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A cidade de Bela Vista interior de Mato Grosso do Sul, é sede do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado ( 10º R C Mec) que integra a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e Brigada Guaicurus. Durante a Operação Laguna, a Unidade vem desempenhando missões de reconhecimento nos eixos da área sob sua responsabilidade, que visa garantir a segurança das estradas e a conquista de posições favoráveis no terreno. O exercício militar vem possibilitando um intenso treinamento de ações com os veículos blindados, que são capazes de atingir velocidades de até 100 km/h e possuem grande mobilidade.

FONTE;FOTOS: Operação Laguna

 

No período de 28 de setembro a 09 de outubro, as Forças Armadas Brasileiras, sob a coordenação do Ministério da Defesa, realizarão a OPERAÇÃO LAGUNA, um exercício militar combinado na região de fronteira do Mato Grosso do Sul.

Durante a Operação, tropas, veículos, embarcações e aeronaves da Marinha, do Exército e da Força Aérea, executarão missões reais e simuladas na região da Fronteira Oeste.

Participarão das ações os efetivos militares da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, localizada em Dourados/MS, da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Cuiabá/MT, da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, em Corumbá/MS, do 6º Distrito Naval, situado em Ladário/MS e da Base Aérea de Campo Grande, além de contingentes de organizações militares oriundas de outros pontos do Brasil. Todo serão 2.756 militares participando da Operação, sendo 907 da Marinha, 1438 do Exército e 411 da Força Aérea.

A população das cidades onde serão realizadas ações da Operação Laguna será devidamente informada sobre a natureza das atividades a fim de evitar quaisquer incidente ou tensão provocados pela presença e pela movimentação militar nas áreas.

A fim de ampliar e facilitar o acesso dos profissionais de imprensa e do público interessado, foi montado o site www.laguna.mil.br com reportagens, imagens, vídeos e outras informações sobre a Operação Laguna e todos os seus participantes.

Entenda a operação

O Exercício de Adestramento Combinado Operação Laguna é uma manobra conjunta que envolve a Marinha, o Exército e a Força Aérea, sob a coordenação do Ministério da Defesa. Será executada no período de 28 de setembro a 09 de outubro de 2009 no estado do Mato Grosso do Sul.
Esse tipo de exercício é desenvolvido todos os anos e tem como foco principal promover o treinamento das Forças Armadas Brasileiras a partir da simulação de um conflito. O local da operação é definido em sistema de rodízio entre as regiões do Brasil. Os principais objetivos da Operação Laguna são:

  • Aperfeiçoar a logística conjunta das Forças Armadas;
  • Treinar ações humanitárias e de apoio a evacuados em uma situação de conflito simulado;
  • Difundir o sentimento de patriotismo junto à população;
  • Realizar ações de apoio à população das localidades da área do exercício.

Efetivos Empregados na Operação

  • Marinha: 907
  • Exército: 1.438
  • Força Aérea: 411
  • Total: 2.756

Principais Localidades

  • Campo grande
  • Ponta Porã
  • Aquidauana
  • Jardim
  • Coimbra
  • Corumbá
  • Ladário
  • Guia Lopes da Laguna
  • Albuquerque

Meios empregados pelo Exército

  • Comando Militar do Oeste
  • Comando da 2ª Divisão de Exército (Comando e Estado-Maior);
  • 9ª Região Militar (Estado-Maior e meios logísticos necessários);
  • 6ª Brigada de Infantaria Blindada (Estado-Maior);
  • 3ª Brigada de Infantaria Motorizada (Estado-Maior);
  • 12ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel (uma subunidade);
  • 13ª Brigada de Infantaria Motorizada;
  • 17ª Brigada de Infantaria de Selva (Estado-Maior);
  • 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira;
  • Brigada de Infantaria Paraquedista (Estado-Maior e uma Companhia de Infantaria Paraquedista);
  • 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada;
  • Artilharia Divisionária da 2ª Divisão de Exército (Estado-Maior);
  • 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado;
  • 3º Batalhão de Aviação do Exército;
  • Uma Bateria do 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes (Planejamento);
  • Brigada de Operações Especiais;
  • 1ª Brigada de Artilharia Anti-Aérea;
  • Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear.

