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Paulo Roberto Laraburu

vinheta-opiniao-forteSegundo notícia divulgada pelo Ministério da Defesa (BRASIL, 2013), a Presidente Dilma e o Ministro da Defesa, Celso Amorim, quando de visita à Rússia, em dezembro do ano passado, trataram da possibilidade de adquirir desse país um sistema de defesa antiaéreo. Em janeiro deste ano, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas realizou nova visita à capital russa, desta feita para aprofundar os contatos anteriormente estabelecidos. E em 20 de fevereiro, em reunião com o Primeiro Ministro russo Dmitri Medvedev, realizada no Palácio do Planalto, a Presidente Dilma “autorizou o Ministério da Defesa a iniciar conversas para efetivar a compra de cinco sistemas de defesa antiaéreos [...] ”.

O anúncio de intenção da compra posiciona-se no processo de utilização da Defesa como um dos vetores de apoio à inserção internacional do Brasil, cujos marcos de maior visibilidade iniciaram-se ainda na década de 1990, quando o País teve o maior efetivo de tropas da missão de paz da ONU em Angola.

Nos anos mais próximos, esses marcos foram confirmados pela assunção brasileira do comando dos efetivos militares internacionais da operação de paz no Haiti, pelo apoio de transporte aéreo a operações de resgate de sequestrados pelo grupo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, pela iniciativa brasileira de criação do Conselho de Defesa Sul-Americano da UNASUL e pelo lançamento da Estratégia Nacional de Defesa e do Livro Branco de Defesa Nacional, documentos que, embora de natureza doméstica, contém indicações para a inserção de defesa regional e internacional do País.

Todos esses marcos produziram-se a partir de demandas externas, sejam regionais ou internacionais. A renovação do armamento antiaéreo recentemente anunciada também se enquadraria nessas demandas. Quais teriam sido elas?

Antes de entrar diretamente na resposta à pergunta formulada, vale a pena lembrar que o Tratado de Vestfália (1648) inaugurou a política internacional tal qual é praticada ainda nos dias atuais, em que o respeito pelos limites territoriais dos Estados nacionais constitui-se em um dos principais parâmetros reguladores da estabilidade do sistema internacional. A defesa das fronteiras terrestres de incursões vindas do estrangeiro passou, então, a ser um dos encargos principais dos exércitos dos príncipes.

O século XX, porém, alterou essa situação, pela possibilidade da soberania territorial ser afrontada pela ameaça aérea: tropas desdobradas ao longo das fronteiras não eram mais suficientes para assegurar a inviolabilidade do território, pois o avião colocava o espaço aéreo como a nova dimensão para o choque dos interesses nacionais.

Contra a ameaça aérea, os Estados organizam dois tipos de defesa: a defesa aérea e a defesa antiaérea. Embora o objetivo dos dois tipos de defesa seja o mesmo, a proteção do espaço aéreo nacional, o meio empregado para o exercício da defesa é diferente: a defesa aérea emprega aeronaves de interceptação e a defesa antiaérea utiliza canhões e mísseis, disparados do solo. No Brasil, os dois tipos de defesa são integrados pelo Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), gerenciado pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), órgão do Comando da Aeronáutica: a defesa aérea fica a cargo da Força Aérea e a defesa antiaérea com o Exército.

Forças de Defesa 3 - COMDABRA - 1

Morgenthau (2003, p. 158), em sua obra de referência para o estudo do pensamento Realista Clássico, utiliza o conceito de política de prestígio para mostrar que a demonstração de capacidades militares em tempo de paz auxilia na consecução de objetivos das políticas externa e de defesa: o prestígio, como reputação de dispor de poder, é usado como instrumento de dissuasão, ou seja, transmitir a eventuais oponentes a certeza de que os custos e/ou riscos de determinada ação que ele por ventura pense em empreender suplantam os seus benefícios.

E, em se tratando de dissuasão, a política de prestígio necessita de capacidades materiais efetivas, não podendo basear-se somente no discurso ou nas ações da diplomacia, que Morgenthau também aponta como sendo outro instrumento dessa mesma política. A dissuasão, por ser um conceito “psicológico-político, mas também militar-tecnológico” (DOUGHERTY;PFALTZGRAFF, 2003, p. 449), exige credibilidade para que seja realmente percebida como tal, o que requer a atualização tecnológica dos sistemas de defesa.

No caso em questão, as demandas pela necessidade da renovação das defesas antiaéreas situam-se no campo da preservação do prestígio da inserção internacional do Brasil. Por quê? Fundamentalmente, porque o grau de prontidão de um sistema de defesa aeroespacial reflete-se sobre as perdas e os ganhos do prestígio internacional. Ter o espaço aéreo violado ou ter condições de garanti-lo é uma situação que afeta, negativamente ou positivamente, a credibilidade do País no campo da segurança e defesa, particularmente se considerarmos a posição de país emergente que hoje o Brasil ocupa.

Não há necessidade de envolvimento direto em conflito armado para que a prontidão de um sistema de defesa aeroespacial seja testada. A confiabilidade perante a comunidade internacional de uma posição de neutralidade diplomática depende de meios que assegurem a inviolabilidade do espaço aéreo nacional. Durante a Guerra das Malvinas/Falklands, por exemplo, o sistema de defesa aeroespacial brasileiro por duas vezes foi acionado para interceptar aeronaves que utilizavam o espaço aéreo nacional sem autorização, por conta da crise do Atlântico Sul: situação diplomaticamente delicada pela postura da “neutralidade” brasileira, que teve que equilibrar seu velado interesse de apoio à Argentina com os interesses reinantes do confronto ideológico da bipolaridade da Guerra Fria. Em abril de 1982, um jato cargueiro russo Ilyushin II, de bandeira cubana, foi interceptado a cerca de 300 quilômetros a oeste de Brasília, por caças que decolaram da Base Aérea de Anápolis e o obrigaram a pousar na capital federal. O jato procedia de Cuba com destino à Buenos Aires. A aeronave interceptada transportava um diplomata cubano e, após horas de negociações entre os governos argentino e brasileiro, chegou em Buenos Aires, no dia seguinte, com o oferecimento de apoio do bloco soviético à causa argentina (O GLOBO, 2012a). O segundo caso ocorreu em junho, quando um bombardeiro Vulcan da Royal Air Force foi interceptado e obrigado a pousar no Rio de Janeiro ─ após ser desarmado, seguiu seu destino para a Grã-Bretanha (O GLOBO, 2012b). Esses dois exemplos mostram que a existência de efetivas capacidades dissuasórias auxiliam a respaldar decisões de política externa.

Mas a utilização do espaço aéreo com propósitos ofensivos não se verifica somente nos conflitos entre Estados. A utilização de aviões sequestrados, como se mísseis dirigidos fossem, coloca o espaço aéreo na dimensão de enfrentamento entre atores estatais e não estatais, como bem demonstrou a ação terrorista do Onze de Setembro. Uma resposta efetiva a esse tipo de situação também exige um sistema de defesa aeroespacial plenamente capacitado para lidar com ameaças não convencionais.

O Brasil, treze anos antes do Onze de Setembro, passou por situação tecnicamente semelhante ao ataque às Torres Gêmeas (LIASCH, 2011). Em 29 de setembro de 1988, um Boeing 737-300, com 98 passageiros e 7 tripulantes ─ do vôo Vasp 375, que fazia a rota de Porto Velho para o Rio de Janeiro ─ foi sequestrado com o objetivo de ser lançado contra o Palácio do Planalto: o seqüestrador culpava o Presidente da República por sua situação de desempregado. O piloto alertou a defesa aeroespacial e quando o co-piloto tentava responder o contato estabelecido foi assassinado pelo sequestrador. As tensas horas de negociação entre o piloto e o sequestrador, a qual se deu sobrevoando Brasília, Goiânia e Anápolis, foram acompanhadas de perto por um caça Mirage, o que contribuiu para que o sequestrador desistisse de seu intento.

