Recentemente foram apresentados ao Ministério da Defesa argentino os projtos do UAV Lipán M3 e do Simulador de Tiro para Artilharia Antiaérea SITARAN II. Ambos os sistemas devem ser operacionais a partir de 2012.

O Lipán M3 é considerado o primeiro do seu tipo a ser desenvolvido na América Latina, como o resultado de um acordo assinado em 1998 entre a Escola Superior Técnica do Exército, o INVAP — que específicamente desenvolveu o seu software de controle — e algumas empresas privadas. Possui uma autonomía de cinco horas e básicamente é utilizado para receber sinais de video de alta resolução e telemetria de radio a alcance próximo a 40 Km. Constituído de fibra de carbono e vidro, pesa 60kg, e possui envergadura de 4.60 m, o seu motor de 156cc levando-o a até 180km/h em uma altitude de 1.800m. Seu equipamento de vigilância é integrado por duas câmeras fixas e uma giratória, num ângulo de 360°. O Lipan decola e aterrisa manualmente, a seguir acompanhando uma rota com pontos de referência. O arteafato voou pela primeira vez dez anos após de iniciado o seu desenvolvimento.

Já o SITARAN II compõe-se do canhão Oerlikon 20mm BO, interface canhão/computador, e subsistemas de pontaria e de áudio. Pretende-se estender esse sistema sobre outras peças de AAA futuramente, de modo a melhorar a operacionalidade de todo o complexo de defesa antiaérea daquele país.

FONTE: M. Borches (infodefensa.com)

 

O exército iraniano afirmou neste domingo (4.12.11) ter derrubado uma aeronave de reconhecimento não-tripulada dos Estados Unidos no leste do Irã, disse uma fonte militar à televisão estatal do país.

“O exército iraniano derrubou um avião não-tripulado norte-americano RQ-170 intruso no leste do Irã”, informou a fonte, segundo a televisão estatal iraniana Al Alam. O RQ-170 Sentinel é um drone de reconhecimento de alta altitude cuja existência, anunciada em 2009 pela mídia especializada, só foi reconhecida em 2010 pela força aérea americana.

FONTE: Terra/AFP

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Apresentado oficialmente ontem, o avião poderá ser usado também em outras áreas, como o quadrilátero da maconha

Fabiula Wurmeister

FOZ DO IGUAÇU (PR). Três veículos aéreos não tripulados (Vants) serão empregados pelo governo federal para o monitoramento ininterrupto da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O anúncio foi feito ontem em São Miguel do Iguaçu, a 30 quilômetros de Foz do Iguaçu (PR), pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no início oficial das operações do primeiro avião espião, cuja missão será monitorar a região 24 horas por dia.
- É impossível se pensar em políticas de segurança pública sem integração. Esse imenso desafio que temos, de proteger as fronteiras, também dificilmente será vencido sem tecnologia, algo que o crime percebeu há muito tempo – declarou o ministro, acrescentando: – O Vant vem agora para ficar.

As aeronaves israelenses, promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff para combater o tráfico na fronteira, vêm sendo testadas na fronteira desde 2009 e custam o equivalente a US$40 milhões cada uma. Elas são controladas, à distância, pelo piloto de uma base em solo.

De acordo com o delegado Alessandro Moretti, do Centro Integrado de Inteligência Policial e Análise Estratégica (Cintepol), os custos incluem o avião, a base operacional, peças de reposição, a capacitação dos agentes e os direitos de transferência da tecnologia.

- Apesar de, aparentemente, ser alto, é preciso ter em conta o custo-benefício desse tipo de ferramenta. Se comparado ao custo de voo de uma aeronave convencional, o do Vant chega a ser dez vezes menor, com eficiência e segurança nas ações muito maiores – disse Moretti.

