores da Avibras, que já foi penalizada pela burocracia do governo no passado recente”, uma referência aos 12 meses que a companhia esperou pela emissão das cautelas exigidas por uma exportação para a Malásia no valor de 212,5 milhões. Por causa da lentidão, a corporação entrou em regime de recuperação judicial. As entregas foram concluídas em junho, junto com um lote de munições e componentes destinados ao exército do Catar.

A Avibras está virando sócia do governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% na forma prevista na Lei n.º 11941/09, por meio da conversão das dívidas. Sami Hassuani garante que “as contas estão em dia; todos os compromissos trabalhistas foram quitados e, da mesma forma, a dívida com os fornecedores – o balanço fechou em azul”.

O faturamento do grupo formado cresceu. Foi de R$ 60 milhões em 2007, bateu em R$ 250 milhões em 2009, “e tem potencial para chegar aos R$ 500 milhões até dezembro”, segundo Hassuani. O Astros 2020 é muito avançado. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite, a central de comunicação, criptográfica. “Trata-se de um conceito novo, sustentado pelo conhecimento já adquirido”, explica Hassuani. “Ele vai se integrar com o míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, na etapa de testes e certificação”, explica ele, para quem “o empreendimento vai permitir ao Exército atuar de forma integrada com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando”.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 04/08/2010

NOTA DO EDITOR: Por que o site da Avibras é tão ruim? Pega muito mal para uma empresa de alta tecnologia ter um site assim.

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PAC do Exército

A corporação se transforma na maior construtora do País ao deslocar 11 mil militares para tocar 80 obras, num valor de R$ 2 bilhões

Guilherme Queiroz

Uma sofisticada pavimentadora de concreto trabalha na restauração da BR-101, na divisa entre a Paraíba e Pernambuco. Importada da Alemanha por R$ 4 milhões, chama a atenção pela lataria camuflada. Ela pertence ao Exército, a construtora encarregada da obra e, nos últimos anos, um dos mais importantes braços executores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O governo tem delegado à farda verde-oliva uma parcela expressiva das obras federais, num portfólio que se destaca não só pelo valor, mas por sua relevância para a infraestrutura nacional. São canteiros distribuídos em rodovias, portos e aeroportos, com orçamento superior a R$ 2 bilhões. Muitas não saíam do papel, em grande parte, devido a irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Para evitar atrasos, o Exército emprega todos os 11 mil homens de sua Diretoria de Obras e Construção em cerca de 80 projetos. O Exército é hoje a maior empreiteira do País, reclama João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias.

A bronca é natural. Poucas construtoras no País têm hoje uma carteira de projetos como a executada sem licitação pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros ou R$ 1,8 bilhão estão a cargo da corporação. Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano.

Os militares refutam as críticas de concorrência desleal. Não estamos aqui para competir com a iniciativa privada. Apenas participamos do esforço do governo para diminuir as diferenças regionais e, ao mesmo tempo, ser instrumento do Estado para regular um mercado em conflito, disse à DINHEIRO o general de divisão Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor de obras e cooperação do Exército. A primeira missão nessa estratégia foi a reforma de três trechos da BR-101, principal rodovia costeira do País. É um bolo de R$ 1 bilhão que as empreiteiras disputaram, mas não saborearam, por conta das sucessivas disputas judiciais.

O governo repetiu a dose em estradas paralisadas havia anos sob acusação de irregularidades ou problemas ambientais. Casos da BR-163, conhecida como Cuiabá-Santarém e da BR-319, entre Porto Velho e Manaus, construída em 1974, mas que, abandonada pelas autoridades, foi absorvida pela Floresta Amazônica. Faremos da BR-319 a primeira rodovia verde, disse à DINHEIRO o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Para as empresas de transporte, a recuperação da deteriorada malha rodoviária brasileira é motivo de comemoração. Vemos com entusiasmo o fim dos imbróglios que retardavam a recuperação de importantes trechos rodoviários, afirma Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte.

Estima-se que, ao serem concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. A corporação não pode lucrar com os serviços que presta. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

O esforço é maior nos aeroportos. A Infraero entregou aos militares as obras de restauração de uma das pistas de pouso e do pátio de aeronaves do Aeroporto Internacional de Guarulhos, avaliadas em R$ 43 milhões, depois de dois anos de paralisação por determinação do TCU. Suspensos por desvio de recursos, os projetos dos aeroportos de Vitória e Goiânia também podem ser concluídos pelo Exército. A transferência era absolutamente indispensável para retomarmos o nosso cronograma operacional, explica Jaime Parreira, diretor de obras da Infraero.

