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A Avibras, uma das principais indústrias de material de defesa do país, vai instalar uma nova unidade industrial em Lorena (SP) para fabricar polibutadieno (PBLH), polímero usado na produção do combustível sólido do foguete VLS-1, mas que também tem aplicações industriais, como resina plástica. Segundo o presidente da Avibras, Sami Hassuani, esta será a quarta fábrica de PBLH no mundo -as demais são nos Estados Unidos, na China e na Rússia.

O PBLH era fabricado no Brasil pela Petroflex, vendida pela Petrobras a um grupo alemão que decidiu descontinuar a fabricação do produto no país. Segundo Hassuani, serão necessários R$ 46 milhões de investimento para a construção da nova fábrica de PBLH, que deverá ser concluída em 18 meses. Deste total, R$ 8 milhões já foram investidos com recursos próprios no desenvolvimento da tecnologia. O executivo disse que está buscando financiamento junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O potencial de consumo de PBLH no mercado civil, segundo Hassuani, é bem maior do que o dos segmentos de defesa e espacial, mas é importante levar em consideração seu elevado valor estratégico. “Todos os mísseis fabricados e utilizados pelas Forças Armadas no Brasil adotam propelente sólido à base de PBLH. Sem ele não é possível fabricar o combustível”, afirmou.

O executivo estima um consumo maior que 5 mil toneladas por ano para o mercado civil, para atender a áreas como construção civil, petroquímica e industrial, com o fornecimento de selantes e impermeabilizantes derivados do PBLH. Para os mercado de defesa e espacial, a demanda potencial é de cerca de 250 toneladas por ano de propelente sólido para foguetes de artilharia, mísseis e veículos espaciais.

“O IAE [Instituto de Aeronáutica e Espaço] também está estudando o uso da versão comercial do PBLH, que é mais fácil de comprar, porque sua aplicação não é restrita como a de um foguete, que é sujeito a embargos”, disse o chefe da subdiretoria de Espaço do IAE, coronel Avandelino Santana Junior.

A retomada da produção do PBLH no país, segundo o pesquisador, é estratégica, pois a compra do produto no exterior é complicada, devido a produtos controlados e sujeitos a embargos internacionais.

Criada há 50 anos, a Avibras emprega cerca de 850 funcionários e faturou R$ 220 milhões em 2010 [último dado disponível]. A empresa produz sistemas de defesa ar-terra e terra-terra, veículos aéreos não tripulados e mísseis.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

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Defesa bilionária

Maior visibilidade mundial do País faz Exército reforçar a proteção das fronteiras com programa de R$ 11,9 bilhões que movimenta a indústria bélica

 

A fronteira brasileira é tão vasta que descrevê-la evoca superlativos: 16.886 quilômetros separando o Brasil de 11 países vizinhos, numa faixa que abrange dez Estados e 27% do território nacional. Uma área tão extensa que vigiá-la tornou-se quase impossível. Mas com a maior projeção do Brasil na economia global, a proteção dos limites do País tornou-se um assunto prioritário na estratégia de defesa nacional. Para evitar o trânsito de traficantes de drogas, contrabandistas e guerrilheiros, o governo montou um ambicioso projeto com o objetivo de manter os confins brasileiros sob permanente vigília.

Numa estimativa inicial, serão gastos R$ 11,9 bilhões ao longo dos próximos dez anos para montar o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). A Amazônia, por exemplo, cuja internacionalização é tema recorrente no noticiário mundial, receberá atenção especial. A gigantesca floresta, hoje vigiada por 21 Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs), receberá 28 novos postos de vigilância em seis Estados da Amazônia Legal. Cada um tem um custo estimado de construção de R$ 8,5 milhões. “Com a escassez de recursos naturais, a proteção do território é cada vez mais uma questão de soberania”, diz o general João Roberto de Oliveira, assessor especial do Comando do Exército para o Sisfron.
Além de, literalmente, demarcar território, o projeto das Forças Armadas chega num momento importante para a indústria mundial de defesa. Com a recessão nos países ricos, a perspectiva de um contrato de longo prazo no Brasil tornou-se bastante atraente. As empresas do setor já começaram a se movimentar, desfilando um portfólio de produtos de última geração para o Exército, encarregado de implementar o projeto. As empresas estrangeiras, porém, não poderão concorrer sozinhas pelos recursos. Pelas regras definidas na Estratégia Nacional de Defesa (END) é obrigatório formar parcerias com indústrias nacionais e transferir a tecnologia que vem de fora.

Foi a deixa para iniciar uma onda de fusões e associações de olho no projeto bilionário do Exército. A Embraer Defesa e Segurança, a maior do setor, comprou a fabricante paulista de radares Orbisat e 50% do controle da Atech, especializada em integração de sistemas e responsável pelo projeto básico do Sisfron, concluído em dezembro. Três meses antes, a companhia de São José dos Campos desembolsou R$ 85 milhões para firmar uma joint venture com a gaúcha AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit, criando a Harpia, para desenvolver veículos aéreos não tripulados (Vants) nacionais.

Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, diz que os investimentos mostram o interesse firme da companhia em participar do Sisfron e de abrir novos mercados. ”Temos a oportunidade de desenvolver, no longo prazo, novas tecnologia de defesa no Brasil”, disse Aguiar à DINHEIRO. O Sisfron representa um avanço tecnológico sem precedentes, garante Vitor Puglia Neves, vice-presidente de operações da AEL Sistemas.Tão logo começou a ser projetado, há um ano, o programa atraiu uma respeitável leva de empresas mundiais no setor.

Entre elas, a americana Rockwell Collins, a alemã Rheinmettal, a espanhola Indra e a italiana Selex. Desde então, o Exército já recebeu a visita de pelo menos 100 companhias interessadas. Mas o tabuleiro se agitou depois de setembro, com a criação da Empresa Estratégica de Defesa, que nada mais é que uma pessoa jurídica à qual qualquer companhia estrangeira deve obrigatoriamente se associar para projetos acima de R$ 50 milhões – como é o caso do Sisfron. O movimento mais recente foi da francesa Thales, uma gigante com faturamento de € 13,1 bilhões que, em dezembro, anunciou uma parceria com a construtora Andrade Gutierrez.

Com negócios nas áreas de defesa, segurança aeroespacial e transportes, a Thales tem no currículo o desenvolvimento do sistema de vigilância da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança militar entre a Europa, os Estados Unidos e o Canadá. “Temos muita experiência nessa área”, afirma Laurent Mourre, diretor da Thales para o Brasil. “O Sisfron é tão complexo que, quando estiver pronto, vai mudar radicalmente o modo como o Exército atua na defesa do País”, afirma. Quando for concluído, o sistema de defesa compreenderá numa intrincada rede de radares estacionários e móveis, sistemas de comunicações e veículos aéreos não tripulados.

Os equipamentos terão de se comunicar e serão integrados numa grande teia, que dará subsídio aos centros de decisão do Exército. Simples no papel, extremamente complicado na prática. “Não há no planeta uma empresa capaz de fornecer o sistema completo”, diz o general João Roberto de Oliveira. “Isso estimula as empresas a se unirem.” Desde a edição da Estratégia Nacional, em 2009, o monitoramento permanente das fronteiras firmou-se como diretriz das Forças Armadas e se tornou uma das principais frentes de investimento do Ministério da Defesa. Soma-se a isso a necessidade de desenvolver parte significativa das tecnologias que serão empregadas até 2022 no Sisfron.

Uma estimativa feita pela Embraer Defesa e Segurança aponta que o Brasil domina apenas 60% do conhecimento necessário para montar o sistema. Os demais 40% são considerados tecnologias críticas, que ainda terão que ser desenvolvidas. É aí que moram as oportunidades – tanto para as empresas brasileiras quanto para as multinacionais. Cerca de 30 indústrias nacionais estão hoje capacitadas para fornecer equipamentos e tecnologias para o Sisfron. Mas, quando se fala em companhias para se associar aos gigantes estrangeiros, esse universo se torna bastante restrito.

Além de Embraer e Andrade Gutierrez, a mais adiantada nesse processo é a Odebrecht, que criou em 2011 sua divisão de defesa e segurança depois da joint venture com a francesa Cassidian, do grupo EADS. Outras construtoras, como Camargo Corrêa e OAS, já foram procuradas por interessadas estrangeiras – esta última sondada por uma americana do ramo de radares. A sueca Saab, que vem consolidando sua presença no Brasil para além da concorrência dos jatos do combate no programa F-X2, no qual disputa com seu Gripen NG, está em busca de parceiros.

“Vamos nos associar a uma empresa brasileira, compartilhando e desenvolvendo tecnologias”, diz Åke Albertsson, vice-presidente mundial de marketing e gerente-geral para o Brasil. A Saab entrará na parceria como fornecedora de radares, sistemas eletrônicos e soluções. Embora já busquem se posicionar para o lançamento do Sisfron, as empresas ainda não sabem exatamente qual será o seu desenho, mesmo com o projeto básico concluído pelo Exército, um calhamaço de 57 volumes. Ele só será conhecido com a divulgação das especificações técnicas.

“Só então saberemos quais são as tecnologias que o Brasil precisa, quais serão os equipamentos básicos e como serão integrados”, diz Jairo Cândido, diretor do departamento de indústria de defesa da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Como será implementado ao longo de uma década, o Sisfron sairá do papel aos poucos. Neste semestre, devem ser conhecidos os detalhes técnicos do projeto piloto que será lançado numa faixa de fronteira de 650 quilômetros, na divisa entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia e o Paraguai.

Lá devem funcionar 12 radares, cada um com alcance de 60 quilômetros, ligados ao Comando Militar do Oeste, em Dourados (MS). O Orçamento da União de 2012 aloca R$ 172,8 milhões para essa finalidade. Essa fase experimental será a primeira iniciativa de integração das diversas plataformas de vigilância, dos radares aos Vants, com o centro de comando. Se der certo, o modelo será replicado nos outros 16 mil quilômetros de fronteira.

