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Três anos após o terremoto que deixou mais de 230 mil mortos no Haiti, o Ministério da Defesa (MD) começa gradualmente a reduzir a quantidade de militares enviada para integrar a força de paz naquele país caribenho.

Com a nova troca de contingentes, que deverá ser concluída na primeira semana de junho, o Brasil voltará a contar com um único batalhão na capital Porto Príncipe. Atualmente, 1.910 militares brasileiros atuam no Haiti. Com a extinção do Batalhão de Infantaria da Força de Paz (Brabatt 2), esse efetivo deverá cair para 1.450 militares, o mesmo contingente de antes do terremoto de 2010.

A redução militar naquele país é fruto de entendimento com a Organização das Nações Unidas (ONU). O batalhão único ficará sob o comando do coronel Zenedir da Mota Fontoura, que desembarcará no Haiti com a tropa militar no dia 7 de junho, de acordo com calendário divulgado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

Na tarde desta quarta-feira, o chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, recebeu o grupo de 30 oficiais que integrarão o 18º contingente brasileiro. Na ocasião, De Nardi explicou que o Brasil retoma o quantitativo militar de antes da tragédia. “Estamos apenas retirando o Brabatt 2, batalhão que era direcionado para o atendimento em função do terremoto”, enfatizou o general.

De Nardi lembrou a importância de os militares se aterem ao fato de estarem representando a Pátria. “Lá, vocês não serão apenas da Marinha, do Exército ou da Força Aérea. Vocês estarão atuando como representantes do Brasil”, contou.

Os oficiais que desembarcarão no Haiti participaram de um curso preparatório no MD, no qual receberam orientações sobre a missão da tropa. A preparação foi organizada pela Subchefia de Logística Operacional do Estado-Maior. As palestras abordaram desde aspectos sanitários do contingente até a temas afetos à política externa brasileira no Haiti.

Ao final, o grupo participou de videoconferência com as lideranças militares que estão na capital haitiana. Nessa reunião, os militares que estão em Porto Príncipe repassaram experiências adquiridas no período em que atuam. O curso foi encerrado com as instruções do MD aos oficiais.

FONTE: Ministério da Defesa

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Armas e mulheres

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AIL COLLINS – THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1As mulheres nas Forças Armadas dos EUA terão de servir em combate. E não era sem tempo. “Acredito que as pessoas chegaram à conclusão sensata de que não se pode dizer que a vida de uma mulher é mais valiosa do que a vida de um homem”, disse-me certa vez a general da reserva da Força Aérea Wilma Vaught.

Desde quando a recomendação tornou-se pública, na quarta-feira, exceto por críticas da Concerned Women for America (“nossas forças militares não podem continuar preferindo a experimentação social e correção política, em lugar de preparar-se para o combate”), a recepção parece em geral positiva.

É difícil lembrar – tantas partes da história recente parecem difíceis de lembrar hoje em dia -, mas foi o espectro de mulheres sob fogo que, mais do que qualquer outra coisa, ajudou a esmagar o movimento por uma Emenda de Direitos Iguais à Constituição dos EUA nos anos 70. “Nós dizíamos que esperávamos que ninguém entrasse em combate, mas, se entrasse, as mulheres deveriam estar lá também”, recordou a feminista Gloria Steinem.

O medo de pôr mulheres nas trincheiras dispersou-se em dois fronts. Um, é claro, foi a mudança do modo como o público americano pensa sobre as mulheres. O outro foi a escassez de trincheiras na guerra moderna, quando um oficial nas linhas de frente não está necessariamente numa posição mais perigosa que um trabalhador de apoio.

Shoshana Johnson, uma cozinheira, foi baleada nos dois tornozelos, capturada e mantida em cativeiro por 22 dias após sua unidade ser separada de um comboio que cruzava o deserto iraquiano. Lori Piestewa, como Johnson uma mãe solteira, estava guiando no mesmo comboio repleto de funcionários e trabalhadores de manutenção. Ela estava conduzindo habilidosamente seu Humvee em meio ao fogo de morteiros quando um caminhão imediatamente à sua frente deu uma guinada e a roda dianteira do seu veículo foi atingida por um foguete. Ela morreu no acidente que ocorreu logo em seguida.