FONTE: Isto É Dinheiro, via Notimp

Operação Atlântico II mobilizou 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por 12 dias

As Forças Armadas brasileiras realizam exercício conjunto na praia de Itaoca, no sul do litoral do Espírito Santo, na última terça-feira (27). A Operação Atlântico II, que termina amanhã, mobilizou 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por 12 dias em uma área que vai do litoral de São Paulo ao arquipélago de Fernando de Noronha. O foco é a defesa dos poços de petróleo da camada pré-sal.

Os militares realizaram exercícios de proteção dos poços de petróleo, da recuperação de plataformas invadidas por terroristas e de ataque a sequestradores.

SAIBA MAIS:

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Reservista ou dispensado?

Qual a diferença entre os dois documentos

Depois de concluído o período no Exército, os homens recebem o Certificado de Reservista; o outro caso é para quem não vai servir às Forças Armadas, porque não está apto ou não havia mais vagas

Guilherme Augusto, de 18 anos, é de Macaparana, na Zona da Mata Norte, e não está conseguindo se alistar no Exército da cidade. E a preocupação faz sentido. É que depois de concluído o período no Exército, os homens recebem um Certificado de Reservista. O documento é exigido para participar de concursos públicos e sem ele, não é possível fazer o Título de Eleitor nem a Carteira de Trabalho.

O artesão Édipo Gomes, por exemplo, já devia estar trabalhando, com carteira assinada e tudo, mas faltou um documento: o CDI, que significa Certificado de Dispensa de Incorporação. Ele é dado a quem não vai servir às Forças Armadas porque não foi considerado apto ou foi considerado, mas havia mais gente do que vagas.

Quem tem algum tipo de deficiência também é dispensado, recebendo o Certificado de Isenção. Já aqueles que serviram às Forças Armadas, na saída, recebem a de Reservista. “Foi ruim não fazer no tempo certo, porque agora tive que correr para me apresentar e pagar multa para poder dar entrada no CDI”, disse Édipo Gomes.

Mas não importa o caso, o alistamento é obrigatório para todos os homens. Eles devem se apresentar no ano em que completam 18 anos de idade. E, para não pagar multa, existe um prazo: de 1° de janeiro a 30 de abril.

O alistamento deve ser feito em qualquer uma das 175 Juntas de Serviço Militar de Pernambuco. Na cidade onde ela não existe, você deve procurar a Prefeitura que é obrigada a informar qual o local mais próximo.

É bom lembrar que, desde 2003, o alistamento é único para o Exército, Aeronáutica e Marinha. Se você tem preferência por alguma, procure a Junta mais próxima de onde estão as bases.

A marinha, por exemplo, fica em Olinda. Para se alistar, são necessários: documento de identidade ou certidão de nascimento, comprovante de residência e duas fotos 3×4 atuais.

“Quem está irregular não consegue tirar o passaporte, a carteira profissional, não pode participar de concurso público, nem assumir um cargo público”, explicou o chefe da Seção de Serviço Militar Regional, Major Marcelo Murga (foto 4).

Multa

Quem deixar de se alistar paga multa. O valor começa em um R$ 1,37 e vai aumentado de acordo com tempo que a pessoa demora para regularizar a situação. Este ano, o prazo terminou no dia 30 de abril, mas quem procurar a Junta Militar, agora, poderá participar da seleção do próximo ano.

O Guilherme Augusto disse que a cidade de Macaparana não tem Junta Militar e que a Prefeitura não dá explicações. Segundo a Prefeitura, o serviço foi criado há dois meses, mas ainda não está inscrevendo porque os funcionários não sabem mexer nos computadores e não há um prazo de quando o atendimento vai iniciar.

A Prefeitura de Macaparana afirmou que oferece transporte para os jovens até a Junta Militar do município vizinho, São Vicente Férrer, que fica a oito quilômetros.

FONTE: pe360graus, via Notimp

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O Brasil voltou a anunciar que se dispõe a cooperar nas negociações por um acordo de paz no Oriente Médio. A posição foi confirmada durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

O presidente Lula foi estimulado a participar de certas conversas (em busca de um acordo de paz) anunciou o chanceler.

Obviamente, essas coisas não permitem reações imediatas.

Amorim também esteve na sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) com o primeiroministro Salam Fayyad, e o chanceler Riad al Maliki. Segundo o diário israelense M a ariv, o chanceler brasileiro deve voltar a se reunir com representantes israelenses para transmitir a resposta da ANP.

