Página 7 de 42« Primeira...56789...203040...Última »

No início de setembro, a presidente Dilma Rousseff é esperada em Curitiba, no Paraná, para o início das operações dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) da Polícia Federal. Fabricados em Israel, vão patrulhar as fronteiras.

FONTE: Isto É

Oficial da reserva comemora demissão e diz que ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar”

Ex-presidente do Clube Militar também ataca novo ministro Amorim; procurado, Jobim não comenta declarações

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

A queda de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, no último dia 4, trouxe à tona o ressentimento de oficiais das Forças Armadas com supostas humilhações impostas a militares pelo ex-chefe.
Um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, expõe mágoas da caserna e afirma que o ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar” e “já vai tarde”.
O texto foi publicado no site da Academia Brasileira de Defesa e circula desde o fim de semana em blogs de militares. Escrito como desabafo dirigido a Jobim, sugere que parte da classe se sentiu vingada com sua demissão.
“Como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram (…) a desventura de servir no seu ministério”, diz.
“Por tudo de mal que fez à nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias.”
O general afirma que o perfil do ex-ministro publicado pela revista “Piauí” “retrata com fidelidade” o “seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores”.
Na reportagem, que precipitou a demissão do ex-ministro, Jobim chama a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) de “fraquinha” e diz que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.
Em outro trecho, que irritou os militares, a repórter narra uma cena em que ele usa tom ríspido para dar ordens ao almirante José Alberto Accioly Fragelli, diante de outros oficiais e de civis.
O artigo critica o ex-ministro por posar de farda, “envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas”.

PROMESSAS
O oficial ainda ataca a Estratégia Nacional de Defesa, principal projeto de Jobim na pasta. “Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados”, critica.
“Suas promessas de reaparelhamento e modernização não se realizaram”, diz. “Só palavrório, discursos vazios, promessas que não se cumpriram, enganações e mais enganações.”
Lessa elogia a presidente Dilma Rousseff, que estaria comandando as Forças Armadas “na plenitude da sua competência”, mas critica a escolha do novo ministro da Defesa, Celso Amorim.
O diplomata é descrito como “sem afinidade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais prementes” e “com notória orientação esquerdista”.
“Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim”, diz.
Ontem à tarde, a reportagem procurou ex-assessores de Jobim, que prometeram enviar a carta ao ex-ministro. Ele não se manifestou até a conclusão desta edição.

FONTE: Folha.com

Tagged with:
 

O Exército está promovendo, ao longo desta semana, na cidade goiana de Santo Antônio do Descoberto, o quarto treinamento anual do Comando Militar do Planalto. Cerca de 600 militares que servem em Brasília e Cristalina (GO) chegaram na segunda-feira à cidade, que fica a cerca de 50 km da capital do País.

O objetivo do treinamento é preparar os militares para atuar em operações de garantia da lei e da ordem, em situações previstas pela Constituição, quando o Exército atua com poder de polícia. Segundo o major do Comando Militar do Planalto Clovis Gomes Silva, esse tipo de atuação militar ocorre quando órgãos de segurança pública, como as polícias Civil e Militar, não conseguem manter a ordem. Nesses casos, para que as Forças Armadas entrem em ação, é necessária a autorização da Presidência da República.

Santo Antônio do Descoberto foi escolhido por estar próximo a Brasília e, também, por ser um município pequeno. “Aqui, a presença da tropa não traz muitos transtornos para o dia a dia dos moradores”, disse o major Clovis Gomes Silva.

Participam do treinamento militares do Batalhão da Guarda Presidencial, Regimento da Cavalaria de Guarda, Pelotão de Polícia do Exército, Comando da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada de Cristalina e órgãos de segurança pública de Goiás e do Distrito Federal. As tropas estão equipadas com armamento de munição não letal, como balas de festim e bombas de efeito moral, cavalos, jipes, carros blindados e tanques de guerra.
Os exercícios consistem na ocupação de pontos estratégicos e no controle de distúrbios populares. Nesses casos, a simulação é feita com militares em trajes civis.

