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BRASÍLIA – O Brasil vai obter o apoio americano à sua pretensão de uma vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas, semelhante ao dado por Barack Obama a Índia em novembro do ano passado.

A declaração final conjunta da visita, negociada entre os dois países, prevê a declaração de apoio nos mesmos termos. A informação obtida pelo Estado é que até mesmo o texto da declaração de Obama na Índia foi consultado para que o vocabulário seja o mais próximo possível.

A declaração final conjunta da visita, negociada entre os dois países, prevê a declaração de apoio nos mesmos termos. A informação obtida pelo Estado é que até mesmo o texto da declaração de Obama na Índia foi consultado para que o vocabulário seja o mais próximo possível.

Na Índia, Obama afirmou que a “justa e sustentável ordem internacional que a América busca inclui uma Nações Unidas eficiente, efetiva, crível e legítima. Por isso eu posso dizer hoje que nos anos que se seguirem eu espero ver um Conselho de Segurança reformado que inclui a Índia como um membro permanente”.

O Brasil pouco esperava nesse sentido da visita de Obama. A expectativa era de uma declaração de “visões coincidentes” e “interesses mútuos”. Esta semana, o chanceler brasileiro, Antonio de Aguiar Patriota, chegou a afirmar que o apoio americano, apesar de esperado e bem-vindo, não era essencial e nem uma “panaceia”. A decisão de Obama, no entanto, evoluiu nas últimas horas.

FONTE: Estadão

Presidente americano chega ao país no sábado cercado de forte esquema de segurança

Osmar Freitas Jr., do R7 em Nova York

Com a chegada ao país do presidente americano Barack Obama, no próximo sábado (19), os brasileiros terão a oportunidade de conhecer “A Besta”. Não se trata, claro, de nenhuma referência ao dignitário, mas sim ao carro blindado que o transportará junto com a versão genérica da Casa Branca que trará ao país.

“A Besta” é uma limusine especial, avaliada em R$ 500 mil (US$ 300 mil). Blindado até no tanque de combustível, o veículo ganhou o apelido por sua resistência e poder de fogo. É, por exemplo, capaz de resistir a um ataque de míssil, balas dos mais variados calibres e até a lança-chamas. Tem um “compartimento de pânico”, onde o presidente pode ficar selado à espera de socorro. Um tanque de oxigênio mantém o ar puro por 12 horas.

Esse carro de viagens oficiais é apenas um dos recursos que acompanham o presidente dos Estados Unidos. Uma comitiva de mil pessoas – de funcionários de escritório a agentes de segurança, passando por cozinheiros, até uma equipe com seis médicos e 15 enfermeiras – também vem junto.

As estimativas são de que o tour do circo americano custe algo em torno de R$ 120 milhões (US$ 70 milhões) diários. Mas pode sair mais caro.

Na visita à Índia, a conta diária chegou a R$ 335 milhões (US$ 200 milhões), o que deu munição farta à oposição republicana durante meses. É verdade que, naquela viagem, foram 3.000 pessoas, e para o Brasil vão apenas um terço desse total.

Seis aviões carregam comitiva e equipamentos

No transporte dessa gente e equipamentos, estarão seis aviões, dedicados exclusivamente às necessidades do presidente. Dois deles são os famosos Air Force One (Força Aérea Um), o Jumbo 747 presidencial, e o Air Force One-Decoy (Força Aérea Um-Isca), que é exatamente igual ao original, mas serve para despistar possíveis agressores. Na esquadrilha, ainda estarão seis aeronaves C-5B ou C-17, cargueiros levando blindados, armamentos, computadores etc.

Um desses C-17 servirá apenas para levar combustível que abastecerá os blindados e outros veículos- inclusive o Air Force One e o “Isca”. O motivo disso é a preocupação em não ter de usar produtos do país anfitrião. Tenta-se evitar o abastecimento com gasolina ou querosene “batizados”.

O avião presidencial será escoltado por quatro, ou até oito, caças F-15 da Força Aérea americana. Um AWAC (avião radar e centro de comunicações) também estará no ar. A todo o tempo uma aeronave tanque – para abastecimento em pleno voo – ficará à disposição.