FONTE: http://www.laguna.mil.br

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A Guarda Revolucionária do Irã fará exercícios de defesa com mísseis nos próximos dias, a partir de domingo, para estimular a capacidade de intimidação da República Islâmica, informou a mídia iraniana.

O anúncio feito neste sábado coincide com o aumento da tensão sobre a disputa nuclear que envolve o Irã e o Ocidente, após Teerã revelar que estava construindo uma segunda usina para enriquecimento de urânio.

Os relatos não informaram os tipos de mísseis que poderiam ser usados na simulação. Em maio, o Irã disse que estava testando mísseis que analistas de defesa disseram que poderiam atingir Israel e as bases dos Estados Unidos no Golfo.

Os Estados Unidos, que suspeitam de possível criação de bombas nucleares no Irã, já expressaram preocupação sobre o programa de mísseis.

O Irã conduz com frequência exercícios de guerra ou teste de armamentos para mostrar sua firmeza em conter qualquer ataque inimigo.

Um comunicado citado por agências de notícias iranianas disse que o objetivo dos exercícios realizados pela força aérea da Guarda Revolucionária seria “aumentar a capacidade de intimidação das forças armadas iranianas”.

O general Hossein Salami, chefe da força área da Guarda, disse que as simulações poderiam incluir lançamentos simultâneos de mísseis com alvos, informou a Guarda em sua página na Internet.

Os exercícios vão durar alguns dias e acontecerão em diversas localidades.

FONTE: O Globo / Reuters

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O exercício Deployment Direction 2009 foi o maior exercício tático realizado pelas forças de defesa da Hungria como parte da OTAN. Durante as manobras, o Exército Húngaro usou blindados BTR-80A para cruzar o Rio Danúbio perto de Ercsi, cerca de 40km ao sul de Budapeste, em 15 de setembro.

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Forças de segurança dos Estados Unidos disseram à BBC nesta segunda-feira acreditar que um suposto líder ligado à rede extremista islâmica Al-Qaeda foi morto em um ataque de forças especiais americanas no sul da Somália.

O suspeito, Saleh Ali Saleh Nabhan, é um queniano procurado por conexão com um ataque contra um hotel e um ataque frustrado com mísseis contra um avião israelense, ambos realizados em Mombassa, no Quênia, em 2002.

Nabhan pertence à milícia islâmica Al-Shabab, supostamente ligada à Al-Qaeda, e está na lista de principais procurados pelo FBI (a polícia federal americana).

Segundo fontes em Washington, Nabhan teria sido morto em um ataque de helicóptero contra o veículo em que viajava, na cidade costeira de Barawe, ao sul da capital somali, Mogadíscio.

Ataque

Integrantes da Al-Shabab haviam dito à BBC que helicópteros estrangeiros haviam aberto fogo contra um carro em que viajavam alguns de seus membros.

Segundo relatos iniciais, as tropas responsáveis pelo ataque usavam uniformes com insígnia da França. No entanto, um porta-voz militar da França negou que as forças de seu país estivessem envolvidas no ataque.

Segundo testemunhas, soldados levaram dois homens, e dois corpos foram deixados na estrada depois do ataque.

Nos últimos anos, forças americanas têm realizado ataques aéreos contra grupos islâmicos na Somália acusados de ligações com a Al-Qaeda.

Ajuda alimentar

A Somália não tem um governo central desde 1991.

Facções islâmicas rivais lutam contra forças leais ao governo apoiado pelas Nações Unidas, que controla apenas pequenas áreas da capital.

Também nesta segunda-feira, um porta-voz do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas disse que a organização vai fechar 13 centros de alimentação para mães e crianças na Somália porque o programa recebeu apenas 41% dos fundos necessários para manter as operações.