Outra situação que merece a atenção do sistema de defesa aeroespacial brasileiro é a securitização do narcotráfico. Aqui, pode-se verificar a exemplificação desse conhecido conceito da Escola de Copenhague, pois uma questão de natureza policial é transformada em questão de ameaça à segurança, “acarretando e justificando ‘medidas emergenciais’ ou recursos extraordinários para enfrentá-la” (VILLA;SANTOS, 2010, p. 122), que se traduzem pela possibilidade da realização do tiro de destruição pela Força Aérea Brasileira contra aeronaves suspeitas de realizar transporte de carga ilícita, conforme o disposto no Decreto 5.144, de 16 de julho de 2004.

A localização de encontros internacionais, ainda segundo Morgenthau (2003, p. 156), é outra manifestação da política de prestígio. Estados que sediam reuniões internacionais têm oportunidade de demonstrar ao mundo seus valores culturais, estilo de vida, dinamismo econômico, capacidade de organização e liderança − características valorizadas na inserção internacional de um país. O grau de segurança oferecido pelo país anfitrião certamente influi sobre seu prestígio internacional.

O Brasil sediará três grandes eventos que atrairão os holofotes da mídia global e terão reflexos sobre o prestígio do País: a Copa das Confederações, ainda neste ano de 2013; a Copa do Mundo de Futebol, em 2014; e os Jogos Olímpicos Mundiais, em 2016. Um dos fatores para o sucesso desses eventos depende da segurança contra possíveis ações do terrorismo internacional, devido ao alcance global das células terroristas.

Ações terroristas também podem utilizar vetores aéreos de dimensões mais reduzidas do que as de um avião comercial de grande porte, desviado de sua rota original. Aeronaves particulares, helicópteros, drones ou mesmo ultraleves conduzindo cargas explosivas são ameaças que também podem ser neutralizadas pelo posicionamento de um sistema de artilharia antiérea nas proximidades do local do grande evento. O Brasil teve oportunidade de testar dispositivo de defesa semelhante durante a Cúpula América do Sul – Países Árabes (ASPA), realizada em Brasília em maio de 2005 (RODRIGUES, 2009).

Nye (2012 , p.16) utiliza a imagem tridimensional de um tabuleiro de xadrez para mostrar a atual distribuição do poder mundial. No nível superior, a hegemonia militar norte-americana ainda permanecerá por um longo tempo. No nível intermediário, o poder econômico já é multipolar, estando o Brasil aí localizado. No tabuleiro inferior, o poder é difuso. Os tradicionais conceitos de unipolaridade, multipolaridade ou hegemonia militar não são plenamente adequados para se lidar com os problemas deste nível: relações transnacionais ilícitas, ameaça à segurança cibernética, mudança climática, pandemias, atores não governamentais desafiando a segurança internacional e a guerra assimétrica.

O Brasil, certamente, não dispõe de capacidades militares para atuar no tabuleiro superior do poder mundial. Isso, porém, não compromete sua inserção internacional, pela possibilidade de atuação nos outros dois níveis do tabuleiro do poder mundial. O que poderia vir a afetar negativamente o prestígio da imagem internacional do País seria a demonstração de sua incapacidade, ainda que eventual, para enfrentar ameaças surgidas do plano do poder difuso da política internacional. O anúncio da compra de novos sistemas de defesa antiaéreos enquadra-se nessa perspectiva.

REFERÊNCIAS

  • BRASIL. Defesa recebe sinal verde para a compra de sistemas antiaéreos da Rússia. Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa. 2013. Disponível em: www.defesa.gov.br.
  • DOUGHERTY, J. E.; PFALTZGRAFF JR, R. L. Relações Internacionais: as teorias em confronto. 1 ed. Lisboa: Gradiva, 2003.
  • LIASCH, J. Voo Vasp 375: como quase tivemos um 11 de setembro brasileiro. 2011. Disponível em http://culturaaeronautica.blogspot.com.br.
  • MORGENTHAU, H.J. A política entre as nações: a luta pelo poder e pela paz. Tradução de Oswaldo Biato. Brasília/São Paulo: Editora UnB/Imprensa Oficial de São Paulo, 2003.
  • NYE,J.S. O Futuro do Poder. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: Benvirá, 2012.
  • O GLOBO. Ilhas Malvinas: Brasil apoiou tráfico de armas para a Argentina. 2012a. Disponível em: http://www.naval.com.br.
  • O GLOBO. País temia um conflito de grandes proporções nas Ilhas Malvinas. 2012b. Disponível em: http://oglobo.globo.com
  • RODRIGUES, J.C.D. Defesa Antiérea em Operações de Não-Guerra. Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea. Exército Brasileiro. 2009. Disponível em http://www.esacosaae.ensino.eb.br.
  • VILLA, R.D.; SANTOS, N.B. Buzan, Waever e a Escola de Copenhague: tensões entre o realismo e a abordagem sociológica nos estudos de segurança internacional. In: MEDEIROS, M. de A. (et al).). Clássicos das Relações Internacionais. São Paulo: Hucitec. 2010 .

Paulo Roberto Laraburu é Mestrando em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília – UnB, especialista em Política e Estratégia de Defesa e coordenador de curso na Escola Superior de Guerra (ESG) ─ Campus Brasília.

FONTE: http://mundorama.net

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vinheta-clipping-forte1Já seguiu para a Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 576/2012, que trata da aprovação da Política Nacional de Defesa (PND), da Estratégia Nacional de Defesa (END) e do Livro Branco da Defesa Nacional (LBDN). Ontem à noite, o plenário do Senado Federal aprovou o projeto. A proposta havia sido encaminhada ao Congresso Nacional, no ano passado, pela Presidência da República.

De acordo com a mensagem do governo, a Política é “o documento condicionante de mais alto nível do planejamento de defesa e tem por finalidade estabelecer objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do Poder Nacional”.

Já a Estratégia, ainda segundo a mensagem, estabelece como fazer o que se determinou na Política Nacional de Defesa. E o Livro Branco, por sua vez, consiste num documento de caráter público, por meio do qual “se permitirá o acesso à informação sobre o setor de defesa do país”. O governo assinala que o documento criará “novas oportunidades para o debate sobre Defesa Nacional”.

O projeto foi aprovado no final do ano passado pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI). Na Câmara, o projeto segue o trâmite normal.

FONTE: Ministério da Defesa

A ameaça do drone inteligente

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BILL KELLER – THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1Se vocês acham preocupante a utilização de drones armados, imaginem então se a decisão de matar um inimigo suspeito não for tomada por um operador em uma longínqua sala de controle, mas pela própria máquina. Imaginem um avião-robô que estuda a paisagem em terra, reconhece uma atividade hostil, calcula que existe um risco mínimo de danos, e, então, sem a participação de um ser humano, aciona o gatilho.

Bem-vindos à guerra do futuro. Enquanto os americanos debatem sobre o poder do presidente de ordenar o assassinato por drones, uma poderosa dinâmica – científica, militar e comercial – nos impele para o dia em que cederemos essa mesma autoridade destrutiva ao software.