A maior preocupação de segurança para mulheres nas forças militares não é realmente tanto o fogo inimigo, mas sim abusos sexuais de colegas. Como o crime é bem pouco denunciado, é impossível dizer quantas mulheres sofrem ataques sexuais quando estão de uniforme, mas 3.192 casos foram registrados em 2011. Permitir que mulheres recebam os benefícios de servir em postos de combate não agravará essa ameaça. Aliás, poderá melhorar as coisas, pois significará mais mulheres nos altos escalões das Forças Armadas e isso, inevitavelmente, levará mais atenção às questões femininas.

A ideia dos militares sobre o que constitui um posto de combate tem mais a ver com burocracia do que com balas. Hoje, as mulheres estão em patrulhas armadas e aviões de caça. Mas não podem ocupar aproximadamente 200 mil postos oficialmente denominados “de combate”, que com frequência trazem melhor remuneração e são o trampolim para promoções. O sistema é complicado. Mas os cínicos poderiam especular se algumas altas patentes militares não temem mais a mobilidade hierárquica das mulheres do que o perigo no front.

“Só temos uma mulher que é general quatro estrelas”, disse a senadora Kirsten Gillibrand, de Nova York, membro da Comissão das Forças Armadas do Senado, que elogiou a nova recomendação do Estado-Maior. Foi “um grande passo adiante para nossos militares”, disse ela, e um passo que não era de fato esperado. Só recentemente, recordou Gillibrand, ela e seus aliados declararam vitória quando meramente conseguiram uma fraseologia na lei de autorização de defesa requerendo que o Departamento de Defesa estudasse a questão de mulheres em combate.

As mulheres constituem hoje quase 15% dos militares americanos e sua disposição de servir tornou possível a mudança para um Exército só de voluntários. Elas assumiram seus postos com tanta tranquilidade que o país mal tomou conhecimento. O espectro que adversários julgavam impensável – nossas irmãs e mães morrendo sob fogo em terras estrangeiras – já aconteceu muitas vezes. Mais de 130 mulheres morreram e mais de 800 foram feridas no Iraque e no Afeganistão. A Câmara dos Deputados tem uma mulher duplamente amputada, a recém-eleita Tammy Duckworth, de Illinois, uma ex-piloto militar que perdeu as duas pernas quando seu helicóptero foi abatido no Iraque.

Percorremos um longo, por vezes trágico, e heroico caminho. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

* É COLUNISTA E ESCRITORA

FONTE: O Estado de S. Paulo

VEJA TAMBÉM:

  • Exército Brasileiro se prepara para ter mulheres combatentes em até cinco anos

 

 

*A PALAVRA OFICIAL DO EXÉRCITO*

INFORMEX NR 002 – DE 28 DE JANEIRO DE 2013

DISTRIBUIÇÃO: TODAS AS ORGANIZAÇÕES MILITARES

DIFUSÃO: TODOS OS MILITARES

ASSUNTO: NOTA DE PESAR

O Exército Brasileiro, profundamente consternado em razão do trágico incêndio
ocorrido na cidade de Santa Maria-RS, se associa à dor dos familiares e amigos das vítimas fatais. No triste episódio a Família Verde Oliva perdeu 8 (oito) de seus filhos:

  • - Cap Med DANIELLA DIAS DE MATOS, do HCE (Rio de Janeiro-RJ);
  • - 1º Ten Cav LEONARDO MACHADO DE LACERDA, do 1º RCC (Santa Maria-RS);
  • - 2º Ten OCT Com BRADY ADRIAN GONÇALVES SILVEIRA,da 13ª Cia Com Mec(São Gabriel-RS);
  • - 3° Sgt Cav DIEGO SILVESTRE, do 8° R C Mec (Uruguaiana-RS);
  • - Cb ROGÉRIO FLORIANO CARDOSO, do 29º BIB (Santa Maria-RS);
  • - Cb LUCAS LEITE TEIXEIRA, do 3º GAC AP (Santa Maria-RS);
  • - Sd EP LEONARDO DE LIMA MACHADO, do 1º RCC (Santa Maria-RS); e
  • - Sd EP LUCIANO TAGLIA PIETRA ESPIRIDIÃO, da 3ª Cia Com Bld (Santa Maria-RS).

