A Krauss-Maffei Wegmann Krauss-Maffei Wegmann (KMW) estará com um estanade próprio na Feira Internacional e Conferencia de Aviação, Espaço Aéreo e Tecnologia de Defesa, a LAAD (Latin America Aero & Defence) na cidade do Rio de Janeiro no dia 12.04.2011. Além de inúmeros outros recursos, a KMW apresentará um veículo de transporte militar para o mercado brasileiro.
A fábrica alemã de blindados e de manutenção de equipamentos pesados abriu sua filial na cidade gaúcha de Santa Maria em fevereiro deste ano, transferido de São Paulo. Daqui a um ano, já deve estar em funcionamento a unidade de manutenção dos blindados Leopard, comprados pelo Exército Brasileiro.
Porém, a KMW tem planos bem mais ousados. Também serão feitos serviços especializados de manutenção de veículos e equipamentos pesados para empresas privadas. No futuro, a empresa pretende ainda construir uma fábrica de blindados ou outros equipamentos em Santa Maria.
A Iveco anunciou na tarde desta segunda-feira que vai criar uma divisão de veículos militares cuja primeira ação será gerenciar o projeto do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP-MR), veículo anfíbio, que a empresa desenvolve em conjunto com o Exército Brasileiro. Nomeada Iveco Veículos de Defesa, a nova divisão começa com um investimento de R$ 75 milhões para a construção de uma unidade produtiva dentro do complexo industrial da Iveco, em Sete Lagoas.
A nova área produtiva ocupará uma área de 18 mil metros quadrados e vai acolher a produção seriada das 2.044 unidades do VBTP já encomendadas pelo Exército, que está prevista para começar no segundo semestre de 2012. A expectativa é que a nova unidade crie 350 empregos diretos e os novos empregados serão treinados para tarefas especializadas e raras no mercado, como solda de aço balístico.
A Iveco apresentou ao governador Antonio Anastasia, o protótipo do VBTP-MR, batizado de Guarani. O governador de Minas Gerais destacou a importância do novo investimento da Iveco para a geração de empregos no estado e lembrou que, além de servir ao Exército Brasileiro, a unidade da empresa no Estado poderá exportar parte de sua produção.
“Estamos vendo a Iveco expandindo sua produção, abrindo uma nova unidade de negócios, a Iveco Veículos Defesa. Uma nova tecnologia. Em um primeiro momento, o Exército Brasileiro já contratando mais de 2 mil veículos. O investimento servirá de plataforma para outros veículos de defesa. Servindo não só ao Exército Brasileiro, mas para exportação, o que gera empregos, divisas e aquilo que é mais importante, valor agregado ao produto mineiro”, afirma Anastasia. O Exército Brasileiro já contratou a fabricação de 2 mil unidades do veículo.
Além do blindado, a nova unidade de negócios trabalhará na adaptação especial de caminhões Iveco para o uso militar, como já faz na Europa. O primeiro protótipo do VBTP-MR será exibido na Latin America Air & Defence (LAAD), a maior feira militar da América Latina, que começa no dia 12, no Rio de Janeiro. Após a exibição, o protótipo segue para o campo de provas do Exército Brasileiro em Marambaia (RJ), para um período de testes. Ao mesmo tempo, a Iveco Veículos de Defesa iniciará a construção de um lote piloto de 16 veículos previstos no período de desenvolvimento.
Tecnologia em Minas
Acompanhado do presidente da Grupo Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, do comandante do Exército Brasileiro, general Enzo Martins Peri, e do presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, o governador assistiu à apresentação do novo projeto da Iveco e foi conhecer o modelo do veículo que ficou estacionado, pela manhã, na Praça Cívica, em frente ao Palácio Tiradentes na Cidade Administrativa.