No próximo mês, várias organizações de defesa dos direitos humanos e para o controle de armamentos se reunirão em Londres para lançar uma campanha de proibição dos robôs assassinos antes que eles saiam das pranchetas dos engenheiros. Entre os que propõem a proibição estão os que conseguiram conquistar um amplo consenso no mundo civilizado contra o uso indiscriminado das minas terrestres que aleijam as pessoas. Desta vez, eles abordarão um problema mais ardiloso, o do controle de armamentos.

Os argumentos contrários ao aperfeiçoamento de armas totalmente autônomas, como elas são chamadas, são tanto morais (“elas são nefastas”)e técnicos (“jamais serão tão inteligentes”) quanto viscerais (“assustadoras”).

“É uma coisa que as pessoas consideram instintivamente errada”, afirma Stephen Goose, diretor da divisão de armas da organização Human Rights Watch, que assumiu a liderança do desafio à desumanização da guerra. “O repúdio é realmente violento.”

Alguns especialistas em robótica duvidam que, algum dia, um computador consiga distinguir, sem possibilidade de erro, um inimigo de uma pessoa inocente, e muito menos se uma carga de explosivos será a resposta acertada ou proporcional. E se o alvo potencial já estiver ferido, ou tentando se render? Além disso, mesmo que a inteligência artificial atinja ou ultrapasse um grau de competência humana, ressaltam os críticos, jamais será capaz de provocar simpatia.

Noel Sharkey, um cientista da computação da Universidade Sheffield e presidente do Comitê Internacional para o Controle de Armas Robóticas, conta que uma patrulha americana no Iraque se aproximou de um grupo de rebeldes; ao apontarem seus fuzis, os soldados se deram conta de que se tratava de um funeral e os homens carregavam um caixão.

Matar pessoas que acabavam de ser atingidas pela tragédia provocaria o ódio dos locais contra os Estados Unidos, e os soldados baixaram suas armas. Será que um robô seria capaz de fazer esse tipo de julgamento? E há a questão da responsabilidade. Se um robô bombardeia uma escola, quem é o culpado: o soldado que mandou a máquina para o campo? Seu comandante? O fabricante? O inventor? Nas instâncias superiores das forças armadas existem dúvidas quanto ao uso de armas dotadas de autonomia. Em novembro do ano passado, o Departamento da Defesa emitiu uma espécie de moratória de dez anos referente ao desenvolvimento desse tipo de armamento enquanto discute as implicações éticas e as possíveis salvaguardas. Trata-se de uma orientação informal, que provavelmente seria posta de lado em um minuto se soubéssemos que a China vendeu armas autônomas ao Irã, mas de certo modo é bastante tranquilizador que os militares não estejam optando por esse recurso sem antes refletir profundamente sobre a questão.

Comparada às heroicas iniciativas para banir as minas terrestres e conter a proliferação nuclear, a campanha contra os robôs armados munidos de licença para matar enfrentam obstáculos totalmente novos.

Por exemplo, não está absolutamente claro onde se deverá traçar uma linha divisória. Embora o cenário de soldados do tipo ciborgue do Exterminador do Futuro esteja ainda a décadas de distância, se é que tudo isso não passa de uma fantasia, os exércitos do mundo inteiro já estão prevendo a adoção de máquinas com uma capacidade de destruição cujo poderio em combate vem gradativamente aumentando.

As forças armadas já deixam que as máquinas tomem decisões cruciais quando a situação evolui rápido demais para debater a intervenção humana. Os EUA dispõem há muito tempo de navios de guerra da classe Aegis que utilizam defesas antimísseis automatizadas capazes de identificar, perseguir e derrubar em segundos ameaças próximas. E o papel dos robôs está se expandindo até o ponto em que a decisão humana final de matar será em grande parte predeterminada pela inteligência produzida pela máquina.

“O problema, por acaso, é o dedo que aperta o gatilho?”, pergunta Peter W. Singer, especialista em guerra do futuro da Brookings Institution. “Ou será aquela parte que me diz que ‘esse cara é mau’?” Israel é o primeiro país a construir e a utilizar (e vender, para China, Índia, Coreia do Sul e outros) uma arma que pode realizar um ataque preventivo sem depender de um ser humano. O drone que paira no ar chamado Harpia é programado para reconhecer e lançar uma bomba contra qualquer sinal de radar que não conste em seu banco de dados como “amigo”.

Até o momento, não foram relatados erros, mas suponhamos que um adversário instale seu radar antiaéreo no teto de um hospital? Sharkey destaca que a Harpia é uma arma que já cruzou um limiar preocupante e não é possível fazê-la recuar. Há outros sistemas semelhantes, como o X-478 da Marinha dos EUA, um avião de combate não tripulado, semi-independente, que se encontra em fase de teste. Por enquanto, não está armado, mas foi construído com dois compartimentos para bombas. Nós já estamos no futuro.

Para os comandantes militares, o apelo das armas autônomas é quase irresistível, e não se parece com nenhum outro avanço tecnológico anterior. Os robôs são mais baratos que os sistemas pilotados, ou mesmo que os drones – que exigem dezenas de técnicos fornecendo apoio ao piloto remoto. Esses sistemas não colocam em risco a vida das tropas nem as expõem a ferimentos ou a traumas mentais. Os soldados não ficam cansados nem apavorados. Uma arma que não depende de comandos de uma base pode continuar combatendo depois que o inimigo provoca interferência nas comunicações, o que é cada vez mais provável na era dos pulsos eletromagnéticos e dos ataques cibernéticos.

E nenhum estrategista militar quer ceder uma vantagem a um adversário em potencial. Atualmente, mais de 70 países dispõem de drones, e alguns trabalham intensamente nos aspectos tecnológicos para soltar esses aviões de suas amarras virtuais.

“Mesmo que haja uma proibição, como poderá ser posta em prática?”, pergunta Ronald Arkin, cientista da computação e diretor do Laboratório de Robôs da Georgia Tech. “Isso não passa de software.” Os exércitos – e os mercadores de guerra – não são os únicos que investem nessa tecnologia. A robótica é uma fronteira científica hiperativa que vai desde os laboratórios mais sofisticados de inteligência artificial até os programas de ciências no ensino médio.

No mundo todo, as competições organizadas de robótica atraem 250 mil jovens estudantes. (Minha filha de 10 anos é uma competidora.) E a ciência da construção de robôs matadores não está tão facilmente separada da ciência que produz carros que não precisam de motorista ou computadores que se distinguem no programa de TV de perguntas e respostas Jeopardy.

Arkin afirma que a automação também pode tornar a guerra mais humana. Os robôs talvez não sintam compaixão, mas também não têm as emoções que levam a erros terríveis, atrocidades e genocídios: desejo de vingança, pânico, animosidade tribal.

“Meus amigos que serviram no Vietnã disseram que, quando se encontravam em uma zona de fogo livre, atiravam em tudo o que se movia”, ele afirmou. “Acho que podemos projetar sistemas autônomos, inteligentes, letais, capazes de fazer melhor do que isso.” Arkin afirma que as armas autônomas precisam de limites, mas não mediante o corte abrupto da pesquisa. Ele defende uma moratória do uso desses recursos e uma discussão ampla sobre as maneiras de ter seres humanos como responsáveis.

Singer, da Brookings Institution, também se mostra cauteloso a respeito da proibição de armas: “Apoio a finalidade, chamar a atenção para o caminho perigoso que estamos percorrendo. Mas nós temos uma história que não me deixa absolutamente otimista”.

