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Os russos estão apresentando sua “Caixa de Pandora” no MAKS 2011 Air Show. O sistema lançador de mísseis de cruzeiro Novator Klub-K 3M-54TE pode ser transportado em contêineres mercantes de 40 pés em navios, trens ou caminhões.

O sistema de mísseis Club K pode ser empregado contra alvos navais e terrestres, recebendo dados de satélites. Os mísseis voam até os alvos por navegação inercial, até a distância de 270km e na área alvo acionam seu próprio radar.

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Israel revelou o míssil Tamuz, sua nova arma secreta. O míssil é uma versão da família Spike com alcance de 20 a 25km. O míssil voa a 220 m/s com um tempo de voo de 30 a 40 segundos. O Tamuz é guiado por link de rádio com o operador recebendo imagens de vídeo de uma câmera no nariz do alvo e usando as imagens para guiar o míssil. O operador “voa” o míssil até o alvo com grande precisão. O míssil é considerado silencioso no ar o que facilita conseguir surpresa. Os alvos podem ser blindados se movendo ou casamatas. É considerado ideal para atacar lançadores de foguetes móveis como os usados por terroristas.O míssil foi usado em ação nos combates contra o Hezbollah no sul do Líbano em 2006.

Um míssil semelhante chamado Spike NLOS foi mostrado em 2009 com as mesmas características do Tamuz tendo alcance de 25kg e peso de 70kg, mas externamente tem asa de outro formato.

O Tamuz é usado por uma unidade de artilharia de elite chamada Meitar pois precisa de operadores habilidosos. O míssil é montado em um blindado M-113 modificado chamado Hafiz com uma torre com mísseis. A arma é considerada parte da artilharia pois atua com unidades de VANT da artilharia para detectar alvos distantes que passam a localização geral do alvo para o operador.

O míssil foi baseado nas lições da guerra de 1973 entrando em operação na década de 80. O míssil é produzido pela Rafael e não será mais comprado após os estoques acabares. Também não foi informado se terá um substituto como o Spike NLOS.


 

Rio de Janeiro – No período de 17 a 20 de maio, o Centro de Avaliações do Exército (CAEx) acompanhou a realização de testes antiminas executados na avaliação da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média de Rodas (VBTP-MR) – Guarani.

Os testes foram realizados pela empresa IBD, acompanhada por especialistas da Divisão de Veículos de Defesa da IVECO do Brasil, no Campo de Provas da empresa TDW, localizado na cidade de Schrobenhausen, na República Federal da Alemanha.

Durante o teste, a viatura foi submetida à explosão de minas anticarro de seis quilogramas de explosivo do tipo trinitrotolueno (TNT), sendo a primeira sob a roda mais próxima do motorista, e a segunda, sob a roda mais próxima do banco da guarnição.

Os efeitos das explosões na tripulação e guarnição da viatura blindada foram medidos, por meio de manequins padronizados, de acordo com requisitos estabelecidos em normas internacionais, que simulam as dimensões, as proporções de peso e articulação do corpo humano (dummies). Os manequins foram devidamente fardados e equipados com capacete e colete à prova de balas, conforme situação de combate a ser enfrentado pelos ocupantes do Guarani.

O teste evidenciou que a viatura possui elevada capacidade de proteção à integridade física da guarnição embarcada contra ameaça antiminas. Cabe acrescentar que a viatura Guarani utilizada para testes é fabricada especificamente para este fim, apenas com a blindagem e rodas.

FONTE: Exército Brasileiro

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Brasília – No dia 7 de julho, o Comando Militar do Planalto organizou uma visita ao Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, onde o 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes (6º GLMF) realizou um exercício de adestramento de lançamento de foguetes do Sistema de Artilharia de Foguetes para Saturação de Área (ASTROS II). Com um alcance entre nove e 90 km de distância, o Sistema tem como diferencial a capacidade de disparar foguetes de diferentes calibres sobre a mesma plataforma.

