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Nota publicada  por um jornal holandês nesta quinta-feira, 17 de março, diz que o ministro da defesa do país considera a alternativa de retirar do serviço todos os 80 carros de combate do exército. O motivo: corte de gastos.

Duas divisões originariamente foram montadas para proteger a Holanda contra ataques de países comunistas, mas hoje são empregadas em missões de manutenção de paz.

O jornal também revelou que, segundo fontes do Ministério da Defesa, alguns helicópteros de transporte poderão ser desativados, visando economia de recursos.

FONTE: Dutch News 

FOTOS: Ministério da Defesa Holandês

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O presente artigo é uma tradução do texto originalmente postado no blog “IMINT & Analysis“, especializado em análises e interpretações de imagens de satélite. Decidimos traduzir o mesmo porque o estudo foi feito de forma bastante criteriosa e, muito provavelmente, chega bem próximo da realidade do sistema de defesa antiaéreo de caráter estratégico da Líbia.

Esperamos que os nossos leitores, ao final do texto, tenham uma visão mais clara de como funciona e como estão organizadas as defesas estratégicas da Líbia. Este texto também servirá de referência para muitos jornalistas não especializados que escrevem em veículos de grande circulação e carecem de fontes técnicas mais confiáveis para suas matérias.

Introdução

A Líbia possui uma das redes de defesa terra-ar mais robustas do continente africano, perdendo apenas para o Egito, em termos de cobertura e sistemas operacionais. A rede de sistemas de SAM (mísseis superfície-ar) estratégicos está basicamente localizada ao longo da costa, aparentemente defendendo a maior parte da população da Líbia e impedindo a incursão estrangeira no espaço aéreo a partir do mar.

A Força de SAM estratégicos

A rede de sistemas SAM estratégicos da Líbia está subordinada à Força de Defesa Aérea, que por sua vez, está subordinada à Força Aérea da Líbia. Atualmente, acredita-se que ela esteja dividida em cinco comandos regionais distintos e operando uma variedade de equipamentos da era soviética. Os seguintes sistemas SAM de caráter estratégico estão em uso na Força de Defesa Aérea da Líbia:

  • S-75 (SA-2 Guideline)
  • S-125 (SA-3 Goa)
  • S-200 (SA-5 Gammon)

Cobertura EW

Dezessete sites EW ativos e quatro EW inativos fornecem às defesas líbias uma cobertura de alerta radar antecipada, aquisição de alvos para os sistemas SAM e informações para o controle GCI (Ground Control Interceptors) das unidades de caça. Esses sites EW estão localizados principalmente ao longo das regiões costeiras ocidental e oriental, no monitoramento do espaço aéreo ao redor de Trípoli e Benghazi. Radares EW identificados na Líbia são predominantemente equipamentos da era soviética. Os seguintes sistemas foram identificados nas imagens disponíveis:

  • P-12/18 (Spoon Rest)
  • P-14 (Tall King)
  • P-35/37 (Bar Lock)
  • P-80 (Back Net)

Além disso, acredita-se que a Líbia tenha recebido cinco radares de busca aérea italianos modelo LPD-20 em 1983 e três radares EW soviéticos 5N69 (Big Back) entre 1984 e 1985. Nenhum desses sistemas foi identificado nas imagens disponíveis, mas isso não quer dizer que não existam.

A imagem a seguir mostra as localizações dos sítios de radares EW identificados na Líbia:

A imagem seguinte mostra um provável site EW da Líbia, situado perto de Sabha, na porção oeste do interior do país. Isso representa aproximadamente um terço dos sites EW da Líbia. Cinco desses sites são equipados apenas com radares da série P-12/18, com outros cinco equipados com sistemas múltiplos de radar. Os sites P-12/18 provavelmente servem para reforçar ou ampliar a cobertura, com os outros cinco contendo vários radares EW, possivelmente servindo como centros de comando para os comandos regionais.

