Página 9 de 28« Primeira...7891011...20...Última »

A história do Land Warrior

Em 2006, o Program Executive Office Soldier do US Army Infantry Center conduziu uma série de avaliações do sistema de combate Land Warrior e Mounted Warrior, nas áreas de Doutrina, Organização, Treinamento, Material, Liderança e Educação, Pessoal e Instalações. Entre maio de junho de 2006, mais de 400 soldados de Fort Lewis completaram o treinamento de combate nos sistemas.

As avaliações serviram para que os líderes do US Army pudessem determinar táticas, técnicas, procedimentos e a direção dos programas Land Warrior e Mounted Warrior.

O 4th Battalion, 9th Infantry Regiment, parte da 4th Stryker Brigade Combat Team, 2nd Infantry Division de Fort Lewis, foi equipado com 440 Land Warrior Systems e 147 Mounted Warrior Systems.

O Land Warrior combina computadores, lasers, módulos de navegação, rádios e outros equipamentos avançados para prover o soldado com a habilidade comunicação no campo de batalha, consciência situacional e capacidade de sobrevivência.

O Mounted Warrior system, projetado para tripulantes de veículos blindados, inclui sistemas de comunicação e displays para melhorar a consciência situacional dentro e fora do veículo.

O Programa Land Warrior foi suspenso em fevereiro de 2007, mas o 4th Battalion – 9th Infantry Regiment empregou o equipamento no Iraque, o que foi considerado a fase final de testes, até que uma decisão seja tomada para a aquisição do sistema no Future Force Warrior.

LEIA TAMBÉM:

Tagged with:
 

Cópia chinesa do ‘Humvee’

Mais um na lista de equipamentos militares americanos copiados pelos chineses.

Tagged with:
 

Diante de um déficit enorme de mísseis guiados anti-tanque (ATGM), juntamente com o atraso na introdução do novo míssil Nag de produção local, a Índia vai solicitar a compra de um grande número de sistemas Javelin dos EUA.

O acordo para a aquisição dos sistemas portáteis Javelin ATGM, “dispare e esqueça”, voltará a ser uma relação direta de governo a governo, sob o programa Foreign Military Sales (FMS) dos EUA, sem qualquer concorrência global de múltiplos fornecedores.

Para desânimo dos russos e europeus, a Índia está cada vez mais tomando a via FMS para grandes negócios de armamento com os EUA. À beira da finalização, está a compra de 10 jatos C-17 de transporte aéreo Globemaster III, por cerca de US$ 3 bilhões.

Para o contrato do Javelin, o Ministro da Defesa A K Antony disse ao Parlamento, na segunda-feira, que a “carta de pedido” ao Governo dos EUA para o ATGM de terceira geração, juntamente com “transferência de tecnologia”, será emitida em breve.

Isto significa que a Índia vai comprar alguns sistemas Javelin, de 2,5km de alcance, ”off-the-shelf”, enquanto um número muito maior será de produção autóctone, fabricados sob licença. Os EUA já demonstraram o sistema Javelin durante o exercício de combate bilateral “Yudh-Abhyas”, em outubro do ano passado, em Babina.

Embora o número exato de sistemas Javelin que a Índia irá comprar ainda esteja por ser decidido, ele poderá muito bem passar dos milhares. O Exército, apesar de tudo, tem um déficit de cerca de 44 mil ATGMs de tipos diferentes. “Embora o Exército detenha uma participação autorizada de 81.206 ATGMs, nem metade desse número está presente em seu inventário”, disse uma fonte.

E isto quando o Paquistão está introduzindo em serviço um grande leque de mísseis, incluindo 2.769 TOW-2A, mísseis pesados anti-blindagem, dos EUA.

As unidades mecanizadas, bem como as unidades de infantaria regular armadas com sistemas ATGM avançados, são consideradas fundamentais para abrandar, e até paralisar, a penetração blindada do inimigo num território.

As unidades de infantaria indianas atualmente estão equipadas com variantes ATGM de segunda geração Milan, de 2km de alcance e Konkurs, de 4km de alcance, produzidas pela PSU Bharat Dynamics Ltd, sob licença de empresas francesas e russas.