Antonio Anastasia lembrou que Minas Gerais, por meio da fábrica de helicópteros da Helibras, em Itajubá (Sul de Minas), já fornece produtos de alta tecnologia para as Forças Armadas. “Tudo isso é muito positivo para a economia de Minas e para a economia do Brasil. A determinação do nosso Governo é diversificar e agregar valor aos produtos de nosso Estado. E não há dúvida alguma que a indústria de veículos blindados, não só insere tecnologia e conhecimento, mas garante sustento à Iveco na possibilidade de novos saltos”, disse o governador.
Desenvolvimento regional
O presidente da Iveco Latin América, Marco Mazzu, ressaltou nesta segunda-feira que, nos últimos três anos, a Iveco modificou radicalmente o perfil produtivo de Sete Lagoas, baseado até então na produção de ferrogusa. Com a instalação da montadora do Grupo Fiat, a cidade se transformou no segundo pólo automotivo do Estado. Hoje, segundo o presidente, a Iveco emprega diretamente cerca de 2,6 mil pessoas e outros 5 mil indiretas. A empresa também responde por cerca de 35% da arrecadação municipal, segundo o prefeito de Sete Lagoas, Mário Márcio Maroca.
O município tem investimentos previstos de R$ 2,15 bilhões, entre 2003 e 2011, em projetos públicos e privados, com a geração de 6,6 mil empregos diretos. Os principais setores que estão recebendo os investimentos são a siderurgia, indústria têxtil, transporte, segurança, saneamento, metalurgia, comércio, automotivo e agroindústria.
FONTE: Estado de Minas/Economia / FOTOS: Omar Freire/Imprensa MG
TÓQUIO — Os 50 trabalhadores que permaneceram nas instalações da central de Fukushima para resfriar os reatores danificados e o material irradiado são os novos heróis do Japão, os homens dispostos a sacrificar suas vidas para salvar a nação.
Em um ambiente contaminado pelos altos níveis de radiação, estes funcionários da companhia Tokyo Electric Power (Tepco) tentam resolver os problemas provocados pelo colapso dos sistemas de resfriamento e alimentação elétrica da central.
Este colapso já causou a fusão parcial de três dos reatores da central e a exposição das barras de combustível, que também ameaçam entrar em fusão, ao ar livre, liberando na atmosfera quantidades consideráveis de elementos radioativos.
Estes últimos trabalhadores presentes na central, após o terremoto seguido de tsunami da última sexta-feira, foram retirados do local brevemente na quarta-feira, quando o nível de radioatividade aumentou de maneira alarmante.
“Estas pessoas que estão trabalhando nas centrais enfrentam (o problema) sem titubear”, comentou Michiko Otsuki, funcionária da central Fukushima 2, situada a 12 km de Fukushima 1, onde estão os reatores danificados.
“Só posso rezar pela segurança de todos eles… Não esqueçam que estão trabalhando para nos proteger, a cada um de nós, em troca de suas próprias vidas”, escreveu Michiko na rede social japonesa Mixi.
O primeiro-ministro Naoto Kan também elogiou os esforços e a coragem destes homens.
“Na Tepco e nas empresas associadas, eles se esforçam neste momento para injetar água (nos reatores), estão fazendo todo o possível sem sequer pensar no perigo”, disse Kan.
Quando a Tepco recrutou mais 20 homens para participar das operações, foi procurada por vários funcionários que haviam sido retirados no começo da crise, segundo a agência Jiji.
Entre estes novos voluntários está um homem de 59 anos, que estava a um ano e meio da aposentadoria, anunciou sua filha em uma mensagem no site Prayforjapan.jp, conectado ao Twitter desde a catástrofe.
“Não pude deixar de chorar quando soube que meu pai seria enviado amanhã (…). Em minha casa, meu pai parece um tanto nervoso, mas nunca estive tão orgulhosa dele”, indicou.
Segundo David Brenner, diretor do centro de pesquisa radiológica de Columbia Service, os trabalhadores de Fukushima 1 estão expostos a um “risco significativo” dados os altos níveis de radioatividade aferidos no local.
“Eles já são heróis… Vão suportar exposições muito elevadas à radiação”, disse Brenner à BBC.