No mesmo dia, o premier israelense fez um apelo aos palestinos para que iniciem o quanto antes as conversações diretas com Israel.

Agora é preciso passar sem demora às negociações diretas declarou, acrescentando que EUA e Israel já concordaram sobre a necessidade de passar para este estágio das negociações.

Irã

A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU confirmou o recebimento da carta do Irã comunicando a volta das negociações sobre o acordo de troca de combustível nuclear fora do território iraniano, firmado com a mediação de Brasil e Turquia.

O chanceler brasileiro, que se reuniu com autoridades iranianas no fim de semana, disse que espera sinais claros da comunidade internacional sobre a participação do país nas negociações com o Irã.

É mais importante considerar que, se os 1.200 quilos de urânio levemente enriquecidos pelo Irã já estivessem na Turquia, o mundo estaria muito mais tranquilo considerou.

FONTE: Jornal do Brasil, via Notimp

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As Forças Armadas da Venezuela declararam nesta sexta-feira seu apoio à decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de romper relações diplomáticas com a Colômbia e disseram estar prontas para um possível combate em caso de invasão do território venezuelano.

“A Forças Armadas Nacionais Bolivarianas mantêm sua preparação operacional e estão dispostas a executar as tarefas que forem impostas pelo comandante-em-chefe e presidente da República”, declarou o ministro da Defesa, general Carlos Mata, que leu uma declaração na televisão oficial VTV.

O presidente Chávez ordenou que as Forças Armadas se mantenham em “alerta máximo” na fronteira ante a possibilidade de alguma agressão diante do risco de que o colombiano Alvaro Uribe, “movido por seu ódio contra a Venezuela”, opte por uma ação militar contra Caracas.

“Conte o governo com uma resposta contundente se forças estrangeiras tentarem violar o solo sagrado do maior homem da América”, acrescentou o ministro, referindo-se ao libertador e grande herói venezuelano, Simón Bolívar.

O ministro, assim como outros membros do governo, desmentiu “categoricamente” as declarações do embaixador colombiano na OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Hoyos, de que há 87 acampamentos e cerca de 1.500 guerrilheiros colombianos dentro das fronteiras da Venezuela, sob leniência de Chávez. As acusações levaram o presidente a romper relações com Bogotá.

Combate

Mata assegurou que os esforços dos militares venezuelanos “têm sido enormes” para combater o narcotráfico e a presença de rebeldes em seu território e que é responsabilidade da “oligarquia colombiana” se “existe sangue” na história destes países vizinhos.

Mais cedo, o embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, reconheceu que há guerrilheiros colombianos no país, mas negou apoio aos rebeldes e afirmou que as Forças Armadas venezuelanas não apenas combatem a guerrilha, como já entregaram membros capturados à Colômbia.

Na noite de quinta-feira, o ministro da Defesa afirmou que a situação na extensa fronteira entre Colômbia e Venezuela é “normal”, em declarações concedidas ao término de uma reunião extraordinária do Conselho de Defesa da Nação, organismo máximo consultor do país sobre segurança e defesa.

Ao terminar de ler a declaração, o ministro da Defesa bradou o lema “Pátria socialista ou morte! Venceremos!”, utilizado pelo presidente e pelos militares em seus atos públicos.

FONTE: Folha.com

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Segundo dados do Exército, as armas mais vendidas para os cidadãos comuns são os revólveres e pistolas

O número de armas de fogo vendidas no Brasil aumentou 70% desde a aprovação do comércio de armas em um referendo nacional, realizado em 2005. Segundo dados da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, obtidos pela Agência Brasil, em 2005 foram vendidas 68 mil armas dentro do país. Em 2009, esse número já chegava a 116,9 mil.

Neste ano, completam-se cinco anos desde a realização do referendo nacional, no qual a população decidiria se o comércio de armas de fogo e munição deveria ser proibido no país. A consulta popular havia sido prevista pelo Estatuto do Desarmamento, aprovado dois anos antes, e que impôs regras mais rígidas para o registro de armas.

No referendo, 59 milhões de pessoas optaram por manter o comércio de armas de fogo no país, contra apenas 33 milhões que queriam a proibição. Os dados do Exército mostram que a venda de armas no país – que havia sido reduzida 89% entre 2001 e 2004 devido ao Estatuto do Desarmamento – voltou a crescer depois do resultado do referendo.

