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vinheta-clipping-forte11. A venda de armas e serviços militares por parte das 100 maiores empresas mundiais do setor totalizou cerca de US$ 410 bilhões em 2011, de acordo com dados divulgados pelo “Stockholm Internacional Peace Research Institute” (SIPRI). Desde 2002, a venda de armas teve aumento de 51% em termos reais.

2. As vendas dos 44 produtores de armas norte-americanos somaram 60% do total, sendo que as 30 maiores empresas europeias foram responsáveis por 29% das vendas. A Embraer aparece na 81ª colocação (95ª em 2010).

3. A expansão das empresas produtoras de armas no mercado de segurança cibernética é tendência clara na análise do ranking feito pelo SIPRI, devido principalmente à crescente importância política e orçamentária do tema como questão de segurança nacional.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

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Roberto Godoy

vinheta-clipping-forte1O governo brasileiro decidiu pela compra de cinco baterias antiaéreas da Rússia – três do modelo Pantsir S1, de médio alcance, e duas Igla-S, com raio de ação curto. Embora ontem, na reunião da presidente Dilma Rousseff e Dimitri Medvedev, premiê russo, em Brasília, tenha sido assinada uma carta de intenções, o negócio era definido como certo, e o documento, “só uma etapa da liturgia brasileira”, segundo disse um especialista que acompanhou todo o encontro.

O valor do pacote é estimado, na Europa, em US$ 1 bilhão. Cada bateria do sistema Pantsir, é composta por 6 carretas lançadoras, mais veículos de apoio: carro de comando e controle, radar secundário, remuniciadores e unidade meteorológica.

O radar de detecção localiza o alvo – a rigor, 10 deles por minuto – em uma área de 36,5 quilômetros. O tempo de reação é estimado em 20 segundos.

O Ministério da Defesa está negociando três baterias e os suprimentos. Cada disparador é carregado com 12 mísseis 57E6 e leva, ainda, dois canhões de 30 mm de tiro rápido – mais acessórios digitais que permitem localizar e abater alvos no limite entre 15 km e 20 km, a 15 mil metros de altitude. Segundo o principal funcionário brasileiro no processo, o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, “agora começa a discussão que resultará na redução do preço de aquisição”. A análise do contrato deve demorar cerca de três meses a quatro meses. As primeiras entregas, 18 meses após a assinatura definitiva. “Esperamos contar com os sistemas para os Jogos Olímpicos de 2016″, acredita o general De Nardi.

O procedimento é linear. Certos componentes do Pantsir, podem ser substituídos por equivalentes feitos no Brasil. As carretas blindadas, por exemplo, seriam trocadas pelo eficiente 6×6 da Avibrás, de São José dos Campos, que utiliza o tipo no conjunto Astros-2, de foguetes livres. O radar de campo também pode vir a ser trocado pelo Saber M200, de 200 km de raio de ação. Produzido pela OrbSat, subsidiária da Embraer Defesa e Segurança, rastreia até 40 objetivos simultaneamente, priorizando a reação pelo grau de ameaça.

O acerto da segunda parte dessa transação é mais simples. Envolve duas baterias do míssil Igla, versão S/9K38, a mais recente da arma antiaérea leve disparada do ombro de um soldado. As Forças nacionais utilizam modelos de gerações anteriores. O tipo tem alcance de 6 km, é mais pesado que as séries anteriores, usa sensor de localização de alvos de eficiência expandida e é mais resistente à interferência eletrônica de despistamento.

Os acordos preveem a formação de uma joint venture para fabricar o Igla-S no País. A tarefa seria entregue a uma espécie de consórcio formado pelas principais empresas do setor, como a Odebrecht Defesa e Tecnologia, Embraer Defesa e Segurança, Avibrás, Mectron e Logitech.

Distribuição. Cada uma das Forças receberá uma bateria Pantsir. A do Exército ficará sob controle do 11° Grupo de Artilharia Antiaérea. A da Marinha vai para os Fuzileiros Navais, e a Aeronáutica, agrega o seu ao Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa.

Toda a operação estará coberta por cláusulas rígidas de transferência de tecnologia. O preço final depende dos componentes que serão escolhidos. A cotação sairá entre maio e junho. Todavia, alguns avanços já foram feitos na reunião expandida da tarde de ontem. No Ministério da Fazenda, com a participação direta do ministro Guido Mantega, foi estabelecido que o pagamento inicial, da ordem de 40% sobre o total apurado, vai sofrer redução. O reservado e influente diretor do serviço russo de cooperação técnico-militar, Alexander Fomin, integrou a comitiva do premiê Medvedev.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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Segundo o documento, o ato garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”

 

vinheta-clipping-forte1Em visita a Brasília nesta quarta-feira, o primeiro ministro russo Dmitri Medvedev conseguiu do governo brasileiro a assinatura de um acordo para venda de sistema de defesa antiaéreo. O acordo era tratado com sigilo pelo Brasil e, segundo interlocutores do governo brasileiro, o negócio pode chegar a R$ 2 bilhões.

