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Luta pelo Comando

Ricardo Boechat

A queda do delegado José Ricardo Botelho do cargo de secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério de Justiça fortaleceu os militares, que querem ver as Forças Armadas à frente da segurança na Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

FONTE: Isto É

Não me fale em Comissão da Verdade

 

Os três comandantes das Forças Armadas não estão dispostos a se encalacrarem com a presidente Dilma Rousseff para levar demandas dos militares da reserva contra a Comissão da Verdade.
Sem o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim para brigar por eles, os três só pensam em agradar Dilma para ficar no cargo. O atual, Celso Amorim, segue a mesma toada.

FONTE: Jornal do Brasil

Chanceler brasileiro, Antonio Patriota, afirma em Davos que Dilma evitará tema em viagem. Segundo ele, visita da presidente servirá para dialogar sobre “atualização do modelo econômico cubano”

 

CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A DAVOS

O chanceler Antonio Patriota disse ontem que a situação dos direitos humanos em Cuba “não é emergencial” e, por isso, a presidente Dilma Rousseff não falará sobre o tema em sua visita à ilha na semana que vem.
O ministro ressalvou que ela não falará “para os ouvidos dos jornalistas”, uma maneira evasiva de dizer que talvez fale a portas fechadas aos líderes cubanos.

A tese clássica da diplomacia brasileira é que “resultados positivos [em direitos humanos] não surgem necessariamente da exposição pública”, repetiu o chanceler. O Itamaraty escuda-se nessa tese para evitar se manifestar abertamente sobre direitos humanos.

Patriota relatou uma conversa com autoridades cubanas sobre o assunto em recente viagem à ilha.

Ele não entrou em detalhes, a não ser para elogiar o papel de médicos cubanos para controlar um surto de cólera no Haiti.
Epidemias também são uma forma de violação dos direitos humanos, embora a avaliação usual restrinja o tema a aspectos institucionais e de liberdades públicas. O chanceler adiantou que a visita de Dilma servirá para dialogar a respeito da “atualização do modelo econômico cubano em busca de maior eficiência”.

Ou, posto de outra forma, o governo brasileiro está interessado em colaborar no que seja necessário para a transição cubana de um modelo de economia centralizada e totalmente estatizada para algo mais aberto, ainda que sob controle do Partido Comunista Cubano.

Nesse mesmo espírito, o ponto central da relação Cuba/Brasil passa pela ampliação do porto de Mariel, obra para a qual a Câmara de Comércio Exterior acaba de autorizar o BNDES a desembolsar mais uma fatia.
Tradução, segundo a Folha apurou no governo brasileiro: a ampliação do porto de Mariel só tem sentido se servir para o comércio com os EUA, hipótese inviável ante o embargo norte-americano.

FONTE: Folha de São Paulo

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Carlos Alberto Sardenberg

Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e, em renda per capita, estão entre os dez mais ricos. Considerando apenas os países grandes, os EUA são os mais ricos. Além disso, trata-se de uma democracia. Logo, é esse o modelo a ser copiado, certo?
Mas olhem o momento: uma baita crise financeira e a evidência de que os mais ricos sempre se saem melhor. Na prosperidade, ganham mais, na queda, perdem menos. Além disso, empresas e bancos, na liberdade de mercado, só pensam nos seus lucros, dane-se o povo. Não, esse sistema não serve mais, nem para os americanos.

Passemos, então, para a segunda maior economia do mundo, a China. Crescimento médio anual de 10% ao longo de três décadas! Há empresas privadas, nacionais e estrangeiras, mas as estatais e o governo controlam firmemente os negócios, impondo limites à ganância do mercado. Para os países emergentes, em especial, esse capitalismo de estado seria o modelo ideal para o crescimento rápido e mais equilibrado, certo?

Mas é uma ditadura – e provavelmente o modelo só para de pé nesse ambiente autoritário. O controle do governo gera muitas ineficiências e corrupção, pois os negócios dependem sempre do “apoio” de um governante ou de um dirigente do Partido Comunista. Além disso, além de salários baixos, há muita desigualdade, sim. Em Shangai, o padrão de vida é europeu. No interior, há regiões mais pobres que a África. Não, esse tipo de crescimento não justifica uma ditadura.

Passemos, então, para a Europa, a ocidental, onde se pratica o capitalismo do bem-estar social ou a economia social de mercado. A Alemanha, terceira maior economia do mundo, é o exemplo acabado: democracia, empresas privadas pujantes, mas com forte regulação, e um governo que fornece serviços universais de qualidade. São ricos, livres e têm a proteção do Estado – eis o modelo, certo?

