QG Airsoft

Treinamento de artilharia dos Marines no Japão

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Airsoft em Operações Noturnas

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Conheça o Airsoft

O Airsoft é um esporte que simula situações diversas de combate terrestre. Para isso são utilizados equipamentos que disparam bolinhas de plástico (bbs) de 6 mm de diâmetro. Diferentemente do Paintball, essas bolinhas de plástico são rígidas, não possuindo nenhum tipo de tinta, ou sistema de marcação.

Tais equipamentos são réplicas externas de armas de fogo reais, porém, seu mecanismo interno em nada se assemelha com as mesmas, sendo impossível qualquer conversão das armas de airsoft para o uso com munição real.

Se a intenção básica do esporte é simular situações de combate, busca-se o realismo em todos os aspectos. Assim, os equipamentos e as vestimentas utilizadas são bem parecidos com os reais. Os jogos são compostos por duas ou mais equipes, vencendo a equipe que conseguir cumprir seu objetivo primeiro, existindo uma infinidade de objetivos.

Origens

Surgiu no Japão na década de 70, sendo hoje um esporte muito popular em todo o mundo. No Japão, é quase um esporte “nacional”. Nos Estados Unidos, por exemplo, todo ano ocorre o evento “Operação Irene”, no qual uma base de treinamento do exército é utilizada para a realização de um evento que dura um fim de semana inteiro. Em outros países, eventos como o “Berget” europeu reúne milhares de entusiastas, entre muitos outros.

Os praticantes desse esporte são pessoas comuns que nutrem uma profunda admiração pelas forças policias e militares mundo afora. São médicos, engenheiros, professores, militares, estudantes, pedreiros, vendedores, etc.

Não há nenhuma vinculação política, paramilitar, separatista, revolucionária ou criminosa. São pessoas que querem se divertir com os amigos, baseados na honra, segurança e respeito às leis.

Como funciona?

As armas de airsoft são enquadradas como ARMAS DE PRESSÃO, de acordo com os decretos e portarias do Exército Brasileiro (R-105 e portaria 006-D Log de 29 de novembro de 2007).

Basicamente há três tipos de armas: elétricas, a gás e à mola. As mais comuns, e a que é mais indicada para que desejam ingressar no esporte são as armas elétrica, também conhecidas como AEG – automatic eletric gun.

São armas que utilizam uma bateria, um motor e um sistema de engrenagens e pistão para comprimir uma mola e expelir o projétil. O vídeo abaixo exemplifica o funcionamento interno destas armas:

Noventa por cento das armas dessa categoria são armas longas, tais quais submetralhadoras, rifles, fuzis, etc., mas existem pistolas elétricas.
O segundo tipo são as armas que utilizam gás. Em sua maioria são pistolas com um sistema que imita o recuo das armas de fogo. São as chamadas GBB – gás blowback.
Atualmente surgiram no mercado algumas armas longas que utilizam gás, porém ainda são raras.

Por fim temos as armas que utilizam a compressão manual da mola para comprimir o ar e expelir as bb’s. São as Springers, os Snipers e as shotguns.

Tirando as springers que são as armas mais simples, de baixa qualidade e sem capacidade de serem utilizadas nos jogos, as armas Snipers utilizam esse sistema, bem como as shotguns.

O que são as bb’s?

São esféricas, feitas de plástico ou algum composto biodegradável, e com diâmetro de 6 mm. Possuem diversas gramaturas, sendo as mais comuns de 0.2 g e 0.25g para aegs, gbbs, e demais armas; e 0.3g para snipers.

Os leigos confundem o airsoft com paintball. Mas, existem muitas diferenças entre o eles. Podemos destacar:

1. Preço da munição é mais barato no airsoft.
2. No airsoft utilizam-se armas de pressão, que são “réplicas” externas de armas de fogo reais e com isto temos mais realismo nos jogos.
3. Os tiros não machucam tanto quanto o paintball, pois os projéteis não precisam estourar.
4. A roupa e os equipamentos não ficam manchados de tinta.
5. Busca-se a realidade, tanto nos armas, como nas vestimentas e no comportamento tático dos jogadores.
6. A HONRA é a base do esporte.

