Armando Monteiro Neto

vinheta-opiniao-forteO combate ao crime organizado requer ações de inteligência e cooperação das polícias Militar e Rodoviária Federal em investigações

Dados do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional mostram que as despesas realizadas pela União com segurança pública totalizaram R$ 9 bilhões em 2010. Somados aos gastos dos Estados, o montante chegou a R$ 47 bilhões no período.

Mas episódios como os observados em São Paulo e, recentemente, em Santa Catarina, sugerem que o enfrentamento da crescente violência exige mais do que apenas a garantia de recursos. O Estado brasileiro precisa rever sua estratégia geral de combate à criminalidade.

É notório que evoluiu a cooperação entre grupos que atuam em diferentes nichos criminais e em diferentes regiões do Brasil. Também cresceu seu poder no rastro do rápido desenvolvimento de novas tecnologias e da exploração de gama diferenciada de ilícitos, como a biopirataria, o tráfico de órgãos e a falsificação de produtos industriais.

A expansão do crime organizado exerce forte pressão sobre os sistemas nacionais de segurança pública. A construção de um sistema de inteligência policial em rede é parte do enfrentamento do problema. Nesse caso, o trabalho de inteligência não é privativo de agências policiais especializadas, mas encontra-se distribuído no sistema de Justiça criminal.

Tal enfoque tomou forma após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos e disseminou-se não apenas entre as nações diretamente afetadas por ameaças terroristas, mas também em países que convivem com organizações criminosas.

O crime organizado tem natureza complexa e envolve atividades realizadas em diferentes jurisdições. É necessário dispor de razoável capacidade tecnológica e de conhecimento especializado para detectar e reprimir as atividades dos grupos que o praticam.

O sucesso da ação dependerá da capacidade de os agentes estatais reduzirem os conflitos entre instituições que atuam em diferentes níveis e com competências diversas.

As Polícias Militares realizam a maior parte das prisões em flagrante. Mas é preciso uma nova legislação que garanta maior participação das polícias ostensivas (Militar e Rodoviária Federal) nas atividades de inteligência. Tais tarefas, apesar de contínuas e fundamentais, estão desamparadas do ponto de vista legal e requerem regulação constitucional.

Uma boa resposta seria a reforma do artigo 144, com o objetivo de permitir às polícias ostensivas atuar em cooperação com as judiciárias (Civil e Federal) nas suas investigações, além daquelas conduzidas pelo Ministério Público.

A regulação constitucional dessa matéria visa não apenas a proteção dos policiais envolvidos nas atividades de inteligência, mas tem o objetivo precípuo de garantir que o Ministério Público disponha de meios para exercer o controle externo das polícias que passarão a ter a prerrogativa legal de realizar atividades de inteligência.

O aspecto positivo dessa regulação é o potencial de eliminar os embates corporativistas hoje existentes entre órgãos policiais e estabelecer uma lógica de cooperação em benefício da segurança pública. Cabe ao Poder Legislativo preencher a lacuna legal existente.

A experiência externa mostra que não há melhor momento para combater o crime organizado do que em estágios iniciais. Depois, o custo das intervenções aumenta exponencialmente. Essa dinâmica afeta diretamente a estabilidade política de vários países latino-americanos.

ARMANDO MONTEIRO NETO, 60, senador pelo PTB de Pernambuco, é membro da Comissão Especial de Reforma do Código Penal

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

A reunião de integrantes dos governos estadual e federal realizada na terça-feira (06) no Palácio dos Bandeirantes para definir medidas conjuntas de combate à violência em São Paulo se concentrou em soluções de médio prazo. Das seis ações anunciadas, apenas uma tem efeito imediato: o envio a presídios federais de criminosos que atentaram contra agentes de segurança em São Paulo. A novidade foi a criação de uma agência para integrar setores de inteligência das forças estadual e federal.

Na terça-feira (06) já saiu o nome do primeiro preso transferido. Como antecipou a coluna Direto da Fonte, o traficante Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, será transferido para a Penitenciária Federal de Porto Velho no máximo até amanhã. Preso em Itajaí (SC) em 26 de agosto, ele cumpria pena em Mirandópolis. Ao ser preso, segundo homens da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Piauí afirmou que dois PMs morreriam a cada morte de integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e um a cada prisão.

Por outro lado, ficou de fora a promessa da Secretaria Nacional de Segurança Pública de enviar homens do Exército e da Força Nacional para ocupar favelas paulistas, como a Paraisópolis. “As Polícias Civil e Militar de São Paulo têm efetivo suficiente. O Exército está no momento descartado”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.

Integração

No caso da agência, a ideia é integrar os setores de inteligência das Polícias Federal, Civil e Militar a órgãos financeiros de combate à lavagem de dinheiro para que trabalhem juntas contra organizações criminosas para “asfixiar” as finanças do crime.

