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	<title>Forças Terrestres - ForTe - Estratégia, Tecnologia Militar e Segurança &#187; Opinião</title>
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	<description>Informação e Discussão sobre as Forças Terrestres</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 15:26:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A Propósito de Liberdade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 10:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[José Celso Macedo de Soares]]></category>

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		<description><![CDATA[*José Celso de Macedo Soares artigo de novembro 2003 Desde os primórdios da civilização, o ser humano sempre, lutou em favor de sua liberdade. O conceito de liberdade, na antigüidade, era muito restrito, pois todos os estados mantinham escravos: os derrotados, aprisionados, nas constantes pelejas que haviam entre os povos. Mesmo os gregos, que foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>*José Celso de Macedo Soares</em><br />
artigo de novembro 2003</p>
<p><img class="size-full wp-image-10442 alignleft" title="vinheta-opiniao-forte" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2010/08/vinheta-opiniao-forte.jpg" alt="" width="101" height="26" />Desde os primórdios da civilização, o ser humano sempre, lutou em favor de sua liberdade. O conceito de liberdade, na antigüidade, era muito restrito, pois todos os estados mantinham escravos: os derrotados, aprisionados, nas constantes pelejas que haviam entre os povos.</p>
<p>Mesmo os gregos, que foram o berço da civilização ocidental e os originários da democracia, mantinham escravos.Não eram, pois, uma democracia perfeita, pois a escravatura anulava todo conceito de liberdade. Muito menos os romanos pois os patrícios mantinham em suas casas e propriedades rurais, centenas de escravos,<br />
Mas, o que é liberdade?</p>
<p>A questão da liberdade foi posta com clareza por Aristóteles, que depois de ter estabelecido, no seu Organon, a contingência de certos futuros , mostrou, na sua Ética a Nicômaco, que o mérito ou demérito podem ser atribuídos só a certos atos, que se é livre de executar ou não.<br />
Mais tarde, Voltaire definia: A liberdade consiste em não se depender senão das leis.</p>
<p>Aqui entre nós, Rui Barbosa, em seu magnífico discurso sobre a liberdade, nos traz este belo e eloqüente trecho que tão bem se aplica aos dias de hoje: “Mas tu (liberdade) não és escada para o Poder: és, nas sociedades adiantadas, o elemento sagrado que o limita. Não te chamas dominação: chamas-te igualdade, tolerância, justiça. Não te entregas em monopólio a um predestinado, a uma religião, a uma parcialidade, a um sistema: existes uniformemente para todos, eliminadora do mal, fonte igual de luz, calor e prosperidade para o bem”.</p>
<p>Para nós, não existe melhor definição do que aquela contida na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789); “É o poder de fazer tudo o que não for nocivo a outrem; assim, o exercício dos direitos naturais de cada um não tem outros limites além de aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites só podem ser determinados pela lei”. E acrescenta: “A lei só tem direito de proibir as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é proibido por lei não pode ser impedido, e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordena”.</p>
<p>Com base nestes conceitos, seria interessante fazer um cotejo entre as liberdades existentes em diversos países e as vigentes no Brasil. Comecemos pela Inglaterra. É a pátria dos grandes documentos constitucionais. Já em 1215 (mais de sete séculos atrás), o Rei João Sem Terra era obrigado a outorgar aos barões e à burguesia a Magna Charta, base das liberdades inglesas. É interessante mostrar aos nossos leitores algumas de suas provisões: nenhuma contribuição podia ser lançada sem o consentimento do Conselho do Reino; a liberdade do comércio era garantida e foram tomadas medidas para assentar a justiça em bases mais perfeitas, para proteger a vida, a liberdade e a propriedade de cada um contra espoliações arbitrárias. Foi a Magna Charta, praticamente, a criadora do Parlamento moderno, quando investiu 25 barões de grande autoridade para fazerem respeitar a Carta, que era lida, solenemente, duas vezes por ano, em cada catedral do Reino.</p>
<p>Nela se estabelecia, definitivamente, a idéia de relações determinadas e escritas entre senhores e vassalos, entre os reis e os súditos. Outro documento importante é a Petição de Direitos, de 1628, imposta pelas Comunas a Carlos I, obrigando-o a reconhecer as liberdades nacionais. Tão arraigado o sentimento de liberdade entre ingleses que este Rei foi decapitado por desrespeitá-la. Vem em seguida um dos mais importantes instrumentos das liberdades individuais: o habeas-corpus, pelo qual ninguém pode ser preso sem culpa formada, instrumento este regulado pelos Habeas Corpus Act, imposto a Carlos II, em 1679. Segue-se a Declaração de Direitos, que Guilherme III, de Orange, teve que assinar em 1689, e que estipulava, entre outras coisas ,a reunião periódica do Parlamento, a votação do imposto e das leis, o direito de petição e a instituição do júri. Finalmente, o Act of Settlement, de 1701, que exigia o consentimento prévio do Parlamento para declarar guerra e, mais importante, impedia a destituição dos magistrados pelo rei.</p>
<p>Atentem os leitores para as datas de emissão destes documentos. O mais moderno tem mais de três séculos de existência. Estaria nesta época, a Inglaterra, livre de injustiças sociais? Teria sido eliminada a pobreza? Ao contrário, foi justamente o fortalecimento dos direitos dos cidadãos perante o arbítrio dos governantes que permitiu criar na Inglaterra uma sociedade próspera, democrática e, indubitavelmente, uma sociedade em que florescem, sem restrições, as liberdades essenciais ao ser humano.</p>
<p>Como conseqüência, os americanos, ao se tornarem independentes, em 1776, exigiram também, para si, os direitos tradicionais do povo inglês. São documentos mais que eloqüentes a Declaração de Direitos de Virgínia, de junho de 1776, a Declaração de Independência, de julho de 1776, e a Lei Federal de Direitos, de setembro 1789. Todos eles expressam de maneira clara e positiva as noções de liberdade legadas aos americanos pela gloriosa Albion. Cumpre notar também que, nesta época, os Estados Unidos eram, ainda, uma pequena e pobre nação.</p>
<p>Passemos agora à França. Apesar de latinos, não ficam os franceses atrás dos ingleses no seu amor tradicional à liberdade. Liberté, Egalité, Fraternité, foi o brado dos revolucionários de 1789. Aos constituintes franceses de 1789, devemos um dos mais belos documentos da humanidade, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, direitos estão qualificados “naturais, inalienáveis e sagrados”. Esta Declaração, que serviu de preâmbulo à Constituição de 1791, proclamava ao mundo o princípio de que os homens nascem e vivem iguais em direitos, não podendo as distinções sociais serem fundadas, senão sobre a utilidade comum e baseando os direitos do homem na liberdade, prosperidade, segurança e resistência à opressão. Todos os documentos e declarações franceses posteriores (1793 e 1843) sempre primaram pelo respeito às liberdades individuais, opondo-se aos Poderes absolutos.</p>
<p>Não se pode, pois, fazer uma análise das liberdades hoje vigentes nestes países, e mesmo em outras nações civilizadas do mundo ocidental, sem citar a origem e épocas em que elas foram adotadas. E, principalmente, para mostrar aos leitores que, ao contrário do que se diz, não é preciso primeiro erradicar a pobreza e as diferenças sociais para depois se chegar a um regime de liberdade, em outras palavras, à democracia. Ao contrário, repetimos, foi a adoção destes princípios que proporcionou e criou a base para que a justiça social se implantasse naqueles países e, mais do que isto, que o trabalho de todos fosse igualmente respeitado, para chegarem mais rapidamente ao progresso que hoje desfrutam.</p>
