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Anderson Scardoelli

A emissora de TV por assinatura argentina Cablevisión teve sua sede, em Buenos Aires, invadida por militares na tarde desta terça-feira, 20. A ocupação durou cerca de três horas e o veículo chegou a ficar fora do ar em alguns momentos, conforme afirma o site da empresa. O canal pertence ao maior grupo de comunicação do país, que é responsável pela publicação do Clarín.

Em sua versão online, o Clarín criticou duramente a decisão dos militares. De acordo com o site, a invasão ao canal de TV aconteceu devido a uma ordem judicial com base em uma denúncia apresentada pelo concorrente Supercanal, a quem o grupo mandatário da TV invadida classificou como “alinhado ao Kirchenismo”. O termo faz alusão ao sobrenome da presidente argentina, Cristina Kirchner.

Outra reclamação do Clarín é o fato de a decisão judicial, que acatou a denúncia e permitiu que cerca de 50 militares entrassem nos estúdios da Cablevisión, ter sido emitida pela Justiça de Mendoza, interior da Argentina, cidade em que o grupo ressalta não ter nenhuma operação. O site do jornal também publica que a ação militar foi acompanhada na íntegra por profissionais de emissoras que apoiam o governo de Cristina, sendo citados como “ultraoficialistas”.

Segundo o Clarín, o advogado da empresa televisiva já apresentou duas denúncias criminais por invasão e abuso de autoridade. O veículo ainda menciona que a ação realizada hoje foi sem precedentes, podendo ser comparada apenas na ocasião em que a redação do Clarín foi “recebida” por cerca de 200 fiscais em 2009.

“A polícia ocupou o nono andar do prédio, trancou-nos e pediu todos os documentos para os executivos da empresa. Eles foram, então, ocupando outros andares da sede da Cablevisión. Eles também checaram os pertences de cada pessoa que entrou na sede da empresa”, relata o site do Clarín.

FONTE: Portal Comunique-se

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Um conflito internacional que já dura alguns anos no meio da selva amazônica teve mais um capitulo em Extrema de Rondônia, distrito a cerca de 350 km de Porto Velho.

Extrativistas e seringueiros brasileiros que moram na Bolívia e que já foram vitimas de integrantes de grupo paramilitares do país vizinho desta vez, resolveram fazer justiça com as próprias mãos, com a detenção em território brasileiro de um oficial da Marinha Boliviana.

Por volta de 19h30 desta terça-feira (14) a Polícia Militar recebeu a informação que extrativistas estariam mantendo um militar boliviano em solo brasileiro contra sua vontade. O grupo de cerca de 30 homens foi localizado no ramal Abunã, estrada que dá acesso ao país vizinho. No local, com os ânimos exaltados, brasileiros mantinham “detido” o tenente Juan Adalberto Pacheco Surriable (28).

De acordo com relato do tenente boliviano, registrado no B.O.1039/2011 na 9ª delegacia de Polícia Civil, os brasileiros tiveram recentemente apreendidos uma parte da safra de Castanha por não terem autorização para trabalharem no país. Também teriam sido surpreendidos com diversas toras derrubadas sem autorização. Uma embarcação brasileira também está apreendida.

Em retaliação, o grupo de seringueiros e castanheiros brasileiros estão impedindo a entrada de bolivianos do assentamento Molina ( cerca de 5 minutos rio Abunã acima) de fazerem compras no Brasil. O tenente alega que ao ter ido negociar com os brasileiros a liberação para compra de comida em Extrema foi feito refém.

Os extrativistas afirmam que o tenente Juan Pacheco é corrupto e pratica constantemente extorsão contra brasileiros que vivem em território boliviano há mais de 30 anos.O militar cobraria propinas para o trânsito de mercadorias. Com a detenção do tenente, os brasileiros reivindicavam a liberação dos produtos apreendidos.

O militar foi retirado do meio da turba e levado para o quartel em Extrema. Nenhum brasileiro foi preso. Durante a madrugada desta terça, o tenente boliviano foi encaminhado até Guajará Mirim, onde após exame de corpo delito foi repatriado, sendo entregue ao comandante da Marinha Boliviana de Guayara Mirim (BO).

