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Embarque CFN para Santos1

vinheta-especial-forteEmbarcaram hoje no NDCC Almirante Saboia, com destino ao porto de Santos, 220 Fuzileiros Navais do 3º Btl Inf Fuz Nav (Paissandu), uma parte desse contingente desembarcará no porto de São Sebastião. Trata-se de uma missão do Comando de Operações Navais – CON, com o objetivo de “ação de presença”. A tropa está equipada com veículos leves, armamentos como o fuzil M16A2 e metralhadora FN Minimi, além disso possui a capacidade de utilizar armas não letais como gás lacrimogênio, granadas de efeito moral, taser e todo o material necessário para missão de Operação de Controle de Distúrbios – OCD.

Fotos: Corisco

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vinheta-clipping-forte1As tropas sul-coreanas e americanas iniciaram nesta segunda-feira as manobras militares anuais, realizadas entre os dois países. As manobras são realizadas apesar da ameaça da Coreia do Norte de iniciar um ataque nuclear. Os norte-coreanos anunciaram, na semana passada, que anulariam o armistício que vigorava entre as duas Coreias, o que eleva a possibilidade de um conflito na região.

O regime norte-coreano diz que o seu vizinho do sul está fazendo exercícios para se preparar a uma invasão apoiada pelos americanos. A Coreia do Sul e os Estados Unidos contam com 28 mil soldados na península. As manobras são, em sua maioria, virtuais, mas elas mobilizam pelo menos 13 mil soldados coreanos e americanos na região.

Esses exercícios militares acontecem após uma semana de forte tensão na península: Pyongyang ameaça anular completamente o armistício da Guerra da Coreia, ocorrida entre 1950 e 1953. O líder Kim Jong-Un diz que o seu exército está pronto para um conflito total. Além disso, a Coreia do Norte alerta que os dois países estão à beira do que chamaram de “guerra termonuclear” e que os Estados Unidos, se expõem a um ataque “nuclear preventivo”. A linha de comunicação que mantinha o contato entre os dois vizinhos foi desligada pelos coreanos do norte na semana passada. Os dois países fazem testes com esta linha diariamente, mas o Norte não respondeu aos chamados nesta segunda-feira.

Na sexta-feira(8), o Conselho de Segurança da ONU votou novas sanções contra a Coreia do Norte, depois que o país realizou um teste nuclear em fevereiro e lançou, em dezembro, um foguete, considerado por Seul como um míssil.

Ameaças e demonstrações de força se tornaram comuns entre as duas Coreias nos últimos 50 anos. Mas, observadores julgam que a situação é tensa a tal ponto, que um simples incidente diplomático nos próximos dias pode ter graves consequências para os dois países.

Segundo o ministro sul-coreano da Defesa, o Norte prepara-se para realizar manobras internas ainda esta semana. Os quartéis situados nas ilhas norte-coreanas, próximas à fronteira marítima com o Sul, instalaram canhões em posição de ataque. A China, tradicional aliada da Coreia do Norte, pediu calma aos dois países e exortou os vizinhos à renunciarem a todo ato suscetível de agravar as tensões. A presidente sul-coreana Park Geun-Hye, que tomou posse há duas semanas, disse que a situação é muito grave e prometeu responder energicamente a qualquer provocação do Norte. Ela deve reunir o seus ministros ainda nesta segunda-feira, pela primeira vez, desde o início do seu mandato.

FONTE: Rádio França Internacional via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1O Mali pediu nesta terça-feira ajuda para “combater os islamitas”, antes de uma reunião em Bruxelas entre a ONU, a União Africana (UA) e representantes da comunidade internacional com o objetivo de alcançar uma solução pacífica a longo prazo no país africano.

“Todo o mundo está aqui. Esta ameaça envolve os países civilizados”, salientou o ministro das Relações Exteriores de Mali, Tieman Coulibaly. “O mundo inteiro deve nos respaldar para combater os jihadistas em nosso território”, acrescentou.

O objetivo da reunião em Bruxelas é encontrar uma solução duradoura e a longo prazo para o país, uma vez que finalize a intervenção francesa no país africano. “Necessitamos nos preparar para o futuro”, disse uma autoridade europeia, um dia antes da reunião. “Quando um Estado cai precisamos reconstruí-lo, como se fosse Humpty Dumpty”, acrescentou a fonte, que pediu anonimato.

O exército francês continuou na segunda-feira a ofensiva perseguindo os grupos armados islâmicos no norte do Mali, onde acredita-se que mantêm em seu poder sete reféns franceses. Em Paris, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o dirigente da França, François Hollande, concordaram na necessidade de estabelecer o quanto antes uma força africana no Mali, para logo colocá-la sob a direção da ONU.

“Os Estados Unidos e a França concordam na necessidade de instituir tão rápido quanto possível a missão internacional liderada por africanos no Mali e passá-la tão rápido como a cautela permita às Nações Unidas”, afirmou Biden, após encontrar-se em Paris com Hollande.

Os islamitas, obrigados a abandonar as cidades de Gao, Tombuctú e Kidal, no norte, se refugiaram no em Ifoghas, situado a 1.500 km ao nordeste de Bamako, próximo da fronteira com a Argélia.

Em Ifoghas, em suas montanhas e grutas, berço dos tuareg, se escondem uma grande parte dos chefes e combatentes islamitas e se encontram os depósitos de armas e tanques de combustível, segundo analistas e fontes de segurança da região.

Nesta área também devem estar os reféns franceses sequestrados no Níger e no Mal, em 2011 e 2012, pelos grupos Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), o Movimento para a Unidade e o Jihad na África Ocidental (MUYAO).

FONTE: Terra Notícias

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vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, expressou apoio nesta quinta-feira, 31, à ideia de enviar forças de paz da ONU ao Mali, alegando que a França poderia participar em um plano desse tipo.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas começará a discutir a possibilidade de destacar tropas da ONU ao país africano, disseram enviados sobre uma ideia que anteriormente causou desconforto depois da recente intervenção militar da França no país.

As forças francesas tomaram controle na quarta-feira do aeroporto de Kidal, a última cidade dominada por rebeldes ligados à Al-Qaeda, e planejam transferir logo o controle a uma força de países africanos, cuja tarefa será dispersar insurgentes de seus redutos.