Para o míssil de terceira geração Nag ATGM, com 4km de alcance, o Exército fez uma encomenda inicial de 443 mísseis e 13 Namicas (veículo blindado de transporte sobre lagartas). Depois de 20 anos de desenvolvimento, o Nag está apenas começando a entrar em fase inicial de produção.

A urgência sobre o rápido encolhimento do estoque de ATGMs pode ser medido pelo fato de que o Exército encomendou 4.100 “mísseis avançados” Milan-2T, com “ogivas em tandem”, assim como 15.000 mísseis Konkurs-M, ao longo dos últimos dois anos.

FONTE: The Times of India

Tagged with:
 

Parceria de fabricante com Exército ainda depende do aval do governo

Roberto Godoy

O Comando do Exército e a Avibras Aeroespacial vão desenvolver, em programa conjunto, o sistema Astros 2020, próxima geração do bem-sucedido Astros, conjunto lançador de foguetes de artilharia de saturação.

No novo conceito, a arma passa a incorporar um míssil de cruzeiro com alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TM e munições com maior poder de fogo. O principal avanço todavia é na área eletrônica, toda digital.

O investimento no projeto está estimado em R$ 1,2 bilhão, distribuído ao longo de seis anos.

A parceria com o Exército implica aprovação técnica, mas não financeira. A questão do dinheiro será levada hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Guido Mantega, da Fazenda, deve participar.

O programa é vital para a Avibras. Segundo um relatório a que o Estado teve acesso, sem a encomenda e sem recursos em caixa seria necessário demitir cerca de 600 funcionários da empresa e, na rede de fornecedores, os cortes atingiriam até 1.800 vagas. A carteira internacional, envolvendo países como a Arábia Saudita, Malásia, Catar e Colômbia – todos usuários do Astros II – seria posta em risco pela descontinuidade no atendimento. Há novos negócios em andamento na África, na Ásia e no Oriente Médio.

O presidente da empresa, Sami Hassuani, afirma que “as Forças estrangeiras que empregam o Astros têm acompanhado o desenvolvimento do míssil AV-TM e sinalizado seu interesse – pelas nossas avaliações, essas vendas, combinadas com o pacote de modernização tecnológica necessária, podem chegar a cerca de US$ 2 bilhões”. A expectativa de novas encomendas nas regiões onde a indústria brasileira de defesa trabalha bate em US$ 3 bilhões ao longo dos próximos dez anos.

A disposição do governo é a de firmar com a Avibras um acordo comercial de 60 meses para aquisição de produtos. Isso vai permitir que o grupo negocie garantias bancárias para manter suas operações.

Sindicato. O movimento da organização recebeu o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos. O presidente Vivaldo Moreira Araújo revela sua preocupação “com a manutenção do emprego e da qualificação profissional dos trabalhadores da Avibras, que já foi penalizada pela burocracia do governo no passado recente”, uma referência aos 12 meses que a companhia esperou pela emissão das cautelas exigidas por uma exportação para a Malásia no valor de 212,5 milhões. Por causa da lentidão, a corporação entrou em regime de recuperação judicial. As entregas foram concluídas em junho, junto com um lote de munições e componentes destinados ao exército do Catar.

A Avibras está virando sócia do governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% na forma prevista na Lei n.º 11941/09, por meio da conversão das dívidas. Sami Hassuani garante que “as contas estão em dia; todos os compromissos trabalhistas foram quitados e, da mesma forma, a dívida com os fornecedores – o balanço fechou em azul”.

O faturamento do grupo formado cresceu. Foi de R$ 60 milhões em 2007, bateu em R$ 250 milhões em 2009, “e tem potencial para chegar aos R$ 500 milhões até dezembro”, segundo Hassuani. O Astros 2020 é muito avançado. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite, a central de comunicação, criptográfica. “Trata-se de um conceito novo, sustentado pelo conhecimento já adquirido”, explica Hassuani. “Ele vai se integrar com o míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, na etapa de testes e certificação”, explica ele, para quem “o empreendimento vai permitir ao Exército atuar de forma integrada com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando”.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 04/08/2010

NOTA DO EDITOR: Por que o site da Avibras é tão ruim? Pega muito mal para uma empresa de alta tecnologia ter um site assim.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre esse e outros assuntos no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

Tagged with:
 

Type 10, o novo MBT japonês

O Type 10 ou TK-X (MBT-X) é o novo MBT (Main Battle Tank) japonês, que visa substituir ou complementar os carros de combate Type 74 e Type 90.