O conflito tende a continuar enquanto o Governo Brasileiro não cumprir as promessas de reassentamento dos extrativistas em território brasileiro

FONTE: Rondoniaoavivo

 

1. A vitória anunciada de diversos candidatos de movimentos políticos islâmicos, salafistas em particular, no primeiro turno das eleições parlamentares egípcias, surpreendeu e assustou os militares e os meios laicos. “Al Nour, a surpresa do momento” é a manchete principal do jornal independente Al Chourouq, ao referir-se a um dos principais partidos muçulmano presente na cena política egípcia.

2. Segundo estimativas feitas pela imprensa, esse partido, fundado logo após os primeiros levantamentos populares contra Mubarak, obteria 20% dos votos – mais ou menos o mesmo percentual do estimado para o Bloco Egípcio (liberal), mas bastante atrás da Irmandade Muçulmana, que parece encaminhar-se para uma grande vitória. O influente jornal governamental Al Ahram afirma que os salafistas “criaram uma surpresa, ao superar os Irmãos Muçulmanos em diversas circunscrições eleitorais”, como Alexandria, a segunda cidade do país.

3. Ademais, há o receio de que, se as correntes islâmicas prevalecerem no Parlamento, o Egito venha a ter uma Constituição capaz de encaminhá-lo para um sistema teocrático islâmico. Sabe-se que os cristãos coptas, (20 milhões, ou 25% da população egípcia total) já estão procurando abrigo no exterior, escapando do país como o fizeram os judeus antes, e as comunidades estrangeiras (gregos, italianos e ingleses) na década de 50.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional vai realizar audiência pública com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para prestar esclarecimentos sobre a execução orçamentária para as Forças Armadas.

A iniciativa do debate, ainda sem data marcada, é do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). De acordo com Azeredo, o objetivo da reunião é conseguir explicações a respeito de notícias veiculadas pela imprensa de que está havendo sucateamento e subutilização de equipamentos na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, em função da escassez de recursos destinados a essas Forças e ao Ministério da Defesa.

“Ao mesmo tempo, há contingenciamento de recursos, pois do corte de R$ 4 bilhões anunciados no início deste ano, apenas R$ 2,2 bilhões foram liberados”, acrescenta Azeredo.

Segundo os militares, os prejuízos podem afetar diretamente projetos importantes, como a compra de caças para a Força Aérea e a construção de submarinos pela Força Naval. O deputado afirma também que, em um segundo momento, esse sucateamento pode chegar a esvaziar as intenções brasileiras de obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

FONTE: Agência Câmara de Notícias

Novo relatório da Defesa comprova sucateamento das Forças Armadas

Em março, um relatório feito pelo Ministério da Defesa mostrou a condição preocupante das Forças Armadas do Brasil. O documento revelava, segundo a Folha, que de todos os equipamentos de Aeronáutica, Exército e Marinha, apenas metade estava em funcionamento. Nesta terça-feira (22), o Estadão traz detalhes de uma versão atualizada do mesmo relatório que mostra uma situação ainda mais crítica das Forças Armadas.

Alguns itens que mostram a calamidade:

•Nenhum dos 23 jatos A-4 da Marinha pode voar. Isso significa que nenhum avião pode decolar do porta-aviões São Paulo.
•Dos 219 caças da FAB, 72 (32%) estão em operação. Em março, eram 85
•Dos 81 helicópteros da FAB, apenas 22 (27%) estão voando
Todas as nove baterias anti-aéreas do Brasil estão desativadas
De acordo com o Estadão, o ministro da Defesa, Celso Amorim, já reclamou do pequeno investimento do governo brasileiro no setor, fazendo eco ao que os comandantes militares dizem há décadas.

Segundo ele, proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é um dos países que menos investem em defesa entre os integrantes dos Brics, grupo que integra Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O orçamento atual da defesa no País representa 1,39% do PIB, enquanto a Índia investe nesta área 2,8% de seu PIB, e a China, 2,2%.

FONTE: Época, via Notimp

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou neste domingo o controle total da favela da Rocinha, a maior do Brasil e nas mãos dos traficantes de drogas há 30 anos, depois de uma operação que começou de madrugada com o apoio de blindados da Marinha e sem disparar um único tiro.

Além disso, as forças de ordem ocuparam as favelas vizinhas do Vidigal, com 11.000 habitantes, e a Chácara do Céu, bem menor e cuja pacificação não havia sido anunciada.

Depois de concluída a operação, cerca de mil moradores acompanharam uma cerimônia improvisada para hastear a bandeira do Brasil num ponto central da imensa comunidade, para simbolizar a recuperação deste território das mãos do crime organizado.