Os pormenores da negociação foram definidos em encontro entre o premiê e o vice-presidente brasileiro, Michel Temer. O acordo ainda é uma declaração de intenções, que em termos diplomáticos trata-se de um início de negociação. A exemplo das últimas aquisições militares brasileiras, é condição da negociação sobre baterias antiaéreas a transferência de tecnologia.

A declaração de intenções promete “incrementar, a partir de março de 2013, as negociações bilaterais com vistas à possibilidade de preparação de contrato para futuras optenções, por parte do governo do Brasil, de baterias antiaéreas, com o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa”.

Segundo o documento, obtido antecipadamente pelo Terra, o ato ainda garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”.

O documento será assinado em instantes pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, José Carlos de Nardi, e do diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico Militar da Rússia, Alexander Fomin.

A visita de Medvedev faz parte da sexta Reunião de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia e acontece dois meses depois da viagem da presidente Dilma Rousseff a Moscou. Na capital russa, em dezembro do ano passado, o governo brasileiro já havia assinado acordo para compra de sete helicópteros da Russian Helicopters.

O Brasil vem desenvolvendo sua indústria de defesa por meio de compra de equipamentos, condicionados a transferência da tecnologia. O País já adquiriu helicópteros e submarinos da França e deve ainda concluir a compra de pelo menos 36 caças, que vem sendo adiada, e já está em fase final de escolha com a disputa entre os modelos Rafale, da francesa Dassault; F-18 Super Hornet, da americana Boeing; e o Gripen NG, da sueca Saab.

Audiência com Dilma Rousseff

A agenda de Medvedev é prioritariamente com o vice-presidente Michel Temer, mas ele foi recebido em audiência mais cedo pela presidente Dilma Rousseff. Segundo relatos da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, eles abordaram assuntos como energia, petróleo, hidrelétricas, energia nuclear e defesa.

Em meio ao pacote logístico para investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, Dilma aproveitou o encontro com o premiê russo para convidar empresas daquele país a participarem dos processos de licitação em infraestrutura.

FONTE: Terra

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vinheta-clipping-forte1Em entrevista concedida à rádio Voz da Rússia, o ministro da Defesa, Celso Amorim, falou sobre a parceria entre brasileiros e russos na área de Defesa. Recentemente, os dois países iniciaram negociações para a aquisição de sistemas de defesa antiaérea russos, com transferência de tecnologia.

Na conversa, Amorim aborda o tema e fala da possibilidade de desenvolvimento conjunto de equipamentos mais modernos. “Essa sugestão surgiu já na reunião do nosso chefe de Estado-Maior Conjunto com o seu correspondente russo e com as empresas”, disse o ministro.

“Vou chamar a atenção para o fato de que ele foi lá com várias empresas brasileiras. O que é muito interessante, porque isso já vai preparando terreno para uma eventual produção no Brasil, um desenvolvimento tecnológico conjunto”, completou.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista concedida ao jornalista Alexander Krasnov. O material também está disponível no sítio eletrônico da Voz da Rússia.

Entrevista com ministro da Defesa do Brasil

Apresentamos a entrevista concedida à Voz da Rússia pelo ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim. Ele falou, entre outros assuntos, sobre as relações russo-brasileiras na área técnico-militar. Esta foi a primeira vez que um ministro da Defesa do Brasil falou em exclusivo à mídia russa.

Celso Amorim nasceu em Santos, no estado de São Paulo, há 69 anos. Foi ministro das Relações Exteriores no governo do presidente Itamar Franco e nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como diplomata, chefiou a Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York, entre 1995 e 1999, quando se tornou amigo de Sergei Lavrov, que hoje é o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia. Depois, assumiu a chefia da Missão Brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Suíça. Em 2001, serviu como embaixador no Reino Unido. Celso Amorim é ministro da Defesa do Brasil desde 8 de agosto de 2011.

– Muito obrigado, ministro, por essa oportunidade. A gente agradece imensamente. Fizemos até um levantamento ainda há pouco e descobrimos que essa vai ser a primeira entrevista de um ministro brasileiro para o público russo. Isso nos enche de muita esperança e muito orgulho. O senhor esteve com a presidenta Dilma em dezembro na Rússia e foram realizados vários acordos entre os dois países. Mas, como destacou a própria presidenta, a área técnico-militar recebeu um destaque especial. Como está indo essa cooperação agora?

