Página 5 de 6« Primeira...23456

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta terça-feira um lançador de mísseis (sic) AT-4, de fabricação sueca e com poder bélico capaz de destruir tanques de guerra. Dentro de uma capa de violão, o artefato militar era transportado por dois indivíduos em uma moto no bairro dos Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A dupla abandonou o lançador e conseguiu fugir durante a perseguição.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Fraudes do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), uma equipe realizava levantamentos nas proximidade do conjunto habitacional Marcos Freire quando desconfiou dos ocupantes da moto. Segundo o delegado Adalberto Barbosa, titular da Divisão de Investigações sobre Furto e Roubo de Veículos e Cargas, o garupa da moto carregava uma capa para instrumentos, mas o formato do objeto atraiu a atenção dos policiais, que pensaram se tratar de um fuzil.
A perseguição, conforme a polícia, começou na avenida marginal Norte Sul. Os desconhecidos jogaram a capa no chão e conseguiram fugir pelas vielas de uma favela. Ao abrirem o invólucro, os policiais se surpreenderam com o conteúdo. O lançador estava sem o míssil, segundo o Deic. Ainda segundo o delegado Barbosa, o artefato é utilizado por unidades militares brasileiras. Representantes do Exército estão tentando identificar a procedência da peça.

FONTE: Terra

*NOTA DO EDITOR: o título original traz “lança-míssil”.

Tagged with:
 

A região brasileira com o menor número de armas legalizadas apresenta os maiores índices de violência

Na edição de 2010 dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável no Brasil, feito pelo IBGE, a Região Nordeste apresenta a maior taxa média de homicídios (2007): 29,6 homicídios por 100 mil habitantes. É também no Nordeste que se encontra o estado mais violento do Brasil. Alagoas apresenta a assustadora taxa de 59,5 homicídios por 100 mil habitantes.

O que causou espanto para alguns especialistas em segurança pública é que o Nordeste apresenta o que parece, à primeira vista, um enorme paradoxo, pois de acordo com dados da Polícia Federal a região possui a menor taxa de armas legais do Brasil. A taxa nordestina é de apenas 1,4 armas legalizadas para cada 100 mil habitantes.

O maior número de armas legais encontra-se na Região Sul, com a taxa de 26,55 armas legais para cada grupo de 100 mil habitantes, e é também nesta região que estão as menores taxas de homicídios de todo o Brasil, hoje em 21,4 homicídios para cada 100 mil habitantes. Também fica na Região Sul o estado menos violento, Santa Catarina, com a taxa de apenas 10,4 homicídios para 100 mil habitantes.

Para Bene Barbosa, especialista em segurança e presidente da ONG Movimento Viva Brasil, não há qualquer paradoxo nesses números, já que nenhuma pesquisa no mundo até hoje provou que há ligação direta entre a existência de armas legais em uma sociedade e o número de homicídios: “Algumas pessoas me criticam quando utilizo os EUA como parâmetro de não relação entre armas e crimes por ser o exemplo de um outro país, com outra realidade. Porém, agora isso ocorre dentro de nosso país, onde temos uma região com pouquíssimas armas e um número elevadíssimo de homicídios”, destaca. E acrescenta: “Isso prova que não é a arma legal, em posse do cidadão de bem, do trabalhador que está sendo utilizada para se cometer homicídios”.

Para Barbosa, a lei 10.826/03, apelidada de Estatuto do Desarmamento, fracassou indiscutivelmente uma vez que não impede e nunca impedirá que os criminosos tenham acesso às armas, enquanto coloca o cidadão em uma situação muito delicada perante os criminosos, por dificultar a posse legal de armas.

O estudo Homicídios por Armas de Fogo no Brasil – taxas e números de vítimas antes e depois da Lei do Desarmamento, da Confederação Nacional dos Municípios, traz conclusão parecida. “Tráfico de armas, acesso a armas ilegais, delinquência, impunidade, homicídios são alguns dos elementos que compõem essa teia do crime. O que se vê é que o tão aclamado Estatuto do Desarmamento foi mais uma lei inócua, que conseguiu tirar de circulação uma quantidade de armas legais, mas não passou perto ao menos da tentativa de lidar com o tráfico de armas ilegais”, diz um de seus trechos.

Voltando a Alagoas, podemos utilizar como exemplo a série histórica do uso de armas de fogo em homicídios de Maceió, que, em 1999, apresentava o uso de armas de fogo em apenas 23,4% dos homicídios e, em 2008, aponta a taxa de uso de 96,6%.

Parece que não resta dúvida que, durante anos, o foco em segurança pública ficou fixo em algo completamente ineficaz para se combater a criminalidade e os governos estaduais e, principalmente, o federal consigam fazer uma autocrítica, assumir o erro e implantar uma política que realmente proteja o cidadão, para que não se perca milhares de vidas todos os anos.

Íntegra dos estudos:

FONTE: Movimento Viva Brasil

Tagged with:
 

Assistimos hoje ao “Tropa de Elite 2″ e gostamos muito do que vimos. A sequência de “Tropa de Elite” agora é bem mais complexa e mostra a relação do poder público com a polícia e os terríveis tentáculos da corrupção que permeia o sistema.