Enviados da ONU têm dito que o envio de uma força de paz ofereceria vantagens claras sobre uma força liderada por nações africanas, uma vez que seria mais fácil monitorar o respeito a direitos humanos e a ONU poderia escolher a nacionalidade dos contingentes a serem usados na força.

A França já destacou cerca de 4.500 soldados para a ofensiva que dura três semanas, destinada a combater o controle de islamistas em cidades no norte do Mali, que dura dez meses.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-forte1A União Europeia propôs nesta segunda-feira (21) organizar uma reunião internacional sobre o Mali no dia 5 de fevereiro em Bruxelas, junto com a União Africana, a CEDEAO e a ONU, anunciou um porta-voz em coletiva de imprensa, segundo a agência France Presse.

“Nós propomos sediar uma reunião ministerial em 5 de fevereiro do Grupo de Apoio Internacional e de acompanhar a situação no Mali”, declarou Michael Mann, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

“Ela será organizada com a União Africana, a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) e as Nações Unidas, e será realizada em Bruxelas”, indicou Mann, sem dar mais detalhes.

O porta-voz também anunciou que o chefe da missão da UE para treinar o Exército do Mali (EUTM), o general francês François Lecointre, havia chegado ao país nesta segunda-feira para se preparar para a implantação da missão de treinamento.

“Especialistas e técnicos estão no local e o trabalho pode começar”, acrescentou.

Os europeus decidiram na quinta-feira acelerar o envio de 450 europeus da missão EUTM, cujo objetivo é reorganizar o Exército do Mali.

O objetivo final é torná-lo operacional “o mais tardar em meados de fevereiro”. Uma dúzia de países já anunciou sua intenção de oferecer homens e equipamentos para a missão.

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Uma coluna de blindados de transporte e de caminhões de suprimento franceses e malineses entrou na manhã de segunda na cidade de Diabali, no centro do Mali, depois da desaparição dos militantes islâmicos que controlavam o local, segundo fontes de segurança relataram à agência Reuters.

Diabaly, 350 quilômetros ao norte de Bamako, a capital do Mali, continha a maior concentração de rebeldes ao sul da linha de frente, nas cidades de Mopti e Sevare, até que bombardeios aéreos franceses os obrigassem a fugir ou a se misturar à população local, segundo moradores.

“Forças francesas e malinesas avançaram para Diabali e vão continuar sua missão de proteger a cidade”, disse à Reuters um militar que se identificou apenas como capitão Samasa, subcomandante das forças malinesas na vizinha localidade de Niono. Sob anonimato, outra fonte de segurança confirmou essa informação.

FONTE: G1

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Zaki Laidi

vinheta-clipping-forte1Em menos de dois anos, a França realizou três intervenções militares externas decisivas. Em março de 2011, seus ataques aéreos na Líbia (juntamente com os do Reino Unido) cercearam as tropas do coronel Muamar Gadafi quando se preparavam para retomar a cidade de Benghazi. Um mês depois, forças francesas na Costa do Marfim prenderam o presidente Laurent Gbagbo, que se recusara a reconhecer a vitória eleitoral de seu adversário, submetendo o país ao risco de uma guerra civil. Agora a França interveio no Mali.

Esta mais recente intervenção foi inicialmente planejada como parte de uma missão europeia de apoio às forças africanas, mas a França decidiu agir de forma unilateral para tolher o avanço de islamitas que ameaçavam invadir Mopti, a última barreira antes de chegar à capital, Bamako. Além disso, a França quer proteger seus cidadãos instalados na região, manter a estabilidade no Sahel [o semiárido africano ao sul do Sahara], que abriga governos muito fracos, e impedir a transformação do Mali numa base do terrorismo islâmico voltada para a Europa.

Muita coisa está em jogo – ainda mais porque a intervenção da França tende a ser ampla. Embora os islamitas tenham sido temporariamente derrotados, estão bem armados e recebem suprimentos da Líbia via Argélia, que reprimiu os islamitas em seu país mas parece fazer vista grossa a seu trânsito por seu território. Além disso, o potencial do exército malinês e o de outros países da África Ocidental que deverão se integrar à operação é pequeno demais para mudar as coisas. Os Estados Unidos tentaram dar treinamento ao exército malinês, mas fracassaram fragorosamente.

Os europeus relutam em desenvolver um aparato militar significativo porque o seu projeto foi criado em contraposição à ideia de força. Mas essa postura se tornou indefensável. A região se defronta com ameaças reais, que Paris sozinha não consegue deter

Com a segurança da Europa como um todo em jogo, por que a França é o único país envolvido?

Uma das explicações é encarar a intervenção como uma tentativa neocolonialista de proteger uma seara francesa. Esse é um erro crasso. A França não tem interesse em proteger um regime malinês que sabe ser corrupto e incompetente; na verdade, a França se recusou recentemente a apoiar uma solicitação do regime do presidente François Bozizé na vizinha República Centro-Africana de ajuda no enfrentamento dos rebeldes.

As motivações da França são mais amplas. Em especial, a França sempre considerou a África Subsaariana e o mundo árabe esferas naturais de influência política e estratégica necessárias para manter sua posição de uma das potências mundiais.

A segunda explicação é mais convincente: a França, além da Grã-Bretanha, é a única verdadeira potência militar europeia. Ela acha que um aparato militar operacional é condição do poder – opinião não compartilhada pela esmagadora maioria dos governos europeus, que continua a exibir uma aversão coletiva à guerra.

A Europa, sem dúvida, dispõe de meios para uma ação conjunta. Em 2003, após o início da Guerra do Iraque, a Europa abraçou uma estratégia preparada por Javier Solana, na época o alto representante da União Europeia (UE) de Política Externa e de Segurança Conjuntas. Mas, embora um grande número de europeus tenha ingenuamente acreditado que a proposta seria o prelúdio de uma estratégia europeia conjunta, ela foi preliminarmente formulada em termos tão vagos que permitiam qualquer – ou nenhum – resultado.