– Bom, o acordo de cooperação militar assinado abrange os mais diversos níveis. Por exemplo, havia uma dificuldade de treinamento dos pilotos dos helicópteros russos que nós havíamos comprado. A empresa dava um treinamento básico, mas nós precisávamos de algo mais. E, com esse acordo, nós teremos esse tipo de treinamento militar de maneira mais normal, mais fluida. Além de muitas outras coisas.

A assinatura desse acordo, em si mesma, já é algo muito importante, porque ela abre muitas outras avenidas de cooperação, de formação para trabalhar em áreas avançadas que interessam à Rússia e ao Brasil. Seja na cibernética, na área espacial ou de equipamento militar mesmo.

Houve essa aquisição dos helicópteros de combate, muito bons, e, no início, houve um pouco de dúvida sobre a manutenção. Mas já verifiquei que essas questões estão sendo encaminhadas e, naturalmente, no espírito do próprio acordo de compra, esperamos que haja uma boa transferência de habilidades e competências nessa área.

– Nós sabemos que o chefe do Estado-Maior, o general José Carlos De Nardi, esteve recentemente também na Rússia negociando alguns acordos mais concretos.

 É. A ida do general De Nardi foi resultado direto das conversas entre os presidentes. O comunicado conjunto da visita, que singulariza a área de defesa antiaérea, já previa a ida do chefe de Estado-Maior brasileiro para tratar dessa possibilidade de cooperação.

Isso envolve, naturalmente, alguma aquisição, de acordo com as nossas necessidades imediatas, mas também há a expectativa de que empresas russas possam fabricar algum desses equipamentos aqui no Brasil. Agora, as questões técnicas ainda estão sendo discutidas.

A visita foi muito proveitosa. Seguramente, terá uma continuidade agora com a vinda do primeiro-ministro (Dmitri Medvedev), e a nossa expectativa é a de que isso possa caminhar. Claro que tem muita coisa a se discutir ainda, como aspectos financeiros, orçamentários, qual a transferência de tecnologia, treinamento e todas essas coisas.

– Mas uma eventual produção no Brasil desses equipamentos modernos é de interesse brasileiro.

– Sim. Não só dos equipamentos atuais, mas quem sabe até de um equipamento que ainda está em desenvolvimento pela própria Rússia.

– Isso antecipa um pouco outra pergunta. A Rússia tem exemplos de desenvolvimento conjunto de aviões com outros países. Isso poderia ser um caminho para o Brasil também?

– Bom, nesse caso, nós não estamos falando de aviões. Estamos falando desse equipamento de defesa antiaérea. Independentemente da aquisição e da produção no Brasil de equipamentos já existentes, há a possibilidade também do desenvolvimento conjunto de equipamentos mais modernos. Isso está sendo discutido, mas essas coisas levam algum tempo. Essa sugestão surgiu já na reunião do nosso chefe de Estado-Maior Conjunto com o seu correspondente russo e com as empresas. Vou chamar a atenção para o fato de que ele foi lá com várias empresas brasileiras. O que é muito interessante porque isso já vai preparando terreno para uma eventual produção no Brasil, um desenvolvimento tecnológico conjunto.

– A Rússia nos informa que existe uma lei que protege a propriedade intelectual justamente na área de defesa entre a Rússia e o Brasil. Esse acordo, na verdade, já foi ratificado pelo parlamento russo e, segundo eles, só falta agora o Brasil ratificar também.

– Há um pequeno problema interno, mas isso vai ser superado. Nós tivemos muito recentemente uma lei de acesso à informação, que não tem nada a ver com a parte tecnológica. Então, é preciso estudar todos esses acordos – não só com a Rússia – que envolvem cláusulas de confidencialidade para que possam ficar dentro da lei brasileira. Mas eu não vejo nenhuma dificuldade nisso. É um problema puramente burocrático de atualização.

– Entendi.

Quando nós começamos a recolher as perguntas da redação russa, percebemos que lá as pessoas ainda tem pouco conhecimento dos desafios do Brasil na área da defesa. No imaginário russo, o Brasil é um gigante, muito forte, que não tem nenhuma preocupação com a defesa. Eu queria que o senhor falasse um pouco como o Brasil se vê hoje nessa questão.

– Que é um gigante muito forte, isso é verdade. E que no futebol a gente nunca se preocupou muito com a defesa – por fazer sempre muitos gols, desde a época do Garrincha –, isso também é verdade. Mas, deixando a brincadeira de lado, obviamente o Brasil não pode ser uma das maiores economias do mundo, ser um dos maiores repositórios de água doce, biodiversidade, de capacidade de produção de alimento, ter a Amazônia do tamanho que é e não se preocupar com a defesa. Não é possível isso.

