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Irã estaria testando estágio final para bomba

País teria iniciador de nêutrons, componente para armas nucleares, dizem serviços secretos

vinheta-clipping-forte Serviços de inteligência tiveram acesso a documentos comprovando o teste pelo Irã de um componente que significa que o país já estaria no estágio final de desenvolver tecnologia para construir bombas nucleares. De acordo com reportagem publicada na edição de ontem do jornal “The Times”, de Londres, o país teria planos para quatro anos de testes de um iniciador de nêutrons.

Segundo integrantes das agências secretas, o documento apresentaria indícios de que os testes teriam sido iniciados em 2007. Um fonte de um serviço de inteligência asiático também confirmou ao “Times” que seu país acredita que o trabalho com o iniciador de nêutrons começou há dois anos.

- O Irã pode até alegar que este trabalho tem propósitos civis, mas não há aplicação civil possível – disse ao jornal David Albright, presidente do Instituto para Ciência e Segurança Internacional, em Washington.

Especialistas afirmam que o componente não tem utilização sequer para a indústria de armamentos convencionais, tendo somente uso para produção de armas atômicas. O Irã nega.

- Este relato não tem base na realidade. Tais declarações não merecem nossa atenção, têm apenas a intenção de colocar pressão política e psicológica sobre o Irã – rebateu Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério do Exterior iraniano.

Hillary diz que negociação fracassou e pede sanções

Ontem, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que a tentativa do governo de Barack Obama de tentar negociar com o Irã não deu frutos, e defendeu novas sanções.

- Não resta dúvida de que a tentativa de negociar produziu muito pouco em termos de resposta positiva dos iranianos – disse ela, acrescentando que a comunidade internacional deve agir com firmeza e unida.

FONTE: O Globo, via CCOMSEx

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Vídeos do desembarque dos Leopard 1A5

Breves reportagens da Rede Globo, no Jornal da Globo de segunda-feira (14 de dezembro) à noite e do Bom dia Brasil da manhã desta terça-feira, 15 de dezembro, mostrando o desembarque do primeiro lote de carros de combate Leopard 1A5 comprados dos estoques do Exército Alemão e reformados.

Abaixo, nota da semana passada publicada pelo Comando Militar do Sul, detalhando o processo de recebimento:

Carros de Combate Leopard 1 A5 chegam no Porto de Rio Grande neste final de semana.

O Exército Brasileiro, por meio do acordo de compra e venda e de apoio, firmado entre a República Federal da Alemanha e a República Federativa do Brasil, adquiriu os seguintes Carros Blindados da família Leopard: 250 Viaturas Blindadas de Combate Carro de Combate (VBC CC) Leopard 1A5 BR , sete Viaturas Blindadas Especializadas (VBE) Socorro Leopard 1 BR, quatro VBE Lançadora de Ponte Leopard 1 BR, quatro VBC Engenharia Leopard 1 BR e quatro VBE Escola par Motorista Leopard 1.

O recebimento das primeiras viaturas manutenidas, na condição “pronta para o combate” será realizada neste final de semana, 12 e 13 de dezembro, no Porto de Rio Grande. Tais viaturas irão mobilizar as Organizações Militares do Comando Militar do Sul (CMS) orgânicas das Brigadas Blindadas e Mecanizadas, possibilitando a atualização do seu principal Material de Emprego Militar, o Carro de Combate. As viaturas estão previstas para desembarque no final do dia de sábado e o seu transporte a partir de domingo por meio de carretas do CMS para o Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar, localizado em Santa Maria.

Nesta primeira carga estão previstos a chegada de um conjunto simulador para adestramento de um Pelotão de Carros de Combate; quatro simuladores para guarnição de VBC, tipo “Table Top”; sete VBE Socorro Leopard; quatro VBE Lançadora de Ponte Leopard; quatro VBE Engenharia Leopard; uma ponte de pequena brecha; duas pontes; uma torre didática e 29 VBC Leopard 1A5.

A VBCCC Leopard 1 A5 BR é a versão mais moderna da série Leopard 1, agregando, às características das versões anteriores, aperfeiçoamentos no sistema de tiro, de optrônica e de torre. Esta última encontra-se protegida com uma blindagem suplementar contra efeitos das granadas de carga oca.

FONTES: G1 (vídeo) e Comando Militar do Sul (nota)

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Lula garante reaparelhamento das Forças Armadas

Presidente cerimônia novos oficiais generais - foto Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje (14) o compromisso de reaparelhar as Forças Armadas. Até 2030, destacou ele, o país vai adquirir 3 mil viaturas blindadas de combate. Segundo o presidente, a compra dos caças de combate deve ser anunciada no início de 2010.

“Na semana passada, soube que o Exército recebeu o primeiro lote de 34 viaturas blindadas de combate. Até 2030, serão 3 mil”, disse Lula. Ele destacou ainda a importância que o submarino nuclear terá para o país, assim como os caças de combate.

“A decisão sobre a compra dos caças deve ser tomada no início de 2010”, afirmou, após participar da cerimônia de apresentação dos novos oficiais-generais no Clube do Exército, em Brasília.

Na cerimônia, Lula agradeceu o trabalho feito pelas Forças Armadas e de seus engenheiros em diversas obras – como rodovias, ferrovias, portos, poços, hospitais e no canal do Rio São Francisco – e no combate à dengue, além do apoio dado à realização das provas do Enem.

