O Rooikat AFV (do africâner para ‘Caracal’), é um veículo blindado de combate sobre rodas, construído na África do Sul para o Exército Sul-Africano. Ele foi projetado para reconhecimento e operações de caça e destruição.
Seus papéis secundários incluem apoio de fogo e operações anti-guerrilha. O Rooikat AFV foi projetado para missões de penetração profunda do outro lado da fronteira, e o design de rodas se mostrou necessário para ter velocidade e para enfrentar condições do deserto que atrasam carros sobre lagartas.
O Rooikat AFV foi projetado para substituir o blindado Eland, mas acabou chegando tarde para a guerra em Angola.
O veículo é equipado com lançadores de granadas de fumaça para auto-proteção, operadas eletricamente. O Rooikat pode suportar a explosão de uma mina anti-carro TM46, garantindo total proteção para os quatro tripulantes. A blindagem frontal resiste a disparos de munição de até 24mm.
A configuração de oito rodas permite que o carro continue a andar mesmo depois de perder qualquer uma das rodas, em caso de detonação de mina. Um sistema de pressurização e filtros protegem a tripulação de ataque químico e biológico.
Um sistema automático de supressão de incêndio também está disponível.
FICHA TÉCNICA
- Projeto: 1976
- Produção: 1983 – Até hoje
- Peso: 28 t
- Comprimento: 7,1 m
8.2 m com canhão voltado para a frente - Largura: 2,9 m
- Altura: 2,6 m (teto da torreta)
- Tripulação: 4
- Armamento principal: 1 canhão Denel GT4 de 76mm/62 calibres, disparando munição APFSDS
- Velocidade de boca: > 1.600m/s.
- Armamento secundário: 2 metralhadoras MG4 7.62mm; 8 x 81 mm lançadores de granadas
- Motor: Diesel de 10 cilindros refrigerado à água com 563 HP de potência.
- Suspensão: 8×8 sobre rodas,
- Alcance operacional: 1.000 km
- Velocidade, na estrada: 120 km/h / Em campo: 50 km/h
FOTOS: Thessa







Desde o inicio da chamada “Guerra Contra o Terror” o cuidadoso observador pode notar a evolução dos equipamentos de proteção pessoal utilizados pela tropas terrestres principalmente nos países ocidentais participantes nas citadas operações. Desde a sua introdução ate o fim do milenio passado soldados contavam com nada mais do que as famosas “flak jackets”, o nome vem dos coletes desenvolvidos durante a 2GM para tripulações de bombardeiros, protegendo-os contra “flak” – estilhaços de AAAe. Esta categoria de equipamento conhecida como “soft body armor” providencia nada mais do que proteção contra estilhaços ao usuário e mesmo as mais modernas resistiam apenas até munição subsonica como 9mm disparadas de pistolas por exemplo.
Nos anos 90 iniciou-se a introdução de coletes como “flak jackets” embora mais leves e com materiais mais modernos que podiam utilizar também placas de materiais ceramicos, sendo assim provendo proteção contra munições supersonicas disparadas de fuzis e metralhadoras leves. As placas conhecidas como SAPI (Small Arms Protective Insert) e ESAPI (Enhanced) não haviam sido utilizadas em grande escala por tropas de infantaria ate a invasão do Afeganistão em 2001 e assim que relatórios de sua performance no campo de batalha começaram a voltar e atingir os ouvidos da liderança militar seu uso automaticamente se tornou não só essencial mas tambem mandatório.
Comuns foram os casos em que tropas eram alvejadas em suas placas e alguns durante a adrenalina do combate nem sequer percebiam que haviam sido atingidos, as placas embora projetadas para até calibres como o 7,62×54, houve casos em que soldados sobreviveram ate a impactos de calibres soviéticos equivalentes a .50 graças as placas SAPI e ESAPI. Atualmente tropas como as americanas utilizam placas não só na frente e atrás mas também nas laterais abaixo das axilas além de “soft body armor” no pescoço e área genitália e desde a introdução desse novo sistema de proteção, centenas de tropas devem suas vidas a esse avanço tático e tecnológico.









































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