FONTE: Isto É Dinheiro

Além dos R$ 28,1 milhões pagos como subsídios (salário direto) aos senadores, o Senado gastou em 2011 outros R$ 16,4 milhões entre fevereiro e dezembro com o chamado “cotão”, disponível para atividades dos 81 titulares e dos suplentes que assumem o mandato. O valor ainda pode aumentar porque o prazo para o pedido de ressarcimento deste tipo de despesa realizada em 2011 vai até 31 de março. A média mensal de gastos dos senadores com assessoria, passagens aéreas, hospedagem, alimentação, consultorias e divulgação do trabalho (o cotão) é de R$ 18,4 mil, segundo o levantamento feito pelo GLOBO. O curioso é que, entre os 81 senadores, apenas cinco gastaram 10% do total disponibilizado e quatro fizeram economia não usufruindo nem um tostão da verba.

Os campeões de gastos ano passado foram Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Sérgio Petecão (PSD-AC) Fernando Collor (PTB-AL) e Paulo Paim (PT-RS). O levantamento do GLOBO foi feito com base nas informações do Portal da Transparência, site oficial do Senado.

Já a maior média mensal de gastos é do ex-suplente Geovani Borges (PMDB-AP). Durante os oito meses que ele esteve no cargo obteve uma despesa de R$ 315 mil, média de R$ 39,4 mil por mês.

Em junho do ano passado, a cota dos senadores foi regulamentada incorporando a chamada verba indenizatória destinada ao custeio do mandato parlamentar, no valor de R$ 15 mil , à verba de transporte aéreo, que varia de R$ 6 mil a R$ 23 mil de acordo com o estado de origem. As duas compõem, agora, uma única dotação. Essa mudança foi feita após denúncias de irregularidades envolvendo a emissão de passagens aéreas.

Vanessa Grazziotin é a líder no ranking com uma despesa de R$ 403 mil, ou R$ 36,6 mil por mês. O seu colega de estado Alfredo Nascimento (PR), que retornou à Casa após deixar o Ministério dos Transportes, registou uma despesa mensal de R$ 11,8 mil, menos de um terço do que foi usado por Vanessa Grazziotin.

Ela está no primeiro mandato e reconhece que gastou muito. A maior parte do dinheiro da cota foi aplicada om hospedagens em deslocamentos da equipe, principalmente para Manaus e Brasília (36,39%) e divulgação da atividade parlamentar (35,93%). A senadora justifica que investiu em uma grande campanha com outdoor, propaganda em rádio e cartilhas para informar sobre a lei que garante aposentadoria da dona de casa.

“Talvez eu tenha tido um gasto maior por ser o primeiro ano de mandato. A tendência é fazer um esforço maior para segurar os gastos. Alguns senadores podem ter melhores condições, mas o uso da verba é a única forma que se dispõe para o trabalho parlamentar. Um equívoco é usar para outras coisas”, argumenta Vanessa.

O senador Ciro Nogueira, segundo com mais despesas, num total de R$ 370 mil, foi procurado pelo GLOBO, mas preferiu não fazer comentários sobre o assunto. O terceiro colocado, Sérgio Petecão, argumenta que o gasto anual de R$ 342 mil é legal. Em nota, a assessoria ressalta que “ todas as despesas estão discriminadas e asseguradas por meio de notas fiscais, no Portal Transparência, que oferece clareza quanto à utilização dos recursos”. Na mesma linha, a assessoria de Fernando Collor disse apenas que todos os gastos estão dentro da norma do Senado. O senador alagoano gastou R$ 322,4 mil do cotão.

O levantamento feito pelo GLOBO inclui os 81 senadores que exercem o mandato e outros 13 que também em algum momento, entre fevereiro e dezembro, estiveram no cargo. No total 94 pessoas passaram pela Casa desde fevereiro do ano passado. A maior média mensal de gastos é do ex-suplente Geovani Borges (PMDB-AP). Durante os oito meses que ele esteve no cargo obteve uma despesa de R$ 315 mil, média de R$ 39,4 mil por mês.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), declarou despesas em apenas quatro meses em 2011, totalizando R$ 35 mil. Pelo cargo que ocupa Sarney tem direito, por exemplo, de usar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para seu deslocamento.

FONTE: Agência O Globo

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O Ceará deve receber mais reforços de militares do Exército, da Força Aérea Brasileira (FAB) e Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos próximos dias, anunciou o tenente-coronel Charles Moura, da 10ª Região Militar de Fortaleza. Além das tropas locais, estão no Estado homens do exército do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão e Piauí.

De acordo com o oficial, além dos 1.100 homens que estão no Ceará atualmente, está prevista a chegada de outros 400 do Exército, da Força Aérea e da Força Nacional de Segurança Pública e de dois veículos blindados.

A operação “Força Ceará” está sendo executada no Estado com ordem da presidente Dilma Rouseff e só será finalizada com ordem da presidência, segundo o oficial. O reforço foi iniciado na última sexta-feira (30), após a greve dos policiais militares e bombeiros ter sido decretada. As duas categorias encerraram a paralisação na madrugada desta quarta-feira (4), horas antes da Polícia Civil anunciar a retomada de uma antiga paralisação.

De acordo com o tenente-coronel, homens do Exército estão reforçando a segurança nas delegacias que estão de greve no Ceará. “As tropas estão em algumas delegacias para manter a ordem nesses lugares, a preservação do patrimônio. E está havendo um monitoramento para que, caso seja necessário, o Exército tome medidas administrativas para viabilizar as prisões”, disse.

