QG Airsoft

Novidades no 54º BIS e a Operação Retiro

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Como parte das atividades desenvolvidas pelo 54º BIS, “Batalhão Cacique Ajuricaba” (Humaitá/AM), e com a finalidade de desenvolver a capacitação técnica e tática dos militares que compõem seus quadros, foi realizado o reconhecimento de itinerário entre as cidades de Humaitá e Manicoré, ambas no Estado do Amazonas. Na oportunidade, foi utilizado, pela primeira vez, o barco modelo Regional a mais nova aquisição do Batalhão.

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Além disso, o batalhão também realizou a Operação Retiro que contou com dois grupos de combate, sendo feito o patrulhamento fluvial nos Igarapés do Retiro e do Doze.

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FONTE/FOTOS: EB

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Brasil devolverá ao Paraguai enorme troféu de guerra

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vinheta-clipping-forteASSUNÇÃO (Reuters) – Um enorme canhão de 12 toneladas construído com o metal dos sinos das igrejas durante a guerra do Paraguai contra Argentina, Brasil e Uruguai no final do século 19 será devolvido ao país, disseram autoridades paraguaias nesta sexta-feira.

O troféu de guerra, chamado de “El Cristiano” devido à procedência de sua matéria-prima, se encontra em exposição no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, mas a Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai disse que os dois países estão finalizando os detalhes para o seu retorno.

O canhão foi tomado por forças brasileiras após a ocupação da fortaleza de Humaitá em fevereiro de 1868, uma batalha que marcou um ponto decisivo na derrota paraguaia durante a chamada guerra contra a Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai.

Após a disputa sangrenta que ocorreu entre 1865 e 1870, os aliados conservaram arquivos, armas e outros objetos, que na última década foram reivindicados pelo Paraguai, especialmente ao Brasil, seu maior parceiro comercial. A guerra dizimou a população paraguaia e deixou o país em ruínas.

A Secretaria de Cultura do Paraguai disse nesta sexta-feira que o ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, informou seu colega Tito Escobar sobre a assinatura de um decreto presidencial que estabelece a devolução da peça.

“Este fato marca um momento decisivo e importante no processo de gestão, mas ainda resta muito trabalho a ser feito, aspectos práticos a serem resolvidos, documentação a ser apresentada”, disse um comunicado da instituição.

“El Cristiano” foi fabricado usando quase todo o metal dos sinos das igrejas paraguaias.

O Paraguai quer que o Brasil devolva outros troféus, como os arquivos militares do país que foram levados após a guerra. (Reportagem de Daniela Desantis)

FONTE: Reuters / Brasil Online

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Airsoft na Escócia, com M249, G36C e AK

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Forças especiais britânicas no Afeganistão sofrem suas piores perdas em 60 anos

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As Forças Especiais britânicas sofreram no Afeganistão suas piores perdas desde a Segunda Guerra Mundial. Ferimentos graves deixaram 70 combatentes inaptos para o serviço e 12 foram mortos.
O jornal Sunday Times informou que o Special Air Service (SAS) e o Special Boat Squadron (SBS) realizaram centenas de operações contra os líderes Talibãs desde 2007.

Os SAS e SBS que agora operam atualmente no sul do Afeganistão, concentram seus esforços em persuadir os líderes do Talibã a trabalhar com o governo afegão. Esse trabalho envolve um misto de ações, como prisões, rastreamento de líderes para inteligência e operações ofensivas, nas quais líderes do Talibã são mortos.

Uma fonte das forças especiais informou que as operações são diárias e que os comandantes estão colocando pressão para que os reservistas do SAS e SBS preencham a lacuna dos homens que deixaram o serviço.

As altas taxas de perdas nos últimos três anos se devem ao grande número de operações e ao aumento das IEDs, que provocaram grande número de ferimentos.

Entre os mortos das forças especiais estão três homens do SBS, um do SAS, três reservistas do SAS, um do Special Reconnaissance Regiment (SRR) e quatro do Special Forces Support Group (SFSG). Quando estavam operando no Iraque, sete membros do SAS e um do SBS morreram e mais de 30 ficaram feridos. Na Guerra das Malvinas, 19 membros do SAS morreram, sendo 18 numa queda de helicóptero.