Casa Branca “genérica”

O que os brasileiros terão oportunidade de hospedar será uma “versão genérica” da Casa Branca, como explicou ao R7 o ex-agente do Serviço Secreto Douglas Miller.

- Quando o presidente viaja, ele leva consigo a própria Casa Branca. Tanto a parte executiva do escritório presidencial, quanto o segmento residencial, onde vive a família Obama. Principalmente nessa viagem, onde estarão não apenas a primeira-dama, quanto às filhas do presidente.

Quem comanda todo o espetáculo da segurança é o Serviço Secreto dos EUA.

Apesar do nome, não se trata de uma agência de espiões sigilosos. Será possível vê-los em ação e identificá-los pelo broche de lapela (uma estrela dourada como a de xerifes) e o auricular com fio enroladinho como mola. Que ninguém estranhe aquela gente falando nas mangas dos paletós escuros: lá se acomodam os microfones.

O Serviço Secreto conta com uma força de 1.300 homens uniformizados. Desse total, 200 se ocupam daquele que chamam de “Potus” (“President Of The United States” ou presidente dos Estados Unidos).

Outros 150 estão com a primeira-dama Michele Obama, e cerca de cem para cada uma das filhas.

Trata-se de força muito bem treinada, mas que não conseguiu evitar que quatro presidentes fossem mortos sob suas barbas. Foram feitos cerca de 20 atentados contra presidentes americanos. Ou seja: um quinto desses ataques teve sucesso. Uma média que cai como sombra escura sobre a agência de segurança.

Agentes estarão armados

Por lei, agentes policiais de outro país não podem portar armas de fogo em território brasileiro, a não ser com permissão especial. Os agentes do Serviço Secreto estarão armados, principalmente, mas não exclusivamente, com a pistola Sig Sauer P 229, calibre .40.

Pelo menos os 12 homens que cercam mais proximamente Barack Obama têm esse revolver. O restante do pessoal de apoio – chamado “Detail” (detalhe) – terá outras armas, inclusive metralhadoras.

Apesar de as forças de segurança de cada país visitado por um presidente americano declararem que seus agentes nativos são os encarregados da proteção do líder, na verdade o trabalho é mesmo feito por gente dos EUA. No Brasil não será diferente.

FONTE: R7 / FOTO: Charles Dharapak/29.09.2010/AP

A Embaixada do Brasil no Japão e o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio preparam para amanhã (18) uma nova operação de resgate de brasileiros que vivem na região de Miyagi, onde está a cidade de Sendai, que sofreu tremores intensos de terra e tsunamis. Serão enviados dois ônibus, um caminhão e uma van para a região. O Ministério das Relações Exteriores informou que os brasileiros retirados de Sendai serão levados para Tóquio.

Anteontem (15) foi resgatado um grupo de 25 brasileiros que moravam nas áreas de Miyagi e Fukishima – onde houve os acidentes nucleares. Do total de 254 mil brasileiros que vivem no Japão, 777 estavam em áreas consideradas de risco em decorrência dos tremores de terra, tsunamis e acidentes nucleares.

As regiões consideradas pelas autoridades como mais delicadas são Fukushima – por causa das explosões e vazamentos nucleares – e Miyagi, Iwate e Aomori – ameaçadas por causa dos acidentes naturais.

De acordo com o Itamaraty, há um esquema de plantão tanto na Embaixada do Brasil no Japão, quanto nos três consulados em funcionamento no país. Paralelamente, há funcionários da representação brasileira que percorrem as áreas mais atingidas para levantar as necessidades e entregar mantimentos.

No site do consulado do Brasil em Tóquio há uma relação dos locais que funcionam como abrigos em várias cidades japonesas. A maioria dos locais transformados em abrigos é de escolas primária e secundária. Para mais informações o endereço eletrônico é o do Setor de Assistência a Brasileiros (assistencia@consbrasil.org).

FONTE: Agência Brasil

Conselho de Segurança da ONU discute intervenção contra forças de Kadafi para salvar rebeldes

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quinta-feira, 17, que ainda há tempo para uma intervenção na Líbia. A ação, no entanto, ainda depende do aval do Conselho de Segurança a ONU. O órgão deve votar ainda hoje uma resolução que prevê ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi.