<p>É certo que não estamos mais na época de Montesquieu, mas seu O Espírito das Leis é tão atual hoje, quanto o foi na época de sua publicação, em 1748, se respeitarmos o sentido filosófico do seu pensamento.</p>
<p>Em resumo, encontramos na Inglaterra, na França, nos Estados Unidos e na maioria das nações ocidentais, em pleno funcionamento, aquilo que Roosevelt chamou de as quatro liberdades: “A liberdade da palavra e da expressão, a liberdade do credo, a liberdade de estar ao abrigo das necessidades e a liberdade de viver ao abrigo do medo”. E é preciso não esquecer que foi para apoiar estes princípios que combatemos na Segunda Guerra Mundial contra a tirania do nazismo. Em suma, não há nestes países:</p>
<ul>
<li>quaisquer restrições ao funcionamento do Parlamento;</li>
<li>censura ao meios de comunicação, aos livros e periódicos;</li>
<li>impedimento ao funcionamento da Justiça e à atuação dos magistrados.</li>
</ul>
<p>Está, também neles, em pleno funcionamento, o instituto do habeas-corpus, e as pretensas ofensas aos funcionários do Governo não são rotulados como ofensas à segurança do Estado, porque, lá, governantes não são o Governo. Na França de hoje, L’État c’est moi é coisa do passado.</p>
<p>E no Brasil? Como anda o conceito de liberdade? Com a redemocratização do pais podemos dizer que, teoricamente, estão em funcionamento, todos os documentos por nos citados, e que foram conquistas das nações civilizadas. Dizemos “teoricamente” porque em pais com tamanha desigualdade de rendas , as leis não se aplicam igualmente a todos os cidadãos. E, principalmente quando se trata do tratamento do Estado em relação ao homem comum. Já dizia Hélio Beltrão : “Não basta assegurar a liberdade no plano puramente político, protegendo-se o cidadão contra a opressão do Estado. É preciso estende-la ao dia-a-dia do homem comum, onde a abertura significa protege-lo dos abusos da burocracia”. Começamos a discussão deste pensamento com as palavras do mestre Tristão de Athayde : “Somos um pais formado às avessas, que teve Coroa antes de ter povo; parlamentarismo antes de eleições; escolas superiores antes de alfabetização; bancos antes de ter economia”. Assim, “não é de estranhar-se que no Brasil a burocracia se tenha superposto à sociedade. Foi uma decorrência da própria.</p>
<p>No caso brasileiro, a colonização constituiu um empreendimento do Estado, atribuído pelo governo português a pessoa de sua confiança, com o objetivo declarado de consolidar a conquista do território e propiciar benefícios econômicos à Coroa. Nenhuma semelhança, portanto com o que ocorreu em outras plagas, onde foi uma parcela do próprio povo que emigrou espontaneamente, com intenção de se fixar em outro lugar, onde criou suas próprias instituições. Nesse caso, foi a própria Sociedade que instituiu a Autoridade. Aqui, foi a Autoridade que fundou e moldou a Sociedade.”(Beltrão-1984:34)</p>
<p>No Brasil até hoje nada mudou, muito ao contrário, complicou-se. O tratamento dispensado ao contribuinte, diariamente, chega a ser ofensivo. Não adianta apenas fazer a reforma tributária – absolutamente necessária – mas temos que abolir a interferência do Estado no dia-a-dia dos negócios. O poder público não tendo capacidade para exercer a fiscalização normal, exige certidões e mais certidões para realização de simples negócios. Fazemos nosso o pensamento de Hélio Beltrão que, “a mórbida presunção da desconfiança, constitui a marca registrada das leis, regulamentos e normas que regem a Administração Pública.</p>
<p>A desconfiança no usuário, no contribuinte, no empresário é responsável pela alta tonelada de certificados, atestados certidões e outros tipos de comprovação sistemática e formal. Tudo isto é exigido porque na Administração Pública, ao contrário do que ocorre na nossa vida particular, é proibido acreditar nas declarações das pessoas, embora se saiba que tais declarações são, em sua maioria verdadeiras, e não obstante a declaração falsa constitua crime expressamente previsto no Código Penal.</p>
<p>No Brasil em vez de se colocar o falsário na cadeia, obriga-se todas as pessoas a provar com documentos, que não são desonestas. Com isto, pune-se o honesto sem inibir o desonesto, que é especialista em falsificar documentos. Os atestados falsos são, em geral, os mais perfeitos. As prestações de contas fraudulentas também são, na aparência, as mais perfeitas. Não basta praticar a democracia e assegurar a liberdade política. A grande liberdade se constrói a partir de uma série de pequenas liberdades e da garantia de uma soma de pequenas coisas: O direito à credibilidade e à dignidade; o direito de não se ver empurrado de uma fila para outra, apenas para provar que não se está mentindo ou para receber um serviço ou um benefício legalmente devido; o direito de não ser oprimido pela burocracia.”( Beltrão -!980-1)</p>
<p>E vamos além. Sem uma justiça acessível ao homem comum, aplicada com razoável rapidez, não se pode falar em liberdade ou democracia. O pior julgamento é aquele que não acontece. Executivo, Legislativo, Judiciário. Esta divisão de poderes é a base de uma democracia moderna. Mas, o pilar fundamental, o ponto de equilíbrio para o bom funcionamento de todo sistema é, sem dúvida, o Judiciário. A quem deve o cidadão recorrer contra os abusos e violências do poder? A quem cabe interpretar as leis, dando-lhes direção correta, retirando-lhes as inconstitucionalidades? Esta enorme soma de responsabilidades cabe ao Poder Judiciário. O que é o Judiciário de uma nação democrata? Respondemos sem medo de errar: O Judiciário são os juizes. Talvez não exista ofício mais importante, com maiores responsabilidades, do que aquele de julgar. E quando o julgamento é sobre seres humanos, então a responsabilidade não tem limites. Assim, ousamos dizer que a qualidade, a independência, o respeito ao Judiciário pelos cidadãos de um país, mede-se pelas qualidades, pela independência e pelo acerto de seus juizes. Esta a pedra angular do bom funcionamento do Judiciário.</p>
<p>No momento em que os holofotes apontam para o Judiciário, nas discussões sobre sua reforma, é preciso que algumas considerações sejam feitas. É preciso notar que o juiz só pode e deve julgar de acordo com as leis, os códigos de processo, enfim, de acordo com o ordenamento que o legislador lhe ofereceu. Não cabe ao juiz elaborar leis. Cabe cumpri-las e interpretá-las. Os brasileiros, com razão, exasperam-se pela delonga dos processos, com o formalismo de nossa justiça. A respeito dessas formalidades, o ilustre Ministro Moreira Alves, do Supremo Tribunal Federal, comenta que “a forma de nossa escrituras públicas é, até hoje regida pelas Ordenações Filipinas. Inúmeros termos, compromissos e formalidades forenses constituem sobrevivência das Ordenações do Reino de Portugal. E a forma dos editais, precatórios e rogatórios, reflete a linguagem de D. João VI”.</p>
<p>O congestionamento do sistema judiciário é evidente. O Supremo Tribunal Federal – cúpula do sistema – recebe por ano cerca de 20 mil processos para exame e discussão. O advogado perde seu tempo com o cumprimento de meras exigências formais.</p>
<p>Além disto é difícil, afastar de certos juizes a empáfia e a arrogância, sua posição olímpica em relação à sociedade, cheios de si pelos “excelência”, “meritíssimo” e “máxima data vênia” que exigem no tratamento a eles dispensado. Também não conseguimos anular os laivos ideológicos que alguns trazem de sua formação, como vimos, recentemente, na pletora de liminares concernentes ao processo de privatização da economia. Causa, também, apreensão o jacobinismo de certos membros do Ministério Público. Estes jovens procuradores, em muitos casos lançam-se a um denuncismo vago, seguidos de sequiosa vontade de aparecer na mídia. Periga acabarem como Robespierre&#8230;<br />
Grande exemplo nos vem do Estado do Pará, com a criação dos Juizados Especiais Itinerantes, em que o Juíz e sua equipe se deslocam até as longínquas localidades, para colocar a Justiça ao alcance dos cidadãos. É isto que o cidadão quer.</p>
