QG Airsoft

Novos fuzis chineses QBZ-95G

Novos modelos aperfeiçoados do fuzil chinês QBZ-95G, de 5,8mm.

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KAI Surion

O KAI Surion é um helicóptero de transporte utilitário desenvolvido primariamente pela Korea Aerospace Industries (KAI), a Agency for Defense Development (ADD) e o orea Aerospace Research Institute (KARI), em conjunto com a Eurocopter.

O projeto do Helicóptero Coreano – um helicóptero utilitário deve custar cerca de US$ 1 bilhão e foi lançado em 2006 pela ADD.

A produção em escala total deve começar em 2012, com a KAI sendo a fabricante principal. Cerca de 245 Surions deverão ser comprados para substituir os UH-1H e 500MD. A Coreia do Sul também fabricará versões civis da aeronave, com potencial para mais de 300 unidades.

Desenvolvimento

Em junho de 2006 a KAI e a Eurocopter fecharam o contrato de 750 milhões de euros para pesquisa e desenvolvimento do KHP/KUH com o Ministério da Defesa da Coreia do Sul. O contrato é o maior já assinado pelo coreanos com uma empresa não-americana.

Um contrato de produção de 2,5 bilhões de euros deverá ser assinado em 2011 para começar a produção em massa. A Eurocopter tem 30% de participação na fase de desenvolvimento de 2006-2012 e 20% nos 10 anos da fase de produção, e a KAI e o Governo da Coreia ficam com o restante.

Como principal subcontratada, a Eurocopter fornece a assistência técnica em partes do desenvolvimento da transmissão, caixa de engrenagem principal e da cauda, sistema de controle de voo automático e o mastro do rotor.

Especialistas da Eurocopter foram enviados à KAI para dar apoio e ensinar os engenheiros da KAI o estado-da-arte do projeto de helicópteros. A propulsão da aeronave é formada por um par de turbinas General Electric T700 de 1.600shp.

A Elbit Systems de Israel produz o Helmet mounted display (HMD) usado na aeronave, permitindo as pilotos realizarem missões noturnas. Um grande supressor IR foi instalado nos escapes das turbinas, adaptado do modelo usado no EC 725.

Em 2009 o programa do Surion sofreu um pequeno atraso, devido a problemas de orçamento.

Planeja-se desenvolver uma variante de ataque, com 60% de comunalidade com o Surion. Outra versão com assentos em tandem, o “KUH Tandem Cockpit”, terá 70% de comunalidade. Esta versão terá um sistema de armas anti-carro.

Planeja-se também desenvolver uma versão naval, para os fuzileiros sul-coreanos.

O primeiro protótipo do Surion foi apresentado pela primeira vez em 31 de junho de 2009 e fez seu primeiro voo em 10 de março de 2010, com demonstração de voo pairado a 10m de altura e voo a 140 nós a 2.000 pés em abril.

NOTA DO EDITOR: O programa do helicóptero coreano Surion é um bom exemplo de verdadeira transferência de tecnologia. Aprender fazendo é o único caminho eficaz para absorver tecnologia.

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Insurgentes talebans vestindo uniformes militares americanos atacaram ontem duas bases da Otan (a aliança militar ocidental) na Província afegã de Khost (na fronteira com o Paquistão).

Segundo a Isaf (Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão), pelo menos 21 milicianos foram mortos e cinco foram capturados. Não houve vítimas ou feridos entre militares da Otan.

O ministro do Interior afegão disse, no entanto, que o número de mortos chega a 24. Outro ministro, o da Defesa, declarou que dois soldados afegãos morreram.

Um dos ataques foi contra o acampamento militar Chapman, onde quatro funcionários da CIA (Central Americana de Inteligência) e três seguranças contratados foram mortos em dezembro do ano passado, em um ataque suicida.

As bases atacadas se localizam numa região a cerca de 100 km a sudoeste de Cabul, numa das áreas de maior atividade do Taleban. No último dia 14, um grupo de insurgentes atacou uma base das tropas internacionais na mesma região.

Os ataques foram reivindicados por um porta-voz do Taleban, Zabiulah Muyahid. Recentemente, ocorreram investidas similares de insurgentes contra bases americanas em Bagram, Jalalabad e Candahar.

Segundo a rede britânica BBC, o Taleban está implementando ataques de estilo guerrilha cada vez mais sofisticados contra posições das forças internacionais no Afeganistão e no Paquistão.