Mas custa muito caro. Isso exige uma carga tributária cada vez mais elevada e, mesmo assim, a dívida dos governos já chegou a níveis insuportáveis. Esse custo e mais o excesso de regulação e de governo retiram competitividade das empresas. Resultado: baixo crescimento, níveis elevados de desemprego, especialmente entre os jovens. As gerações atuais estão protegidas, mas os mais jovens percebem que o futuro não garante a boa vida dos pais. Não, o modelo parece não servir nem para os próprios europeus.

Eis o debate que ocorre mundo afora, inconcluso. Voltaremos ao tema, claro.

FONTE: O Globo

 

A taxa de recrutas com excesso de gordura, aos 18 anos, passou de 0,9% para 2,8% em três décadas

 

Fernanda Aranda, iG São Paulo 

Os recrutas brasileiros estão mais gordos e mais próximos de problemas de saúde como diabetes, hipertensão e impotência sexual. Uma pesquisa conduzida pelo cardiologista do Hospital do Coração (Hcor), Daniel Magnoni, mostrou que os jovens com 18 anos, interessados em ingressar nas Forças Armadas Brasileiras, chegam ao Exército já com excesso de gordura em níveis prejudiciais ao organismo.

Em 30 anos (1978 e 2008), o aumento das taxas de obesidade nesta população foi de 300%, saindo de 0,9% há três décadas para atuais 2,8%. O sobrepeso aumentou 200%, saindo de 6,8% para 15,5%

A conclusão foi feita com base em 2 milhões de homens recrutas. Para Magnoni, a pesquisa espelha uma situação preocupante em uma parcela da população muito jovem. “Esperávamos que estivessem menos gordos e mais saudáveis. Eles tinham 18 anos quando foram avaliados”, afirmou o cardiologista.

De fato, o excesso de peso precoce é um fenômeno nacional, como evidenciou inquérito do Ministério da Saúde. A avaliação da população entre 18 e 24 anos mostrou que 31,6% estão com o peso em desacordo com a altura. O índice é crescente conforme o grupo etário e chega a 58,8% na população com mais de 60 anos.

Para o urologista Modesto Jacobino, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o fato de já conviverem de forma tão precoce com a obesidade, faz com que a “fatura” seja cobrada imediatamente e não a longo prazo. “É um preço que pode ser refletido de forma imediata”, diz. “Mais dores nas articulações, mais problemas cardiovasculares, mais impactos na libido e na distribuição de hormônios, o que dificulta a potência sexual também”, diz o especialista.

Praticar exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada são as receitas universais para brigar contra a obesidade. No Exército, informou a assessoria de imprensa, a tendência é que o excesso de peso seja revertido com o passar do tempo. “Estabelecemos um programa de treinamento gradativo a ser seguido, com o objetivo de alcançar a homogeneidade da tropa”, afirma a nota. “A realização do treino pode ser por frações, por nível de aptidão física e até mesmo individualmente.”

FONTE: saude.ig.com.br

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Argentina e Chile também assinariam contratos

 

O diretor da empresa estatal russa Rostekhnologii, Sergei Chemezov, informou nesta quarta-feira, 25, que a Rússia pretende fechar contratos para a venda de armamentos para Brasil, Argentina e Chile. Ele afirmou que há a possibilidade de assinar contratos de cooperação técnico militar com os três países sul-americanos.

Em relação a Venezuela, que é o principal comprador de armamentos russos, o diretor informou que não se espera fechar novos contratos por enquanto. Chemezov destacou ainda que em 2011 a Rússia exportou quase US$ 12 bilhões de dólares em armamentos e que, em 2012, este número deve ser superado.

FONTE: Diário da Rússia

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1. A esquerda tradicional do PT, desde o início da gestão heterodoxa de Lula, usou a política externa como foco de sua ação político-ideológica. O Itamarati foi repartido entre o ministro e o ex-secretário de relações internacionais do PT e, em seguida, assessor externo de Lula, Marco Aurélio Garcia. Este ficou responsável pela expansão do populismo na América Latina, articulado com Chávez. E ainda mais, pelos contatos com Irã, Líbia, Síria, ditadores africanos, etc. As votações do Brasil no Conselho de Segurança da ONU demonstram isso.