Até amanhã desta quarta, um total de 160 veículos de policiamento fazia o patrulhamento ostensivo no Estado.

FONTE: Diário do Nordeste

Por Rosana de Cassia

O Ministério da Defesa está constituindo grupo de trabalho para elaborar, em 90 dias, minuta de decreto para regulamentar a Lei de Acesso à Informação, que autoriza a consulta de documentos públicos, inclusive da época do governo militar. Integram o grupo representantes do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, e dos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica. Portaria nesse sentido foi publicada hoje, no Diário Oficial da União.

FONTE: Agência Estado, via Isto É Dinheiro

PORTARIA NORMATIVA Nº 3.885-MD, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2011.

Dispõe sobre o estabelecimento de Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) para os produtos de defesa comuns às Forças Armadas e suas aquisições.

O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no inciso XVII do art. 1º do Anexo I do Decreto nº 7.364, de 23 de novembro de 2010, no Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008, e na Portaria Normativa nº 1.065-MD, de 28 de junho de 2010, resolve:

Art. 1º Ficam aprovados os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) das Forças Armadas anexos a esta Portaria Normativa.

Art. 2º As aquisições dos fuzis de que trata esta Portaria Normativa serão realizadas pelas respectivas Forças e coordenadas pelo Ministério da Defesa.

Art. 3º Os Comandos das Forças Armadas deverão revogar os dispositivos afetos ao que dispõe esta Portaria Normativa.

Art. 4º Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

ANEXO I

REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) DO FUZIL LEVE DAS FORÇAS ARMADAS (ROC – Nº 01/ 2011)

TÍTULO

FUZIL LEVE CALIBRE 5,56 milímetros – Fz Lv Cal 5,56 mm

DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS

Os requisitos abaixo foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego das três Forças Armadas constantes em suas documentações orientadoras e normativas após reuniões de coordenação realizadas no Ministério da Defesa, em 2011.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares. Os absolutos são obrigatórios no armamento e seus acessórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados no armamento pelo incremento da operacionalidade e por proporcionarem maior flexibilidade e conforto ao atirador. Podem, até, já estar implementados, valorizando o item avaliado. Os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a escolha do armamento sem desequilibrar sua avaliação (ex: escolher a cor do polímero em azul).

a. Absolutos (RA)

1) Ter calibre 5,56 mm e poder usar os cartuchos padrão OTAN (5,56 mm x 45 mm) em seus variados tipos (comum, perfurante, traçante, lançamento de granadas de bocal e festim).

2) Ser empregado em combate sob quaisquer condições climáticas e ambientais existentes na área operacional do continente, devendo inclusive permitir o funcionamento imediato após imersão em água doce ou salgada.

3) Ser fácil e rapidamente desmontado e montado, para manutenção de limpeza ou correção, sem o auxílio de ferramentas.

4) Possuir índice de disponibilidade, em operações, acima de 90%.

5) Ser portátil e de emprego individual.

6) Ser alimentado por carregador, com capacidade mínima de 30 cartuchos.

7) Possuir alça de mira que possibilite o ajuste do tiro, com regulagem de incrementos de no máximo 100 metros, abrangendo, no mínimo, de 0 a 200 metros.

8 ) A massa de mira deve possuir dispositivo que permita sua proteção e possibilite o enquadramento inicial do alvo.
9) Possuir dispositivos que permitam as correções do tiro em alcance e direção, sem a utilização de ferramentas especiais.

10) Possuir suporte padrão que permita a acoplagem de acessórios e dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação (tipo dovetail dimensions trail ou trail interface system ou MIL-SPEC 1913 ou trilhos Picatinny).

11) Poder acoplar acessório lançador de granadas 40 mm x 46 mm (OTAN) e outras.

12) Possuir bandoleira de transporte, regulável, que proporcione o transporte a tiracolo ou em bandoleira, com conforto e auxilie durante a tomada da pontaria e o disparo.

13) Possuir quebra-chamas que possa ser utilizado, também, para o lançamento de granadas de bocal (AP/AC) e poder fixar supressor de ruídos de tiro (silenciador).

14) Ter comprimento total, com coronha estendida e sem baioneta, que não ultrapasse 900 mm.

15) Ter comprimento, com a coronha rebatida e/ou recolhida e sem baioneta, que não ultrapasse 700 mm.

16) Ter peso, com o carregador vazio, do tipo reto ou do tipo curvo, e sem acessórios, que não ultrapasse 3.500 gramas.
17) Ter alcance de utilização para a execução dos tiros com precisão, sem o uso de dispositivos ópticos e optrônicos de, pelo menos, 200 metros.

18) Ter alcance útil, capaz de causar dano a um combatente, pelo menos, na faixa de 200 a 600 metros.

19) Ser a força necessária para pressionar a tecla do gatilho e a realizar o disparo, entre 30 e 40 Newtons.

20) Possuir guarda-mato para proteção da tecla do gatilho.

21) Apresentar as seguintes cadências, mínimas, de tiro:
a) técnica: 600 tiros por minuto;
b )prática em tiro contínuo: 100 tiros por minuto; e
c) prática em tiro intermitente: 60 tiros por minuto.

