A Lockheed Martin começou recentemente a entrega antecipada do sistema TSS (Target Sight System (TSS) para os helicópteros de ataque AH-1Z Cobra do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC).
O TSS é o sensor multi-sistema de controle de fogo para o AH-1Z, integrando sensores no estado-da-arte com capacidades avançadas para adquirir, rastrear e designar alvos. O conjunto de sensores altamente estável inclui um designador laser, monitor de vídeo e um sensor infravermelho de ondas médias de terceira geração com processamento avançado de imagens.
“A equipe de SST trabalhou para assegurar o Cobra seja um dos helicópteros de ataque mais eficaz para combater as ameaças atuais no campo de batalha”, disse Joseph Butera, gerente sênior do programa TSS da Lockheed Martin. “A equipe garantiu que a esquadra tinha o hardware que eles precisavam quando necessário, e os sensores operaram de forma impecável durante os testes.”
A integração do sistema de controle de fogo SST com o AH-1Z Cobra dá aos pilotos a capacidade de detectar e identificar alvos antes que eles voem para o alcance da ameaça, garantindo o alcance ‘standoff’ e o engajamento preciso de alvos em qualquer condição climática.
A Lockheed Martin entregou a primeira unidade de produção dois meses antes do previsto. O helicóptero de ataque Cobra alcançou sua IOC (Initial Operating Capability) em fevereiro de 2011.
O Naval Surface Warfare Center firmou um contrato inicial da produção do TSS em março de 2008 seguido de um contrato de produção em junho de 2010. O sistema é produzido pelas instalações da Lockheed Martin na Flórida e espera-se que o mesmo continue em produção até 2018.
FONTE/FOTOS: Lockheed Martin
SAIBA MAIS: TSS
COLABOROU: Lvieirasantos
Os transporte de tropas blindados leves, como o Striker americano, tem a função de transportar tropas até a frente de batalha onde desembarcam e passam a usar o terreno para avançar e lutar. Os transporte blindados leves não foram projetados para as tropas lutarem de dentro do blindado pois são muito vulneráveis as armas anti-carro.
Ao serem usados em conflitos de baixa intensidade, como o Iraque e Afeganistão, os blindados leves sofreram muito pois os contatos eram próximos e eram muito vulneráveis as minas e explosivos improvisados. A resposta foi usar os blindados resistentes a minas (MRAP).
Os Carros de Combate também foram usados com sucesso devido a grande blindagem, poder de fogo e precisão. A dissuasão era a melhor arma para prevenir ou terminar combates.
Os israelenses também tiveram uma péssima experiência com os seus M-113 durante a invasão do Líbano em 1982 e a ocupação posterior. A resposta foi criar um transporte de tropas blindado pesado que resultou no Achzarit baseado no T-55. O Acharit entrou em operação em 1989. O transporte de tropas blindado pesado israelense mais recente é o Nemer baseado no Merkava. Outros países copiaram a idéia com os russos em 1997 mostrando o BTR-T baseado no T55 e em 2001 os Jordanianos mostraram o Temsah baseado no Centurion.
Os transporte de tropas blindados pesados usam o melhor dos dois mundos. Tem a proteção necessária para as tropas lutarem de dentro do veículo, avançando direto até a posição inimiga, e a ação dissuasiva dos Carros de Combate, mesmo sem ter todo o poder de fogo necessário.
Em 2010 a empresa jordaniana King Abdullah II Design and Development Bureau KADDB mostrou o MAP II (Multipurpose Armour Platform). O MAP II é um blindado de transporte de tropas peso pesado baseado no carro de combate Tariq (Centurion). O MAP II foi equipado com torreta de armas de controle remoto e pode ser armado com mísseis e metralhadoras. Pode levar 13 tropas equipadas que usam uma porta em concha na frente e outra na traseira para entrar e sair do blindado.
Desde de o fim de 2010 que cinco lança-granadas XM-25 estão em uso no Afeganistão com as tropas pára-quedistas do US Army com sucesso mesmo com apenas 55 disparos. O motivo é poder atingir alvos escondidos atrás de pedras ou paredes com projéteis detonados por tempo do tipo ‘airburst’. Com poucos tiros as tropas conseguiam desabilitar emboscadas ou metralhadoras inimigas. Encontros que durariam cerca de 15 minutos foram terminados em poucos minutos com o uso da XM-25 disparando apenas alguns tiros.