Na operação desta terça-feira, o Exército fechou as entradas e saídas da cidade e está controlando o tráfego de veículos. De acordo com o major César Humberto, que comanda a operação, as principais ocorrências foram referentes a problemas de trânsito, como falta de documentos de alguns carros e motoristas. Uma pessoa foi detida por dirigir embriagada. Nesses casos, a fiscalização conta com o apoio da polícia estadual. Os militares também estão promovendo ações sociais na cidade, com orientação médica e odontológica à comunidade e palestras sobre as formas de ingresso no Exército Brasileiro.

FONTE/FOTO: Agência Brasil

ACIDENTE ENVOLVENDO MILITARES – Nº 03

 Em complemento as Notas à Imprensa anteriores relacionadas ao acidente ocorrido na madrugada de 9 de agosto (terça-feira), próximo a cidade de Teixeira de Freitas, envolvendo oficiais e alunos do Curso de Formação de Oficiais da Escola de Formação Complementar do Exército que se deslocavam para o Rio de Janeiro a fim de atender a uma viagem de instrução, informamos o que se segue:

- Os corpos dos militares falecidos (1º Tenente de Engenharia MARCELO ADELINO da Silva e 1º Tenente de Infantaria Ivanildo TORRES LIMA Júnior e o Tenente Aluno Alexandre Magno de Andrade SANTIAGO) serão transladados de avião da Força Aérea Brasileira para Salvador após a liberação do Instituto Médico Legal de Itamaraju.

- Os demais militares retornarão para Salvador.

O Comando da EsFCEx imbuído de solidariedade e sensibilizado com as perdas, está empenhado em prestar todo o apoio necessário aos envolvidos e às famílias dos militares vitimados pelo trágico acidente.

 ACIDENTE ENVOLVENDO MILITARES – Nº 02

Em complemento a Nota à Imprensa Nº 01 que se relaciona ao acidente ocorrido na madrugada de 9 de agosto (terça-feira), próximo a cidade de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia envolvendo um ônibus no qual viajavam oficiais e alunos do Curso de Formação de Oficiais da Escola de Formação Complementar do Exército que se deslocavam para o Rio de Janeiro a fim de atender a uma viagem de instrução, informamos o que se segue:.

- Faleceram no acidente os seguinte militares: 1º Ten Eng MARCELO ADELINO da Silva, 1º Ten Inf Ivanildo TORRES LIMA Júnior e o Ten Al Alexandre Magno de Andrade SANTIAGO. Informamos ainda que 3 (três) militares encontram-se em processo cirúrgico.

- Uma equipe composta de 4 (quatro) médicos e profissionais do Exército foi deslocada para o local a fim de apoiar os profissionais do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, no atendimento dos feridos.

O Comando da EsFCEx imbuído de solidariedade e sensibilizado com as perdas, está empenhado em prestar todo o apoio necessário aos envolvidos e às famílias dos militares vitimados pelo acidente.

ACIDENTE ENVOLVENDO MILITARES – Nº 01

O Comando da Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) informa a ocorrência de um acidente rodoviário por volta das 4 horas da madrugada de 9 de agosto (terça-feira) próximo a cidade de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia envolvendo ônibus no qual viajavam oficiais e alunos do Curso de Formação de Oficiais da Escola de Formação Complementar do Exército que se deslocavam para o Rio de Janeiro a fim de atender viagem de instrução. Os feridos foram levados para o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas. As causas do acidente estão sendo apuradas.

O Comando da EsFCEx, profundamente consternado e imbuído do mais alto sentimento de solidariedade, está empenhado em prestar todo o apoio necessário aos envolvidos e às famílias dos militares vitimados pelo acidente.

Seção de Comunicação Social

Tel: 3205-8805

scs@esaex.ensino.eb.br

COLABOROU: Mario Bos

 

Discurso do Ministro da Defesa Celso Amorim

PALAVRAS DO MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, CELSO AMORIM, POR OCASIÃO DA CERIMÔNIA DE POSSE NO CARGO

BRASÍLIA, 2011.08.08

ANTES DE MAIS NADA, AGRADEÇO O HONROSO CONVITE DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA, DILMA ROUSSEFF, PARA ASSUMIR A PASTA DA DEFESA.