<p>Que o Juíz não fique só discutindo com o processo. Que solucione os casos. O cidadão comum quer entrar na sala do Juíz, reclamar contra a injustiça sofrida e ver seu caso resolvido. Quer, como a lei manda, que o Juiz resida na comarca, e não que apareça lá de vez em quando&#8230; O que estamos vendo, e as recentes comissões de inquérito do Congresso mostram, é a necessidade de a sociedade ter algum controle sobre o Judiciário, mas que este controle jamais afete a independência dos juizes julgarem. Na Suécia, por exemplo, isto é facilmente resolvido, pois lá há o “Ombudsman”, ou Corregedor Geral, que embora não lhe caiba reformar sentenças judiciais, pode considerar faltoso um juíz e acioná-lo. Isto já aconteceu várias vezes.</p>
<p>Mas, acima de tudo, os juízes precisam também compreender que eles devem à sociedade prestação de contas de seus atos, de seu comportamento. Isto é o que se espera em uma nação em que o contribuinte é o poder mais alto.<br />
Infelizmente, nas discussões que se estão travando, no Congresso, a respeito de mudanças no Judiciário, periga nada reformemos, tal o choque de interesses e corporativismo que estamos, tristemente, presenciando. Parece até que estamos ouvindo Lampedusa em seu O Leopardo: “Modificai, modificai, para que tudo fique como está”.</p>
<p>E, para terminar esta dissertação, a respeito das liberdades, da posição do indivíduo perante o Estado, gostaríamos de deixar à meditação de nossos leitores e dos que nos governam esta passagem magistral do grande Papa João XXIII em sua encíclica Pacem in Terris: “A pessoa humana como tal não só não pode ser considerada como mero objeto ou elemento passivo da vida social mas, muito pelo contrário, deve ser tida como sujeito, fundamento e fim da mesma”.</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>BELTRÃO, Hélio, Burocracia e Desenvolvimento, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 13 jan. 1980. Caderno Especial<br />
_______________, Descentralização e Liberdade. Ed. Record, 1984</p>
<p><em>José Celso Macedo de Soares foi almirante, empresário, escritor, <a href="http://www.naval.com.br/blog/2012/02/06/relembrando-o-almirante-da-sunamam/" target="_blank">faleceu no dia 29.2.2012</a>.</em></p>
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		<title>Os Antibrasileiros</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 23:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Aileda de Mattos Oliveira* “Venezuela e Brasil avaliam postos militares conjuntos na fronteira” (Jornal do Brasil online, 25/1/2012) Pensar que as esquerdas brasileiras, no poder, tornar-se-iam um exemplário de virtudes, aplacando o instinto de vindita e tornando condescendente a sua ótica em relação às Forças Armadas, é ser demasiado romântico para não reconhecer a grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aileda de Mattos Oliveira*</em></p>
<p><em>“Venezuela e Brasil avaliam postos militares conjuntos na fronteira”</em><br />
(Jornal do Brasil online, 25/1/2012)</p>
<p><img class="size-full wp-image-10442 alignleft" title="vinheta-opiniao-forte" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2010/08/vinheta-opiniao-forte.jpg" alt="" width="101" height="26" />Pensar que as esquerdas brasileiras, no poder, tornar-se-iam um exemplário de virtudes, aplacando o instinto de vindita e tornando condescendente a sua ótica em relação às Forças Armadas, é ser demasiado romântico para não reconhecer a grande célula vermelha, em que se transformou Brasília.</p>
<p>Imutável, porque monolítico, permanece o propósito das esquerdas de manter a ignara sociedade brasileira como força motriz na concretização do plano obstinado de permanência, ad aeternum, no governo desta já enxovalhada república.<br />
Ambos se completam, povo e governo; eleitores e eleitos; ambos predadores do país; ambos se deleitam na indisciplina, na deseducação, no jeito sem-vergonha de ser, em todos os momentos de suas míseras vidas.</p>
<p>Portanto, é ilusão pensar que o miniministro da defesa tenha algum planejamento para consolidar a soberania do país. Que esteja imbuído de interesse em proteger as fronteiras das duas Amazônias, a Verde e a Azul. Que venha a se manifestar em favor da proteção das riquezas minerais que se esvaem pelas ações piratas, por acordos lesivos, tudo admitido pelos dirigentes apátridas.</p>
<p>A indiferença com que são tratados os assuntos respeitantes ao Estado Brasileiro dá a justa medida da pobreza cultural, da negação de civismo, do impatriótico comportamento dos congressistas, dos governantes e do ignóbil povo que os elege. A afinidade moral entre votantes e votados responde pela permanência, no poder, quase uma vitaliciedade, de arqueológicas figuras políticas, eméritas na arte da troca de favores e especialistas no fatiamento do tesouro público.</p>
<p>O que impressiona na vida política nacional é a ausência total de notícias favoráveis ao país e às Forças Armadas e, quando falo nelas, refiro-me, particularmente, ao Exército, alvo contínuo da saraivada de estúpidas medidas com as quais o embaixador, arremedo de ministro, tenta encobrir a desfaçatez de não estar em marcha um real plano de defesa nacional. É notória a displicência, a lerdeza, a irresponsabilidade com que o MD trata a questão da proteção dos territórios continental e marítimo. A razão desse descaso ficou clara, agora.</p>
<p>A notícia vem de chofre e informa que, em março, será realizada uma “reunião dos Estados-Maiores conjuntos de ambos os países”, a fim de ‘discutirem’ a proteção das fronteiras, agregando militares brasileiros e venezuelanos.</p>
<p>Celso Amorim, ministro, age como Celso Amorim, embaixador. Não há, na notícia, alusão à presença, em Caracas, de algum militar brasileiro em sua companhia, para participar da discussão deste plano descabido de defesa, porém, há referência a “outros altos oficiais militares” que, deduz-se, sejam venezuelanos. Neste caso, pode-se admitir uma segunda dedução, a de que o acordo já esteja praticamente selado. As perguntas instigantes têm que ser feitas: se os postos serão conjuntos, por que não seguiram com o ministro “altos oficiais militares” brasileiros? Ou prevalecerão nos postos os bolivarianos? Por que o homem tem horror ao verde-oliva e admira o cáqui?</p>
<p>Essa armação castelhanada leva a crer que os militares brasileiros, designados pelo ministrículo[1] para irem a Caracas, em março, apenas, balançarão a cabeça em sinal de assentimento.</p>
<p>Não desiste a malta petista de tentar, a todo o custo, a integral contaminação dos militares brasileiros com a insidiosa doutrina bolivariana, como forma de levá-los à frouxidão disciplinar pela promiscuidade ideológica. Só com o aliciamento total dos militares do Exército, só com a submissão servil desta Força, é que as esquerdas, sinistras hordas de vândalos da moralidade, poderão submeter toda a nação aos seus mais sórdidos caprichos. Somente com a queda do Exército, o Brasil será inteiramente dominado. Eles sabem disso. Por isso, criam planos de infectar a Força com o que há de pior na América ibérica e mantêm um contínuo ataque por vias periféricas aos três postulados que a Força Terrestre tem de mais caros: a disciplina, a hierarquia, e o ensino militar de seus Colégios e de suas Academias.</p>
<p>Indisciplina, adoção de cacoetes e chavões vermelhos, estas são a verdadeira essência, das futuras ações conjuntas entre venezuelanos e brasileiros, com vistas à formação de unidades militares sem identidade, sem nacionalidade.<br />
É uma nova maneira de eliminar as fronteiras brasileiras, criando mais uma terra contínua, não de falsos ianomâmis, porém, uma extensão da Venezuela no Brasil, quando se permitirá a entrada em território nacional de qualquer meliante travestido de militar venezuelano-cubano, perdendo o país mais uma parcela de sua soberania.</p>