A ONU estima que metade da população da Somália depende de ajuda alimentar, muitos deles refugiados do conflito civil e da seca que afetam a região.

Fonte: BBC

 

Governo causa ciúme no Exército com verba maior para Marinha e Aeronáutica

Orçamento muito menor que o das outras Forças é considerado ‘vergonhoso’

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA. O anúncio de gastos bilionários com a compra de 36 aviões de combate para a Aeronáutica e a construção de um submarino nuclear para a Marinha gerou desequilíbrio e desconforto velado nas Forças Armadas. Sem grandes pretensões no mercado armamentista internacional, o Exército ficou para trás na partilha de verbas para 2010, último ano do governo Lula. No projeto de Orçamento enviado ao Congresso, o valor destinado ao reaparelhamento da Força é de R$361 milhões, cifra chamada de insuficiente e vergonhosa nos corredores do Quartel-General em Brasília.

Num cálculo que só leva em conta investimentos diretos em 2010, as verbas para reaparelhamento serão mais de sete vezes maiores na Marinha (R$2,7 bilhões), e três vezes e meia superiores na Aeronáutica (R$1,3 bilhão). A longo prazo, a diferença ficará maior, já que o governo se comprometeu a gastar R$19 bilhões com os submarinos, e pelo menos R$7 bilhões com os novos caças da Força Aérea.

Apesar da discrição militar, a disparidade tem gerado protestos no Exército, onde são antigas as queixas pelo sucateamento de instalações e veículos. Para um coronel próximo ao comandante da Força, general Enzo Peri, a opção pelas compras bilionárias deixou na gaveta projetos mais baratos do Exército, a maioria ligada à preservação da Amazônia e às fronteiras.

- A diferença chega a ser vergonhosa. Marinha e Aeronáutica conseguiram emplacar dois projetos caríssimos, com muito apelo de marketing. Talvez o Exército tenha pecado por não vender algo tão grandioso. O fato é que o nosso orçamento está à míngua – afirmou o coronel.

Um general ouvido pelo GLOBO disse que os projetos das outras Forças são elogiáveis, mas não justificam o abandono das demandas do Exército. E citou três prioridades que não foram contempladas no Orçamento de 2010: a renovação da frota de blindados, já licitada e estimada em R$5 bilhões para a fabricação de mil veículos; a montagem de um sistema de defesa antiaérea, sem previsão de gastos; e a promessa de dobrar a presença militar nas fronteiras da Amazônia, que anda a passos lentos.

Deputado acusa governo de se render a lobby da França

Para 2010, o Orçamento do Exército prevê o uso de 2,6% das verbas para investimentos. Outros 7% irão para custeio, e 90,4% serão gastos com pessoal ativo e pensionistas.

O desequilíbrio entre os gastos bilionários e a falta de verbas para o cotidiano das Forças Armadas tem sido alvo de críticas na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. O deputado Julio Delgado (PSB-MG) acusa o governo de ter se rendido ao lobby da França, com a suposta cumplicidade de colegas que viajaram a Paris em julho com as contas pagas pela Dassault, que deve vender os 36 caças à FAB.

- As compras vão gerar desequilíbrio nas Forças Armadas, porque o Orçamento do Exército ficará mais descoberto. Parece que algumas autoridades estão sofrendo de francofilia.

Favorável à compra dos caças e submarinos, o presidente da Associação Brasileira de Estudos da Defesa, Eurico de Lima Figueiredo, diz que o Exército também precisa ser ouvido:

- Mas é impossível agradar a todos ao mesmo tempo.

Defesa nega desequilíbrio no orçamento

BRASÍLIA. O Ministério da Defesa admite que os projetos de maior porte do Exército ficaram fora dos planos para o último ano do governo Lula, mas contesta as queixas sobre o desequilíbrio nos orçamentos das Forças Armadas. Em nota, a assessoria do ministro Nelson Jobim disse que as verbas previstas para o reaparelhamento de Marinha, Exército e Aeronáutica não podem ser comparadas: “Não existe relação entre os gastos de uma Força e os de outra. Cada Força tem sua realidade e projetos com cronogramas específicos”.