SOU GRATO PELA CONFIANÇA E PELA OPORTUNIDADE DE PARTICIPAR DESSA IMPORTANTE ETAPA DA LONGA TRANSIÇÃO DO BRASIL RUMO A UMA SOCIEDADE MAIS LIVRE, MAIS JUSTA E MAIS IGUALITÁRIA.

SEREI BREVE.

A REALIDADE DE UMA POLÍTICA PÚBLICA COMPLEXA E MULTIFACETADA COMO A DEFESA NÃO OFERECE ESPAÇO À PRETENSÃO.

DE MANEIRA SERENA, CABE A MIM NESTE MOMENTO MAIS OUVIR DO QUE FALAR – SEM COM ISSO ME FURTAR AO DIÁLOGO FRANCO E TRANSPARENTE.

IDENTIFICO NOS MILITARES VALORES DIGNOS DE ADMIRAÇÃO:

- PATRIOTISMO;

- ABNEGAÇÃO;

- ZELO PELA COLETIVIDADE;

- RESPEITO À HIERARQUIA E À DISCIPLINA.

GRAÇAS A IMPORTANTES INICIATIVAS LEVADAS A CABO EM GOVERNOS ANTERIORES, E MAIS PARTICULARMENTE DURANTE O GOVERNO DO PRESIDENTE LULA, O PANORAMA DA DEFESA NACIONAL É QUALITATIVAMENTE DISTINTO DO CENÁRIO EM QUE NOS ENCONTRÁVAMOS NO INÍCIO DA REDEMOCRATIZAÇÃO.

CONTAMOS COM FORÇAS ARMADAS PROFISSIONAIS E PLENAMENTE CONSCIENTES DE SUA SUBORDINAÇÃO AO PODER DEMOCRÁTICO CIVIL.

A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA E O PLANO DE ARTICULAÇÃO E EQUIPAMENTO DA DEFESA DELA DECORRENTE OFERECEM UM HORIZONTE DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO PARA O SETOR.

SOB O SIGNO DA CONTINUIDADE QUE CARACTERIZA OS ESTADOS QUE ATINGIRAM MATURIDADE DEMOCRÁTICA, TRABALHAREI PARA IMPLEMENTÁ-LOS.

FAREI ISSO COM ESPÍRITO CRÍTICO E DE MANEIRA ATENTA AOS AJUSTES E ADAPTAÇÕES QUE SE FAÇAM NECESSÁRIOS.

DEDICAREI ESFORÇOS AO FORTALECIMENTO DA INDÚSTRIA NACIONAL DE MATERIAL DE EMPREGO MILITAR E À AMPLIAÇÃO DA AUTONOMIA TECNOLÓGICA DE NOSSAS FORÇAS ARMADAS, EM ESTREITA COORDENAÇÃO COM OS MINISTÉRIOS DO DESENVOLVIMENTO E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA.

O MOMENTO QUE VIVEMOS EM TERMOS DE POLÍTICA INDUSTRIAL REFORÇA ESSA PRIORIDADE.

O APRIMORAMENTO DA CAPACIDADE DE OPERAÇÃO CONJUNTA ENTRE MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA, A RACIONALIZAÇÃO DE PROCESSOS E PROGRAMAS E O ROBUSTECIMENTO DA SUPERVISÃO DO MINISTÉRIO DA DEFESA SOBRE AS POLÍTICAS SETORIAIS DAS FORÇAS SÃO COMPROMISSOS DO TITULAR DA PASTA.

O ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS TERÁ IMPORTANTE PAPEL NESSE PROCESSO.

O INSTITUTO PANDIÁ CALÓGERAS, A SER IMPLANTADO COM CELERIDADE, SERÁ IMPORTANTE INSTRUMENTO DE REFLEXÃO SOBRE TEMAS ESTRATÉGICOS E SERVIRÁ PARA FORMAR OS FUTUROS ANALISTAS CIVIS DE DEFESA.

NÃO IGNORO A CENTRALIDADE DA QUESTÃO ORÇAMENTÁRIA.