Alguns sites de SAM estratégicos contém os seus próprios elementos orgânicos EW. Isto permite que eles realizem a aquisição de alvos de maneira independente, ou recebam informações de rastreamento a partir de centros regionais EW. Em sete sites SAM (quatro S-75 e três S-200) foram identificados elementos orgânicos de EW. Os sites de S-75 possuem radares P-12/18 e os sites com S-200 possuem radares P-14. Em nenhum dos sites de S-125 e dos sites restantes de S-75 e de S-200 foram identificados sistemas EW, mas isso é provavelmente devido à qualidade das imagens disponíveis, não por falta de recursos.

A imagem seguinte mostra um radar EW P-12/18 em um site de SAM S-75, perto de Trípoli:

Cobertura SAM

Existem atualmente trinta e um sites de SAM estratégicos ativos identificados na Líbia. A imagem seguinte mostra a localização desses sites.  Sites contendo SAM S-75 estão em vermelho, os que contém S-125 estão em azul claro, e os sites de S-200 em roxo. Como pode ser visto, a esmagadora maioria dos sites de SAM está localizada ao longo das mesmas regiões costeiras onde está presente a maioria dos radares EW.

A imagem seguinte mostra a cobertura geral dada pelos SAM estratégicos identificados na Líbia. Usando o mesmo esquema de cores aplicado anteriormente, os SA-2 cobrem as zonas vermelhas, os S-125 as zonas marcadas em azul, e os S-200 as zonas roxas.

S-75 (SA-2 Guideline)

Existem atualmente onze sites de S-75 no interior da Líbia, que constituem cerca de um terço da força de SAM estratégicos. Fontes russas afirmam que trinta e nove baterias S-75M Volkhov foram fornecidas para a Líbia entre 1974 e 1985. Outras fontes sugerem que a ordem inicial de dezoito baterias fornecidas entre 1974 e 1975 era constituída de sistemas S-75 Dvina. As baterias de S-75 são empregadas na proteção de centros populacionais e instalações militares, predominantemente ao longo da região costeira.

A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias de S-75 da Líbia:

S-125 (SA-3 Goa)

Existem atualmente dezesseis sites ativos com baterias S-125 na Líbia. Oito baterias estão situadas em antigos sites de S-75. O S-125 representa metade dos sistemas SAM estratégicos no país. A Líbia opera a variante Neva-M do S-75, sendo que trinta e três baterias foram fornecidas entre 1974 e 1976. Assim como ocorre com o S-75, as baterias de S-125 estão dispostas de forma a proteger a população e as principais instalações militares, predominantemente ao longo da região costeira.

A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias de S-125:

S-200 (SA-5 Gammon)

Existem atualmente quatro sites equipados com S-200 na Líbia, com duas baterias por site. O S-200 representa o sistema SAM estratégico de maior alcance no arsenal líbio. A proximidade dessas quatro localidades do litoral permite uma ampla cobertura sobre o Mediterrâneo, teoricamente fornecendo uma capacidade de engajamento ‘stand off’. Seis baterias de S-200 foram inicialmente fornecidas para a Líbia, entre 1985 e 1986, com mais cinco entregues em 1988. Existem dúvidas sobre qual variante a Líbia opera. Fontes russas referem-se aos sistemas entregues como sendo do tipo S-200VE, mas os registros do SIPRI mostram que estes são sistemas Angara, o que implica que o modelo S-200DE, de maior alcance, foi entregue.

A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias S-200 líbias. Foi utilizado o alcance da variante Angara, de 300km.

Sistemas táticos de SAM

O Exército líbio opera vários sistemas de SAM táticos que poderiam ser utilizados como arma de defesa de ponto e preencher lacunas na rede global de defesa aérea. Esses sistemas incluem o Kvadrat 2K12 (SA-6 Gainful), o 9K33 Osa (SA-8 Gecko), o 9K31 Strela-1 (SA-9 Gaskin), o 9K35 Strela-10 (SA-13 Gopher) e o Crotale. Embora o 9K33 seja o sistema mais numeroso, o 2K12 representa o sistema SAM tático mais capaz.

Sites Inativos

Foram localizados trinta sites de SAM estratégicos inativos na Líbia. Há quinze sites de S-75, onze de S-125 e quatro de S-200. Estes sites estão todos localizados próximos de áreas com baterias ativas de SAM. E como tal, eles podem representar locais disponíveis para reforçar as defesas de uma determinada região durante períodos de hostilidades ou podem representar locais de dispersão para a unificação posterior de SAM, ao longo do tempo.