Apesar do comércio de armas de fogo no país ainda ser bastante inferior ao de antes do Estatuto do Desarmamento – em 2001 foram vendidas 566 mil armas no país -, os números mostram um crescimento das vendas entre o ano do referendo e o ano passado.

O sociólogo Antonio Rangel Bandeira, especialista em controle de armas da organização não governamental Viva Rio, que defendeu a proibição do comércio na campanha de 2005, lamenta o resultado do referendo e se diz preocupado com o aumento das vendas de armas de fogo.

“O grande problema do crime é a arma pequena, que é comprada em loja ou roubada do cidadão de bem, que, por sua vez, comprou essa arma numa loja. Ao proibir o comércio, você fecharia uma das grandes fontes, para não dizer a maior fonte, que abastece a criminalidade de armas”, disse.

Já o assessor e ex-subdiretor de Fiscalização da DFPC, coronel Achiles Santos Jacinto Filho, minimiza o crescimento apresentado pelos números do Exército. Segundo ele, o crescimento nos últimos anos, que teve um pico em 2008 com a venda de 133,7 mil armas e uma leve queda em 2009, não foi tão expressivo.

O coronel acredita que o comércio de armas deverá se estabilizar e não alcançará níveis como os do início da década de 2000. “O aumento, principalmente em 2008 e 2009, se deveu a alguns fatores como a autorização para que os policiais pudessem adquirir armas do calibre .40. Então houve umas aquisições que são reflexo disso. Mas a tendência é que se mantenha uma estabilidade no comércio”, afirma o coronel.

Segundo dados do Exército, as armas mais vendidas para os cidadãos comuns são os revólveres e pistolas, nos calibres 32, 38 e 380. Já os policiais e militares adquirem mais as pistolas 9 milímetros e .40.

Os dados do Exército, que se referem às armas nacionais vendidas dentro do país, mostram a seguinte tendência: em 2001 foram vendidas 566,2 mil armas no Brasil. Esse número caiu para 313,2 mil em 2002 e para 115,9 mil em 2003 (ano do Estatuto), atingindo 63,6 mil no ano seguinte. Em 2005, o comércio começou a subir: 68 mil.

A trajetória de crescimento se mantém até 2008, com 81,2 mil armas vendidas em 2006, 92,7 mil em 2007 e 133,7 mil em 2008. Em 2009, as vendas caem para 116,9 mil, ou seja, 70% a mais do que em 2005.

A Agência Brasil também teve acesso aos dados de armas importadas pelo país – exceto aquelas importadas pelas Forças Armadas. O comércio de armamento importado no Brasil também mostra crescimento entre 2009 e 2005. Em 2009, o Brasil importou 3,2 mil armas, isto é, quase três vezes mais do que em 2005, quando foram importadas 1,1 mil.

FONTE: Agência Brasil

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Governo estadual paga R$ 450 mensais a 55 ex-combatentes e cerca de 600 viúvas

Os veteranos da Revolução Constitucionalista de 1932 que dependem de pensão especial do Estado – são 55 ex-combatentes e cerca de 600 viúvas, quase todos com mais de 90 anos – afirmam passar por privações ou precisar de suas famílias para sobreviver porque recebem apenas R$ 450 mensais de pensão. Segundo eles, o governo paulista reluta em reajustar o valor.

“Essa é a demonstração da importância que nosso governo dá a esses valorosos homens, muitos dos quais foram para a batalha com menos de 18 anos, como foi o caso de meu pai”, diz a professora aposentada Neide Gumbis de Souza Belluco, filha e sobrinha de soldados voluntários. Residentes em Piracicaba, ela e a irmã sustentam a mãe, viúva, de 89 anos, pois a pensão não é suficiente nem para os remédios.

O secretário da Sociedade dos Veteranos de 1932 – MMDC, coronel Mário Fonseca Ventura, cujo pai lutou no Túnel da Mantiqueira, diz que a situação só não é pior porque muitos ex-combatentes pertenciam ao Exército ou à Força Pública (atual PM) e recebem pensões dessas corporações. É o caso do presidente da sociedade, capitão Gino Struffaldi, de 96 anos, que servia como radiotelegrafista no Forte de Itaipu, em Santos, quando as tropas federais de São Paulo apoiaram os constitucionalistas.

“Não sofremos baixas, mas a Fortaleza de Itaipu foi bombardeada pela Aviação Naval, da Marinha do Brasil, que danificou as instalações”, conta o capitão Gino. “Nossa unidade mandou quatro canhões para a frente de batalha e armou com outro canhão um trem blindado construído pelos paulistas”, acrescenta. Cada canhão saía com cinco ou seis homens, armados de fuzis, o que deixou a guarnição desfalcada.