Inicialmente, o projeto previa a instalação de bases fixas na região de Foz do Iguaçu, considerada um dos pontos mais vulneráveis dos mais de 16 mil quilômetros de fronteira que o país divide com dez países. Outras bases poderiam abranger Amazônia, Brasília, o chamado quadrilátero da maconha, em Pernambuco, além de São Paulo e Rio.
- Começaremos o trabalho nesta região. Assim que reforçarmos o efetivo da Polícia Federal, outros pontos críticos serão atendidos. Mas ainda não há prazo para isso – disse Cardozo.

Pioneiro no uso deste tipo de aeronave não tripulada em ações de segurança pública, o Brasil prevê a compra de 14 aviões espiões. Em outros países, os VANTs são empregados em operações exclusivamente militares. Com autonomia de 37 horas de voo ininterruptas, abrangendo um raio de até 1,5 mil quilômetros e podendo chegar a dez mil metros de altura, auxiliará a Polícia Federal e demais órgãos de fiscalização no combate de crimes transnacionais, como tráfico de drogas e de armas, contrabando e crimes ambientais.

As imagens registradas pelo Vant e informações geradas pelos centros de inteligência brasileiros poderão ser compartilhadas com órgãos de segurança dos países vizinhos para as ações integradas no combate à criminalidade.
- Isso já vêm sendo negociado em acordos bilaterais, por exemplo, com o Paraguai, Argentina e Bolívia – adiantou Moretti.

O aparelhamento das forças de segurança para a produção de provas qualificadas contra o crime também faz parte do plano de ação do Cintepol.

FONTE: O Globo

Dando sequência ao desenvolvimento de Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANTs) brasileiros para aplicação em defesa e segurança, o Exército (EB), através do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), contratou a empresa Flight Technologies (FT) para promover o treinamento na operação do sistema não-tripulado desenvolvido durante o Projeto VT-15, entregue no ano passado.

A contratação do treinamento tem como objetivo capacitar uma equipe do EB para operação autônoma do sistema desenvolvido pela FT.

O Projeto VT-15 resultou em um sistema composto por uma Estação de Controle em Solo e três Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) e foi desenvolvido com participação da Flight Technologies que contou com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Este projeto deu origem à família de produtos da empresa denominada Horus 200 – SANTs de médio alcance e média altitude, podendo voar até 10 horas, com um alcance de até 120 km.

A cooperação entre o EB e a FT ocorre também no desenvolvimento de um SANT de curto alcance (categoria 1), operado por duas pessoas, totalmente transportado em mochilas, em que a aeronave não tripulada é lançada à mão, com recolhimento vertical totalmente autônomo e que se encontra em fase final de testes.
Sabia mais – Em novembro de 2010, a Flight Technologies participou do Exercício Agulhas Negras junto com o Exército, com objetivo de avaliar operacionalmente o sistema, cujos resultados foram considerados excepcionais. Veja a notícia: http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/exercito-brasileiro-testa-aviao-que-voa-sem-tripulacao/1369889/#/Edições/20101105/page/1

Flight Technologies – A Flight Technologies, instalada no Parque Tecnológico – São José dos Campos, é uma empresa de capital totalmente nacional, fundada em 2005 com foco em sistemas robóticos, tendo participado em projetos do Ministério da Defesa Brasileiro, tais como o Projeto VANT Acauã, do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
A partir de 2007, a Flight Technologies implementou uma estratégia de negócios mais ampla, voltada para o desenvolvimento e a comercialização de produtos em duas áreas principais: Sistemas de Inteligência, Comando e Controle baseados em veículos aéreos não-tripulados e Sistemas Aviônicos. Detentora de tecnologias próprias de interesse para o país, passou a ser considerada como uma empresa estratégica para as Forças Armadas Brasileiras.