FONTE / FOTO: Agência Brasil (destaque em negrito do Blog)

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Portões Abertos do CAvEx – 2009

Linha de Fennec's

vinheta-especial-forte No domingo (06.12) o Comando de Aviação do Exército, localizado na cidade de Taubaté/SP, pelo segundo ano consecutivo abriu suas portas para visitação.

Durante todo o dia, o público presente pode conhecer um pouco mais da Aviação do Exército, assistindo a diversas demonstrações, além de poder conferir de perto suas aeronaves.

HM-3 CougarHM-1 Pantera

Estiveram expostas estáticamente uma aeronave HA-1 Fennec (1º BAvEx) dotado de FLIR, conhecida na AvEx como Olhos da Águia, um HA-1 Fennec armado com lançador de foguetes 70mm e metralhadora axial .50, um HM-3 Cougar armado com metralhadoras laterais (ambos do 2º BAvEx) e um HM-1 Pantera (3º BAvEx), armado com metralhadora lateral.

HA-1 Fennec (Ólhos da Águia)

Prestigiram também o evento uma aeronave AH-11A Super Lynx da Marinha do Brasil, um C-98 Caravan da FAB, o Águia 14 da PMSP e diversas aeronaves do Aeroclube Regional de Taubaté.

Durante o dia inteiro aconteceram diversos saltos de paraquedistas civis e o ForTe embarcou no Cougar 04 (HM-3 Cougar EB-4004) do 2º BAvEx, para acompanhar o salto da equipe de paraquedistas militares e também o salto do Gen. Peternelli (Comandante da Aviação do Exército) junto com um grupo civil.

Paraquedista militar saltando do Cougar a 7.000ft

Gen. Peternelli e equipe de salto livre civil.Wiltgen a bordo do Cougar

Ainda durante o nosso voo, fomos realizar uma missao muito especial, buscar os tripulantes do EDA, que se encontravam em visita de cortesia ao quartel do 5º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior).

Pela primeira vez, uma aeronave Cougar da AvEx transportou a “Esquadrilha da Fumaça”, além de ter sido o primeiro pouso realizado no referido quartel da PM em Taubaté, com cobertura exclusiva do ForTe.

Tripulantes do Cougar 04 e do EDA junto ao Cougar 04

Ao final do dia, após a demonstração em voo das aeronaves da AvEx, aconteceu a tão esperada apresentação do EDA, que emocionou a todos os presentes, encerrando o Portões Abertos e as comemorações pelos 20 anos da Base de Aviação de Taubaté (BAvT).

Apresentação dos tripulante do EDA ao Gen. Peternelli

Veja a galeria de fotos no conteúdo exclusivo do assinante.

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NOTA do EDITOR: Gostaríamos de parabenizar o Gen. Peternelli, que incluiu novamente o CAvEx no circuito de eventos aeronauticos brasileiros e esperamos que o seu exemplo seja seguido pelos futuros comandantes da AvEx.

Agradecemos também a todos que colaboram para a realização desta matéria: Cel. Robert (Chefe do Estado-Maior), a equipe da E5 que organizou o evento, em especial ao Maj. Navarrete que nos apoiou antes e durante o evento, ao Cel. Paulo Ricardo (Comte. do 2º BAvEx) e ao Cap. Dini e demais tripulantes do Cougar 04.

 
 

vinheta-clipping-forteO ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a afirmar hoje (9) que o Brasil não irá assinar qualquer protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, cedendo a pressões externas.

“Esta é uma decisão tomada pelo presidente da República e que consta da Estratégia Nacional de Defesa. Não assinaremos nenhum protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares”, declarou Jobim, ressaltando que embora o país não tenha interesse em desenvolver armas nucleares, “não pode abrir mão de conhecer a tecnologia nuclear”.

“É necessário, isso sim, que os países [que detêm armas] nucleares comecem a reduzir seus armamentos. Porque a dissuasão nuclear – que parte do pressuposto de que se pode usar uma arma que atinja indiscriminadamente civis não insurgentes – é imoral”, avaliou o ministro durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e que durou mais de quatro horas.

Proposto em 1968, o tratado conta com a adesão de 189 países. Originalmente, o acordo estabelecia que o bloco das cinco pontências nucleares (Estados Unidos, União Soviética (atual Federação Russa), China, Reino Unido e França) poderiam manter o armamento, mas vedava a transferência ou o repasse da tecnologia de fabricação para os outros países. Os Estados Unidos, no entanto, jamais assinaram o pacto.

Já para os demais signatários o tratado estabelecia o compromisso de não fabricarem armamentos nucleares. Em 1970, um novo acordo permitiu que os países desenvolvessem tecnologia nuclear para fins pacíficos, como a geração de energia. Além disso, as cinco potências nucleares deveriam desarmar-se.

Quinquenal, o tratado deve ser revisado no ano que vem. Para Jobim, os acordos não tiveram sucesso em reduzir a quantidade de armamentos nucleares.

FONTE: Agência Brasil

 

Colômbia fecha acordo para comprar 39 M1117

Veículos podem substituir os Urutus

m1117_guardian

A Textron Marine and Land Systems de Nova Orleans recebeu um contrato de 20,9 milhões de dólares para fornecer 39 veículos sobre rodas 4×4 M1117 ICV para a Colômbia. No entanto, este valor é parcial, pois o Pentágono informou que o contrato global é de 45,6 milhões de dólares.