Esquadrões “Sabre” do SBS e SAS estão operando no Afeganistão baseados em Kandahar. O SBS, com suas habilidades de guerra no ártico, está ajudando a rastrear comandantes do Talibã acima da área de neve de Hindu Kush.

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Nova munição para o USMC

Fuzileiros americanos usarão munição mais letal no Afeganistão

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vinheta-especial-forteO US Marine Corps (USMC) está abandonando sua munição convencional 5,56mm no Afeganistão em favor de uma nova munição mais precisa e letal.

As primeiras 200 mil munições 5,56mm SOST (Special Operations Science and Technology) já se encontram com a Brigada Expedicionária de Fuzileiros no  Afeganistão, de acordo com o General de Brigada Michael Brogan, comandante do Comando de Sistemas do USMC. Normalmente chamada de SOST, essa munição foi liberada pelo Pentágono para uso dos US Marines, no final de janeiro.

Como funciona a SOST? Clique na imagem para ampliar

O SOCOM desenvolveu essa nova munição para uso com os seus fuzis FN SCAR que precisavam de um projétil mais preciso, devido ao comprimento inferior do seu cano, medindo 13,8”, sendo um pouco menos que uma polegada mais curto que o cano de uma M4.

Utilizando o projétil de ponta aberta do tipo MATCH, esse design é muito utilizado por snipers. O projétil SOST foi desenvolvido para ser “cego a barreiras”, querendo dizer que ele é mais preciso ao transpor obstáculos em relação ao M855, como por exemplo, ao transpor portas, párabrisas e até mesmo muros.

Comparado ao M855 (ponta verde), o projétil SOST ao ar livre tem maior poder de parada (Stoping Power) devido à “fragmentação rápida e consistente que diminui o tempo necessário para causar incapacitacão a combatentes inimigos”, isso de acordo com documentos do Ministério da Marinha dos EUA.

Pesando 62 grains, mantendo o mesmo peso da maioria dos projéteis da OTAN, tem o seu corpo típico enjaquetado, sendo considerado uma variação do projétil “Federal Cartridge Co.’s Federal Trophy Bonded Bear Claw”, que foi desenvolvido para caça de grandes animais. Segundo o fabricante, possui grande habilidade para causar danos à estrutura óssea.

O USMC comprou “alguns milhões” de projéteis SOST como parte de uma encomenda conjunta de 10,4 milhões de unidades em setembro, suficiente para meses de combate no Afeganistão, disse o Gen. Brogan. O documento do Departamento da Marinha diz que o Pentágono lançará uma concorrência de até 400 milhões de dólares para mais munição SOST.

“Esse projétil tinha a intenção de ser usado numa arma com cano mais curto como as carabinas FN SCAR”,n disse o Gen. Broga. “Mas por causa da sua performance contra obstáculos, melhora na precisão e uma menor chama na saída do cano da arma, foi decidida sua adoção para o USMC, que pelo menos por enquanto não utiliza o FN SCAR.”

Problemas com o M855

SOST 2aO projétil padrão Otan 5,56mm foi desenvolvido nos anos 70 e adotado em 1980. Foi projetado com o objetivo de penetrar coletes e capacetes de aço das forças do Pacto de Varsóvia.

O Gen. Brogan disse que o USMC não tem planos de remover o M855 do seu inventário por enquanto, entretanto a corporação determinou que o M855 não atende mais aos requisitos técnicos de performance do USMC, principalmente no ambiente operacional em que insurgentes quase nunca possuem coletes, mas engajam tropas atrás de obstáculos intermediários como párabrisas, portas de carros e pequenos muros.

No Afeganistão, apenas a metralhadora leve M249 não utilizará a munição SOST, já que ela ainda não é fabricada com cinta para metralhadoras. O SOCOM também utiliza munição SOST 7,62mm para seus fuzis FN SCAR-Heavy, mas por enquanto o USMC não planeja comprar essa munição SOST em 7,62mm.

De acordo com o diretor da divisão de Lei Operacional e Internacional da Marinha, J. R. Crisfield, o projétil atende ao que seria o novo padrão de munição do USMC e foi liberado para uso, já que está em acordo com a Convenção de Haia.