Perguntada sobre os principais projetos do Exército, a Defesa citou o Amazônia Protegida, que prevê a construção de 28 Pelotões Especiais de Fronteira até 2018, ao custo estimado de R$1 bilhão. “Mas ainda não há um detalhamento do cronograma”, diz a nota. O projeto não aparece no Orçamento enviado ao Congresso.

As diretrizes para o reaparelhamento decididas ano passado, no lançamento da Estratégia Nacional de Defesa, são de médio e longo prazo. “As Forças fizeram propostas de aparelhamento e de articulação até 2030, mas o Ministério da Defesa ainda vai fazer a análise e a consolidação pra corrigir omissões, superposições, etc. A partir daí é que serão dimensionadas as necessidades e elaborados os programas”, diz a nota.

FONTE: O Globo

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Para o general, falta vontade política para tirar as Forças Armadas da obsolescência

Leandro Prazeres
Da equipe de A CRÍTICA

Ninguém fala mais alto que o general Luis Cláudio Mattos, 62, na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA). Responsável por 26,3 mil homens espalhados pelo maior comando regional da América Latina, Mattos não impressiona pelo tom de sua voz, mas pelas palavras.

Em entrevista concedida à A CRÍTICA, ele se desarma. Diz que o combate ao narcotráfico não é “missão” do Exército, que falta vontade política do governo para reaparelhar as Forças Armadas e que, se pudesse, conduziria a política externa brasileira com mais firmeza.

Sobre as bases colombianas utilizadas pelos EUA e o aumento do poder bélico venezuelano Mattos se mostra tranquilo, mas revela que os serviços de inteligência brasileiros estão atentos a esses movimentos.

A CRÍTICA: O que muda para o Brasil a partir da utilização de bases colombianas pelos Estados Unidos?
General Luis Cláudio Matto: Não muda absolutamente nada. Isso é um problema interno de soberania da Colômbia. Não fizemos nenhuma modificação da nossa estratégia em razão desse fato específico.

A CRÍTICA: Essa declaração contrasta com as reclamações do Itamaraty sobre o assunto. Esse desconforto diplomático ainda não chegou aos militares?
General Luis Cláudio Matto: Na minha avaliação não há motivo para preocupação, mas eu entendo que a preocupação do Itamaraty é uma coisa perfeitamente aceitável. O que é bom frisar é que esse problema das bases não caracteriza nenhuma ameaça militar para nós. Se nossa inteligência tivesse dado conta disso, aí sim, adotaríamos uma outra atitude.

A CRÍTICA: Os serviços de Inteligência estão apurando os reais interesses por trás desse acordo?
General Luis Cláudio Matto: Não só a inteligência militar, mas a inteligência brasileira. Por isso que eu digo que não tenho preocupação. Esse trabalho nos abastece.

A CRÍTICA: Até que ponto o aumento do poderio bélico colombiano e venezuelano têm mudado a estratégia de Defesa brasileira na Amazônia?
General Luis Cláudio Matto: Nós vivemos numa conjuntura em que temos um relacionamento excelente com todos os nossos vizinhos. Evidentemente que nós não acompanhamos esse aumento do poder militar da Venezuela, da Colômbia e do Chile. Mas isso é problema interno de cada País. Se os países julgam que, em vez de resolver alguns problemas, é melhor aumentar o poder militar… é decisão soberana do País. Nós militares (brasileiros), particularmente, temos muitas carências que se fossem solucionadas talvez, os vizinhos encarassem como aumento do nosso poderio bélico, mas são carências que temos há muitos anos.

A CRÍTICA: A nova Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê o deslocamento de unidade para a Amazônia. Isso não é reflexo desse aumento de poder militar dos nossos vizinhos?
General Luis Cláudio Matto: Não. Reflete uma preocupação que se tem há muito tempo de nós aumentarmos o nosso poder militar na Amazônia pra garantir a soberania. Se isso fosse motivado pelo aumento do poder do vizinho, isso teria que ocorrer com muito mais rapidez. Qual é o grande ganho da END para as forças armadas? É a colocação da Defesa Nacional na agenda. Antes, só se via as forças armadas como autoritárias e repressoras.