<p>Outra ameaça paira sobre o ensino autóctone das sérias Escolas Militares brasileiras com a inclusão no pacote de más intenções do ministro, de um intercâmbio entre elas e as outras escolas militares do seu amigo Chávez e, incluso, como promoção de venda do país, o de aperfeiçoamento de oficiais. Aperfeiçoar oficiais brasileiros com ensinamentos bolivarianos?</p>
<p>Como veem este acordo o Comandante do Exército e o CMA? Vão permitir mais esta ação de lesa-pátria, disfarçada de ‘cooperação’ para que se concretizem as palavras do ministro venezuelano, Henry Rangel Silva, de que “vamos conseguir que as nossas Forças Armadas se complementem”? Ministro este, cuja vida pregressa levantada pelos americanos, não surpreende, por satisfazer as exigências do conceito de mérito das esquerdas: quanto pior, mais satisfaz a causa.</p>
<p>O Brasil não pode ser usado como patrimônio particular de governantes afinados com regimes opressores, mesmo sendo usuários da mesma carteirinha vermelha de identificação. O Brasil não pode ficar submetido a alianças com a indigência latino-americana. O Brasil paira acima das idiossincrasias, do egocentrismo de revoltados agentes de bastardas ideologias, as quais desejaram impor pelas armas e, agora, pelos acordos que, certamente, trarão mais prejuízos aos combalidos cofres da Nação.</p>
<p>E por falar em “cofres da Nação”, a Rousseff, em Cuba, reproduzindo a prodigalidade do seu mentor, já prometeu escancarar o erário brasileiro, como se fosse particular seu, para ajudar Fidel na reforma do porto de Mariel, nas imediações de Havana. Além dessa infâmia com o dinheiro do contribuinte, médicos cubanos virão ocupar postos nos hospitais públicos brasileiros, segundo notícia radiofônica, naturalmente pagos com o dinheiro da parte contribuinte da sociedade. Como se não bastasse, “o Brasil vai financiar fábricas de remédios em Cuba”, (Estadão online, 31/1/20120), enquanto a saúde pública no Brasil, por redução de verbas no setor, permanece ao rés do chão.</p>
<p>Pelo caminhar da carruagem, não será surpresa se surgir a notícia de militares cubanos (já existem na Venezuela) nos postos de fronteira, juntos com seus congêneres venezuelanos, tomando posições-chave de comando em detrimento dos militares brasileiros que, isto acontecendo, terão de ficar de boca fechada, numa cativa obediência à Amorim, aos guerrilheiros Genoíno e Dilma, para não perderem as suas ‘grandes’ funções de comando.</p>
<p>Quem pensou que era piada a velha história sobre o imenso território brasileiro e a resposta de Deus: “Vocês vão ver o povinho que vou pôr lá”, já compreendeu a razão do mau humor divino. Irreverente, desrespeitoso, incivil, primário, este povo serve, pelo menos, como exemplo do que deu errado no momento em que do caos fez-se a luz.</p>
<p><em>*Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do <a href="http://www.grupoinconfidencia.org.br/sistema/" target="_blank">Jornal Inconfidência</a>. Membro da <a href="http://www.defesa.org.br/" target="_blank">Academia Brasileira de Defesa</a>. A opinião expressa é particular da autora.</em></p>
<p>[1] Ministro incapaz, inepto, insignificante.</p>
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		<title>Chamem os PQDs e os fuzileiros navais</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 21:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[greve de policiais]]></category>

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		<description><![CDATA[*Antonio Carlos Passos de Carvalho Em 1981, a Polícia Militar da Bahia entrou em greve, a primeira de que se tem notícia. O governador era ACM – Antonio Carlos Magalhães. Em pleno regime militar, decisões rápidas: os comandantes regionais das Forças Armadas em Salvador reuniram-se, seguindo ordens dos respectivos ministros militares em Brasília (não existia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>*Antonio Carlos Passos de Carvalho</em></p>
<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />Em 1981, a Polícia Militar da Bahia entrou em greve, a primeira de que se tem notícia. O governador era ACM – Antonio Carlos Magalhães. Em pleno regime militar, decisões rápidas: os comandantes regionais das Forças Armadas em Salvador reuniram-se, seguindo ordens dos respectivos ministros militares em Brasília (não existia ainda o Ministério da Defesa). De imediato, soldados do Exército e da FAB (Polícia da Aeronáutica) e os fuzileiros navais (FNs) da Marinha começaram a patrulhar a cidade, que foi dividida em áreas geográficas.</p>
<p>Coube aos FNs uma área complicada, que abrangia o bairro onde se situa a Escola de Formação de Oficiais da PM, o Colégio da Polícia Militar da Bahia e outros quartéis. Para realizar o patrulhamento de rua, usaram alguns carros da PM-BA, pois a maioria das viaturas dos FNs são de grande porte para uso urbano. Salvador era uma cidade bem mais tranquila do que a metrópole de hoje, e não houve maiores problemas. A PM-BA voltou logo ao serviço, e ACM saiu vitorioso.</p>
<p>Porém, houve enfrentamento sangrento quando um piquete de grevistas tentou retomar um fusquinha da PM das mãos dos fuzileiros navais, e vieram com armas em punho. Agiu-se em legítima defesa. Fuzileiros navais assim como paraquedistas do Exército são tropas de assalto, sabem defender-se, estão muito bem treinados para missões em áreas hostis, e são destemidos e disciplinados. Deve-se torcer muito para que não haja confrontos entre os grevistas de hoje da PM-BA e as Forças Armadas, assim como com a Polícia Federal. Isto pode deixar ranços por muitos anos.</p>
<p>A PF cresceu tanto nos últimos 30 anos que até avião próprio possui, capaz de transportar seu grupo de elite, treinado para prender ou liquidar bandidos perigosos. Mas o problema mesmo é de liderança política, de exemplo.</p>
<p>Em 1997, governava Minas Gerais o senhor Eduardo Azeredo. A PM-MG, a mais antiga do país, entrou em greve pela primeira vez, e houve grande manifestação em frente ao Palácio da Liberdade e ao prédio do Comando-Geral. Houve confusão, tiros e um morto, um soldado. Azeredo ficou tido como fraco e elitista; seu governo gastava em outras áreas enquanto estaria insensível aos PMs de seu estado. Acabou perdendo a reeleição no ano seguinte para Itamar Franco.</p>
<p>Por outro ângulo, nos quatro anos de Itamar e nos oito de mandato de Aécio Neves, não houve nenhum problema deste tipo. Com bom exemplo vindo de cima e sensibilidade às necessidades, a PM respeitou e cumpriu. Na maioria são jovens e pais de família honestos e dedicados à causa da segurança pública. Em 2001, a PM-BA entrou em greve de novo, daquela vez sob um governo dito de direita. Foi uma primeira versão do caos que agora, em 2012, se repete de forma muito mais acirrada.</p>
<p>É uma coisa abjeta observar a postura cínica de alguns políticos nestas situações: enquanto na oposição, logo apoiam ou apoiavam os grevistas; quando no poder, afirmam na televisão que foram surpreendidos pela greve. Ora, então não se sabia que a greve estaria para eclodir? Interessante&#8230; Do jeito que a coisa vai, as populações que rezem e os governadores, por favor, exerçam a boa liderança para a qual foram eleitos pelo povo e transmitam o bom exemplo às suas Polícias Militar e Civil (esta pode querer greve também).</p>
<p>Se continuar assim, tropas de elite como PQDs (paraquedistas) e FNs, existentes para atuar em missões de defesa externa, conflitos e outras situações de guerra ou em apoio a operações humanitárias como desastres naturais, terão de aumentar em efetivo e equipamentos para atender aos problemas de greves de PMs em mais estados da Federação. A FAB vai precisar de mais aviões para o transporte.</p>