FONTE/FOTO: FSP/AFP

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K21

O veículo blindado de infantaria que aparece nas fotos é o K300 ou XK21 KNIFV (Korea Next-generation Infantry Fighting Vehicle), da Coreia do Sul.

A produção inicial estava programada para 2008, com a aquisição planejada de 466 unidades, ao preço aproximado de US$ 2,3 milhões.

O K21 é construído em fibra de vidro, para reduzir o peso do veículo (cerca de 26 toneladas) e permitir o trânsito em altas velocidades, sem a necessidade de motores volumosos.

Ele é mais leve que outros IFVs, incluindo o Bradley americano, com mais velocidade e carga. O desenvolvimento levou 10 anos e custou cerca de US$ 80 milhões. Mais de 85% do projeto é sul-coreano.

O veículo compartilha de alguns sistemas do carro de combate K2 Black Panther, incluindo a suspensão semi-ativa, o sistema C4I de gerenciamento de campo de batalha e o sistema de defesa ativa contra foguetes e mísseis anti-carro.

A blindagem é feita com um sistema de material composto em camadas, para que o veículo possa ter o mesmo nível de sobrevivência do M2 Bradley e superar o BMP-3 russo.

Na parte frontal o veículo pode resistir à munição de 30mm APDS do BMP-3, que tem penetração de 50mm de blindagem a 1.000m de distância. A blindagem lateral resiste à munição de de 14,5mm AP, que penetra 25mm de blindagem a 1.000m.

O topo do veículo resiste a fragmentos de artilharia de 152mm, explodindo a 10m de distância. Especula-se que o K21 usa múltiplas camadas de blindagem de fibra S-2 e cerâmica complexa, incluindo liga de alumínio de baixo peso.

O armamento inclui uma torre estabilizada de canhão de 40mm e uma metalhadora coaxial de 7,62mm, com a possibilidade de acoplar mísseis anti-carro em lançadores nas laterais da torre.

A fabricante Doosan pretende exportá-lo, competindo com o M2/M3 Bradley, CV90, BMP-3 e o Puma. Ele também disputará espaço com o  MOWAG Piranha, o Pandur II, Patria AMV, o VBCI francês e o Boxer alemão.

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‘Xat’ no ForTe

Acesse o “Xat” do ForTe no menu “Sala de Bate-Papo“, logo abaixo do cabeçalho de cada Blog, ou clique aqui para conversar em tempo real com outros entusiastas, estudiosos e profissionais da área.

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Desrespeito ao Hino Nacional

Por José Valdeci de Souza Martins

A música do Hino Nacional do Brasil foi composta em 1822, por Francisco Manuel da Silva, chamada inicialmente de “Marcha Triunfal” para comemorar a Independência do país. Essa música tornou-se bastante popular durante os anos seguintes, e recebeu duas letras. A primeira letra, produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, foi de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, sendo cantada pela primeira vez, juntamente com a execução do hino, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro), a 13 de abril de 1831, em desacato ao ex-imperador que embarcava para Portugal.

Sempre achei um desrespeito que fazem com o nosso Hino Nacional, quem sabe agora, por tudo que está acontecendo, a banalização com o nosso Hino Nacional, nossas autoridades façam valer a Lei de apresentação dos Símbolos Nacionais e proíbem de vez que cantem o Hino por cantores sem compromisso com o que é demais sagrado que é o nosso Hino. E aproveitar e tornar-se obrigatório sua execução diária e cantada pelos alunos como é feito nas escolas Militares e nas Instituições. Onde realmente há respeito e emoção quando é cantado.

Gostaria que as escolas voltassem a ensinar nossos hinos, são símbolos da Pátria e lindos. Fico perplexo ao ver perfilado atletas ouvindo o Hino e “se percebe”, não sabem cantar. Em casos patrióticos, nosso País tem que tomar jeito. Por que muitos brasileiros não sabem cantar o Hino Nacional Brasileiro?

Por que não usamos uma versão impressa, slide, data show, da letra do Hino Nacional para que os que se dispõem a cantá-lo tenham uma chance de não degradar nosso símbolo nacional?

O Hino Nacional Brasileiro só tem uma versão. Esta, de cantores que não sabem a música, que não sabem nem a letra, só apareceu para imitar os americanos. O Hino, assim como a bandeira, não pode ser vulgarizado.

Ultimamente, “Em janeiro de 1999, o Pirata (um bar famoso de Fortaleza) gravou, para o álbum Forró do Pirata, um arranjo instrumental do Hino Nacional Brasileiro que não poderia ter sido criado em nenhum outro lugar que não no Ceará: a versão em ritmo de forró.

