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No total, cerca de 3 mil homens participaram da operação, que contou com apoio de 6 blindados da PM (“Caveirão”), 18 blindados da Marinha, 4 helicópteros da PM e outros 3 da Polícia Civil. A “Choque da Paz” continuará durante o dia, apesar da retomada das favelas da Rocinha e do Vidigal sem resistência.

Fonte: O Globo/G1

 

(El País, 08) 1. A agência antidrogas dos EUA tem cinco comandos operacionais que realizam missões secretas em países da América Central, América do Sul e Caribe, segundo foi revelado ao jornal The New York Times. Esse pequeno exército de operações especiais foi criado há seis anos para combater o cultivo de ópio pelos talibãs no Afeganistão, mas nos últimos anos, e no contexto da onda de mortes provocadas no México pelas atividades dos cartéis de drogas, a Casa Branca teria autorizado que o grupo fosse enviado em missões nos países vizinhos. Até hoje, e segundo revelou o jornal citando fontes anônimas da Administração norte americana, esses soldados têm realizado missões em Honduras, Haiti, República Dominicana, Guatemala e Belize, entre outras nações.

2. Foi o ex-presidente George W. Bush que criou os cinco comandos secretos sob o nome de Equipe de Apoio e Assessoramento de Dispersão Estrangeira (FAST, na sua sigla em inglês). Cada esquadrão tem 10 soldados. Cada um dos cinco grupos do FAST seria composto por um agente especial, que é o supervisor, quatro agentes especiais, e um especialista em investigação de inteligência. Os grupos FAST, que recebem formação especializada, implantados no Afeganistão, com dois grupos atuando simultaneamente e com revezamento a cada 120 dias, disse a fonte anônima.

3. Foi o atual presidente Barack Obama que autorizou, após sua chegada ao poder em 2009, a implantação desses cinco esquadrões da DEA na América Latina, além das áreas de cultivo de ópio no Afeganistão. A Casa Branca admitiu abertamente a mudança nas operações. O treinamento e o equipamento dos soldados é de responsabilidade do Pentágono. Os soldados norte-americanos não têm o poder de prender cidadãos estrangeiros em países com os quais não estão em guerra, portanto, neste caso, geralmente são acompanhado por grupos militares nacionais, que ajudam em suas missões. Alguns países têm negado a presença de tropas dos EUA em seu território nacional. É o caso do México, que, no entanto, aceitou outras formas de assistência, como espionagem de narcotraficantes através de aeronaves não tripuladas, os “drones”.

FONTE: El Pais, via Ex-Blog do Cesar Maia

  1. A ansiedade em se parecer com os presidentes dos países do G-8 levou a presidente do Brasil a tratar dos assuntos que aqueles tratam e de estimular aplausos para seu próprio ego. O champanhe aberto depois do discurso, no hotel, sublinha isso. Opinou sobre a complexa questão do Oriente Médio, deu um “puxão de orelha” nos presidentes dos países centrais que não demonstram capacidade política para enfrentar a crise.
  2. Mas se “esqueceu” do flagelo que afeta a América Latina: o tráfico de drogas e o crime organizado. E suas consequências entre os jovens brasileiros: 35 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, ou 18% da população. Entre os nossos jovens, os homicídios são responsáveis por 37% das mortes naquela faixa de idade. Nas demais faixas de idade (não jovens) são 1,8% das mortes. Em números absolutos são 18 mil, sendo 50% nas regiões metropolitanas só das 10 principais capitais.
  3. Entre os jovens de 15 a 24 anos a taxa de homicídios é de 53 por 100 mil jovens nesta faixa de idade. Entre 19 e 23 anos esse número sobe para 60 por 100 mil. Essas taxas dobraram em 20 anos. Nas demais idades (não jovens) a taxa permaneceu estática. O total de homicídios no Brasil alcança 50 mil por ano. A taxa brasileira é de 27 por 100 mil. Nas capitais, 37 por 100 mil. Entre os jovens, em Alagoas 125 e em Maceió 250 por 100 mil jovens.
  4. Todos sabem que tais taxas bélicas de homicídios se devem ao tráfico de drogas. No Nordeste, o número de homicídios de jovens cresceu 110% em 10 anos. No Sudeste, caiu a menos da metade do que era 10 anos atrás. As razões são conhecidas: o corredor brasileiro de entrada de cocaína na Europa passou a ser feito pela África Ocidental. Guiné é hoje um narco-Estado. O tráfico Brasil-África mudou de nome e de tragédia.
  5. Mas Dilma preferiu tratar do Oriente Médio e da aptidão política dos líderes mundiais. No Iraque, a partir do momento do início da guerra, em 2003, até hoje foram 600 mil mortos. Se usarmos o número de mortes pelos confrontos que em 2010 foram 3.500 e projetarmos em mais 4 anos, o número de homicídios no Brasil terá ultrapassado todas as mortes de guerra e de confrontos no Iraque no mesmo período, de 2003 para a data. No Brasil, naquele período (2003-2011), foram 450 mil, sem aviões, mísseis, tropas, atentados ou carros bomba.
  6. Mas Dilma não estava só na ONU. Obama e Ban-Ki-Moon, secretário geral da ONU, não ficaram atrás.
FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia
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O presidente da Funai, Marcio Meira, visitará hoje a base da Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira na fronteira do Acre com o Peru, que foi atacada e tomada por narcotraficantes armados no fim de julho. A base, mantida pela Funai desde 1987, visa a proteger povos indígenas isolados e seus territórios.