Tanto a Secretaria da Administração Penitenciária, por parte do Estado, quanto a Polícia Federal, pela União, têm serviços de inteligência que investigam o crime, assim como a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda. A parceria vai levar à troca de informações entre essas partes.

As outras quatro iniciativas anunciadas já haviam sido prometidas em diferentes momentos e governos e ainda dependem do estreitamento da relação entre agentes federais e estaduais e de uma coordenação que os leve a trabalhar conjuntamente. Uma nova reunião, marcada para segunda-feira, tentará definir detalhes dessas parcerias.

Uma das medidas será tentar bloquear por terra, mar e ar as rotas de entrada de drogas e armas em São Paulo, com ajuda das Polícias Rodoviárias Estadual e Federal. O Porto de Santos foi citado como um local que receberá atenção especial.

Declarações

Ao anunciarem as medidas, tanto o governador Geraldo Alckmin quanto o ministro da Justiça tentaram demonstrar união. Também não faltaram frases de efeito. “É preciso cortar o fluxo de dinheiro das organizações criminosas. Contra essas organizações, não é possível retroceder um milímetro”, disse Alckmin. “Juntos, os governos estadual e federal são mais fortes do que o crime organizado”, afirmou Cardozo.

União e Estado também requentaram parcerias que já vinham sendo discutidas desde o ano passado, quando o governo federal anunciou o plano de combate ao crack. O estreitamento das relações no combate à droga voltou a ser prometido ontem, assim como o anúncio de bases comunitárias móveis em cracolândias.

As outras duas ações a serem detalhadas são as parcerias para aprimorar os trabalhos da Polícia Científica na identificação da origem da droga e na criação de um centro de controle integrado contra o crime organizado para decisões conjuntas.

FONTE: O Estado de S. Paulo

 

Rio – Uma comitiva da Secretaria de Segurança, que inclui o secretário José Mariano Beltrame, viaja este sábado à África do Sul, para fazer a última análise antes de comprar os novos blindados para as polícias Militar e Civil. É a nova geração de Caveirões – mais compactos, ágeis e velozes – que chega para substituir os atuais, evolução de carros-fortes adaptados.

Após inúmeras análises e testes, o veículo blindado favorito dos policiais é o Maverick, da empresa sul-africana Paramount. “É o melhor, preenche todos os requisitos”, afirmou ao IG um dos envolvidos na escolha técnica. Há uma licitação em curso, da Secretaria de Segurança (Seseg), ainda sem resultado anunciado.

Há urgência. No dia 6, a Seseg publicou “aviso de processo de aquisição de veículo blindado de uso policial”, informando que, “em razão da necessidade imediata, (…) iniciará o processo de aquisição de veículo blindado pesado de uso policial, adequado às características próprias das operações policiais desempenhadas pelo Bope”. Os fabricantes interessados deveriam apresentar a proposta até terça-feira.

É para acertar os últimos detalhes e especificações técnicas que Beltrame, os comandantes do Bope, tenente-coronel Renê Alonso, e do Choque, tenente-coronel Fábio Souza, e uma equipe da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), unidade de elite da Polícia Civil, vão à África.

Demanda antiga do Bope

A Secretaria de Segurança do Rio vem estudando, há anos, diversos modelos de blindados. Com a ascensão do ex-comandante do Bope, coronel Alberto Pinheiro Neto, à chefia do Estado-Maior da PM, demandas do gênero para as unidades especiais ganharam força e velocidade.

Inúmeros modelos foram analisados

 O Bope já recebeu o russo Tigre, da Rosboron Exports, para teste. Também foram avaliados a carros da francesa Panhard, o sul-africano Gila, os britânicos da BAE RG 31M e RG32M e o israelense Sand Cat, além do Vespa (Viatura Especial de Patrulhamento) 02, modelo desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em cooperação com a Autolife, em São Paulo.

O Maverick é o favorito dos policiais e foi aprovado nos testes intensos – inclusive de tiros – a que foi submetido. Durante o processo de seleção, a Paramount trouxe ao Brasil um blindado montado e outro desmontado, em um contêiner, para as autoridades analisarem, o que foi visto como uma demonstração de empenho e boa-vontade. Tendo o prazo para propostas expirado, a viagem é sinal de que o sul-africano é a provável escolha definitiva.

O Maverick é capaz de transportar 12 homens e tem a proteção balística exigida pela PM, resistente a disparos de metralhadoras calibre .30 e fuzis 7.62mm, e resistência a explosões de granadas e bombas. Ao menos dez unidades devem ser compradas pela Secretaria de Segurança para Bope, Choque e Core.

O veículo atende às necessidades das unidades de elite, que estavam em busca de um carro de transporte blindado menor, mais moderno, ágil e com maior manobrabilidade em ladeiras e espaços limitados, adequado às favelas. O robusto Maverick tem motor a diesel e tração 4×4 com transmissão automática, o que facilita o desempenho em qualquer terreno. Outro fator importante é a existência de peças de reposição no Brasil.