Para dar suporte a esse último conceito, deve-se notar que cinco sites inativos (dois de S-75, um de S-125 e dois de S-200) já tiveram baterias operacionais instaladas em algum momento no passado. Além disso, três sites de S-125 e um de S-200 atualmente em operação já estiveram inativos anteriormente. Isto sugere que há uma política de redistribuição e reorganização das baterias. Militarmente, essa é uma boa estratégia, uma vez que dificulta o direcionamento dos armamentos por um agressor em potencial. Embora seja verdade que as localizações de novos sites possam ser deduzidas a partir de análises de imagens ou por ELINT, essa estratégia adiciona uma carga de trabalho a mais aos planejadores de um ataque.

A imagem a seguir mostra as localizações dos sites SAM estratégicos inativos na Líbia:

Instalações de Apoio

Onze instalações de apoio fornecem suporte logístico para a rede de SAM estratégicos. Dez dessas instalações possuem habitações para as guarnições, recargas de mísseis e um complexo de treinamento dedicado. Sete das instalações para guarnições de SAM são de apoio genérico para sistemas múltiplos. Com base na identificação dos componentes dos sistemas pelas imagens disponíveis, duas instalações parecem apenas apoiar o S-75, as demais apoiando o S-125. Todas as instalações de apoio estão localizadas nas proximidades dos locais de lançamento.

A imagem seguinte mostra uma complexa combinação de sistemas de apoio de S-75/125 perto de Trípoli:

A imagem abaixo mostra o complexo de treinamento de SAM da Líbia perto Misratah:

Capacidade estratégica da força de SAM

A rede de sistemas de SAM estratégicos da Líbia está organizada para proporcionar uma zona de defesa em camadas e com sobreposição de campos. As baterias de S-75 e S-125 estão localizadas próximas umas das outras para fornecer redundância e suporte, com o S-125 sendo mais capaz em altitudes mais baixas do que o S-75. O grande número de sites inativos sugere que a força foi reduzida ao longo do tempo. Isso pode ser devido ao término da vida útil dos equipamentos, falhas dos mesmos, razões financeiras ou utilização dos estoques de mísseis.

Cobertura Nacional do S-200

A primeira linha de defesa na rede estratégica da Líbia é o S-200. Posicionada ao longo do litoral, as quatro baterias ativas de S-200 fornecem uma dissuasão confiável para alvos com alto RCS, tais como plataformas ISR. As baterias de S-200 estão localizadas perto de Trípoli, Misratah, Surt e Benghazi.

Cobertura Costeira

Os sites de S-75 e S-125 estão concentrados principalmente ao longo da costa ocidental e oriental. Enquanto as baterias de S-200 estão dispostas para fornecer defesa de barreira do litoral do país, os sites de S-75 e S-125 estão posicionados para oferecer defesa de ponto das zonas críticas. De oeste para leste, esses sites são dispostos ao redor da base aérea de Ibn Nafa, Tripoli, Misratah, Benghazi, Bombah, e Adam. Embora a cobertura contígua da região costeira não seja fornecida por esses sites, cada local é defendido por nada menos do que três baterias. Ibn Nafa e Bombah são defendidas por uma bateria de S-75 e duas de S-125, Misratah é defendida por uma bateria de S-75 e três de S-125 e Benghazi e Adam são defendidas por duas baterias de S-75 e duas baterias de S-125.

A imagem seguinte mostra a cobertura do litoral da Líbia fornecida pelas baterias S-75 e S-125, com a localização das baterias de S-200 também marcada:

Curiosamente, enquanto Surt possui uma bateria ativa de S-200, todos os sites de S-75 e S-125 na área estão atualmente inativos. Isso deixa a costa no golfo de Sidra relativamente indefesa.

Tripoli é a cidade mais pesadamente defendida, contando com três baterias de S-75 e quatro baterias de S-125 e uma de S-200 posicionada ao sul da cidade.  Três guarnições de SAM e três instalações EW também estão presentes na área,assim como quatro sites de SAM inativos.

A imagem seguinte mostra instalações e zonas de cobertura de SAM, perto de Trípoli:

As próximas imagens mostram instalações de SAM e as zonas de cobertura no restante das áreas costeiras.