Na sexta-feira, ação conjunta da Polícia Federal, do Exército e da Secretaria de Segurança Pública do Acre conseguiu retomar a base e prender o português Joaquim Antônio Custódio Fadista, condenado por tráfico de drogas no Brasil e em Luxemburgo.

Meira tenta articular com o Ministério da Defesa medidas de proteção para a faixa de fronteira com o Peru, que abriga grande número de índios isolados. A região forma um corredor de mais de 630 mil hectares de florestas na fronteira e é alvo de exploradores de madeira ilegal e narcotraficantes.

FONTE: O Estado de S. Paulo

O consumo de cocaína na Europa, especialmente nas regiões Ocidental e Central, está avançando em ritmo acelerado e encontra-se muito próximo dos Estados Unidos, maior consumidor mundial, segundo relatório anual do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), divulgado hoje (23). O relatório mostrou ainda que a produção mundial de ópio, coca e cocaína caiu em 2010 – embora as Nações Unidas acreditem que a produção de ópio voltará a crescer – e observou o aumento de substitutos legais, como as anfetaminas.

Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado, com o consumo estimado em 157 toneladas em 2009, equivalente a 36% do total consumido no mundo. A Europa está em segundo lugar no consumo de cocaína, com um total estimado de 123 toneladas em 2009.

A ONU observou “forte queda nos últimos anos” na utilização mundial de cocaína. Mas o consumo europeu de cocaína dobrou na última década, oferecendo um giro anual de US$ 36 bilhões (25 bilhões de euros) aos traficantes, aproximando-se do giro anual norte-americano de US$ 37 bilhões (25,7 bilhões de euros).

Anfetaminas - O relatório destaca ainda que, enquanto muitas nações lutam contra a produção de drogas e contra o tráfico, os consumidores estão voltando-se para os substitutos legais a cocaína e ao ecstasy. O uso da altamente viciante anfetamina está aumentando no Leste Asiático. Segundo registros, o consumo também recuperou-se na América do Norte, após vários anos de queda.

A anfetamina contribuiu para um salto na apreensão de drogas sintéticas em 2009, quando cerca de 16 toneladas da substância foram apreendidas pelas autoridades policiais, comparada com a apreensão de menos de 12 toneladas em 2008.

“As drogas causam cerca de 200 mil mortes por ano”, disse o chefe do Escritório de Drogas e Crimes das Nações Unidas, Yuri Fedotov. “Uma vez que as pessoas com sérios problemas com drogas são responsáveis pela maior parte da demanda, tratar o problema é um dos melhores caminhos para reduzir esse mercado”, acrescentou.

Colômbia - O cultivo global de coca caiu um sexto em 2010, acompanhado de uma significante redução na produção de cocaína na Colômbia, maior fornecedor da droga. De acordo com o relatório, perto de 5% da população mundial utilizou algum tipo de droga ilícita no ano passado pelo menos uma vez, enquanto muitos passaram de drogas tradicionais para as drogas sintéticas ou prescritas.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacou a relação entre o mercado de drogas ilícitas e o terrorismo e os conflitos mundiais em nota que acompanhou o relatório. “O mercado de ópio afegão de US$ 61 bilhões (42 bilhões de euros) anuais está financiando a insurgência, o terrorismo internacional e uma ampla desestabilização”, disse Ban. “No leste da África, o comércio global de US$ 85 bilhões (58 bilhões de euros) de cocaína está exacerbando o vício e a lavagem de dinheiro, impulsionando a instabilidade política e ameaçando a segurança”, acrescentou.

“Cada US$ 1 bilhão (695 milhões de euros) de cocaína pura traficada por meio do Leste Africano produz um lucro de mais de 10 vezes quando vendido nas ruas da Europa”, destacou.