O Sistema, que continua em desenvolvimento, e todas as pesquisas vêm influenciando a área de foguetes do País e impulsionando novas tecnologias, conforme explicou o Presidente da AVIBRÁS, Sami Hassuane, empresa que desenvolveu o Sistema junto com o Exército Brasileiro.

O sucesso do ASTROS II deve-se ao fato de o equipamento possuir alta mobilidade e proteção blindada; concentração de grande volume de fogo sobre o alvo; capacidade de estar preparado para pronto emprego praticamente o tempo todo, com possibilidade de bater alvos a grande distância, com reduzido tempo de resposta, possuindo três calibres diferentes sobre o mesmo sistema; reduzida tripulação; e a possibilidade de cada veículo ser transportado por avião cargueiro do tipo C-130, conhecido como Hércules. A viatura de comando e controle é um grande diferencial do Sistema, pois tem a capacidade de coordenar todas as etapas de lançamento de um foguete de forma rápida, precisa e eficiente.

O exercício de tiro, que foi acompanhado também por um grupo de parlamentares, fez parte do treinamento anual do 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes. Durante o adestramento, os deputados e assessores puderam conhecer o trabalho desenvolvido pela Artilharia de Campanha e Defesa Antiaérea do Exército, demonstrando a importância da indústria nacional no desenvolvimento e na produção de material de defesa com tecnologia agregada e, com isso, as possibilidades de exportação e desenvolvimento de mão de obra especializada, além de verificar a preservação ambiental feita pelo Exército em sua área de atuação.

O evento contou com a presença do Comandante Militar do Planalto, General-de-Divisão Araken de Albuquerque, e dos Deputados Federais Ricardo Quirino, Cesar Colnago e Berinho Bantim, acompanhados de consultores e assessores do Congresso Nacional.

FONTE: Exército Brasileiro

VEJA TAMBÉM:

De acordo com o semanário alemão Der Spiegel, a Alemanha teria aprovado a venda de 200 carros de combate Leopard 2A7+ para a Arábia Saudita, depois de décadas do bloqueio de armas para aquele reino.

A revista informou que o Conselho Federal de Segurança aprovou a venda na semana passada, sem citar fontes. Os sauditas querem comprar 200 tanques Leopard 2A7 +, numa encomenda de alguns bilhões de euros às empresas Kraus-Maffei e Rheinmetall.

Os sauditas estavam em negociações com a subsidiária espanhola da General Dynamics para a compra de sua versão do Leopard, mas a maior parte da encomenda deve ficar com os alemães, disse a revista.

A Arábia Saudita já opera M1A2 Abrams, AMX-30 e M60A3 e também está em conversações para comprar o T-90 da Rússia.

No dia 17 de junho, o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR) recebeu a viatura protótipo do Projeto da Nova Família de Blindados de Rodas, do Exército Brasileiro, para a instalação da torre estabilizada não tripulada dotada de canhão 30 mm UT30 BR.

A torre foi montada no AGR pela empresa ELBIT e integrada ao carro produzido pela IVECO para início de testes pelo Centro de Avaliação do Exército.

A nova Família de Blindados de Rodas possui as seguintes características:

  • Capacidade para transporte de 13 homens.
  • Peso bruto: 15t
  • Peso carga útil: 3t
  • Trem de rolamento: 6×6
  • Motor: 300 HP
  • Anfíbia
  • Transportável em aeronave C 130 – Hércules
  • Velocidade máxima: 100 Km/h
  • Proteção blindada contra projéteis 7,62 x 51 AP, podendo receber blindagem adicional.
  • Armazenamento: torre com canhão 30mm ou metralhadora 7,62 ou .50 acionada remotamente.

FONTE e FOTOS: EB

No dia 24 de junho, o Exército recebeu um novo lote de viaturas blindadas modelo Leopard 1A5BR, que desembarcou no Porto Novo do Rio Grande.