CONHECENDO A ATENÇÃO QUE A PRESIDENTA DA REPÚBLICA ATRIBUI AOS ASSUNTOS DE DEFESA, CABE A MIM EMPENHAR-ME EM OBTER OS RECURSOS INDISPENSÁVEIS AO EQUIPAMENTO ADEQUADO DAS FORÇAS ARMADAS. CONTO PARA TANTO COM A COMPREENSÃO DE MEUS COLEGAS DA ÁREA FINANCEIRA. AFINAL, O PRÓPRIO DOCUMENTO LEGAL QUE INSTITUIU A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA ESTABELECE VÍNCULO INDISSOCIÁVEL ENTRE ESTA E A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO.

DEVEMOS CONCEBER E APROVAR MECANISMO QUE PERMITA CONFERIR PREVISIBILIDADE, ESTABILIDADE E PERENIDADE AOS PROJETOS DE EQUIPAMENTO E DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DAS FORÇAS.

NA MESMA LINHA, NÃO DESCONHEÇO AS LEGÍTIMAS ASPIRAÇÕES DOS MILITARES NO QUE SE REFERE À GARANTIA DE CONDIÇÕES DE VIDA COMPATÍVEIS COM SUAS RESPONSABILIDADES, VITAIS PARA TODA A NAÇÃO.

UM PAÍS PACÍFICO COMO O BRASIL NÃO PODE SER CONFUNDIDO COM PAÍS DESARMADO E INDEFESO.

VIVEMOS EM PAZ COM OS NOSSOS VIZINHOS. MAS O BRASIL É DETENTOR DE ENORMES RIQUEZAS E POSSUIDOR DE INFRAESTRUTURAS DE GRANDES DIMENSÕES.

CABE AO ESTADO BRASILEIRO RESGUARDAR EXTENSAS FRONTEIRAS TERRESTRES E MARÍTIMAS.

ALÉM DA INDISPENSÁVEL DEFESA DA POPULAÇÃO, DEVEMOS PROTEGER NOSSOS RECURSOS NATURAIS, A COMEÇAR PELAS RIQUEZAS CONTIDAS NA AMAZÔNIA E NAS ÁGUAS JURISDICIONAIS BRASILEIRAS.

AS DESCOBERTAS DE SIGNIFICATIVAS RESERVAS DE PETRÓLEO, SOBRETUDO NA CAMADA PRÉ-SAL REFORÇAM ESSA NECESSIDADE.

NOSSO TERRITÓRIO DA AMAZÔNIA AO AQUÍFERO GUARANI, QUE COMPARTILHAMOS COM OS VIZINHOS DO MERCOSUL, É REPOSITÓRIO DE ENORME QUANTIDADE DE ÁGUA, RECURSO CADA VEZ MAIS ESCASSO NO MUNDO.

É FUNDAMENTAL ASSEGURAR QUE A NOSSA SOBERANIA SOBRE O RECURSO ÁGUA – ALÉM DE SUA UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL – SEJA PRESERVADA.

HOJE, É PRECISO ADMITIR, NOSSAS FORÇAS SOFREM DE CARÊNCIAS QUE NÃO PERMITEM O EFEITO DISSUASÓRIO INDISPENSÁVEL À SEGURANÇA DESSES ATIVOS.

HÁ UM DESCOMPASSO ENTRE A CRESCENTE INFLUÊNCIA INTERNACIONAL BRASILEIRA E NOSSA CAPACIDADE DE RESPALDÁ-LA NO PLANO DA DEFESA. UMA NÃO SERÁ SUSTENTÁVEL SEM A OUTRA.

ATENTOS AO ECUMENISMO QUE CARACTERIZA A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL CONTEMPORÂNEO, DEVEMOS VALORIZAR O CONSELHO DE DEFESA SUL-AMERICANO E INTENSIFICAR A COOPERAÇÃO ENTRE OS PAÍSES DA REGIÃO.

PRETENDO TAMBÉM ATRIBUIR ESPECIAL ÊNFASE AO RELACIONAMENTO DE DEFESA COM OS PAÍSES AFRICANOS.

JUNTAMENTE COM O ITAMARATY, FORTALECEREMOS A ZONA DE PAZ E COOPERAÇÃO DO ATLÂNTICO SUL.