A versão ICV do M1117, que possui um chassi mais alongado, não é exatamente um ATC (Armored Troop Carrier), mas permite que o mesmo possa transportar cerca de oito combatentes. O M117 ICV está em uma categoria entre o Humvee blindado (4X4) e o Piranha III (8X8), sendo mais pesado que o primeiro e mais leve que o segundo. O valor do veículo também está em uma faixa intermediária de preço e, dependendo do equipamento, pode custar um milhão de dólares a unidade.

A Colômbia possui diversos BTR-80 e EE-11 Urutu que poderiam ser substituídos pelos M1117 ICV. No entanto, existem informações  que dão conta de que a Colômbia estaria negociando a fabricação local do BTR-80 com a Rússia.

Bulgária, EUA e Iraque já possuem versões do M1117. A Colômbia seria o quarto cliente.

FOTO: Military today

NOTA DO BLOG: uma versão mais moderna do EE–3 Jararaca da Engesa poderia perfeitamente competir com o M1117

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Obama - esse eh o cara

vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em cerimônia em Oslo (Noruega), que a guerra às vezes é necessária para preservar a paz.

“A guerra tem um papel a cumprir para a preservação da paz. Negociações por si só não podem, por exemplo, convencer a [rede terrorista] Al Qaeda a desistir das armas. A força é necessária e não há cinismo nisso, apenas o reconhecimento de nossa história”, continuou o democrata, que citou em seu discurso a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e os exemplos de luta pela paz de Mahatma Gandhi e Martin Luther King.

“Temos que entender que haverá guerra, mas ainda assim haverá um esforço pela paz. Esse é um desafio que teremos que enfrentar”, disse Obama no discurso.

Obama ressaltou, contudo, que a necessidade da guerra deve ser refletida a partir de outra “verdade inconciliável”: “Não importa quão justificada seja a guerra e o sacrifício dos soldados, a guerra nunca é gloriosa e não devemos pensar assim”.

“Parte de nosso desafio é tentar reconciliar estas verdades inconciliáveis”, disse Obama, acrescentando que busca, assim como o presidente americano John F Kennedy, morto em 1963, uma paz “mais prática e alcançável”.

Para isso, afirmou Obama, é necessário seguir as regras e padrões morais que determinam as ações de guerra. “Quando não seguimos nossas regras, as decisões parecem arbitrários e colocamos em risco nossos esforços, não importa quão justificáveis sejam”.

Seguir seus próprios valores, afirmou o presidente, é o que “!nos separa das pessoas contra as quais lutamos”.

“Por isso proibi a tortura, por isso determinei o fechamento de Guantánamo [prisão americana para suspeitos de terrorismo], por isso reforcei o compromisso dos Estados Unidos de obedecer a Convenção de Genebra”, listou Obama, que assinou decretos contra estas práticas no seu segundo dia na Casa Branca, como parte de um esforço para limpar o legado negativo deixado pela guerra ao terror do antecessor George W. Bush.

Esforço conjunto

Obama afirmou ainda que os EUA lutam há 60 anos, “com o sangue de seus soldados”, pela segurança global e que este comprometimento não acabará. Ele alertou, contudo, que a missão de manter a paz não pode ser apenas dos americanos.

“Eu entendo porque a guerra no Afeganistão não é popular, mas a crença de que a paz é alcançável não é suficiente para conquistá-la. A paz é difícil de ser alcançada e por isso a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) existe. Não podemos deixar a tarefa para poucos”.

O discurso parece um recado para os 42 aliados da aliança militar que participam da guerra no Afeganistão e que, na maioria, relutam em acompanhar a recente estratégia americana de ampliar suas forças no país.

“Nós honramos nossos ideais ao defendê-los não quando é fácil, mas quando é difícil. Eu falei de algumas questões que estão nos nossos corações e nossas mentes”, afirmou Obama, que em várias ocasiões foi longamente aplaudido.

Irã e Coréia do Norte

No discurso, Obama falou também sobre a importância de se deter a proliferação de armas nucleares. “Na metade do século 20, esse compromisso estava claro. Todos deveriam ter acesso à energia nuclear com fins pacíficos. Hoje, todos os que prezam a segurança não podem ignorar regimes que fomentam a violência, como o Irã e a Coréia do Norte”, afirmou.

O presidente dos EUA elogiou os esforços dos “milhares de manifestantes que vão às ruas para lutar pela liberdade no Irã”. “É responsabilidade de todos nós mostrar que estamos ao lado deles”, afirmou, acrescentando que, ao lidar com tais países, é preciso se usar “pressão e diálogo”, assim como “sanções e engajamento”. “É preciso haver um equilíbrio”, disse.

O líder americano condenou ainda “o genocídio em Darfur (Sudão), a opressão em Mianmar e os estupros sistemáticos no Congo”. “Crimes graves como esses devem ser abordados com diplomacia, mas também deve haver consequencias contra os que os cometem”, disse.

Obama também comentou o conflito entre judeus e palestinos no Oriente Médio, onde a “religião muitas vezes é usada para justificar as mortes de pessoas inocentes”. “Esses extremistas não são os primeiros a matar em nome de Deus, mas nos lembram que tais guerras não podem ser guerras justas”, disse o líder dos EUA.

No discurso, ele também lembrou a importância do combate ao aquecimento global, pois haverá ainda “mais guerra e mais fome no mundo, caso essa questão não for enfrentada”.

Para Obama, direitos civis e políticos e liberdade “são fundamentais”, mas de nada adiantam se não houver desenvolvimento econômico. “Paz e segurança não existem em uma realidade sem acesso a remédios, abrigo, água potável e educação”, disse o presidente americano.