Assim como Singer, não tenho grandes esperanças quanto à viabilidade da proibição de robôs que provocam a morte de pessoas, mas gostaria que me provassem que estou errado. Se a guerra é feita para parecer impessoal e segura, quase tão moralmente significativa quanto um videogame, temo que as armas autônomas acabem empobrecendo nossa humanidade. Tão perturbadora quanto a ideia de os robôs se tornarem mais parecidos com os seres humanos é a perspectiva de que, ao longo do processo, nos tornemos mais parecidos com os robôs. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

* É COLUNISTA

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-forte1Militares canadenses e paraguaios integrarão o contingente do Brasil que será enviado ao Haiti, entre 13 de maio e 4 de junho, para participar da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Antes, os 61 militares e quatro oficiais passarão por treinamento em Campo Grande (MS), na área de influência do Comando Miltiar do Oeste (CMO).

A participação dos pelotões estrangeiros foi autorizada pela presidenta Dilma Rousseff e oficializada, nesta quarta-feira, em carta-resposta entregue pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, ao embaixador do Canadá no Brasil, Jamal Khokhar. A carta-resposta que autoriza a participação paraguaia já fora remetida à autoridade daquele país.

Na oportunidade, o general De Nardi participou de reunião bilateral que contou com autoridades canadenses no Ministério da Defesa. No encontro, o embaixador Khokhar mostrou interesse de empresas canandenses em participar da disputa para a construção do satélite geoestacionário brasileiro que terá uma banda destinada às comunicações estratégicas militares. De Nardi informou que o assunto encontra-se no âmbito do Ministério das Comunicações.

Força de paz no Haiti

A partir do interesse do governo canadense de enviar um pelotão ao Haiti, iniciaram-se os trâmites legais junto aos meios diplomáticos. Coube à ONU encaminhar a proposta ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) que, por sua vez, remeteu-a ao Ministério da Defesa. Nesse momento, o ministro da Defesa, Celso Amorim, apresentou documento ao crivo da presidenta Dilma, a quem cabe autorizar a presença de militares estrangeiros em treinamento no território nacional.

O Diário Oficial do dia 13 de março publicou a Exposição de Motivos nº 33, de 8 de março, com autorização para que os militares canadenses participem de treinamento e posterior integração ao Batalhão Brasileiro na Missão de Paz das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

O treinamento será realizado entre 22 de abril e 3 de maio junto com o efetivo do Brasil e o grupo do Paraguai. Em seguida, os militares serão encaminhados ao Haiti. Na conversa com as autoridades do Canadá, o general De Nardi explicou que a Defesa passará a contar com o aparato militar existente naquele país anterior ao terremoto de 2010. Na prática, o governo brasileiro deixará de contar com um batalhão, especialmente constituído para ajudar na reconstrução daquele país.

“O Haiti traz para nós um ganho enorme. Esse deslocamento e a parte logística trouxeram enorme conhecimento para que pudéssemos empregar aqui no Brasil. A participação nossa na pacificação do Complexo do Alemão, no Rio, é um exemplo”, disse De Nardi.

Além da missão ao país caribenho, a reunião com os canadenses serviu também para que fossem apresentadas as atuações das Forças Armadas do Brasil, sempre em apoio aos movimentos da ONU, no mundo. De Nardi relatou sobre a atuação brasileira na República Dominicana, Angola, Timor Leste, Haiti e Líbano.

O chefe do EMCFA falou também da aproximação do Brasil com os países da América Latina e a criação da UNASUL, que permite ao país ligação mais estreita com os vizinhos sul-americanos. De Nardi tratou também do Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) e dos programas de investimentos incluídos no documento, como Prosub, Sisfron e KC-390.

Grandes Eventos

A vice-ministra do Conselho Privado do Canadá, Janice Charette, e o secretário-geral adjunto de Relações Exteriores, Peter Boehm, indagaram De Nardi sobre como o Brasil está se preparando para os grandes eventos.  O chefe do EMCFA explicou que as Forças Armadas, no ano passado, adquiriram enorme experiência com a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e que o aprendizado será utilizado na Copa das Confederações, em junho deste ano, e na visita do Papa Francisco, em junho, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“O mesmo aprendizado servirá para a Copa Fifa 2014 e os Jogos Olímpicos que ocorrerão, em 2016, no Rio de Janeiro”, explicou De Nardi.

FONTE: Ministério da Defesa

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Aço blindado nacional para o Guarani

Item ainda é importado

 

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vinheta-clipping-forte1A Iveco, montadora de caminhões e ônibus do grupo Fiat, está estudando a fabricação de protótipos do veículo militar Guarani com o aço blindado produzido e já testado em laboratório pela Usiminas em Ipatinga, no Vale do Aço. A chapa especial, a primeira verde-e-amarelo, atende não só a substituição vantajosa das importações, como também poderá proporcionar a independência do país em relação a insumo importante no setor de defesa e criar concorrência no segmento da blindagem civil. O aço balístico usado na versão do Guarani que está sendo produzida desde o fim do ano passado na fábrica da montadora italiana em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, é fornecido pelo grupo alemão ThyssenKrupp. A produção segue contrato firmado em 2009 pelo Exército brasileiro com a Iveco, prevendo a entrega de 86 unidades até 2014 e uma frota de 2 mil blindados até 2029.

Não há prazo definido, ainda, para a construção dos protótipos da versão Base do Guarani, em produção, com o aço blindado da Usiminas, segundo o gerente de operações da Divisão de Veículos de Defesa da Iveco, Giovanni D’Ambrosio. A nacionalização do produto, no entanto, interessa à companhia como parte do compromisso com as exigências de conteúdo nacional do projeto de veículos blindados e do ponto de vista dos ganhos na logística do fornecimento. Da encomenda à entrega das chapas importadas, a montadora tem de administrar um prazo mínimo de oito meses.

O custo do produto é, na prática, equivalente ao estimado do concorrente de fabricação nacional, de acordo com Giovanni D’Ambrosio, mas a empresa terá a possibilidade de economizar nas despesas de frete do transporte, hoje feito por navio da Europa ao Brasil, e de reduzir os riscos de enfrentar problemas no desembaraço da mercadoria nos portos. “Estamos trabalhando com a Usiminas, como parceiros, mas não se trata de um projeto de curto prazo”, afirmou o executivo. Depois de passar no teste das características mecânicas, de soldagem e usinagem, o desempenho do aço balístico brasileiro tem de ser avaliado e aprovado na carcaça dos veículos blindados.

Por meio de nota encaminhada ao Estado de Minas, o Exército informou não ter previsão para os testes das chapas de aço da Usiminas. O vice-presidente de Tecnologia e Qualidade da siderúrgica, Rômel Erwin de Souza, classifica como “excelentes” os resultados do primeiro lote de aços balísticos já fabricados em escala industrial. A empresa planeja o segundo lote para a realização de ajustes finais.

Exportações

O Exército brasileiro receberá em junho o segundo lote da versão Base da família Guarani, com 16 veículos. O gerente de operações da Divisão de Veículos de Defesa da Iveco informou que a montadora iniciou contatos na América Latina e na África para avaliar as perspectivas de exportação. Segundo D’Ambrosio, os carros e o projeto serão apresentados na feira internacional Laad Defence & Security, a maior do setor de defesa militar na América Latina, marcada para 9 a 12 de abril no Rio de Janeiro. O Exército confirmou o interesse nas vendas ao exterior.

FONTE: em.com.br

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Avere CBRN: novo veículo desenvolvido pela Indra visando ameaças NRBQe

INDRA - CBRN Advanced Reconnaissance Vehicle - AVERE - foto INDRA

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Indra completa desenvolvimento de veículo de reconhecimento de ameaças do tipo Nuclear Radiológico Biológico Químico e de explosivos improvisados (NRBQe), de última geração

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Logo_Indra_CMYKA Indra completou o desenvolvimento de um veículo de reconhecimento de ameaças do tipo Nuclear Radiológico Biológico Químico e de explosivos improvisados (NRBQe).