No filme que custou R$ 12,5 milhões, o herói brasileiro Capitão Nascimento (agora Coronel) desta vez troca a farda pela gravata. Ele sai do Bope e torna-se subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Nascimento ganha a guerra contra as drogas, mas milícias formadas por policiais corruptos se aproveitam dessa vitória para transformar miséria em dinheiro, com o apoio de políticos.

Para quem gosta do tema “Segurança Pública”, o filme é um prato cheio. Destaques para as sequências onde aparecem o helicóptero UH-1 “Caveirão do Ar” da Polícia Civil apoiando uma incursão do BOPE e o novo fuzil da Imbel IA-2, que foi usado para defender o Coronel Nascimento de um atentado. Se você também assistiu ao “Tropa 2″, deixe aqui seu comentário. Caveira!

Veja mais detalhes do filme no Blog “Filme, Pipoca e Coca-Cola”.

Medida será colocada em prática pelo Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da Polícia Militar assim que a corporação adquirir a nova frota de 16 aeronaves e blindados

Por Rodrigo Rebechi 02/10/2010


O Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da Polícia Militar vai disponibilizar um helicóptero para atuar somente nas cidades de Niterói e São Gonçalo. A medida será colocada em prática assim que a Polícia Militar adquirir a nova frota de 16 aeronaves e blindados que vão reforçar até 2016 o patrulhamento aéreo na capital e na Região Metropolitana do Rio.

“Estamos hoje com três aeronaves que fazem o patrulhamento tanto na Região Metropolitana, quanto na capital. Mas com as novas aquisições para os próximos anos, a região que abrange Niterói e São Gonçalo terá um helicóptero modelo Esquilo disponível para patrulhamento apenas nas duas cidades”, garantiu o major Rogério Cosendey, oficial do GAM.

Segundo o militar, o patrulhamento aéreo, atualmente, é direcionado de acordo com a demanda diária das cidades. “Normalmente, o GAM dá mais suporte à capital, por causa de sua maior demanda. Mas também atuamos em Niterói, caso haja alguma solicitação”, disse Cosendey, lembrando que um helicóptero participou de perseguição aos bandidos que roubaram uma financeira há duas semanas no Centro do município.

Além do helicóptero modelo esquilo, avaliado em R$ 4,4 milhões e capaz de transportar de dois a seis militares, também estão sendo adquiridas aeronaves blindadas do modelo Bell Huey 2, com custo aproximado de R$ 6,9 milhões cada. Uma delas, americana, já batizada pelos PMs de Sapão, chegará ao GAM em janeiro do ano que vem. O aparelho, com capacidade para transportar até 15 policiais, receberá blindagem em toda a sua estrutura.

Também foi escolhido o modelo Black Hawk, com blindagem para suportar tiros de fuzil 7.62. Mesmo atingido, o helicóptero consegue pousar sem riscos, já que possui duas turbinas. As duas aeronaves serão usadas tanto em ações de apoio ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), quanto no resgate de vítimas de calamidades.

FONTE: www.ofluminense.com.br / COLABOROU: Sergio Cintra

RIO – Veio de Arzamas, na Rússia, e viajou durante um mês num navio que partiu de São Petersburgo o possível “caveirinha”: um veículo blindado usado pelo Exército russo, com dimensões menores que as do caveirão da Polícia Militar, e que poderá ser adotado pela corporação. O veículo foi cedido pelo fabricante, Rosboron Export, para ser testado por um ano pela PM e poderá reforçar a segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Trata-se da quarta geração de um blindado projetado e construído para o transporte de tropas em qualquer tipo de terreno.

Com 2,10 metros de largura, 5,70 de comprimento, 6.200 quilos, motor a diesel e capacidade para 11 pessoas (no caveirão são 17), o veículo de patrulhamento em áreas conflagradas chegou ontem ao Centro de Manutenção de Veículos Blindados da PM, na sede do Batalhão de Choque. Assim que chegou, foi cercado por mecânicos e outros militares curiosos.

O modelo custa cerca de R$ 1 milhão. Teremos dois dias para conhecer o veículo a fundo, antes de entregá-lo para o Bope. Por isso, perguntem tudo. Vamos avaliar esse veículo para ter um diagnóstico completo – disse à tropa de mecânicos o coronel Cid Souza, chefe do centro de manutenção.

O comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes, que esteve na Rússia para conhecer o modelo, disse que pediu à empresa algumas adaptações para a realidade fluminense,como ar-condicionado e blindagem da caixa do motor.

FONTE: O Globo

RIO – A Polícia Federal tem planos para usar um avião não tripulado para vigiar a cidade e, principalmente, as favelas do Rio em 2014. Para isso, pretende comprar 14 aeronaves e montar quatro bases de operações no país. Pelo menos um avião será usado em operações de combate ao tráfico na cidade. Batizada de Vant (veículo aéreo não tripulado), a aeronave é capaz de voar por 37 horas ininterruptas, cobrindo mais de mil quilômetros.

Durante o vôo, o aparelho pode fotografar ou filmar com nitidez pessoas ou objetos no solo, de uma altura que pode chegar a 30 mil pés (cerca de dez quilômetros). A primeira fase, considerada de testes, já começou: o Vant tem patrulhado os limites do Brasil, com especial atenção para a fronteira com o Paraguai, no combate ao tráfico de armas e drogas e ao contrabando.