FONTE: Folha Online

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Morre mulher mais condecorada do Brasil

Major Elza recebeu 35 medalhas, segundo CML. Ela serviu como enfermeira na Segunda Guerra Mundial.

MajorElza_fotocorFaleceu nesta terça-feira (8), aos 88 anos, a major Elza Cansanção Medeiros, mulher mais condecorada do Brasil, segundo o Comando Militar do Leste, com 35 medalhas. Major Elza, que morreu no Rio, foi a primeira brasileira a se apresentar como voluntária na Diretoria de Saúde do Exército, para lutar na Segunda Guerra Mundial, aos 19 anos de idade.

Segundo o Comando Militar do Leste, ela sonhava em lutar na linha de frente, mas teve que se conformar em seguir como uma das 73 enfermeiras no Destacamento Precursor de Saúde da Força Expedicionária Brasileira, já que, na época, o Exército Brasileiro não aceitava mulheres combatentes.

Major Elza teve complicações após uma queda em que o fêmur foi fraturado.

Durante a guerra, ela trabalhou nos hospitais de evacuação na Itália, distante do front, em turnos de 12 horas. Segundo o CML, nenhum soldado que foi tratado por ela morreu. Ela atuou como oficial de ligação e enfermeira-chefe no 7th Station Hospital, em Livorno. Com o fim da guerra, foi dispensada logo após o retorno ao país, indo trabalhar no Banco do Brasil.

Aulas para pilotar ultraleves

elza2Em 1957, as mulheres foram reconvocadas, podendo vir a ser militares de carreira. Dona Elza então retornou, continuando a trabalhar como enfermeira. De acordo com o CML, Elza era formada em jornalismo e, mesmo tendo trabalhado no Serviço Nacional de Informações (SNI), jamais pensou em abandonar a carreira militar.

Ela aprendeu a pilotar ultraleves aos 60 anos de idade. Escreveu três livros sobre sua participação na Segunda Guerra e deu sugestões importantes para a criação de um corpo auxiliar feminino para as Forças Armadas, base para a abertura das Forças Armadas do Brasil à participação das mulheres.

Velório no Palácio Duque de Caxias

O corpo da Major Elza será cremado após o velório, que acontecerá no salão nobre do Palácio Duque de Caxias a partir das 9h desta quarta-feira (9).

Entre as medalhas que recebeu estão a Medalha de Guerra, Medalha de Campanha, Ordem do Mérito Militar, Medalha Mérito Tamandaré e Medalha Mérito Santos Dumont.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional nesta terça-feira, 8 de dezembro, o Projeto de Lei Complementar que modifica a Lei Complementar nº 97/95 e fortalece o Ministério da Defesa. A proposta foi enviada por meio da Mensagem nº 988, de 7 dezembro de 2009. A Lei Complementar 97 dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.

As alterações incluídas pelo projeto são fundamentais para a implantação da Estratégia Nacional de Defesa. A proposta do Executivo foi formulada pelo Ministério da Defesa e Casa Civil e fortalece o papel institucional e político do ministério na linha de comando das Forças Armadas.

Exemplos desse fortalecimento dizem respeito à nomeação dos Comandantes das Forças Armadas e à promoção dos oficiais-generais. Hoje, pela Lei Complementar 97, os comandantes das Forças são nomeados pelo presidente da República, ouvido o ministro da Defesa. Na nova redação, os comandantes serão “indicados pelo ministro da Defesa e nomeados pelo presidente da República” (artigo 4º do projeto de lei).

O ministro da Defesa também definirá a lista de oficiais-generais que serão promovidos. Conforme o projeto de lei, “compete aos comandantes das Forças apresentarem ao ministro da Defesa a lista de promoção aos postos de oficiais-generais e propor-lhe os nomes para nomeação aos cargos”. Pela legislação atual, os comandantes indicam os candidatos à promoção e apenas apresentam a lista ao ministro.

Ainda em relação ao fortalecimento institucional do Ministério da Defesa, o projeto de lei altera a doutrina geral das Forças Armadas e cria o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) dentro da Administração Central do Ministério da Defesa. O chefe do novo Estado-Maior terá o mesmo nível hierárquico dos Comandantes das Forças Armadas e estará acima de todos os demais militares. Ele será indicado pelo Ministro e poderá ser um militar da ativa ou da reserva. Se da ativa, irá para a reserva no momento da posse, como já ocorre com os comandantes de Força.

A alteração da doutrina e a criação do Estado-Maior Conjunto permitirão uma atuação integrada das Forças Armadas. Hoje, em exercícios militares conjuntos, elas atuam sob um “comando combinado” e, com a criação do EMCFA, passarão a atuar sob um “comando conjunto”.

A mudança na doutrina altera especialmente a logística de atuação das Forças, tanto em exercícios combinados quanto na guerra real. “Esta é uma mudança fundamental. Altera por completo a doutrina de emprego das Forças. Antes, o emprego era individual, de cada Força com um comando combinado. Agora, o emprego é conjunto”, explicou Nelson Jobim em recente palestra no Superior Tribunal Militar. Segundo ele, a atuação sob um comando conjunto é matéria “pacificada mundialmente” em termos de doutrina militar.

O projeto de lei também traz para o Ministério da Defesa a formulação da proposta orçamentária das Forças, e a definição de políticas e diretrizes de produtos de defesa, inclusive equipamentos, munições e fardamento. As compras em si, continuarão sendo feitas pelas Forças. Diz o texto do projeto: “A proposta orçamentária das Forças será elaborada em conjunto com o Ministério da Defesa, que a consolidará, obedecendo-se as prioridades estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, explicitadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias”. Hoje, pela lei, os orçamentos seriam feitos separadamente pelas Forças e o Ministério da Defesa meramente os compatibilizaria e os enviaria ao Ministério do Planejamento. O ministro Jobim alterou na prática essa sistemática e agora consolidará o novo procedimento na lei.