Os oficiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) hastearam a bandeira nacional e a do Estado do Rio de Janeiro entre aplausos e gritos de alegria. “Rocinha! Rocinha! Rocinha!”, cantavam os moradores, emocionados.

“Tenho o prazer de informar que a Rocinha e o Vidigal estão em nosso poder. Não houve nenhum incidente, nem um tiro disparado. Não temos informações sobre detidos ou material apreendido”, informou no início da manhã Alberto Pinheiro Neto, chefe do Estado-Maior da PM, em coletiva de imprensa.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, felicitou os corpos de segurança e indicou que informou à presidente Dilma Rousseff sobre o êxito da operação.

“Estamos resgatando esta população que precisa de paz para criar seus filhos em paz, pessoas que querem viver com dignidade e qualquer acesso à vida digna passa pela paz”, indicou Cabral.

A polícia apreendeu vários fuzis, uma granada, munições e miras telescópicas, além de uma quantidade não determinada de maconha. Uma pessoa foi presa, embora por ora não esteja relacionado com os traficantes que as autoridades continuam procurando na favela.

“A vitória que o cidadão carioca teve hoje foi a libertação dessas pessoas, esse era o objetivo. Armas, drogas, munições, pessoas (procuradas) são importantes, mas devolver o território a quem não o possuía há 30 anos não é coisa pouca”, declarou o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

A ocupação da Rocinha, localizada no coração dos bairros ricos do Rio de Janeiro, começou por volta das 04h10 quando efetivos do BOPE e do batalhão de Operações de Choque entraram pelas vielas da comunidade, escoltados pelos blindados, já usados em outras operações similares, e pelo voo rasante de helicópteros.

As ruas semi-iluminadas ainda estavam desertas quando os policiais entraram e alguns moradores observavam das janelas de suas casas o avanço da tropa.

Ao fim da ocupação, os vizinhos exibiram bandeiras brancas, enquanto que, no Vidigal, foi hasteada a bandeira brasileira, como um símbolo da recuperação do território.

“A chegada da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) vai ser positiva para as novas gerações para dar fim ao tráfico de drogas. Quero que meus filhos não tenham contato com o tráfico, é uma maravilha”, expressou à AFP Carlos Alberto, de 51 anos, vizinho da Rocinha, que, ao contrário da maioria, decidiu falar com a imprensa.

Mas nem todos aplaudiram a ação. Um grupo de mulheres chorava à medida que os oficiais avançaram pelas ruas da Rocinha, constataram os jornalistas da AFP.

“Esperamos que a pacificação não seja apenas tirar os traficantes de droga, e sim que traga saneamento, educação, saúde e moradia”, declarou à AFP Raimundo Benício de Sousa, conhecido como “Lima”, um líder comunitário de 56 anos que tem uma imobiliária na favela.

Segundo Lima, no bairro “há gente vivendo em meio a baratas, urinando e defecando numa lata”, e por isso acha que “a pacificação tem que ter essa gente como prioridade”.

“Queremos que as pessoas sejam tratadas como dignidade, com respeito, que os que cometeram crimes vão presos, mas não sejam assassinados pela polícia”, declarou, por sua parte, William de Oliveira, presidente do Movimento Popular de Favelas, que usava uma camiseta com a inscrição “I love Rocinha”.

Nas ruas era possível sentir um forte cheiro de queimado, oriundo das motos que pertenciam aos bandidos para se deslocar dentro da favela e que agora, ante a ocupação da polícia, foram queimadas por eles.

Os traficantes também espalharam óleo pelas ruas com a infrutífera intenção de impedir o avanço dos blindados.

As autoridades calculam que 200 traficantes ainda permanecem dentro da favela, depois da prisão esta semana do chefe do tráfico da Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, quando fugia escondido no porta-malas de um carro, junto com vários cúmplices e policiais corruptos que os protegiam.

É a primeira vez que os chefes do tráfico são presos antes da tomada de uma favela pelas autoridades.

Desde sexta-feira, os policiais se posicionaram fortemente armados nos principais acessos da região e, com fotos de suspeitos nas mãos, revistaram cada veículo – público ou particular – que entrava e saía do lugar.

A tomada da Rocinha, a 19a. que a polícia reconquistou das mãos dos traficantes, recorda a megaoperação policial-militar montada em novembro de 2010 para tirar o controle das favelas do Complexo do Alemão, onde vivem 400.000 pessoas. A ocupação aconteceu depois de vários dias de confrontos com os marginais que deixaram 37 mortos.