Também pensando na Copa do Mundo do Brasil, a PF enviou para a África do Sul oito policiais, lotados nos setores de imigração; inteligência; segurança de dignitários e antibomba, e ainda um servidor que atuou como adido. Os policiais tiveram como missão, segundo informou a PF, fazer análise crítica da estrutura de segurança adotada pela África do Sul, visando a coleta de informações que podem ser úteis no planejamento estratégico e operacional da PF para a Copa do Mundo de 2014.

FONTE: O Globo

Tagged with:
 

Pará será o primeiro de 11 estados a ter batalhão especializado. Policiais terão binóculos com câmera, aviões anfíbios e helicópteros

Barra de Cinco Pixels

Lanchas serão usadas para proteger fronteiravinheta-clipping-forteO policiamento de nove dos 11 estados do país que têm fronteira seca vai receber reforço a partir de 15 de junho deste ano. A cidade de Breves (PA) será a primeira a receber um batalhão com policiais civis e militares treinados para atuar no combate ao crime na região fronteiriça. O efetivo vai contar com equipamentos de última geração como binóculos com câmera, aviões anfíbios, helicópteros tripulados e não-tripulados e lanchas que conseguem navegar em lâminas de 20 centímetros de água. O país tem 16,8 mil quilômetros de fronteira seca.

Cada estado receberá verba federal de até R$ 9 milhões para implementar o projeto, chamado Policiamento Especializado de Fronteira (Pefron), que está previsto no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Segundo Daniel Rocha, coordenador do Pefron, serão investidos R$ 144 milhões nos dois primeiros anos. A partir de 2012, o custo total estimado pelo governo Federal é de R$ 55 milhões por ano.

O objetivo é combater crimes típicos da região como o tráfico de drogas, contrabando de armas e munições, roubo de cargas e veículos, tráfico de pessoas, exploração sexual e crimes ambientais. Segundo o Ministério da Justiça, até sexta-feira (30), os governos do Paraná e do Rio Grande do Sul ainda não haviam assinado o convênio. Participarão do programa policiais do Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Os policiais civis e militares serão formados pelo Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP). “A primeira turma de agentes entrou na sala de aula no fim de abril e estará pronta até 15 de junho deste ano. A primeira base móvel do Pefron será instalada no Estreito de Breves, que tem cerca de 80 metros de profundidade e é um local estratégico no combate ao crime na região”, disse Geraldo Araújo, secretário de Segurança Pública do Pará.

Cada base terá cerca de 46 agentes e receberá equipamentos de acordo com a geografia da região. “No Pará, o nosso objetivo será combater o narcotráfico, a entrada de armamento ilegal vindo do Suriname, o tráfico de drogas da Colômbia e assaltos a embarcações de carga e de passageiros nos rios paraenses”, afirmou Araújo.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) espera reduzir o número de registro de pessoas desaparecidas no país. Segundo dados do órgão, cerca de 33 mil casos são registrados anualmente no Brasil e as vítimas seriam transportadas pelas fronteiras secas até os países vizinhos.

Araújo disse ao G1 que foram presos 2,7 mil traficantes no estado apenas em 2009. “Investimos R$ 17 milhões em equipamentos de inteligência policial. A próxima etapa será a aquisição de 12 helicópteros não-tripulados, capazes de voar a três quilômetros de altura e fazer imagens precisas das áreas sobrevoadas.” Para operar os helicópteros serão necessárias dez pessoas.

Atualmente, o policiamento de fronteira cabe aos estados e às Forças Armadas. O Ministério da Justiça cita o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) como exemplo de eficiência na atuação repressiva na região fronteiriça. O Pefron tem o objetivo de intensificar esse trabalho.

A primeira etapa do Pefron no Pará será a formação dos policiais selecionados e a aquisição de embarcações, carros com tração 4×4, binóculos com câmera digital, microcâmeras sem fio, microfones, geradores e equipamentos de visão noturna.

O projeto atingirá 571 municípios brasileiros que estão localizados nas fronteiras da Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O cronograma do Pefron prevê a construção de 11 bases móveis nos primeiros 12 meses e a incorporação de 1.100 policiais na corporação.

FONTE: G1

Tagged with:
 

(CEL-MA) Registro um entrave que o Exército (principal protagonista no sistema de controle de armas no Brasil) faz para as Polícias Militares na aquisição de armas. Hoje só autorizam a compra de armas caso seja pela IMBEL (fábrica de armamento brasileiro, cujo principal acionista é o Exército). Uma pistola .40 da Imbel custa $1.700,00, já uma pistola GLOCK (melhor do mundo, Austríaca) custa 450 dólares, com todas as taxas de importação, isto é, metade do preço. A Polícia Militar do RJ quer comprar 40.000 pistolas e não consegue autorização do Exército para comprar o melhor equipamento pela metade do preço. A PM-RJ já realizou algumas licitações internacionais, mas, continuamos vivendo sob as restrições irracionais do exército.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

Tagged with:
 

anfibio 1

vinheta-clipping-forteA Polícia Militar do Estado de São Paulo começa a testar nesta quarta-feira dois “veículos anfíbios” capazes de se locomover tanto na terra quanto na água, e que podem ser empregados para resgatar pessoas perdidas em matas ou áreas de difícil acesso durante alagamentos.