“O tempo está se esgotando rapidamente, mas acredito que ainda não seja tarde demais. Vai depender do Conselho de Segurança”, disse Rasmussen. “Acredito que a comunidade internacional e as Nações Unidas ficaram firmemente ao lado do povo líbio, se seu regime enfraquecido continuar a atacar seu povo”.

As forças de Kadafi estão próximas de Benghazi e prometem um ‘ataque final’ contra a capital rebelde. O filho do ditador, Said al-Islam, disse ontem que ‘já não haveria tempo’ para uma intervenção e que a situação se resolveria em ’48 horas’.

Decisão na ONU

Ontem, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, sinalizou que Washington já trabalha com medidas mais severas que uma zona de exclusão aérea contra as forças de Kadafi.

“Precisamos nos preparar para passos que incluem – mas que devem ir além – de uma zona de exclusão aérea, devido à evolução da situação no local. Esta medida tem limitações na proteção de civis sob risco imediato”, disse Rice. Os EUA já defendem o bombardeio de arsenal de Kadafi.

Na última semana, forças de Kadafi lançaram uma violenta contraofensiva para tomar território dominado pelo Exército rebelde líbio. Depois de controlar quase todo o leste do país e algumas cidades importantes no oeste, a dissidência recuou e atualmente domina apenas a área compreendida entre Benghazi e Tobruk, além de Misrata, no oeste.

O Conselho de Segurança da ONU discute desde quinta-feira uma resolução sobre a Líbia. EUA, Reino Unido, França e Alemanha já defendem uma intervenção mais severa. China e Rússia – dois dos países com direito a veto – precisam concordar com a medida. “Espero que haja progresso nesta quinta”, disse o embaixador chinês na ONU, Li Baodong.

 

FONTE: Estadão / AP e Reuters

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse nesta quinta-feira que o Japão está enfrentando uma catástrofe colossal. ”Se você observar o que está acontecendo no Japão, é claro que é um desastre nacional colossal, uma catástrofe”, disse Medvedev durante uma reunião com o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev.

A Rússia intensificou seu monitoramento dos níveis de radiação no extremo leste do país depois que um terremoto desencadeou uma série de acidentes na usina de Daiichi, em Fukushima, no norte do Japão.

O Ministério de Emergências disse que a radiação na região de Primorye, na Rússia, que inclui a cidade de Vladivostok e está separada do Japão apenas pelo mar do Japão, estava consideravelmente acima dos índices normais nesta quinta-feira.

“Espero que não haja problemas tão sérios, como cataclismas” na Rússia e em seus outros vizinhos, disse Medvedev durante uma reunião na residência Gorki, nos arredores do Moscou.

Referindo-se à seca do ano passado na Rússia, Medvedev disse que esperava uma melhor safra neste ano na Rússia e no Cazaquistão.

“Espero que as condições climáticas sejam favoráveis para a colheita”, disse Medvedev.

FONTE: Reuters

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Mais de 400 cidadãos franceses, dos cerca de 3 mil que se calcula que ainda estão em Tóquio, deixaram o Japão em dois voos fretados pelo Governo, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores.

Um avião decolou nesta quinta-feira do Japão para a Coreia do Sul com 241 passageiros a bordo, enquanto 185 passageiros aterrissaram na manhã de quarta-feira no aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris, entre eles 80 crianças de menos de 12 anos, ressaltou o ministério em comunicado.

Além disso, está previsto que outro avião parta esta tarde com os franceses que “desejem deixar o país” asiático, diante do risco do aumento dos níveis de radiação em Tóquio, devido aos escapamentos de vapor na central de Fukushima.

A companhia aérea Air France reforçou a capacidade de seus aviões e, desde quarta-feira, opera dois voos diários desde o Japão.

O ministério voltou a recomendar aos franceses que vivem nas regiões afetadas que “partam para o sul do país ou retornem à França”.