O Estado do Rio de Janeiro realiza desde 2008 uma corrida contra o relógio para pacificar os bairros carentes da cidade controlados por traficantes e milícias paramilitares antes do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Mais de 1,5 milhão de pessoas vivem em cerca de mil favelas no Rio, ou seja, um terço da população total.

“Estamos com medo, não sabemos o que vai acontecer. Eu rezo muito”, comentou Lima. “Só espero que quando a Copa do Mundo acabar não se esqueçam de nós”, concluiu.

FONTE: Terra

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Democracia versus baderna

A minoria ativista confunde liberdade com bagunça, e tenta se impor no grito, por meio da intimidação

Kátia Abreu

A ainda jovem cultura democrática brasileira enseja equívocos conceituais que frequentemente a ameaçam e a desmoralizam. Não é de estranhar, dada a origem autoritária de nossa República, que emergiu de um golpe de Estado, e a escassa cultura não só de nosso povo, mas também de parte de nossa elite.

O preâmbulo vem a propósito dos acontecimentos que envolvem a discussão, no Senado, do Código Florestal. Além de não se dar ao trabalho de ler a proposta -e lhe imputar acusações absurdas-, a minoria militante que a ela se opõe se arvora em falar em nome do povo, que não lhe deu tal delegação.

Dentro desse equívoco, tratam os que de fato detêm delegação popular -os parlamentares- como intrusos e querem impor sua vontade no grito, quando não na violência.

Assim é que, nesta semana, no curso das discussões, na Comissão do Meio Ambiente, essa minoria ativista, representada por 12 (!) estudantes da Universidade de Brasília, provavelmente ressentidos ainda da acachapante derrota no DCE, invadiu o Congresso e quis impor no grito o seu ponto de vista.

Os senadores foram ofendidos e abordados com violência. Fui pessoalmente ameaçada e insultada, tendo de sair sob escolta policial. Sabemos que o Congresso é a Casa do Povo, que a ela tem acesso para se manifestar, desde que pela ordem e com respeito, como manda a lei. Não foi o que ocorreu.

O pior é que não se tratou de um episódio isolado; ao contrário, vem se tornando recorrente, quase banal em nosso país. Assistimos, já há alguns dias, manifestação semelhante de truculência e vandalismo, na Universidade de São Paulo, onde uma minoria tenta se impor no grito, por meio de intimidação.

Os jornais informam que um punhado de estudantes -pouco mais de 70, num universo de 89 mil-, todos de classe média alta, vinculados a partidos e a organizações de esquerda, depredaram as instalações da USP, patrimônio do povo sustentado com os impostos.

Protestavam contra a presença da polícia, que reprimia o tráfico de drogas no campus. Enquanto a polícia cumpria a lei, fundamento do Estado democrático de Direito, aqueles militantes, travestidos de estudantes, promoviam o caos, impedindo que seus colegas exercessem o elementar direito/dever de estudar. “Vamos fazer a revolução”, bradavam, ao mesmo tempo em que invocavam a democracia para legitimar a baderna.

E aí começa a confusão conceitual. Confunde-se liberdade com bagunça, vale-tudo. Democracia é o regime da maioria, com o reconhecimento às minorias, mas não só: é o regime da lei, sem a qual nem as maiorias nem as minorias estão seguras de nada.

Sem o estrito cumprimento da lei, a democracia não sobrevive. Torna-se rito de passagem, presa fácil dos aventureiros que dela se servem para aniquilá-la. O truque é antigo, previsto já por Lênin: usar as facilidades que a democracia oferece como meio de chegar ao poder, para então bani-la. É o que assistimos.

Há anos, o Brasil vive sob o domínio do gramscismo, estratégia de tomada do poder concebida pelo teórico italiano marxista Antonio Gramsci, que defendeu a manipulação da cultura como meio mais eficaz de promover a revolução.

Nessa engenharia maléfica, todos os polos de produção cultural -mídia, universidades, editoras, meio artístico- têm de ser dominados por um pensamento hegemônico. No caso, o socialista. Tudo o que a ele se contrapõe recebe o selo de “direita”, que não significa nada, senão a maldição política e moral.