O soldado Oswaldo Diana, de 101 anos, também não tem pensão especial porque deu baixa na Força Pública para trabalhar como técnico eletricista na indústria. “Eu me aposentei pelo INSS, mas acho que teria direito a receber a pensão, porque lutei no Vale do Paraíba e participei de três combates”, diz. Em 23 de maio de 1932, quando foram assassinados os heróis do MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), ele estava no Quartel General, vizinho de sua unidade, o Batalhão Tobias de Aguiar.

“Aplaudimos nossos heróis no desfile de 9 de Julho, mas não reconhecemos, com essa pensão inferior ao salário mínimo regional (de até R$ 580), o mérito daqueles que lutaram nas trincheiras”, afirma o deputado estadual Sérgio Olímpio Gomes (PDT), major reformado da PM, que há três anos tenta convencer o Executivo a encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de reajuste, cuja iniciativa precisa ser do governador. O Estado não comentou as queixas.

A Sociedade dos Veteranos espera que ao menos o governo equipare a pensão ao salário mínimo. “Seria já uma conquista, embora fosse mais justo dobrar o valor atual”, afirma o coronel Ventura. Como secretário, ele sabe da angústia dos que têm de sobreviver com os R$ 450. “As viúvas são obrigadas a entrar com um processo na burocracia do Estado para comprovar a morte do marido”, diz. Segundo ele, muitas morrem antes.

FONTE: O Estado de São Paulo

 

RIO – A Polícia Federal tem planos para usar um avião não tripulado para vigiar a cidade e, principalmente, as favelas do Rio em 2014. Para isso, pretende comprar 14 aeronaves e montar quatro bases de operações no país. Pelo menos um avião será usado em operações de combate ao tráfico na cidade. Batizada de Vant (veículo aéreo não tripulado), a aeronave é capaz de voar por 37 horas ininterruptas, cobrindo mais de mil quilômetros.

Durante o vôo, o aparelho pode fotografar ou filmar com nitidez pessoas ou objetos no solo, de uma altura que pode chegar a 30 mil pés (cerca de dez quilômetros). A primeira fase, considerada de testes, já começou: o Vant tem patrulhado os limites do Brasil, com especial atenção para a fronteira com o Paraguai, no combate ao tráfico de armas e drogas e ao contrabando.

Também pensando na Copa do Mundo do Brasil, a PF enviou para a África do Sul oito policiais, lotados nos setores de imigração; inteligência; segurança de dignitários e antibomba, e ainda um servidor que atuou como adido. Os policiais tiveram como missão, segundo informou a PF, fazer análise crítica da estrutura de segurança adotada pela África do Sul, visando a coleta de informações que podem ser úteis no planejamento estratégico e operacional da PF para a Copa do Mundo de 2014.

FONTE: O Globo

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Ele foi morto em troca de tiros com policiais da Dcod. Militar era considerado foragido da Justiça

Apontado pela polícia como um dos maiores comerciantes de armas e munição do Rio, o sargento do Exército Volber Roberto da Silva Filho, de 39 anos, foi morto na madrugada desta quinta-feira (1º) por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), em um motel em Jacarepaguá, na Zona Oeste. As informações são do delegado Marcus Vinicius Braga, da Dcod.

Ao perceber a presença dos policiais, Volber teria reagido e, na troca de tiros, foi morto. Com ele, os agentes apreenderam duas pistolas e um caderno de contabilidade com a movimentação da venda de armas e munição.

Volber era considerado foragido da Justiça. De acordo com as investigações, ele fornecia armas e munição para várias favelas do Rio, e era investigado também pelas delegacias de Armas e Explosivos (Drae) e pela Delegacia de Armas da Polícia Federal.

FONTE: G1

 

Dias piores virão

General Petraeus diz que guerra no Afeganistão deve recrudescer e deixa retirada em aberto

Fernando Eichenberg

Em audiência ontem na Comissão de Serviços Armados do Senado americano, o general David Petraeus, novo comandante das forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, reiterou que os combates na região se tornarão ainda mais intensos nos próximos meses até que a situação possa melhorar. O general confirmou, no entanto, o início da retirada de soldados americanos para julho de 2011, mas de “maneira ordenada” e numa “redução responsável”.