O Tratado de Lisboa da UE faz menção a “cooperação estruturada permanente” em política de segurança e de defesa, e existe todo um aparato de comissões políticas e militares para prever, preparar e implementar operações militares em nível europeu. Mas esse mecanismo é desprovido da vontade política conjunta necessária para ativá-lo; quanto menos for utilizado, menos utilizável se tornará.

Durante a crise da Líbia, a sucessora de Solana, Catherine Ashton, procurou restringir o papel da UE ao de uma super-ONG focada em ajuda humanitária e desenvolvimento econômico. Recentemente, na votação sobre a representação palestina na ONU, a UE recomendou a abstenção a seus membros – estranha maneira de afirmar o compromisso da Europa com a liderança mundial.

Para a Grã-Bretanha a defesa em âmbito europeu é um projeto fadado ao fracasso. A Grã-Bretanha se desviou desse princípio uma única vez, quando concordou em participar da operação antipirataria Atalante ao largo do Chifre da África – provavelmente por ter sido posta no comando. Em decorrência disso, os que querem um aparato de defesa europeu conjunto não têm meios de criá-lo, enquanto os que têm os meios de criá-lo não o querem (com a possível exceção da França).

A cooperação bilateral da Grã-Bretanha com a França – posta em destaque durante a crise da Líbia – é, às vezes, muito sólida. Mas, apesar do tratado de cooperação nas áreas de defesa e segurança entre os dois países, firmado em 2010, os britânicos decidiram, por motivos orçamentários, adquirir aviões incompatíveis com os porta-aviões franceses.

Mesmo Espanha e Itália, os dois países mais afetados pelos últimos acontecimentos no Mediterrâneo e no Sahel, reduziram significativamente seus gastos militares. Ao contrário da Alemanha, ambos os países participaram da intervenção na Líbia, mas com regras altamente restritivas de envolvimento para suas forças. A força naval italiana, por exemplo, foi orientada a evitar as águas ao largo da costa de Trípoli, e os aviões-tanque espanhóis foram proibidos de reabastecer caças.

A Europa como um todo dedica atualmente apenas 1,6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à defesa, comparativamente aos 4,8% destinados pelos EUA a esse fim. Ela se constitui na única região do mundo em que os gastos militares estão diminuindo. Suas forças de prontidão são extremamente reduzidas, respondendo por 4% de todo o efetivo militar mundial, contra os 14% dos EUA. A cooperação industrial, que poderia constituir um fator positivo do ponto de vista econômico e militar, também está enfraquecendo, como ficou demonstrado pela bem-sucedida oposição da Alemanha à pretendida fusão Eads-BAE, oficialmente cancelada em outubro.

A Alemanha tinha dado a impressão de ter abraçado uma política mais sólida desde sua participação nas operações militares no Afeganistão. Atualmente, no entanto, ela recua diante de qualquer perspectiva de intervenção militar, apesar de ser o terceiro maior exportador mundial de armas.

A Europa reluta em desenvolver um aparato militar significativo porque o projeto europeu foi criado em contraposição à ideia de força. Mas essa postura se tornou indefensável. A Europa se defronta com ameaças reais, que a França sozinha não consegue deter. Além disso, o sistema internacional se aglutina cada vez mais em torno de potências nacionais que consideram a força militar um pré-requisito essencial da influência. A Europa não tem opção entre poder brando e poder duro. Precisa associar os dois se quiser sobreviver. (Tradução de Rachel Warszawski)

Zaki Laïdi é professor do Institute d”études politiques de Paris (Sciences Po). Copyright: Project Syndicate, 2013.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

 

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vinheta-clipping-forte1O Mali enfrenta uma de suas mais graves crises desde que o país africano se tornou independente da França, em 1960.

Após um pedido do governo malinês, a França enviou tropas ao país, para conter o avanço de rebeldes fundamentalistas islâmicos.

Em abril de 2012, militantes, muitos dos quais ligados à rede Al-Qaeda, assumiram o controle de vastas áreas no norte do país.

Entre outras restrições, os rebeldes proibiram todo tipo de música, considerando cantar ou tocar qualquer tipo de música não-islâmica um crime, bloquearam sinais de rádio e confiscaram telefones celulares, substituindo toques de música por versos do Alcorão.

O Exército havia assumido o controle do país, através de um golpe, no mês anterior. Na ocasião, os líderes do golpe acusaram o governo recém-eleito de ser frouxo com os militantes islâmicos. Nesse meio tempo, se aproveitando da distração dos militares, os rebeldes fizeram rápidos avanços na sua investida.

Após um acordo intermediado pelo bloco regional da África Ocidental Ecowas, o governo civil foi restaurado no sul do país. O líder do Parlamento tomou posse como presidente interino, mesmo assim a junta militar ainda exerce grande influência no governo e a incerteza política no país permanece.

O Mali, um país no oeste africano sem acesso ao mar, é uma das nações mais pobres do mundo.

Acompanhe a seguir um guia sobre quem são os principais protagonistas do conflito do Mali.

O presidente interino

121019144837_mali_traore_304x171_afpDioncounda Traoré, de 70 anos, há muito tinha ambições presidenciais, mas ele esperava chegar ao poder por meio das eleições marcadas para abril de 2012.

Ele completou sua educação superior na antiga União Soviética, na Argélia e na França, onde obteve um doutorado em matemática.

Traoré regressou ao Mali para dar aulas em uma universidade, antes de se envolver com a política.

Ele foi membro-fundador do partido político Aliança para a Democracia no Mali, em 1990. Entre 1992 e 1997, foi ministro das pastas de Defesa e Relações Exteriores.

Em 2007, foi eleito presidente da Assembleia Nacional Malinesa.

Ele foi um aliado do presidente deposto Amadou Toumani Touré, que se tornou extremamente impopular.

Por conta disso, muitos malineses veem Traoré com desconfiança.

A situação se agravou em maio de 2012, quando golpistas atacaram Traoré em seu escritório, obrigando-o a buscar tratamento médico na França.

Quando os rebeldes fundamentalistas islâmicos lançaram uma nova ofensiva, entrando na cidade de Konna, no centro do país, o presidente interino recorreu à França, o antigo poder colonial, para obter ajuda militar.

Ele declarou estado de emergência no país, argumentando que os rebeldes queriam ampliar suas ”atividades criminais” por todo o país.