Um dos carros, no modelo 6×6, será utilizado pelo Comando de Operações Especiais (COE) e, o outro, modelo 8×8, será destinado ao Corpo de Bombeiros.

Os dois “carros anfíbios” importados do Canadá serão testados por 15 dias. Segundo a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo (SSP-SP), caso passem nos testes, a aquisição dos veículos será formalizada pelo governo por R$ 130 mil, sendo que o modelo 6×6 custa R$ 60 mil, e o 8×8, R$ 70 mil.

Segundo o porta-voz da Diretoria de Logística da Polícia Militar, capitão Samuel Loureiro, os veículos são adaptáveis e podem receber equipamentos para cada tipo de ocorrência. “Esperamos que no teste eles (veículos) passem de forma satisfatória para que possamos ter melhores condições de atender a população”, comenta.

O modelo 8×8, destinado aos bombeiros, já vem com uma maca, um guincho para 1,3 mil quilos e sistema de engate para resgate. Ele também é útil no transporte de equipamentos em áreas pantanosas. “Queremos ampliar nossa capacidade de atuação com veículos e novos equipamentos”, complementa o capitão Loureiro.

Os veículos são movidos a gasolina e têm o sistema de tração por correias. Segundo o capitão Loureiro, ao entrar na lâmina d’água, o carro passa a flutuar por meio do casco e o conjunto de pneus o ajuda a navegar. “A tração inicial é feita pela própria rotação dos pneus, como se fosse um sistema de barco a vapor.”

anfibio 2

FONTE: Último Segundo

 

vinheta-clipping-forteA Polícia Militar explodiu na tarde da última segunda-feira um pacote suspeito enviado à Embaixada do Reino Unido em Brasília, como informaram hoje porta-vozes policiais.

Os policiais foram alertados depois que funcionários da embaixada receberam pelo menos seis telefonemas com ameaças.

Membros do Batalhão de Operação Especiais da Polícia Militar de Brasília consideraram suspeito um pacote recebido por correio e que mostrava apenas o nome da cidade de Recife como remetente.

Apesar de cães treinados para detectar artefatos explosivos não terem tido nenhuma reação ao pacote e de os aparelhos de raios X também não terem detectado nada, a Polícia considerou mais prudente explodir a caixa de madeira.

O tenente Ricardo Napoleão Ferreira, oficial do Batalhão de Operações Especiais responsável pela operação, que se estendeu por quase quatro horas, reconheceu que aparentemente o pacote não representava perigo.

A Polícia chegou a isolar um setor em frente à embaixada onde o pacote foi detonado e a interromper o trânsito por alguns minutos.

Segundo o tenente, a Polícia de Brasília atende em média 12 alarmes falsos de bomba por mês.

Fonte: EFE

Nota do Editor: Será que o Brasil está entrando na rota de organizações terroristas? Será que estamos preparados para lidar com esse problema?

Tagged with:
 

vinheta-clipping-forteEspecialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram na quinta-feira ao Iraque e aos Estados Unidos que garantam que a matança de ao menos 14 civis iraquianos em 2007, pela qual foram acusados seguranças da empresa Blackwater, chegue até a Justiça.

blackwaterO Iraque disse na segunda-feira que apresentaria uma ação judicial contra a empresa de segurança norte-americana pelas mortes em Bagdá, rechaçando a decisão de um juiz dos EUA que na semana passada rejeitou as acusações.

A ONU disse em comunicado que o caso ressaltava a necessidade de uma “supervisão credível” das empresas de segurança que trabalham para os Estados Unidos e outros governos em zonas de guerra.

Bagdá e Washington devem cooperar para resolver a matança, cometida em uma rotatória de Bagdá em setembro de 2007, “e os envolvidos devem ser responsabilizados por completo”, indicou.

O incidente da Blackwater destacou o crescente uso por parte do Pentágono de seguranças privados em zonas de guerra, e para os iraquianos simbolizou o desprezo a suas vidas por parte das forças estrangeiras no país.

Os guardas de segurança privada que protegiam o pessoal norte-americano receberam imunidade perante o processo nas Coster iraquianas após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

“Respeitamos a independência da Justiça dos Estados Unidos e os requerimentos para um devido processo, mas nos preocupa que a recente decisão de rejeitar o caso contra os guardas da Blackwater leve a uma situação na qual ninguém seja responsabilizado pelas graves violações dos direitos humanos”, disse a presidente do grupo de especialistas independentes da ONU, Shaista Shameen.

FONTE: REUTERS / Agência Estado – Reportagem de Stephanie Nebehay

Tagged with:
 

‘Caveirinha’, o irmão mais novo do Caveirão

Exército adapta e desenvolve equipamentos de uso militar para serem utilizados no combate à criminalidade nas grandes cidades brasileiras

Enviado Especial

Acostumados a desenvolver equipamentos exclusivamente para uso militar, o Exército passou a adaptar suas tecnologias para a segurança pública. Uma das novidades que serão usadas para combater a criminalidade é o Vespa 01, que está em fase de teste e foi encomendado pela Secretaria de Segurança do Rio. O veículo é parecido com o Caveirão, o blindado usado pela Polícia Militar do estado para entrar em morros e favelas fluminenses. A diferença é que o carro em desenvolvimento vai substituir as tradicionais patrulhas de rua. Outra inovação é o Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant), capaz de voar a uma altura que possibilita transmitir imagens para a terra, sem correr o risco de ser atingido por tiros.