Em nome da Força Terrestre, irmanada com a Nação Brasileira neste momento de dor,
apresento, às famílias enlutadas, nossas mais sinceras condolências. Por meio da 3ª Divisão de Exército, permanecemos prestando todo o apoio para mitigar essas perdas irreparáveis.

Gen Ex ENZO MARTINS PERI
Comandante do Exército

“FREI ORLANDO – SOLDADO DA FÉ”

NOTA DA EDITORA: Para ler a nota na íntegra, clique aqui.

 

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O plano de cooperação militar entre a Otan e a Rússia prevê vários exercícios conjuntos e treinamento em 2013, disse na última quarta-feira (16) o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, coronel general Valerii Gerassimov.

“O objetivo será elaborar as questões da cooperação prática em logística e combate ao terrorismo, bem como resgate no mar. Em especial, está previsto o treinamento ‘Logístico Capaz’, planejado para ser realizado neste verão na Eslováquia, onde será praticada a forma de se assegurar combustível, alimentos e outros recursos para os contingentes militares”, disse Gerassimov na conclusão da reunião do Conselho entre Rússia e Otan, que ocorreu em Bruxelas.

Ele também informou que a Rússia irá participar de exercícios Céu Vigilante, programado para o segundo semestre do ano.

“Nos treinamentos serão praticadas tarefas de combate ao terrorismo no transporte aéreo”, disse Gerassimov.

Gerassimov informou que um plano de cooperação militar para o ano de 2013 foi adotado durante a reunião da quarta-feira.

“Continuaremos a cooperar em áreas como o combate ao terrorismo, pirataria, salvamento no mar, logística e no intercâmbio acadêmico e militar”, disse.

Gerassimov também informou que a Rússia está disposta a discutir as perspectivas de cooperação com a OTAN sobre defesa antimíssil.

“Estamos prontos para futuras conversações, incluindo também a preparação dentro do Conselho Rússia-OTAN de análise conjunta das condições da estrutura de uma possível cooperação na área de defesa antimísseis na Europa.”

“Esperamos que a aliança tome medidas para eliminá-las. Falamos abertamente sobre tudo isso aos nossos colegas”, informou o general.

Defesa antimísseis

Gerassimov disse ainda que a situação em torno das questões de defesa antimísseis  continua a ser complexa e ainda não foi possível chegar a soluções mutuamente aceitáveis para eliminar o sistema potencial anti-russo.

“Dissemos isso francamente para os nossos parceiros. Tentamos não só explicar, mas também mostrar, usando modelagem no computador, onde estão fundamentadas as nossas preocupações”, disse.

“Não temos a intenção de limitar a Otan na criação de um escudo antimísseis contra ameaças de mísseis do Oriente Médio. Mas temos o direito de esperar que a segurança dos países da Otan não será atendida em detrimento da segurança da Rússia.”

Ele observou que “é complicado construir uma relação de confiança se nossos meios de impedimento estão na mira dos meios de defesa de antimíssil da Otan”.

“Concordamos hoje em prosseguir o diálogo para procurarmos em conjunto uma maneira de sair dessa situação difícil”, completou o general.
Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa (adaptação do Forças Terrestres)

 

O vice-premiê russo Dmítri Rogózin afirmou recentemente que a comissão da indústria bélica está examinando a possibilidade de criar empresas militares privadas no país. Com a declaração, inicia-se a legalização de um mercado paralelo de serviços de guerra.

Apesar da falta de uma base na legislação russa para o desenvolvimento das EMP (empresas militares privadas), essas já operam há quase dez anos em zonas de conflito estratégicas.

A “Antiterror-Oriol”, por exemplo, foi criada por Serguêi Isaakovi, que foi um alto executivo da empresa de aviação russa “Vnukovskie Avialinii”. Com apoio do empresário Suleiman Kerimov, a EMP atua desde 2003 no Iraque, participando ocasionalmente de ações militares na proteção de propriedades e escolta de cargas.

A baixa competividade das EMPs russas, que são registradas “offshore”, está tanto na restrita oferta de serviços quanto nos baixos pagamentos de seus funcionários.