Antigamente, cantávamos o Hino Nacional Brasileiro, com postura e com a letra correta. Não olhávamos para o lado e nem podíamos sorrir. Ditadura? Respeito! É assim que aprendíamos e é assim que respeitávamos o que até hoje me faz sentir emoção quando o ouço. Aprendíamos desde cedo a compreender o que as bem traçadas frases diziam sobre a História do nosso País. Hoje, são poucos os que conseguem entender, e até mesmo cantá-lo. O País quase sem história banalizou nosso hino que existe para ser reverenciado e não “cantarolado”.

Acho que temos que continuar tocando, tocando e tocando! E digo mais: exigir como outrora faziam conosco nos tempos de escola, até que as pessoas aprendam! Se for o jeito certo de começar? Não sei, porém é uma iniciativa! Mas é claro que isso não pode vir sozinho. É necessário que os que estejam no poder dêem exemplo de honestidade, seriedade, ética e RESPEITO pela Nação. Você sabe tão bem quanto eu que o Ser Humano aprende por exemplos e não por conversa mole. Nossos filhos imitam o que fazemos não o que falamos. As palavras se perdem no ar; as atitudes ficam.

O Hino Nacional Brasileiro deve ser encarado como um dogma da Pátria, isto é, “imexível” tanto na letra como na música. Hino não é música popular que se canta do jeito que quiser. Hino são Hino e pronto. O Hino Nacional Brasileiro jamais deve ser banalizado e cantado de qualquer jeito e quem fizer isto deve ser enquadrado na Lei da Apresentação dos Símbolos Nacionais. A Lei existe deve ser cumprida. Portanto respeito e dignidade ao Hino Nacional Brasileiro.

O Hino Nacional Brasileiro deveria ser cantado nos estádios e não tocado, assim quem sabe os torcedores aprenderiam a letra. Deveria ser cantado com as duas equipes com as suas comissões técnicas e mais o quarteto de arbitragem perfilados em campo como fazem em partidas da copa do mundo. Quem sabe assim o respeito e a dignidade ao Hino Nacional Brasileiro seria mais respeitado.

Como brasileiro e patriota que sou, é de fundamental que as crianças saibam o Hino, o significado das palavras e principalmente respeitar a nossa Pátria. Devemos voltar ao passado e treinar o Hino Nacional Brasileiro aos alunos, voltando a despertar nossos valores cívicos para que todas as crianças realmente possam saber da importância de respeitar o nosso país e aprendam para nunca esquecer!

José Valdeci de Souza Martins é formado em Administração de Empresas; escritor, compositor e membro da União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul – UBE-MS.

FONTE: http://www.atribunanews.com

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A história do Land Warrior

Em 2006, o Program Executive Office Soldier do US Army Infantry Center conduziu uma série de avaliações do sistema de combate Land Warrior e Mounted Warrior, nas áreas de Doutrina, Organização, Treinamento, Material, Liderança e Educação, Pessoal e Instalações. Entre maio de junho de 2006, mais de 400 soldados de Fort Lewis completaram o treinamento de combate nos sistemas.

As avaliações serviram para que os líderes do US Army pudessem determinar táticas, técnicas, procedimentos e a direção dos programas Land Warrior e Mounted Warrior.

O 4th Battalion, 9th Infantry Regiment, parte da 4th Stryker Brigade Combat Team, 2nd Infantry Division de Fort Lewis, foi equipado com 440 Land Warrior Systems e 147 Mounted Warrior Systems.

O Land Warrior combina computadores, lasers, módulos de navegação, rádios e outros equipamentos avançados para prover o soldado com a habilidade comunicação no campo de batalha, consciência situacional e capacidade de sobrevivência.

O Mounted Warrior system, projetado para tripulantes de veículos blindados, inclui sistemas de comunicação e displays para melhorar a consciência situacional dentro e fora do veículo.

O Programa Land Warrior foi suspenso em fevereiro de 2007, mas o 4th Battalion – 9th Infantry Regiment empregou o equipamento no Iraque, o que foi considerado a fase final de testes, até que uma decisão seja tomada para a aquisição do sistema no Future Force Warrior.

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Vai encarar?

O sujeito na foto está vestido com o Modern Army Combatives Kit (MACK), um equipamento usado pelo US Army para treinamento de combate pessoal nos níveis 3 e 4.

Ele pode ser usado para condução segura, de treinamento de combate realista para a missão individual, melhorando o desempenho e a confiança do soldado em batalha.