22) Possuir seletor de tiro de fácil utilização com, no mínimo, as posições de tiro automático, tiro intermitente e posição de segurança, podendo a seleção ser feita com uma única mão.

23) Ter dispositivo que possibilite o encurtamento do fuzil sem impedir o acionamento do seletor de tiro previsto no RA no 22 ou a execução do tiro.

24) Ter dispositivo que impeça o disparo se não houver o completo trancamento da arma ou ocorrer qualquer anormalidade no mecanismo de disparo, de alimentação ou carregamento.

25) Possuir dispositivo que possibilite a colocação e a retirada do carregador com uma única mão.

26) Possuir alavanca de manejo, com punho pouco saliente, ergonômica, que permita o engatilhamento inicial e o manejo, para abertura ou fechamento da caixa da culatra. Durante o tiro, a alavanca deverá permanecer imóvel.

27) Apresentar funcionamento normal, quando utilizado sob condições adversas, como chuva, areia, água (doce e salgada) etc.

28) Possuir punho, coronha, guarda-mão e chapa da soleira de forma anatômica e de material resistente a impactos e refratário ao calor.

29) Todas as peças devem possuir resistência contra corrosão provocada pelos diversos meios encontrados no teatro de operações.

30) Todas as peças, metálicas ou não, devem ser foscas para evitar a reflexão de qualquer fonte de luz.

31) Possuir acessório que permita a utilização dos cartuchos de festim, possibilitando a realização do tiro nas mesmas condições constantes do RA no 22.

32) Possuir, como acessório, material para limpeza.

33) Possuir local para acondicionar o material de limpeza.

34) Possuir ferramentas, equipamentos e dispositivos calibradores, conforme definido no manual técnico, para todos os escalões, identificando-os conforme o uso por escalão, em condições de acompanhar as primeiras unidades distribuídas à tropa.

35) Não permitir o disparo acidental, mesmo quando carregado e destravado, em quedas de até 2 metros de altura.

36) Cano com vida útil, mínima, de 6.000 tiros.

37) Possuir baioneta ou faca-baioneta e respectiva bainha com dispositivo de fixação no equipamento individual.

38) Possibilitar o tiro com a baioneta ou faca-baioneta, fixada no fuzil.

39) Possuir manuais de operação, técnicos e outros, em língua portuguesa.

40) Possuir catálogo de suprimento contendo número do fabricante, discriminação e desenhos de todas as peças, componentes e sobressalentes, escrito em língua portuguesa.

41) Possuir protetor do gatilho (guarda-mato) de dimensões suficientes para uso de luvas.

b. Desejáveis (RD)

1) Possibilitar o uso de carregadores de maior capacidade.

2) Sistema de pontaria com pontos impregnados de material fosforescente à prova de água e dos produtos de lubrificação, para realizar visada em condições de pouca luminosidade.

3) Ter a possibilidade de ser transportado de forma equilibrada com apenas uma das mãos.

4) Possuir acessório adicional para municiar, de forma rápida, os carregadores.

5) Cano da arma com tratamento interno para aumentar a vida útil e facilitar a limpeza.

6) Possuir seletor de tiro conforme RA no 22 acrescido de posição para rajada de 3 tiros.

7) Não permitir ignição espontânea de cartucho na câmara por aquecimento do cano.

8 ) Permitir que o atirador empunhe o fuzil através do “spot” ou “stock weld” mesmo que utilize dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação.

9) Possuir um dispositivo que permita ao usuário controlar, mesmo em poucas condições de luminosidade, a quantidade de cartuchos existentes no carregador.

10) Possuir seletor de tiro e alavanca de manejo, para canhoto e destro.

11) Possuir acessório que possibilite acoplar os carregadores entre si, formando conjunto capaz de ser carregado na arma.

12) Possuir proteção na janela de ejeção do estojo, que não permita a entrada de material estranho no interior do fuzil.

c. Complementares (RC)

1) Poder ser confeccionado com o polímero em cores peculiares das Forças.

2) Possuir estojos de lona personalizados ou outro material para cada Força, para transporte dos carregadores e com dispositivo de fixação no equipamento individual.

3) Permitir a customização de seus acessórios.

ANEXO II

REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) DO FUZIL MÉDIO DAS FORÇAS ARMADAS (ROC – Nº 02/ 2011)

TÍTULO

FUZIL MÉDIO CALIBRE 7,62 milímetros – Fz Cal 7,62 mm

DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS

Os requisitos abaixo foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego da Marinha do Brasil e Exército Brasileiro constantes em suas documentações orientadoras e normativas após reuniões de coordenação realizadas no Ministério da Defesa, em 2011.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares. Os absolutos são obrigatórios no armamento e seus acessórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados no armamento pelo incremento da operacionalidade e por proporcionarem maior flexibilidade e conforto ao atirador. Podem, até, já estar implementados, valorizando o item avaliado. Os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a escolha do armamento sem desequilibrar sua avaliação (ex: escolher a cor do polímero em azul).

a. Absolutos (RA)

1) Ter calibre 7,62 mm e poder usar os cartuchos padrão OTAN (7,62 mm x 51mm) em seus variados tipos: comum, perfurante, traçante, lançamento de granadas de bocal e festim.