O relatório listou a maconha como a droga ilícita mais amplamente produzida e consumida. Segundo as Nações Unidas, 203 milhões de pessoas – ou 4,5% da população mundial – utilizou a droga pelo menos uma vez em 12 meses.

A produção de ópio caiu 38% no ano passado, em consequência de pragas que atingiram as plantações no Afeganistão. Mas parte da queda foi compensada pela produção de Mianmar, onde o cultivo cresceu cerca de 20% em 2010, dando ao país uma participação de 12% na produção mundial. Entre 2007 e 2010, as Nações Unidas calculam uma queda de 45% na produção mundial de ópio, mas acreditam que essa reversão é temporária. As informações são da Associated Press.

FONTE: Agência Estado

O segundo Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira (GGI-F) do País, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, foi lançado no dia 29 de abril. Os gabinetes têm como objetivo enfrentar de forma articulada o crime organizado nos onze estados que fazem divisa com outros países.

O GGI-F do Mato Grosso do Sul vai integrar as forças de segurança pública das esferas federal, estadual e dos municípios de fronteira do estado com a finalidade de planejar, coordenar e executar ações de combate aos crimes transnacionais.

FONTE: Ministério da Justiça

O Estado continua na incômoda posição de constatar que o inimigo está sempre alguns passos adiante

Silvio Queiroz

Não tardou para que os acontecimentos dessem nomes e números ao alerta feito por uma autoridade brasileira, em conversa reservada com a coluna, sobre a perigosa associação entre crime organizado e terrorismo em alguns pontos vulneráveis do território brasileiro. No caso, os fatos se desenrolaram na tríplice fronteira do norte, com a Colômbia e o Peru. Lá, no início da semana, a Polícia Federal capturou o peruano Jair Ardena Michue, codinome Javier, apontado como líder de uma rede de narcotráfico baseada nas ilhas próximas a Tabatinga (AM), no Alto Solimões. Javier é acusado pela morte de dois federais em um confronto travado em novembro último. A operação contra o esquema do peruano, iniciada em 2009, já resultou em mais de 30 prisões e na apreensão de 1,5 tonelada de cocaína.
A região de Tabatinga e da cidade-gêmea colombiana de Letícia firmou-se nos últimos anos como corredor preferencial não apenas para traficantes de drogas, mas também para contrabandistas de armas. Sem falar nos indícios recorrentes de que ali a guerrilha colombiana das Farc tem uma de suas frentes logísticas, com tentáculos que descem o Solimões até Manaus. Nas palavras dessa autoridade, que integra há meses um núcleo especial formado para blindar o país contra a ameaça, o Estado continua na incômoda posição de constatar que o inimigo está sempre alguns passos adiante. E os bons resultados das operações policiais são pouco mais que um prêmio de consolação.

Trigêmeos

Não é por acaso que Tabatinga e Letícia estão no circuito em que operam, nem sempre com tanta discrição, agentes americanos da DEA, a unidade antitráfico dos EUA. Foi nessa área que, em 2008, o Exército localizou pela primeira vez plantações de coca do lado brasileiro da fronteira (foto). As duas cidades são o centro nervoso de um pacote de acordos de cooperação em defesa firmados em 2008 pelos então presidentes Lula e Álvaro Uribe. De lá para cá, militares e policiais brasileiros e colombianos têm feito exercícios e operações conjuntos, pelo menos um deles de maior porte, envolvendo patrulhamento aeronaval de uma fronteira naturalmente porosa.
A notícia mais recente, que passou relativamente despercebida, foi a realização de exercícios de controle de fronteira também com o Peru, em janeiro último. A área escolhida foi a de Assis Brasil (AC), mais a oeste da tríplice fronteira. Mas a prisão do “capo” peruano no Amazonas apenas ressalta a natureza trigêmea do inimigo. Por sinal, o pacote de acordos firmado em 2008 inclui um que é tripartite, indicação de que não vem de hoje a percepção de que o problema não se resume a Brasil e Colômbia. Inclusive porque, em parte como efeito colateral do relativo sucesso na erradicação de cultivos em solo colombiano, o Peru arrebatou nos últimos anos o “troféu” de maior produtor mundial da folha de coca, matéria-prima da cocaína.