O líder golpista

130115122412_mali_golpista_304x171_afp_nocreditO golpe de março de 2012 parece ter sido um movimento espontâneo, nascido de um motim na base militar de Kati, a cerca de 10 km do palácio presidencial em Bamako.

Ele foi liderado por um oficial de média patente, o capitão Amadou Sanogo, um dos poucos oficiais que não fugiram da base de Kati quando os soldados iniciaram a revolta e se dirigiram à sede do governo.

O militar, que está na faixa dos 30 anos, é de Segou, a segunda maior cidade do Mali, há cerca de 240km da capital do país, Bamako, onde seu pai trabalhou como enfermeiro de um hospital.

O jornalista Martin Vogl descreve Sanogo como um homem vigoroso, confiante e carismático.

O capitão passou toda sua vida profissional no Exército e recebeu parte de seu treinamento nos Estados Unidos, inclusive treinamento de inteligência.

Sanogo já insinuou que poderá exercer um papel no futuro político do Mali, apesar de formalmente ter entregue o poder.

Os rebeldes

130114153559_mali_rebel_304x171_bbc_nocreditO Movimento Nacional pela Libertação de Azawad (MNLA) e o grupo islâmico Ansar Dine são os dois principais grupos envolvidos na tomada de poder no norte do Mali – uma área do tamanho da França.

Outros pequenos grupos também estão participando dos combates, como o Movimento pela Unidade e Jihad no Oeste da Áfric (Mujao).

Apesar de terem objetivos distintos, o MNLA e o Ansar Dine juntaram suas forças para realizar combates conjuntos, entre eles um que resultou na captura de Timbuktu, mas existem séries tensões entre os dois grupos rebeldes, que já chegaram a se enfrentar.

O MNLA quer a independência da sua terra natal tuaregue, no norte do Mali, chamada de Azawad.

Entre os oficiais do grupo rebelde estão tuaregues malineses que, quando no exílio na Líbia, combateram ao lado das forças do coronel Muammar Khadafi quando este teve que enfrentar uma revolta popular contra o seu governo.

Após a derrubada de Khadafi, eles regressaram ao Mali, bem treinados e trazendo armamentos pesados.

Mas são os guerrilheiros islâmicos do Ansar Dine e do Mujao que agora controlam três das principais cidades da região, Timbuktu, Gao e Kidal.

Os grupos têm conexões com a facção da Al-Qaeda no norte da África, conhecida como Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, cuja especialidade é sequestrar ocidentais em troca de resgates.

O Ansar Dine diz não lutar pela independência e quer manter a integridade territorial do Mali. Mas o grupo quer introduzir a lei islâmica – conhecida como sharia – em todo o país.

Ansar Dine e Mujao seguem a vertente wahabista do Islã, a mesma variante adotada pela milícia Talebã, enquanto que a maior parte dos muçulmanos do Mali segue o islamismo sufi.

Os dois grupos tentaram impor sua versão do Islã destruindo templos sufi, que eles afirmam promover a idolatria, na cidade de Timbuktu, que é um Patrimônio Mundial da Humanidade.

Isso fez com que eles se tornassem extremamente impopulares entre muçulmanos sufi. A ONU diz que a destruição de templos pode representar um crime de guerra.

De acordo com o analista Andy Morgan, os combatentes islâmicos são bem mais ricos que o MNLA, em parte graças ao dinheiro obtido como resgate na troca por ocidentais sequestrados e pelo tráfico de cocaína, haxixe e cigarros.

França

130114200633_mali_french_troops_304x171_afp_nocreditO presidente francês, François Hollande, enviou tropas ao Mali apesar de dizer que a França não quer mais interferir em assuntos de suas ex-colônias africanas.

Em dezembro do ano passado, a França rejeitou um pedido do presidente da República Centro-Africana, François Bozize, para que fossem enviadas tropas para ajudar a conter o avanço rebelde rumo à capital, Bangui.

Na ocasião, o líder francês afirmou: “Esses dias acabaram”. Mas poucas semanas depois, a França interveio no Mali, enviando tropas para a capital, Bamako, e atacando posições rebeldes.

A França entrou no conflito porque a ameaça no Mali parte de militantes islâmicos, não de rebeldes seculares.

E a intervenção se deu após o Ansar Dine ter encerrado uma trégua que estava em vigor desde o ano passado, quando seus combatentes avançaram rumo ao sul do país, entrando na estratégica cidade de Konna, em 10 de janeiro.

O governo francês temia que os rebeldes marchassem até Bamako, transformando o Mali no que Hollande chamou de ”um Estado terrorista” que poderia ameaçar o restante da África e da Europa.

Países vizinhos

Atualmente comandado pelo presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, a Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano (Ecowas, na sigla em inglês), bloco formado por países da África Ocidental, vem pedindo a intervenção militar no Mali desde que os rebeldes capturaram o norte do país, em abril de 2012.

Mas o Conselho de Segurança da ONU adiou a aprovação da missão, levantando dúvidas sobre se a força regional estava preparada adequadamente para intervir.

A Ecowas diz que pretende mandar suas tropas ao Mali dentro de poucos dias.

O efetivo do bloco no país deverá ser de 3 mil homens.

Com a aprovação da Ecowas, Burkina Faso vem mediando negociações entre os rebeldes e o governo do Mali.

Mas as conversações falharam após o avanço rebelde em Konna.

FONTE: BBC Brasil

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Enquanto a França expande o combate às células extremistas islâmicas no Mali, há informações de que os Estados Unidos e o Reino Unido já estão colaborando com a ofensiva. Aviões britânicos já teriam sido enviados ao país do leste africano.

Ainda não foi confirmado como os dois países aturão junto com as forças francesas. O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, declarou que os EUA, estão auxiliando nas áreas de “comunicação e transportes”. O gabinete do primeiro-ministro britânico, David Cameron, divulgou um comunicado ontem afirmando que o governo “se dispõe a dar apoio logístico para transportar tropas e equipamentos ao Mali”.

Segundo dados da Associated Press, os Estados Unidos teriam oferecido também enviar drones de vigilância ao Mali, para rastrear as movimentações dos grupos radicais, que já tomaram a região norte e parte do território central do país. Ainda não há informação sobre o governo francês ter aceitado a oferta.