Segurança

O fator mais importante para a prática de Airsoft é a segurança. A periculosidade do esporte é muito menor do que a maioria dos esportes, mas o único perigo real é uma bb acertar os olhos de alguém, podendo levar a pessoa à perda da visão. Assim, a proteção ocular é OBRIGATÓRIA.

Os tiros em si não machucam tanto assim, mas com os olhos não se pode brincar. Para jogar o Airsoft o usuário deve utilizar óculos ou máscara que resistam ao impacto de um tiro de airsoft.

Os óculos de proteção não devem ser afetados por um tiro de bb a pelo menos 30 cm. Simples “óculos de segurança”, “óculos de laboratórios”, “óculos de marca”, “óculos de ski” ou mesmo os ”óculos militares do tipo sol, vento e poeira (sun, sind, and dust)” não servem. Esses itens podem ou não resistir ao impacto de forma suficiente e a maioria não “sela” totalmente o rosto do jogador, não protegendo todo o seu globo ocular

Pelo contrário, é necessário escolher óculos que realmente “vedem” ou protejam os olhos. Deve-se comprar óculos táticos que atendam, ou melhor, excedam, o padrão de resistência ao impacto ANSI Z87.1 1989. Máscaras de paintball também podem ser utilizadas como proteção.

Os óculos devem se prender por toda a cabeça, através de alguma cinta, para evitar o risco dele cair durante uma partida. E a armação tem que ser forte o suficiente para manter a lente no lugar durante o jogo todo.

QG Airsoft Logo

NOTA DO EDITOR: A Quartel General Airsoft, cujo banner está no alto dos Blogs da Trilogia de Defesa, tem como missão fornecer ao mercado brasileiro todos os produtos e serviços necessários para o bom desenvolvimento deste esporte no Brasil.
A empresa, que surgiu da paixão de seus fundadores pelo Airsoft, foi fundada no final de 2008, sendo registrada junto à 2ª Região Militar sob o número 51468, devidamente regulamentada. Todos os produtos controlados importados pela Q.G. Airsoft possuem autorização do Exército Brasileiro. Quando chegam no Brasil, são devidamente inspecionados e após os demais tramites legais, são liberados para comercialização.

SAIBA MAIS:

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A política externa do governo Lula

Rubens Barbosa

vinheta-clipping-forteO documento A Política Internacional do PT, examinado no congresso do Partido dos Trabalhadores na semana passada, é uma versão mais branda e polida do trabalho A Política Externa do Governo Lula, de autoria do secretário internacional do PT, Valter Pomar. A análise de Pomar mostra a influência do PT na política externa do governo Lula, tornando evidentes as motivações ideológicas e partidárias da ação do Itamaraty nos últimos sete anos. 

Pareceu-me adequado, em lugar de uma análise crítica, reproduzir literalmente algumas das principais afirmativas incluídas no trabalho, deixando ao leitor a tarefa de tirar suas próprias conclusões.

A grande novidade nas decisões sobre relações internacionais do congresso do PT foi a sugestão de criar um Conselho Nacional de Política Externa, com participação social – sindicatos, ONGs, movimentos sociais (MST).

“Na política externa, as diferenças entre o governo Lula e FHC sempre foram muito visíveis. A política externa antecipou o movimento progressista do governo Lula, estando desde o início sob a hegemonia de concepções fortemente críticas ao neoliberalismo e à hegemonia dos EUA. Contribuiu também a militância internacionalista do PT e do Presidente Lula, expressa na criação de uma assessoria especial dirigida por Marco Aurélio Garcia.”

“Objetivamente, a política externa do Presidente Lula faz o Brasil competir com os EUA (sic). Comparada com outras potências, trata-se de uma competição de baixa intensidade, até porque a doutrina oficial do Brasil é de convivência pacífica e respeitosa (cooperação franca e divergência serena com os EUA).”

“Inclusive por se dar no entorno imediato da potência, a competição com o Brasil possui imensa importância geopolítica e tem potencial para, no médio prazo, constituir-se em uma ameaça aos EUA (sic). Isso é confirmado (…) pela manutenção pela Administração Obama da política de acordos bilaterais e de exibição de força bruta (IV Frota, bases na Colômbia, golpe em Honduras e reafirmação do bloqueio contra Cuba). É nesse marco que vem se travando o debate sobre a renovação do equipamento das FFAA brasileiras (sic), o submarino de propulsão nuclear e a compra de jatos de combate junto à indústria francesa.”