O MACK usa espuma, plástico, acrílico, couro e poliéster. Ele é preto e vem em tamanhos pequeno, médio, grande e extra grande.

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Palácio do Planalto, 25 de agosto de 2010

Excelentíssimo senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,
Excelentíssimos senhores ministros de Estado,
Excelentíssimo senhor senador Roberto Cavalcanti,
Excelentíssimo senhor deputado Beto Albuquerque,
Excelentíssimo senhor comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto,
Excelentíssimo senhor comandante do Exército, general Enzo Martins Peri,
Excelentíssimo senhor comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito,
Excelentíssimos senhores oficiais-generais do alto comando das Forças Armadas,
Excelentíssimos senhores ministros… senhor Presidente do Superior Tribunal Militar e seus ministros,
Excelentíssimos senhores secretários do Ministério da Defesa,
Senhora presidente da Anac,
Senhor presidente da Infraero,
Demais autoridades,
Senhoras e senhores,

Presidente, isso tudo que estamos fazendo hoje, que Vossa Excelência está assinando no conjunto de sanção da alteração da Lei Complementar 97, como também da Medida Provisória, como também dos outros decretos que foram assinados, como também dos projetos enviados, faz parte exatamente do redesenho da Nova Defesa.

Tudo isso, senhor Presidente, começou em 2007, logo depois que assumimos o Ministério da Defesa, em uma conversa longuíssima com o deputado José Genoino. Depois, desenvolvemos essa conversa com o almirante Othon e, depois, com o doutor [incompreensível] Barbosa e com o doutor Pedro Celestino.

A partir dali, felizmente, tivemos a concorrência do ex-ministro Mangabeira Unger e dessa conversa iniciou longa discussão que envolveu todas as Forças, todos os Estados-Maiores, os comandantes, para começarmos a repensar essa estruturação da Nova Defesa.

O Ministério da Defesa era de 1999. As condições políticas da época somente permitiam o desenho de 1999. Mas já em 2010, nós tínhamos condições de ter um redesenho. Este redesenho, Presidente, tem como característica a alteração dessa Lei Complementar 97, com inclusão do Ministério da Defesa… do ministro da Defesa na cadeia de comando das Forças.

Antes, o ministro ficava na lateralidade como um chefe administrativo, agora ele passa a ser incluído também na cadeia de comando.

Cria-se o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e com isso altera-se a doutrina das ações combinadas, antigas de [19]99, para alterações conjuntas a partir de 2010, ou seja, fica muito claro que competirá ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas o emprego e, aos comandantes das Forças, o preparo.

Daí porque o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas tem a mesma hierarquia e a mesma linha de prioridade dos comandantes de Forças, sendo escolhido pelo senhor Presidente da República e mantido até continuar com a sua confiança.

Senhor Presidente, reforça-se, efetivamente reforça-se e, nas discussões que travamos durante todo o período de elaboração desse conjunto, reforça-se claramente o Ministério da Defesa: passa o ministro da Defesa a indicar ao senhor Presidente da República os comandos de Força e o chefe do Estado-Maior Conjunto; antes ele era ouvido; indica ao Presidente a nomeação dos cargos de oficiais-generais; formula políticas das diretrizes dos produtos de defesa e elaboração em conjunto com consolidação das propostas orçamentárias para todas as Forças.

O projeto, Presidente, também soluciona alguns problemas que ocorreram com a definição do poder de polícia do Exército, ou seja, define-se com clareza o poder de polícia da Força Aérea, como também se dá poder de polícia à Marinha, que não tinha poder de polícia nas águas jurisdicionais brasileiras, ou seja, as águas internas, como também os 4,5 milhões de quilômetros quadrados de litoral correspondente às águas territoriais brasileiras.

Senhor Presidente, reestrutura-se o Ministério da Defesa, mantém-se a organização… a Secretária de Organização Institucional, mas cria-se uma Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto, para exatamente fazer toda a articulação com as Forças e definir principalmente as áreas de saúde.

Cria-se a Secretaria de Produtos de Defesa, onde passará o Ministério da Defesa a definir – não executar compras –, mas definir a política de compras e a política relativa aos equipamentos das Forças no sentido, inclusive, de ampliar a participação do setor civil e da indústria nacional de defesa.

Cria-se a Escola Superior de Guerra, senhor Presidente, que tradicionalmente, há muitos anos, era uma grande sede de pensamento do Rio de Janeiro, passa-se a sua sede a Brasília, e passando para Brasília, cria-se também o campus de Brasília e o campus do Rio de Janeiro, para que possamos ter uma carreira civil de Defesa e, portanto, não fique o Ministério da Defesa, Presidente, sujeito, idiossincrasicamente, aos ministros que eventualmente passarem por ele, mas possa o ministro de Defesa, chegando ao seu ministério, encontrar uma memória montada e uma memória continuada.