Na terça-feira, um nível de radioatividade de 400 millisieverts por hora foi observado perto do reator 3. Se uma pessoa permanece por uma hora em um local como este, receberá uma dose de radiação ionizante 20 vezes maior que o permitido aos trabalhadores do setor nuclear na França.
Mesmo assim, a gratidão dedicada aos 50 “liquidadores” japoneses – que lembra o sentimento despertado pelos homens que se sacrificaram para limpar o estrago provocado pelo colapso de Chernobyl, na Ucrânia, há 25 anos – não impede as críticas à forma como foram organizadas as operações de contenção de crise, tanto pela Tepco quanto pela Agência de Segurança Nuclear japonesa.
Houve críticas inclusive do ministério da Defesa japonês, depois que soldados envolvidos nas operações ficaram feridos e talvez tenham sido expostos à radiação, quando uma explosão fez voar pelos ares parte do edifício externo do reator 3, indicou o jornal Yomiuri.
Japão alerta sobre risco de blecaute em Tóquio hoje
O governo japonês alertou sobre o risco de um possível grande blecaute nesta quinta-feira na região de Tóquio em decorrência dos problemas de provisão elétrica causados pelo terremoto seguido de tsunami da última sexta-feira (11), que danificaram várias usinas nucleares.
Por isso, foi pedido que as operadoras de trem da área de Tóquio suspendam o serviço na parte da tarde e que as empresas reduzam o consumo, segundo o ministro da Indústria japonês, Banri Kaieda, citado pela agência local Kyodo.
A situação se complicou ainda mais com o aumento do consumo de eletricidade devido à forte queda das temperaturas desde a noite de quarta-feira, o que gerou o temor de que durante o dia de hoje a demanda supere a oferta.
Nesta quinta-feira, a quatro dias do início da primavera, prevê-se que a temperatura em Tóquio fique próxima a 0ºC à noite, como já ocorreu ontem.
O devastador terremoto da última sexta-feira, que deixou mais de 14 mil vítimas entre mortos e desaparecidos no nordeste do Japão, ocasionou problemas em várias usinas nucleares, sobretudo na central de Fukushima, onde as autoridades lutam desde sábado para conter a deterioração de seus reatores.
Este panorama fez com que duas operadoras de eletricidade japonesas tenham passado a aplicar cortes de luz com duração entre três e seis horas em parte do território, além de pedir que os japoneses reduzam o consumo, algo que havia sido alcançado, embora o frio tenha chegado e prejudicado este esforço.
As principais operadoras de trem da região de Tóquio, a JR East e a Tokyo Metro, haviam indicado que reduziriam seus serviços a partir das 17h desta quinta-feira (5h de Brasília).
A temperatura caiu desde a noite de ontem nas regiões abastecidas pela Tepco (Tokyo Electric Power), operadora da usina de Fukushima.
Há quatro dias a empresa está empreendendo cortes de luz na região de Kanto, na qual se encontra Tóquio, para tentar impedir grandes blecautes.
A área metropolitana de Tóquio é habitada por mais de 30 milhões de pessoas, que utilizam os trens para chegar a seus locais de trabalho, mas, desde a crise gerada pelo terremoto, muitas pessoas optaram por trabalhar de casa.
A ministra de Reforma Administrativa, Murata Renho, solicitou à população maior esforço na economia de luz, já que a demanda por energia pode superar o que a Tepco pode fornecer no caso de os atuais níveis se manterem.
Cerca de dez milhões de lares serão afetados hoje pelos planos de cortes de energia da Tepco, segundo a agência local “Kyodo”.
Alguns leitores do ForTe enviaram e-mail perguntando um pouco mais sobre o padrão de camuflagem ABU. Então decidimos fazer esse pequeno artigo mostrando esse padrão de camuflagem até então adotado pela USAF (United States Air Force – Força Aérea dos Estados Unidos).