Já apelidado de Caveirinha, pela semelhança com o outro veículo da PM fluminense, o Vespa 01 tem a aparência de um carro-forte e sua estrutura também é similar. Consegue atingir uma velocidade de até 120 quilômetros por hora e possui celas em seu interior capazes de abrigar até seis presos. Nos testes feitos pelo Centro de Tecnologia do Exército (CTEx), em Guaratiba, no Rio, onde o veículo foi criado e está em fase de avaliação, os engenheiros militares conseguiram atingir as quatro metas que pretendiam: mobilidade, segurança, baixo custo e manutenção barata. O projeto foi desenvolvido pelo CTEx com financiamento da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

“O conceito que estamos implantando nas Forças Armadas é para que os equipamentos desenvolvidos por nós sejam também usados na segurança pública”, afirma o coronel Hildo Vieira Prado Filho, subchefe do CTEx. Ele explica que, não apenas o Vespa 01, mas outros tipos de veículos já estão sendo feitos com essa finalidade. Um deles é o Módulo de Telemática Operacional (MTO), uma espécie de estação de telefone celular instalada dentro de uma viatura. O sistema permite acessar os rádios de uso militar e policial à rede pública de telefonia fixa ou móvel, transmitir vídeos e acessar a internet a uma distância de até 100km.

A intenção é fazer pequenas adaptações nos protótipos que estão em fase de teste no CTEx para que sejam também usados na segurança pública. O equipamento tem uma antena que capta informações de uma área em torno de 80km². O custo é inferior a tecnologias que estão sendo desenvolvidas em outros países, como em Israel, que vai gastar US$ 30 milhões com o mesmo sistema. “As oito viaturas que estamos fazendo e mais 22 postos portáteis (maletas móveis) custarão R$ 8 milhões”, explica Prado.

Luneta

Outro equipamento previsto não apenas para fins militares, mas também para a indústria ótica, é uma luneta de imagem térmica, que poderá mostrar imagens em ultravioleta da temperatura de uma pessoa ou de um objeto que ela esteja usando. O mecanismo, criado pelo CTEx com o apoio de empresas nacionais, já foi testado no 1º Batalhão de Forças Especiais, em Goiânia, e mostrou bons resultados. O uso do material pela polícia permitirá identificar elementos no corpo de uma pessoa, com mais profundidade que um aparelho de raio-x ou de uma luneta de visão noturna.

Além desses equipamentos, o CTEx vai colocar à disposição das polícias simuladores de tiros de fuzil, que reduzirá os custos de treinamentos, principalmente na compra de munição. Em fase de testes também está o Vant(1), que hoje já é usado pela Polícia Federal nas áreas de fronteira.

Veículo sul-africano

Diferentemente do Caveirinha que está sendo desenvolvido com tecnologia militar brasileira, outro Caveirão que o governo fluminense vai comprar para ser usado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio é de origem sul-africana. Construído para ações de emergência, o veículo pode transportar até 11 PMs, seis a mais que o similar construído pelo Centro de Tecnologia do Exército (CTEx), mas a velocidade é menor: 105km/h.

O veículo é uma das mais poderosas armas utilizadas pela polícia fluminense para transpor obstáculos colocados propositalmente nas entradas dos morros, favelas e territórios controlados pelos traficantes. Pode passar por lombadas, sobe ladeiras com óleo e derruba barricadas.

1- Tráfico

Os primeiros testes feitos pela PF começaram a ser realizados em julho deste ano, no Paraná. A intenção é estender o projeto para todas as áreas de fronteira, principalmente onde há rota de tráfico de drogas. A Polícia Federal pretende utilizar o Vant também em operações contra crimes ambientais. Seu uso, porém, precisar ser regulamentado por um decreto do governo. A Organização das Nações Unidas (ONU) questiona a segurança do equipamento quando utilizado em áreas urbanas.

FONTE: Correio Brasiliense

 

Polícia apreende armamento que pode ter sido usado para derrubar o helicóptero

Polícia Militar informou nesta segunda (19) que o capitão Marcelo de Carvalho Mendes, que era o copiloto do helicóptero que explodiu ao fazer um pouso forçado no sábado (17), já recebeu alta. O atirador de elite major Busnello, baleado na perna durante o confronto, também já foi liberado.

Outro ferido no acidente, o cabo da Polícia Militar Anderson dos Santos, permanece internado em estado estável no Hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador, subúrbio do Rio. Ele teve 9,5% do corpo queimado e precisou de cuidados especiais. Além das queimaduras, ele teve fraturas no fêmur provocadas por disparo de arma de fogo. O policial evolui bem e respira sem a ajuda de aparelhos. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o capitão Marcelo Vaz de Souza, que estava pilotando o helicóptero, já recebeu alta.