Indefinição crítica

Para além das implicações imediatas no âmbito do combate ao narcotráfico, a confrontação com redes criminosas estabelecidas em uma fronteira não apenas tripla, mas extremamente vulnerável pela geografia, preocupa tanto mais num momento de indefinição para a área crítica do contraterrorismo. De saída, patina há anos um projeto para tipificar o crime de terrorismo, ausente da legislação penal brasileira. Ainda mais aguda, para diferentes partes envolvidas no esforço, é a reorientação da Abin. Enquanto o Planalto pisa em ovos para restabelecer as bases da relação entre a agência, o GSI e o comando militar, o setor (como todo o governo federal) se enquadra ao rigor dos cortes orçamentários.
No âmbito estrito da inteligência, há receios de que justamente a unidade de contraterrorismo, ainda nos passos iniciais, seja atingida. E isso embora o país esteja às portas de sediar eventos que soam como chamarizes: antes mesmo da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, teremos neste ano os Jogos Militares, e em 2013 a Copa das Confederações.

Cooperação fluida

São preocupações que invadirão a agenda diplomática, desde logo com a visita de Barack Obama, dentro de duas semanas. Com a colega Dilma, o presidente americano deve falar mais diretamente dos negócios que a organização das competições pode favorecer. Mas é certo que os arranjos de segurança para as delegações americanas serão discutidos cada vez mais amiúde. Até porque, como relatam os funcionários brasileiros das diversas áreas envolvidas, nos afazeres cotidianos da área policial e de inteligência, a cooperação com os americanos — e não apenas com eles — é fluida.

FONTE: Conexão diplomática – Correio Braziliense

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A fronteira brasileira tem 17 mil km de extensão e faz a divisa de 11 Estados com 10 países, um vasto território explorado por traficantes de armas e drogas. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Urbana da Câmara de Deputados, cujo relatório foi votado em dezembro do ano passado, identificou 18 pontos como os principais corredores do tráfico no Brasil.

A maioria desses pontos está na fronteira dos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, que fazem divisa com o Paraguai, Argentina e Uruguai. De acordo com o relator da comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), com a aplicação da lei do abate (que permite à Aeronáutica abater aeronaves consideradas suspeitas ou hostis ao Brasil), a rota, que antes era aérea, passou a ser feita por via terrestre. “Um trabalho de formiguinha”, afirma.

“Há alguns anos, quanto investigávamos isso, constatávamos dezenas de casos de aeronaves pequenas que adentravam o território nacional com armas drogas e munição que eram apreendidas”, diz o parlamentar. “Hoje, praticamente, não se vê mais isso por causa da lei do abate e pelo sistema de vigilância de satélites, radares na Amazônia, então houve um mudança substancial de rota”, explica.

Como a droga é transportada

De acordo com o coordenador adjunto do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (órgão do governo do Mato Grosso constituído em parceria com a União em 2003), major Gildázio Alves da Silva, os métodos mais frequentes de tráfico são: as “mulas”, pessoas contratadas que engolem cápsulas com drogas ou levam o produto em mochilas a pé por 60,70 e até 90 km dentro das matas; os compartimentos dentro de veículos, conhecidos como “mocós”; dentro de contêineres de carga, cuja fiscalização é prerrogativa da Receita Federal; e na própria roupa, calçados ou coladas no corpo.

O major do Gefron diz que quando a fiscalização é fortalecida, os traficantes, de grupos como o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), que possuem braços na região da Bolívia, usam um método conhecido como “lançamento”. São pequenos voos de aproximadamente 20 minutos que lançam a droga dentro de propriedades rurais, em locais marcados pelo GPS, e voltam antes da chegada da aeronáutica que leva, segundo ele, em média 40 minutos. “Quando a situação começa a apertar, eles realizam voos de 20 minutos dentro do território brasileiro, o bastante para percorrer uns 150 km.

O major afirma que não existe um padrão na atuação dos traficantes. A forma de traficar muda de acordo com a estratégia das autoridades de fiscalização. “Quando nos focamos mais na fiscalização dos compartimentos com drogas em veículos (mocós), percebemos que aumentava a incidência de drogas em táxis bolivianos, ônibus, de pessoas que engolem cápsulas de drogas ou de pessoas presas em áreas de mata”, afirma.

Armas abastecem traficantes do RJ e SP

No entanto, apesar de ser feito de forma mais pulverizada, o trafico de armas ainda consegue abastecer traficantes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em dezembro, foi preso em Santana do Livramento, fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, um traficante de armas que mandava 60 fuzis por mês para Rio e São Paulo.

De acordo com o Mapa do Tráfico de Armas, elaborado pela ONG Viva Rio, e divulgado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, em dezembro do ano passado, nos últimos 10 anos foram apreendidas 226 mil armas em 19 Estados. Atualmente, existem 16 milhões de armas em circulação no País, das quais 7,6 milhões em situação ilegal.

A maioria das armas estrangeiras foram apreendidas no Rio Grande do Sul (18,8%) e Rio de Janeiro (16,4%), entre os armamentos de uso restrito, a maior parte é fabricada nos EUA e no Paraguai. No entanto, 80% das armas apreendidas no Brasil foram fabricadas em solo nacional.