O projeto do VT-15 foi iniciado em 2008, após a Flight Technologies vencer a licitação aberta pelo CTEx para o desenvolvimento de um VANT que possuísse autonomia compatível com 01 (uma) hora de voo e alcance de 15 km. A empresa construiu um equipamento que, além de atender a esta premissa, tem condições de ter ampliado o seu raio de ação até 120 km (VANT VT- X), com alguns ajustes no projeto inicial, tais como: aumento da envergadura, aumento do comprimento e substituição do atual motor. O VT 15 possui as seguintes características técnicas básicas:

  • comprimento: 2.800 mm (do nariz à cauda);
  • envergadura (comprimento da asa): 4.176 mm;
  • largura da asa: 452 mm;
  • peso vazio (aeronave com pára-quedas, sem aviônicos e sensor de missão): 35,6 kgf;
  • peso com combustível (13 litros): 45,0 kgf;
  • peso máximo de decolagem, como todos os sistemas de bordo: 75,0 kgf;
  • velocidade de aproximação (com flapes): 110 km/h (68 mph);
  • velocidade de pouso (com flapes): 90 km/h (56 mph);
  • velocidade de cruzeiro: 190 km/h (118 mph);
  • velocidade de operação em missão: 125 km/h (78 mph);
  • alcance de referência, com missão de 60 min sobre o alvo a uma altitude de 5.000 ft: 70 km (nota: o alcance da aeronave no Sistema VANT VT15 é limitado pelo enlace de comunicações em 15 km);
  • alcance: 15 km;
  • autonomia: 1 hora de voo;
  • altitude operacional: 3000 m;
  • transmissão de imagem e telemetria em tempo real;
  • navegação autônoma ou por telecomando;
  • estação de solo portátil;
  • sistema modular (avião e Estação de Controle desmontáveis);
  • peso aproximado: 100 kg;
  • efetivo para operar o equipamento: 02 a 04 homens; e
  • lançamento e recolhimento em pista de pouso.

Exército testa VANT nacional em manobra militar

Luis Kawaguti

Três anos após experiências de uso de aeronaves não tripuladas na missão de paz no Haiti, o Exército fez ontem o primeiro teste em larga escala de seu Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), em uma missão simulada de defesa do território nacional.

Ele é um avião de controle remoto usado para reconhecer terreno e identificar alvos para armas de artilharia, segundo o major Ademir Rodrigues Pereira, do CTEx (Centro Tecnológico do Exército).

Ontem três Vants simularam este trabalho no Exercício Agulhas Negras, a maior manobra realizada pelo Exército no Sudeste em 2010. Nela, 4.500 militares simularam a defesa da região contra um hipotético exército de invasão estrangeiro.

Diferente da Polícia Federal, que comprou um Vant produzido em Israel para patrulhamento de fronteiras, o avião do Exército foi desenvolvido no Brasil.

O primeiro projeto começou em 2004 e foi coordenado pelo Ministério da Defesa.

Mas, no início de 2007, o Vant ainda não estava pronto para missões reais.

Por isso, as tropas brasileiras da ONU adaptaram câmeras de vídeo em aeromodelos para sobrevoar a favela de Citè Soleil – que abrigava o último grupo rebelde do Haiti.

Os aviões fizeram dezenas de missões de identificação de atiradores, barricadas e fossos antitanque.

“Eles tinham também um compartimento acionado por controle remoto que usávamos para jogar panfletos de propaganda que davam avisos e explicavam para a população o trabalho da ONU”, disse o coronel da reserva Cláudio Barroso Magno, que comandou do batalhão brasileiro da ONU no Haiti.

Esses aviões “artesanais” não possuíam grande autonomia de voo ou sistemas de GPS e de piloto automático.

“Não eram aviões operacionais militares. Nós os usávamos para obter um resultado psicológico, para eles [rebeldes e criminosos] saberem que os estávamos observando”, disse o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, comandante da Segunda Região Militar.

Segundo ele, a primeira geração do Vant desenvolvida pelo Exército ficou pronta ainda em 2007 e exemplares chegaram a ser usados em testes no Rio Grande do Sul e também no Haiti -porém, quando não havia mais grandes combates no país.

VT-15

Já a nova geração do Vant, batizada de VT-15 e usada ontem, começou a ser desenvolvida em 2008 pelo CTEx com a empresa ACS.

“Há uma variedade muito grande de Vants no mercado internacional, é possível comprar, mas também nos interessa o desenvolvimento tecnológico, para que não haja dependência”, disse o general Santos Cruz.