Base aérea de Ibn Nafa

Misratah

Benghazi

Bombah

Adam

Cobertura no interior do país

Sabha é a única cidade do interior da Líbia a contar com qualquer defesa de SAM estratégico. Grande parte do interior da Líbia é pouco povoada, assim como as regiões de fronteiras. O que faz então Sabha se destacar como um local estratégico? Primeiramente acredita-se que Sabha tenha sido o local onde funcionou o programa de armas nucleares da Líbia. Em segundo lugar, Sabha era o local onde se desenvolviam foguetes líbios no início de 1980, e o foguete OTRAG foi testado a partir das instalações do oasis de Seba.  Há ainda uma significativa presença militar na região, que é provavelmente o motivo pelo qual há a presença de SAM estratégicos e instalações de apoio.

A imagem seguinte mostra instalações de SAM e as zonas de cobertura de Sabha:

Questões de Defesa Aérea

A rede líbia de SAM estratégicos é logicamente montada para defender instalações essenciais, seguida de uma estratégia de defesa de ponto, com sistemas S-200 de longo alcance fornecendo uma barreira “standoff” ao longo da região costeira. No entanto, essa rede possui muitas falhas.

A principal desvantagem da rede líbia de SAM estratégicos é que está baseada em uma tecnologia soviética antiga. Os fabricantes russos atualmente produzem, indiscutivelmente, os mais avançados e capazes sistemas SAM de emprego estratégico no mundo. Muito do seu sucesso reside no fato de que eles têm produzido um conjunto diversificado de sistemas SAM com numerosas variantes. No entanto, essa história também apresenta um problema para as nações que ainda possuem a tecnologia mais antiga: o resto do mundo simplesmente a deixou de lado.

Avanços na guerra eletrônica e nos sistemas ECM fizeram com que muitos dos antigos sistemas da era soviética ficassem obsoletos em um ambiente moderno de combate aéreo. Os sistemas líbios S-75, S-175 e S-200 não são exceção. Além disso, apesar de algumas afirmações em contrário, a força líbia de SAM estratégico foi ineficaz durante as hostilidades com os Estados Unidos em meados da década de 1980.

Em um caso, autoridades militares soviéticas chegaram à conclusão de que o S-200 conseguiu derrubar três aeronaves da Marinha dos EUA em março de 1986, com base apenas na interpretação das leituras do radar (que poderiam indicar fragmentos de aeronaves)  e da presença da atividade de helicópteros na área, sendo esta atribuída aos esforços de CSAR (Busca e Salvamento de Combate). A USN (Marinha dos EUA) nunca adimitiu perdas de aeronaves durante o incidente, o que por si só não indica que nenhuma aeronave tenha sido perdida, mas os outras duas informações podem corroborar esta hipótese.

A eventual presença de fragmentos de aeronaves nas telas dos operadores de radar poderia ter sido atribuída ao lançamento de chaffs para ludibriar os radares, principalmente se a aeronave desceu abaixo do campo do radar de vista após isto. Além disso, a atividade de helicópteros na área não se limitou às operações de CSAR na USN, podendo ser patrulhas antissubmarino, busca e identificação de contatos de superfície, ou simplesmente voos em missões de dissimulação. Seja qual for o caso, as evidências não são conclusivas e não indicam que qualquer aeronave da USN tenha sido abatida palas baterias de S-200.

No final de 1986, a rede de SAM estratégicos da Líbia foi acionada durante a Operação ELDORADO CANYON, a resposta militar dos EUA ao apoio líbio a atos terroristas.O brigadeiro Vladimir Yaroshenko, um ex-oficial soviético encarregado de sistemas SAM da PVO, foi designado para analisar o pífio desempenho dos sistemas antiáreos soviéticos fornecidos à Líbia.  Yaroshenko constatou uma pobre cadeia de comando e controle, uma cobertura de radar pobre e uma falta de conhecimento das armas americanas antirradar e suas táticas. Um fato interessante que ele mencionou foi que as baterias de S-75 tinham uma altura mínima de engajamento de 100 metros, correspondentes ao sistema Volkhov S-75M como mencionado anteriormente.  Ele também confirmou que apenas um avião dos EUA, um F-111, foi abatido por fogo antiaéreo.