“O Governo Lula é não apenas parte integrante, mas também forte protagonista da onda de vitórias eleitorais progressistas e de esquerda ocorrida na América Latina entre 1998 e 2009.”

“Governo Lula adotou a integração regional como seu principal objetivo de política externa e busca acelerar a institucionalização da integração regional, reduzir a ingerência externa, as desigualdade e assimetrias. Foi com este espírito, de convergência de políticas de desenvolvimento, bem como de ampla integração cultural e política, que o governo Lula trabalhou para manter o Mercosul e cooperar com os outros acordos sub-regionais.”

“Embora toda política progressista e de esquerda deva necessariamente envolver um componente de solidariedade e identidade ideológica, a dimensão principal da integração, na atual etapa histórica latino-americana, é a dos acordos institucionais entre Estados, acordos que não devem se limitar aos aspectos comerciais. Este é o pano de fundo da CASA, agora chamada de UNASUL.”

“Com esses objetivos, o governo Lula tem implementado duas diretrizes:

a) politicamente, opera com base no eixo Argentina-Brasil-Venezuela. Sem desconhecer as distintas estratégias das forças progressistas e de esquerda atuantes em cada um desses países, é da cooperação entre eles que depende o sucesso do projeto de integração (foi apenas durante o governo Lula que a Venezuela passou a ser reconhecida com um dos principais protagonistas do processo de integração).

b) estruturalmente, busca implementar uma política de integração de largo espectro, envolvendo projetos de infraestrutura, comerciais, de coordenação macroeconômica, de políticas culturais, segurança e defesa, bem como a redução de assimetrias.”

“As negociações com a Bolívia (gás), o Paraguai (Itaipu), a disposição permanente de negociar com a Argentina e com a Venezuela, entre outros, devem ser vistas como integrantes de uma política mais ampla, que já foi chamada, inadequadamente, pois remete ao projeto hegemônico norte-americano, de Plano Marshall para a América do Sul.”

“O crescente protagonismo global do Brasil deve ser combinado com a reafirmação e a ampliação de seu compromisso com a integração regional, seja porque o protagonismo está fortemente vinculado aos sucessos latino e sul-americano, seja porque as características geopolíticas do país e de sua política externa conferem ao Brasil posição insubstituível no processo de integração regional.”

“Frente a desafios gigantescos, a política externa implementada pelo governo Lula é uma política de Estado. Mas parcela da classe dominante brasileira rejeita os fundamentos desta política, conferindo reduzida importância à integração regional, desejando menor protagonismo multilateral e preferindo maior subordinação aos interesses dos EUA.” Apesar de nesse sentido ainda não ser uma política de Estado (sic), a política externa do governo Lula tampouco é uma política de partido.

“Isso significa que, no curto prazo, a continuidade da atual política externa dependerá do resultado das eleições presidenciais. Mudará a correlação de forças regional, resultando no adiamento dos processos de integração e na interrupção do reformismo democrático-popular.”

“A rigor, a atual política externa do Brasil corresponde aos interesses estratégicos de uma potência periférica, interesses que nos marcos do governo Lula e de um futuro governo Dilma comportam uma dupla dimensão: por um lado, empresarial e capitalista e, por outro, democrático-popular.” 

Rubens Barbosa foi embaixador do Brasil em Londres e em Washington

FONTE: O Estado de São Paulo

NOTA DO EDITOR: O documento original do PT pode ser acessado nesse link.

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MultiCam, efetivo mesmo na mata?

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vinheta-especial-forteOlhando para essa foto, podemos observar o uso da camuflagem MultiCam em região de mata brasileira.

A pergunta que fazemos é se existe realmente uma camuflagem capaz de ser efetiva em qualquer terreno. Será que o MultiCam seria uma boa solução para o Exército Brasileiro?

Vamos usar esse espaço para dialogar sobre o assunto, a opinião de vocês é muito importante.