Embora tenhamos dez vizinhos, nós não temos problemas com nenhum deles. Todos os problemas de fronteira que nós tínhamos foram resolvidos diplomaticamente há mais de cem anos. A relação nossa com todos esses países é uma relação de amizade e cooperação. Mas isso não quer dizer também que nós não temos que defender nossas fronteiras de outras situações: grupos irregulares, traficantes de drogas, etc.

Pelas razões que eu enunciei antes, tendo toda essa riqueza natural, esse parque industrial e essa capacidade de produção que a gente tem, quem garante que, no futuro, um conflito até entre terceiros não poderá ter uma repercussão aqui? Esperamos que não, mas a melhor maneira de evitar isso é ter a nossa defesa. Por isso que eu digo: do ponto de vista regional, na América do Sul, cooperação; do ponto de vista global, dissuasão. Sem perder de vista que também tem que ter cooperação, nada é preto e branco.

– Essa é a maior preocupação então? É para dissuasão no caso desses eventos de maior envergadura.

– É para o caso de algum país querer se aventurar onde não deve.

– Essa preocupação é muito semelhante ao caso da Rússia…

– Eu acho que o Brasil e a Rússia têm muitas coisas em comum. Os dois são do BRICS, são países ricos em energia, com população semelhante, extensão territorial. Claro que há duas grandes diferenças: a Rússia tem bomba atômica e nós não temos e a Rússia é membro do Conselho de Segurança da ONU e nós não somos. Eu espero que em breve só haja a primeira diferença, porque bomba atômica nós não queremos ter.

– E quanto ao projeto do submarino?

– É um submarino de “propulsão nuclear”. É sempre bom deixar claro. O que é nuclear no submarino não são as armas que ele leva. O que é nuclear é a propulsão. Ele usará energia nuclear como poderia estar usando diesel ou biocombustível.

É um projeto que está caminhando, está avançando. Os primeiros desenhos, as primeiras capacidades já foram mais ou menos adquiridas, na França. O pacote envolve um submarino nuclear mais quatro submarinos convencionais e nós estamos recebendo a primeira parte dos convencionais. Mas quanto ao desenho e ao projeto do submarino nuclear, nós já estamos bastante avançados. Agora, o que diz respeito à geração de energia é totalmente nosso. A França não tem nada a ver com isso, com a parte do propulsor. É 100% nacional.

– Sobre a licitação do avião, não sei se posso perguntar se tem alguma novidade, alguma previsão…

– Perguntar não ofende, mas não tenho nenhuma novidade para dizer no momento. No futuro, outros projetos sempre estarão em aberto.

– Se a Rússia tiver alguma chance de entrar, com seus equipamentos, é só num outro projeto… se aparecer?

– Já entrou com os helicópteros.

– Sei. Aliás, tem um projeto de outro helicóptero, pela Odebrecht, se não me engano.

– Bom, aí eu não sei se era militar ou civil. Isso não foi conversado em detalhe. O que eu posso lhe dizer sobre o que foi conversado em profundidade na visita da presidenta e gerou muito rapidamente uma missão… Em três semanas mais ou menos, nós mandamos o nosso Estado-Maior Conjunto para os rigores do frio russo…

– Me contaram que ele pegou vinte graus negativos.

Com relação a essa visita e à visita agora do primeiro-ministro Dmitri Medvedev, existe alguma expectativa de assinatura, de fechamento desses acordos?

– Eu acho que a questão da defesa antiaérea começou agora. Acho que haverá um relato, é possível que se mencione algum aspecto, algum detalhe que não tenha ficado claro. Não sei se há intenção de se fazer algum outro memorando. O acordo nós acabamos de assinar. Então, da nossa parte, não há necessariamente o desejo. Mas também não excluo a possibilidade de que, se houver uma proposta, ela será examinada.

FONTE: Ministério da Defesa

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Defesa antiaérea: a história se repete

Roland Marder no Museu Militar Conde de Linhares

vinheta-opiniao-forteAs aquisições de equipamentos militares sofisticados pelo Brasil quase sempre se deram em saltos ou espasmos, ocasionalmente, em pequenas quantidades. A foto acima vem a calhar, pois mostra o sistema antiáereo Roland 2 Marder que o Exército Brasileiro adquiriu no final dos anos 1970 e que hoje encontra-se preservado no Museu Militar Conde de Linhares no Rio de Janeiro. Foram apenas quatro veículos e 50 mísseis. O sistema de armas foi desativado em 2001.

Na década de 1980, o Centro Tecnológico do Exército tentou nacionalizar o míssil Roland que seria usado num “shelter” rebocado, mas o empreendimento acabou não indo adiante.