Atendendo às necessidades do Batalhão de Choque, um ou dois veículos receberão uma torre com jato de água, para o controle de distúrbios.

Um ponto de preocupação no carro original eram as 11 janelas, que, embora deem ótima visibilidade para a equipe, são consideradas grandes demais pelos policiais – nos atuais Caveirões as escotilhas são pequenas. Também são blindadas, mas a questão é se haverá viabilidade econômica de substituí-las, no caso de necessidade.

Diante dos pedidos da polícia do Rio, a Paramount se comprometeu a diminuí-las. Uma câmera ainda pode ser instalada na traseira para melhorar a visibilidade do motorista.

FONTE:  O Dia Online – As informações são  do repórter Raphael Gomide, do IG / COLABOROU: Paulo Renato

Juristas defendem que PMs são proibidos de fazer greve, mas a classe reivindica o direito à inciativa e pede melhores salários

 

A greve de policiais militares, que acontece há dez dias na Bahia e teve início no Rio de Janeiro na noite da última quinta-feira, incorporando policiais civis e bombeiros, reavivou o debate sobre quais os limites legais para manifestações da categoria.

Enquanto a maioria dos juristas defende que policiais militares são proibidos de fazer greve, a classe reivindica o direito à inciativa e afirma que só recorre a ela em último caso.

A polêmica se acirrou após a divulgação pela TV Globo, na última quarta-feira, de gravações em que policiais grevistas discutiam queimar caminhões e bloquear uma rodovia para impulsionar o movimento. Segundo a emissora, as conversas foram gravadas com autorização judicial.

Na manhã desta quinta, o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia foi desocupado pelos manifestantes. O ex-policial militar Marco Prisco, líder do movimento, e o policial Antônio Angelim foram presos.

No Rio de Janeiro, o cabo Benvenuto Daciolo, membro do Corpo de Bombeiros, também foi preso após a divulgação da gravação de uma conversa entre ele e Prisco, que falava da possibilidade da adesão dos servidores de segurança do Rio à greve.

Desde o início da paralisação na Bahia, foram registrados 136 homicídios na região metropolitana de Salvador, aumento de 238% em relação ao mesmo período de 2011.

A BBC Brasil preparou perguntas e respostas sobre o conflito.

  • O que os policiais militares reivindicam?

Eles querem aumento salarial em torno de 30% e a incorporação de gratificações aos salários. Os policiais também reivindicam a anulação de mandados de prisão contra 12 grevistas considerados líderes do protesto.

Os servidores do Rio de Janeiro pedem o aumento do piso salarial para R$ 3.500, com o acréscimo de R$ 700 em vale transporte e refeição, além da libertação do cabo Benvenuto Daciolo.

  • A Constituição permite que policiais militares façam greve?

O artigo 142 da Constituição, presente no capítulo Das Forças Armadas, diz que “ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”. Embora o capítulo trate das Forças Armadas, o artigo 42 da Constituição afirma que essas disposições também se aplicam aos integrantes das PMs e dos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados.

Para o jurista Wálter Maierovitch e para o coronel aposentado da PM de São Paulo José Vicente, a proibição está clara no texto.

Alguns advogados, no entanto, argumentam que o artigo 37 da Constituição, que trata de servidores públicos, afirma que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”. Como tal lei jamais foi aprovada, eles dizem que a proibição não está explícita.

  • Qual a posição dos policiais?

Para o soldado da PM do Espírito Santo Fernando Almança, um dos líderes de articulação nacional por melhores condições para a categoria, a Constituição não estende a proibição de greve à Polícia Militar, já que esta seria uma força auxiliar.

Ainda assim, ele afirma ainda que a greve só foi deflagrada porque todas as negociações por melhores condições de trabalho para policiais foram bloqueadas. Almança credita boa parte da insatisfação de policiais militares baianos (e brasileiros, por extensão) à paralisação das discussões no Congresso sobre uma proposta de emenda constitucional, conhecida como PEC 300, que estabeleceria um piso nacional para policiais militares e bombeiros.

“Lutamos há quatro anos pela aprovação da PEC 300. Ninguém começa uma greve sem antes tentar negociação”, diz.

Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.

  • O Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o assunto?

O órgão ainda não se manifestou diretamente sobre o caso de PMs que entraram em greve, mas, em novembro de 2011, o presidente do STF, Cezar Peluso, determinou que policiais civis do Distrito Federal suspendessem uma paralisação, argumentando que o direito à greve de servidores públicos não é absoluto.

Antes, em 2009, também ao julgar greve de policiais civis, o STF defendeu a inconstitucionalidade de paralisações no setor de segurança.

  • De que outras formas os policiais militares poderiam se manifestar?

Para o jurista Wálter Maierovitch, há várias formas pelas quais policiais militares poderiam reivindicar melhores condições de trabalho sem recorrer a greves. Ele diz que a categoria poderia organizar comícios públicos e seminários, divulgar informações à imprensa, além de pressionar parlamentares por mudanças.