Além disso, ressaltou que, embora até agora não se tenha contabilizado nenhuma vítima francesa entre os mais de 5,4 mil mortos pelo terremeto e tsunami, o paradeiro de três dos franceses que vivem na região de Miyagi-Ken, ao norte da cidade de Fukushima, permanece desconhecido.

Terremoto e tsunami devastam Japão

Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 5,4 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso, os prejuízos já passam dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

FONTE: Terra/EFE

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Natuza NeryDE BRASÍLIA

O Palácio do Planalto começa a revelar pessimismo em relação à visita de Barack Obama, neste final de semana, e reclama da resistência dos EUA em discutir temas de interesse do Brasil, apesar do discurso corrente de implantar um novo capítulo nas relações entre os dois países.

Segundo a Folha apurou, a declaração de um funcionário da Casa Branca, publicada na edição de ontem do jornal, ajudou a “azedar” o clima pré-visita. Mike Froman, vice-conselheiro de segurança nacional de Obama, afirmou que a “viagem é fundamentalmente a respeito da recuperação econômica e exportações americanas”.

Nas palavras de um integrante da Presidência, trata-se de um visão utilitarista dos EUA sobre o Brasil, principalmente diante da preocupação da presidente Dilma Rousseff com o deficit comercial brasileiro em relação ao mercado americano — US$ 7,731 bilhões em 2010, em dados do Ministério do Desenvolvimento.

O desânimo foi reforçado pela informação de que o mandatário não iria a um jantar que Dilma havia sugerido no Palácio da Alvorada.

A equipe que negocia os termos do encontro oficial comunicou que Obama gostaria de deixar Brasília rumo ao Rio de Janeiro no fim da tarde de sábado, não por volta das 20 horas, como inicialmente pensado. Até segunda ordem, o evento se transformou em um rápido encontro de despedida.

Representantes da diplomacia brasileira, porém, evocam outro tipo de visão. Consideram que a chegada do presidente da mais importante economia do planeta em menos de três meses de governo já é, por si só, um “êxito”.

Apesar da contrariedade entre não diplomatas, o Itamaraty não faz reparos à lista de acordos e termos de cooperação que sairá da visita.

Dilma, embora reconheça o simbolismo da visita, tem dito a assessores que desejava ver do parceiro sinalizações mais concretas de aproximação. Na pauta de seus sonhos, o apoio à campanha brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

À medida que as negociações avançavam, multiplicavam-se as críticas no Planalto. Um interlocutor palaciano argumenta que os EUA tentam vender seus caças F18, mas dizem não aos aviões da Embraer.

Afirma que os americanos desejam entrar na indústria do pré-sal e cooperar na área energética, mas não discutem as tarifas à importação do etanol brasileiro.

Nas reuniões preparatórias, ministros relembram o financiamento de US$ 10 bilhões que a China concedeu à Petrobras no passado.

Um acordo para tratar de uma futura e gradativa eliminação da exigência de vistos a visitantes brasileiros nos EUA não deve sequer entrar nas conversas oficiais.

FONTE: Folha de São Paulo

O Estado continua na incômoda posição de constatar que o inimigo está sempre alguns passos adiante

Silvio Queiroz

Não tardou para que os acontecimentos dessem nomes e números ao alerta feito por uma autoridade brasileira, em conversa reservada com a coluna, sobre a perigosa associação entre crime organizado e terrorismo em alguns pontos vulneráveis do território brasileiro. No caso, os fatos se desenrolaram na tríplice fronteira do norte, com a Colômbia e o Peru. Lá, no início da semana, a Polícia Federal capturou o peruano Jair Ardena Michue, codinome Javier, apontado como líder de uma rede de narcotráfico baseada nas ilhas próximas a Tabatinga (AM), no Alto Solimões. Javier é acusado pela morte de dois federais em um confronto travado em novembro último. A operação contra o esquema do peruano, iniciada em 2009, já resultou em mais de 30 prisões e na apreensão de 1,5 tonelada de cocaína.
A região de Tabatinga e da cidade-gêmea colombiana de Letícia firmou-se nos últimos anos como corredor preferencial não apenas para traficantes de drogas, mas também para contrabandistas de armas. Sem falar nos indícios recorrentes de que ali a guerrilha colombiana das Farc tem uma de suas frentes logísticas, com tentáculos que descem o Solimões até Manaus. Nas palavras dessa autoridade, que integra há meses um núcleo especial formado para blindar o país contra a ameaça, o Estado continua na incômoda posição de constatar que o inimigo está sempre alguns passos adiante. E os bons resultados das operações policiais são pouco mais que um prêmio de consolação.