Parte do problema atual resulta de sanções internacionais impostas à Líbia durante a década de 1980 que, efetivamente, não permitiram que os sistemas obsoletos fossem atualizados. O resto do problema está nos próprios sistemas. Todos os três tipos de SAM estratégicos operados pela Líbia, foram exaustivamente estudados por agências de inteligência ocidentais, e muitos países ocidentais enfrentaram esses mesmos sistemas em combate por diversas vezes, permitindo a melhoria constante de contra-medidas eletrônicas.

Além disso, nenhum dos sistemas utilizados pela Líbia possui uma capacidade de engajamento de alvos múltiplos. Os únicos sites de SAM que representaram alguma ameaça para as aeronaves eram os de S-200, que possuíam vários radares  5N62 (Square Pair). Mesmo com a capacidade do sistema estratégico de SAM ser implantado visando a sobreposição de alcances de mísseis, o número relativamente pequeno de sites representa uma ameaça para apenas um pequeno número de alvos. Como resultado, toda a rede fica facilmente suscetível à saturação do sistema.

A segunda desvantagem para a rede estratégica de SAM da Líbia é o seu layout. Mesmo que estes sistemas mais antigos da era soviética ainda sejam confiáveis frente às ameaças regionais pouco modernas, o sistema ainda tem um número significativo de lacunas que poderiam ser exploradas. Os sistemas S-200 representam uma ameaça mais significativa sobre o mar, mas é limitado por ter uma altitude mínima de engajamento de 300 metros. Qualquer aeronave ou míssil que disponha de radar de acompanhamento de terreno seria capaz de explorar facilmente essa fraqueza e se aproximar da costa da Líbia. Uma vez alcançado litoral, o ponto mais óbvio de penetração seria a área adjacente ao golfo de Sidra, que é desprovida de sistemas de SAM estratégicos.

Além disso, como evidenciado na imagem apresentada anteriormente, existem lacunas entre as baterias de S-75 e de S-125 que poderiam ser exploradas. Isso, no entanto, não leva em consideração a presença de interceptadores, artilharia antiaérea, ou unidades de SAM táticos, uma vez que estes sistemas estão fora do escopo desta análise.

Conclusão

Em resumo, a rede da SAM estratégicos da Líbia requer a adição maciça de novas tecnologias para se manter viável no século XXI.  Ela não foi capaz de repelir um ataque há mais de vinte anos, e não há nenhuma razão para suspeitar de que ela seja capaz de tal ação hoje. A Líbia negocia a compra de avançados sistemas S-300PMU-2 (SA-20B Gárgula) russos, o que seria um longo caminho para modernizar a rede e restaurar a sua eficácia.

O Coronel Gaddafi tem feito grandes progressos em trazer a Líbia de volta à comunidade internacional, e merece uma grande quantidade de elogios por isso, mas tal medida não deve diminuir o desejo do governo líbio ou a responsabilidade deste em apresentar defesa adequada para os seus cidadãos.

FONTE: IMINT & Analysis (tradução, adaptação e edição: ForTe)

LEIA TAMBÉM:

A força terrestre russa vai começar a receber um número razoável de armas avançadas, em 2011, incluindo  o sistema de mísseis de defesa aérea S-300V4 modernizado, informou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira.

“A partir de 2011, as forças terrestres receberão o S-300V4 modernizado, o Buk-M2 sistemas de defesa aérea de médio alcance, Tor-M2 de curto alcance e sistemas portáteis de defesa aérea”, disse o Ministério em um comunicado.

As Forças Terrestres continuarão a receber os mísseis balísticos táticos Iskander-M (SS-26 Stone) , novo sistema de lançamento múltiplo de foguetes, canhões auto-propulsados,  veículos blindados BTR-82A e sistemas de mísseis anti-tanque.

FONTE: RIANOVOSTI

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Tiger down

Na foto, o que restou de um Eurocopter Tiger francês que caiu no Afeganistão, sendo levado por um Chinook.