Enquanto as empresas russas oferecem serviços de uma companhia de segurança comum, os principais players do mercado há muito passaram à especialização, principalmente em consultoria e preparação especial.

A norte-americana “Academi” (como foi rebatizada a mundialmente famosa “Blackwater”), por exemplo, tem como principal nicho a preparação de militares dos EUA. Em sua própria base de treinamento, a empresa organiza cursos de tiro, de combate corpo a corpo e de direção em situações de alto risco. O principal cliente da “Academi” é o governo dos Estados Unidos.

As EMPs israelenses, por sua vez, conquistaram uma posição sólida no mercado mundial em consultoria, ocupando-se da montagem de complexos sistemas de segurança e espionagem. Já as britânicas estão se especializando em administração de riscos, logística e defesa de infraestrutura financeira.

A segurança e a organização de escoltas nas zonas de maior risco, em países instáveis, geralmente é entregue a subcontratadas que são escolhidas entre empresas menores.

Mesmo depois de legalizadas, as EMPs russas dificilmente terão sucesso no mercado monopolizado por britânicos e norte-americanos. Por enquanto, elas não podem concorrer em áreas de alta tecnologia, o que as leva a ter como principal atividade a contratação de mercenários.

Além disso, na atualidade, a Rússia não conduz campanhas militares no exterior e não precisa fortalecer a “retaguarda”, em forma de estruturas militarizadas privadas.

O governo está mais interessado em outros tipos de estruturas militares comerciais: os exércitos paramilitares corporativos e étnicos.

Os primeiros são representados pelos serviços de segurança de empresas industriais que atuam em regiões de conflito. O quadro de funcionários dessas instituições já ultrapassou o do FSB (Serviço Federal de Segurança, na sigla em russo).

A legalização dos empreendimentos militares de segurança permitiu o uso de mão de obra externa (“outsourcing”) por essas empresas quando necessárias habilidades especiais – por exemplo, para o combate a ataques de piratas. Nesse caso, a preparação dos funcionários da própria companhia não se justifica comercialmente.

Já as EMPs que contratam especialistas com perfil específico conseguem realizar a tarefa exigida com mais rapidez e eficiência. Além disso, elas podem reforçar legalmente o próprio potencial de segurança.

Junto com os serviços corporativos de segurança que contam com grande autonomia na atividade internacional, os exércitos paramilitares comerciais podem se mostrar necessários no território nacional.

Uma de suas funções poderia ser a segurança da zona de fronteira em regiões distantes, onde há evidente pressão migratória de fora, como no Extremo Oriente.

As vantagens comerciais e táticas da criação de EMPs, porém, não mudam o fato de que a privatização gradual da defesa, tanto dentro quanto fora do país, é uma bomba-relógio. Na verdade, sua legalização significa a ampliação do direito à violência, até então monopólio do poder estatal.

A legalização das EMPs vai acarretar inevitavelmente na intensificação da rotatividade do mercado paralelo de armas.

No futuro, as empresas militares privadas podem se transformar em verdadeiros agentes de política interna, tomando partido a favor de um ou outro “centro de forças”.

Em essência, isso pode estimular uma subsequente espiral de neofeudalismo na Rússia.

 

Sob o argumento de que fere a Constituição, o Brasil rejeitou na terça-feira (18) proposta apresentada na Organização das Nações Unidas (ONU) para acabar com a Polícia Militar. De uma lista de 170 sobre políticas de direitos humanos, a recomendação foi a única negada. Para o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares, houve um equívoco na interpretação do texto – uma compilação de sugestões de diferentes países, incorporadas pelas Nações Unidas. Segundo o documento entregue pelo Brasil, publicado na terça-feira (18) no site da ONU, Brasília rejeitou a ideia, da Dinamarca, para “trabalhar na direção de abolir o sistema separado de Polícia Militar”.

Durante a reunião de maio em Genebra, diversos países europeus criticaram abertamente a violência usada pela Polícia Militar e apontaram a preocupação em relação aos números de mortes em operações. A resposta foi clara. “A recomendação não tem o apoio do Brasil, diante da Constituição, que prevê a existência de forças policiais militares e civis”, indica o documento.