BUSCAREMOS ASSEGURAR QUE O ATLÂNTICO SUL SEJA UMA ÁREA LIVRE DE ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA, EM PARTICULAR DE ARMAS NUCLEARES.

CONTINUAREMOS A DAR NOSSA CONTRIBUIÇÃO A OPERAÇÕES DE PAZ DA ONU, DENTRO DOS PRECEITOS DO DIREITO INTERNACIONAL, SOBRETUDO NAQUELAS ÁREAS DE MAIOR INTERESSE PARA O BRASIL E ONDE DISPONHAMOS DE CLARA VANTAGEM COMPARATIVA.

DEFESA E SOCIEDADE DEVEM ESTAR PERMANENTEMENTE EM HARMONIA.

HISTORICAMENTE, NOSSAS FORÇAS ARMADAS CONSTITUIRAM IMPORTANTES INSTRUMENTOS DE ASCENSÃ0 SOCIAL.

É IMPORTANTE, ASSIM, QUE REFLITAM DE FORMA CRESCENTE A DIVERSIDADE DA SOCIEDADE BRASILEIRA.

DEVEMOS VALORIZAR A DISCUSSÃO DE TEMAS COMO DIREITOS HUMANOS, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E IGUALDADE DE RAÇA, GÊNERO E CRENÇA.

GOSTARIA DE ENCERRAR COM AS PALAVRAS DE UM GRANDE DEFENSOR DAS FORÇAS ARMADAS, JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS JÚNIOR, O BARÃO DO RIO-BRANCO. EM SEU ÚLTIMO DISCURSO, PROFERIDO NO CLUBE MILITAR, EM 11 DE OUTUBRO DE 1911, RIO-BRANCO AFIRMOU:

“TODA A NOSSA VIDA COMO ESTADO LIVRE E SOBERANO ATESTA A NOSSA MODERAÇÃO E OS SENTIMENTOS PACÍFICOS DO GOVERNO BRASILEIRO, EM PERFEITA CONSONÂNCIA COM A ÍNDOLE E A VONTADE DA NAÇÃO.”

ESSA CONVICÇÃO SOBRE NOSSA VOCAÇÃO PACIFISTA NÃO IMPEDIU RIO-BRANCO DE, NAS SUAS PALAVRAS:

“LEMBRAR, COMO TANTOS OUTROS COMPATRIOTAS, A NECESSIDADE (…) DE TRATARMOS SERIAMENTE DE REORGANIZAR A DEFESA NACIONAL.”

MUITO OBRIGADO.

Fonte: MinDef

 

 

O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, tomou posse na tarde desta segunda-feira, em Brasília, e afirmou que dedicará seu tempo à frente da pasta à proteção das fronteiras e dos recursos nacionais do Brasil, como o pré-sal.

Amorim assume a pasta após a demissão de Nelson Jobim, que deixou o cargo em meio a polêmicas causadas por uma série de declarações sobre o governo de Dilma Rousseff. Ele não participou da cerimônia de troca de cargos.

Segundo Amorim, “um país pacífico como o Brasil não pode ser confundido com um país desarmado e indefeso”. Para ele o fato de que o país vive em paz com seus vizinhos não significa que o Brasil não deva se preocupar com sua proteção.

“Há um descompasso entre a crescente influência internacional brasileira e nossa capacidade de resguardá-la no plano da defesa”, disse ele.

Para contornar esse problema, ele afirmou que vai trabalhar em coordenação com os ministérios do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia, além de se empenhar “em obter os recursos indispensáveis para obter os equipamentos adequados às Forças Armadas”.

O novo ministro afirmou que pretende intensificar a cooperação entre países sulamericanos e o relacionamento de defesa dos países africanos.

Elogios

Amorim ainda elogiou as Forças Armadas durante o discurso e afirmou que “o panorama de defesa nacional é qualitativamente distinto” do cenário durante o processo de redemocratização. Ele atribuiu a melhoria aos governos anteriores, tanto o de Luiz Inácio Lula da Silva quanto o de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o novo ministro, o setor da defesa e a sociedade “devem estar em plena harmonia”. Ele mencionou o histórico das Forças Armadas como “importante instrumento de ascensão social” e defendeu que elas “reflitam a diversidade da sociedade brasileira” e levem em conta a “igualdade de raça, gênero e crença”.