FONTE: BBC Brasil / FOTO: Luiz Gomes-Futura Press

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira o projeto que aumenta o salário de policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários.

Foram 59 votos a favor e um contra, segundo informações do jornal O Globo. O reajuste no Rio será de 39%, gradual, até fevereiro de 2013.

O aumento ocorrem em meio a temores de uma paralisação de bombeiros e policiais fluminenses.
Nesta quarta-feira, foi divulgada uma gravação em que o líder grevista da Bahia, Marcos Prisco, articulava a expansão do movimento da PM baiana para o Rio.

Tanto Prisco, quanto o bombeiro fluminense Benevenuto Daciolo, foram presos nesta quinta-feira.
Prisco foi detido durante a desocupação da Assembleia Legislativa baiana e Daciolo no aeroporto do Galeão, onde desembarcava vindo da Bahia.

FONTE: BBC

As polícias Civil e Militar da Bahia receberam mais de 200 Fuzis Automáticos Leves (FAL), calibre 7,62 mm, doados pela Marinha do Brasil nesta sexta-feira (9), durante cerimônia que contou com as presenças do governador Jaques Wagner (PT) e do vice-almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral.

O armamento atende a uma demanda apresentada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), em abril deste ano, e será utilizado pelo Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil e pelas companhias especializadas da PM no combate ao narcotráfico e aos roubos a banco. “Isso irá somar ao trabalho de inteligência que estamos fazendo de identificação das lideranças do tráfico e tomando as medidas cabíveis”, afirmou o secretário Maurício Barbosa.

Esta é a segunda vez que a Marinha doa fuzis ao governo baiano. A primeira transferência, de 150 fuzis do mesmo modelo, foi realizada em maio de 2009. Também estiveram presentes o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, e o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Alfredo de Castro.

FONTE:
Bahia Notícias

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou neste domingo o controle total da favela da Rocinha, a maior do Brasil e nas mãos dos traficantes de drogas há 30 anos, depois de uma operação que começou de madrugada com o apoio de blindados da Marinha e sem disparar um único tiro.

Além disso, as forças de ordem ocuparam as favelas vizinhas do Vidigal, com 11.000 habitantes, e a Chácara do Céu, bem menor e cuja pacificação não havia sido anunciada.

Depois de concluída a operação, cerca de mil moradores acompanharam uma cerimônia improvisada para hastear a bandeira do Brasil num ponto central da imensa comunidade, para simbolizar a recuperação deste território das mãos do crime organizado.

Os oficiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) hastearam a bandeira nacional e a do Estado do Rio de Janeiro entre aplausos e gritos de alegria. “Rocinha! Rocinha! Rocinha!”, cantavam os moradores, emocionados.

“Tenho o prazer de informar que a Rocinha e o Vidigal estão em nosso poder. Não houve nenhum incidente, nem um tiro disparado. Não temos informações sobre detidos ou material apreendido”, informou no início da manhã Alberto Pinheiro Neto, chefe do Estado-Maior da PM, em coletiva de imprensa.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, felicitou os corpos de segurança e indicou que informou à presidente Dilma Rousseff sobre o êxito da operação.

“Estamos resgatando esta população que precisa de paz para criar seus filhos em paz, pessoas que querem viver com dignidade e qualquer acesso à vida digna passa pela paz”, indicou Cabral.

A polícia apreendeu vários fuzis, uma granada, munições e miras telescópicas, além de uma quantidade não determinada de maconha. Uma pessoa foi presa, embora por ora não esteja relacionado com os traficantes que as autoridades continuam procurando na favela.

“A vitória que o cidadão carioca teve hoje foi a libertação dessas pessoas, esse era o objetivo. Armas, drogas, munições, pessoas (procuradas) são importantes, mas devolver o território a quem não o possuía há 30 anos não é coisa pouca”, declarou o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

A ocupação da Rocinha, localizada no coração dos bairros ricos do Rio de Janeiro, começou por volta das 04h10 quando efetivos do BOPE e do batalhão de Operações de Choque entraram pelas vielas da comunidade, escoltados pelos blindados, já usados em outras operações similares, e pelo voo rasante de helicópteros.

As ruas semi-iluminadas ainda estavam desertas quando os policiais entraram e alguns moradores observavam das janelas de suas casas o avanço da tropa.

Ao fim da ocupação, os vizinhos exibiram bandeiras brancas, enquanto que, no Vidigal, foi hasteada a bandeira brasileira, como um símbolo da recuperação do território.

“A chegada da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) vai ser positiva para as novas gerações para dar fim ao tráfico de drogas. Quero que meus filhos não tenham contato com o tráfico, é uma maravilha”, expressou à AFP Carlos Alberto, de 51 anos, vizinho da Rocinha, que, ao contrário da maioria, decidiu falar com a imprensa.

Mas nem todos aplaudiram a ação. Um grupo de mulheres chorava à medida que os oficiais avançaram pelas ruas da Rocinha, constataram os jornalistas da AFP.