Antes que a munição SOST pudesse ser utilizada pelo USMC, ela teve que passar por uma conferência sobre a legalidade de uso e foi aprovada para uso pela Lei de Guerra Internacional.

O processo de aprovação é padrão para novas armas e sistemas de armas, mas teve uma maior significância por causa do design do projétil. Projéteis de ponta aberta já estão aprovados para uso há décadas, mas são às vezes confundidas com projéteis de pontas ocas que se expandem em tecido humano após o impacto, causando sofrimento desnecessário de acordo com tratados internacionais.

COLABOROU: Marine

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Ahmadinejad chama ataque de 11 de setembro de ‘grande invenção’

vinheta-clipping-forteTEERÃ – O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chamou neste sábado os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos de “grande invenção”, que foi usada para justificar a guerra dos EUA contra o terrorismo, informou a agência oficial IRNA.

Ahmadinejad, que costuma atacar o Ocidente e Israel, fez o comentário em reunião com o pessoal do Ministério da Inteligência.

Ele descreveu a destruição das torres gêmeas em Nova York em 11 de setembro de 2001 como um “complicado cenário e ato de inteligência”, reportou a IRNA.

“O incidente de 11 de setembro foi uma grande invenção como pretexto para a campanha contra o terrorismo e um prelúdio para uma invasão de teste contra o Afeganistão”, disse Ahmadinejad, conforme a agência.

Cerca de 3 mil pessoas morreram nos ataques com aviões sequestrados em Nova York e Washington, que foram realizadas por membros da Al Qaeda.

Em janeiro, Ahmadinejad classificou os ataques de 11 de setembro de “suspeitos” e acusou o Ocidente de querer dominar o Oriente Médio.

FONTE: Reuters (Reportagem de Ramin Mostafavi e Hashem Kalantari)

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Monografia acende debate sobre a inadequação do equipamento americano

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Segundo trabalho acadêmico de um major, o US Army não está bem preparado para combater no Afeganistão

vinheta-destaque-forteUma monografia feita por um major do Exército dos EUA levantou o debate sobre o fraco treinamento e equipamento dos soldados americanos no Afeganistão.

O trabalho, intitulado Increasing Small Arms Lethality in Afghanistan: Taking Back the Infantry Half Kilometer do major Thomas Ehrhart, publicado na Army School for Advanced Military Studies de Fort Leavenworth, diz que o US Army está mal treinado e mal equipado em suas linhas de frente para enfrentar as forças insurgentes do Afeganistão nas grandes distâncias de terreno montanhoso.

Segundo o trabalho de Ehrhart, é necessária a melhoria do fuzil M4, a possível substituição da arma básica do soldado e mudanças radicais no equipamento das tropas no Afeganistão, inclusive uma nova camuflagem no uniforme, que coincida com o terreno local.

Ehrhart escreveu que, apesar do fato de que 50% dos engajamentos do Exército no Afeganistão ocorrem com o inimigo atacando a 300m de distância ou mais, a maioria dos soldados é treinada para atirar com suas M4 com precisão no máximo a 200m e mais de 80% dos soldados da infantaria são equipados com armas que não tocam o inimigo além dessa distância.

Segundo o autor, o inimigo no Afeganistão engaja as forças dos EUA do alto, com armas de médio e grosso calibre, muitas vezes com morteiros, sabendo das restrições do equipamento americano e da inabilidade dos soldados sobrecarregados em manobrar em elevações que excedem 6.000 pés (2.000m).

As armas que podem engajar o inimigo no Afeganistão além de 200m representam apenas 19% do poder de fogo de uma companhia, diz o major, o que ele considera inaceitável.

Para ler o trabalho do major, clique aqui.

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Dinamarca enviará veículos CV90 ao Afeganistão

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O Exército da Dinamarca, pela primeira vez, enviará uma frota de 10 veículos BAE Systems Hägglunds CV9035 de infantaria ao Afeganistão.

Os veículos desdobrados apresentam diversos upgrades, incluindo a blindagem BAE Systems L-ROD, camuflagem Barracuda e modificações no software do sistema de computação do veículo para aumentar a prontidão no campo de batalha.

Somam-se ainda, energia extra para o sistema de contramedidas eletrônicas e uma câmera IR adicional para o motorista, cobrindo a parte traseira do veículo.