O desempenho do Vant na missão será avaliado. Se o resultado for bom, o Exército pode começar a produzi-lo em escala.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo,via Notimp/ EB

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Exército testa aeronave não tripulada

Testes foram realizados em Pirassununga, no interior de SP. Equipamento será usado em simulações de guerra

O Exército testou nesta sexta-feira (5), em Pirassununga, no interior de São Paulo, uma aeronave militar que voa sem ninguém a bordo. O veículo aéreo não tripulado, chamado de vant, tem tecnologia brasileira e serve, principalmente, para patrulhar regiões consideradas perigosas.

Ele manda imagens e informações para a equipe em solo. O modelo será usado a partir de sábado (6) em uma simulação de guerra, com a participação de 4,5 mil homens do Exército.

FONTE: G1 / VÍDEO: Clique aqui

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RIO – A Polícia Federal tem planos para usar um avião não tripulado para vigiar a cidade e, principalmente, as favelas do Rio em 2014. Para isso, pretende comprar 14 aeronaves e montar quatro bases de operações no país. Pelo menos um avião será usado em operações de combate ao tráfico na cidade. Batizada de Vant (veículo aéreo não tripulado), a aeronave é capaz de voar por 37 horas ininterruptas, cobrindo mais de mil quilômetros.

Durante o vôo, o aparelho pode fotografar ou filmar com nitidez pessoas ou objetos no solo, de uma altura que pode chegar a 30 mil pés (cerca de dez quilômetros). A primeira fase, considerada de testes, já começou: o Vant tem patrulhado os limites do Brasil, com especial atenção para a fronteira com o Paraguai, no combate ao tráfico de armas e drogas e ao contrabando.

Também pensando na Copa do Mundo do Brasil, a PF enviou para a África do Sul oito policiais, lotados nos setores de imigração; inteligência; segurança de dignitários e antibomba, e ainda um servidor que atuou como adido. Os policiais tiveram como missão, segundo informou a PF, fazer análise crítica da estrutura de segurança adotada pela África do Sul, visando a coleta de informações que podem ser úteis no planejamento estratégico e operacional da PF para a Copa do Mundo de 2014.

FONTE: O Globo

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RQ-7_Launch

O US Army Unmanned Aircraft Systems Center of Excellence anunciou que a Força deve atingir a marca de 1 milhão de horas de voo com aeronaves não tripuladas no próximo mês. Por volta do mês de setembro ou outubro, os UAVs do US Army atingirão a mesma marca em apoio direto às operações de combate.

Noventa por cento das horas de voo foram realizadas em operações de combate, para inteligência, vigilância e reconhecimento. O US Army planeja no futuro usar UAVs para enlace de dados e transporte de suprimentos e carga.

O treinamento para a operação de UAVs no Exército dos EUA é feito em Fort Huachuca, no Arizona, numa intalação conjunta para treinamento de pessoal da Marinha e dos Fuzileiros.

Em 2010 serão treinados 800 militares e em 2018, serão 3.000. O Exército colocou as aeronaves RQ-7 Shadow e Raven nas unidades menores, para dar capacidade de ISR aos comandantes. Um pelotão Shadow foi integrado nas brigade combat team (BCT), o que permitiu à infantaria e oficiais compreenderem o potencial dos UAVs e saber o que eles poderiam obter com esses equipamentos.

RQ-7 landing

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RQ-11_Raven_2

Os veículos aéreos não-tripulados (UAVs ou VANTs) estão fornecendo uma capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) sem precedentes, segundo o diretor do Army Unmanned Aerial System Center of Excellence de Fort Rucker, coronel Christopher Carlile.
Seus comentários juntam-se aos outros que recomendam a tecnologia, umas das que mais crescem no Exército dos EUA.
“Existe um ditado antigo que diz que a ciência e a ficção científica estão separadas pelo tempo e o tempo é agora. Nós o temos.”, disse Carlile.

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