Outro ponto importante do projeto é que ele faz alterações nas regras de atuação das Forças nas chamadas operações subsidiárias. Pela definição da Lei Complementar 97, cabe às Forças Armadas, como atribuição subsidiária geral, cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa civil, na forma determinada pelo Presidente da República.

Em 2004, houve uma alteração da Lei Complementar 97 que outorgou poder de polícia ao Exército nas regiões de fronteira. Hoje, o Exército pode, em toda a faixa de fronteira, fazer patrulhamento, revista e prisão em flagrante. Outra alteração feita em 2004 também deu à Força Aérea poder de patrulhamento do espaço aéreo brasileiro total. Atualmente, a Força Aérea patrulha aeronaves suspeitas e pode persegui-las até o solo, mas depois do pouso a Aeronáutica não pode fazer mais nada. Essa atuação dificulta, por exemplo, o combate ao narcotráfico.

Com as alterações na Lei Complementar 97, as três Forças terão a mesma capacidade de atuação nas fronteiras, quando não houver polícia presente. “Estamos estendendo à Marinha e à Aeronáutica os mesmos poderes que o Exército recebeu em 2004, que é o poder de patrulhamento, revista e prisão em flagrante, sem prejuízo, evidentemente, das ações policiais competentes. Para o Exército não altera absolutamente nada. Agora, obviamente, as Forças Armadas não poderão produzir inquéritos e essa atuação será complementar, ou seja, articulada com as ações de polícia. No caso de não haver polícia, os militares tomam providências e depois entregam à polícia”, disse Jobim no STM. No caso da Marinha, o poder de patrulhamento, revisão e prisão será exercido nas águas jurisdicionais brasileiras.

De acordo com o projeto de lei, os atos praticados por militares no cumprimento de missões em operações subsidiárias serão julgados pela Justiça Militar. Essa mudança dá segurança jurídica às operações subsidiárias e aos militares que nelas atuam. Hoje, a Lei Complementar 97 não é muito clara no que diz respeito ao julgamento dos militares acusados de práticas de crimes. Pelo projeto de lei, entretanto, os crimes comuns praticados pelos militares em operações subsidiárias serão julgados pela Justiça comum.

“Se o sujeito está numa operação subsidiária, por exemplo, de patrulhamento da Força Aérea e autoriza-se a legislação de abate, estaria sujeito à Justiça Militar porque se trata de ação militar. É a mesma coisa do Exército hoje nas fronteiras. Quando ele faz um patrulhamento, apreende drogas e tem conflito com organização criminosa, isso é operação militar. Agora se um soldado numa operação militar pratica um crime comum, ele vai responder à Justiça comum”, exemplificou Jobim no STM.


Leia mais:


FONTE: Ministério da Defesa

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CRE: audiência com Jobim começa agora

Comissão de Relações Exteriores ouve ministro da Defesa

vinheta-clipping-forteA Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional ouve na quarta-feira (9) o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na audiência, os parlamentares vão abordar temas como a missão brasileira no Haiti, os testes nucleares realizados pela Coreia do Norte, a reorganização das Forças Armadas e a compra de caças supersônicos franceses.

A audiência foi proposta pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Claudio Cajado (DEM-BA) e Renato Amary (PSDB-SP).

Missão no Haiti

No caso da missão brasileira no Haiti, Jungamnn ressalta que, apesar dos resultados positivos, ainda há muitas críticas a atuação do Brasil. Ele considera importante, portanto, discutir o papel das tropas brasileiras no Haiti, já que os soldados ainda deverão permanecer por mais tempo no país da América Central.

Ele lembra que os custos da missão para o Brasil já são da ordem de R$ 705 milhões, segundo estimativas do Ministério da Defesa. “Desse total, cerca de 40% será reembolsado pelas Nações Unidas aos cofres públicos brasileiros”. Jungmann considera que, apesar dos custos, o envio e a permanência das tropas brasileiras têm contribuído para a reconstrução do país.

Forças Armadas

Jungmann também quer discutir o conjunto de medidas estratégicas para reorganizar as Forças Armadas, que o governo deve enviar ao Congresso. Ele explica que o objetivo, já anunciado pelo governo, é incentivar a indústria bélica e ampliar a presença militar em áreas como a Amazônia.

As medidas, segundo ele, fazem parte da Estratégia Nacional de Defesa, um plano lançado em dezembro de 2008 que prevê ações de médio e longo prazo em três eixos: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa e fortalecimento e ampliação do serviço militar.

Compra de aviões

Já o deputado Renato Amary quer discutir a compra de aviões franceses Rafale com transferência de tecnologia para a Força Aérea Brasileira, como parte do Programa FX-2.

A discussão sobre a posição brasileira em relação aos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte foi proposta pelo deputado Claudio Cajado.

A audiência está marcada para as 11 horas no plenário 3.

FONTE: Portal Câmara

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Em um dos períodos do ensino fundamental a professora ensina seus alunos que durante o nascer do Sol, ao esticarmos o braço direito na sua direção teremos o Norte bem a nossa frente. Isto não é totalmente verdade e, dependendo da latitude, do mês do ano e da necessidade de uma orientação mais precisa, a pessoa estará cometendo um grande erro.