Uma companhia de infantaria motorizada do novo grupo de batalha da Dinamarca vai operar os CV9035 para servir com a ISAF (International Security Assistance Force). Os veículos vão operar ao lado dos M113G3 e Piranha IIIH, e um pelotão de Leopard 2A4.

Em 2008 a Dinamarca recebeu 45 CV9035 e o Exército quer mais 45 veículos.

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Sinal verde para o SLAMRAAM

A Raytheon recebeu a aprovação do US Army para compras de longo prazo, não excedendo US$ 18 milhões, para começar a produção em baixa escala do Surface Launched Medium Range Air-to-Air Missile (SLAMRAAM), versão antiaérea do míssil BVR AMRAAM.

A aprovação confirma a confiança do Exército dos EUA na arma e na capacidade que ela trará aos combatentes. A verba será usada para adquirir componentes chave de comando e controle para o sistema.

O SLAMRAAM é um sistema de defesa antiaérea concebido para enfrentar mísseis de cruzeiro, UAVs (VANT) e uma ampla gama de ameaças aéreas. Ele proverá os combatentes do US Army com um sistema de alta mobilidade ligado em rede e distribuído geograficamente com capacidade integrada de controle de fogo contra ameaças aéreas.

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MEADS

O sistema Lockheed Martin MEADS contra mísseis balísticos e defesa antiaérea.

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Urutu e Cascavel ganharão vida nova

Urutu

Veículos militares produzidos pela extinta Engesa, e que fizeram sucesso na década de 80 e 90, ganham novo motor e transmissão automática

Raio-X

  • O novo motor utilizado no prótotipo do Urutu gera 230 cv, contra 158 cv do antigo. Um ganho de potência de 72 cv.
  • O protótipo alcançou a velocidade máxima de 110 km/h em terrenos livres e se mostrou apto a chegar aos 80 km/h em situação off-road.
  • Sua autonomia é de 950 quilômetros. Antes das modificações mecânicas era de 750 quilômetros.
  • 226 Urutus e mais de 600 Cascavel devem ser restaurados.

vinheta-clipping-forteDado como acabado, já que as unidades existentes há anos estavam estacionadas nos pátios dos batalhões do Exército Brasileiro, o blindado Engesa EE-11 Urutu pode retornar à ativa. O veículo, destinado ao transporte de tropas, também tem como uma das suas principais características o fato de ser anfíbio, mesmo pesando 13 toneladas. Essas qualidades justificaram, em grande parte, sua aceitação pelas forças armadas de vários países da América Latina.

Devido a seus atributos, o Exército Brasileiro optou por reativar os 226 Urutus e mais de 600 Cascavel (blindado de concepção mecânica semelhante à do Urutu) que estão em inatividade. Com motor bastante ultrapassado, uns com câmbio manual e outros com câmbio automático, porém em grande defasagem em relação à tecnologia existente no momento, deverão passar por uma grande reformulação para voltar à atividade. Com essa reforma os veículos militares estarão aptos para operar por, no mínimo, mais 15 anos. Isso é o que garantem as empresas que estão envolvidas no processo de restauração dos blindados, e que fizeram um protótipo para avaliação do exército.

Protótipo

Urutu por dentroNo modelo atualizado o antigo motor Mercedes-Benz OM 352 foi substituído pelo OM 366 LA militarizado, o que proporcionou um grande ganho de potência (de 158 cv para 230 cv) e, consequentemente, mobilidade. A caixa de marchas original Mercedes G3-36 mecânica foi trocada por uma transmissão automática Allison da série 3000, gerenciada eletronicamente, que vem acoplada à caixa de transferência Engesa que foi totalmente revisada. Nos primeiros testes realizados, o protótipo alcançou a velocidade máxima de 110 km/h em terrenos livres e se mostrou apto a chegar aos 80 km/h em situação off-road. Sua autonomia também aumentou significativamente, passando de 750 para 950 quilômetros.