“Forças policiais civis são responsáveis pelo trabalho de polícia judiciária e pela investigação de ofensas criminais, salvo ofensas militares”, explicou. “Forças policiais militares são responsáveis pelo policiamento ostensivo e pela preservação da ordem pública”, completa.

O governo ainda indicou que estava adotando medidas para melhorar o controle sobre os policiais, como a criação de um ombudsman. Além disso, estariam treinando de forma permanente os policiais em termos de direitos humanos. Nos últimos anos, diversos organismos da ONU criticaram as mortes ocorridas no Brasil por parte das forças de ordem e apontaram o fenômeno como uma das principais violações de Direitos Humanos no País.

Realizado a cada quatro anos, o evento em que o documento foi apresentado serve para sabatinar Estados sobre políticas de direitos humanos e governos de todo o mundo apresentam recomendações em relação a questões como saúde, educação e a situação de minorias.

Na quinta-feira (20), após avaliação das sugestões, o governo brasileiro volta à tribuna do Conselho de Direitos Humanos para informar os membros sobre quais medidas foram aceitas. Em quatro anos, a ideia é que as propostas aceitas pelo Brasil acabem sendo reavaliadas pelos demais governos, que cobraram a aplicação das recomendações.

Equívoco

Para o Conselho Nacional do Comando de Comandantes-Gerais das Polícias Militares, o documento da ONU não sugeriu o fim das Polícias Militares. Na visão dos conselheiros, houve equívocos na tradução que levaram os brasileiros a acreditar que era pedido o fim da PM. “O que a Dinamarca sugeriu foram medidas para acabar com a violência extralegal praticada por grupos de extermínio”, argumenta o coronel Atair Derner Filho, da PM de Santa Catarina e secretário-geral do Conselho.

O coronel afirma que a ONU, inclusive, usa o serviço de policiais militares brasileiros para treinar forças de segurança em países com instabilidade política, como Haiti e Timor Leste. “Como não houve recomendação para extinção da PM, no documento atual, ao qual tivemos acesso, de novo não localizamos esse debate”, disse o coronel. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

FONTE: O Estado de S. Paulo

 

Em 2 de outubro, o Exército Brasileiro comemora o Dia do Quadro Complementar de Oficiais (QCO).

Quadro mais recente na estrutura de formação de oficiais da Força, sua criação se deu em 1989 por meio da Lei 7.831, de 2 de outubro, data instituída como Dia do QCO. No ano anterior, em 5 de abril, havia sido criada a Escola de Administração do Exército (EsAEx) nas antigas instalações do Colégio Militar de Salvador, que se encontrava desativado. E assim, na capital baiana, em 1990, teve início o primeiro Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar.

Desde essa data significativa, 21 turmas de oficiais já foram formadas em variadas áreas do ensino superior de interesse do Exército, tais como Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Direito, Economia, Enfermagem, Estatística, Informática, Magistério, Pedagogia, Psicologia e Veterinária. Esses profissionais se tornaram importantes na estrutura de um Exército atento às mudanças impostas pela modernidade e ingressam no Quadro Complementar após sua graduação ou licenciatura em Universidades civis do Brasil mediante concorrido concurso público.

Dois anos após sua criação, o Quadro Complementar passou a receber também mulheres, em igualdade de condições com os homens, no concurso de admissão e no curso de formação, reintegrando ao Exército o segmento feminino, distante das atividades castrenses desde a Segunda Guerra Mundial. Recentemente, a Escola de Administração do Exército, berço de formação do oficial do Quadro Complementar, teve sua designação alterada para Escola de Formação Complementar do Exército, agregando a formação de oficiais do ensino militar da linha de saúde.

Como homenagem às mulheres que se reintegravam ao Exército, a terceira turma de formação de oficiais da EsAEx foi batizada de “Turma Maria Quitéria”, a heroína que, posteriormente, seria alçada à condição de Patrono do QCO. Essa personagem de nossa história, durante as Guerras de Independência, cortou os cabelos, vestiu-se de homem e alistou-se para poder combater pela independência e pela identidade nacional. Adotando o nome de “Soldado Medeiros”, participou de sangrentos combates na Bahia, destacando-se pela enorme coragem, fibra e por atos de bravura, reconhecidos nas muitas referências elogiosas de seus superiores e comandantes.