A França mandou um contingente de 400 soldados para o Mali, juntamente com aeronaves de ataque. Senegal e Níger – que fazem fronteira com o país – também teriam se comprometido a enviar mais 500 soldados cada para reforçar as operações.

FONTE: antiwar.com e examiner.com (Tradução e adaptação do Forças Terrestres)

 

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O presidente francês, Françoise Hollande, aprovou na última sext-feira (11) o envio de tropas francesas para ajudar o Exército do Mali a combater células islamitas armadas. A decisão foi tomada após conversas e um acordo com o presidente malinense, Dioncounda Traoré.

Atualmente, o Mali enfrenta a ação de grupos terroristas que ameaçam a estabilidade política e social do país. Os radicais islâmicos já vinham ocupando o norte do Mali há cerca de nove meses.

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FONTE: Militaryphotos.net

 

O Estados Unidos poderão manter um contingente entre 6 mil e 15 mil combatentes no Afeganistão após a retirada das tropas da OTAN, prevista para 2014. A informação teria vindo de oficias a par dos planos encomendados pelo presidente Barak Obama e entregues ao Pentágono pelo comandante da missão americana no território afegão, general John Allen.

Foi pedido ao general que desenvolvesse uma estratégia para a retirar parte das tropas ao longo dos próximos dois anos, bem como manter alguma presença após a missão multinacional. Segundo oficiais superiores, Allen teria oferecido ao presidente Obama três planos possíveis, que no momento aguardam aprovação do secretário de Defesa, Leon Panetta.

A proposta mais modesta propõe um contingente de 6 mil a 6.500 combatentes apenas para procurar membros do Talebã, da Al Qaeda e demais células terroristas no país. O plano demandaria basicamente Forças Especiais, um número limitado de tropas de apoio, e poucos recursos para assistência e treinamento das forças afegãs.

Uma opção intermediária, envolvendo cerca de 10 mil militares, ainda teria ênfase no combate ao terrorismo, mas também realizaria um trabalho mais expressivo de treinamento e capacitação do contingente local, especialmente para as Forças Especiais, e em escala mais limitada para as tropas convencionais.

A estratégia mais dispendiosa exigiria em torno de 15 mil soldados, disponibilizaria mais tropas convencionais para treinar as Forças de Defesa afegãs, e garantiria mais apoio nas operações anti-terroristas.

No segundo semestre de 2012, a OTAN e o governo do Afeganistão concordaram em traçar planos para que as forças estrangeiras encerrem a missão no país e passem as atividades de segurança para as autoridades locais.

FONTE: Army Recognition (Tradução e adaptação do Forças Terrestres)

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Durante três dias, integrantes da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados e representantes do Ministério da Defesa estiveram, em missão oficial, na capital haitiana. Com o objetivo de conhecer o trabalho realizado pelas tropas de paz no país caribenho, o grupo manteve reuniões com o primeiro ministro Laurent Lamothe e com parlamentares haitianos, e visitou as unidades militares.

Ao término do périplo, os parlamentares brasileiros admitiram a importância da participação militar do país. A presidente da Creden, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), disse que “há a necessidade de um pacto do povo haitiano em defesa da unidade e celeridade do processo de eleição limpa”.

Numa das reuniões ocorridas em Porto Príncipe, os deputados brasileiros foram informados que o fortalecimento do processo político e a autonomia da polícia nacional serão decisivos para que o Haiti possa dispensar a presença de organismos internacionais no país. Essa análise foi feita pelo Force Commander da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), general de brigada Fernando Rodrigues Goulart.

De acordo com Goulart, para a missão chegar ao seu final é necessária a consolidação das instituições democráticas. E uma das ações prioritárias é o processo contínuo de fortalecimento da Polícia Nacional do Haiti (PNH), por ser uma iniciativa voltada à segurança no país. Atualmente, a força policial recebe treinamento da Minustah e conta com 10 mil homens, mas precisa alcançar o efetivo de 15 mil policiais.

Contingente brasileiro

O Brasil também deve reduzir para 1,2 mil a sua tropa no Haiti até o final do primeiro semestre do ano que vem. De acordo com o comandante do 17º Contingente Brasileiro, coronel Rogério Rozas, para garantir um ambiente seguro e estável à reconstrução das instituições, o governo brasileiro mantém, no momento, o maior efetivo na missão. São 2.076 militares divididos em três unidades: o 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt 1); o 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt 2) e a Companhia de Engenharia de Força de Paz (Braengcoy).

O comandante, que assumiu o cargo no início da semana passada, disse aos parlamentares que “o grande desafio do grupo é manter os avanços, que são fruto do esforço de todos os militares das Forças Armadas brasileiras que já passaram pela missão”. A pacificação de áreas como Cité Soleil, região que viveu acentuados problemas de criminalidade, foi apontada por Rozas como uma das conquistas da Minustah, comandada pelo Brasil.

O efetivo é responsável pelo patrulhamento a pé e motorizado nas ruas de Porto Príncipe. Os dois batalhões realizam, em média, mais de 3 mil patrulhas por mês. Já a Companhia de Engenharia apoia atividades em obras de infraestrutura, asfaltamento das rodovias, reconstrução e assistência humanitária, tanto na área civil como militar.

Cooperação

O embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa, também esteve no encontro dos parlamentares com os comandantes militares. Ele salientou que a cooperação internacional é um dos pilares da presença brasileira no país caribenho, e que as parcerias são planejadas considerando sempre o apoio direto às comunidades.

De acordo com o embaixador, os principais projetos em andamento são nas áreas de saúde, agricultura e energia, sendo esta por meio da construção da Usina Hidrelétrica de Artibonite 4C, fruto de uma parceria entre os governos brasileiro e haitiano, realizado pela Companhia de Engenharia de Força de Paz.

Combate à fome

Ainda na viagem, deputados brasileiros receberam pedido para que o Brasil possa compartilhar experiências em programa de combate à fome e à pobreza com o Haiti. O apelo foi feito durante encontro dos parlamentares. A reunião ocorreu na sede do Parlamento haitiano.