Desenvolvido a partir dos anos 1990, com produção começando agora, 2010-2011. Um protótipo foi revelado em 13 de fevereiro de 2008 (ver vídeo no final deste post) no Technology Research and Development Institute (TRDI) em Sagamihara.

O projeto do Type 10 deu grande ênfase às capacidades C4I, bom como performance, poder de fogo, proteção e mobilidade. O uso modular de componentes melhorou significativamente a blindagem lateral, em comparação com o Type 90.

A alça panorâmica do comandante do carro foi movida para a direita e localizada numa  posição mais alta em relação ao Type 90, dando ao comandante um ângulo de visão mais amplo. O veículo é dotado de um novo canhão de alma lisa de 120mm desenvolvido pela  Japan Steel Works, que também produz sob licença o Rheinmetall L44 120mm para o Type 90.

A blindagem do carro pode ser configurada, com peso básico de 40 toneladas, podendo ir até 48 toneladas de peso. Os custos de desenvolvimento eram em 2008, de aproximadamente US$ 447 milhões. O preço unitário de cada Type 10 é de cerca de US$ 6,5 milhões.

Em 2010, o Ministério da Defesa japonês encomendou 13 carros de combate Type 10, que deverão entrar em serviço no próximo ano.

COMPARAR:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre esse e outros assuntos no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

Tagged with:
 

A AgustaWestland (AW), do Grupo Finmeccanica, anunciou que seu helicóptero AW-159 Lynx Wildcat fez sua primeira aparição pública no “Farnborough International Air Show” (19-25 de julho).

O AW-159, que será conhecido como Lynx Wildcat na Royal Navy e no British Army, é uma nova geração de helicóptero multifunção que substituirá os antigos helicópteros Lynx.

LEIA TAMBÉM:

O Ministério da Defesa (MoD) do Reino Unido fechou contrato com a empresa QinetiQ para fornecer robôs Talon (ver vídeo acima), visando as operações de limpeza de rota no Afeganistão.

Como parte do programa britânico Talisman, a QinetiQ também proverá apoio logístico e reparos e treinamento.

O Talisman é um avançado sistema de armas para ajudar o Exército na luta contra os IED e minas.

A arma contra IED é uma suíte de veículos que provê uma capacidade de limpeza de rota. As forças no Afeganistão estão recebendo o equipamento, como requisito de urgência, ao custo de £180 milhões (US$ 270 milhões).

O sistema Talisman compreende vários veículos incluindo o Mastiff, o Buffalo, o escavador JCB e o micro veículo aéreo Hawk.

Os robôs Talon irão se juntar a 100 robôs Dragon Runners entregues no ano passado.

Tagged with:
 

A fabricante de armas belga FN Herstal refutou as alegações divulgadas na internet de que o USSOCOM teria abandonado a versão 5.56 do seu fuzil SCAR e reconfirmou a decisão do USSOCOM de adquirir toda a família FN SCAR, incluindo a versão 5.56mm.

LEIA TAMBÉM:

Tagged with:
 

Um mito persistente, que dá voltas pela internet e às vezes pousa até na imprensa, é afirmar que o Brasil já teve uma das maiores indústrias de defesa do mundo. Variantes do mito falam que o país chegou a ter “a 3ª maior indústria bélica”, e que a empresa Engesa chegou a ser “o maior fabricante do Ocidente de blindados sobre rodas”. A Engesa, continuam os mitômanos, teria perdido uma concorrência para vender os tanques Osório na Arábia Saudita e terminou falindo “por pressão dos americanos”.

Entre 1980 e 1992, o auge da indústria bélica no país, “o Brasil esteve em todos esses anos, exceto 1981, entre os 20 maiores exportadores, chegando à sua máxima colocação, o 10º lugar, em 1985. Mesmo assim, o Brasil era responsável por menos de 1% do total mundial mesmo nesse ano. Depois de 1992 o país caiu fora da lista dos 20 maiores e não retornou desde então”, diz o pesquisador do SIPRI Sam Perlo-Freeman.