E com isso, senhor Presidente, Vossa Excelência, com este ato, e com a disposição que tem Vossa Excelência no enfrentamento dessas questões, acaba, exatamente, de reconfigurar completamente a estrutura de Defesa do Brasil.

Presidente, o decreto que Vossa Excelência assinou, alterando a Estrutura Militar de Guerra, é um decreto que vinha do governo Figueiredo, ou seja, um decreto muito antigo, que não havia sido tocado. Com a mudança e alteração da Estrutura Militar de Guerra da época para a Estrutura Militar de Defesa, nós definimos, (incompreensível) claramente a modernidade necessária para as Forças continuarem servindo ao Brasil e, fundamentalmente, servirem a toda a nação.

Essas, senhor Presidente, são as observações que o ministro da Defesa tem a fazer, e agradece o apoio de Vossa Excelência em todos esses (incompreensível). E é fundamental, volto a repetir, referir a Vossa Excelência a colaboração deste pequeno grupo inicial: Pedro Celestino, Murilo, José Genoino, Sigmaringa Seixas – não obstante com todos os seus gaguejos, mas Sigmaringa participou claramente disso tudo – e do ministro Mangabeira Unger, que trabalhou intensamente na formulação… da formação da Estratégia Nacional de Defesa.

Mas tudo isso também não teria ocorrido, senhor Presidente, se Vossa Excelência não contasse com um trio de comandantes de Força de altíssimo gabarito.

Com a percepção clara sobre o futuro e com a percepção nítida que têm o almirante Moura Neto, o comandante do Exército, Enzo Martins Peri e o brigadeiro do ar Juniti Saito, em relação ao que se quer com o futuro do Brasil, o que se quer para o Brasil.

Volto a repetir e encerro, senhor Presidente, dizendo que o Brasil começa, então, a ter condições de ter aquilo que Vossa Excelência disse ao aprovar a Estratégia Nacional de Defesa: O Brasil terá condições de dizer “sim” quando no mundo tiver que dizer “sim” e quiser dizer “sim”, e precisar dizer “sim”. Mas o Brasil também terá condições de dizer “não” quando precisar dizer “não”, seja a quem for, seja ao Estado que for, na afirmação dos interesses brasileiros e nos interesses de sua soberania.
Parabéns, senhor Presidente!

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O general José Carlos de Nardi, natural de Farroupilha, foi nomeado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Na reserva desde abril, o oficial foi reconvocado a pedido do ministro da Defesa, Nelson Jobim, para ocupar o cargo criado com o objetivo de coordenar as ações em conjunto do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

A criação do Estado-Maior Conjunto integra um projeto de reestruturação das Forças Armadas que, entre outros pontos, dá poder de polícia aos militares nas áreas de fronteira. Basicamente, integrantes das três forças poderão fazer patrulhamento, revistar pessoas, veículos, embarcações e aeronaves, assim como efetuar prisões em flagrante sempre que não houver policiais presentes. A lei foi sancionada ontem pelo presidente Lula. Ele também assinou projeto de lei enviado ao Congresso que cria 488 cargos comissionados na Defesa ao custo anual de R$ 18,9 milhões.

O general De Nardi, 66 anos, começou a carreira no Exército em 1° de Março de 1961, na então escola preparatória de Porto Alegre (hoje Colégio Militar). Formado em Ciências Econômicas pela PUCRS em 1973, tornou-se comandante do 3° Grupo de Artilharia Antiaérea de Caxias do Sul entre 1991 e 1992. De 1994 a 1996, trabalhou como adido militar na embaixada brasileira em Santiago (Chile).

Cada arma terá representante em conselho dos chefes

O oficial alcançou em 2005 o posto de comandante da 6ª Divisão de Exército, em Porto Alegre. No ano seguinte, foi promovido a general de exército e passou a comandante militar do Oeste, em Campo Grande (MS). Antes de ir para a reserva, era o titular do Comando Militar do Sul.

De Nardi assume efetivamente o cargo em 6 de setembro. Com ele trabalharão três militares de alta patente um general de exército, um tenente-brigadeiro e um almirante. Além disso, existirá um conselho dos chefes do Estado-Maior de cada força. Eles se reunirão sob a orientação do general gaúcho para determinar ordens coordenadas.

FONTE: Zero Hora

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