O estudo apontou que cerca de 30% das armas confiscadas foram compradas legalmente e entram na clandestinidade pela falta de controle. Existe ainda o efeito “bumerangue”, ou seja, armas são exportadas pelo Brasil e voltam ao País, principalmente pelas fronteiras com o Paraguai e Bolívia, elas correspondem a 28,13% do total de apreensões, segundo dados da pesquisa sobre o Tráfico de Armas.

FONTE: Jornal do Brasil/Terra

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Exército terá investimento bilionário nas fronteiras

Eliane Cantanhêde

Na Marinha, o submarino de propulsão nuclear. Na Aeronáutica, o projeto de uma nova frota de caças. Agora, vem a “contrapartida” do Exército no processo de modernização das Forças Armadas: o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), orçado em US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).

O Sisfron deve ser implantado em três etapas até estar concluído, em 2019, com custo de manutenção anual estimado em até 10% do total do investimento. A expectativa do governo é obter os recursos com financiamento externo de longo prazo.

O projeto original inclui radar de imagem, radares de comunicação de diferentes graus de sofisticação, vants (veículos aéreos não tripulados) e blindados para abranger a fronteira terrestre, com o foco na Amazônia.

A base operacional do projeto serão os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), que passarão gradualmente dos atuais 21 para 49. O custo médio de cada pelotão é de R$ 35 milhões, incluindo pista de pouso (que tem orçamento independente do Sisfron).

Na avaliação do governo, a porosidade das fronteiras (onde o Exército tem poder de polícia desde 1999) é o problema número um de segurança do país. Com o monitoramento do espaço aéreo na região, iniciado com o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), o contrabando e o tráfico de armas migraram para as vias terrestres e fluviais e é por aí que chegam aos grandes centros, como as favelas do Rio de Janeiro.

CONCORRÊNCIA

No dia 17 de dezembro, Embraer e oito empresas internacionais da área de defesa enviaram representantes a Brasília para receberem informações sobre instalação, objetivos e equipamentos necessários para o projeto.

Foram elas as alemãs Rheinmetall e Rohde&Schwarz, as norte-americanas Harris e Rockwell Collins, a francesa Thales, a israelense Elbit Tadiran e a italiana Selex, além do consórcio europeu Cassidian (do grupo EADS). A espanhola Indra e a sueca Saab também receberam dados posteriormente.

Conforme a proposta apresentada, à qual a Folha teve acesso, há duas exigências. A primeira é o “domínio nacional sobre a tecnologia” desde a implantação.

A segunda é “a inclusão de mecanismos de compensação comercial, dando prioridade para mecanismos de transferência de tecnologia para a base industrial brasileira de defesa”.

Por uma questão operacional, as fronteiras foram divididas em 14 zonas de monitoramento. A expectativa é que as empresas formem consórcios, já que nenhuma delas, sozinha, tem condições de fornecer os equipamentos para todas as zonas.

As propostas, que devem ser apresentadas até 31 de janeiro, serão analisadas pelo Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex) e pela Atech, empresa especializada no desenvolvimento de programas de software, que fez o estudo inicial de viabilidade.

O próprio Ccomgex já desenvolveu e começou a produzir dois tipos de blindados que servirão de apoio a todo o sistema: um de comunicação e outro de rastreamento, ambos operados com computadores e com custo estimado em R$ 7 milhões a unidade -o correspondente estrangeiro custa o dobro.

O novo sistema será monitorado pelo Ccomgex, instalado em Sobradinho (DF) e subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, chefiado pelo ex-comandante militar da Amazônia Augusto Heleno.

O projeto prevê que o Sisfron será interligado a outros sistemas já consolidados, como o CenSipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que acaba de migrar da Casa Civil para a pasta da Defesa.

Também será interligado, por exemplo, ao Sistema de Acompanhamento de Alvos aéreos Baseado em Emissão de Radiofrequência. Haverá ainda conexão com objetivos civis, como monitoramento meteorológico e de preservação do meio ambiente.

FONTE/IMAGEM: Folha de São Paulo, via Notimp/google

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Preleção do comandante do BOPE, momentos antes da invasão ao complexo do alemão, observe a motivação da tropa muito bem conduzida pelo seu comandante, não há mêdo nos policiais, há uma vontade enorme de dar uma resposta aos traficantes por tudo que fizeram, moral elevado e muita vontade de trabalhar é o que os srs. verão exclusivo e inédito.

caveiraa!!!

Por: caveiraalex
Participou:Leonardo Malha

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