Senadores republicanos e também democratas têm questionado o prazo estabelecido pelo presidente Barack Obama para deflagrar a etapa de regresso das tropas. Os parlamentares argumentam que será muito difícil alcançar a vitória quando os talibãs já sabem que, em meados do ano que vem, os americanos começarão a bater em retirada.

— É a data quando começa o processo, e não a data em que os EUA correm para a porta de saída — observou Petraeus.

O calendário foi estabelecido segundo as projeções de novos avanços contra as forças talibãs até julho de 2011.

— Estamos fazendo o humanamente possível para conseguir essas condições — enfatizou o general.

O novo comandante garantiu, no entanto, que o compromisso das tropas no Afeganistão será “duradouro”, e previu “muitos anos” até que o controle possa ser totalmente transferido para as forças de segurança locais.

Corrupção afegã pode ser obstáculo

Os senadores manifestaram igualmente suas preocupações com as denúncias de crescente corrupção envolvendo o entourage do presidente afegão Hamid Karzai — autoridades americanas estimam em US$ 1 bilhão o valor do desvio anual em espécie para fora do país. Petraeus, entretanto, manifestou seu apoio ao líder local, e sublinhou a necessidade da busca de unidade nos esforços de guerra entre oficiais afegãos, civis e militares do governo Obama e líderes da Otan.

Para o senador republicano Roger Wicker, a Casa Branca deve enviar claros sinais ao governo de Cabul de que não tolerará a transigência com a corrupção no país.

— Karzai não é o melhor do mundo, mas é o que temos, e temos de tratar com ele — ponderou o parlamentar.

Um novo relatório do governo de Washington aponta que os militares americanos superestimaram a capacidade das forças de segurança afegãs — Exército e Polícia — essenciais para a estratégia da guerra e a diminuição das tropas estrangeiras no país.

Em seu pronunciamento, Petraeus endossou as linhas gerais da estratégia de guerra adotada pelas forças de coalizão, o que já era esperado.

Como chefe de seu antecessor, general Stanley McChrystal — afastado do comando na semana passada por causa de suas críticas a membros do governo publicadas na revista “Rolling Stone” — Petraeus foi em grande parte mentor das táticas de contrainsurgência no Afeganistão.

Mas o general deu sinais de que poderá revisar os atuais limites impostos aos ataques dos soldados americanos para evitar a morte de civis, alvo de críticas entre as tropas e parlamentares, ao afirmar que irá “analisar seriamente” a questão.

— Focar na segurança da população não significa, no entanto, que não vamos perseguir o inimigo. Proteger a população requer inevitavelmente matar, capturar ou rechaçar os insurgentes.

Nossas forças têm feito isso e continuarão fazendo — assegurou. — Aqueles que estão lutando devem ter todo o apoio de que precisarem enquanto estiverem em situação difícil.

Durante a audiência no prédio do Capitólio, manifestantes, em silêncio, exibiram cartazes de protesto, coloridos de rosa, com os dizeres “Novo general, velha guerra” ou “Parem de financiar a guerra”. Junho já é o mais sangrento mês para as forças internacionais desde o início da guerra, em 2001, com quase 100 mortos.

FONTE: O Globo, via CCOMSEx

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A 2ª Companhia de Fronteira do Exército, policiais Militares e Civis, Rotai (Rondas Ostensivas Táticas do Interior) e Polícia Militar Ambiental realizam esta semana em Porto Murtinho a “Operação Atalaia”.

Esta é a segunda vez este mês que os militares fazem exercícios como esse no município, para patrulhar a região de fronteira e inibir o furto de gado e possíveis ações de grupos guerrilheiros do país vizinho, o Paraguai.

O patrulhamento se fez necessário também depois que moradores da região sul de Porto Murtinho relataram terem se deparado no local com possíveis integrantes do grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio, o EPP.

Além de orientar os moradores da região para observarem e contactar a Polícia caso notem algo diferente, a intenção dos Policiais Militares é ocupar a extensa área do município que faz divisa com o Paraguai e que é formada pela bacia pantaneira.

O resultado da “Operação Atalaia”, que começou na segunda-feira, será divulgado na próxima sexta.

FONTE: Campo Grande News, via CCOMCEx

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Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conversou nessa segunda-feira (21) com representantes do governo do Irã, em Viena (na Áustria), sobre os efeitos das sanções impostas ao país pelas Nações Unidas, os Estados Unidos e a União Europeia. Nas conversas, o chanceler reiterou que o governo brasileiro aguarda manifestações concretas dos iranianos para definir eventuais negociações.