Ele lembra que a lista inclui apenas grandes armas convencionais, deixando de lado armas leves como fuzis, e que os valores dados em dólares de 1990 são indicativos, usados para servir de comparação. A metodologia faz sentido, pois nem sempre os valores reais de uma venda de armas são divulgados, e alguns países vendiam a preços bem diferentes. A antiga URSS, por exemplo, vendia armas bem mais baratas do que suas semelhantes ocidentais.

Pelas tabelas do SIPRI, no período de 80 a 92 o recorde de vendas foi em 1984, de 269 milhões de dólares, o que colocou o país em 11º entre os exportadores de armas. No mesmo ano, a então URSS vendeu o equivalente a 14 bilhões de dólares; os EUA venderam 11 bilhões; a Alemanha e a França venderam cada uma 2,8 bilhões de dólares de armamentos.

Em 1985, o ano em que o Brasil foi o 10º maior exportador, os números são parecidos: 202 milhões de dólares. Muito pouco, perto das vendas de 14,7 bilhões da URSS, 10,2 bilhões dos EUA, 3,6 bilhões da França, 2 bilhões do Reino Unido e 1,4 bilhão da China. Até a pequena Áustria vendeu mais armas que o Brasil nesse ano: 330 milhões de dólares.

“A Engesa era apresentada como a maior indústria de veículos blindados sobre rodas no ocidente. Jamais ao longo de minha carreira na Engesa, de 14 anos, encontrei alguma estatística que comprovasse o fato, nem como indústria, nem como exportadora”, diz o engenheiro e ex-executivo da empresa Reginaldo Bacchi.

As exportações de armas brasileiras se concentraram na Engesa e na Embraer e, em menor grau, na Avibrás Aeroespacial. Ainda hoje a Embraer é a principal exportadora na área militar do país, com produtos como os aviões de treinamento e ataque leve Tucano e Super Tucano, e as versões de avião-radar do EMB-145.

“Só posso atribuir a falência da Engesa à má administração. Os gastos com o Osório não foram nada excepcionais”, diz Bacchi.

A empresa teve sorte de ter desenvolvido suas armas em um momento histórico propício, no final dos anos 70. “Os exércitos no mundo tinham se equipado no fim da 2ª Guerra Mundial com equipamento vendido pelo Estados Unidos e Grã Bretanha a preço de banana, e estavam procurando substituí-los por coisa nova”, afirma o engenheiro.

Os países da Otan se concentravam em produzir equipamento destinado a combater os do Pacto de Varsóvia, nem sempre adequados para países do Terceiro Mundo. “Era um cenário tremendamente favorável a algumas indústrias nascentes do Brasil”, diz Bacchi.

Hoje o cenário voltou a travar o renascimento de uma indústria de defesa no país, algo que o Ministério da Defesa almeja. “Compra-se material da Alemanha, Grã Bretanha, Itália, França, Bélgica, Holanda novamente a preço de banana. Combinado a isto, os exércitos encolheram de uma maneira impressionante”, afirma o ex-executivo da Engesa. Sem uma política coerente e sustentada de compras constantes pelas forças armadas, não há como atrair as indústrias brasileiras para voltar a produzir armamento.

Ricardo Bonalume Neto
Repórter – Folha de S. Paulo

LEIA TAMBÉM:

 

K-2 Black Panther

O K2 Black Panther é o carro de combate sul-coreano que vai substituir os M48A5K Patton e complementar os K1. A produção em massa está em curso

O K2 é provavelmente o MBT mais caro do mundo, com custo unitário em torno de US$ 8,5 milhões, superando até o Type 90 japonês, que custa US$ 7,4 milhões por unidade.

Compare esses valores com o que o Brasil está pagando pelos Leopard I de segunda-mão.

É interessante notar que os países que estão entre as principais economias do mundo, têm projetos próprios de carros de combate, pois estes são considerados símbolos do orgulho nacional e da capacidade tecnológica de uma nação.

Tagged with:
 
Página 9 de 28« Primeira...7891011...20...Última »