O presidente do Senado e da Assembleia Nacional haitiana, Desras Simon Dieuseul, falou que o país precisa de apoio para promover a cidadania para garantia das necessidades básicas do cidadão haitiano. “O parlamento haitiano apela ao Brasil no sentido de compartilhar experiências de combate à fome e à pobreza”, reforçou.

Perpétua Almeida sugeriu a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre dois parlamentos na área legislativa, voltada para temas como agricultura, saúde, trabalho e mulheres.

Os senadores e deputados do Haiti foram unânimes ao falar da importância da participação brasileira na Minustah. Eles também relataram as dificuldades que retardam o desenvolvimento social e econômico do país, entre elas a falta de segurança alimentar e infraestrutura, agravada pelos últimos desastres como a seca e os furações Isaac e Sandy.

Força de paz

No encontro dos parlamentares brasileiros com o primeiro ministro do Haiti, Laurent Lamothe, na última etapa da visita oficial, foi apresentado pedido de apoio ao Congresso Nacional para que o Brasil continue a liderar a Minustah. Lamothe falou que o governo está aberto para construir um diálogo político para a promoção da estabilidade do país.

Mas, segundo o líder haitiano, até que seu país consiga um modelo de desenvolvimento durável é necessário contar com ajuda internacional. No momento em que a maioria dos países que integram a missão reduz os investimentos em função da crise econômica, Lamothe pediu ajuda ao Parlamento brasileiro.

“O Brasil exerce um papel preponderante. Conclamo o Parlamento a compreender a presença do comando brasileiro na Minustah”, enfatizou.

Para o vice-chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, general Celso José Tiago, o acompanhamento das atividades militares por representantes do Legislativo brasileiro permitirá um melhor entendimento das necessidades das Forças e um conhecimento real de que o apoio ao país caribenho é necessário. O general afirmou que o ministério não mediu esforços para a realização da missão por considerar imprescindível aprimorar o entendimento da realidade sobre o Haiti.

“Tenho certeza que os três parlamentares serão os principais disseminadores no Congresso Nacional da importância do trabalho que está sendo feito pela tropa brasileira,” concluiu.

FONTE: Ministério da Defesa

 

As Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) lançaram nesta terça-feira uma ofensiva contra as diferentes posições do grupo rebelde do M23 em Mushaki, no sul da província de Kivu do Norte, no leste do Congo, uma cidade que ainda não tinha registrado confrontos.

Tida como uma “contra-ofensiva”, essa ação do Exército da RDC ocorre depois que os rebeldes não atenderam as exigências apresentadas no último sábado durante a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR), as quais ordenava a retirada de suas tropas da cidade de Goma em um prazo de 48 horas.

“Por conta do término do prazo dado na última cúpula de Campala, fomos obrigados a lançar esta ofensiva em Mushaki. Acho que esta é uma advertência para os insurgentes, que devem se retirar de todas as posições que ocupam atualmente”, afirmou à Agência Efe o porta-voz das FARDC, Leon Richard Kasonga.

O Exército do Congo realizou este ataque contra os rebeldes do M23 no mesmo dia que os insurgentes aceitaram se retirar de Goma, mas sob determinadas condições, como o estabelecimento de um calendário de negociações.

Por outra parte, o chefe da Missão da ONU na RDC (MONUSCO), Roger Meece, respondeu hoje as acusações generalizadas contra os capacetes azuis que surgiram no país após a tomada de Goma por parte dos rebeldes.

“A MONUSCO tem prioridade de proteger os civis. Somos uma força de paz estabelecida pelo Conselho de Segurança e não um Exército de guerra”, afirmou Meece hoje durante uma entrevista coletiva.

“Acho que a percepção de certas pessoas é que somos passivos, mas esse não é o caso. Esta percepção não se reflete nas declarações do governo e das Forças Armadas da RDC, e eles são os que sabem o que fizemos”, acrescentou o representante especial do secretário das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Por causa de sua atuação na última ofensiva dos insurgentes, a MONUSCO recebeu várias críticas relacionadas à sua suposta passividade e pelo fato de não ter feito o suficiente para frear o avanço dos insurgentes.

No distrito de Bunia, por exemplo, os universitários da cidade atacaram o quartel-general da MONUSCO para manifestar o descontentamento dos jovens com o papel do órgão no conflito, enquanto milhares de mulheres congolesas pediram à missão de paz redefinir seu mandato em Bukavu e em Kinshasa.

O M23 é formado por soldados congoleses amotinados e, supostamente, fiéis ao rebelde Bosco Ntaganda, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e lesa-humanidade.

Ntaganda se juntou às forças da RDC há três anos ao contribuir com a pacificação de Kivu do Norte. Na ocasião, em 2009, o rebelde ajudou a deter Laurent Nkunda, um antigo senhor de guerra e general do Exército.

A RDC ainda se encontra imersa em um frágil processo de paz após a segunda guerra do Congo (1998-2003), que implicou a vários países africanos, e tem desdobrada em seu território a maior missão da ONU.

FONTE: Agência EFE via Terra Notícias

 

Segundo segundo informações divulgadas hoje por fonte oficial próxima ao primerio-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o país está preparado para invasão terrestre à região da Faixa de Gaza, mas ainda prefere uma solução pelas vias do diálogo.

“Nós gostaríamos de obter uma solução diplomática que garantisse paz à população do sul de Israel. Caso isso seja possível, uma invasão não seria mais necessária”, disse a fonte oficial à agência Reuters. “Mas se a diplomacia falhar, nós podemos não ter alternativa além de enviar forças terrestres”.

Abaixo também seguem videos de manifestações favoráveis e contrárias à intervenção de Israel em Gaza.

 

 

FONTE: Reuters (tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

FOTO E VIDEOS: militaryphotos.net

 

Fuzileiros realizam treinamento de Desembarque Ribeirinho

O Desembarque Ribeirinho para a simulação de reconquista de um território é uma das ações programadas da Operação “Amazônia 2012”. Durante a primeira semana de operação, entre os dias de 17 a 28 de setembro, a atividade vem sendo treinada pelos Fuzileiros Navais.

Por meio de Lanchas de Ação Rápida, os fuzileiros navais são transportados até as margens dos rios, onde realizam de forma simulada a reconquista de um território de posse do inimigo. No dia 26 de setembro, essa ação ocorreu conjuntamente com a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, em Paricatuba (AM), com a presença do Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim.