2) Ser empregado em combate sob quaisquer condições climáticas e ambientais existentes na área operacional do continente, devendo inclusive permitir o funcionamento imediato após imersão em água doce ou salgada.

3) Ser fácil e rapidamente desmontado e montado, para manutenção de limpeza ou correção, sem o auxílio de ferramentas.

4) Possuir índice de disponibilidade, em operações, acima de 90%.

5) Ser portátil e de emprego individual.

6) Ser alimentado por carregador, com capacidade mínima de 20 cartuchos.

7) Possuir alça de mira que possibilite o ajuste do tiro, com regulagem de incrementos de no máximo 100 metros, abrangendo, no mínimo, de 0 a 200 metros.

8 ) A massa de mira deve possuir dispositivo que permita sua proteção e possibilite o enquadramento inicial do alvo.

9) Possuir dispositivos que permitam as correções do tiro em alcance e direção, sem a utilização de ferramentas especiais.

10) Possuir suporte padrão que permita a acoplagem de acessórios e dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação (tipo dovetail dimensions trail ou trail interface system ou MIL-SPEC 1913 ou trilhos Picatinny).

11) Poder acoplar acessório lançador de granadas 40 mm x 46 mm (OTAN) e outras.

12) Possuir bandoleira de transporte, regulável, que proporcione o transporte a tiracolo ou em bandoleira, com conforto e auxilie durante a tomada da pontaria e o disparo.

13) Possuir quebra-chamas que possa ser utilizado, também, para o lançamento de granadas de bocal (AP/AC) e poder fixar supressor de ruídos de tiro (silenciador).

14) Ter comprimento total, com coronha estendida e sem baioneta, que não ultrapasse 1100 mm.

15) Ter comprimento, com a coronha rebatida e/ou recolhida e sem baioneta, que não ultrapasse 850 mm.

16) Ter peso, com o carregador vazio, do tipo reto ou do tipo curvo, e sem acessórios, que não ultrapasse 4.500 gramas.

17) Ter alcance de utilização para a execução dos tiros com precisão, sem o uso de dispositivos ópticos e optrônicos de, pelo menos, 200 metros.

18) Ter alcance útil, capaz de causar dano a um combatente, pelo menos, na faixa de 200 a 600 metros.

19) Ser a força necessária para pressionar a tecla do gatilho e a realizar o disparo, entre 30 e 40 Newtons.

20) Possuir guarda-mato para proteção da tecla do gatilho.

21) Apresentar as seguintes cadências, mínimas, de tiro:
a) técnica: 600 tiros por minuto;
b )prática em tiro contínuo: 100 tiros por minuto; e
c) prática em tiro intermitente: 60 tiros por minuto.

22) Possuir seletor de tiro de fácil utilização com, no mínimo, as posições de tiro automático, tiro intermitente e posição de segurança, podendo a seleção ser feita com uma única mão.

23) Ter dispositivo que possibilite o encurtamento do fuzil sem impedir o acionamento do seletor de tiro previsto no RA no 22 ou a execução do tiro.

24) Ter dispositivo que impeça o disparo se não houver o completo trancamento da arma ou ocorrer qualquer anormalidade no mecanismo de disparo, de alimentação ou carregamento.

25) Possuir dispositivo que possibilite a colocação e a retirada do carregador com uma única mão.

26) Possuir alavanca de manejo, com punho pouco saliente, ergonômica, que permita o engatilhamento inicial e o manejo, para abertura ou fechamento da caixa da culatra. Durante o tiro, a alavanca deverá permanecer imóvel.

27) Apresentar funcionamento normal, quando utilizado sob condições adversas, como chuva, areia, água (doce e salgada) etc.

28) Possuir punho, coronha, guarda-mão e chapa da soleira de forma anatômica e de material resistente a impactos e refratário ao calor.

29) Todas as peças devem possuir resistência contra corrosão provocada pelos diversos meios encontrados no teatro de operações.

30) Todas as peças, metálicas ou não, devem ser foscas para evitar a reflexão de qualquer fonte de luz.

31) Possuir acessório que permita a utilização dos cartuchos de festim, possibilitando a realização do tiro nas mesmas condições constantes do RA no 22.

32) Possuir, como acessório, material para limpeza.

33) Possuir local para acondicionar o material de limpeza.

34) Possuir ferramentas, equipamentos e dispositivos calibradores, conforme definido no manual técnico, para todos os escalões, identificando-os conforme o uso por escalão, em condições de acompanhar as primeiras unidades distribuídas à tropa.

35) Não permitir o disparo acidental, mesmo quando carregado e destravado, em quedas de até 2 metros de altura.

36) Cano com vida útil, mínima, de 6.000 tiros.

37) Possuir baioneta ou faca-baioneta e respectiva bainha com dispositivo de fixação no equipamento individual.

38) Possibilitar o tiro com a baioneta ou faca-baioneta fixada no fuzil.

39) Possuir manuais de operação, técnicos e outros, em língua portuguesa.

40) Possuir catálogo de suprimento contendo número do fabricante, discriminação e desenhos de todas as peças, componentes e sobressalentes, escrito em língua portuguesa.