Para saber mais sobre este tema acesse a série exclusiva do Forças Terrestres sobre técnicas de orientação e navegação em ambiente hostil, em especial na selva. Os assinantes, além da leitura, podem comentá-lo também.

Observação direta do Sol

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Em dois “posts” anteriores foram mostradas técnicas de orientação com o emprego de algum equipamento, no caso relógio de ponteiros e bússola. Mas mesmo que um determinado indivíduo não possua absolutamente nada, ele ainda pode se orientar de forma bastante razoável utilizado apenas o seu conhecimento.

Na selva, ou mesmo em qualquer outro ambiente hostil à fixação do homem moderno, a observação dos elementos naturais e o emprego da natureza em auxílio próprio é basicamente a sua principal forma de sobrevivência.

A utilização dos astros para orientação é uma medida relativamente simples e de fácil emprego. Um dos astros mais utilizados é o Sol e, por esse motivo, bastante empregado. Abaixo serão apresentadas algumas técnicas de orientação e navegação com o auxílio do Sol.

Direção obtiva através do Sol do meio-dia

Com o auxílio de um galho ou de um pedaço de pau (por experiência própria digo que alguns gomos de bambu fino com menos de um metro de altura são excelentes para este caso), crava-se no solo uma estaca (pode-se usar uma pedra ou um outro pedaço de madeira para servir como marreta).

Dê prioridade a um local de insolação constante. O terreno não precisa ser totalmente plano e a estaca não precisa estar necessariamente perpendicular ao solo, embora seja preverível que a mesma esteja aprumada.

De tempos em tempos risca-se a sombra da estaca no solo (quando maior a estaca melhor a resolução das sombras).  Após algumas medidas, será possível observar que a sombra da estaca diminui com o passar do dia (obviamente se as leituras começarem pela parta da manhã), chegando -se ao mínimo ao meio-dia. Depois a sombra cresce novamente.

A linha de sombra mais curta, como é de se esperar, indicará o horário (meio-dia). Mas esta mesma linha também informará o meridiano local que, em outras palavras, representa a linha norte-sul.

orientacao-meio-dia

Uma vez identificada a linha norte-sul, basta agora saber o rumo. Neste caso, a primeira informação importante a saber é a latitude aproximada em que a pessoa está. Quanto maior a latitude, mais fácil fica de saber. Na porção sul do Brasil, por exemplo, a sombra do meio dia aponta sempre para o Sul.  Conforme caminhamos em direção à linha do Equador esta situação pode variar, podendo a sombra situar-se tanto ao norte como ao sul dependendo da data e da posição do indivíduo.

Direção obtida através do nascer e do por do Sol

As crianças aprendem desde cedo que estendendo o braço direito para onde o Sol nasce teremos o Norte na nossa frente e os demais pontos cardeais a partir dele (Oeste no braço esquerdo e Sul nas costas).

Esta é uma verdade relativa que, dependendo do caso, pode levar a erros graves de navegação e orientação. Somente para ilustrar este fato, toma-se como exemplo a cidade de Porto Alegre, situada próxima ao paralelo 30ºS. Em janeiro o Norte geográfico estará a aproximadamente 117º do ponto onde nasce o Sol (e não 90º como um aluno do primário imagina) e em junho o Norte estará a aproximadamente 63º do nascer. Neste caso existe uma diferença de 54º, o que é quase o dobro da leitura feita no inverno. Mesmo para aquele observador que estiver na linha do Equador (como a cidade de Macapá) a diferença é significativa.

Portanto, a partir do exposto acima é possível observar que a determinação da direção por este método varia em função de dois fatores principais: latitude e calendário anual.

Para uma uma determinação mais precisa usa-se uma tabela de correção que relaciona estes dois fatores (latitude e dia do ano). Na prática dificilmente um indivíduo terá esta tabela na mão quando estiver em ambiente hostil. Então vale a seguinte regra: de meados de outubro até próximo do final de março o Norte verdadeiro estará um pouco para a esquerda do observador (considerando que o mesmo está com o braço esquerdo apontado para o nascer do Sol e olhando para frente). Entre o final de março e o final de setembro o Norte estará um pouco para a direita do observador.

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vinheta-clipping-forteCaracas – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que “começaram a chegar” ao país “milhares dos mísseis” comprados da Rússia como parte do plano de modernização do armamento da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

“Começaram a chegar milhares dos mísseis. Poucos países têm a dotação que nós temos dos Igla-S”, declarou Chávez durante um ato oficial na sede do Governo.

Os sistemas antiaéreos portáteis Igla-S são usados para abater aviões táticos, helicópteros, aviões espiões não tripulados e mísseis de cruzeiro de dia e de noite, segundo dados do fabricante russo Rosoboronexport.

“E por aí vêm os tanques, os T-72 para fortalecer nossas colunas blindadas, e os helicópteros”, acrescentou o chefe de Estado.

O governo do presidente russo, Dmitri Medvedev, aprovou neste ano um financiamento de “US$ 2,2 bilhões” à Venezuela para despesas em armamento, o que “tornou viável” a compra do sistema Igla-S e de 92 tanques T-72, informou Chávez em setembro.

Nos últimos anos, a Venezuela passou a ser o maior cliente da indústria militar da Rússia na América Latina, com a aquisição de 100 mil fuzis AK-103, 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30 e 50 helicópteros MI-17, M-26 e M-35, tudo isso por cerca de US$ 3 bilhões, segundo fontes russas.