“Esperamos que a pacificação não seja apenas tirar os traficantes de droga, e sim que traga saneamento, educação, saúde e moradia”, declarou à AFP Raimundo Benício de Sousa, conhecido como “Lima”, um líder comunitário de 56 anos que tem uma imobiliária na favela.

Segundo Lima, no bairro “há gente vivendo em meio a baratas, urinando e defecando numa lata”, e por isso acha que “a pacificação tem que ter essa gente como prioridade”.

“Queremos que as pessoas sejam tratadas como dignidade, com respeito, que os que cometeram crimes vão presos, mas não sejam assassinados pela polícia”, declarou, por sua parte, William de Oliveira, presidente do Movimento Popular de Favelas, que usava uma camiseta com a inscrição “I love Rocinha”.

Nas ruas era possível sentir um forte cheiro de queimado, oriundo das motos que pertenciam aos bandidos para se deslocar dentro da favela e que agora, ante a ocupação da polícia, foram queimadas por eles.

Os traficantes também espalharam óleo pelas ruas com a infrutífera intenção de impedir o avanço dos blindados.

As autoridades calculam que 200 traficantes ainda permanecem dentro da favela, depois da prisão esta semana do chefe do tráfico da Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, quando fugia escondido no porta-malas de um carro, junto com vários cúmplices e policiais corruptos que os protegiam.

É a primeira vez que os chefes do tráfico são presos antes da tomada de uma favela pelas autoridades.

Desde sexta-feira, os policiais se posicionaram fortemente armados nos principais acessos da região e, com fotos de suspeitos nas mãos, revistaram cada veículo – público ou particular – que entrava e saía do lugar.

A tomada da Rocinha, a 19a. que a polícia reconquistou das mãos dos traficantes, recorda a megaoperação policial-militar montada em novembro de 2010 para tirar o controle das favelas do Complexo do Alemão, onde vivem 400.000 pessoas. A ocupação aconteceu depois de vários dias de confrontos com os marginais que deixaram 37 mortos.

O Estado do Rio de Janeiro realiza desde 2008 uma corrida contra o relógio para pacificar os bairros carentes da cidade controlados por traficantes e milícias paramilitares antes do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Mais de 1,5 milhão de pessoas vivem em cerca de mil favelas no Rio, ou seja, um terço da população total.

“Estamos com medo, não sabemos o que vai acontecer. Eu rezo muito”, comentou Lima. “Só espero que quando a Copa do Mundo acabar não se esqueçam de nós”, concluiu.

FONTE: Terra

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No total, cerca de 3 mil homens participaram da operação, que contou com apoio de 6 blindados da PM (“Caveirão”), 18 blindados da Marinha, 4 helicópteros da PM e outros 3 da Polícia Civil. A “Choque da Paz” continuará durante o dia, apesar da retomada das favelas da Rocinha e do Vidigal sem resistência.

Fonte: O Globo/G1

 

Três aeronaves AW119Ke foram entregues na manhã do dia 29/09 pelo governador Marconi Perillo, na Praça Cívica, em Goiânia, à Secretária de Segurança Pública e Justiça para atuar nas polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

Dotados de equipamentos modernos de segurança, os três helicópteros vão ser utilizados no combate à criminalidade, a incêndios florestais e salvamento de vítimas.

FOTOS: Sgt Rodrigues

Depois de dez meses de ocupação, Complexo do Alemão volta a ter madrugada violenta

Após uma noite de intensos tiroteios no complexo do Alemão, zona norte do Rio, a região amanheceu nesta quarta-feira com patrulhamento reforçado por parte da polícia e de militares. Seis tanques do Exército que participariam do desfile de 7 de Setembro, no centro da cidade, foram enviados ao local.

Cerca de 50 PMs também ocuparam os morros do Adeus e da Baiana, próximos ao Alemão, por sua posição estratégica. No Twitter, moradores relatam que um “caveirão” –o carro blindado do Bope– e dois carros da PM continuavam no alto do morro da Baiana nesta quarta.

A situação no Alemão, no entanto, aparenta estar mais tranquila na manhã de hoje, segundo relatos dos próprios moradores e de militares.

De acordo com o capitão Sobral, da Força de Ocupação, não houve tiroteios durante a madrugada e a situação se normalizou por volta das 23h30. Os acessos às favelas da região, que tinham sido fechados durante o tiroteio, foram reabertos.

Ainda não há uma confirmação do número exato de detidos, mas ao menos uma mulher foi presa por passar informações via rádio aos traficantes que tentavam invadir o local.

Segundo Sobral, somente uma pessoa ferida foi achada pelos soldados no Morro da Fazendinha. De acordo com o Exército, ela estava alcoolizada e havia sofrido uma queda.

A Força de Ocupação não confirmou a informação de que uma jovem de 15 anos havia morrido após ser atingida por um tiro na cabeça.