O sistema permite às equipes especializadas deslocarem-se à zona contaminada para realizarem trabalhos de detecção e identificação de possíveis agentes contaminantes em condições de segurança. Este projeto de P&D contou com o apoio do CDTI (Centro de Desenvolvimento Tecnológico Industrial da Espanha).

Utilizando como plataforma um furgão comercial, a Indra habilitou um espaço seguro de trabalho para os operadores, um chefe de operação e um condutor. O veículo está pressurizado e, no caso de acidente que afete sua habilidade, um sistema de máscaras acoplado ao equipamento de filtragem permite respirar ar limpo.

Os operadores contam com um sistema de medição e espectrometria gama e de amostragem de partículas em suspensão para detecção de materiais nucleares e radiológicos. Para acoplar o sistema ao veículo foi realizado um desenho ad hoc. Por outro lado, para sua segurança, os técnicos portam um dosímetro individual, que os alerta em caso de que os níveis de radiação possam supor algum perigo.

O veículo também conta com um sistema de detecção e identificação de compostos químicos locais e outro de detecção remota de nuvens contaminantes, que chegam a distâncias de até cinco quilômetros. Está preparado também com uma equipe de identificação química por espectrometria de massas.

Com relação à análise biológica, a plataforma dispõe de um sistema de detecção e de amostragem. E no âmbito da detecção de explosivos, incorpora um sistema portátil de espectrometria LIBS, tecnologia que emprega um laser de alta energia para detectar resíduos de explosivos em traços de uns poucos nanogramas.

Análise e envio de informação

Todos os dados que recolhem os distintos equipamentos são centralizados em um sistema de gestão de informação (LIMS) que porta o veículo e que se enviam ao centro de controle mediante um link mais conveniente (Satcom, Tetra, etc).

Além disto, o veículo conta com uma aplicação para monitorizar em tempo real e georreferenciar os agentes contaminantes. Para isto, fusiona a informação recolhida com dados que facilitam a unidade meteorológica que porta. Este sistema permite realizar uma primeira estimativa de até onde e com que rapidez se estenderá a contaminação.

Os operadores contam com um sistema de respiração autônoma e trajes de proteção (nível A) para realizar atuações fora do veículo. Podem assim recolher amostras a pé e sinalizar a zona contaminada. Todas estas utilizações tornam o veículo em um dos mais avançados sistemas que podem se encontrar no mercado civil. Pode, além disto, ser adaptado para que as Forças Armadas de qualquer país possam empregá-lo, realizando simplesmente algumas adaptações nas características do veículo.

Uma solução prioritária

A segurança NRBQ e a detecção de explosivos improvisados são duas das áreas em que os Ministérios de Defesa estão destinando maiores esforços nos últimos anos. A Indra é uma companhia pioneira neste âmbito, com mais de 20 anos de experiência. Conta com sistemas de desenvolvimento próprio, que cobrem todas as fases de uma ameaça: detecção e alerta, identificação da ameaça, proteção das infraestruturas críticas e a descontaminação.

Uma das recentes soluções desenvolvidas pela companhia é o monitor de radiação Janus. Trata-se de um sistema passivo e, portanto, totalmente inócuo, capaz de detectar radiação gama ou nêutrons em pessoas ou veículos. Aplica-se ao controle de resíduos e materiais que entram e saem de zonas industriais, para assegurar que não estejam contaminados radiologicamente e evitar sua propagação acidental. Também está sendo empregado em fronteiras, zonas portuárias e aeroportos, para evitar que o transporte não autorizado de substâncias radiativas.

A tudo isto se soma a experiência na aplicação de distintas tecnologias para enfrentar ataques com artefatos explosivos improvisados (IED). A companhia forneceu à Agência Europeia de Defesa (EDA) um laboratório de transportável que está sendo utilizado no Afeganistão. Também é pioneira no desenvolvimento de centros de comando e controle de emergências, que monitoram e coordenam a atuação perante emergências de qualquer tipo.

Indra

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de consultoria e tecnologia do país. Conta atualmente com uma equipe de mais de 7.000 profissionais e uma ampla cobertura geográfica através de escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros. A multinacional possui uma oferta diferenciada de soluções e serviços de alto valor agregado que atendem os setores financeiro, energia e utilities, telecomunicações, administração pública e saúde, indústria, transporte e tráfego e segurança e defesa.

A Indra é uma das principais multinacionais de consultoria e tecnologia, líder na Europa e América Latina e em plena expansão em outras regiões de economias emergentes. A inovação é a base de seu negócio, altamente focado no cliente e na sustentabilidade. A multinacional é uma das principais companhias européias de seu setor por investimentos em P&D e conta com 42.000 profissionais e com clientes em 128 países.

DIVULGAÇÃO: Indra / CDN Comunicação Corporativa

Diplomacia antibala

Matias Spektor

vinheta-clipping-forte1O comércio ilegal de armas é regionalizado, vinculando o mercado a Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina

O Brasil teve mais homicídios por armas de fogo do que Iraque ou Afeganistão, Colômbia ou Estados Unidos, Índia ou Paquistão. Os dados, referentes a 2010, revelam uma média de quatro mortes por hora, ou 108 por dia. As vítimas têm baixa escolaridade, são jovens e mais negras que brancas.

Trabalhos como o Mapa da Violência, de Julio Jacobo Waiselfisz, e publicações de Small Arms Survey, Viva Rio e Sou da Paz mostram que o problema não tem solução fácil porque está associado ao mais obstinado dos dramas brasileiros, a desigualdade.

Para reverter essa nefasta dinâmica que lembra uma guerra civil, a política externa pode fazer toda a diferença.

Mais da metade das 16 milhões de armas de fogo que circulam pelo país não estão devidamente registradas por serem objeto de roubo, desvio ou contrabando. Esse comércio ilegal é regionalizado, vinculando o mercado brasileiro de armas aos vizinhos Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina.

Apesar de um modesto progresso recente, a coordenação entre esses países é parca.

Somente Brasília tem a força diplomática para disciplinar a região sob a égide de um projeto de responsabilidade coletiva.

Além disso, o Brasil compartilha o posto de campeão de homicídios por armas de fogo com países da América Central e do Caribe, região na qual tem influência suficiente para lançar iniciativas de grande impacto.

As armas de fogo não apenas destroçam milhares de famílias brasileiras. Também atrapalham o processo de ascensão do país. Afinal, como argumentar que temos algo útil a dizer sobre a paz e a estabilidade no mundo quando as estatísticas revelam que, entre 2004 e 2007, houve mais cidadãos brasileiros mortos a bala do que a soma de todas as vítimas dos 12 conflitos mais sangrentos do mundo? Eis aqui uma ideia radical.

Imagine se a Presidência da República criasse uma força-tarefa com Itamaraty, Ministério da Defesa e Polícia Federal para lidar com as dimensões internacionais do problema.

Os embaixadores brasileiros na América do Sul ofereceriam polpudos pacotes de cooperação técnica aos governos locais. Mercosul e Unasul viabilizariam treinamento e padronização de procedimentos, principalmente em áreas de fronteira. O BNDES continuaria ajudando a indústria brasileira de armas de fogo a se regionalizar, mas em troca de controles mais amplos e inteligentes dos quais ela também se beneficiaria.