<p>Se fosse na Califórnia o que acontece na Bahia hoje, a oposição provavelmente já estaria convocando uma recall election para desalojar do cargo o governador e eleger um outro. Os baianos terão de aguentar mais tempo. Mas estamos no Brasil: o Carnaval vem chegando, o cardeal-primaz vai mediar e com fé em Deus, ninguém mais sairá machucado. Com tristeza, ficará o saldo dos homicídios e arrastões, além das imagens na TV e pela internet de um país que se diz a sétima economia do mundo, mas que tem de botar suas Forças Armadas na rua, sob o comando de um general, para se proteger da própria PM e da falta do trabalho que esta deveria estar fazendo. Que absurdo! A greve deixou a população desprotegida e causou pânico e vítimas. Mas o abominável mesmo foi a falta de liderança que levou a isso tudo.</p>
<p><em>*Antonio Carlos Passos de Carvalho, comandante reformado da Marinha, foi presidente da Prodemge (Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais)</em></p>
<p><strong>FONTE</strong>: Jornal do Brasil</p>
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		<title>Federalismo: realidades</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 01:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[José Celso Macedo de Soares]]></category>

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		<description><![CDATA[por José Celso de Macedo Soares* Aqueles que se preocupam com a boa organização política do país, os adeptos de que no Brasil esteja em funcionamento legitima Federação, dentre os quais me incluo, vêem com tristeza o centralismo imperante no Brasil de hoje. Esta tendência vem de longe. Um pouco de história. Por ocasião da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por José Celso de Macedo Soares</em>*</p>
<p><img class="size-full wp-image-10442 alignleft" title="vinheta-opiniao-forte" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2010/08/vinheta-opiniao-forte.jpg" alt="" width="101" height="26" />Aqueles que se preocupam com a boa organização política do país, os adeptos de que no Brasil esteja em funcionamento legitima Federação, dentre os quais me incluo, vêem com tristeza o centralismo imperante no Brasil de hoje. Esta tendência vem de longe. Um pouco de história. Por ocasião da Constituinte de 1823, os Andradas, figuras dominantes no plenário, propuseram que as bases da organização do país fossem os municípios, numa evidente tentativa de estabelecer a Federação. Foi o suficiente para que o absolutista. Pedro I fechasse a Assembléia e mais tarde promulgasse a Constituição de 1824, totalmente centralizadora do poder. Basta dizer que cabia ao Imperador nomear os Presidentes das Províncias e, fazendo uso de seu Poder Moderador, destituir ministérios que não se “comportassem” bem perante à Majestade. Mais tarde, depois da abdicação de Pedro I, a Regência tentou concertar as coisas editando o Ato Adicional de 1834 que era eminentemente descentralizador, aumentando o poder decisório das Províncias. Durou pouco. Em 1840 os Regentes de então,sob a influencia do Partido Conservador, promulgaram a Lei de Interpretação do Ato Adicional, anulando os efeitos do Ato e voltando à centralização do Poder. E, assim chegamos ao fim do Império.</p>
<p>Proclamada a Republica anunciamos nossa adesão ao Federalismo. “ Estados Unidos do Brasil”foi o novo nome do país.Tentativa de copia da federação dos Estados Unidos. Mas, só no papel. O sistema tributário concentra os poderes nas mãos do Presidente da República. Chegamos à 1930. Revolução.Constituição de 1934. A mesma coisa. As pobres comunas municipais sem recursos. 1937. Estado Novo. Getulio Vargas queima as bandeiras dos Estados. Quer demonstração mais eloqüente de centralismo? Constituições de 1946 e 1988 a mesma coisa. Dos tributos arrecadados, a União fica com 70%, os Estados com 25% e os pobres Municípios, onde moram os cidadãos , com 5%. É a centralização, Estados e Municípios dependendo dos favores do Presidente da Republica, neste orçamento federal autorizativo e não impositivo. Passam-se os anos e o Presidente da Republica nada mais é que o substituto do rei de Portugal, tal as benesses que pode fazer aos pobres Estados e Municípios pois, detêm a chave da bolsa. Daí a corrupção resultante, os “mensalões”, verbas a ONGs ligadas a partidos amigos, ao MST,etc.,etc. Todo governo centralizado tem propensão ao autoendeusamento e a se considerar acima da lei e da moral,como estamos vendo com o governo Lula, &#8220;o melhor governo que o Brasil já teve desde Pedro Álvares Cabral.” Sem comentários&#8230;</p>
<p>Brasileiros, entretanto, que não concordam com esta situação têm procurado através de instituições, como por exemplo, o “Instituto Federalista”, lutar contra este estado de coisas, procurando estabelecer legitima Federação no Brasil.Não será fácil lutar contra os interesses já estabelecidos. Assim proponho começar por partes,iniciando com a infraestrutura de transportes:</p>
<p>a) Rodovias federais. A conservação dos trechos dentre cada Estado deveria ser tarefa do respectivo Estado. Para isto, a CIDE, imposto criado para tal, deveria ser automaticamente recolhido pelo mesmo. Isto estimularia a competição entre Estados mostrando quais os mais eficientes no assunto. Alem do mais a privatização destes trechos deve ser meta.<br />
b) Portos. A administração dos portos deve caber aos municípios em que estão situados. É o que acontece nos grandes portos do mundo como Rotterdam, Hamburgo, New York, para só citar alguns. Sempre que possível sua administração deve caber à iniciativa privada em regime de concessão;<br />
c) Aeroportos: A administração também deve caber aos municípios onde estão localizados e sempre que possível devem ser privatizados;<br />
d) Terminais ferroviários e rodoviários. A administração deve passar para os municípios e sempre que possível privatizados.</p>
<p>Estas são algumas pinceladas , bom inicio para reforçar a Federação. Mas, mesmo o que aqui proponho nestas linhas, não será fácil. Embora os Estados sejam a favor, a União não quer abrir mão destes poderes. Dão emprego&#8230;</p>
<p>Autonomia tributária dos Estados e Municípios, descentralização do Judiciário, são outras medidas importantes e urgentes a tomar. Precisamos de estadistas na vida pública para fazer a Federação funcionar. E estes são escassos no nosso atual meio político. Termino com o que dizia James Clarke: “Um político pensa na próxima eleição: um estadista, na próxima geração”.</p>
<p><em>José Celso Macedo de Soares é almirante, empresário, escritor. e-mail &#8211; 2/2/2009</em></p>
<p><strong>NOTA DO FORTE</strong>: Publicamos esse artigo em homenagem ao <a href="http://www.naval.com.br/blog/2012/02/06/relembrando-o-almirante-da-sunamam/" target="_blank">almirante José Celso Macedo de Soares</a>, que faleceu no dia 29.2.2012.</p>
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		<title>Irã, o alvo dos insanos</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 19:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Fisk]]></category>

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		<description><![CDATA[Robert Fisk escreve: “um ataque a Teerã seria loucura. Por isso mesmo, não exclua a possibilidade” &#160; Tradução: Vila Vudu Se Israel atacar o Irã esse ano, Israel – e os EUA – darão prova de serem ainda mais doidos do que seus inimigos acreditam que sejam. Sim, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente iraniano, é doido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Robert Fisk escreve: “um ataque a Teerã seria loucura. Por isso mesmo, não exclua a possibilidade”</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tradução</strong>: Vila Vudu</p>
<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />Se Israel atacar o Irã esse ano, Israel – e os EUA – darão prova de serem ainda mais doidos do que seus inimigos acreditam que sejam. Sim, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente iraniano, é doido, mas Avigdor Lieberman, que parece ser ministro dos Negócios Exteriores de Israel, também é. Talvez queiram fazer favores um ao outro.</p>
<p>Mas por que Israel bombardearia o Irã, e atrairia sobre a própria cabeça a fúria simultânea do Hezbollah libanês e do Hamás — sem falar na Síria? E, isso, também sem lembrar que Israel atrairia para o fundo do mesmo buraco e para o mesmo tiroteio o ocidente – a Europa e os EUA.</p>