Pouco depois, ocorreu outra tentativa de nacionalização de sistemas de mísseis antiaéreos, como o SIMBADA (ver imagens abaixo do artigo Mísseis no Exército Brasileiro: 1958-2009), que seria uma adaptação do míssil ar-ar Piranha, a exemplo do que ocorreu com o Sidewinder nos EUA com os sistemas Chaparral e Sea Chaparral. Mas a ideia também não foi adiante.

SIMBADA

As notícias dos últimos dias dão conta da possível aquisição de sistemas antiaéreos russos, mas em pequena quantidade. Sabemos que a promessa de alguma transferência de tecnologia só seria possível dentro de uma quantidade razoável que produzisse escala e compensações para os fabricantes, pois ninguém repassa tecnologia de graça pela venda de “meia dúzia” de sistemas.

Mais uma vez o Brasil repete a história de pequenas compras de equipamentos militares estrangeiros, achando que assim resolverá seus problemas de Defesa.

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IGOR GIELOW

vinheta-clipping-forte1O Brasil deverá comprar sistemas de defesa antiaérea da Rússia, segundo comunicado do Ministério da Defesa. As negociações se arrastam há anos _foram reveladas pela Folha em novembro de 2009. Mas agora parece que serão concluídas, e com novidades importantes.

Segundo o ministério, uma comitiva conheceu os equipamentos no fim de janeiro na Rússia. Estão na mira do Exército, responsável pela defesa antiaérea, os sistemas Pantsir-S1 e o Tor-M2E, dos mais modernos e eficientes do mundo.

A expectativa é fechar o negócio durante a visita do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, ao Brasil no fim deste mês. “O que precisamos agora é apresentar a proposta à presidente da República”, disse o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi.

A grande inovação é a previsão não só da compra de baterias para suprir o que é provavelmente o maior buraco na defesa brasileira. O acordo costurado sugere que haverá transferência tecnológica a empresas brasileiras, com possibilidade de construção dos armamentos no país.

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Não por acaso, todas as empresas interessadas e com capacidade logística e técnica para tal transferência estavam representadas na comitiva que foi à Rússia: Odebrecht Defesa (que é dona da fabricante de mísseis Mectron), Embraer Defesa (proprietária, entre outras, da empresa de radares antiaéreos Orbisat) e Avibrás (fabricante de mísseis e do principal sistema de artilharia brasileiro, o Astros).

A Odebrecht é a empresa mais avançada nos contatos com os russos. Em dezembro, assinou um memorando de entendimentos com a Rostechnologii, estatal russa de tecnologia de armas.

Especulou-se à época que o objetivo seria a construção no Brasil de helicópteros russos, mas o foco é mais amplo e pode incluir sistemas antiaéreos.

Resta saber se haverá dinheiro. O governo Dilma Rousseff congelou a compra de caças, negócio bilionário, embora tenha dado OK para o reequipamento das patrulhas de superfície da Marinha.

O Tor, objeto de desejo dos militares, é caro. Uma bateria completa, com quatro lançadores, um veículo de comando, carros de apoio, logística e mísseis não sai por menos de US$ 300 milhões (cerca de R$ 600 milhões).

FONTE: Folha de São Paulo

 

 

A Índia testou com sucesso o míssil balístico submarino K-15 Sagarika, lançado a partir de  uma plataforma submarina no golfo de Bengala.

O míssil tem alcance entre 750 e 1.500 km e é capaz de transportar uma ogiva nuclear. O K-15 será o armamento principal do submarino nuclear indiano Arihant que poderá carregar 12 mísseis.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Forças Terrestres)

VIDEO: Naval Open Source Intelligence

 

Aspide 2000

Outro sucesso do Aspide 2000 no Kuwait reafirma o status do míssil como maior destruidor de aeronaves.

Lançado de um sistema de defesa aéreo Skyguard, os mísseis Aspide 2000 derrubaram dois alvos remotamente controlatos (Banshee) no campo de testes ADEIRA da Brigada de Defesa Aérea do Kuwait durante um exercício de combate realizado em 18 e 19 de dezembro de 2012.

A interceptação ocorreu a uma distância aproxiamada de 6km e a uma altura de 1.500 metros, tendo como resultado ambos os alvos destruídosn (em um dos casos houve um impacto direto e em outro uma explosão a curta distância). Estes resultados consolidam a confiabilidade deste míssil da MBDA.

Durante o exercício, o Aspide 2000 estabeleceu um recorde de lançamentos para o Kuwait. Todos lançamentos que ocorreram desde 2007 tiveram total sucesso, com disparos de dia e à noite em variadas condições climáticas, alturas e distências.