A CRÍTICA: Venezuela e Colômbia saíram da condição de países amigos para a condição de pontos de instabilidade na América do Sul?
General Luis Cláudio Matto: Eu acho que não. As Farcs, realmente, são um desconforto muito grande. Imagina você ter um movimento contra o governo se arrastando durante tanto tempo. Mas isso é um problema interno deles que podem nos afetar se as guerrilhas entrarem no nosso território. Por isso estamos vigilantes. A mesma coisa na Venezuela. As decisões de lá podem agradar ou desagradar. Será que está bom pra eles? O dinheiro do petróleo poderia ser colocado para o país crescer, prosperar, mas se o presidente (Hugo) Chávez resolveu aumentar o seu poder militar, é decisão soberana e são os venezuelanos que tem que avaliar.

A CRÍTICA: Quais as principais preocupações militares na Amazônia? Nossos vizinhos, o narcotráfico…
General Luis Cláudio Matto: Tudo isso nos incomoda. Mas o que nos incomoda mesmo é a vigilância da nossa fronteira. São 11 mil km. Nós temos preocupação com isso, estamos vigilantes na nossa fronteira. Temos dispositivos colocados na nossa fronteira e não tenho a menor dúvida de que farão face a qualquer tipo de ameaça; a nossa estratégia é preparada para isso. Temos forças presentes e forças que podem ser deslocadas rapidamente em caso de invasão. É importante dizer que uma invasão não acontece do dia pra noite.

Falta de aperfeiçoamento tecnológico nas Forças Armadas

A CRÍTICA: Há previsão de descontingenciamento dos recursos do projeto Calha Norte?
General Luis Cláudio Matto: Há pedidos e solicitações, mas não sei dizer se há previsão. Nós somos, modéstia a parte, bons planejadores. Para nós, o principal problema não é a quantidade de recursos, mas a regularidade. O que acontece hoje é que se faz um planejamento e a lei orçamentária contempla o Exército com recursos. Aí começa o ano e aquilo tudo fica contingenciado. Não adianta ficar conversando ou discutindo. Temos que tentar obter aquele recurso. O Chile tem a lei do cobre que destina um porcentual de tributos às Forças Armadas.

A CRÍTICA: O senhor acredita que isso poderia ser aplicado no Brasil com o Pré-Sal, por exemplo?
General Luis Cláudio Matto: Com certeza. É capaz de ter alguma coisa do Pré-Sal voltada para a Marinha. Poderíamos ter um pra cada Força Armada. Nós sabemos que é uma coisa que não aparece. Soberania não aparece. Defesa é algo que não aparece. Isso já foi pensado e visto. Vira Projeto de Lei. Mas na hora que bate no Congresso você imagina a discussão.

A CRÍTICA: Então falta vontade política para destinar mais recursos para as Forças Armadas?
General Luis Cláudio Matto: Poderia dizer que sim. Agora, tanto o Executivo quanto o Legislativo, eles pensam na alocação dos recursos de acordo com a sua vontade. Realmente, se houvesse uma vontade política de aporte de recursos, com toda certeza, eles apareceriam.

A CRÍTICA: Seu antecessor, General Heleno, disse que as Forças Armadas do Brasil estão obsoletas. O senhor concorda com ele? O que seria prioridade no reequipamento das Forças?
General Luis Cláudio Matto: Concordo totalmente com o Heleno. Por isso é que está acontecendo esse planejamento todo. Esse pensamento é para tirar as forças armadas da obsolescência. Temos planos pra cada área. Por exemplo, nós temos carência de blindados. Existe uma carência de artilharia antiaérea e são perfeitamente aplicáveis na Amazônia. Comunicações é outro exemplo. Nós conseguimos nos comunicar com todas as nossas tropas, mas existe uma necessidade muito grande de um aperfeiçoamento tecnológico nessa área.