2. Em 2009 foi implementado um outro vetor -desta vez, diretamente partidário e proto-governamental- da política externa do PT. Seus agentes passaram a fazer campanhas eleitorais pela América Latina, levando profissionais de propaganda das campanhas de Lula em 2002 e 2006, e um pacote suavizador da comunicação, replicando a campanha de 2002 no Brasil. Com isso, se ofereceu ao chavismo uma alternativa eleitoral mais eficiente. O discurso ‘hard’ do chavismo foi substituído pela exportação de um modelo vendido eleitoralmente, como mais moderado, de Lula.

3. O PT montou sua caravana eleitoral e iniciou a caminhada pela América Latina, fazendo a campanha dos candidatos bolivarianos, aplicando próteses lulistas. A primeira experiência -bem sucedida- foi em El Salvador, em 2009, facilitada pela futura primeira-dama, militante do PT em SP. A marca radical da ex-guerrilha -FMLN- que levava sempre a derrota e a um teto, foi substituída pela prótese lulista em um candidato da FMLN, âncora de talking show na TV, sem militância partidária. Deu certo; Eleito Fulnes presidente. FMLN no poder.

4. A segunda foi no Peru, em 2011, com o candidato chavista -ex-militar e golpista como ele- Ollanta Humala. Derrotado na eleição anterior, como porta-bandeira do chavismo, mudou de tática. Contratou o porteño-petista Luiz Favre, que montou uma ‘agência’ para fazer a campanha dele. No caso -ainda mais que Fulnes-FMLN- foi uma campanha clonada da de Lula em 2002, com direito a carta aos brasileiros, discursos de moderação, imagens copiadas de TV e coisas no estilo. A campanha também foi vitoriosa. E Favre se mudou para Lima e passou a ser a autoridade oculta ou eminência parda, do governo, segundo a imprensa peruana.

5. Agora, em 2012, vem a re-reeleição de Chávez, com enorme risco de derrota para ele. Dessa vez, diz-se, que irá o próprio Zé Dirceu levando a equipe de João Santana, sem disfarces, para a Venezuela. Como a diferença tende a ser mínima, a prótese que se possa colocar em Chávez poderá ser o elemento que lhe dará a vitória. Assim pensa a caravana eleitoral do PT, com o entusiasmo de Lula.

6. Os recursos para cada campanha dessas são ilimitados, (dizem que) vindos das empresas brasileiras levadas por Lula, com contratos financiados pelo BNDES, América Latina afora.

7. Um novo tipo de política externa -proto-governamental- partidária, que dá a seus parceiros no campo do lula-bolivarianismo o que mais precisam: marketing facial para acesso ao poder. Um imperialismo comunicacional.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

Por Daniela Chiaretti | Do Rio

“É preciso que se entenda que durante dez dias o Rio de Janeiro será a ONU”, diz o diplomata Laudemar Aguiar, 50 anos, fluminense de Niterói e responsável por toda a logística do que o governo brasileiro quer que seja “a maior conferência da história das Nações Unidas”. Ele trabalha com grandes números: 150 chefes de Estado e de governo e 50 mil diplomatas, jornalistas, empresários, políticos e mais gente cadastrada a circular pelo Riocentro, onde acontecerá a cúpula da ONU, em junho. E mais dezenas de milhares de pessoas – um número ainda mais difícil de estimar -, que irão aos eventos programados pela sociedade civil no Aterro do Flamengo, no Centro e na Barra da Tijuca. “O Rio será o umbigo do mundo”, celebra.

Mas, para o superlativo dessa megaoperação se confirmar, não depende da vontade do governo. O conteúdo da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (o nome formal da Rio+20), determina seu papel político e a importância dos líderes que virão. Na famosa conferência do clima de Copenhague, em dezembro de 2009, foram 47 mil inscritos e 120 líderes – 40 deles confirmaram presença apenas dois dias antes do evento, quando o presidente Barack Obama finalmente disse que ia. Mas Copenhague não deu lá muito resultado, e o evento seguinte, em Cancún, no México, se ressentiu – foram 20 mil credenciados e apenas 22 líderes mundiais.

A Rio+20 faz parte de outra família de conferências da ONU, a que discute como o planeta quer se desenvolver, iniciada há 20 anos com a Eco 92 (ou Rio 92), e que teve outra edição de peso em Johannesburgo, na África do Sul, há 10 anos. Será um debate importante sobre desenvolvimento sustentável com sua vertente econômica, ambiental e social, tendo como pano de fundo a redução da pobreza e a “economia verde”, conceito que pressupõe o usode tecnologias limpas. Mas não produzirá nenhuma Convenção, como a conferência-mãe, quando surgiram os dois importantes acordos ambientais contemporâneos, a convenção do clima e a da biodiversidade.