O presidente venezuelano insistiu nesta segunda-feira em que precisou recorrer à Rússia depois de os Estados Unidos “se negarem” a fornecer o armamento tradicionalmente comprado pela Venezuela.

Em maio de 2006, os EUA suspenderam a venda de armas e material militar à Venezuela por considerar que o país não coopera suficientemente na luta antiterrorista, o que Caracas rejeitou e condenou.

Segundo Chávez, a melhor maneira de “evitar uma guerra” é “preparar-se para ela” e, por isso, está modernizando as Forças Armadas do país, principalmente por causa da “ameaça” que o convênio militar assinado entre Bogotá e Washington representa para a Venezuela.

Esse acordo permitirá que militares americanos usem pelo menos sete bases colombianas na luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas, segundo Bogotá e Washington.

“Ninguém (está) mais longe do desejo de uma guerra que este soldado que está aqui, e menos ainda com a Colômbia”, afirmou Chávez.

FONTE
: Último Segundo / EFE;  COLABOROU: Paulo Renato

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Soldados norte-americanos observam explosões em Kirkuk (Iraque), sem reagir. De acordo com a nova estratégia dos Estados Unidos, os militarem só podem agir se a polícia iraquiana solicitar

Soldados norte-americanos observam explosões em Kirkuk (Iraque), sem reagir. De acordo com a nova estratégia dos Estados Unidos, os militarem só podem agir se a polícia iraquiana solicitar

Os soldados da Bateria B estavam em uma caminhada de rotina por um mercado central quando ouviram o barulho: um estalido baixo que foi seguido por uma pluma de fumaça preta a 500 metros de distância. Os soldados aguçaram os sentidos, com as armas de assalto de prontidão. Alguns meses atrás eles já estariam em movimento. Mas o tenente Christopher Freeman ordenou que parassem.

“Eles querem que a gente fique longe”, ele disse, referindo-se a seus homólogos da polícia iraquiana. Por um acordo que entrou em vigor em 1º de julho, as forças americanas não podem ir ao local da ação a menos que os iraquianos peçam. Por isso eles continuaram sua patrulha, enquanto a fumaça se erguia nas proximidades.

“A gente quer reagir”, disse Freeman, do 3º Batalhão, 82ª de Artilharia de Campo. “Quer ter certeza de que ninguém saia ferido. Mas é assim que agimos agora. Não é nossa luta.”

Para os soldados americanos na maior parte do Iraque – mesmo aqui em uma das cidades mais tumultuadas do país – essa é a nova realidade desde 1º de julho, depois que as forças dos EUA saíram das áreas urbanas e trocaram de papel: deixaram de conduzir missões de combate e agora ajudam a polícia e os militares locais. Os soldados recitam um novo mantra: estão aqui só para ajudar e treinar; a luta agora pertence aos iraquianos – a condição essencial, depois de quase sete anos, para que as tropas americanas voltem para casa.

Treinar as tropas locais foi um primeiro objetivo no Iraque e hoje é o pivô do plano do presidente Barack Obama para começar a retirar os soldados do Afeganistão em 18 meses. Aqui no Iraque o treinamento se mostrou difícil e muitas vezes ilusório. O governo Bush esperava entregar a segurança para os iraquianos quase imediatamente depois da invasão, em 2003, mas descobriu que as tropas iraquianas estavam mal equipadas e muitas vezes eram alvo ou instrumentos de violência sectária.

Hoje, enquanto os EUA se preparam para retirar a maior parte das tropas até o próximo verão, missões de rotina como a da Bateria B esclarecem o progresso às vezes frágil das forças de que depende o futuro da segurança do Iraque. Mas a certa altura os americanos e iraquianos tiveram de estabelecer um limite.

O novo papel de apoio da bateria marcou uma mudança filosófica em relação a 2007, quando o general David Petraeus, então principal comandante americano no Iraque, assumiu como maior prioridade a proteção da população. As novas prioridades são mais difusas: habilitar as forças locais, reforçar sua posição na comunidade, promover o desenvolvimento econômico e melhorar as relações interétnicas.

Os soldados da unidade B e outras disseram que hoje eles têm um papel para o qual não foram treinados, com mais tempo parados, movimentação limitada fora da base e missões que muitas vezes consistem em ficar parados enquanto seus oficiais trocam anotações com seus colegas iraquianos.

Alguns gostariam de ir para o Afeganistão, onde o pequeno número de tropas locais treinadas ainda precisam dos americanos para um papel ativo no combate. Outros lutam contra o tédio.

Em uma missão recente, soldados do 4º Esquadrão, 9º Regimento de Cavalaria, dirigiram cautelosamente por um cruzamento. “Esse é o auge da nossa excitação: tentar fazer o tráfego parar”, disse o sargento Homero Bazaldua, de San Antonio. A unidade não via combate desde que chegou a Kirkuk em julho.

Para uma força de combate cujos membros se alistaram durante a guerra ou realistaram depois de serviço ativo, o novo panorama exigiu adaptação.

“Eu parei de tentar explicar o que fazemos, porque é quase impossível explicar”, disse o tenente Eric Dixon, também do 4º Esquadrão. “Todo mundo tem na cabeça uma ideia do que está acontecendo, e então quando você lhes conta o que realmente acontece eles dizem: ‘Isso não tem sentido’. São os iraquianos completamente na liderança e nós apenas no apoio.”

Perguntado se é melhor assim, Dixon disse: “É difícil explicar. Como esta missão – nós gostamos, mas é aborrecida. Mas é uma missão muito mais recompensadora do que arrombar portas todos os dias. Podemos ver o progresso do que estamos fazendo”, ele acrescentou.