A CRÍTICA: Como executar uma Estratégia Nacional de Defesa tão ousada com um orçamento tão minguado? O senhor teme que isso fique no papel?
General Luis Cláudio Matto: Esse é o grande problema. Vai depender de vontade política. Nós sabemos que nós não vamos poder colocar mais 28 pelotões de fronteira nesses 11 mil km da noite pro dia, mas nós já tínhamos alguns desses pelotões planejados, então se não tivermos dinheiro para os 28, vamos atender aqueles que já havíamos pensado.

A CRÍTICA: Fontes dos bastidores da Polícia Federal se queixam que, apesar de ter mais gente e mais equipamento, o Exército não cumpre seu papel de polícia na faixa de fronteira no combate ao narcotráfico…
General Luis Cláudio Matto: Se alguém falou isso é porque não conhece a nossa missão constitucional. Não é missão do exército o combate ao narcotráfico. Não é missão do Exército fazer missão humanitária, ajudar na seca e nem nas cheias, mas quando tem uma tragédia, veja lá se não tem um militar ajudando. O nosso dever é a defesa da Pátria. Foi criada uma lei nos dando poder de polícia para nos dar segurança quando, na fronteira, encontrássemos alguma ação suspeita, mas ninguém sai do quartel para combater o narcotráfico. Nem na fronteira. Não saímos do quartel pra fazer isso.

A CRÍTICA: Mas num cenário de relativa paz com nossos países vizinhos, o narcotráfico não é considerado uma questão de segurança nacional?
General Luis Cláudio Matto: Não vejo como uma ameaça à nossa soberania. É um mal que atinge o nosso País todo, mas não é segurança nacional, é segurança pública. Quando o narcotráfico atingir a nossa soberania, aí sim. Quando estiver incorporado a uma guerrilha que avança sobre o nosso território, aí sim. O narcotráfico não é um problema específico das forças armadas. Ele tem que ser combatido, mas temos que ter gente pra fazer isso. Mas não é por isso que vai pegar o Exército pra cumprir uma missão que não é nossa.

A CRÍTICA: Como o senhor avalia a política externa do governo brasileiro?
General Luis Cláudio Matto: Eu não posso te dar minha opinião como militar. Posso apenas dizer o que eu acho. Eu acho que a gente poderia ser menos flexível porque o Brasil é uma potência continental. Nós poderíamos, em determinados momentos, mostrar a nossa cara. Somos potência.

A CRÍTICA: O senhor acha que o Brasil poderia ter sido “menos flexível” na invasão de instalações da Petrobras pelo exército boliviano, por exemplo?
General Luis Cláudio Matto: Eu como brasileiro acho que poderíamos ter sido mais firmes. Eu não posso concordar ou discordar da política externa brasileira. Posso dar minha opinião e acho que poderíamos ter sido mais firmes, mostrado a cara da grandeza do Brasil. Muitos não têm noção da nossa grandeza. E não é grandeza militar, mas do País como um todo. Talvez, se o Brasil usasse a sua cara e o seu poder como grande País…enfim…eu conduziria diferente, mas isso é problema do governo.

FONTE: www.acritica.com.br / COLABOROU: Marcos Aurélio-am

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Lembrando que este mês foi aniversário dos ataques nucleares a Nagasaki e Hiroshima, o ForTe, ao invés de apenas publicar uma nota sobre a data, preferiu mostrar aos leitores a alternativa: a invasão do Japão pelos aliados, conhecida como Operation Downfall.

A Operação Downfall consistia de duas partes: Olympic e Coronet, começando em outubro de 1945. A Olympic tinha como objetivo a conquista da parte sul da ilha de Kyushu, no sul do Japão. Programada para logo depois, na primavera de 1946, a Coronet tinha como objetivo a invasão da planície de Kanto, perto de Tóquio, na ilha de Honshu.