Nos dias de hoje, os oficiais do Quadro Complementar encontram-se prestando valioso assessoramento nas suas especialidades em praticamente todas as Unidades do Exército. Eles estão presentes nos grandes centros urbanos e na selva amazônica; nos Quartéis-Generais e nas Unidades de tropa; nos hospitais e nas escolas; nas ações do Exército em prol do povo brasileiro e também em missões do Brasil no exterior.

Assim, 22 anos após a sua criação, o Quadro Complementar de Oficiais vem demonstrando a sua importância na estrutura de um Exército moderno e voltado para o futuro, consciente de sua missão constitucional e de seu papel como parte indissolúvel da sociedade brasileira. Os níveis de especificidade da Força e o profissionalismo de seus integrantes têm sido fator fundamental para a garantia do poder de dissuasão do Exército Brasileiro, que tem em seus profissionais, em qualquer campo ou área da atividade militar, o mais precioso recurso de uma instituição com altos níveis de confiabilidade perante a sociedade a que serve.

O Exército, como instituição, necessita cada dia mais contar com o profissionalismo e a abnegação de militares que aliam conhecimentos adquiridos em diferentes instituições e em variados campos do conhecimento. Parabéns aos integrantes do Quadro Complementar de Oficiais pelo transcurso do Dia do QCO.

Caçapava recebe no sábado (10) e domingo (11) a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira para dois concertos abertos ao público e mais três apresentações em escolas do município.

Os concertos fazem parte da turnê da banda para comemorar o aniversário de 203 anos da presença do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha no Brasil. O espetáculo já foi apresentado em diversas regiões do País.

Em Caçapava, a primeira apresentação será no domingo, dia 11, às 16h, na Praça da Bandeira. No dia 12, às 11h, o concerto será na Praça da Vila Menino Jesus.

Os concertos didáticos serão realizados no dia 12, a partir das 15h, na escola Dr. Antonio Pereira Bueno (Rua Uruguai, 140 – Jardim Caçapava), na escola Zélia de Castro Marques (Travessa Santa Cruz, 200 – Caçapava Velha), e na escola Zélia de Souza Madureira (Rua Sargento Andirás Nogueira, 67, Vila Pantaleão).

A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais caracteriza-se pela presença de gaitas de fole escocesas entre seus instrumentos musicais e é formada por 111 músicos que apresentam um repertório diversificado.

Sua composição inclui instrumentos como pratos, liras, contrabaixos lisos, contrabaixos com pisto, trompetes, flautins, cornetas lisas, cornetas com pisto, entre outros.

Concerto com a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais – Entrada franca. Informações: Tel. (12) 3652-9222

FONTE: VNEWS

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Em abril de 2011, a 16ª Brigada de Infantaria de Selva (16ª Bda Inf Sl), Brigada das Missões, com o apoio de órgãos de segurança, como a Polícia Federal e o IBAMA, realiza a Operação Curare I – 2011, nas regiões de fronteira com a Colômbia e Peru, no estado do Amazonas.

Nessa Operação, o Exército Brasileiro cumpre seu dever legal previsto na Constituição Federal e nas Leis Complementares 97/1999, 117/2004 e 136/2010 (Lei Complementar da Nova Defesa).
Entenda o que é Curare

Normalmente, as operações militares recebem denominações com termos típicos da região, neste caso, o vocábulo “curare” faz referência a compostos químicos orgânicos conhecidos como venenos de flecha, extraídos da casca de certos cipós de plantas encontradas na América do Sul. Possuem intensa e letal ação paralisante, embora sejam utilizados medicinalmente como relaxante muscular ou anestésico.

Saiba mais sobre a Operação

A Operação Curare I – 2011 tem a finalidade de intensificar a presença das Forças Armadas junto à faixa de fronteira oeste, reprimindo os delitos transfronteiriços e ambientais, além de reforçar, junto à população regional, o sentimento de nacionalismo e de defesa da Pátria.

Durante a operação, será intensificada a vigilância na faixa de fronteira no estado do Amazonas, por meio de patrulhamentos aéreos e fluviais.

Também serão estabelecidos postos de bloqueio na calha dos rios para a realização de revistas em embarcações.