De acordo com o Comandante da Força Naval Componente, Vice-Almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, o momento do exercício conjunto foi o de maior integração da operação e trouxe uma novidade. “Recebemos um Batalhão de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro, que fez a substituição dos fuzileiros navais após o desembarque e retomada do território. A atuação se revestiu de uma característica que entende completamente a atuação conjunta. Estaremos trabalhando com a Marinha com elementos fora da nossa área de operação, com o Exército, trabalhando em conjunto, e com o apoio aéreo da Força Aérea, tanto para trazer reforços quanto com o apoio de fogo na nossa área de desembarque. Esse foi o elemento mais complexo de coordenação de uma Operação Conjunta”, explicou o V Alte Frade.

Segundo o Comandante do Batalhão de Operações Ribeirinhas, Capitão-de-Fragata Paulo Tinoco, cerca de 400 fuzileiros navais participam da operação. “Recebemos um reforço do Grupamento de Fuzileiros Navais do Comando do 4º Distrito Naval. Estamos embarcados nos meios da Flotilha da Marinha e em embarcações regionais, que estão sendo escoltadas pelos Navios-Patrulha. Além do Desembarque Ribeirinho, realizamos apoio no deslocamento da Força-Tarefa Ribeirinha e no Controle de Hidrovias, acompanhando as inspeções às embarcações que navegam pela região”.

A atuação integrada das três Forças Armadas é o principal propósito da Operação “Amazônia 2012”. Como em um verdadeiro combate, durante duas semanas, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira operam conjuntamente, colocando em prática, por meio de uma doutrina única, ações que normalmente realizam separadamente.

FONTE/FOTO:
Nomar

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Instituída pelo governo federal, no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), para combater ilícitos praticados ao longo de 16.886 quilômetros na divisa com dez países, a Operação Ágata consolidou-se de vez ante aqueles que mais diretamente dela se beneficiam. Como resultado, governos de 11 estados e mais de 500 municípios pedem que outras edições se repitam. A informação é do ministro da Defesa, Celso Amorim, que nas últimas 48 horas esteve nos municípios de Corumbá (MS), Cáceres (MT) e Porto Velho (RO) para acompanhar a Ágata 6, operação que envolve cerca de 13 mil militares das Forças Armadas e outros 500 agentes públicos de 12  ministérios e governos estaduais e municipais para atuar na fronteira com a Bolívia e o Peru.

“O sucesso da Operação Ágata é tamanho que a população nos pede para que se repita em outras ocasiões”, contou o ministro Amorim, em entrevista coletiva no Aeroporto de Cáceres. Em Porto Velho, após conhecer os resultados parciais das duas semanas de operação, Amorim classificou como positivos os resultados da operação coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

Celso Amorim lembrou que o Brasil, por ter uma das maiores fronteiras terrestres do mundo, tem se valido de novas tecnologias para combater os crimes praticados nessa região. Ele citou como exemplo o Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant), equipamento que teve a oportunidade de ver operando em Cáceres.

O ministro considerou importante também a interoperabilidade da três forças – Marinha, Exército e Aeronáutica –, que atuam juntas nas operações de fronteiras. “Todas essas coisas contribuem para que tenhamos resultados importantes nessas operações. Há também aspectos de cooperação, com a participação de governos estaduais e municipais, além do sentimento de segurança para a população, que sempre quer mais operações Ágata”, contou.

Amorim explicou ainda que o governo brasileiro sempre busca dar transparência à mobilização militar na fronteira, informando previamente os países vizinhos acerca da mobilização militar.  Ao mesmo tempo, disse que o Brasil tem estreitado parcerias com as nações sul-americanas. O exemplo mais recente foi a doação de quatro helicópteros H-1H Iroquois à Bolívia, para o combate ao narcotráfico. “Estive em Santa Cruz de La Sierra, quando oficializamos a entrega dos primeiros equipamentos ao presidente Evo Morales”, disse.

Ágata 6

De acordo com o ministro da Defesa, as informações obtidas pelas Forças Armadas são processadas pelo serviço de inteligência, e podem ser utilizadas tanto pelos militares quanto por órgãos responsáveis pela segurança pública, entre os quais o Ministério da Justiça, que desencadeia a Operação Sentinela tão logo finda a mobilização das tropas militares na fronteira. Enquanto acompanhou a ação militar da Ágata 6, Amorim esteve acompanhado do vice-presidente Michel Temer, além de autoridades militares, políticos e jornalistas. A operação acontece ao longo de 4,2 mil quilômetros, de Corumbá e Mâncio Lima (AC).

Segundo Amorim, a avaliação no âmbito do governo federal é que a mobilização militar na região funciona como inibidor das quadrilhas que atuam em diversos ilícitos transfronteiriços, como tráfico de entorpecentes, contrabando e roubo de carros, dentre outros.

A viagem do ministro à região começou por Corumbá. Do aeroporto local, Amorim e Temer visitaram o Forte Coimbra. No início da tarde, a comitiva se reuniu no 6º Distrito Naval (DN), no município de Ladário, distante cinco quilômetros de Corumbá. Depois de conhecer dados sobre as operações desenvolvidas nos últimos meses, o ministro e o vice-presidente embarcaram no navio monitor Parnaíba até o porto geral da cidade.

Em seguida, as autoridades seguiram para o Posto Esdras, localizado na divisa do Brasil com a Bolívia. No local, receberam informações sobe a ação policial e alfandegária na fronteira. O primeiro dia da visita foi concluído com uma exposição na 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira.

Ontem (18), a comitiva deslocou-se para Cáceres. No aeroporto local, Amorim e Temer receberam mais informações sobre a ação militar na região e acompanharam uma demonstração do Vant Hermes 450. A participação de Amorim e Temer em Cáceres foi concluída com percurso pela Escola Agrotécnica Federal de Cáceres e pelo Instituto Federal de Educação de Mato Grosso. De Cáceres, Amorim seguiu para Porto Velho, onde concluiu a participação na região da Operação Ágata 6.