O sucesso deste exercício no Kuwait confirma aefetividade dos mísseis Aspide (5.000 mil unidades produzidas) e a robustes deste moderno sistema. Este sucesso é somado a outros que estão fazendo do Aspide 2000 um dos mísseis mais aclamados e reconhecidos pelo mercado internacional no setor de defesa terrestre-aérea de médio alcance.

Informações gerais

Com instalações industriais em quatro países europeus e nos EUA, em 2011 MBDA alcançou um faturamento de € 3 bilhões, com uma carteira de pedidos, em encomendas e contratos futuros, no valor de € 10,5 bilhões. Com mais de 90 clientes das forças armadas do mundo, a MBDA é líder mundial em mísseis e sistemas de mísseis.

MBDA é o único grupo capaz de projetar e produzir mísseis e sistemas de mísseis que atendem toda a gama das atuais e futuras necessidades operacionais das três forças armadas (terra, mar e ar). No total, o grupo oferece uma gama de 45 sistemas de mísseis e produtos de medidas defensivas em operação, além de 15 outros atualmente em desenvolvimento.

MBDA é organizada em conjunto com a BAE Systems (37,5%), EADS (37,5%) e Finmeccanica (25%).

DIVULGAÇÃO: Imagem Corporativa

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Segundo informações de um representante da OTAN divulgadas hoje, um míssil balístico de curto alcance, aparentemente do tipo Scud, teria sido disparado ontem dentro do território sírio. O lançamento foi descrito como “irresponsável”, e representaria um agravamento no conflito civil que já dura mais de 20 meses. Os primeiros disparos de mísseis foram identificados em dezembro passado, e também nos dias 2 e 3 deste mês.

FONTE: Army Recognition (Tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

 

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Em dezembro passado o governo alemão aprovou o envio de mísseis Patriot e um contingente de 400 militares para a Turquia. As imagens abaixo mostram os lançadores embarcando em um navio de transporte dinamarquês.verladungpatriot83633031

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FONTE: Militaryphotos.net

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Mísseis contra antimísseis

Enquanto os EUA constroem um escudo antimíssil global, a Rússia se prepara para atualizar seu arsenal de mísseis estratégicos nucleares e completá-lo com dois mísseis capazes de romper o escudo americano.

Segundo o comandante das FME (Forças de Mísseis Estratégicos), general Sergêi Karakaev, trata-se de um míssil balístico pesado de combustível líquido de 100 toneladas projetado para ser mais potente do que R-36M2 Voevoda, hoje o mais poderoso do mundo, e de um míssil balístico de combustível sólido destinado a substituir os mísseis de quinta geração Iars-RS-24 e Topol-M.

“Como o potencial de mísseis balísticos de combustível sólido pode ser insuficiente para romper o escudo antimíssil americano, essa missão será confiada a um míssil balístico pesado de combustível líquido. Se os EUA não abdicarem de seus planos, esse míssil nos permitirá criar uma arma estratégica de alta precisão não nuclear”, disse o general.

Segundo o general Karakaev, vários protótipos foram lançados em 2012. O mais recente lançamento foi realizado em 24 de outubro e pôs um ponto final na discussão sobre a necessidade russa de um míssil pesado de combustível líquido.

Nos anos 1990, o país atualizou a família dos mísseis Topol e adotou, em 2000, o míssil Topol-M, que se instala em silos (ou SS-27, na classificação da Otan). Há alguns anos, colocou em serviço operacional os primeiros mísseis móveis Topol-M2.

Logo, os novos Topol e Iars-24 irão substituir os mísseis de combustível sólido de primeira geração.

Enquanto isso, o núcleo da força de dissuasão russa é constituído pelos mísseis de combustível líquido UR-100N (SS-19 Stilett, na classificação da Otan) e R-36M (SS-18 Satan, na classificação do Departamento de Defesa dos EUA e da Otan), que, entretanto, já têm a vida útil vencida e devem ser retirados do serviço operacional nos próximos anos.

Novos mísseis estão chegando lentamente às Forças Armadas. Segundo o vice-presidente da comissão de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Leonid Kalachnikov, em 2015, a Rússia pode ter de 100 a 105 novos mísseis balísticos.

Se a preferência for dada aos mísseis Topol-M, com uma só ogiva, e Iars-24, munido de três ogivas, a nova frota de mísseis será capaz de transportar, no total, entre 110 a 115 ogivas. Também em 2015, os EUA planejam ter 900 mísseis antimísseis balísticos instalados em todo o mundo.

Em 2001, os americanos se retiraram do Tratado ABM de 1972 (tratado de antimísseis balísiticos) e estão livres de quaisquer restrições ao aumento quantitativo e qualitativo desse tipo de armas. Karakaev não descarta a hipótese de os EUA instalarem elementos de seu escudo antimíssil no espaço.

