Passagem de Comando do 1º BAvEx
Ocorreu no dia 07 de janeiro a passagem de Comando do 1° Batalhão de Aviação do Exército, e o ForTe participou das solenidades que ocorreram nas dependências do Batalhão Falcão, no Comando de Aviação do Exército.
Assume o 1° BAvEx o TC Silva Júnior, comandante substituto, no lugar do Cel. Guilherme, comandante substituído, que foi transferido para o Gabinete de Comando do Comando do Exército em Brasília.
As nove horas da manhã, ocorreu a passagem aérea de Comando, tendo o Maj. Rodrigo (sub-comandante do 1° BAvEx) apresentado a tropa ao TC Silva Júnior, para que e em seguida, o Cel. Guilherme ordenasse o embarque dos tripulantes em suas aeronaves.


A passagem aérea de Comando é uma tradição nas unidades aéreas militares, quando o comandante substituído passa o Comando de sua Unidade ao comandante substituto, que a assume em voo.
Nesta cerimônia, com cobertura exclusiva do ForTe, foi realizado o voo de formatura em coluna tática pela Esquadrilha Falcão, composta por 14 aeronaves dos modelos HA-1 Fennec e HM-1 Pantera.


Este voo foi abrilhantando pela presença de vários ex-comandantes do 1° BAvEx, em especial a do Cel. Telles (1° comandante do 1° BAvEx) que juntamente com os demais ex-comandantes, participaram do voo como 2P.

Tivemos o privilégio de embarcar no HM-1 Pantera, pilotado pelo Gen. Peternelli (também um dos ex-comandante do 1° BAvEx e atual Comandante da Avex) para participar deste voo e registrar a passagem aérea de Comando.
Tendo a aeronave do Comandante da AvEx ocupado a sua posição no dispositivo, inicia-se a cerimônia de passagem aérea de Comando.
O HM-1 Pantera EB-2024 pilotado pelo Cel. Guilherme, deixa a liderança da Esquadrilha Falcão e se desloca para o seu lugar no dispositivo (a esquerda da aeronave do Comandante da AvEx).
Em seguida, o HM-1 Pantera EB-2012 pilotado pelo TC Silva Júnior, abandona a penúltima posição da Esquadrilha e se posiciona a direita da aeronave do Gen. Peternelli, ficando as aeronaves dos comandantes, substituto e substituído, hoverando uma de frente para outra.
Ao fim da passagem aérea de Comando, as aeronaves trocam de posição e o novo Comandante assume, pela primeira vez, o comando de sua Unidade, liderando a Esquadrilha Falcão para uma passagem baixa sobre a pista do CAvEx.
Após o pouso, o Cel. Guilherme e o TC Silva Júnior, foram recebidos com muita emoção pelas as suas famílias no pátio das aeronaves e, em seguida, se juntaram ao Comandante da AvEx, ex-comandantes e demais tripulantes para uma foto histórica no interior do hangar do 1° BAvEx.


Vídeo da Passagem Aérea de Comando
Cerimônia de Passagem de Comando

Antes da cerimônia militar, foi realizada a inauguração da foto oficial do Cel. Guilherme, pelos seus filhos e esposa, que permanecerá exposta na galeria de fotos dos ex-comandantes do Batalhão Falcão e também o recebimento do Distintivo de Comando.


As 17:30hs, deu-se a cerimônia militar de passagem de Comando, na presença de diversas autoridades militares e convidados.




NOTA DO EDITOR: Agradecemos ao Cel. Guilherme por toda a colaboração que nos deu durante o seu Comando, tendo a certeza de que teremos no TC Silva Júnior a continuidade deste trabalho junto ao 1° BAvEx. Desejamos aos Comandantes substituto e substituído muito sucesso nesta nova etapa de suas carreiras no Exército Brasileiro.
Agradecemos também ao Cap. Bruno Lopes (RP do 1° BAvEx) pelo apoio na realização desta cobertura.
FOTOS E VÍDEO: Guilherme Wiltgen/ForTe
















Desde o inicio da chamada “Guerra Contra o Terror” o cuidadoso observador pode notar a evolução dos equipamentos de proteção pessoal utilizados pela tropas terrestres principalmente nos países ocidentais participantes nas citadas operações. Desde a sua introdução ate o fim do milenio passado soldados contavam com nada mais do que as famosas “flak jackets”, o nome vem dos coletes desenvolvidos durante a 2GM para tripulações de bombardeiros, protegendo-os contra “flak” – estilhaços de AAAe. Esta categoria de equipamento conhecida como “soft body armor” providencia nada mais do que proteção contra estilhaços ao usuário e mesmo as mais modernas resistiam apenas até munição subsonica como 9mm disparadas de pistolas por exemplo.
Nos anos 90 iniciou-se a introdução de coletes como “flak jackets” embora mais leves e com materiais mais modernos que podiam utilizar também placas de materiais ceramicos, sendo assim provendo proteção contra munições supersonicas disparadas de fuzis e metralhadoras leves. As placas conhecidas como SAPI (Small Arms Protective Insert) e ESAPI (Enhanced) não haviam sido utilizadas em grande escala por tropas de infantaria ate a invasão do Afeganistão em 2001 e assim que relatórios de sua performance no campo de batalha começaram a voltar e atingir os ouvidos da liderança militar seu uso automaticamente se tornou não só essencial mas tambem mandatório.
Comuns foram os casos em que tropas eram alvejadas em suas placas e alguns durante a adrenalina do combate nem sequer percebiam que haviam sido atingidos, as placas embora projetadas para até calibres como o 7,62×54, houve casos em que soldados sobreviveram ate a impactos de calibres soviéticos equivalentes a .50 graças as placas SAPI e ESAPI. Atualmente tropas como as americanas utilizam placas não só na frente e atrás mas também nas laterais abaixo das axilas além de “soft body armor” no pescoço e área genitália e desde a introdução desse novo sistema de proteção, centenas de tropas devem suas vidas a esse avanço tático e tecnológico.