A área de atuação compreende a faixa de fronteira que se estende da Cachoeira do Machado, ao norte, à foz do rio Breu, ao sul, incluindo as águas interiores da área da 16ª Bda Inf Sl, área esta 4,4 vezes maior do que a Inglaterra.

Participam da operação cerca de 600 militares do Exército Brasileiro, que realizarão ações táticas como patrulhas a pé, aeromóveis e fluviais, operações especiais, assim como atividades logísticas e de comunicações.

O apoio prestados pelos órgãos de segurança, como a Polícia Federal e IBAMA, durante a operação, proporciona mais eficiência e rapidez nas ações de repressão, fiscalização e apoio à população.

Concomitante às ações de patrulhamento e fiscalização, a 16ª Bda Inf Sl, desenvolve ações de caráter Cívico-Social como atendimento médico e odontológico, apresentação de banda de música militar, entre outras.

Essas atividades tem o objetivo de proporcionar melhores condições de vida aos cidadãos residentes naquelas localidades.

FONTE: EB

Após abster-se perante Conselho de Segurança, Rússia lamenta ação internacional

CARACAS – O presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou neste sábado, 19, de “irresponsável” e “ingerência” a ação militar internacional contra a Líbia. Por sua vez, a Rússia lamentou a intervenção.

A declaração russa foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich. A própria Rússia se absteve na votação do Conselho de Segurança do ONU que permitiu a intervenção e estabeleceu uma zona de exclusão aérea em todo o território líbio.

Segundo Chávez, as nações envolvidas na operação querem apenas se apoderar do petróleo da Líbia e exigiu um “cessar-fogo de verdade” imediatamente. “Já começou a ação militar dos aliados contra a Líbia. É muito lamentável. É uma irresponsabilidade. E por trás disso está a mão dos Estados Unidos e seus aliados europeus”, criticou o presidente venezuelano na televisão estatal.

Chávez disse que a comunidade internacional deveria ter optado pela mediação de paz proposta pela Venezuela há alguns dias. “Exigimos um cessar-fogo de verdade e que se retome o caminho da paz no norte da África.

A intervenção militar na Líbia teve início neste sábado após o Conselho de Segurança concordar em tomar todas as medidas cabíveis para dar um basta nos ataques do líder líbio Muamar Kadafi contra a população civil de seu país. Caças Rafale já estão sobrevoando o território líbio e, segundo o Ministério da Defesa da França, veículos das forças de Kadafi já teriam sido atingidos.

FONTE: Estadão

A força terrestre russa vai começar a receber um número razoável de armas avançadas, em 2011, incluindo  o sistema de mísseis de defesa aérea S-300V4 modernizado, informou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira.

“A partir de 2011, as forças terrestres receberão o S-300V4 modernizado, o Buk-M2 sistemas de defesa aérea de médio alcance, Tor-M2 de curto alcance e sistemas portáteis de defesa aérea”, disse o Ministério em um comunicado.

As Forças Terrestres continuarão a receber os mísseis balísticos táticos Iskander-M (SS-26 Stone) , novo sistema de lançamento múltiplo de foguetes, canhões auto-propulsados,  veículos blindados BTR-82A e sistemas de mísseis anti-tanque.

FONTE: RIANOVOSTI

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A partir do início deste ano, acontece a incorporação dos indígenas da etnia YANOMAME no 4º Pelotão Especial de Fronteira (Surucucu) e no 5º Pelotão Especial de Fronteira (Auaris).

Estes novos soldados realizarão papel fundamental como elo entre o Exército e as comunidades indígenas, prestando trabalho especializado de tradução e servindo como guias em Reconhecimento de Fronteira.

FONTE: EB

No mês de fevereiro, o Comandante do Exército Brasileiro assinou a Portaria que estabelece a mudança de sede do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) de Camboatá, no Rio de Janeiro, para o Forte Imbuhy, em Niterói.

A mudança atende aos anseios do Comitê Olímpico Internacional em utilizar a área de Camboatá para construir o novo autódromo da cidade do Rio de Janeiro e, também, do Comando do Exército em instalar o Centro em um local mais reservado à formação de novos militares de operações especiais.