Os soldados não gostaram de ter que devolver as arma após alguns meses de uso e conseguiram até mais 36 protótipos que serão entregues até o fim do ano. A produção total deve chegar a 12 mil armas iniciando em 2014. Os novos protótipos serão melhorados com sugestões das tropas e os modelos de produção terão ainda mais mudanças. As tropas querem projeteis com maior alcance (700-1000m).
Os projéteis de 25mm do XM-25 tem quatro modos incluindo o “bursting” (airburst). No modo airbusrt o operador usa um telêmetro laser para determinar a distância até o alvo. A mira mostra onde deve apontar para o projétil passar acima do alvo e explodir. O raio de ação do projétil é de 6 metros. As tropas podem usar suas armas leves para forçar as tropas fugindo a cerca de 500 metros a se esconder e depois atacar com o XM-25. Nesta distância os fuzis M-16 não são muito precisos. Foi calculado que a XM-25 será 300 vezes mais efetiva do que as armas comuns da infantaria.
Os outros modos de tiro são o “PD” (point detonation), detonando por impacto, o PDD (point detonation delay), detonando após penetrar uma porta, janela ou parede mais fina, e o “Window”, para disparar dentro de um cômodo com o projétil detonando logo após o ponto de mira designado. Outros projéteis disponíveis são o penetrador, capaz de penetrar 50 mm de blindagem, o termobárico e o flechete (shotgun).
O carregador do XM-25 leva quatro disparos. A arma pesa cerca de 5,5 kg. O custo total é de US$ 35 mil com uma visor térmico com zoom de 4 vezes.
Fonte: Strategy Page
Um marco significativo para demonstrar a capacidade do helicóptero Apache de operar e atacar, a partir do mar, armados com canhão de 30 mm e mísseis Hellfire, foi alcançado com sucesso durante um exercício muito bem planejado perto de Gibraltar, contra alvos marítimos.
No total, 550 tiros dos canhões 30 milímetros e 9 mísseis Hellfire disparados, atingindo uma taxa de 100% de acerto. Foi a primeira vez que Hellfire foi lançado por helicóptero Apache do AAC (Army Air Corps) em ambiente marítimo.
Atualmente embarcado no HMS Ocean, o maior navio de guerra da Royal Navy, 656 Sqn do 4 Regiment AAC, passaram as últimas semanas realizando treinamentos intensivos que lhes permitam operar de dia ou de noite.
FONTE e FOTOS: RN
Durante a LAAD 2011, a Elbit mostrou uma torreta não tripulada do blindado Guarani do modelo UT30BR. Um detalhe da torreta, sendo parte do requisito do Exército Brasileiro, é um Sistema de Alerta Laser (LWS – Laser Warning System) com cobertura de 360 graus. O sistema oferecido pela Elbit é o modelo E-LAWS (Elbit – Laser Warning System). O E-LAWS atua junto com um Sistema de Gerenciamento de Ameaça (Threat Management System) que mostra a direção, fonte e tipo de ameaça com alerta de áudio e visual. O sistema pode atuar no modo manual, semi-automático e automático.
A foto abaixo mostra duas antenas do E-LAWS bem no centro da foto, do lado dos lançadores de granadas fumígenas.
Um LWS tem a função de proteger o blindado contra armas apontadas com apoio de telemetros laser ou armas guiadas a laser. Ao ser iluminado por feixe de raio laser de um telemetro, apontador ou iluminador laser, os tripulantes tem alerta da direção da ameaça e podem tomar medidas defensivas como se movimentar, se esconder ou lançar cortinas de fumaça.
Os LWS não são armas infalíveis. Com táticas simples é possível anular suas capacidades. Um blindado equipado com um canhão apoiado com uma mira computadorizada com telemetro laser pode evitar alertar sua presa simplesmente apontando o telemetro para um alvo próximo. No momento do disparo a mira é colocada no alvo real. A precisão do disparo pode diminuir, mas as chances de acertar podem aumentar em relação a um alvo tomando medidas defensivas. O mesmo blindado pode usar o telemetro laser para tentar detectar possíveis posições inimigas e alertar seus LWS. Se tomarem medidas defensivas automáticas, como lançar granadas fumígenas, as posições inimigas serão facilmente detectadas.