Os soldados Marcos Standler Macedo e Ediney Canazaro morreram na queda do helicóptero. O cabo Izo Gomes Patrício morreu nesta segunda no hospital. Ele estava internado no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, em estado gravíssimo, com queimaduras em 96% do corpo.

Operações sem data para terminar

As operações da Polícia Militar não têm data para acabar, e a Zona Norte do Rio permanecerá cercada. As informações são do major Oderlei Santos, relações públicas da PM. Durante as seis operações realizadas nesta segunda-feira, três suspeitos foram presos no Jacarezinho, subúrbio do Rio. A polícia apreendeu ainda drogas, munições e armamentos pesados. Ao todo, quatro mil policiais foram mobilizados. “Não tem prazo para término. A Polícia Militar vai atuar incansavelmente na busca e captura desses criminosos. Se eles resistirem, haverá confronto. E a polícia não vai recuar”, afirmou o major.

Os três suspeitos foram presos por policiais do 3º BPM no Jacarezinho, onde também foram apreendidos uma pistola .40, cem papelotes de cocaína e cem trouxinhas de maconha. Na região, também participaram da operação policiais do 14º BPM e da Companhia de Cães. Outras três motos foram apreendidas por policiais do Bope, em Manguinhos, também no subúrbio.

Armamento pode ter sido usado em tiroteio de sábado

Na Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, policiais do 20 BPM apreenderam grande quantidade de entorpecentes, além de duas carabinas calibre 12, um rifle .30 antiaéreo, um fuzil 762 Madsen, uma submetralhadora URU e munições de diversos calibres. Segundo a polícia, parte do armamento apreendido pode ter sido usado para derrubar o helicóptero da PM, no tiroteio de sábado (17), no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Essa hipótese será agora investigada pela polícia.

Durante a ação na Chatuba foram apreendidos ainda dois coletes a prova de balas, uma espada de Samurai, sete uniformes falsos do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e dois botijões de gás com fundo falso, que seriam usados para transportar armas e drogas.Segundo o major Oderlei, policiais estão de prontidão na capital, na Baixada Fluminense, na Zona Oeste e na Grande Niterói, na Região Metropolitana. Nesta segunda, dois mil foram mobilizados na capital e outros dois mil nas demais regiões. De acordo com o major, caso seja necessário, o mesmo efetivo poderá ser usado nesta terça-feira.

Ainda segundo a polícia, o tipo de helicóptero atingido pelos criminosos não possui caixa preta. Os restos da aeronave, no entanto, serão periciados.

FONTE: G1 / FOTO: Felipe Dana, AP

LEIA TAMBÉM:

Tagged with:
 

17_PHG_rio_macacos_helicoptero

Polícia foi acionada após tiroteio entre traficantes no Morro dos Macacos. Piloto foi baleado e três oficiais sofreram queimaduras após explosão

Um helicóptero da Polícia Militar explodiu após pouso forçado durante operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, neste sábado (17). O piloto foi baleado e teve problemas na aterrissagem. A aeronave explodiu na sequência, mas ele e os outros três oficiais conseguiram sair com queimaduras. A polícia foi acionada após moradores relatarem intenso tiroteio no local por volta da 1h30, após uma facção rival, do Morro São João, tentar invadir a favela. Três corpos foram encontrados, segundo a PM. Policiais do 6º BPM (Tijuca) estão no local, com o apoio do veículo blindado da Polícia Militar.

Seis feridos em Benfica

Seis pessoas ficaram feridas num confronto com criminosos na noite de sexta-feira (16), na Favela Parque Arará, em Benfica, no subúrbio. As informações são do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), também no subúrbio, para onde as vítimas foram levadas. Entre as vítimas há dois adolescentes e uma criança. O tiroteio teria começado por volta das 19h30. De acordo com o comandante, policiais militares do 22º BPM faziam patrulhamento de rotina na Avenida Dom Hélder Câmara, próximo a Avenida Leopoldo Bulhões, quando desconfiaram de cerca de dez homens que deixavam a favela. Ao perceberem a presença dos policiais, os traficantes atiraram e iniciaram o tiroteio. Segundo a Polícia Militar, três criminosos foram mortos, entre eles um homem apontado pela polícia como o chefe do tráfico de drogas da comunidade.

Criminosos lançam granada

Ainda de acordo com o comandante do 22º BPM, após o confronto, os criminosos retornaram ao local e lançaram uma granada para dentro da Favela Parque do Arará. O artefato explodiu e feriu um policial militar, uma menina de 6 anos e um adolescente, de 16. Os três também foram socorridos no Hospital Geral de Bonsucesso. Um homem e um outro adolescente ficaram feridos por estilhaços de granada e foram levados para o Hospital Central do Exército, em Benfica. Em seguida, de acordo com a polícia, eles foram encaminhados para o Hospital Geral de Bonsucesso. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Espingarda e granadas apreendidas

De acordo com o tenente-coronel Amaury Simões, os criminosos pretendiam praticar uma série de roubos na região de Manguinhos, também no subúrbio. Com os mortos, a polícia apreendeu três pistolas, uma espingarda calibre 12, quatro granadas e drogas. Policiais do 22º BPM reforçaram a segurança nas avenidas Dom Helder Câmara, Leopoldo Bulhões e Brasil. O policiamento nos principais acessos à favela também foi reforçado.