FOTO: Luciano Santanna Larceda

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Agora é oficial: US Army adota o MultiCam

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vinheta-especial-forteFoi informado pelo US Army que as unidades que estão no Afeganistão e as unidades que estão sendo enviadas para esse TO irão adotar o padrão de camuflagem MultiCam como oficial. O US Army já estava dando sinal que iria “aposentar” o seu padrão digital ACU pois certas unidades especiais já apareciam vestindo o MultiCam e esse fato já havia sido alertado pelo nosso amigo e colaborador Marine e pelo Blog ForTe.

COLABOROU: Parafal – Airsoft Brasil

Para saber mais:

  • O padrão de camuflagem MultiCam
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    Questão sobre manutenção de tropas no Afeganistão derruba governo holandês

    holandeses_afeganistao_fotoANP

    vinheta-clipping-forteO primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, apresentará hoje (20) pedido de dissolução do governo à Rainha Beatriz, motivado pelas desavenças entre os partidos da coalizão governista em relação a um pedido da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a prorrogação da presença militar holandesa no Afeganistão.

    De acordo com informações divulgadas pela BBC, a aliança militar ocidental havia pedido a permanência por mais tempo da missão holandesa na província de Uruzgan, no sul do Afeganistão, onde 21 soldados holandeses já foram mortos.

    A dissolução do governo holandês foi anunciada pelo primeiro-ministro, após reunião que durou mais de 16 horas, entre os partidos da coalizão governista de centro-esquerda que está no poder desde 2007. Com a renúncia, as eleições parlamentares previstas para março de 2011 deverão ser antecipadas.

    Dois dos três partidos que formavam a coalizão governista – a Aliança Democrata-Cristã, de Balkenende, e a minoritária União Cristã – eram favoráveis a atender o pedido da Otan para que as tropas holandesas suspendessem os planos de se retirar do Afeganistão em agosto deste ano. No entanto, o Partido Trabalhista, o segundo maior da coalizão, se opôs ao pedido e decidiu sair do governo.

    A previsão era de que os cerca de 1,6 mil militares holandeses que integram as forças da Otan fossem retirados em 2008, o que não ocorreu. Em outubro do ano passado, o parlamento do país aprovou a obrigação de retirada dessas tropas no mesmo ano, mas a determinação ainda não havia sido ratificada pelo governo.

    FONTE/FOTO: Agência Brasil/ANP

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    65 anos da tomada de Monte Castelo

    vinheta-destaque-forteComemoramos, nesta data, um fato histórico ocorrido há sessenta e cinco anos, incontestavelmente um dos maiores feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em sua gloriosa campanha na Segunda Guerra Mundial: a tomada de Monte Castelo.

    A conquista daquelas alturas era fundamental para as tropas aliadas. Significava a consecução da 1ª fase do Plano Encore do IV Corpo-de-Exército / V Exército norte-americano, que era romper a Linha Gótica inimiga.

    Após tentativas infrutíferas de conquista daquele objetivo, Monte Castelo passou a ser um desafio. A vitória serviria como afirmação da capacidade combativa de nossa gente. Nessa bela página da história militar brasileira, além das manifestações de bravura dos nossos combatentes, ficaram marcadas as lições de perseverança e denodo no cumprimento da missão.

    Assim, no dia 21 de fevereiro de 1945, o ataque coordenado levado a efeito pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária transformou-se no primeiro combate bem sucedido na batalha dos Apeninos. Superando os rigores do inverno, a resistência do inimigo e as dificuldades impostas pelo terreno, soube o soldado brasileiro se impor. Finalmente, ao fim daquele dia, a bandeira brasileira passou a tremular no alto daquela elevação.

    A par da importância que a conquista desse objetivo representou para o prosseguimento das operações das forças aliadas, Monte Castelo serviu para demonstrar a coragem, a determinação e a fibra dos “pracinhas”, perpetuando o inquestionável valor do soldado brasileiro.

    Ao lembrar do aniversário da Tomada de Monte Castelo, o Exército Brasileiro rende justa homenagem aos bravos combatentes da FEB. Soldados que lutaram pela democracia e retornaram à Pátria com a convicção do dever cumprido, exemplos perenes para todas as gerações de brasileiros.

    FONTE: Exército Brasileiro

    NOTA DO EDITOR: Aposto com vocês que nenhum canal de TV vai mostrar uma reportagem referente à data comemorativa de Monte Castelo até domingo.