Para Amorim, não é o momento de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter uma atuação proativa em relação às negociações, de acordo com os representantes brasileiros que acompanharam a conversa. O chanceler ressaltou que o Brasil mantém a posição de defesa do diálogo e da busca por um acordo negociado, evitando medidas restritivas e punitivas.

O chanceler conversou com os emissários do presidente Mahmoud Ahmadinejad no mesmo dia em que a Agência de Energia Atômica do Irã proibiu a entrada no país de dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), ligada às Nações Unidas. Eles pretendiam visitar as instalações das usinas nucleares iranianas.

Os especialistas iranianos afirmaram, porém, que os dois estrangeiros produziram um relatório técnico baseado em informações falsas sobre o programa nuclear do país. Para parte da comunidade internacional, o Irã mantém de forma secreta a produção de armas atômicas. A suspeita é negada por Ahmadinejad e demais autoridades iranianas.

Na conversa com Amorim, os representantes de Ahmadinejad negaram que o Irã evite a inspeção da Aiea. Segundo eles, a exigência é apenas para substituir os dois inspetores por outros que não levantem dúvidas sobre o trabalho realizado.

De acordo com os iranianos, na conversa com o chanceler brasileiro, os inspetores da agência internacional fizeram chegar à imprensa um documento com dados improcedentes.

Desde o último dia 9, o Conselho de Segurança, os Estados Unidos e a União Europeia aprovaram uma série de sanções ao Irã. As medidas atingem os setores de gás, petróleo, militar e de serviços bancários. São várias restrições que impedem o comércio do Irã com outros países.

Para o governo brasileiro, as medidas atrapalham o avanço das negociações em busca do fim do impasse do Irã com parte da comunidade internacional. O assunto deverá ser retomado durante as discussões do G20, em Toronto, no Canadá, no próximo fim de semana.

FONTE: Agência Brasil

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SA-10 S-300

Medida é tomada um dia após serem aprovadas novas sanções da ONU contra a República Islâmica

vinheta-clipping-forteMOSCOU – A Rússia congelará seu contrato de envio de mísseis S-300 ao Irã, anunciou nesta quinta-feira, 10, uma fonte do serviço federal de cooperação militar à agência de notícias Interfax, segundo a AFP. O anúncio ocorre apenas um dia depois de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar uma nova rodada de sanções contra a República Islâmica por conta de seu controvertido programa nuclear.

A notícia, que cita uma fonte não identificada na indústria armamentista russa, contradiz autoridades russas que afirmaram que as sanções aprovadas na quarta-feira com o apoio de Moscou não afetará o acordo de mísseis de defesa aérea.

“A decisão do Conselho de Segurança da ONU deve ser aplicada por todos os países e a Rússia não será uma exceção. É por isso que o contrato de entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irã será congelado”, indicou a fonte.

Moscou e Teerã se colocaram de acordo para a entrega dos mísseis, o que fez com que os russos fossem duramente criticados por outras potências mundiais. O envio já deveria ter sido feito, mas problemas técnicos impediram a entrega e as armas nunca chegaram ao território iraniano.

Israel, os EUA e a Europa denunciaram o contrato, já que o sofisticado sistema de mísseis permitiria a Teerã defender-se de quaisquer ataques que ameaçassem suas instalações nucleares.

Diplomatas ocidentais acreditam que Moscou use o contrato como moeda de troca com os iranianos. Estes, por sua vez, mostraram-se decepcionados com a quebra de contrato, já que a Rússia afirmou diversas vezes que as sanções não implicariam no assunto dos mísseis.

A última dessas afirmações ocorreu na quinta-feira passada, quando Konstantin Kosachyov, um parlamentar russo do Comitê de Assuntos Internos da Câmara Baixa, havia disse que o sistema de mísseis S-300 é defensivo e por isso não é afetado pelas sanções.

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FONTE: Estadão, com informações da agência Reuters

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Evandro Éboli

vinheta-clipping-forteParecer da consultoria técnica do Senado faz uma série de restrições ao projeto do governo que reestrutura o Ministério da Defesa e conclui que a proposta dá poderes em excesso para Nelson Jobim (Defesa) ao dar autonomia ao ministro nas escolhas dos três comandantes das Forças – Marinha, Exército e Aeronáutica – e dos oficiais a serem promovidos generais. Para os consultores, a proposta
gera a “hipertrofia das atribuições e competências do ministro da Defesa e a politização na escolha os oficiais generais”

Esse relatório, chamado de “solicitação de trabalho à consultoria legislativa”, foi pedido pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores. Numa reunião tensa, há duas semanas, no gabinete do ministro, Jobim queixou-se a Heráclito e aos consultores da demora da tramitação. O projeto pode ser votado esta semana, mais de um mês após ser votado na Câmara.