Trigêmeos

Não é por acaso que Tabatinga e Letícia estão no circuito em que operam, nem sempre com tanta discrição, agentes americanos da DEA, a unidade antitráfico dos EUA. Foi nessa área que, em 2008, o Exército localizou pela primeira vez plantações de coca do lado brasileiro da fronteira (foto). As duas cidades são o centro nervoso de um pacote de acordos de cooperação em defesa firmados em 2008 pelos então presidentes Lula e Álvaro Uribe. De lá para cá, militares e policiais brasileiros e colombianos têm feito exercícios e operações conjuntos, pelo menos um deles de maior porte, envolvendo patrulhamento aeronaval de uma fronteira naturalmente porosa.
A notícia mais recente, que passou relativamente despercebida, foi a realização de exercícios de controle de fronteira também com o Peru, em janeiro último. A área escolhida foi a de Assis Brasil (AC), mais a oeste da tríplice fronteira. Mas a prisão do “capo” peruano no Amazonas apenas ressalta a natureza trigêmea do inimigo. Por sinal, o pacote de acordos firmado em 2008 inclui um que é tripartite, indicação de que não vem de hoje a percepção de que o problema não se resume a Brasil e Colômbia. Inclusive porque, em parte como efeito colateral do relativo sucesso na erradicação de cultivos em solo colombiano, o Peru arrebatou nos últimos anos o “troféu” de maior produtor mundial da folha de coca, matéria-prima da cocaína.

Indefinição crítica

Para além das implicações imediatas no âmbito do combate ao narcotráfico, a confrontação com redes criminosas estabelecidas em uma fronteira não apenas tripla, mas extremamente vulnerável pela geografia, preocupa tanto mais num momento de indefinição para a área crítica do contraterrorismo. De saída, patina há anos um projeto para tipificar o crime de terrorismo, ausente da legislação penal brasileira. Ainda mais aguda, para diferentes partes envolvidas no esforço, é a reorientação da Abin. Enquanto o Planalto pisa em ovos para restabelecer as bases da relação entre a agência, o GSI e o comando militar, o setor (como todo o governo federal) se enquadra ao rigor dos cortes orçamentários.
No âmbito estrito da inteligência, há receios de que justamente a unidade de contraterrorismo, ainda nos passos iniciais, seja atingida. E isso embora o país esteja às portas de sediar eventos que soam como chamarizes: antes mesmo da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, teremos neste ano os Jogos Militares, e em 2013 a Copa das Confederações.

Cooperação fluida

São preocupações que invadirão a agenda diplomática, desde logo com a visita de Barack Obama, dentro de duas semanas. Com a colega Dilma, o presidente americano deve falar mais diretamente dos negócios que a organização das competições pode favorecer. Mas é certo que os arranjos de segurança para as delegações americanas serão discutidos cada vez mais amiúde. Até porque, como relatam os funcionários brasileiros das diversas áreas envolvidas, nos afazeres cotidianos da área policial e de inteligência, a cooperação com os americanos — e não apenas com eles — é fluida.

FONTE: Conexão diplomática – Correio Braziliense

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Ditador diz que vai substituir empresas ocidentais por outras chinesas, russas e brasileiras

O governo de Muamar Kadafi convidou nesta quarta-feira, 2, o Brasil, a União Africana (UA) e os países da conferência islâmica a assumir o papel de observadores da crise política no país. A informação foi revelada há instantes pelo embaixador do Brasil na Líbia, George Fernandes.

O diplomata participou de um encontro promovido pela cúpula do regime de Kadafi, no qual o ditador fez um discurso transmitido pela TV estatal.

No pronunciamento, o coronel disse também que iria substituir bancos e empresas ocidentais que atuam na Líbia por outras de China, Rússia e Brasil.

FONTE: Estadão

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