Dilma anunciaria a iniciativa durante a passagem do papa Francisco pelo Brasil, em junho próximo. Apaixonado pela integração regional e obcecado pela erradicação da pobreza, o pontífice seria um aliado poderoso e fiel da causa.

Ao fazer algo assim, a política externa brasileira estaria atuando por autointeresse (destravando o processo de ascensão e construindo um entorno de paz) e por imperativo moral (enfrentando um horror cotidiano na vida da maioria).

A realidade atual demanda nada menos que uma verdadeira diplomacia antibala.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres (IISS, na sigla em inglês) publicou na semana passada o anuário “The Military Balance-2013” em que confronta os gastos militares de diferentes países, entre outros fatores. De acordo com o documento, nos últimos anos a Rússia aumentou seus gastos militares, enquanto os EUA e os países europeus tiveram de cortá-los devido à crise econômica mundial.

“Em consequência do clima econômico ruim, as despesas globais com defesa apresentaram um declínio pelo segundo ano consecutivo. Paralelamente, observamos o aumento dos orçamentos militares no Oriente Médio, Norte da África, Rússia, Ásia e na América Latina”, disse o diretor-geral do IISS, John Chipman, durante o discurso de apresentação dos resultados. “Como previmos, em 2012, os gastos militares da Ásia ultrapassaram, pela primeira vez, o valor das despesas com defesa assumidas pelos países europeus membros da Otan”.

O anuário dedica 45 de suas 600 páginas à Rússia, às ex-repúblicas soviéticas e à reforma das Forças Armadas russas. Os autores do documento acreditam que, depois da demissão de Anatóli Serdiukov, em novembro do ano passado, e da nomeação de Serguêi Choigu como novo titular da pasta da Defesa, a reforma militar na Rússia continuará seguindo o mesmo rumo.

Apesar de o relatório apontar que “os gastos militares da Rússia estão crescendo, enquanto nos EUA e na Europa eles estão diminuindo”, essa afirmação pode impressionar apenas aqueles que não sabem que os gastos militares russos são muito inferiores aos dos EUA, Reino Unido ou da França.

De acordo com as estatísticas oficiais, o orçamento de defesa dos EUA para 2013 aprovado pelo Senado e Congresso norte-americanos equivale a US$ 550 bilhões, isto é, US$ 100 bilhões inferior em relação aos orçamentos de 2012 e 2011. O país segue atrás da China que, com US$ 120 a 150 bilhões, ocupa a segunda posição. Na sequência estão Reino Unido e França, com US$ 90 bilhões e US$ 70 bilhões, respectivamente. Por fim, a Rússia, com US$ 55 a 60, ocupa a 5ª posição.

Fato é que os EUA, assim como muitos países ocidentais, enfrentam graves dificuldades econômicas. Quando os orçamentos do Estado são reduzidos, os gastos militares também acabam sendo cortados. O Pentágono, por exemplo, deu um fim à guerra no Iraque, diminuindo assim consideravelmente os gastos militares dos EUA, está retirando as tropas norte-americanas do Afeganistão e desistiu de operações ativas, pelos menos terrestres, contra o regime de Kadafi. Além disso, reduziu a carteira de encomendas do avião de quinta geração F-22 de 700 para 200 unidades e de sua versão mais leve F-35. Os aliados dos EUA na Europa Ocidental seguem a mesma tendência.

Atualmente, o F-22 não tem pares no mundo, a não ser o avião russo T-50 (mais conhecido por PAK FAT-50, na sigla em russo), que será construído em 2015. Como os EUA e a Otan não têm intenção de lutar contra a Rússia, seus arsenais militares existentes são suficientes para travar guerras semelhantes às desencadeadas nos últimos anos no Iraque, Afeganistão e Iêmen, por exemplo.

Paralelamente, os gigantes da indústria armamentista como a Boeing, Lockheed,  Dassault, Grumman, BAE Systems ou AEDS não querem perder encomendas bilionárias de equipamento militar sofisticado. Portanto, mesmo ao reduzir as verbas para a defesa, inclusive aquelas para o escudo antimíssil na Europa, os EUA e seus aliados ocidentais dificilmente se contentarão com o montante de US$ 60 bilhões dos gastos militares russos.

A Rússia, por sua vez, segue na contramão. Nos 20 anos posteriores à extinção da URSS, o Estado não liberou verbas significativas para o rearmamento das Forças Armadas do país. Como resultado, a fatia de equipamento militar moderno nas tropas diminuiu para 10%. A guerra de agosto de 2008, quando as tropas georgianas atacaram a força de paz russa na Ossétia do Sul, mostrou claramente as tristes consequências dessa política. Os soldados russos só venceram graças à sua coragem e bravura militar, e não porque usaram material de guerra moderno.

Diante dos fatos, o governo decidiu disponibilizar US$ 700 bilhões em 2011 para um programa de rearmamento que vai durar 10 anos. No total, o governo russo liberou para a defesa 1,3 trilhões de rublos (cerca de US$ 42 bilhões) em 2011 e, no ano seguinte, 1,4 trilhões (cerca de US$ 45 bilhões). Em 2013, é estimada a aplicação de mais 1,5 trilhões de rublos (cerca de US$ 48 bilhões), de modo que, até 2020, 70% dos arsenais militares russos sejam atualizados. Assim, fica evidente que os gastos militares russos não são secretos nem representam nenhuma ameaça para a paz no mundo.

FONTE: Gazeta Russa

Aumento nas exportações de armamentos

vinheta-clipping-forte1Segundo levantamento feito pelo Stockholm International Peace Research Institute –Sipri- Março 2013, houve um aumento de 17% no período 2008-2012 em relação a 2003-2007, nas exportações de armamentos. Os cinco maiores exportadores no período de 2008-2012 foram os Estados Unidos (30%), Rússia (26%), Alemanha (7%), França (6%) e China (5%).

Esta é a primeira vez, desde o fim da guerra fria, que um estado de fora da Europa e América do Norte aparece entre os cinco maiores exportadores de armas. As exportações da China cresceram 162% entre 2003 e 2012.

Os cinco maiores importadores no período de 2008-2012 foram Índia (12%), China (6%), Paquistão (5%), Coreia do Sul (5%), e Cingapura (4%). O fluxo de armas para a Ásia e África aumentou consideravelmente entre 2003 e  2012, enquanto o fluxo para a Europa e Oriente Médio diminuíram.

Nas entregas ocorridas em 2012 podemos destacar o comissionamento do primeiro porta-aviões da China e o recebimento pela Índia de um submarino Akula de propulsão nuclear da Rússia.

A partir de 18 de Março de 2013, o Banco de Dados de Transferências Armamentistas do SIPRI incluiu informações recém-lançadas sobre transferências de armas durante 2012.

Quadro com os fluxos dos cinco maiores exportadores e importadores de armas:

POST FORTE

Relatório completo:

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

foto interna 1vinheta-clipping-forte1Militares e servidores civis da Marinha, do Exército e da Força Aérea já podem contar com importante incentivo de estudo: 517 bolsas de intercâmbio no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras. Uma cerimônia realizada nesta terça-feira, no Ministério da Defesa (MD), marcou o início da parceria entre a pasta e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa foi celebrada pelo secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do MD, Julio Saboya de Araujo Jorge. De acordo com Saboya, a parceria celebrada hoje é uma solução bem-vinda que trará proveito não só às Forças Armadas, mas ao Brasil. “Quando investimos em educação, estamos preparando o país para o futuro”, sentenciou.