Na Eco 92 vieram ao Rio 109 líderes e mais de 30 mil pessoas circularam no evento oficial, que também foi no Riocentro. O conteúdo da Rio+20, bem mais modesto, começa a ser discutido este mês, em Nova York. O nível de ambição do que será obtido em junho, no Rio, depende das negociações até lá, dos rumos da campanha eleitoral nos EUA e da crise econômica global.
O trabalho de Laudemar Aguiar não pode esperar. “No dia 5 de junho temos que entregar as chaves do Riocentro às Nações Unidas. Eles hasteiam a bandeira e vira território da ONU. O Rio passa a ser Nova York”, diz, fazendo referência à sede das Nações Unidas.

O desafio deste diplomata, que era ministro conselheiro da embaixada brasileira em Paris até receber o convite para ser o responsável pela logística da Rio+20, é organizar a festa sem saber quantos convidados virão – e nem se virão. “Trabalhamos com estimativas históricas, mas sempre com margem de acréscimo”, diz. “O que não pode acontecer é nos prepararmos para receber 10 e chegarem 20.”

O orçamento aprovado pelo Congresso para a conferência, em 15 de dezembro, é de R$ 430 milhões. Deste, R$ 230 milhões irão para a segurança e R$ 190 milhões, à logística. Os contratos de aluguel dos espaços somam R$ 30 milhões. “Tudo será transparente, todos os gastos comprovados”, diz Aguiar, secretário-geral do Comitê Nacional de Organização da Rio+20. “Há enorme interação”, garante, salientando o trabalho em conjunto com a Prefeitura e o Estado do Rio.

Uma das marcas que a Rio+20 persegue é a de ser uma conferência com o “máximo de participação possível da sociedade civil”, diz Aguiar, repetindo o mantra que vem sendo dito pelo alto escalão do governo. “Estamos discutindo o que vai ser o planeta. O documento que sair da Rio+20 será acertado entre governos, mas queremos que tenha o máximo de “inputs” de todos os setores da sociedade.”

O desafio da logística é conseguir fazer com que o deslocamento no Rio seja o melhor possível – estão em estudos vários planos de fluxo de trânsito – reduzindo a distância do Riocentro, na Barra da Tijuca, com o resto da cidade. Também por isso, inicialmente, a conferência iria ser na região do porto. Tudo – evento oficial e todos os paralelos – seriam concentrados ali. A iniciativa iria exigir uma grande obra de revitalização da área, legado que ficaria para a cidade. As docas eram, por este motivo, a opção da Prefeitura. Mas não deu certo. “Por diversas razões, logística, segurança, infraestrutura e também custos”, explica Aguiar. “Ao passar para o Riocentro digo que trocamos dez problemas por um: o grande problema da Barra é o acesso. Vamos fazer um trabalho muito grande em relação ao transporte”, promete.

Uma das grandes diferenças da Rio+20 com a Eco 92 é a prioridade que os chamados “major groups” têm hoje em relação há 20 anos. O conceito, em voga nas Nações Unidas, reúne nove segmentos da sociedade civil – empresas, crianças e jovens, produtores agrícolas, comunidades indígenas, governos locais, ONGs, cientistas, mulheres, trabalhadores e sindicatos – e é intenção do governo aproximá-los o máximo das decisões da conferência. Na edição de 1992, os governos reunidos no RioCentro, e a sociedade civil, no Aterro. Eram dois mundos separados. A arquitetura proposta agora é diferente.

Segundo ele, na Rio+20, “pela primeira vez em uma conferência das Nações Unidas, a sociedade civil terá vários lugares diferentes para se reunir”, adianta. A sugestão é de oferecer, na Barra da Tijuca, o Parque dos Atletas (ex-Cidade do Rock), para que governos nacionais e locais possam montar pavilhões e estandes. O Autódromo de Jacarepaguá é uma grande área que está disponível para a sociedade civil – grupos indígenas estudam montar ali grandes ocas e também empresas avaliam se é o caso de usar parte dos 550 mil m2 do local. Está sendo alugada a Arena da Barra (o HSBC Arena), um moderno ginásio coberto com capacidade para 18 mil pessoas.

Áreas no centro do Rio são a outra opção para os eventos da sociedade civil. Aguiar cita a região ao redor do Museu de Arte Moderna (MAM) e do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. O Vivo Rio, com capacidade para 2 mil pessoas, seria outra área para seminários e reuniões. “Em 92 usou-se todo o Aterro, o que não dá para fazer agora”, diz, lembrando que a grama foi destruída. A região, sem ocupar as áreas gramadas, é a área predileta das ONGs e dos movimentos sociais. Aguiar diz que, se faltar espaço, a Quinta da Boa Vista funcionará como uma espécie de “área back up”.