Pela proposta do governo, Jobim, e os ministros que o sucederem, terão poderes de praticamente nomear os três comandantes. Hoje, eles são “nomeados” pelo presidente, “ouvido” o ministro. Pelo texto, os comandantes passam a ser “indicados” pelo ministro e nomeados pelo presidente. A análise dos consultores critica a concessão dessa prerrogativa ao ministro.

“Isso não só dá significativo poder ao ministro, como também acaba por transferir, de fato, o comando das forças àquele, em detrimento da autoridade do chefe do Estado. A escolha dos comandantes, livre ao presidente, passa a ser restrita devido à indicação feita pelo ministro da Defesa”.

O projeto, de setembro de 2009, cria também o Estado Maior Conjunto das Forças Amadas, que substituirá o Estado Maior de Defesa, cargo que pode ser de oficial do último posto, da ativa ou da reserva, também “indicado” pelo ministro e “nomeado” pelo presidente. Esse artigo também foi alvo dos consultores: “Sem dúvida, tem-se aí um grande poder nas mãos do titular da pasta da Defesa”. Para os consultores, o projeto tem o “perfil” de Jobim.

Se aprovado o texto, o ministro ainda terá o controle sobre a nomeação dos generais das três Forças. Hoje, os comandantes apresentam a lista de escolha para promoção aos postos de generais e “indicam” os oficiais para a nomeação. Pelo projeto, eles passarão apenas a “propor” a lista. A palavra final será do ministro, o que, para a consultoria do Senado, é a politização das Forças Armadas.

“O ministro avoca a competência de escolha dos nomes oficiais generais, com risco grave de politização dessa escolha”.

Único deputado a votar contra o projeto na Câmara, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), afirma que, se o regime é presidencialista, a escolha dos generais deve ser de sua incumbência. Hauly criticou também a criação do chefe do Estado Maior Conjunto.

- É um retrocesso. É colocar um intermediário no diálogo do ministro civil, uma conquista, com os três comandantes militares – disse Hauly.

O Ministério da Defesa rebateu as críticas dos consultores e afirmou que suas posições são “repetidamente reproduzidas por setores absolutamente minoritários da sociedade que ainda se opõem à prevalência do poder civil, democraticamente eleito, sobre as instituições militares”, informou o ministério. Na opinião do ministro, não existe ministério forte e nem ministro forte.

O ministério negou que ocorrerá a politização do ministério se o ministro vier a ter, de fato, poder de escolher os oficiais que merecem ser promovidos a generais. “Pelo contrário, as mudanças dão continuidade ao processo de concentração dos militares nas suas atividades profissionais.

FONTE: O Globo

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Celso Amorim - Agência Brasil

Barra de Cinco Pixels

Para chanceler, acordo com o Irã não deve atrapalhar campanha do país por cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteO ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil prefere não obter uma cadeira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) do que assumir uma posição submissa para conseguir a vaga.

“Se para ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU você tiver que ter uma posição subserviente, é preferível não ser”, afirmou Amorim, durante o Fórum da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, no Rio de Janeiro.

O chanceler disse considerar improvável que o acordo firmado entre o Brasil e a Turquia com o Irã possa atrapalhar a campanha do governo Lula pela vaga.

Durante o encontro, o chanceler fez críticas a parte da imprensa brasileira. De acordo com ele, alguns jornalistas sempre trataram a questão da vaga no Conselho de Segurança da ONU como algo irrelevante. Com a parceira fechada com o Irã, o tema teria voltado à tona com novo enfoque.

“A maior parte da mídia brasileira sempre tratou criticamente essa questão do Conselho de Segurança. Diziam que o Brasil tinha essa obsessão e que isso prejudicava outros interesses. Agora, quando fazemos um ato correto com a Turquia, de acordo com a nossa consciência, as pessoas perguntam se isso não irá prejudicar a aspiração brasileira”, alfinetou o ministro.

Questionado se o acordo feito com o Irã poderia atrapalhar as relações comerciais históricas do Brasil com os EUA, Amorim foi taxativo. “Não creio. Acho que seria uma atitude infantil. O Brasil tem excelentes e intensas relações com os Estados Unidos”, avaliou. “Você não pode adotar uma política de que quem não está comigo é contra mim. Isso não existe”, finalizou.

FONTE: Último Segundo

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