O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, endossou as palavras do secretário do MD e enfatizou “a missão fantástica” que as Forças Armadas desempenham na área de educação. Segundo ele, o objetivo do programa é utilizar a ciência e a tecnologia para o bem da sociedade.

Glaucius Oliva agradeceu, também, o “engajamento” da Defesa no processo de desenvolvimento da proposta de participação das Forças no “Ciência sem Fronteiras” e explicou a diferença entre os bolsistas militares e os demais. De acordo com o presidente, como já há todo um trâmite legal para manutenção de oficiais e praças no exterior, a bolsa do CNPq, para eles, não prevê o pagamento de mensalidade.

“Temos uma dívida histórica com as Forças Armadas, principalmente com a Marinha, uma vez que o idealizador do Conselho foi o almirante Álvaro Alberto”, afirmou Oliva. O CNPq, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi criado pela lei nº 1310, de janeiro de 1951.

Programa

Instituído no final de 2011, o Programa Ciência sem Fronteiras é fruto da cooperação entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento, o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A ação tem por objetivo promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

Ele prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior. Já foram concedidas cerca de 20 mil bolsas.

O “Ciência sem Fronteiras” busca, ainda, atrair pesquisadores estrangeiros que queiram fixar-se no Brasil ou estabelecer parcerias com estudiosos brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, como engenharias, ciências exatas, nano e biotecnologia, petróleo e gás, entre outras.

No caso das bolsas para os militares e servidores civis das Forças Armadas, haverá possibilidade de participação nas seguintes modalidades do programa: graduação e doutorado sanduíche, doutorado pleno, pós-doutorado e desenvolvimento tecnológico e inovação.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1Um islâmico moderado que trabalhou nas últimas décadas no setor de tecnologia nos EUA foi eleito “primeiro-ministro” da oposição da Síria. Ghassan Hitto recebeu 35 dos 49 votos em uma votação da Coalizão Nacional Síria – que reúne várias organizações que se opõem ao regime de Bashar Assad – em Istambul. Não está claro, porém, se os vários grupos insurgentes que lutam no terreno contra Assad aceitarão se submeter a Hitto.

O objetivo da coalizão opositora é formar um governo interino que concorra com o regime de Damasco. Se de fato conseguirem unificar seu comando, os rebeldes devem ainda ser reconhecidos em breve como legítimos representantes da Síria por vários países europeus e árabes, ou até mesmo pelos EUA, como ocorreu com a oposição líbia que lutava contra Muamar Kadafi. Por duas vezes, a coalizão síria havia fracassado na escolha de um representante político.

“Sinto falta de minha mulher e de meus filhos. Espero vê-los em breve”, disse Hitto, ao ser escolhido. Questionado sobre seus primeiros planos, o “premiê da oposição” esquivou-se: “Conversaremos sobre isso amanhã”.

Horas antes da escolha de Hitto, o líder da principal força rebelde síria deu ontem seu apoio à formação de um governo provisório para administrar áreas controladas pelos insurgentes. O general Salim Idris disse a jornalistas que os combatentes do Exército Sírio Livre (ESL), o principal grupo rebelde, passarão a atuar sob o comando do governo provisório e assumirão a responsabilidade de proteger seus membros.

“Reconhecemos a coalizão (de grupos rebeldes) como nosso escudo político e esperamos que este governo consiga ser formado por vontade unânime e exerça seus poderes em toda a Síria”, afirmou Idris, chefe de gabinete do ESL. “Nós o consideramos o único governo legal no país.”

Divisões. Outros líderes rebeldes mostraram-se reticentes. “Como um civil pode vir e dizer ‘deixe de lado suas armas, chegou minha vez de governar’?”, afirmou Adib Shishakly, representante da coalizão junto ao Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne as monarquias da Península Arábica.

Idris procurou retratar seu grupo como a formação rebelde mais organizada e poderosa na Síria. Mas não se sabe ao certo quantas das centenas de brigadas opositoras que combatem as forças de Assad obedecem a seu comando ou estão ligadas a seu grupo.

Alguns dos grupos rebeldes mais eficiente são formados por extremistas islâmicos que desenvolveram suas próprias redes de apoio. Um deles, o Jabhat al-Nusra, é considerado terrorista pelos Estados Unidos e tem relações com a Al-Qaeda. Idris afirmou que o seu grupo não tem vínculo com o Jabhat al-Nusra.

Ele retomou seu apelo às potências mundiais para armarem os combatentes rebeldes, dizendo que seu grupo garantirá que as armas não caiam em mãos erradas – esta é a principal preocupação dos EUA e de outras potências. “Temos poder e capacidade organizacional para controlar a movimentação dessas armas e mantê-las em mãos seguras e de confiança”, disse ele.

Na semana passada, Grã-Bretanha e França pediram à União Europeia que suspenda o embargo de armas à Síria, medida que lhes permitiria enviar legalmente armamento aos rebeldes sírios, mas um dos membros da UE se opôs e não houve decisão a respeito. No mês passado, os EUA prometeram US$60 milhões em ajuda não letal. / AP

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-forte1Negociadores de cerca de 150 países se reúnem nesta segunda-feira em Nova York para uma última tentativa de concluir um tratado internacional contra o tráfico de armas convencionais, que enfrenta resistência de um poderoso lobby pró-armas dos EUA.

Ativistas do controle de armas e dos direitos humanos dizem que uma pessoa morre por minuto no mundo em decorrência de armas de fogo, e que o tratado seria útil para conter o fluxo descontrolado de armas e munições que alimentam guerras, atrocidades e abusos.

A Assembleia Geral da ONU aprovou em dezembro que as negociações sejam retomadas nesta semana sobre aquele que poderá se tornar o primeiro tratado global a regulamentar o comércio de todas as armas convencionais — um negócio de 70 bilhões de dólares, que inclui de helicópteros e navios de guerra a pistolas e rifles de assalto.

Uma conferência começou a redigir o tratado em julho de 2012, mas o processo foi adiado a pedido de Estados Unidos, Rússia e China.

Naquela época, delegados disseram que os EUA preferiam deixar a questão para depois da eleição presidencial de novembro passado, algo que o governo do presidente Barack Obama negou. As novas negociações prosseguem até o dia 28.

Os EUA dizem querer um tratado robusto, mas Obama enfrenta pressão da poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA) para bloqueá-lo. O grupo já disse que vai tentar derrubar a ratificação do tratado no Senado, caso o governo apoie o documento a ser definido pela ONU.

O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse na sexta-feira que seu país está “resoluto em seu compromisso de alcançar um Tratado do Comércio de Armas forte e efetivo, que ajude a tratar os efeitos adversos do comércio global de armas sobre a paz e a estabilidade globais”.

Mas ele repetiu que os EUA –maior país fabricante de armas no mundo– não aceitarão um tratado que imponha limites ao direito constitucional do porte de armas por cidadãos norte-americanos, uma questão politicamente delicada no país.

A NRA nega que um massacre escolar em dezembro nos EUA tenham reforçado os argumentos em prol do controle armamentista global. A entidade também diz que o tratado pode afetar o direito dos cidadãos a portar armas, algo que partidários do tratado dizem ser falso, por envolver apenas o fluxo transnacional de armas de fogo.

Diplomatas dizem que, se os EUA e outros países mantiverem sua obstrução, os demais países poderão mesmo assim apresentar uma proposta de tratado para ser votada na Assembleia Geral.

Uma alternativa seria fazer emendas para tornar o texto mais aceitável aos EUA e a outras delegações. Mas partidários do tratado temem que isso leve a um enfraquecimento do texto.