FONTE/FOTO: Folha/Agência Brasil

O governador do Acre, Tião Viana (PT), considera “grave” a situação na fronteira com o Peru, onde grupos paramilitares peruanos, armados com fuzis e metralhadoras, cercaram cinco funcionários da base da Frente de Proteção Etnoambiental, mantida pela Funai (Fundação Nacional do Índio), no igarapé Xinane.

A região é habitada por quatro etnias de índios isolados, que ficaram conhecidos mundialmente quando foram fotografados pela primeira vez. As imagens de dois guerreiros atirando flechas no avião da equipe da Funai, publicadas com exclusividade por Terra Magazine, em maio de 2008, tiveram enorme repercussão dentro e fora do País.

Preocupado com a segurança da equipe da Funai na região e com a possibilidade de que os índios isolados tenham sido alvo de violência dos grupos paramilitares peruanos, o governador telefonou para o ministro da Justiça, o diretor-geral da Polícia Federal, o presidente da Funai e o general do Exército José Elito Carvalho Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Tião Viana disse em entrevista exclusiva ao Blog da Amazônia que a equipe da Funai, durante sobrevôo que fez nesta sexta-feira (5) em helicóptero do Exército, com apoio da Polícia Federal, não avistou mais a presença de índios isolados a partir das coordenadas usadas em outras ocasiões.

- Existe a preocupação de que algo possa ter acontecido com os índios isolados. O Márcio Meira, presidente da Funai, teme que esses grupos peruanos sejam como mercenários, matadores de índios. Essa ideia de alguém cruel, com o hábito de matar índios, nos apavora – afirmou.

Tião Viana defende que o Exército e a Polícia Federal, com apoio dos funcionários da Funai, realizem uma nova operação na fronteira do Acre com o Peru. Ele disse que o controle da situação exige ainda ação conjunta da diplomacia brasileira e peruana.

A Polícia Federal realizou na sexta uma operação com uso de helicóptero no igarapé Xinane, onde a Funai mantém uma base de proteção aos índios isolados, mas conseguiu prender apenas o português Joaquim Antonio Custodio Fadista.

Em março, Fadista foi detido pela equipe da Frente de Proteção Etnoambiental por tráfico internacional de droga. Entregue à PF, foi extraditado, mas voltou para a região com mais homens.

- Eu disse para o ministro Eduardo Cardozo, caso a Polícia Federal não possa permanecer na área durante um mês, que posso enviar homens da Polícia Militar do Acre. O que não posso é atuar numa área federal sem autorização – acrescentou o governador.

Viana disse que é imperioso proteger os índios, a integridade do território brasileiro e as vidas dos funcionários da Funai.

Índios isolados fotografados em 2008

- Aquela região e os povos que nela habitam são patrimônio da humanidade. Aquilo é um símbolo civilizatório de um outro tempo e de uma outra história que a gente não conhece. O ministro e o general demonstraram toda preocupação e sensibilidade. Está todo mundo alerta – assinalou o governador.

Viana não tem explicação para a presença de peruanos armados em território brasileiro, mas disse concordar com o sertanista José Carlos Meirelles, para quem a presença de grupos paramilitares é decorrente da presença de madeireiras ilegais e narcotraficantes do lado peruano.

Segundo o governador, essas atividades ilegais no Peru pressionam as populações de índios isolados a buscarem refúgio em território brasileiro. Ele disse que até traficantes estão atuando na região e que isso também exige uma ação conjunta das relações exteriores dos dois países.

- A questão se torna ainda mais grave porque os rios peruanos que desaguam no Estado do Acre dão acesso aos narcotraficantes. Se isto está aumentando, Deus nos livre. Nós temos que romper definitivamente com isso para proteção comunitária e ética. É preciso ação do estado brasileiro – afirmou.

A reportagem apurou que o governo do Acre começou a se organizar para enviar um helicóptero com policiais para dar segurança aos cinco homens que decidiram permanecer na fronteira em defesa da base da Frente de Proteção Etnoambiental e do território brasileiro.