<p>Talvez seja porque vivo no Oriente Médio há 36 anos, mas pressinto alguma tramóia no ar. Até Leon Panetta, nada menos que secretário de Defesa dos EUA, anda dizendo que Israel talvez ataque o Irã. E também a CNN – e seria difícil achar mais antiga criadora de tramóias –, e até o velho David Ignatius[1], que não está no Oriente Médio há uma ou duas décadas, repete que Israel talvez ataque o Irã, “informação” colhida, como sempre, de suas “fontes” israelenses.</p>
<p>Já esperava esse tipo de conversa, quando passava os olhos pelo The New York Times Magazine da semana passada – e não é propaganda, porque não quero que os leitores de <em>The Independent</em> percam tempo e energia lendo aquelas bobagens – e encontrei um alerta, escrito por um “analista” (nunca consegui entender o quê, exatamente, é um “analista”) israelense, Ronen Bergman, do jornal israelense Yedioth Ahronoth.</p>
<p>Eis aqui a isca de Bergman, bem no estilo da velha toada da velha propaganda de guerra: “Depois de falar com muitos [sic] altos líderes israelenses e comandantes [outro sic] militares e da inteligência de Israel, estou convencido de que Israel realmente atacará o Irã em 2012. Talvez na pequena e cada vez menor janela de tempo que ainda resta, os EUA decidam, afinal, fazer alguma coisa, mas do ponto de vista de Israel, a esperança já é quase nenhuma. Em vez de esperança, o que se vê é a mesma combinação, tão típica dos israelenses, de medo e tenacidade, a feroz convicção, certa ou errada, de os israelenses sempre têm de se defender sozinhos.”</p>
<p>Ora essa! Primeiro, qualquer jornalista que preveja ataque de Israel contra o Irã põe o próprio pescoço na guilhotina. Segundo, jornalista que preste – e há muitos em Israel – perguntaria a si mesmo, antes de escrever: Para quem estou trabalhando? Para o meu jornal? Ou para o meu governo?</p>
<p>Panetta, que já mentiu aos soldados dos EUA no Iraque, quando lhes disse que estavam lá por causa do 11 de Setembro, deveria saber jogar o jogo com mais competência. A CNN também. E Ignatius é para ser esquecido. Mas… que conversa é essa, em geral? Nove anos depois de invadir o Iraque – aventura muitíssimo bem sucedida, como não se cansam de repetir até hoje –, porque Saddam Hussein tinha “armas de destruição em massa”, lá estamos nós, aplaudindo que Israel bombardeie o Irã, por causa de outras “armas de destruição em massa”, ainda mais improváveis.</p>
<p>Não duvido de que, segundos depois de ouvir o noticiário, os redatores grotescos que redigem os discursos de Obama já estarão metendo mãos à obra para encontrar as palavras certas de apoio a um ataque israelense. Se Obama pode trocar a defesa da liberdade e dos direitos dos palestinos ao próprio Estado pela própria reeleição, não há dúvidas de que poderá apoiar a agressão israelense, na esperança de que o mantenha na Casa Branca.</p>
<p>Mas, se os mísseis iranianos começarem a chover sobre os navios de guerra dos EUA no Golfo – para não falar das bases norte-americnas no Afeganistão –, os redatores de discursos de Obama terão, aí sim, muito mais trabalho. Que, pelo menos, não deixemos que britânicos e franceses entrem nessa.</p>
<p>–<br />
<em>[1] David Ignatius é colunista norte-americano, muito conhecido por suas ligações com a inteligência israelense; aparece lembrado aí, por causa de matéria intitulada “Is Israel preparing to attack Iran?”, 2/2/2012, publicada no Washington Post, que foi comentada ontem em vários jornais do mundo, precisamente pelo tom de desabrida propaganda de guerra [NTs].</em></p>
<p><strong>FONTE</strong>: <a href="http://www.outraspalavras.net/2012/02/04/ira-o-alvo-dos-insanos/" target="_blank">www.outraspalavras.net</a></p>
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		<title>Os canalhas nos ensinam mais</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 10:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Arnaldo Jabor Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Arnaldo Jabor</em></p>
<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes ou de cafezinhos. As chantagens são abertas, na cara, na marra, chegando ao insulto machista contra a presidente, desafiada em público. Um diz que é forte como uma pirâmide, outro que só sai a tiro, outro diz que ela não tem coragem de demiti-lo, outro que a ama, outro que a odeia. Canalhas se escandalizam se um técnico for indicado para um cargo técnico. Chego a ver nos corruptos um leve sorriso de prazer, a volúpia do mal assumido, uma ponta de orgulho por seus crimes seculares, como se zelassem por uma tradição brasileira.</p>
<p>Temos a impressão de que está em marcha uma clara &#8220;revolução dentro da corrupção&#8221;, um deslavado processo com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como um fato inevitável. Parece que querem nos convencer de que nosso destino histórico é a maçaroca informe de um grande maranhão eterno. A mentira virou verdade? Diante dos vídeos e telefonemas gravados, os acusados batem no peito e berram: &#8220;É mentira!&#8221; Mas, o que é a mentira? A verdade são os crimes evidentes que a PF e a mídia descobrem ou os desmentidos dos que os cometeram? Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira.</p>
<p>Mas, pensando bem, pode ser que esta grande onda de assaltos à Republica seja o primeiro sinal de saúde, pode ser que esta pletora de vícios seja o início de uma maior consciência critica. E isso é bom. Estamos descobrindo que temos de pensar a partir da insânia brasileira e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.</p>
<p>Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos. O que há de bom nesta bosta toda?</p>
<p>Nunca nossos vícios ficaram tão explícitos! Aprendemos a dura verdade neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Finalmente, nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Vemos que o País progride de lado, como um caranguejo mole das praias nordestinas. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades sórdidas estamos conhecendo, fecundas como um adubo sagrado, tão belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras. Como mentem arrogantemente mal! Que ostentações de pureza, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a mão grande nas cumbucas, os esgotos da alma.</p>
<p>Ai, Jesus, que emocionantes os súbitos aumentos de patrimônio, declarações de renda falsas, carrões, iates, piscinas em forma de vaginas, açougues fantasmas, cheques podres, recibos laranjas de analfabetos desdentados em fazendas imaginárias.</p>
<p>Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!&#8230; Assistimos em suspense ao dia a dia dos ladrões na caça. Como é emocionante a vida das quadrilhas políticas, seus altos e baixos &#8211; ou o triunfo da grana enfiada nas meias e cuecas ou o medo dos flagrantes que fazem o uísque cair mal no Piantella diante das evidências de crime, o medo que provoca barrigas murmurantes, diarreias secretas, flatulências fétidas no Senado, vômitos nos bigodes, galinhas mortas na encruzilhada, as brochadas em motéis, tudo compondo o panorama das obras públicas: pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, orgasmos entre empreiteiras e políticos.</p>
<p>Parece que existem dois Brasis: um Brasil roído por ratos políticos e um outro Brasil povoado de anjos e &#8220;puros&#8221;. E o fascinante é que são os mesmos homens. O povo está diante de um milenar problema fisiológico (ups!) &#8211; isto é, filosófico: o que é a verdade?</p>
<p>Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Mas, tudo está ficando tão claro, tão insuportável que temos de correr esse risco, temos de contemplar a mecânica da escrotidão, na esperança de mudar o País.</p>
<p>Já sabemos que a corrupção não é um &#8220;desvio&#8221; da norma, não é um pecado ou crime &#8211; é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas. Vivemos nossa diplomação na cultura da sacanagem.</p>