Marina Rigueira
A Iveco anunciou na tarde desta segunda-feira que vai criar uma divisão de veículos militares cuja primeira ação será gerenciar o projeto do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP-MR), veículo anfíbio, que a empresa desenvolve em conjunto com o Exército Brasileiro. Nomeada Iveco Veículos de Defesa, a nova divisão começa com um investimento de R$ 75 milhões para a construção de uma unidade produtiva dentro do complexo industrial da Iveco, em Sete Lagoas.
A nova área produtiva ocupará uma área de 18 mil metros quadrados e vai acolher a produção seriada das 2.044 unidades do VBTP já encomendadas pelo Exército, que está prevista para começar no segundo semestre de 2012. A expectativa é que a nova unidade crie 350 empregos diretos e os novos empregados serão treinados para tarefas especializadas e raras no mercado, como solda de aço balístico.
A Iveco apresentou ao governador Antonio Anastasia, o protótipo do VBTP-MR, batizado de Guarani. O governador de Minas Gerais destacou a importância do novo investimento da Iveco para a geração de empregos no estado e lembrou que, além de servir ao Exército Brasileiro, a unidade da empresa no Estado poderá exportar parte de sua produção.
“Estamos vendo a Iveco expandindo sua produção, abrindo uma nova unidade de negócios, a Iveco Veículos Defesa. Uma nova tecnologia. Em um primeiro momento, o Exército Brasileiro já contratando mais de 2 mil veículos. O investimento servirá de plataforma para outros veículos de defesa. Servindo não só ao Exército Brasileiro, mas para exportação, o que gera empregos, divisas e aquilo que é mais importante, valor agregado ao produto mineiro”, afirma Anastasia. O Exército Brasileiro já contratou a fabricação de 2 mil unidades do veículo.
Além do blindado, a nova unidade de negócios trabalhará na adaptação especial de caminhões Iveco para o uso militar, como já faz na Europa. O primeiro protótipo do VBTP-MR será exibido na Latin America Air & Defence (LAAD), a maior feira militar da América Latina, que começa no dia 12, no Rio de Janeiro. Após a exibição, o protótipo segue para o campo de provas do Exército Brasileiro em Marambaia (RJ), para um período de testes. Ao mesmo tempo, a Iveco Veículos de Defesa iniciará a construção de um lote piloto de 16 veículos previstos no período de desenvolvimento.
Tecnologia em Minas
Acompanhado do presidente da Grupo Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, do comandante do Exército Brasileiro, general Enzo Martins Peri, e do presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, o governador assistiu à apresentação do novo projeto da Iveco e foi conhecer o modelo do veículo que ficou estacionado, pela manhã, na Praça Cívica, em frente ao Palácio Tiradentes na Cidade Administrativa.
Antonio Anastasia lembrou que Minas Gerais, por meio da fábrica de helicópteros da Helibras, em Itajubá (Sul de Minas), já fornece produtos de alta tecnologia para as Forças Armadas. “Tudo isso é muito positivo para a economia de Minas e para a economia do Brasil. A determinação do nosso Governo é diversificar e agregar valor aos produtos de nosso Estado. E não há dúvida alguma que a indústria de veículos blindados, não só insere tecnologia e conhecimento, mas garante sustento à Iveco na possibilidade de novos saltos”, disse o governador.
Desenvolvimento regional
O presidente da Iveco Latin América, Marco Mazzu, ressaltou nesta segunda-feira que, nos últimos três anos, a Iveco modificou radicalmente o perfil produtivo de Sete Lagoas, baseado até então na produção de ferrogusa. Com a instalação da montadora do Grupo Fiat, a cidade se transformou no segundo pólo automotivo do Estado. Hoje, segundo o presidente, a Iveco emprega diretamente cerca de 2,6 mil pessoas e outros 5 mil indiretas. A empresa também responde por cerca de 35% da arrecadação municipal, segundo o prefeito de Sete Lagoas, Mário Márcio Maroca.
O município tem investimentos previstos de R$ 2,15 bilhões, entre 2003 e 2011, em projetos públicos e privados, com a geração de 6,6 mil empregos diretos. Os principais setores que estão recebendo os investimentos são a siderurgia, indústria têxtil, transporte, segurança, saneamento, metalurgia, comércio, automotivo e agroindústria.
FONTE: Estado de Minas/Economia / FOTOS: Omar Freire/Imprensa MG
Concepção do Aster Block 2 em desenvolvimento, com capacidade de engajamento de mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos.


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