Policiais morrem em queda de helicóptero

A secretaria de segurança acaba de confirmar que dois policiais morreram e três ficaram feridos na queda de um helicóptero, durante sobrevoo no Morro do São João, no Engenho Novo. A aeronave fazia uma incursão no local, já que bandidos do Morro do São João invadiram o Morro dos Macacos, em Vila Isabel. FONTE: G1/Extra / FOTO: Fabiano Rocha-Jornal Extra

Tagged with:
 

Charles Rodrigues E Francisco Edson Alves

Depois de granadas, armas antiaéreas e explosivos caseiros, criminosos do Rio parecem dispostos a recorrer a um arsenal ainda mais pesado para impor o terror na guerra entre quadrilhas rivais. No fim da noite de quarta-feira, policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) apreenderam, no Morro do Pinto, na Zona Portuária, uma ogiva de 76 milímetros, com capacidade para armazenar cerca de meio quilo de explosivo, de uso exclusivo das Forças Armadas e que só pode ser disparada por canhões.

Há pouco mais de uma semana, uma granada de bocal anticarro de combate — outro tipo de munição com grande poder de destruição — também foi apreendida pela polícia na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte.

A ogiva, que pesa cerca de 10 quilos, estava em uma mochila, abandonada por volta de 23h na esquina das ruas Pedro Álvares e Moreira Pinto, por três bandidos que conseguiram fugir durante perseguição.

Só este ano, pelo menos 80 projéteis do Exército com alto poder de explosão já foram apreendidos no Rio, a mesma quantidade registrada durante todo o ano passado, segundo informações do Esquadrão Antibombas.

A maioria dos artefatos teria sido furtada do Centro de Instruções de Gericinó, uma extensa área de treinamento do Comando Militar do Leste, na Zona Oeste, e estava inerte, ou seja, com cápsula deflagrada ou sem carga de projeção. A polícia aguarda o laudo, que deverá sair nos próximos dias, para conhecer o poder de destruição da ogiva apreendida.

De acordo com peritos do Esquadrão Antibombas, a ogiva pode causar estragos e mortes num raio de 20 metros e destruir uma casa, por exemplo. Já a granada de bocal tem capacidade para perfurar uma estrutura de aço de 10,5 centímetros de espessura. “Destrói facilmente um Caveirão, que é revestido por duas placas de 6 mm cada uma. Ambos são usados em guerras”, comentou um agente da unidade.

FONTE: O DIA, via sinopse diária

 

De origem militar, sistema ‘caça-tiros’ desembarca no país

No mês passado, numa tarde de domingo, o menino William Moreira da Silva, de 11 anos, empinava pipa em uma fábrica em Barros Filho, na zona norte do Rio de Janeiro, quando foi atingido por uma bala perdida. Algumas testemunhas disseram que o tiro partiu de policiais militares que costumam fazer ronda na região. A PM negou as acusações e informou que não tinha feito nenhuma operação por ali. Suspeita-se também que seguranças da fábrica possam ter trocado tiros com traficantes de drogas. William chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O caso segue sob investigação.

Episódios de violência como esse, em que a identificação do culpado pelo homicídio é uma tarefa difícil, já levou a polícia de diversas cidades dos Estados Unidos a adotar uma tecnologia de uso militar para encontrar os culpados e, em muitas ocasiões, salvar vidas.

O chamado “sistema de detecção de disparos de armas de fogo” é uma invenção da americana ShotSpotter, empresa do Vale do Silício, na Califórnia. A companhia, que até agora só atuava nos EUA, acaba de montar um escritório no Rio. O plano é inaugurar mais duas instalações em breve, em São Paulo e Belo Horizonte.

A tecnologia da ShotSpotter funciona como um “caça-tiros”. A empresa instala sensores de áudio no topo de prédios de grandes áreas urbanas. Esses sensores se comunicam por meio de um sistema acústico desenvolvido pela empresa e fazem a varredura da região. Tudo está integrado a um sistema de mapeamento via GPS. Se o disparo de uma arma de fogo ocorre no perímetro coberto pela tecnologia – cada sensor alcança um raio de dois quilômetros, em média – o sistema acústico detecta automaticamente o som e, em no máximo nove segundos, exibe um mapa com a indicação precisa do local onde aquele tiro foi dado. O alerta pode ser configurado para chegar a centrais da polícia, redes de emergência ou uma viatura que esteja mais próxima do local.

Fundada há 15 anos por três cientistas, a ShotSpotter já instalou seus sensores em 45 cidades dos EUA, entre elas Los Angeles, Washington, Chicago, Boston e San Francisco. A precisão da informação e a agilidade no tempo de resposta, diz James Beldock, presidente e executivo-chefe da ShotSpotter, se tornaram ferramentas cruciais nas mãos dos policiais. Beldock, que esteve em São Paulo nesta semana, falou com exclusividade ao Valor.

“Nos EUA, quando um tiro é disparado, apenas 20% dos casos são informados ao [serviço de emergência] 911″, comenta. “Isso significa que, em 80% dos casos, ninguém é informado em tempo hábil de fazer alguma coisa.”