<p>Já sabemos muito, já nos entrou na cabeça que o Estado patrimonialista, inchado, burocrático é que nos devora a vida. Durante quatro séculos, fomos carcomidos por capitanias, labirintos, autarquias. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as emendas ao orçamento, as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança, haverá canalhas, enquanto houver Estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, com essa estrutura judiciária, nunca haverá progresso.</p>
<p>Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. Não adianta punir meia dúzia. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.<br />
Descobrimos que os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Os canalhas são a base da nacionalidade! Eles nos ensinam que a esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno e que, pelo escracho, entenderemos a beleza do que poderíamos ser!<br />
Temos tido uma psicanálise para o povo, um show de verdades pelo chorrilho de negaças, de &#8220;nuncas&#8221;, de &#8220;jamais&#8221;, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Céus, por isso é que sou otimista! Ânimo, meu povo! O Brasil está evoluindo em marcha à ré!</p>
<p><strong>FONTE</strong>: O Estado de S.Paulo</p>
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		<title>Como ser rico, livre e justo?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 14:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Noticiário Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Noticiário Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Alberto Sardenberg Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e, em renda per capita, estão entre os dez mais ricos. Considerando apenas os países grandes, os EUA são os mais ricos. Além disso, trata-se de uma democracia. Logo, é esse o modelo a ser copiado, certo? Mas olhem o momento: uma baita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Carlos Alberto Sardenberg </em></p>
<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e, em renda per capita, estão entre os dez mais ricos. Considerando apenas os países grandes, os EUA são os mais ricos. Além disso, trata-se de uma democracia. Logo, é esse o modelo a ser copiado, certo?<br />
Mas olhem o momento: uma baita crise financeira e a evidência de que os mais ricos sempre se saem melhor. Na prosperidade, ganham mais, na queda, perdem menos. Além disso, empresas e bancos, na liberdade de mercado, só pensam nos seus lucros, dane-se o povo. Não, esse sistema não serve mais, nem para os americanos.</p>
<p>Passemos, então, para a segunda maior economia do mundo, a China. Crescimento médio anual de 10% ao longo de três décadas! Há empresas privadas, nacionais e estrangeiras, mas as estatais e o governo controlam firmemente os negócios, impondo limites à ganância do mercado. Para os países emergentes, em especial, esse capitalismo de estado seria o modelo ideal para o crescimento rápido e mais equilibrado, certo?</p>
<p>Mas é uma ditadura &#8211; e provavelmente o modelo só para de pé nesse ambiente autoritário. O controle do governo gera muitas ineficiências e corrupção, pois os negócios dependem sempre do &#8220;apoio&#8221; de um governante ou de um dirigente do Partido Comunista. Além disso, além de salários baixos, há muita desigualdade, sim. Em Shangai, o padrão de vida é europeu. No interior, há regiões mais pobres que a África. Não, esse tipo de crescimento não justifica uma ditadura.</p>
<p>Passemos, então, para a Europa, a ocidental, onde se pratica o capitalismo do bem-estar social ou a economia social de mercado. A Alemanha, terceira maior economia do mundo, é o exemplo acabado: democracia, empresas privadas pujantes, mas com forte regulação, e um governo que fornece serviços universais de qualidade. São ricos, livres e têm a proteção do Estado &#8211; eis o modelo, certo?</p>
<p>Mas custa muito caro. Isso exige uma carga tributária cada vez mais elevada e, mesmo assim, a dívida dos governos já chegou a níveis insuportáveis. Esse custo e mais o excesso de regulação e de governo retiram competitividade das empresas. Resultado: baixo crescimento, níveis elevados de desemprego, especialmente entre os jovens. As gerações atuais estão protegidas, mas os mais jovens percebem que o futuro não garante a boa vida dos pais. Não, o modelo parece não servir nem para os próprios europeus.</p>
<p>Eis o debate que ocorre mundo afora, inconcluso. Voltaremos ao tema, claro.</p>
<p><strong>FONTE</strong>: O Globo</p>
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		<title>Trechos da entrevista ao &#8216;Valor&#8217; do professor Werneck Viana</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 00:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Werneck Viana]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Mundo Mudou! Nós estamos vivendo uma mudança de época. O mundo mudou. Sabemos do que estamos nos afastando, mas ainda não pressentimos para onde vamos. Estamos indo para um mundo onde temas centrais da vida moderna são tratados por organismos que exercem jurisdição internacional, por exemplo, os que mexem com economia, meio ambiente e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />1. Mundo Mudou! Nós estamos vivendo uma mudança de época. O mundo mudou. Sabemos do que estamos nos afastando, mas ainda não pressentimos para onde vamos. Estamos indo para um mundo onde temas centrais da vida moderna são tratados por organismos que exercem jurisdição internacional, por exemplo, os que mexem com economia, meio ambiente e terrorismo. Exemplo forte é o da Justiça internacional, com o Tribunal Penal, acima dos Estados nacionais. É uma época de inovação, de criação. Esse deslizamento está acontecendo numa escala mundial. O Estado-nação perde força. E as ideologias, comportamentos e atitudes que vieram com ele vêm se esmaecendo.</p>
<p>2. Sindicatos e Elite Econômica! A Dilma herda esse eixo, mas só que o mundo deslizou, vem deslizando. A armação que Lula concebeu e fez funcionar está destruída. Este sindicalismo não tem mais o velho lugar, quando sentava com o presidente da República e deliberava como ia ser o salário mínimo futuro &#8211; tanto de produtividade, tanto de inflação &#8211; e que virou lei agora. Isso foi feito com Lula e eles. Não tem mais Dilma e eles. A conta é alta. Passa pela Previdência, pelo salário mínimo, ajuste fiscal, custo Brasil, não dá mais. Essa crise está limpando a névoa, está obrigando a que o argumento econômico seja mais respeitado. Há exemplos de fora: Itália, Espanha. As medidas dela não terão como objeto os que estão em cima, as elites econômicas, mas quem está embaixo. Você continua a viver num condomínio entre governo e elites econômicas do país. Sempre disse isso.</p>
<p>3. Comissão da Verdade! A minha posição não acompanha as posições majoritárias aí na intelligentsia. Acho que a gente deve recuperar a história, mas o passado passou. Página virada. Cada país fez, em circunstâncias diferentes. Você, à esta altura, rasgar a Lei da Anistia, seria jogar o país numa crise, não sei para quê. Mas, vem cá, as grandes lideranças que nos trouxeram à democracia tiveram muito clara essa questão: anistia real, geral e irrestrita. As forças derrotadas, ou seja, a luta armada, querem reabrir esta questão? Não foram elas que nos trouxeram à democracia. Nos momentos capitais, ela não estava à frente, na luta eleitoral, na luta política, na Constituinte. Era um outro projeto. É politicamente anacrônica. O país foi para frente. Os direitos humanos dizem respeito aos vivos. Aos mortos, o velho direito de serem enterrados como Antígona [protagonista da tragédia grega de Sófocles] quis enterrar o irmão em solo pátrio. É o que esta Comissão da Verdade está fazendo.</p>
<p><strong>FONTE</strong>: Ex-Blog do Cesar Maia</p>