O ABU (Airman Battle Uniform), foi desenvolvido a partir do antigo padrão de camuflagem Tiger Stripe e tem como características as listras horizontais, parecido com listras de tigres, com desenho “semi-pixelado”, nas cores azul e cinza em tons pasteis. O seu uso na USAF iniciou-se em 2003; em 2007 passou ser padrão em todas as unidades.
O ABU nunca foi muito bem aceito pelos militares da USAF e por isso, durante muitos anos, era comum ver a tropa usando o antigo BDU (Battle Drass Uniform) em Woodland ou DCU (Desert Combat Uniform Desert) em Desert Three-Color.
Até mesmo, dependendo a operação, eram autorizados a usar o ACU (Army Combat Uniform) ou o MultiCam. O MultiCam, por exemplo, já estava sendo usado oficialmente como uniforme das unidades Pararescue.
A empresa britânica de defesa BAE Systems quer estender o uso da tecnologia E-Ink dos eReaders para os carros de combate. A empresa traçou planos que podem colocar a tecnologia E-Ink de camuflagem em campo num período “muito curto” de tempo.
A tecnologia, em termos simples, usa sensores para coletar dados de fora em torno do veículo, antes de distribuir a informação sobre uma superfície de E-Ink. Os sensores usariam o terreno ao redor do carro de combate, as cores e quaisquer outras informações disponíveis, para projetar uma superfície que corresponde ao entorno do blindado, tornando-o virtualmente invisível.
A Raytheon Company e a Oshkosh Corp., juntamente com o US Army e US Navy, provaram a manobrabilidade, integração e performance do Mobile Land-Based Phalanx Weapon System durante demonstração de tiro real em dezembro de 2010.
O MLPWS integra o Centurion Land-Based Phalanx Weapon System provado em combate num veículo Heavy Expanded Mobility Tactical Truck (HEMTT) A3. Todas as funções do Centurion equipado com o Phalanx Block 1B são mantidas no MLPWS, que provê um componente mais flexível do US Army contra ataques de morteiros, artilharia e foguetes.
O MLPWS usa um canhão de 20mm M61A1 Gatling com munição M-940 de auto-destruição, numa cadência de 4.500 tiros por minuto. O sistema emprega um radar de busca e rastreamento avançado que permite a detecção e o engajamento autônomo de alvos. O Phalanx pode ser interfaceado com outros sensores e sistemas provendo uma proteção de alvos de alto valor no solo.
O veículo HEMTT da Oshkosh de 10 toneladas e oito rodas, foi projetado para transportar ressuprimentos de veículos e sistemas de combate. O HEMTT A3 possui o revolucionário sistema de propulsão diesel-elétrica ProPulse(R), que melhora a eficiência de combustível em 20%.
Um gerador integrado pode fornecer 100 kilowatts de corrente alternada para operações externas. O veículo pode subir gradientes de 60 graus e atingir 100km/h.
O vídeo abaixo mostra o Centurion Phalanx engajando morteiros em pleno ar.
O Iraque vai comprar US$ 13 bilhões em armamentos dos Estados Unidos até 2013 e deve gastar mais US$13 bilhões em armas depois, segundo um jornal de Bagdá, citando um porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano.
O Al Ittihad citou o Major General Mohammed Al Askari, dizendo que o Iraque já celebrou um contrato no valor de mais de US$ 13 bilhões com os Estados Unidos.
O dinheiro será usado para comprar aviões, helicópteros, carros de combate, veículos blindados, navios de guerra e mísseis, que vão entrar em serviço na defesa iraquiana e nos ministérios do interior.
Desenvolvimento de uma Mentalidade de Defesa no Brasil
A sociedade brasileira não demonstra ainda grande interesse pelos assuntos diretamente ligados à defesa nacional e o tema não é prioritário para as lideranças e os formadores de opinião do País.
A Estratégia Nacional de Defesa apresenta dentre suas metas o desenvolvimento de uma mentalidade de defesa na sociedade. Nesse sentido, A "trilogia" Forças de Defesa tem como objetivo tornar os assuntos de defesa parte da agenda nacional, a ponto de influenciar decisivamente as políticas governamentais no futuro.
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