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    Em relatório, agência nuclear da ONU diz temer ogiva iraniana

    vinheta-clipping-forteA AIEA (agência nuclear da ONU) teme que o Irã esteja desenvolvendo uma carga nuclear para criar um míssil, segundo relatório confidencial obtido nesta quinta-feira pela Reuters. O texto da AIEA confirma que o Irã produziu o primeiro lote, pequeno, de urânio enriquecido a 20%, sem ter avisado aos inspetores internacionais com a antecedência devida.

    O Irã anunciou na semana passada que havia passado a enriquecer urânio até um grau de pureza de 20%, para uso em um reator de pesquisas médicas. Até então, o país enriquecia urânio apenas até 3,5%. Para uso em armas nucleares, é preciso uma pureza de cerca de 90%.

    Tanto o enriquecimento adicional quanto a notícia sobre ogivas nucleares devem alimentar preocupações no Ocidente quanto às verdadeiras intenções do programa atômico iraniano, apesar de Teerã insistir no caráter pacífico, para geração de eletricidade e fins científicos.

    A AIEA há anos investiga relatos de governos ocidentais indicando que o Irã tem esforços coordenados para processar urânio, testar explosivos em alta altitude e adaptar o cone de um míssil balístico para que possa receber ogivas nucleares. Em 2007, no entanto, os EUA avaliaram que o Irã havia abandonado tais atividades em 2003 e, provavelmente, não as retomaria.

    Importantes aliados ocidentais, porém, acham que o Irã manteve o programa –e o relatório da AIEA representa um inédito aval independente a essa teoria.

    “A informação disponível para a agência é extensa [...], amplamente consistente e crível em termos de detalhes técnicos, do cronograma em que as atividades são conduzidas e das pessoas e organizações envolvidas”, afirma a AIEA. “Tudo isso desperta preocupações sobre a possível existência no Irã de atividades não reveladas, passadas ou atuais, relacionadas ao desenvolvimento de uma carga nuclear para um míssil.”

    Com termos excepcionalmente duros, foi o primeiro relatório da AIEA sobre o Irã desde a posse do novo diretor geral da instituição, Yukiya Amano, que é considerado mais inclinado a confrontar o Irã do que seu antecessor, Mohamed ElBaradei.

    O relatório, que será avaliado em um encontro entre os próximos dias 1º e 5 de março pelos 35 países que formam a direção da AIEA, apontou que, com o passar do tempo, fica mais difícil obter informações sobre o programa nuclear iraniano, e que, portanto, é essencial que Teerã coopere “sem mais delongas” com os investigadores da agência.

    O Irã alega que as acusações ocidentais sobre o desenvolvimento de ogivas atômicas são inventadas, mas não conseguiu provar o contrário. O país passou 18 meses evitando contatos com a AIEA a respeito desse assunto.

    FONTE: Reuters

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    Suspeitas da agência nuclear da ONU são ‘infundadas’, diz Irã

    vinheta-clipping-forteO representante do Irã na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) considerou “infundadas” as suspeitas de que seu país esteja fabricando uma bomba atômica, descritas no relatório da ONU que teve trechos revelados ontem, informa a agência iraniana Fars.

    Ali Asghar Soltanieh disse que os documentos citados no relatório da AIEA são “inventados” e, portanto, “não têm nenhuma validade”.

    “Eu disse, em muitas ocasiões, que vimos esses documentos e nenhum deles tinha selos confidenciais ou secretos”, disse Soltanieh. “Assim, fica claro que todos os documentos foram inventados e são infundados, não têm nenhuma validade” acrescentou ele.

    Também nesta sexta-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, negou que o Irã busque construir armas nucleares. “As acusações do Ocidente são falsas, porque nossas crenças religiosas nos impedem de usar tais armas (…). Nós não acreditamos em armas nucleares e não temos a intenção de construi-las”, disse ele em discurso à TV iraniana.

    O Irã, a despeito das acusações das potências mundiais, afirma que seu programa nuclear tem fins civis.

    O país anunciou, na semana passada, que havia passado a enriquecer urânio até um grau de pureza de 20%, para uso em um reator de pesquisas médicas. Até então, o país enriquecia urânio apenas até 3,5%. Para a fabricação de armas nucleares, é preciso uma pureza de cerca de 90%.