FONTE: O Estado de S. Paulo

Novos blindados contarão com freios ABS, tração nas 4 rodas e ar-condicionado potente, melhorando o conforto dos policiais

 

novocaveiraorjdivvinheta-clipping-forte1O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira a empresa sul-africana Paramount Logistics Corporation vencedora do pregão internacional realizado para a aquisição de oito novos blindados que reforçarão as operações de segurança no Estado, substituindo os atuais “caveirões”. O resultado do certame – que teve início em janeiro e contou com a concorrência de cinco companhias estrangeiras – foi publicado no Diário Oficial de sexta-feira. Os oito veículos táticos foram adquiridos por R$ 6,65 milhões.

Conheça o Maverick, o novo ‘caveirão’

O objetivo é fornecer quatro veículos táticos para o Batalhão de Operações Especiais (Bope), dois para o Batalhão de Choque – ambos da Polícia Militar – e dois para a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil.

Os novos blindados deverão possuir tecnologia de ponta, com sistema de freios ABS, tração nas quatro rodas, sistema de detecção e supressão de incêndio no motor, além de capacidade para se locomover em locais íngremes e acidentados. Outra exigência especial é instalação de ar-condicionado potente e que contenha um sistema de alimentação de energia independente do motor, permitindo que a refrigeração funcione normalmente com o blindado desligado. Os veículos táticos também terão que utilizar diesel S10, que é um combustível menos poluente.

Além de fornecer os blindados, a empresa vencedora também realizará os serviços de manutenção dos veículos durante cinco anos. Segundo o governo, os blindados serão um reforço importante para os grandes eventos esportivos que o Rio de Janeiro receberá nos próximos anos.

FONTE: Terra

É porrada!

Exército inaugura complexo de lutas no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília

 

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A China tornou-se o quinto maior exportador de armas do mundo, sua posição mais alta no ranking desde a Guerra Fria, com o Paquistão sendo seu principal comprador, informou nesta segunda-feira um respeitado centro de estudos sueco.

O volume de exportações de armas da China entre 2008 e 2012 cresceu 162 por cento, em comparação com o período de cinco anos anterior, com sua participação no comércio mundial de armas passando de 2 por cento para 5 por cento, afirmou o Instituto Internacional de Estudos para Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês).

A China substitui a Grã-Bretanha entre os cinco primeiros países que mais comercializam armas entre 2008 e 2012. Estados Unidos e Rússia, que são responsáveis por 30 e 26 por cento, respectivamente, das exportações de armas, são os maiores exportadores mundiais do setor, segundo o Sipri.

“A China está se estabelecendo como um significativo fornecedor de armas para um número crescente de importantes Estados beneficiários”, disse o diretor do Programa de Transferências de Armas do Sipri, Paul Holtom, em um comunicado.

A mudança, destacada no Relatório de Tendências na Transferência Internacional de Armas do centro de estudos, marca pela primeira vez a China como um dos cinco maiores exportadores de armas desde o período entre 1986 e 1990 analisado pelo Sipri.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês Hong Lei, quando questionado sobre o relatório, disse que a China era um exportador de armas responsável que cumpria rigorosamente a lei internacional.

“Na exportação de armas, a China adota três princípios. Primeiro, que seja favorável às necessidades justificáveis de autodefesa do país destinatário. Segundo, que não prejudique a paz, segurança e estabilidade regional e global. Terceiro, que não interfira nos assuntos internos de outros países”, disse ele a repórteres.

O Sipri mantém uma base de dados global de transferências de armas que registra as exportação de armas desde 1950. O centro avalia os dados em um período de cinco anos, porque a venda de armas varia por ano.

Alemanha e França ficaram em terceiro e quarto lugares na lista de exportadores de armas.

FONTE: Reuters via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1Investimentos em aviões não tripulados feitos por países como China e Rússia chamaram a atenção dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama passou a dar sinais de que pretende influenciar as diretrizes mundiais para a utilização dos chamados drones .

O interesse da China nas aeronaves foi demonstrado em novembro passado, durante um show aéreo. De acordo com o jornal estatal “Global Times”, o país cogitou fazer seu primeiro ataque em 2011, para matar um suspeito do assassinato de 13 marinheiros chineses. As autoridades decidiram, porém, que queriam o homem vivo. Assim, poderiam levá-lo a julgamento.

- O que acontecerá quando os chineses e os russos obtiverem esta tecnologia? O presidente está bem ciente dessa preocupação e quer definir normas sobre estas ferramentas para a comunidade internacional – disse Tommy Vietor, porta-voz da Casa Branca até o início deste mês.

Os ataques de aviões não tripulados dos modelos Predator e Reaper contra suspeitos de terrorismo fora do país começaram na presidência de George W. Bush, após os ataques em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2011. Foram, porém, expandidos por Obama.

O crescimento das operações começou em 2008, durante o último ano de Bush. Foram 35 no Paquistão. O número teve um aumento considerável durante o governo Obama. Chegou ao ápice em 2010, com 117 ataques, segundo o site The Long War Journal.

Segundo Vietor, o ataque antiterrorista cirúrgico tem se tornado “o novo normal”. Principalmente em um momento em que os combates terrestres dos EUA chegam ao fim no Iraque, ou perto do fim no Afeganistão.

A questão tem suscitado debates dentro do governo. Segundo opositores, não estão claros quais são os parâmetros legais para ataques. A Casa Branca tem mantido segredo sobre detalhes das operações por anos, quando o país exercia um forte monopólio sobre o uso do veículo. No Congresso, legisladores pressionam o presidente para que dê sua opinião sobre a possibilidade de usar os aviões para matar americanos dentro do próprio país.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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Campo de batalha – Basra

Durante a Guerra do Golfo em 1991, a aviação da Coalizão atacava o exército iraquiano disperso no Kwait e a Guarda Republicana no norte do Kwait. A descrição dos pilotos cita que os veículos e blindados estavam em barricadas espalhadas por todo o deserto. Uma busca no Google Maps deveria mostrar essas posições no Kwait, mas é muito difícil.

Já uma busca no norte de Basra, ao norte do Kwait, permite ver uma grande extensão do deserto infestada de barricadas, mas também pequenos fortes de areia. A imagem abaixo mostra o local da busca (Clique nas imagens para ampliar).

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Com um zoom é possível ver o que significa os rabiscos no deserto. Pode ser o que os pilotos viam ao voar a média altitude.

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Chegando bem perto dá para ver com mais detalhes as estruturas na areia. Algumas são bem complicadas como a da imagem abaixo.

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A estrutura abaixo mostra as posições de tiro mais concentradas no leste. A região é onde se concentrou a guerra contra o Irã. No lado iraniano também é possível ver estruturas semelhantes, mas menos sofisticadas e em menor densidade.  Então as imagens podem ser o que ainda resta da guerra Irã-Iraque, ou pelo menos em parte.

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Embarque CFN para Santos1

vinheta-especial-forteEmbarcaram hoje no NDCC Almirante Saboia, com destino ao porto de Santos, 220 Fuzileiros Navais do 3º Btl Inf Fuz Nav (Paissandu), uma parte desse contingente desembarcará no porto de São Sebastião. Trata-se de uma missão do Comando de Operações Navais – CON, com o objetivo de “ação de presença”. A tropa está equipada com veículos leves, armamentos como o fuzil M16A2 e metralhadora FN Minimi, além disso possui a capacidade de utilizar armas não letais como gás lacrimogênio, granadas de efeito moral, taser e todo o material necessário para missão de Operação de Controle de Distúrbios – OCD.

Fotos: Corisco

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