Para agilizar as contratações, a organização da Rio+20 fez uma força-tarefa com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), das Nações Unidas. O PNUD pode ir mais rápido nas contratações necessárias, agilizar contratos e escolher fornecedores não só pelo critério do menor preço, mas considerar outras variáveis, como qualidade, por exemplo. A licitação sobre a empresa que cuidará da hospedagem e viagens das delegações oficiais foi decidida esta semana. “Mas as pessoas terão que se hospedar também em cidades próximas”, estima Aguiar. A rede hoteleira carioca tem, no máximo, 33 mil quartos, incluindo flats. Só de credenciados a previsão é chegar a 50 mil. “Terão que se hospedar também na casa das pessoas”, prevê.

A Rio+20 terá novidades de conectividade, acessabilidade e sustentabilidade, promete Aguiar. “Teremos a menor utilização de papel possível e o maior uso de novas tecnologias”, exemplifica. O metrô do Rio será o primeiro metrô com mais de dez anos totalmente acessível. Geradores a biodiesel, copos de papel, coleta de lixo seletiva são alguns dos critérios de sustentabilidade adotados.

FONTE: Valor Econômico, via EB

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Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, criaram a Comissão Binacional de Defesa, em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Brasília.

O objetivo da comissão é aumentar a troca de informações entre os órgãos de inteligência dos países, especialmente sobre a Amazônia e as perspectivas regionais em matéria de defesa.

Ainda não há informações sobre como a comissão deverá funcionar. As Forças Armadas de cada país deverão se reunir nos próximos dois meses para discutir os detalhes do projeto de cooperação.

“Devemos seguir trocando informação de inteligência entre os governos, discutir um centro integrado de informação para a Amazônia e analisar sob uma perspectiva mais regional o crime transnacional. Estamos centrados em proteger cidadão e negar a mobilidade nos espaços em zonas fronteiriças”, afirmou o ministro Pinzón.

Em maio do próximo ano, Amorim e Pizón se encontrarão em Cartagena, na Colômbia, devido à reunião do Conselho de Defesa da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), e aproveitarão a oportunidade para discutirem os desdobramentos da comissão.

“Nossa visão no continente é de cooperação. Dissuasão é uma visão para fora. Se temos de defender nossos recursos naturais, temos de ter essa visão”, disse Amorim.

INDÚSTRIA DE DEFESA

Na reunião, os ministros ainda discutiram a possibilidade de fortalecer a indústria de defesa no âmbito da América do Sul.

“Fala-se muito da integração das cadeias produtivas do continente. Que isso passe também para a área de defesa. Estamos trabalhando em projetos importantes, como a compra de aviões brasileiros pelas forças armadas da Colômbia e, possivelmente, de cargueiros KC-390. O Brasil também tem interesse em lanchas fluviais colombianas”, afirmou Amorim.

Em fevereiro, uma missão conjunta da Marinha e do Exército irá à Colômbia para examinar as lanchas e verificar se o equipamento preenche aos requisitos e às necessidades brasileiras.

Além das compras, ambos os países examinaram a elaboração de um projeto conjunto de construção de navio fluvial e de veículos aéreos não tripulados.

Pizón informou que pretende formar uma cúpula binacional de empresários para formar alianças estratégicas e apresentar alternativas de geração de emprego no setor. O ministro ainda se encontrará, nesta terça-feira, com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

FONTE: Folha de São Paulo

O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, realizará nesta terça-feira uma visita oficial ao Brasil para propor ferramentas que fortaleçam a luta conjunta contra as diferentes modalidades do crime transnacional organizado que afetam ambos países. Pinzón se reunirá em Brasília com o ministro da Defesa, Celso Amorim, acompanhado de uma comitiva integrada por membros das Forças Militares e da Polícia, para discutir problemas como narcotráfico, lavagem de dinheiro, terrorismo e tráfico de pessoas, entre outros.

Segundo um comunicado do Ministério colombiano, também está previsto que Pinzón e Amorim abordem temas estratégicos do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça (PBSF), que foi negociado em junho de 2011 por ambas partes e pretende proteger os recursos naturais, a biodiversidade e as populações na região da fronteira. A fonte acrescentou que, além disso, aprofundarão na cooperação das relações fronteiriças, na indústria aeronáutica e temas de capacitação em ciência e tecnologia.

FONTE: Terra

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