Nos últimos quatro anos, diz Beldock, as cidades americanas que adotaram o sistema conseguiram salvar a vida de 220 pessoas que foram baleadas porque a polícia e o serviço médico chegaram rapidamente aos locais do crime.

O desenvolvimento da tecnologia, segundo o executivo, custou US$ 35 milhões aos investidores da ShotSpotter, um grupo de empresas de capital de risco. Um dos aperfeiçoamentos permite ao sistema distinguir o som de um tiro – ou vários – daquele emitido por rojões e outros fogos de artifício. “Também passamos oito meses trabalhando em uma assinatura acústica para fazer com que o sistema não confundisse o som de uma metralhadora com o de um helicóptero”, comenta Beldock. “Uma pessoa percebe a diferença facilmente, mas ensinar isso a um computador não é algo tão simples, o registro do som é muito parecido.”

Além de acelerar o socorro a vítimas e aumentar a possibilidade de prender o autor do disparo, o sistema tem ajudado a diminuir o número de homicídios nos EUA, diz o executivo. “Ao ter uma visão detalhada das ocorrências, é possível direcionar esforços com mais precisão. Isso é fundamental para a polícia gastar energia e tempo com o que realmente é crítico.”

A ShotSpotter ainda não tem contrato fechado no Brasil, mas as negociações estão adiantadas com o governo do Rio, afirma Roberto Motta, diretor da ShotSpotter no país. Uma comitiva do Estado esteve nos EUA para ver a tecnologia de perto e já existe um projeto desenhado que cobriria a região da Tijuca. A previsão é de que o primeiro contrato no Brasil seja assinado nas próximas semanas, diz Motta.

O plano, segundo Beldock, é investir entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões em ações de venda e marketing no país nos próximos três anos. A empresa também está escolhendo integradores de sistemas e um fabricante local para os equipamentos. A produção consumirá mais US$ 4 milhões. “Vamos produzir no Brasil e, a partir daqui, exportar para a América Latina.”

A meta é espalhar seus sensores em uma área total de 500 quilômetros quadrados em todo o país, nos próximos cinco anos, o que geraria uma receita de aproximadamente US$ 400 milhões.

Nos EUA, a ShotSpotter é concorrente direta da também americana BBN Technologies. No mês passado, a BBN fechou um contrato de US$ 74 milhões com o o exército americano para entregar 8,1 mil detectores portáteis. O equipamento, conhecido como “Boomerang”, deverá ser usado nos conflitos dos EUA com o Oriente Médio.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp / IMAGEM: tela do console do sistema – Shotspotter

Tagged with:
 

Policiais receberão até R$ 1,5 mil de gratificação anual; Estado e União terão ação conjunta contra as milícias

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) decidiu cobrar metas de redução da criminalidade, a partir de julho. Está prevista uma premiação anual com pagamento de até R$ 1.500 a policiais, caso as metas sejam atingidas. Cabral anunciou ontem um novo modelo de gestão da segurança pública – na prática, uma integração das polícias Civil e Militar. Ele também disse que o Estado receberá empréstimo de R$ 160 milhões do BNDES para a construção de sete cadeias públicas, a reforma das últimas 50 delegacias distritais ainda não informatizadas e a transferência de todas as especializadas para a futura Cidade da polícia. O BNDES informou que o financiamento, um dos primeiros na área de segurança, está em fase adiantada, mas ainda não foi aprovado.

As metas estabelecidas para o segundo semestre (em relação ao mesmo período de 2008) são: redução dos homicídios dolosos em 11,7%, atingindo o máximo de 2.523 casos; diminuição de 6,4% dos roubos de veículos – máximo de 13.129; e crescimento de até 7,2% dos roubos de rua (a transeuntes, de celular e em coletivos), com total de 47.180 ocorrências, o que representaria uma redução em relação ao aumento de 11% registrado no ano passado. Os latrocínios (roubos seguidos de morte), que cresceram 22,4% em 2008, também serão acompanhados, mas nesse caso o indicador não terá impacto na pontuação.

Segundo a secretaria, a escolha dos indicadores ocorreu a partir de uma análise que identificou os crimes que “teriam maior impacto na sensação de insegurança”. O Estado ainda foi dividido em sete Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp). Cada Risp vai ganhar um prédio próprio e será liderada por um delegado e um coronel da PM, sob supervisão da Secretaria da Segurança. Também foi criada a Circunscrição Integrada de Segurança Pública (Cisp), uma integração operacional de companhias da PM com delegacias distritais. O objetivo é facilitar o monitoramento e o cumprimento de metas.

Todos os agentes de segurança que alcançarem as metas anuais vão receber R$ 500. A condição é que estejam lotados há mais de seis meses na Risp premiada. A primeira colocada no ranking dará premiação anual de R$ 1.500. Unidades especializadas também vão receber gratificações.

MILÍCIAS

O governador também assinou um acordo de cooperação com o Ministério da Justiça para combate às milícias, que prevê o planejamento de operações com a polícia federal e o encaminhamento de um projeto de lei ao Congresso, propondo a tipificação do “crime de milícia”. Entre outras medidas estão o aumento da fiscalização e a modificação no sistema de distribuição de gás.

FONTE: O Estado de São Paulo

Tagged with:
 
Página 5 de 6« Primeira...23456