41) Possuir protetor do gatilho (guarda-mato) de dimensões suficientes para uso de luvas.

b. Desejáveis (RD)

1) Possibilitar o uso de carregadores de maior capacidade.

2) Sistema de pontaria com pontos impregnados de material fosforescente à prova de água e dos produtos de lubrificação, para realizar visada em condições de pouca luminosidade.

3) Ter a possibilidade de ser transportado de forma equilibrada com apenas uma das mãos.

4) Possuir acessório adicional para municiar, de forma rápida, os carregadores.

5) Cano da arma com tratamento interno para aumentar a vida útil e facilitar a limpeza.

6) Possuir seletor de tiro conforme RA no 22 acrescido de posição para rajada de 3 tiros.

7) Não permitir ignição espontânea de cartucho na câmara por aquecimento do cano.

8 ) Permitir que o atirador empunhe o fuzil através do “spot” ou “stock weld” mesmo que utilize dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação.

9) Possuir um dispositivo que permita ao usuário controlar, mesmo em poucas condições de luminosidade, a quantidade de cartuchos existentes no carregador.

10) Possuir seletor de tiro e alavanca de manejo, para canhoto e destro.

11) Possuir acessório que possibilite acoplar os carregadores entre si, formando conjunto capaz de ser carregado na arma.

12) Possuir proteção na janela de ejeção do estojo, que não permita a entrada de material estranho no interior do fuzil.

c. Complementares (RC)

1) Poder ser confeccionado com o polímero em cores peculiares das Forças.

2) Possuir estojos de lona personalizados ou outro material para cada Força, para transporte dos carregadores e com dispositivo de fixação no equipamento individual.

3) Permitir a customização de seus acessórios.

(Esta Portaria se encontra publicada no DOU nº 241, de 16 DEZ 11 – Seção 1).

Colaborou: FEARLESS

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Exército prepara troca de armas

O Exército começará em 2012 a substituir seus fuzis FAL pelo modelo IA2, desenvolvido e fabricado no Brasil. A nova arma deve também equipar a Marinha, a Aeronáutica e as polícias militar e civil, além de ser exportado. O FAL, de fabricação belga, é usado pelas Forças Armadas desde 1964, e boa parte das cerca de 150 mil unidades está velha e defasada.

‘Em vez de substituir [os fuzis] por outros FAL, seria melhor ter uma arma mais moderna’, disse o general Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.

A opção mais barata seria comprar lotes de fuzis importados, como o americano AR-15 ou o russo Kalashnikov. Mas o Exército optou por desenvolver tecnologia própria, para não depender de suprimentos estrangeiros.

FONTE: www.jornalpequeno.com.br

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(BBC/Washington, 21) 1. Após um início de governo marcado pela expectativa de que mudaria o rumo da política externa brasileira, a presidente Dilma Rousseff completará um ano no poder sem grandes diferenças em relação a seu antecessor, dizem analistas consultados pela BBC Brasil. “Acho que há essencialmente uma continuidade”, disse à BBC Brasil o historiador americano John French, professor da Duke University, na Carolina do Norte.

2. No entanto, apesar da aparente sinalização inicial de mudança, nesta semana o Brasil voltou a se abster em uma votação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que condenou violações de direitos humanos no Irã. No entanto, mesmo em outros temas, como as crises na Síria ou na Líbia, a atuação brasileira no primeiro ano do governo de Dilma não trouxe grandes mudanças em relação a seu antecessor.

3. O Brasil se absteve na votação no Conselho de Segurança, em março, que aprovou uma ação militar na Líbia sob a justificativa de proteger civis. Também demorou a reconhecer os rebeldes líbios que derrubaram o governo de Muamar Khadafi e assumiram o poder. O Brasil também não foi favorável a sanções contra a Síria em votações no âmbito do Conselho de Segurança da ONU – já que nesse fórum há o risco de que resoluções resultem em ação militar, como ocorreu no caso da Líbia.

FONTE: BBC, via Ex-Blog do Cesar Maia

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Em meio à austeridade com que vem tratando pressões dos poderes Legislativo e Judiciário por aumentos de gastos, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que as Forças Armadas necessitam urgentemente de recursos para atualização tecnológica e para atender às novas exigências do País na área de defesa. A presidente disse que “a sociedade brasileira reconhece as virtudes de lealdade, abnegação e patriotismo naqueles que dedicam a vida à defesa da soberania, da democracia e da integridade territorial do Brasil”. E acrescentou que o Brasil também tem de reconhecer que esses homens e mulheres necessitam de recursos. Não só aqueles destinados a equipamentos, mas também aqueles que garantam uma vida digna à família militar. Antes, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alertou que pesquisa indicou que 50% dos brasileiros temem que o País seja atacado por causa da Amazônia. Temos que reativar a indústria bélica. Nos anos de 1970, o Brasil foi um dos mais importantes polos navais do mundo. Agora, em parceria com a França, construiremos cinco submarinos convencionais, mais um movido a energia nuclear. O porta-aviões São Paulo está em reforma há mais de ano. A FAB aguarda a definição sobre os novos caças supersônicos para substituir os atuais equipamentos, com a escolha entre a França, a Suécia e os EUA.