Sem acordo

A liderança político-militar da Rússia esperava chegar a um acordo com os EUA sobre a defesa antimíssil. Como as negociações com os americanos chegaram a um impasse e Washington não parou de instalar mísseis interceptores na terra e no mar, a Rússia se viu obrigada a pensar em medidas de retaliação.

Como resultado, surgiu a ideia de construir um míssil de longo alcance munido de ogivas múltiplas guiadas individualmente –a Rússia já tem mísseis semelhantes, o já citado UR-100N e o P-36M de combustível líquido.

Esses mísseis, porém, foram colocados em operação no final dos anos 1980 e têm vida útil prestes a terminar. O desenvolvimento de novos mísseis com essas características foi suspenso nos anos 1990, quando a ideia era substituir os mísseis em serviço da FME por mísseis ligeiros de combustível sólido.

Os mísseis ligeiros, no entanto, não são uma boa alternativa aos mísseis pesados de combustível líquido.

“É pouco provável que os mísseis ligeiros Topol-M e Bulavá [um novo míssil de combustível sólido projetado a partir do míssil Topol-M para ser lançado por submarinos atômicos] sejam uma alternativa adequada aos mísseis retirados de serviço”, disse o especialista da Academia de Engenharia da Rússia, Iúri Zaitsev.

Sejam como for, a Rússia não tem a menor intenção de abdicar dos mísseis de combustível sólido, ideais para serem usados em sistemas de mísseis móveis.

Portanto, a Rússia irá desenvolver alternativas atualizadas aos dois tipos de mísseis.

FONTE: Gazeta Russa

 

O valor referente à exportação de armamento russo em 2012 alcançou a cifra recorde de US$ 14 bilhões, declarou o presidente russo Vladímir Putin nesta segunda-feira (17).

“Desse modo, superamos a meta para o ano”, disse Pútin a uma reunião da Comissão para Cooperação Técnico-Militar da Rússia.

De acordo com o plano para 2012, a Rússia tive previsto exportar o equivalente a US$ 13,5 bilhões. No ano passado, as exportações de armamento e material bélico totalizaram US$ 13,2 bi.

O chefe de Estado ressaltou as mudanças qualitativas na cooperação técnico-militar, sobretudo a produção conjunta de armamento e os esforços para recuperar as posições no mercado de serviços de modernização e reparo de armamento.

“Isso tudo é importante para reforçar a posição da Rússia em nossos mercados tradicionais, além de que participar do processo de reparo e modernização permite acumular um grande volume de encomendas”, continuou Pútin.

O presidente pediu aos participantes da reunião para promover vigorosamente as armas russas no mercado mundial.

“A Rússia vai continuar sua cooperação técnico-militar com os parceiros tradicionais, mas é também importante abrir caminho em novos mercados e ampliar a lista de produtos e serviços”, concluiu o chefe de Estado russo.

Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

 

A reportagem da meissora de TV colombiana RCN mostra guerrilheiros das FARC usando um míssil superfícia-ar portátil tipo SA-7, de fabricação russa. O alvo é um helicóptero UH-60 Blackhawk da Força Aérea da Colômbia, mas o míssil passou longe de abater a aeronave.

FONTE: Militaryphotos.net

 

Japão exibe sistema de mísseis Patriot PAC-3

Desde que a Coreia do Norte testou foguetes sobrevoando o território japoês, há quase 15 anos, o país investiu cerca de 12 bilhões de dólares para garantir que o susto não acontça outra vez.

O Japão possui atualmente um dos sistemas de defesa anti-míssies mais sofisticados, com possibilidade de exportação para outros psíses. O aparato dispendioso e ambicioso de Tóquio para se proteger de Pyongyang e de potenciais ameaças por parte da China pode ser testado ainda essa semana, pois o país já está de prontidão para os testes de misseis balísticos a serem realizados pela Coreia do Norte.

FONTE: AFP via Naval Open Source Intelligence (Tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

 

O governo alemão aprovou nesta quinta-feira o envio de duas baterias de mísseis Patriot à Turquia e prevê mandar até 400 soldados da Bundeswehr para proteger o país de eventuais ameaças sírias.

Como o exército alemão está sobe responsabilidade da Câmara baixa do Parlamento (Bundestag), a intervenção, conduzida pela Otan, ainda terá que receber o aval dos deputados.

O voto, que deverá acontecer entre 12 e 14 de dezembro, será apenas uma formalidade já que o principal grupo de oposição, os democratas do SPD, informou que votará “sim” como a maioria da chanceler Angela Merkel.

O ministro de Defesa, Thomas de Maizière, explicou em conferência de imprensa que “os detalhes, como os locais para onde serão enviados os mísseis, ainda não foram totalmente definidos”.