Em Porto Velho, o ministro da Defesa deslocou-se da base aérea para a 17ª Brigada de Infantaria de Selva. Lá, recebeu informações sobre a ação da Força Terrestre Amazônia, sob o Comando Militar da Amazônia (CMA). No encerramento da viagem, Amorim destacou também a participação das Forças Armadas nas ações cívico-sociais (Acisos). E disse que os atendimentos médico-hospitalares e odontológicos “fortalecem a presença do estado brasileiro” na região de fronteira.“

Dentro dos próximos dias teremos o balanço final da Operação Ágata 6. Mas, desde já, podemos afirmar que haverá outras ações desse porte. A Ágata se repetirá com alguns ajustes que vamos fazer”, antecipou.

FONTE: Ministério da Defesa

 


No mês passado, generais, coronéis, majores e capitães das Forças Armadas da Rússia passaram uma semana inteira sentados em frente a computadores ou debruçados sobre mapas em centros e postos de comando dos batalhões para realizar os exercícios estratégicos “Cáucaso-2012”.

Centenas de veículos blindados, helicópteros, aviões não tripulados, caças, entre outros aparatos, atuaram sob o comando dos militares nos campos de provas da Região Militar do Sul (Prudboi, Kapustin Iar, Achuluk e Raevskoe). As manobras ainda contaram com apoio naval das esquadras dos mares Negro e Cáspio e paraquedistas militares.

Os exercícios despertaram atenção da comunidade internacional não só porque foram acompanhados pelo Comandante Supremo das Forças Armadas e presidente da Rússia, Vladímir Pútin, mas pelo fato da imprensa ocidental ter acusado o país de realizar manobras militares perto fronteira da Geórgia, com a qual a Rússia não estabelece relações diplomáticas há quatro anos.

O Ministério da Defesa prontamente esclareceu que os exercícios Cáucaso-2012 obedeciam a um plano previamente anunciado e não representavam nenhuma ameaça para outros países. “Para evitar especulações por parte da Geórgia, as bases militares russas na Abecásia, Ossétia do Sul e Armênia não foram envolvidas”, completou o general Aleksandr Póstnikov, primeiro chefe adjunto do Estado Maior das Forças Armadas da Rússia.

A crítica também havia sido direcionada à ausência de observadores ocidentais. O Ministério da Defesa russo declarou, contudo, que a operação contava com apenas oito mil efetivos, número de militares inferior ao estabelecido pelos acordos entre a Rússia e a Otan (Aliança do Atlântico Norte) para a exigência de observadores.

Antes dos exercícios “Cáucaso-2012”, o general Póstnikov já havia explicado que a Rússia não considerava necessário convidar observadores militares estrangeiros para tais manobras porque, além de serem realizados longe da fronteira georgiana e dos países da Otan, “todos os aspectos treinados durante os exercícios dizem respeito à segurança interna e à defesa do país”.

“Temos a noção clara da região onde os exercícios serão realizados e tomaremos medidas de segurança preventivas necessárias”, acrescentou o general na véspera dos exercícios.

Ao concluir as manobras, o Ministério da Defesa declarou que o “Cáucaso-2012” permitiu avaliar os primeiros resultados da reforma militar e mostrar que a iniciativa segue no rumo certo.

Operação coletiva

Um dos objetivos dos exercícios era verificar a eficácia dos sistemas automáticos de controle de fogo e de armas de alta precisão, como os sistemas de mísseis táticos Iskander-M, mísseis de cruzeiro e sistemas terrestres de mísseis antinavios Bastion e Bal.

As esquadras dos mares Negro e Cáspio tiveram como missão garantir a segurança no mar e cooperar com as unidades terrestres em uma operação antiterrorista simulada.

Os exercícios contaram com o cruzador porta-mísseis Moskva, vários navios de assalto de grande porte, quatro navios varredores, dois navios porta-mísseis de pequeno porte, lanchas lança-mísseis e de assalto, além de várias unidades de fuzileiros navais.

Para completar o cenário, o 247º Regimento da 7ª Divisão de Paraquedistas participou dos exercícios táticos conjuntos com a 5ª Brigada de Infantaria Motorizada no campo de provas de Achuluk, bem como várias unidades da 7ª Divisão de Paraquedistas desembarcaram no campo de provas de Kapustin Iar e  Raevskoe.

FONTE: Gazeta Russa

 

Os últimos militares americanos do contingente de 33 mil enviado em 2010 ao Afeganistão para reforçar a segurança já abandonaram o país árabe, segundo confirmaram na quinta-feira, 20, fontes oficiais citadas pelos canais “ABC” e “CNN”. Com a saída dessas tropas, permanecem no Afeganistão 68 mil militares americanos.

Desses 33 mil que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou enviar ao Afeganistão em 2010 para reforçar a segurança perante as ameaças dos insurgentes talibãs, cerca de 10 mil já tinham deixado o país em julho de 2011 e a retirada dos demais havia sido programada para o final deste mês.

A expectativa é que o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, anuncie nesta sexta-feira, 21, que completou a retirada desses 33 mil homens durante a visita que realiza à Nova Zelândia, de acordo com a “ABC”. Essa retirada faz parte do processo gradual para transferir a responsabilidade da segurança às forças afegãs e que culminará em 2014 com a retirada total da missão da Otan no país (Isaf).

Um grupo de senadores americanos pediu nesta quarta-feira uma “pausa estratégica” na retirada das tropas dos EUA do Afeganistão após o aumento dos ataques contra o pessoal da Otan por parte das forças de segurança afegãs. Neste ano, os ataques contra os membros da missão da Otan no Afeganistão por parte de membros da polícia e das Forças Armadas afegãs custaram a vida de 51 militares das tropas aliadas. A Isaf anunciou nesta semana que decidiu reduzir seu nível de cooperação com o Exército afegão e que iniciou uma revisão de seus contatos com a população local por causa da recente onda de violência.

A missão aliada baseou sua decisão no ambiente adverso que se criou no país após a aparição do vídeo que ridiculariza o profeta Maomé e pelo gotejamento de ataques de membros das forças afegãs a soldados estrangeiros. No entanto, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, assegurou que a Isaf segue comprometida com sua estratégia, seus objetivos e o calendário para a retirada do Afeganistão.

FONTE: Agência EFE via O Estado de S. Paulo

 
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