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A empresa britânica de defesa BAE Systems quer estender o uso da tecnologia E-Ink dos eReaders para os carros de combate. A empresa traçou planos que podem colocar a tecnologia E-Ink de camuflagem em campo num período “muito curto” de tempo.

A tecnologia, em termos simples, usa sensores para coletar dados de fora em torno do veículo, antes de distribuir a informação sobre uma superfície de E-Ink. Os sensores usariam o terreno ao redor do carro de combate, as cores e quaisquer outras informações disponíveis, para projetar uma superfície que corresponde ao entorno do blindado, tornando-o virtualmente invisível.

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A Raytheon Company e a Oshkosh Corp., juntamente com o US Army e US Navy, provaram a manobrabilidade, integração e performance do Mobile Land-Based Phalanx Weapon System durante demonstração de tiro real em dezembro de 2010.

O MLPWS integra o Centurion Land-Based Phalanx Weapon System provado em combate num veículo Heavy Expanded Mobility Tactical Truck (HEMTT) A3. Todas as funções do Centurion equipado com o Phalanx Block 1B são mantidas no MLPWS, que provê um componente mais flexível do US Army contra ataques de morteiros, artilharia e foguetes.

O MLPWS usa um canhão de 20mm M61A1 Gatling com munição M-940 de auto-destruição, numa cadência de 4.500 tiros por minuto. O sistema emprega um radar de busca e rastreamento avançado que permite a detecção e o engajamento autônomo de alvos. O Phalanx pode ser interfaceado com outros sensores e sistemas provendo uma proteção de alvos de alto valor no solo.

O veículo HEMTT da Oshkosh de 10 toneladas e oito rodas, foi projetado para transportar ressuprimentos de veículos e sistemas de combate. O HEMTT A3 possui o revolucionário sistema de propulsão diesel-elétrica ProPulse(R), que melhora a eficiência de combustível em 20%.

Um gerador integrado pode fornecer 100 kilowatts de corrente alternada para operações externas. O veículo pode subir gradientes de 60 graus e atingir 100km/h.

O vídeo abaixo mostra o Centurion Phalanx engajando morteiros em pleno ar.

FONTE: Raytheon

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O Iraque vai comprar US$ 13 bilhões em armamentos dos Estados Unidos até 2013 e deve gastar mais US$13 bilhões em armas depois, segundo um jornal de Bagdá, citando um porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano.

O Al Ittihad citou o Major General Mohammed Al Askari, dizendo que o Iraque já celebrou um contrato no valor de mais de US$ 13 bilhões com os Estados Unidos.

O dinheiro será usado para comprar aviões, helicópteros, carros de combate, veículos blindados, navios de guerra e mísseis, que vão entrar em serviço na defesa iraquiana e nos ministérios do interior.

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O Ministério da Defesa do Brasil concedeu à Aeroeletrônica (AEL) um contrato plurianual de cerca de R$ 440 milhões de reais (aproximadamente US$ 260 milhões), para a entrega de “várias centenas” de torretas armadas não-tripuladas. As torres de canhões de 30 milímetros serão integradas aos veículos blindados VBTP-MR Guarani 6 × 6, desenvolvido pela Iveco.

A partir de 2012, o Exército Brasileiro está planejando comprar 2.044 veículos blindados Guarani por 20 anos, sob um programa plurianual no valor de R$ 6 bilhões (cerca de 3,5 bilhões de dólares). A série de pré-produção de 16 veículos vai entrar em teste em 2011.

Esses veículos serão montados no Brasil a partir de componentes e subsistemas importados. Eventualmente, o programa prevê a incorporação de 60% de conteúdo nacional, com o objetivo de reduzir os custos de produção e manutenção. O Guarani vai substituir os obsoletos veículos 6 × 6 Urutu , usados atualmente pelas forças armadas brasileiras.

A AEL é uma subsidiária da Elbit Systems (NASDAQ: ESLT), maior empresa de defesa de Israel. Este contrato segue uma adjudicação de outro contrato com a Elbit Systems em 2009, para fornecer várias torretas não-tripulados em concorrência pública da qual os principais fabricantes mundiais participaram. As entregas das torres não-tripuladas serão determinado de acordo com um cronograma e um perfil de financiamento plurianual a ser definido pelas partes.