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		<title>Reativar indústria bélica é ato de soberania urgente</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 15:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticiário Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio à austeridade com que vem tratando pressões dos poderes Legislativo e Judiciário por aumentos de gastos, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que as Forças Armadas necessitam urgentemente de recursos para atualização tecnológica e para atender às novas exigências do País na área de defesa. A presidente disse que &#8220;a sociedade brasileira reconhece as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />Em meio à austeridade com que vem tratando pressões dos poderes Legislativo e Judiciário por aumentos de gastos, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que as Forças Armadas necessitam urgentemente de recursos para atualização tecnológica e para atender às novas exigências do País na área de defesa. A presidente disse que &#8220;a sociedade brasileira reconhece as virtudes de lealdade, abnegação e patriotismo naqueles que dedicam a vida à defesa da soberania, da democracia e da integridade territorial do Brasil&#8221;. E acrescentou que o Brasil também tem de reconhecer que esses homens e mulheres necessitam de recursos. Não só aqueles destinados a equipamentos, mas também aqueles que garantam uma vida digna à família militar. Antes, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alertou que pesquisa indicou que 50% dos brasileiros temem que o País seja atacado por causa da Amazônia. Temos que reativar a indústria bélica. Nos anos de 1970, o Brasil foi um dos mais importantes polos navais do mundo. Agora, em parceria com a França, construiremos cinco submarinos convencionais, mais um movido a energia nuclear. O porta-aviões São Paulo está em reforma há mais de ano. A FAB aguarda a definição sobre os novos caças supersônicos para substituir os atuais equipamentos, com a escolha entre a França, a Suécia e os EUA.</p>
<p>O Centro de Avaliações do Exército realizou demonstração de tiro real da nova Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Guarani, do novo fuzil IA2 Imbel e entregou à força terrestre os dois primeiros exemplares do radar Saber M60. O Guarani pesa 18 toneladas, tem capacidade para transportar 11 militares, é anfíbio, tem proteção balística contra munição calibre 7,62 mm perfurante e pode alcançar a velocidade de 100 km/h. Projetado por engenheiros militares brasileiros e produzido pela empresa Orbisat, o Saber M60 possui a tecnologia mais moderna do mercado dentre os equipamentos da categoria. As guerras clássicas ficaram nos livros de história. Agora, após quase nove anos de uma luta sem glória, os EUA se retiraram do Iraque. Porém, hoje, os inimigos são o terrorismo, a insegurança, o contrabando e o narcotráfico. Fronteiras não são barreiras confiáveis. Temos milhares e milhares de km com fronteiras secas ou onde a separação de um país para o nosso território é apenas um rio isolado e por onde, facilmente, se atinge a outra margem.</p>
<p>As Forças Armadas há 40 anos alertam para o problema. Por isso têm transferido para a Amazônia legal efetivos e pedem mais helicópteros, aviões caça e de transporte de tropas, veículos blindados e belonaves apropriadas. Mesmo tendo os melhores combatentes de selva na Amazônia, eis que são exímios conhecedores das matas e de como nelas sobreviver e lutar, o número é pequeno. Está na hora de aplicarmos uma teoria de ocupação da Amazônia, primeiro pelos nossos militares da Marinha, Exército e Aeronáutica e em torno dos Pelotões de Fronteiras, criando minicidades para que ali tremule a Bandeira Nacional. A indústria bélica gerará empregos, tecnologia e economizará importações. Vamos adotar logo o território do Norte e do Noroeste do Brasil, antes que militares, traficantes ou guerrilheiros de outras nações o ocupem.</p>
<p><strong>FONTE</strong>: Jornal do Comércio/RS</p>
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		<title>50% temem que Brasil seja atacado por causa da Amazônia, diz Ipea</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 20:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Galante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticiário Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada]]></category>
		<category><![CDATA[Ipea]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa foi feita com 3.796 pessoas em todo o país; margem de erro é 5%. Foi 1ª pesquisa realizada pelo Ipea de percepção sobre segurança nacional &#160; Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 50% dos entrevistados acreditam &#8220;totalmente&#8221; ou &#8220;muito&#8221; que nos próximos 20 anos o Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Pesquisa foi feita com 3.796 pessoas em todo o país; margem de erro é 5%. Foi 1ª pesquisa realizada pelo Ipea de percepção sobre segurança nacional</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-15742 alignleft" title="vinheta-clipping-forte1" src="http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg" alt="" width="103" height="28" />Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 50% dos entrevistados acreditam &#8220;totalmente&#8221; ou &#8220;muito&#8221; que nos próximos 20 anos o Brasil será alvo de agressão militar estrangeira em função de interesses sobre a Amazônia. Outros 45% creem que o Brasil poderá ser atacado por causa das bacias do pré-sal.</p>
<p>Os dados integram o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) do Ipea, que, nesta edição, mediu o temor da população a ameaças. Segundo o Ipea é a primeira vez que o instituto analisa o temor da população sobre questões de segurança nacional.</p>
<p>Foram ouvidas 3.796 pessoas nos 26 estados e Distrito Federal. A margem de erro é de 5%, informou o Ipea, instituto vinculado à Presidência da República.</p>
<p>Para os pesquisadores do instituto, a quantidade de pessoas que teme conflitos relacionados à Amazônia ou ao pré-sal é &#8220;surpreendente&#8221;, principalmente se comparado com outros números que mostram que, em ambos os casos, apenas cerca de 30% dos entrevistados descarta a ocorrência de um conflito por estes motivos. Os que acreditam &#8220;razoavelmente&#8221; na possibilidade de guerra são 17%.</p>
<p>Os pesquisadores destacaram também o fato de que na região Norte o percentual dos que temem &#8220;muito&#8221; os conflitos na Amazônia é de 66%.</p>
<p>&#8220;O percentual dos que estão na Amazônia, na região Norte, é muito alto. Ainda que isso [conflitos militares] não esteja no cotidiano, há uma mensagem clara de que essa preocupação já existe e fica maior ainda para o futuro&#8221;, disse o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Edison Benedito.</p>
<p>Para a chefe da assessoria técnica da presidência do Ipea, Luciana Acioly, os números mostram que a população está mais atenta a temas ligados ás riquezas do país, especialmente por causa da discussão sobre a divisão das receitas do petróleos, os royalties, que acontece no Congresso.</p>
<p>Além disso, as pessoas tem percebido a maior importância do Brasil no cenário internacional, de acordo com Luciana.</p>
<p>&#8220;Esse protagonismo brasileiro, essa importância que o Brasil está ganhando no mundo leva a população a perceber quais as encruzilhadas em que nos encontramos&#8221;, afirmou.</p>
<p>A pesquisa mostrou também que 34% dos entrevistados temem que o Brasil entre em guerra com outro país. Quando indagado sobre os países que representam ameaça, a maioria (37%) citou os Estados Unidos. O país, porém, foi também o mais citado (32%) como possível aliado.</p>
<p>&#8220;As pessoas ainda se veem ameaçadas com pais que tem capacidade militar sem paralelo. Ao mesmo tempo, as empresas americanas exportam, investem e a possibilidade de parceria é muito elevada. Essa ambiguidade decorre da variedade e da versatilidade do poder dos EUA&#8221;, disse o técnico de pesquisa e planejamento, Rodrigo Fracalossi.<br />
Além do temor de guerra, os entrevistados responderam que têm medo do crime organizado (54%), como tráfico de drogas e armas, de desastres ambientais ou climáticos (38%), de epidemias (30%) e terrorismo (29%).</p>
<p><strong>FONTE</strong>: G1</p>
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