A questão ambiental, há anos, foi encampada por esses grupos, e não porque de fato os interesse. É apenas mais um meio de desestabilizar o país, enfraquecendo uma de suas maiores fontes de receita, o agronegócio, responsável pelos superavit na balança comercial do país e por um terço dos empregos.

Nem sequer conhecem o tema que abordam. Basta ver o que dizem a respeito para constatar que nem leram o projeto que será votado no Senado. O Código Florestal não anistia ninguém nem estimula o desmatamento, muito pelo contrário.

Impõe a recomposição de áreas degradadas e pune quem novamente as degradar. É inútil argumentar. São somente massa de manobra de interesses bem maiores que eles próprios desconhecem.
KÁTIA ABREU, 49, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.

FONTE: Folha de São Paulo

O Ministério da Defesa vai promover em dezembro uma reunião com representantes das Forças Armadas para identificar as prioridades de investimento no Exército, Marinha e Aeronáutica. O anúncio foi feito pelo ministro Celso Amorim em audiência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para discutir o estágio atual do reequipamento das Forças Armadas, a situação do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e a licitação (que vem sendo adiada desde os governos FHC) para a aquisição de caças pela Força Aérea Brasileira.

Ele admite que um dos principais problemas tem sido a descontinuidade na aplicação dos recursos, o que provoca prejuízos na execução de ações e programas. Ele citou, como exemplo, os projetos de construção do submarino nuclear e do lançador de foguetes da base de Alcântara.

O ministro explicou que os profissionais que atuam nesses projetos são especializados e atrasos ou descontinuidade de orçamento acabam desfazendo as equipes. Apesar dos problemas orçamentários, Celso Amorim prevê que o projeto do lançador de foguetes dever estar concluído em 2015 e o do submarino, em 2025 .
Ele defendeu também uma revisão urgente dos salários nas Forças Armadas. Ele lembrou que um segundo-tenente hoje ganha cerca de R$ 6 mil – valor menor do que o pago a várias carreiras de estado.

Contrainteligência
Amorim também informou, durante a audiência, que determinou a revisão dos manuais de contrainteligência do Exército e da Marinha para adequação da linguagem utilizada nos textos. Ele considera os serviços de contrainteligência ‘absolutamente necessários”, mas defende a separação entre as ações internas e externas nessas área.

FONTE: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional realizará nesta quarta-feira (9) audiência pública com o ministro da Defesa, Celso Amorim, para discutir o estágio atual do reequipamento das Forças Armadas, a situação do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e a licitação (que vem sendo adiada desde os governos FHC) para a aquisição de caças pela Força Aérea Brasileira.

Também deverão ser discutidos outros assuntos relativos à atuação do Ministério da Defesa, como a Missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti (Minustah), a exigência do serviço militar obrigatório e o suposto manual de contrainteligência das Forças Armadas, denunciado em recente reportagem da revista Carta Capital.

A audiência foi proposta pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Íris de Araújo (PMDB-GO) e Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP).

A reunião será realizada às 11 horas, no Plenário 3.

FONTE: Agência Câmara

Sergio L. Y. dos Guaranys

Sociedade Brasileira é o conjunto total da população do Brasil. Inclui os permanentes no Brasil, excetua os que estão aqui a serviço de outros países e acrescenta os cidadãos brasileiros noutros países. Possui Mídia, Políticos, Empresas, Funcionalismo, Escolas e Centros de Pesquisa. Contém Polícia, Sistema Judiciário, Legislativo e Executivo. Possui para felicidade geral Forças Armadas e o Pessoal delas.

A mídia mostra o Governo eivado por desvio de dinheiro público, impunidade para quem o desvia e irresponsabilidade para fiscais omissos dos desvios. Eleição e regra eleitoral da criação do Governo desfrutam indefinição jurídica, seja por Lei, cujo Princípio é a Constituição Federal, onde prepondera intenção permissiva sobre a restritiva, seja por Instituição onde Congresso e Tribunais Superiores atuam por votações específicas insubmissas a quaisquer instrumentos anteriores.

Assim o Governo é intocável e destemido porque qualquer membro se preocupa apenas com eleição. Ato público indevido não recebe sanção por eleitores porque inscrição e campanha de candidato são prerrogativa de partidos. Operação dos partidos os expôs aos eleitores, mas os temerosos fogem deles discutindo limites deles à escolha de candidatos. Sem limite para tributar, o Governo paga prazerosamente cobranças, salários, gratificações e remunerações a quem quiser. Concessões, vantagens, preferências não têm freio, têm majestade, onde a presidencial serve promocionalmente ao Presidente, convivendo com injunção estrangeira bem sucedida.