Segundo Glauco Bueno da Silva, gerente geral da Engemotors, empresa pertencente ao Grupo Brasilia Motors, que está procedendo a atualização dos veículos de combate, “um dos motivos da utilização do câmbio automático em todas as unidades do Urutu ou Cascavel fica por conta da geração da maior facilidade de condução. Em um carro de combate, quando em situação de batalha, é muito mais complicado o piloto manter parte da sua atenção dedicada a passar marchas, usar embreagem, escolher a melhor marcha para determinada situação, etc. Com o câmbio automático, o piloto fica liberado dessas atividades adicionais e pode ficar mais atento para as operações de guerra”.

Todos os demais sistemas de funcionamento do protótipo foram revistos, entre eles: freios, eixos cardãs, borrachas de vedação da carroceria, pressurização dos diferenciais, suspensão boomerang e bomba de porão. Os resultados mostram que com as melhorias tecnológicas e mecânicas que foram introduzidas as unidades inativas do Urutu podem ser reativadas e serão muito úteis para o Exército Brasileiro.

FONTE / FOTOS: Gazeta do Povo

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Governo Federal será sócio da Avibrás

Roberto Godoy

A Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, vai ganhar um sócio: o governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% – isso ainda está sendo discutido.

Não haverá aporte direto de dinheiro. Na forma prevista na Lei 11941/09, a presença dos recursos será efetivada por meio da conversão das dívidas da Avibrás. O anúncio da primeira parceria público-privada do setor de Defesa é esperado para abril.

A Avibrás está em regime de recuperação judicial desde julho de 2008. O valor do processo, cerca de R$ 500 milhões, foi superado pelo cumprimento de um rico contrato firmado com a Malásia, para fornecimento de baterias, munições e equipamentos de apoio da última geração do lançador de foguetes Astros-II, carro-chefe do grupo.

Esse sistema de armas brasileiro é o principal recurso dissuasório da força terrestre malaia na região de tensão permanente no sudeste asiático.

A quarta etapa da encomenda foi entregue em sigilo há apenas dois meses. Uma bateria completa, das carretas lançadoras à central de comando, mais 12 veículos blindados 4 x 4, embarcaram no porto de Santos dia 29 de dezembro de 2009.

Segundo o presidente do grupo, engenheiro Sami Hassuani, “as contas estão em dia: os compromissos trabalhistas foram quitados e, a dívida com os fornecedores está paga; abrimos 600 vagas”. A participação do governo tem tamanho – 1,2 mil páginas, soma do texto principal e dos 12 documentos anexos.

O faturamento do grupo formado por quatro unidades acomodadas em duas instalações, está crescendo. Foi de R$ 60 milhões em 2007, bateu em R$ 250 milhões em 2009, “e tem potencial para chegar aos R$ 500 milhões até dezembro”, avalia Sami. Segundo o executivo, a Avibrás pode vender cerca de 1,4 bilhão por ano trabalhando nos seus mercados tradicionais, do Oriente Médio até a Ásia, além de abrir praças novas na América Latina e África. Hassuani não confirma, mas os governos de Angola e da Colômbia teriam revelado interesse na linha Astros-II e nos foguetes ar-terra Skyfire, de 70 mm.

O Astros-II que a Malásia está recebendo é a quinta geração tecnológica do projeto, desenvolvido permanentemente desde que o lançador foi apresentado em 1980. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite, a central de comunicação é criptográfica. O veículo, uma carreta com tração integral sobre o qual a plataforma de disparo – de foguetes com raio de ação entre 9 e 150 km – com cabine é montada, é o Tatra, da República Checa. O blindado 4×4 de Comando, Controle e Comunicações, também é novo. Pesa 14 toneladas e recebe todas as informações de combate – dos dados meteorológicos às ameaças de ataque. “Podemos entrar com ele e seus derivados, inclusive versões da classe 8×8, para completar a família de carros couraçados sobre rodas que o Exército está interessado em formar.”

A próxima etapa é um ambicioso programa, o Astros 2020. “Trata-se de um conceito novo, sustentado pelo conhecimento já adquirido”, explica Sami. Vai exigir investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão, dos quais cerca de R$ 210 milhões aplicados no desenvolvimento. “Ele vai se integrar com o míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, na etapa de testes e certificação”, explica Hassuani para quem “o empreendimento 2020 vai permitir ao Exército, por exemplo, integrar o Astros com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando”.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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