“Às vezes vamos em missões e eles dizem: ‘Não precisamos de vocês. Vamos cuidar disso e lhes faremos um relatório’. Não há melhor medida de sucesso que isso”.

Para a Bateria B, a missão do dia começou com uma escolta da polícia iraquiana, uma exigência para tropas americanas que entram em Kirkuk. Depois de uma breve sessão de treinamento, os quatro Humvees da unidade rumaram para um terreno enlameado onde as tropas americanas esperavam financiar um campo de futebol.

Esses projetos se tornaram cruciais para a retirada dos EUA, disse o tenente-coronel Christopher Norrie. Uma missão bem sucedida hoje, ele disse, poderia significar “uma pessoa receber um microcrédito que lhe permita abrir uma barbearia ou um salão de cabeleireiro”.

“Essa barbearia é uma ligação vital para o desenvolvimento da área, permitindo uma vitalidade econômica para pessoas que antes não tinham isso”, ele disse.

Kirkuk, uma região rica em petróleo ao norte de Bagdá, esteve no centro do impasse sobre as leis eleitorais do Iraque, pois curdos, árabes e turcomenos reivindicam a primazia na região. Mas a violência diminuiu aqui, e, exceto por um surto neste verão, continuou caindo desde 1º de julho, segundo os registros americanos.

Nessa transição, a experiência da Bateria Bravo mostra as tensões que surgem quando a teoria encontra um carro-bomba em um mercado cheio de gente.

Em vez de correr para a explosão – e proteger a população -, os soldados continuaram caminhando e incitaram os policiais iraquianos que os acompanhavam a conversar com os lojistas sobre a região. Os Humvees se moviam lentamente ao lado. Para os oficiais iraquianos, a presença americana tornava o trabalho mais perigoso.

“A verdade?”, disse Muhammad Khalif, um dos oficiais. “Nós estaríamos mais seguros se viesse só a polícia iraquiana. Às vezes, quando trabalhamos com forças da coalizão, algumas pessoas acham que a polícia iraquiana está nas mãos da coalizão.”

Quando a Bateria B obteve permissão para ir ao local da bomba, o tráfego já estava engarrafado, por isso passou uma hora antes que os soldados chegassem ao ponto da explosão, que matou seis pessoas e destruiu três prédios. Embora os americanos tenham treinado oficiais iraquianos para afastar as multidões de uma cena de crime, dezenas de pessoas passavam por ali.

O sargento Sean McLaren, de Browns Mills, Nova Jersey, quis liberar o local. Insurgentes muitas vezes planejam segundas explosões para matar as pessoas que respondem à primeira.

Mas quando ele e outros começaram a afastar as pessoas o sargento-major Carlos Soto-Bonilla lhes gritou para parar.

“Vamos falar com quem estiver no comando e deixar que eles cuidem disso”, disse. “Temos de colocar uma face iraquiana nisto, porque se não nunca sairemos deste país.”

Mais pessoas passavam por ali, destruindo potenciais evidências. A água de um cano estourado corria para a cratera de 1,5 metro deixada pela bomba.

“Você tem fita para isolar o local?”, perguntou McLaren a um oficial iraquiano. A resposta: “Temos na delegacia, mas viemos para cá correndo”.

Nos jipes mais tarde alguns soldados estavam insatisfeitos com a reação dos iraquianos. Eles demoraram demais para chegar, e um número muito grande de pessoas correu perigo.

“Os policiais iraquianos não entendem”, disse MacLaren. “Nós ficamos lá tempo demais. Eles poderiam ter detonado aquele VBIED para que as forças da coalizão reagissem, então um franco-atirador poderia nos alvejar”, ele disse, usando a sigla em inglês para “dispositivo explosivo improvisado transportado por veículo”. “Nós tentamos ajudá-los a treinar a si mesmos, mas não podemos salvar o mundo.”

Mas para Norrie os resultados, embora imperfeitos, foram um modelo de sucesso nessa etapa do conflito, quando as tropas americanas se preparam para partir.

“Foi uma solução iraquiana para um problema iraquiano, e permitir que eles façam isso é muito importante”, ele disse. “As pessoas lá na rua viram suas forças de segurança claramente no comando. Todos somos falhos aos olhos do Senhor, mas o principal é que foi uma reação iraquiana, isso é mais importante que tudo.”

FONTE: The New York Times / UOL – John Leland
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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Portões Abertos do CAvEx neste domingo

Portões Abertos CAvEx_01

Portões Abertos CAvEx_02

NOTA: O evento terá cobertura da equipe de editores do ForTe

 

Mundo animal

H&K-IAR

O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) identificou o Infantry Automatic Rifle da fabricante alemã H&K como o vencedor da competição com outras três armas das fabricantes FN e Colt.

Os Marines agora colocarão o fuzil por mais 5 meses em testes, antes que a arma possa chegar às unidades. Se tudo correr bem, poderão fazer parte dos Grupos de Combate já no próximo verão (junho no hemisfério norte).

O modelo da empresa alemã é um variante do fuzil de assalto HK416, famoso por ser usado em várias unidades de Contra-Terrorismo e por sua confianca de funcionamento.

O IAR será uma adição às unidades de infantaria do USMC, podendo ser utilizadas em conjunto com as metralhadoras leves M249 SAW ou susbstituindo-as, caso a agilidade e movimento sejam considerados mais importantes para o cumprimento da missão.

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