“É uma decisão importante sobre uma situação grave, e não há nada de certo”, comentou o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, que também compareceu à conferência de imprensa.

“O conflito na Síria já resultou em mortes na Turquia”, lembrou, se referindo aos moradores de um vilarejo que foram mortos por obus lançados desde a Síria, “e é normal e justo que a Turquia deseje se armar frente a um regime (…) que poderia provocar confrontos” na região.

Os Patriots são capazes de destruir no ar eventuais mísseis lançados da vizinha síria. Os dois ministros enfatizaram a dimensão defensiva das ações alemãs, principalmente para acalmar uma opinião pública que não vê com bons olhos intervenções militares fora do país, seja na Turquia, no Afeganistão ou em qualquer outro lugar.

“Nunca sabemos do que é capaz um regime que está ruindo. É por isso que devemos agir de forma preventiva”, argumentou Westerwelle, que falou claramente que uma “intervenção em território sírio não está de modo algum nos planos”.

Vários países, como os Estados Unidos, deram a entender ao regime de Damasco que o uso de armas químicas poderia acarretar numa intervenção militar internacional na Síria. “A Síria possui armas desse tipo. Nós não identificamos no governo sírio a intenção de usar essas armas, mas a possibilidade existe”, indicou Maizière.

para Weseterwelle, o uso de armas químicas não é só inaceitável para “a Otan e para o Ocidente, mas sim para toda a comunidade internacional”. “E se armas desse tipo forem usadas, não tenho dúvidas que a ONU reagiria e até a Rússia e a China (que defendem o regime de Bashar al-Assad) terão que rever suas posições”, afirmou.

FONTE: Terra Notícias

 

 

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, espera que os aliados da Otan cheguem a um acordo nesta semana sobre a instalação de mísseis Patriot na Turquia para defender esse país contra eventuais ataques da Síria, segundo uma autoridade dos EUA.

Os 28 países da Otan –incluindo EUA e Turquia– se reúnem na terça e quarta-feira em Bruxelas.

A Turquia, que já oficializou um pedido de ajuda da Otan para reforçar suas defesas antiaéreas, apoia entusiasticamente os rebeldes que lutam para derrubar o presidente da Síria, Bashar al Assad.

A Turquia repetidamente mobiliza jatos na região da fronteira comum, e reage à altura quando projéteis disparados na guerra civil síria caem no território turco, em incidentes que reforçam os temores de que o conflito na Síria, iniciado há 20 meses, poderia desestabilizar toda a região.

“Estamos todos positivamente considerando (a solicitação)”, disse um alto funcionário do Departamento de Estado, falando a jornalistas a caminho da Europa, onde Hillary iniciou uma viagem com uma parada em Praga.

“Estamos esperançosos de que a Otan estará em posição de responder positivamente… e que os três países contribuintes que estão sendo considerados –Estados Unidos, Alemanha e Holanda– estarão em posição de também contribuir.”

O funcionário disse que os detalhes sobre o número de mísseis a serem instalados, onde e por quanto tempo não devem ser finalizados nesta semana, pois os locais ainda estão sendo avaliados.

Essa fonte disse também que provavelmente será “pelo menos uma questão de semanas” até que os mísseis Patriot estejam instalados na Turquia, por causa da decisões a serem tomadas em nível nacional.

A Rússia, que vai participar da reunião da Otan, tem atritos com a aliança a respeito de como lidar com a crise na Síria. Moscou já vetou várias resoluções da ONU que tentavam pressionar Assad a conter a violência, e o chanceler russo, Sergei Lavrov, deve manifestar preocupação com a possível instalação de mísseis da Otan na fronteira.

A Turquia gostaria também de implementar uma zona de exclusão aérea dentro do território turco, para conter os bombardeios de Assad contra os rebeldes. Mas o funcionário norte-americano disse que a instalação dos mísseis não seria parte de um “avanço inexorável” rumo à adoção dessa zona de exclusão aérea.

Paquistão

Hillary aproveitará a viagem para se reunir, nesta segunda-feira em Bruxelas, com a chanceler do Paquistão, Hina Rabbani Khar, e com o mais graduado militar desse país, general Ashfaq Kayani.

Autoridades dos EUA disseram que ela irá encorajar o que Washington vê como uma melhora no ambiente entre o Paquistão e o vizinho Afeganistão, onde forças sob o comando dos EUA tentam se desvencilhar de uma longa e sangrenta guerra.

Uma segunda fonte norte-americana observou também que as relações dos EUA com o Paquistão estão se recuperando, depois da crise causada pela ação militar norte-americana secreta que resultou na morte do militante Osama bin Laden em território paquistanês, em 2011.

FONTE: O Estado de S. Paulo

FOTO: Wikimedia Commons

 
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