Foram recebidas 38 Viaturas Blindadas de Combate – Carro de Combate (VBC-CC), que foram transportadas para o Parque Regional de Manutenção/3, em Santa Maria (RS).

Esses blindados pertencem ao quinto lote, estando previstos mais dois. Os carros de combate fazem parte do Projeto Leopard, cujo contrato de compra e apoio foi estabelecido pelo Governo Brasileiro, por intermédio do Ministério da Defesa, com o Governo da República Federal da Alemanha, destinado ao reaparelhamento e modernização das Unidades Blindadas do Exército.

O próximo lote está previsto para outubro e o último para janeiro de 2012.

No total, foram adquiridas 220 VBC-CC Leopard 1A5, sete Viaturas Blindadas Especializadas Socorro (VBE Soc), quatro Viaturas Blindadas Especializadas Lança-Pontes (VBE L Pnt), quatro Viaturas Blindadas de Combate de Engenharia (VBC Eng) e quatro Viaturas Blindadas Escola de Motorista.

Atualmente, o Exército possui 106 unidades do Blindado Leopard 1A5 operando nas Organizações Militares brasileiras.

FONTE e FOTOS: EB

A Força pretende comprar até US$ 4,5 bilhões em mísseis e canhões para proteger estádios de ataques terroristas durante os jogos



PEDRO PAULO REZENDE. COM GERSON MORA E MARCO VERGOTTI (GRÁFICO) E DAVID MICHELSOHN (INFOGRAFIA ONLINE)

O rúgbi é o principal esporte da África do Sul. Em 1995, o país foi sede da Copa do Mundo de Rúgbi. O torneio foi cercado de grande simbolismo. Era o primeiro grande evento esportivo realizado no país, que pouco antes se libertara do regime do apartheid. O jogo final entre África do Sul e Nova Zelândia foi realizado no Ellis Park, em Johannesburgo, com a presença do então presidente, Nelson Mandela.

De repente, um jato Boeing 747 fez um voo rasante, não autorizado, sobre o estádio. O avião tinha a mensagem “Para frente, Springboks!” (um tipo de antílope, símbolo da seleção sul-africana) pintada nas asas. Quem assistiu ao filme Invictus, do diretor Clint Eastwood, conhece essa cena. Em 2014, o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo de Futebol, o maior evento esportivo no país em décadas. Em sigilo, o Exército se prepara para tornar impossíveis surpresas como a da África do Sul.

O Exército iniciou uma licitação internacional para a compra de equipamentos de defesa antiaérea. A previsão é gastar de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões em mísseis, canhões antiaéreos e radares para proteger contra atentados os estádios durante a Copa das Confederações, em 2013, os 64 jogos da Copa do Mundo de 2014 e as competições das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

ÉPOCA teve acesso a um documento de 15 páginas de 26 de janeiro, com o selo “confidencial”, no qual o Comando Logístico do Exército detalha a fornecedores internacionais o Projeto do Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (Projeto Siaaeb). “(O projeto é) destinado à atualização do sistema existente, já bastante defasado, com vistas a atender às exigências da Estratégia Nacional de Defesa e às do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, particularmente em face das obrigações decorrentes da realização no Brasil da Copa das Confederações, em 2013, da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e dos Jogos Olímpicos de 2016”, diz o texto.

Desde que terroristas da al-Qaeda sequestraram e jogaram dois aviões contra as torres do World Trade Center, e outro contra o prédio do Pentágono, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, os organizadores de grandes eventos esportivos internacionais adicionaram a exigência de proteção antiaérea ao planejamento s de segurança.
Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, o Exército chinês cercou os principais centros de competição, inclusive o Estádio Ninho de Pássaro, com seus mais avançados equipamentos. A intenção dos militares brasileiros é aproveitar a oportunidade aberta pela Copa para modernizar a obsoleta força antiaérea nacional. O Exército pretende comprar cinco baterias de mísseis de médio alcance, mísseis de curto alcance, que podem ser lançados do ombro por um soldado, novos radares de detecção e centros de comunicação.