FOTOS: Altino Machado (1) e Gleilson Miranda (2)

FONTE: Terra Magazine / Blog da Amazônia

Tagged with:
 

Equipe da Funai: Carlos Travassos, Artur Meirelles, Marreta, José Meirelles e Chicão

Funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) permanecem cercados por um grupo paramilitar peruano que invadiu o território brasileiro, na fronteira do Acre com o Peru. Os peruanos estão armados com fuzis e metralhadoras.

Os quatro funcionários e o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, que trabalha para eles, foram levados em helicóptero durante operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (5).

A equipe decidiu permanecer na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai no igarapé Xinane, na tentativa de proteger os índios isolados da região.

Com base nos vestígios encontrados na floresta, a equipe da Funai estima a presença de pelo menos cinco homens em mais de um grupo paramilitar.

Os peruanos rondam a base e deixam os funcionários em situação de extrema vulnerabilidade em caso de conflito armado. A situação não depende mais da ação da Funai, pois se configura uma questão de segurança nacional.

- Estamos ainda com os peruanos próximos nos espreitando. Avistamos rastros de seis pessoas hoje cedo, atrás da base. Estamos apenas com uma espingarda velha e dois rifles calibre 22. Mas se tem o pessoal da PF aqui, a gente tinha pego os invasores hoje – relatou o chefe da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Funai, Carlos Travassos.

A equipe da Funai na Frente de Proteção Etnoambiental dispões de telefone e computador conectado à internet.

- O tempo nosso em frente ao computador está curto. Não é fácil ficar com um olho no monitor e outro nos peruanos. Eles estão ainda aqui. São mais de um grupo, de cinco ou seis pessoas. Estão nos monitorando e nós a eles. A galera que está aqui é toda mansa na mata. Mas a chapa está quente. Mande bala aí, como puder. Temos internet e telefone por aqui – relatou o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles ao Blog da Amazônia.

A documentarista Maria Emília Coelho, que sobrevoou a região durante operação da Polícia Federal na sexta, disse que os funcionários da Funai se queixam que a PF não permaneceu na base para garantir a proteção da fronteira.

Apelo

O sertanista José Carlos dos Reis Meirelles divulgou nesta tarde uma mensagem sobre a situação na área:

“A todos,

Vocês já sabem das notícias. Vão as últimas.

Desculpem por mandar pra todo mundo, mas o tempo pra ficar no notebook aqui tá curto. Um olho na tela e outro nos peruanos não dá.

Seguinte:

1 – Pela quantidade de vestígios aqui ao redor, temos certeza que os caras se dividiram em grupos de 5 ou 6 e estão fazendo uma verdadeira varredura aqui ao redor da base.

2 – Os isolados não andaram aqui não. As coisas que desapareceram daqui indicam que não foram eles.

3 – Cremos também que junto desses peruanos existam índios sim, contatados de lá.

4 – A gente conhece apito de índio remedando bicho. Parece que tem uma reunião de nambú azul aqui por perto.

5 – Se esses caras estão procurando alguma coisa, ainda não acharam.

6 – Todo mundo que está aqui ( nós cinco gatos pingados) é manso na mata, como eles.

7 – O nome de nosso dois mateiros: Francisco Alves da Silva Castro o Marreta. Francisco de Assis Martins de Oliveira – O Chicão.

8 – O dia que a Funai descobrir que um homem como eles, valem por 20 indigenistas e 20 sertanistas, talvez resolva contratá-los, sem concurso público, pois são analfabetos, mas os maiores doutores da mata que conheço, talvez a segurança dos índios isolados possa ser melhor conduzida.

Permaneceremos aqui, dê o que dê, até que o Estado Brasileiro decida RESOLVER DE VEZ esse absurdo!!!! Não pra proteção nossa.

PARA PROTEÇÃO DOS ÍNDIOS!!!!!!

Quem não tiver atualizado, por favor procure sites e tal que já tá no mundo.

Quem puder reclamar, pressionar etc., será bem vindo. Os isolado agradecem.

Um grande abraço a todos da nossa equipe de ” irresponsáveis”, como estamos sendo chamados.