Enquanto a tributação prejudicar apenas o empresariado ou elementos menos favorecidos, o Governo não se moverá em proteção da Economia. Recentes investidas argentinas, colombianas, equatorianas, paraguaias, peruanas ou venezuelanas foram declaradas justas a vista de ações anteriores brasileiras. O país deixou de revidá-las. Dá-se ao desfrute de não cumprir obrigações que não deseje. Vive interminável campanha eleitoral. O próprio Governo plantou semente da rejeição social a ele.

Essa rejeição cresce a cada exibição de incúria revelada nos desastres climáticos e em congestionamento de qualquer tráfego minando esperança de governo. A incúria abrange o sistema policial, cujo pessoal rateia com homogeneidade o produto da criminalidade e, portanto exorbita para julgamento o policiamento e a prevenção de crimes.

Policial participando do produto de crime e exercendo julgamento do criminoso é tudo que impede a segurança do cidadão. São fadados a insucesso entendimentos de congressistas, juízes ou governantes a fim de corrigir essas deformações. Tumultos, turbas, motins, revoluções serão invariavelmente inócuos porque qualquer mudança pretendida tem exemplo pregresso na deformação que a sugeriu. Não cabe recurso a correções tumultuadas, valem apenas as estruturadas.

Quer dizer que a bagunça empolgante do Brasil é irrecorrível? Que nenhuma entidade, corte, câmara ou organização conseguiria endireitar algo que esteja sendo feito errado? Além de ser demasiado complexa, a solução fica inviável porque antes de beneficiar alguma fração da Sociedade, outra fração não atendida consegue impedi-la.

Se alguém que ignore essa inviabilidade descobre que haja outro capaz de tentar, trata de enfraquecer quem lhe pareça melhor afamado ou mais coeso. Dentre todos componentes da Sociedade apenas as Forças Armadas sofrem ação redutora governamental por terem retrospecto elogiável e potencial temível. A incapacidade governamental genérica devia ser temível pelos danos causados ao país onde o mais avassalador é a propagação da ignorância, mas permanece aceitável perante o efeito conjugado de infelicidade mundial com riqueza brasileira.

Tudo começou com a ingenuidade marxista leninista que enxergou ninguém sabe por que circunstâncias venturosas para um regime dela nos desgovernos brasileiros. Foi sobre militares cada tentativa dela instalar-se aqui. Eles não souberam extirpá-la e pagam com desconforto essa deficiência.

Digamos daqui em diante idiotas quando nos referirmos aos marxistas leninistas, com vantagem de escrita e leitura para definir nível de inteligência deles. Os idiotas caíram no engodo de substituir “Comando Supremo” por “Comando” ao Criarem o Ministério da Defesa, sonhando substituir militares numa atividade qualquer.

Não creio que algum conheça a tese de Miguel Seabra Fagundes sobre Comando Supremo nem alguma outra tese. Nunca transitarão sem cicerone em meio militar. Não são temíveis pelos militares, mas pelos danos à tecnologia bélica brasileira. Aliás, são nocivos a cada expressão de poder brasileiro, fazem alegria do mundo inteiro, seja asiático, europeu ou americano. Militares podem governar civis, civis jamais podem comandar militares.

Militares são peculiares por terem chefes de mesma espécie, com três décadas de prestação de serviço, quase sempre com experiência pluriapta. Podem ocorrer chefes menos aptos porque viveram carreiras menos diversificadas, mas uma década de direção setorial na última parte do serviço impede ocorrência de inaptos.

Exceto por esses Chefes, os militares cometeriam comportamentos civis, cancelando leis adversas e trocando por insatisfação os Chefes. Militares menos modestos que a média relutam em concordar com a tolerância dos Chefes às ações marxistas leninistas ou, mais modernas, gramscinianas. Sabem os Chefes que: 1- não têm estrutura para criar governos de exceção; 2- o país agüenta direção pelos idiotas, não cabe propor aventuras militares.

Para encerrar, idiotas não sabem que os militares são da Sociedade, da população. Imaginam que sejam extraterrestres, tal a disparidade de comportamento.

Sergio L. Y. dos Guaranys é Cientista social.

FONTE: Monitor Mercantil Digital

 
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