Ontem, a tia da adolescente Ana Lúcia da Silva, Carla Cristina da Silva, afirmou que a sobrinha foi atingida por uma bala perdida enquanto saía de uma escola na favela Nova Brasília. Ainda segundo a tia, ela foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Penha, zona norte, e teve morte cerebral decretada.

TRÁFICO

De acordo com informações da Secretaria de Segurança, o tiroteio começou na terça (6) à noite quando um grupo de traficantes, estimado em cerca de 50 pessoas, tentou invadir o Complexo do Alemão, ocupado por tropas do Exército desde novembro do ano passado.

Fortemente armados, os traficantes atiravam em várias direções. Um dos alvos eram as lâmpadas nos postes de luz. A região ficou às escuras.

Um reforço de cerca de 100 homens do Exército foi mandado para o complexo. Policiais do Bope, equipados com um “caveirão” –o carro blindado da corporação– também se deslocaram para a área.

Todos os acessos às favelas da região foram fechados. No quartel da Força de Pacificação, na parte baixa do morro, carros de combate do Exército, do tipo Urutu, foram preparados para entrar nas comunidades.

O comércio fechou as portas mais cedo. Os moradores procuraram se refugiar em casas também na parte baixa do Complexo do Alemão. Veículos evitaram passar pela avenida Itararé, que margeia o complexo.

Além do barulho dos tiros, moradores afirmaram que também ouviam barulhos de explosões de bombas e fogos de artifício. Quem chegava do trabalho se concentrava nos acessos do morro, com medo de subir rumo às suas casas.

FONTE/FOTO: Folha.com/afro reagge

 

RIO – A Polícia Civil reconheceu a “fragilidade da segurança de sua sede” após o furto de R$ 5 mil de uma gaveta da mesa do delegado Márcio Franco , titular do Departamento Geral de Polícia Especializada (DPGE). Em nota , a corporação afirmou que está apurando o furto e a origem do dinheiro, e prometeu instalar câmeras em todos os andares.

“Ainda sobre este furto, a Polícia Civil assume a fragilidade da segurança de sua sede, que hoje passa por uma série de reformas, entre elas a instalação de câmeras em todos os andares. A corporação está tomando todas as previdências necessárias para resolver essa questão”, diz um trecho da nota.

O dinheiro estava numa gaveta na sala do delegado Márcio Franco, quando sumiu, na semana passada. O caso foi registrado na 5ª DP (Centro), mas ainda não foi esclarecido. Franco contou que havia sacado o dinheiro na última quarta-feira, mas, como saiu tarde do local de trabalho, preferiu deixar a quantia em sua gaveta. Na manhã do dia seguinte, as notas haviam desaparecido.

O delegado suspeita de funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza do prédio e de operários que executam obras em alguns andares. No entanto, não houve rompimento de contrato com nenhuma das empresas, já que as suspeitas ainda não foram confirmadas.

- As investigações estão sendo realizadas normalmente, como acontece sempre que algo similar ocorre em outra empresa – disse. – O prédio está todo em obra, e o restante do andar onde fica minha sala está vazio.

O DPE fica na Rua da Relação 42, prédio que abriga outros órgãos da Polícia Civil, como a Delegacia Supervisora (DS) e o Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB). Franco afirmou que, se o ladrão tivesse levado armas e munições, o problema seria mais grave. Apesar da ocorrência, o patrimônio do estado está seguro, na avaliação do diretor:

- Dei mole ao deixar o dinheiro na gaveta. Furtos assim acontecem em qualquer lugar, não seria diferente aqui. Já as armas e munições estão muito bem guardadas e trancadas. Não há risco (de serem furtadas).

O diretor do DPE afirmou que essa foi a primeira vez que tomou conhecimento de um furto dentro do departamento. Apesar de desconfiar dos funcionários da limpeza, ele afirmou que a prestadora de serviço tem contrato há muitos anos com a DPE. Franco assumiu o cargo de diretor da especializada em fevereiro deste ano, dois dias depois de a chefia da Polícia Civil passar para as mãos da delegada Martha Rocha.

FONTE: O Globo

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Blindados do CFN marcaram presença no local

Sem tiros e sem baixas, o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, foi tomado este final de semana, numa operação que durou cerca de cinco horas, por 750 homens das polícias Civil e Militar, além de fuzileiros navais.

Parte deles subiu a favela protegida em 14 veículos blindados, seis deles da Marinha e não houve reação do tráfico.

A favela, berço da Estação Primeira de Mangueira, é a 18ª a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora no Estado (UPP) e foi classificada pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, como um “local complexo, histórico”.

“Dificilmente as instituições policiais entravam numa área dessas sem haver troca de tiros.

Hoje se conseguiu isso sem disparar um tiro, sem ferir ninguém. A polícia chega mais uma vez para ficar”, afirmou Beltrame.

O secretário defendeu a estratégia de “guerra anunciada”, em que a ocupação tem hora marcada para começar.