A nova sede traz vantagens não apenas físicas, como também psicossociais aos militares que lá servem e participam dos cursos, tendo em vista estar em uma área mais segura e adequada às técnicas utilizadas nos diferentes cursos e estágios.

A origem das Forças Especiais no Brasil remonta à década de 50, quando se verificou a necessidade de treinar militares que já participavam de missões de busca e salvamento.

Atualmente, o Centro de Instrução de Operações Especiais é responsável pela condução dos cursos de Comandos, Forças Especiais, Operações Psicológicas, além dos Estágios de Mergulho Básico, de Combate, de Caçador e de Operações Aquáticas.

Suas principais missões são capacitar recursos humanos e realizar a pesquisa e experimentação de novas técnicas operacionais e de equipamentos peculiares às Operações Especiais.

O primeiro curso de Comandos na nova sede do Forte Imbuhy está previsto para começar no próximo mês de julho, em instalações provisórias.

A mudança será feita em duas fases, de modo a atender os militares do CIOpEsp e, também, o 21º Grupo de Artilharia de Campanha, Unidade que antes ocupava os Fortes Imbuhy e Rio Branco, e agora ficará concentrado no Forte Rio Branco.

Participar dos cursos de Comandos e Forças Especiais requer sacrifício, determinação e treinamento. Porém, a satisfação da conquista compensa todo o esforço dispendido.

Para divulgar os cursos e motivar a participação de mais militares, o CIOpEsp criou um plano de recrutamento, que já está em vigor em todo o Brasil.

Poderão se inscrever oficiais e praças de carreira do Exército.

FONTE: EB

Alguns leitores do ForTe enviaram e-mail perguntando um pouco mais sobre o padrão de camuflagem ABU. Então decidimos fazer esse pequeno artigo mostrando esse padrão de camuflagem até então adotado pela USAF (United States Air Force – Força Aérea dos Estados Unidos).

O ABU (Airman Battle Uniform), foi desenvolvido a partir do antigo padrão de camuflagem Tiger Stripe e tem como características as listras horizontais, parecido com listras de tigres, com desenho “semi-pixelado”, nas cores azul e cinza em tons pasteis. O seu uso na USAF iniciou-se em 2003; em 2007 passou ser padrão em todas as unidades.

O ABU nunca foi muito bem aceito pelos militares da USAF e por isso, durante muitos anos, era comum ver a tropa usando o antigo BDU (Battle Drass Uniform) em Woodland ou DCU (Desert Combat Uniform Desert) em Desert Three-Color.

Até mesmo, dependendo a operação, eram autorizados a usar o ACU (Army Combat Uniform) ou o MultiCam. O MultiCam, por exemplo, já estava sendo usado oficialmente como uniforme das unidades Pararescue.

Foto: USAF

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A USAF (United States Air Force – Força Aérea do Estados Unidos) adotou oficialmente o MultiCam como a sua camuflagem padrão no Teatro de Operações do Afeganistão.

O MultiCam ou “Operation Enduring Freedom Camouflage Pattern” (Camuflagem Padrão da Operação Liberdade Duradoura) como é chamado oficialmente, já havia sido adotado pelo US Army (Exército dos Estados Unidos).

Inicialmente as tropas que estão no Teatro de Operação do Afeganistão serão as primeiras a receber o novo padrão de camuflagem, mas ele será estendido a todos os militares da USAF.

Com a chegada dos cursos de Odontologia e Farmácia, a partir do dia 1º de janeiro de 2011, a EsAEx passou a se chamar EsFCEx: Escola de Formação Complementar do Exército.

A Portaria nº 1.080, de 8 de novembro de 2010 transformou a Escola de Administração do Exército (EsAEx) em Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx).

O estabelecimento de ensino, que é pioneiro no preparo de recursos humanos para o Exército Brasileiro, nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Magistério, Informática, Economia, Psicologia, Veterinária, Enfermagem e Comunicação Social, teve seu marco inicial em 1988 já na cidade de Salvador (BA).

A recente transformação reuniu na EsFCEx os Cursos de Formação de Oficiais de Odontologia e Farmácia provenientes da Escola de Saúde do Exército (EsSEx), junto aos Cursos de Formação de Oficiais do Quadro Complementar.

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