O investimento inclui a modernização de cinco grupos de artilharia antiaérea, equipados com canhões de 35 mm e 40 mm, adquiridos ainda nas décadas de 1970 e 1980. O Exército também vai comprar canhões antiaéreos de calibre 30 mm e complexos de mísseis de curto raio de ação para os novos veículos blindados Guarani e os velhos blindados M-113, usados na ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Os velhos canhões antiaéreos ganharão novos motores elétricos, geradores e sistemas de comunicação em rede de última geração.

É notório que os equipamentos das Forças Armadas brasileiras estão superados. Nas últimas duas décadas, os governos gastaram pouco em armamentos, o que obriga os militares a reciclar e consertar velharias. Hoje, quatro dos cinco grupos vinculados à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, espalhados pelo país, estão equipados com canhões de 40 mm de calibre e centrais que comandam os sistemas de radar e tiro. Eles foram construídos pela Avibras na década de 1980.

O 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, no Rio, usa canhões de 35 mm recebidos em 1977. Uma comparação serve também para mostrar a dimensão do despreparo do Brasil, tanto em qualidade quanto em quantidade. Enquanto o Exército e a Força Aérea Brasileira (FAB) são obrigados a compartilhar cerca de 160 mísseis russos Igla (que podem ser lançados dos ombros por um soldado), o Exército da antiga Iugoslávia disparou mais de 1.000 mísseis desses apenas no primeiro dia das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Kosovo, em 1999. Na América Latina, os especialistas avaliam que apenas a Venezuela possui uma defesa antiaérea adequada, comprada da Rússia.

O sistema que o Exército quer estabelecer na Copa e nas Olimpíadas empregará cerca de 4 mil homens. A cada jogo, o espaço aéreo perto do estádio será fechado pela Aeronáutica. Cerca de 200 homens estarão envolvidos diretamente na defesa aérea e outros 400 darão apoio. Canhões, baterias antiaéreas e homens armados com lançadores de mísseis serão colocados em posições estratégicas do lado de fora dos estádios.

Em um ponto mais alto, será instalado um radar para detectar qualquer movimento nos céus. Em caso de ataque, os primeiros a entrar em ação serão mísseis antiaéreos de médio alcance, que podem derrubar intrusos a até 12 quilômetros. Se um eventual invasor conseguir passar incólume, os canhões ficarão encarregados do alvo. A última linha de defesa será feita por soldados equipados com mísseis que podem ser lançados do ombro, capazes de atingir alvos a até 5 quilômetros de distância. O tempo de destruição de um alvo não poderá ultrapassar 12 segundos.

Há dois anos o Exército estuda o assunto. Trinta e sete fornecedores foram consultados e 27 empresas da China, da França, dos Estados Unidos, da Suécia e da Rússia responderam. Uma comissão analisa o material recebido das empresas. A assinatura dos contratos está marcada para 16 de novembro. O Exército exige que as empresas concorrentes se comprometam a nacionalizar a produção das armas em oito anos.

Para cumprir o cronograma imposto pela Fifa, todo o sistema precisa estar pronto para operar em janeiro de 2014. Por se tratar de uma despesa para a Copa, a despesa com os equipamentos está livre dos cortes de R$ 50 bilhões do orçamento da União, estabelecidos pelo governo federal. Esse freio segurou, por exemplo, a compra de novos caças para a Aeronáutica e de fragatas e barcos patrulheiros para a Marinha.

Caso não consiga reequipar sua defesa aérea dentro do prazo, o governo terá de contratar um país que preste o serviço. Em 2010, a África do Sul preferiu essa alternativa: pagou cerca de US$ 1 bilhão para as forças armadas de Israel protegerem seus estádios na Copa do Mundo. Mas, por enquanto, essa alternativa ainda não está na mesa.

FONTE: Revista Época

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