“Hoje foi devolvido um território para 20 mil pessoas. Essa é indiscutivelmente uma vitória. A saída dessas pessoas (traficantes) as deixa vulneráveis, porque o espaço de actuação diminui e elas saem das áreas onde tinham domínio. E a polícia, atenta, vai atrás”, afirmou o secretário, que citou a prisão de Luiz Carlos Santino da Rocha, o Playboy, na semana passada, suspeito de ter derrubado um helicóptero da PM, em 2009.

A ocupação começou às 6 horas, antes de o dia amanhecer. Quatro helicópteros, dois deles blindados, sobrevoaram o morro e transmitiram imagens da favela para um centro de comando do Exército. Em seguida, os blindados subiram por diferentes acessos da Mangueira. Na entrada do Buraco Quente, onde funcionava a principal boca de fumo, moradores estenderam um pano branco com a palavra “paz”.

FONTE: Angolapress

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SÃO PAULO – Helicópteros de ponta, que poderiam estar sendo usados para combater o crime, estão parados em Goiás. Os três helicópteros, que custaram R$ 21 milhões, chegaram a Goiânia no fim do ano passado e quatro meses já se passaram e os aparelhos ainda não participaram de nenhuma operação.

Os helicópteros ficaram guardados porque chegaram dos Estados Unidos incompletos. Faltavam equipamentos como farol de busca e barras de apoio, que dão segurança às operações. Além disso, os pilotos fizeram apenas o curso teórico. Falta ainda o curso prático, de apenas 5 horas de voo.

O Ministério Público Federal investiga se o governo de Goiás está “fazendo vistas grossas” para o descumprimento do contrato pelo fabricante.

O secretário de Segurança de Goiás, João Furtado, diz que o estado ainda deve R$ 9,5 milhões ao fabricante.

- Esperamos que este fato seja motivador para a empresa cumprir o que está no contrato – diz ele.

Goiás está sem patrulhamento aéreo. O único dos helicópteros antigos que restou está parado, à espera de verba para manutenção do motor.

FONTE: O Globo

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro votará nesta quarta-feira (30) um projeto de lei que autoriza a veiculação de anúncios publicitários nos uniformes e fardas utilizadas pelas forças policiais do Estado. A proposição é do deputado estadual Wagner Montes (PDT-RJ) e, se aprovada, vai contemplar as polícias Civil, Militar, oficiais do Corpo de Bombeiros e agentes do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). O servidor que utilizar a roupa patrocinada receberia meio salário mínimo (R$ 272,5) a mais.

“Diante da impossibilidade financeira do Estado em conceder melhoria salarial digna aos membros dos órgãos de segurança e da necessidade de que ela ocorra, apresento esta proposição que permitirá que empresas tenham sua logomarca aplicada nos uniformes/fardamento dos órgãos de segurança, e em contrapartida participarão com verba que irá diretamente para os servidores”, argumenta o deputado no texto do projeto.

Montes explica que as empresas interessadas poderiam adotar uma ou mais unidades de cada órgão de segurança. Cada unidade policial teria um anunciante específico e o valor do patrocínio seria calculado da seguinte forma: meio salário mínimo regional multiplicado pelo número de servidores de um determinado batalhão ou delegacia. A verba complementaria o salário do servidor de forma integral e constaria nos respectivos contracheques.

De acordo com o projeto de lei, somente “empresas que em sua atividade fim coadunem com o bem-estar da sociedade fluminense” teriam direito a estampar suas marcas nos uniformes e fardas. Em caso de operações conjuntas, considerando a possibilidade de um patrocinador específico para cada unidade policial, ocorreria uma situação inusitada: a exibição de várias marcas.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro ainda não se manifestou a respeito da proposta. (Hanrrikson de Andrade)

FONTE: UOL

ATUALIZAÇÃO: O deputado Wagner Montes pediu o cancelamento da votação para o projeto.

Nota do ForTe:

Reparem que o soldado da PM está usando um Bushmaster AR-15 com mira do tipo Red Dot EOTech, Gripod e lanternas no trilho RIS e em uma das fotos também é possível ver um soldado usando o Imbel MD97; em outra foto, o Sd Xavier exibe a metralhadora Madsen que aqui no Brasil foi convertida para o calibre 7,62.

Nota 2:

Agradecemos ao pessoal do Batalhao de Polícia de Choque – BPCHq, da PMRJ, em especial ao Soldado Xavier pelas imagens e aproveitamos aqui para dar os parabéns a todos os policias militares, civis, federais, bombeiros, militares do Exército, da Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais e da Aeronáutica, pela excelente vitória ocorrida nesse fim de semana. Graças a vocês muitos de nós tem o orgulho de dizer que no Brasil acabou o tempo em que bandido dominava alguma região. Com vontade política e trabalho em conjunto das forças tudo é possível!!!!

BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

As forças de segurança que atuam neste domingo (28) no Complexo do Alemão, reduto de narcotraficantes na zona norte da capital fluminense, não encontraram resistência até agora e estranham a ausência de combates no local.