Por causa da geografia do Japão, esses objetivos eram óbvios para o Alto Comando Imperial, que planejava uma defesa tenaz da ilha de Kyushu – dependendo do grau de resistência da população civil, baixas nos patamares de dezenas de milhoes eram esperadas.

As considerações primárias dos aliados eram tempo e baixas: como forçar a rendição do Japão o mais rápido possível com o mínimo de baixas dos dois lados. De acordo com a inteligência disponível, no início de 1945 haviam 6 divisões japonesas na ilha de Kyushu, com outras 4 disponiveis para a defesa da ilha e 14 divisoes disponíveis na planície de Kanto.

Olympic

Iniciando o “X-Day” em 1º de novembro de 1945, a Olympic contaria com a maior armada naval da história, incluindo 42 NAe, 24 Encouraçados e 400 Destroyers. 14 divisões americanas faziam parte do assalto anfíbio inicial, com o 6º Exército desembarcando em tres praias diferentes cada uma, com um corpo-de-exercito sendo o I e XI do US Army (Exército dos EUA) e o V Corpo Anfíbio do USMC (Fuzileiros Navais dos EUA) nas praias com os terrenos considerados mais difíceis.

Coronet

Iniciando o “Y-Day” em 1º de março de 1946, a Coronet seria a maior operação anfíbia da história, com 25 Divisões do 1º e 8º Exércitos norte-americanos preparadas para as fases iniciais (a invasão da Normandia, em comparação, teve a participação de 12 divisões).

Já que nenhum plano sobrevive ao primeiro contato, gostaria de mostrar também o plano japonês:

Operacao Ketsugo

O objetivo da liderança japonesa era forçar o maior número possível de baixas e perdas materiais aos aliados, forçando um armistício mais favorável ao país ,ao invés de uma rendição incondicional.

O plano japonês dependia fortemente de Kamikazes, com mais de 10 mil aviões disponíveis em julho de 1945, estimando-se que a tática afundaria mais de 400 navios aliados. Os objetivos seriam os navios de transporte, ao invés das escoltas, que foram alvo em Okinawa.

Já a parte terrestre do plano japonês tinha ênfase nas defesas de profundidade, as mesmas que levaram a altas baixas aliadas em Peleliu, Iwo Jima e Okinawa. Em março de 1945, ao contrário do que a inteligencia alida previu, o Japão possuía 14 divisões na ilha de Kyushu e 3 brigadas blindadas, formando um total de 900 mil homens – sem contar a população civil, que seria utilizada na defesa da ilha. Em agosto de 1945 o Exército Imperial possuía 65 divisões nas ilhas do Japão, com equipamento para 40 delas e munição para somente 30. Sendo assim, a Olympic (como planejada) possuía um relação de forças de 1 para 1 em sua invasão.

O resto da história é de conhecimento geral: após o uso das bombas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão se rendeu incondicionalmente, eliminando a necessidade de tal operação e sinalizando o fim do maior conflito da humanidade.

 

Forças afegãs e alemãs iniciaram uma ofensiva contra insurgentes no norte do Afeganistão, já que a situação de segurança naquela região dos país, antes tida como das mais estáveis, continua a deteriorar.

Enquanto a ISAF (International Security Assistance Force) da OTAN se manteve focada primeiramente nas regiões leste e sul do país, a crescente influência de militantes do Uzbequistão ligados ao Taliban na província de Kunduz fez , em 22 de julho, o General da Bundeswehr Wolfgang Schneiderhan dizer que “chegou à hora de lidar com a escalada da violência no norte” .

Falando juntamente com o general em Berlim o ministro da defesa alemão Franz Josef admitiu que forcas alemãs “estão sendo particularmente desafiadas em Kunduz”.

O Tenente-Coronel Michael Weckbach, porta-voz chefe para o comando do norte da ISAF disse que 300 soldados alemães estavam participando da operação liderada pelo exército afegão com 800 homens do exército nacional e 100 policiais.

NOTA DO BLOG: Essa é a primeira grande ofensiva do exército alemão utilizando unidades convencionais desde a 2GM.

 
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