Pensem bem: Quem é o irresponsável mesmo.

Meirelles”

FONTE: Blog da Amazônia / Foto: Maria Emília Coelho

COLABOROU: Reginaldo Palazzo

Tagged with:
 

Alex Rodrigues
Repórter Agencia Brasil

Brasília – Um dia depois de ter sido nomeado para substituir Nelson Jobim no comando do Ministério da Defesa, Celso Amorim se reuniu pela primeira vez com a presidenta Dilma Rousseff e com os comandantes das Forças Armadas.

Amorim almoçou com Dilma no Palácio do Alvorada, onde chegou por volta das 12h45 e de onde saiu às 15h20. Segundo a assessoria do ministério, durante a longa conversa com a presidenta, Amorim recebeu as primeiras orientações sobre a condução da pasta. Amorim estava em João Pessoa desde a última quinta-feira (4), quando Jobim deixou o cargo e o ex-chanceler foi anunciado pela presidenta como o novo ministro da Defesa.

Do Alvorada, Amorim seguiu direto para o Palácio do Planalto, onde recebeu os comandantes do Exército, general Enzo Peri; da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi. O encontro durou 1h45.

De acordo com a assessoria do ministério, Amorim apresentou aos militares os motivos que o levaram a aceitar o convite para assumir o cargo. Ele disse estar com bastante disposição, prometeu se empenhar para executar as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2008, e disse que não vai “reinventar a roda”.

Além de se apresentarem ao novo ministro, os comandantes militares destacaram as prioridades de cada pasta. Ainda de acordo com a assessoria, Amorim ficou bastante satisfeito e considerou a conversa positiva. Nos próximos dias, ele deve se reunir com cada comandante individualmente a fim de conhecer mais a fundo as necessidades.

Nelson Jobim foi substituído depois de ter feito sucessivas declarações que geraram desconforto ao governo federal, como a de que, nas últimas eleições presidenciais, votou no candidato tucano José Serra e não em Dilma. A nomeação de Amorim foi publicada no Diário Oficial da União de ontem (5) e a cerimônia de posse está prevista para a próxima segunda-feira (8), em horário ainda não definido.

Ontem, ao participar de um evento em João Pessoa (PB) a convite da Universidade Estadual da Paraíba, Amorim prometeu respeitar os interesses estratégicos nacionais na condução da política de Defesa e elogiou o trabalho de seus antecessores. (Edição: Andréa Quintiere)

FONTE: Agência Brasil / FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom – ABr

Tagged with:
 

A presidente Dilma Rousseff (PT), na tentativa de acalmar os militares, que reagiram mal à escolha do ex-chanceler Celso Amorim para o Ministério da Defesa, reuniu na última sexta-feira os comandantes das Forças Armadas e disse não haver motivo para preocupações. Dilma pediu aos militares que mantenham a “normalidade institucional”, abriu um canal direto de relacionamento com eles e assegurou que seu governo não permitirá revanchismos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O encontro durou uma hora e ocorreu após a demissão de Nelson Jobim, que estava à frente do Ministério da Defesa desde 2007. A presidente fez questão de reunir o alto comando da tropa, pouco antes de viajar para a Bahia, com o objetivo de desfazer o mal-estar. Embora não tenha tocado no assunto diretamente, os militares entenderam que não haverá revisão da Lei de Anistia, que impede a punição de agentes de Estado que praticaram crimes contra os opositores do governo, como tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados, durante a ditadura militar.

A demissão de Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff no dia 4 de agosto. Sua situação se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, “muito fraquinha” e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “sequer conhece Brasília”. Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam “parte de um jogo de intrigas”. Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Para seu lugar, a presidente escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

A situação de Jobim à frente da pasta já vinha se deteriorando por outras declarações à imprensa que geraram mal-estar no governo. Em uma entrevista, ele afirmou ter votado no tucano José Serra, principal adversário de Dilma, nas eleições presidenciais do ano passado. No início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 – no Senado Federal, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues dizendo que “os idiotas perderam a modéstia”. A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo. Mais tarde, contudo, ele disse que se referia a jornalistas.

FONTE: Terra

Página 7 de 42« Primeira...56789...203040...Última »