As torretas UT30 já foram integradas a inúmeros veículos, e entregues a vários exércitos europeus, entre eles o Piranha belga, o AMV para a Eslovênia e português Pandur II.

COLABOROU: Falcon

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre a ação da Polícia contra o tráfico hoje no Rio de Janeiro no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

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Contrato foi assinado na quinta-feira (30 de dezembro), em Brasília, e capacitará os helicópteros a operarem por, no mínimo, mais 25 anos

Mais de duas décadas depois da incorporação dos primeiros helicópteros AS350 Esquilo à frota do Comando de Aviação do Exército (CAvEx), a Helibras vai implantar um programa de modernização de 33 aeronaves que se encontram em operação naquele Comando e reconstrução de outras três desse modelo que se encontram inoperantes.

O contrato para realização do programa, no valor de US$ 92 milhões, foi assinado no dia 30 de dezembro passado, no Quartel General do Exército, em Brasília. Os trabalhos terão inicio este ano, nas instalações da Helibras, em Itajubá (MG), com término previsto para 2018.

O programa de modernização capacitará os helicópteros a operar por pelo menos mais 25 anos e abrangerá a substituição dos bancos por modelos com blindagem e capacidade de absorção de impacto, a instalação de um piloto automático e a troca do painel de instrumentos analógico por um sistema integrado com telas MFD (Multifunction Display), que reúnem informações de navegação.

As novas soluções de aviônicos serão desenvolvidas no Brasil pela Sagem Avionics em conjunto com a Aeroeletrônica, com base em um acordo de cooperação firmado entre as duas empresas e a Helibras em novembro último. Esse fornecimento assegurará a revisão desses equipamentos no Brasil, como também futuras modernizações de outras aeronaves civis e militares na região.

Além da frota de aeronaves do CAvEx, o pacote de modernização criado pela Helibras está preparado para atender toda a frota de AS350 Esquilo em operação no Brasil – cerca de 300 aeronaves. Segundo Eduardo Marson, presidente da Helibras, trata-se de uma importante inovação que a Helibras introduz em seu mais versátil modelo: “A tecnologia deu enorme salto desde que os primeiros AS350 Esquilo começaram a ser operados. A aviônica ganhou itens digitais, gerenciados por computadores, que resultam em mais segurança e menor carga de trabalho para o piloto”, afirma o executivo.

Principais itens

O glass cockpit é o item mais significativo da modernização porque oferece uma nova concepção de voo. Três telas de LCD fornecem informações de atitude, velocidade no ar, altitude, velocidade vertical, razão de guinada e HSI, bem como todas as informações do motor e da estrutura.
O módulo também traz um conjunto de modernos equipamentos de navegação e comunicações, permitindo que as informações essenciais passem a ser apresentadas de forma concentrada sobre a situação de voo e sistemas, reduzindo o tempo em varreduras no painel, além de permitir uma leitura precisa e extremamente rápida dos dados dos sistemas e dos parâmetros de voo.

O piloto automático é o modelo Sagem AP85, um AFCS (Automatic Flight Control System) que provê estabilidade nos eixos longitudinal e transversal, e aumento na estabilidade com controle automático de ajustes finos de voo. O seu computador de ajustes finos (trim) comanda um atuador paralelo de tal modo que mantém o cíclico centrado durante todo o momento, para que haja sempre a máxima capacidade de manobra sobre os comandos, memorizando a atitude da aeronave no momento em que é acoplado, garantindo o vôo estável e o enquadramento do alvo nos momentos de uso do armamento aerotransportado. A estabilidade proporcionada pelo AP85 também significa um auxílio valioso nas missões de observação, de ataque e reconhecimento armado, ou mesmo em missões de salvamento realizadas pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil.

Os novos bancos com absorção de energia oferecem proteção do tipo anti-crash, permitem ajuste longitudinal e de altura, proporcionando melhor campo visual para os pilotos; serão instaladas placas de compósitos especiais, que oferecem uma proteção blindada. São três partes, sendo uma posicionada no piso da cabine, sob os pedais, uma nas laterais, entre cada piloto e as portas, e outra nos encostos dos assentos.

FOTO: Guilherme Wiltgen/ForTe

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