No sábado (27), a polícia deu ultimato aos criminosos para que se rendessem na rua Joaquim de Queiroz, dentro do complexo de dez favelas. Nenhum deles o fez. As forças de segurança estimavam em cerca de 600 o número de suspeitos no local.

“A situação está preocupantemente tranquila demais”, afirmou o delegado Marcos Vinicius Braga. “Não é normal um estado de tranquilidade desse no Complexo do Alemão”, disse, sem especular o que teria acontecido para a falta de embate.

Segundo o delegado, não há registro de mortos ou feridos na favela e a polícia está encontrando poucos moradores nas casas. O comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, determinou varredura geral na região.

O delegado Rodrigo Oliveira, responsável pela operação por parte da Polícia Civil, demonstrou dúvida sobre se os narcotraficantes estão ainda no Complexo do Alemão. “É possível que estejam aí dentro”, disse ele, que notou rastros de sangue na comunidade, mas não soube dizer se há criminosos feridos.

“A comunidade é subjugada pelo tráfico. É possível que eles estejam escondidos em casa. Ainda vai levar tempo até que todas as residências sejam vasculhadas”, afirmou ele. “O complexo pertence de volta à comunidade. O objetivo principal já foi feito e não temos hora para sair.”

FONTE/FOTO: UOL/G Pinto – O Globo

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A AgustaWestland, empresa do Grupo Finmeccanica, anunciou que o Estado de Goiás, no Brasil central, encomendou três helicópteros monomotores AW119Ke para aplicação da lei, combate a incêndios e missões de transporte. O contrato tem o valor de 11 milhões de dólares e inclui também treinamento para tripulantes e pessoal de manutenção, com todas as três aeronaves programados para entrega em 10 Dezembro de 2010.

A Synergy Aerospace, uma divisão do Grupo Synergy, assinou um contrato de distribuição comercial em julho de 2006 para os helicópteros AgustaWestland no Brasil e esta a venda marca a entrada do AW119 no mercado brasileiro de aplicação da lei.

As aeronaves ficarão baseadas na cidade de Goiânia, capital do estado, e receberão equipamento de rapel, sistema de proteção contra cabos, gancho de carga, luz de busca e um balde contra incêndios. A subsidiária brasileira da AgustaWestland, a AgustaWestland do Brasil Ltda, dará apoio para os helicópteros em sua nova fábrica em São Paulo.

As novas instalações, localizadas a aproximadamente 30 km a oeste do centro da cidade, oferece uma gama completa de serviços de apoio, incluindo a manutenção, logística, peças de reposição, reparo, revisão geral e personalização para o AW119 e todas as variantes do AW109, Grand, GraNew e AW139.

O AW119Ke de oito assentos é o helicóptero de maior alcance no mercado de monomotores e tem excelente desempenho mesmo em ambientes muito quentes e altos. O helicóptero, com um peso máximo de de 3.150 kg (6.945 libras), com cargas externas, é um helicóptero utilitário altamente eficaz e prova suas habilidades na aplicação da lei e de combate a incêndios em muitos países.

Mais de 190 helicópteros AW119 foram encomendados até à data em quase 30 países, por cerca de 90 clientes. O AW119Ke é ideal para executar uma ampla gama de tarefas, incluindo serviços públicos, combate a incêndio, Evacuação Aeromédica (EMS), transporte VIP/Corporativo, transporte off-shore, a aplicação da lei e deveres militares.

Pedidos de mais de 130 helicópteros AgustaWestland de vários tipos foram feitos por clientes no Brasil até o momento, para uma ampla variedade de funções incluindo o transporte VIP/Corporativo, transporte off-shore, EMS e aplicação da lei.

FONTE: Agusta Westland

 

Assistimos hoje ao “Tropa de Elite 2″ e gostamos muito do que vimos. A sequência de “Tropa de Elite” agora é bem mais complexa e mostra a relação do poder público com a polícia e os terríveis tentáculos da corrupção que permeia o sistema.

No filme que custou R$ 12,5 milhões, o herói brasileiro Capitão Nascimento (agora Coronel) desta vez troca a farda pela gravata. Ele sai do Bope e torna-se subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Nascimento ganha a guerra contra as drogas, mas milícias formadas por policiais corruptos se aproveitam dessa vitória para transformar miséria em dinheiro, com o apoio de políticos.

Para quem gosta do tema “Segurança Pública”, o filme é um prato cheio. Destaques para as sequências onde aparecem o helicóptero UH-1 “Caveirão do Ar” da Polícia Civil apoiando uma incursão do BOPE e o novo fuzil da Imbel IA-2, que foi usado para defender o Coronel Nascimento de um atentado. Se você também assistiu ao “Tropa 2″, deixe aqui seu comentário. Caveira!

Veja mais detalhes do filme no Blog “Filme, Pipoca e Coca-Cola”.