O Centro de Avaliações do Exército realizou demonstração de tiro real da nova Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Guarani, do novo fuzil IA2 Imbel e entregou à força terrestre os dois primeiros exemplares do radar Saber M60. O Guarani pesa 18 toneladas, tem capacidade para transportar 11 militares, é anfíbio, tem proteção balística contra munição calibre 7,62 mm perfurante e pode alcançar a velocidade de 100 km/h. Projetado por engenheiros militares brasileiros e produzido pela empresa Orbisat, o Saber M60 possui a tecnologia mais moderna do mercado dentre os equipamentos da categoria. As guerras clássicas ficaram nos livros de história. Agora, após quase nove anos de uma luta sem glória, os EUA se retiraram do Iraque. Porém, hoje, os inimigos são o terrorismo, a insegurança, o contrabando e o narcotráfico. Fronteiras não são barreiras confiáveis. Temos milhares e milhares de km com fronteiras secas ou onde a separação de um país para o nosso território é apenas um rio isolado e por onde, facilmente, se atinge a outra margem.

As Forças Armadas há 40 anos alertam para o problema. Por isso têm transferido para a Amazônia legal efetivos e pedem mais helicópteros, aviões caça e de transporte de tropas, veículos blindados e belonaves apropriadas. Mesmo tendo os melhores combatentes de selva na Amazônia, eis que são exímios conhecedores das matas e de como nelas sobreviver e lutar, o número é pequeno. Está na hora de aplicarmos uma teoria de ocupação da Amazônia, primeiro pelos nossos militares da Marinha, Exército e Aeronáutica e em torno dos Pelotões de Fronteiras, criando minicidades para que ali tremule a Bandeira Nacional. A indústria bélica gerará empregos, tecnologia e economizará importações. Vamos adotar logo o território do Norte e do Noroeste do Brasil, antes que militares, traficantes ou guerrilheiros de outras nações o ocupem.

FONTE: Jornal do Comércio/RS

 

1. O quadro internacional sofreu mudanças significativas em 2011. A crise europeia tem encoberto uma crise maior: o fim do ciclo liberal hegemônico desde o final dos anos 70 com a ascensão de Thatcher no Reino Unido. Nesse sentido, a crise financeira de 2008 vai muito além da irresponsabilidade e da especulação. A questão do Euro -déficits e dívidas-, nesse sentido, é uma crise conjuntural grave e a ponta visível daquele final de ciclo.

2. Quando se fala em reforma institucional da União Europeia, com perda parcial de soberania dos países sobre suas políticas fiscais, há que se lembrar que o orçamento é a razão histórica de ser dos parlamentos. Portanto, a perda parcial de soberania seria dos próprios parlamentos. Isso aponta para um ciclo que começa a ser desenhado, com instâncias coletivas de ampliação da esfera estatal.

3. A decisão de responder a crise das dividas com restrições orçamentárias, gera uma restrição internacional ao crédito para evitar efeitos multiplicadores adicionais e um processo recessivo que atravessará 2012, pelo menos. Seja pelo canal comercial, seja pelo canal creditício, as economias fora do eixo dos EUA-Europa já sentem as consequências. No caso do Brasil, se conjuga esse quadro internacional com os efeitos internos de 2010, da irresponsabilidade fiscal, da bolha creditícia, da perda de competitividade industrial e da insegurança cambial, todos com reflexos inflacionários.

4. A América Latina continuou navegando sem sinal de tendência. Piñera no Chile, Santos na Colômbia e Molina na Guatemala apontaram para a direita. Humala no Peru, Ortega na Nicarágua e Cristina Kirchner na Argentina reforçaram o populismo. Este quadro e as provocações lançadas contra os EUA terminaram isolando a América Latina, incluindo o Brasil, por sua heterodoxia externa. A China, o Irã e a Rússia avançaram sobre o continente, em especial a China, que se tornou o principal parceiro comercial da América do Sul.

5. O silêncio dos EUA em relação à crise europeia apenas ratificou sua cada vez mais clara preferência pelas relações com a Ásia. A associação de livre comércio dos EUA com países asiáticos, que em breve incorporará o Japão, e que incluiu o Peru e Chile, países do Pacífico, é contundente demonstração disso. A própria tranquilidade em relação ao pós-primavera árabe, a saída do Iraque, mostram que a atenção dos EUA estará concentrada no Irã e na defesa de seus parceiros e espaços estratégicos como a Arábia Saudita e Israel.

6. A política externa europeia teve um forte ajuste em relação ao norte da África (com a decisão da IDC-internacional democrata de centro- e do PPE -partido popular europeu- que tem a maioria no parlamento europeu e onde está a maioria dos governos europeus), ao entender como parte do processo democrático a vitória dos partidos islâmicos e passar a estabelecer, naturalmente, relações interculturais e inter-religiosas com os partidos islâmicos, incorporando aqueles que assim quiserem à própria IDC, como já ocorreu com o partido da Independência do Marrocos no final de 2010.

7. Nesse quadro internacional jogam-se novas estratégias, onde o amadorismo, o voluntarismo e a excitação que tem caracterizado a política externa brasileira só produzirão abraços, tapas nas costas, e isolamento da mesa daquelas decisões estratégicas.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 
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