    Relatório

    Em seu primeiro relatório aos ministros da agência da ONU, o diretor geral da AIEA, Yukiya Amano, se mostrou preocupado com a possibilidade do Irã desenvolver ogivas nucleares.

    “A informação de que dispomos (…) destaca a existência potencial de atividades secretas passadas ou presentes do Irã ligadas ao desenvolvimento de uma carga nuclear para um míssil”, disse Amano.

    Os Estados Unidos expressaram “incômodo” em relação às atividades nucleares do Irã após o vazamento do informe confidencial da AIEA, segundo o qual o país já produziu seu primeiro lote de urânio enriquecido a 20% e pode estar tentando obter armas nucleares. Foi a primeira vez que a agência admitiu essa possibilidade.

    “Temos um incômodo persistente em relação às atividades do Irã. Não podemos explicar por que e negam a comparecer à mesa de negociações e a responder de uma forma construtiva as perguntas que lhe foram feitas”, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, P.J. Crowley, à imprensa.

    Em referência ao relatório, Crowley afirmou ser o primeiro desde a revelação, no dia 25 de setembro passado, da existência de uma usina nuclear na cidade iraniana de Qom.

    “Não há para essa usina uma explicação coerente com a necessidade de um programa nuclear civil”, disse o porta-voz.

    O relatório, que será avaliado em um encontro entre os próximos dias 1º e 5 de março pelos 35 países que formam a direção da AIEA, apontou que, com o passar do tempo, fica mais difícil obter informações sobre o programa nuclear iraniano, e que, portanto, é essencial que Teerã coopere rapidamente com os investigadores da agência.

    FONTE: Folha Online, com France Presse e agências internacionais

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    Cinco países da Otan pedem que EUA tirem armas nucleares da Europa

    vinheta-clipping-forteCinco países da Otan — Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Noruega e Holanda– solicitarão nas próximas semanas a retirada de todas as armas nucleares dos Estados Unidos armazenadas na Europa, informou nesta sexta-feira Dominique Dehaene, do escritório do primeiro-ministro belga Yves Leterme.

    A iniciativa faz referência às cerca de 240 bombas atômicas da época da Guerra Fria que os Estados Unidos seguem armazenando na Alemanha, Bélgica, Itália e Turquia, confirmou uma fonte próxima ao governo belga.

    Apenas os Estados Unidos possuem este tipo de armamento, já que as armas nucleares francesas e britânicas não estão espalhadas “por outros Estados membros”.

    “O governo belga e os outros quatro países proporão nas próximas semanas que sejam retiradas as armas nucleares em território europeu pertencentes a outros estados membros da Otan”, insistiu Dominique Dehaene.

    “O governo belga quer aproveitar a oportunidade aberta pelo presidente (Barack Obama) a favor de um mundo sem armas nucleares”, afirmou Leterme.

    O primeiro-ministro belga afirmou contar com o apoio no mesmo sentido de dois ex-primeiro-ministros belgas, o democrata Jean-Luc Dehaene e o liberal Guy Verhofstadt, assim como por dois ex-ministros das Relações Exteriores, o liberal Louis Michel e o socialista Willy Claes, que também foi secretário-geral da Otan.

    “As armas nucleares americanas na Europa perderam toda a sua importância militar”, escreveram em um comunicado os quatro responsáveis para justificar o pedido de retirada.

    Segundo especialistas, restam cerca de 20 bombas na base belga de Kleine Brogel, e haveria um número equivalente na Alemanha.

    Itália e Turquia abrigariam cerca de 90 bombas cada.

    No final de 2009 já havia a tendência de que a retirada das bombas americanas –um pedido já feito pela Alemanha –fosse adotada pela Otan, não de forma unilateral pelos países que a compõem.

    Os aliados voltarão a debater o assunto no Grupo de Planos Nucleares da Otan.

    A retirada das bombas americanas não significaria o fim do poder nuclear dos EUA, nem o fim da utilização de armas nucleares pela Otan, afirmam especialistas.

    FONTE: Folha de São Paulo / France Presse

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    Pausa no Carnaval

    Aproveitamos o feriadão para fazer manutenção nos sites da Trilogia Blog de Defesa. Sentiram a nossa falta?

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