Desenhos em 3D da arma foram disponibilizados na internet. Arma foi testada pelo grupo nos Estados Unidos com sucesso.
Um grupo dos Estados Unidos criou a primeira arma feita inteiramente em uma impressora 3D, segundo reportagem da “BBC”. No domingo (5), o grupo, chamado “Defense Distributed”, começou a disponibilizar na internet os desenhos em 3D da arma, que foi testada com sucesso no sábado (4) na cidade de Austin, no Texas (veja o vídeo abaixo).
“Muitas pessoas não esperavam que isso poderia ser feito”, disse Cody Wilson, de 25 anos, líder do grupo, que passou um ano tentando criar a arma de fogo.
As impressoras 3D usam fios de plásticos para construir objetos camada sobre camada. Segundo a “BBC”, quando essa tecnologia se tornar mais barata, em vez de comprar os produtos nas lojas, os consumidores serão capazes de baixar os desenhos em 3D na internet e imprimi-los em casa.
Chamada “Liberator”, a arma foi feita em uma impressora 3D de US$ 8 mil e montada por meio de 16 peças de plástico ABS impressas separadamente – alguns itens, como o prego, é de metal. A arma é capaz de disparar cartuchos convencionais de pistola.
Perigos
Em entrevista à “BBC”, Wilson disse que existe uma demanda muito grande por armas de fogo. “Eu vejo um mundo onde a tecnologia diz que você será capaz de ter o que quiser. Não cabe mais aos políticos”. Perguntado se ele sente qualquer responsabilidade sobre onde essas armas podem chegar, ele disse: “Eu reconheço que a arma pode ser usada para prejudicar outras pessoas, já que é uma arma de fogo. Mas eu não acho que isso seja motivo para não fazê-la”, completou.
Para fazer a arma, Wilson recebeu uma licença de fabricação e de venda da Agência Federal de Explosivos e Armas dos EUA, a ATF. Donna Sellers, da ATF, disse à BBC que a arma feita pela impressora 3D era legal nos EUA. “Nos EUA, uma pessoa pode fabricar uma arma de fogo para uso próprio. Porém, se ela começar a fabricar armas para a venda, pode precisar de uma licença”, disse.
A Europol, polícia europeia, afirmou que atualmente os criminosos ainda buscam armas de fogo por meio dos caminhos tradicionais. “Mas, com o passar do tempo e com a tecnologia se tornando mais amigável e rentável, é possível que os riscos surjam”, disse Victoria Baines, da Europol.
FONTE: G1
Da BBC Brasil
8 de maio de 2013
Com sua vizinhança na América do Sul em paz e potenciais ameaças surgindo do outro lado do Atlântico, o Brasil vem ampliando seus esforços de defesa no oceano e estreitando os laços militares com países africanos.
A estratégia, que também abarca interesses comerciais como a venda de armamentos brasileiros para a África, segue um movimento amplo da diplomacia nacional rumo ao continente que ganhou fôlego no governo Lula, quando o Itamaraty era chefiado por Celso Amorim.
Hoje ministro da Defesa, Amorim diz à BBC Brasil que a aproximação entre militares brasileiros e africanos busca ainda combater o narcotráfico e evitar que a pirataria no Golfo da Guiné, na costa atlântica da África, prejudique o Brasil.
O movimento, segundo o ministro, também visa preparar as forças brasileiras e africanas caso a crise no Mali respingue no Atlântico. Naquele país, próximo da costa ocidental africana, grupos extremistas – entre os quais a Al-Qaeda no Magreb Islâmico – se uniram a movimentos separatistas tuaregues em batalha contra o governo central, hoje apoiado por tropas francesas.
“Se (o conflito) chegar na costa ocidental africana, começa a chegar perto dos interesses brasileiros e temos que estar alertados para isso.”
Leia os principais trechos da entrevista com Amorim, concedida no Ministério da Defesa, na última quinta-feira.
BBC Brasil – Qual o objetivo da aproximação militar entre o Brasil e países africanos?
Celso Amorim - A nossa estratégia de defesa tem uma dimensão de cooperação e outra de dissuasão. Dissuasão é contra quem tiver de ser, mas, na América do Sul, tem sido tradicionalmente de cooperação. É natural que o mesmo conceito se aplique à África, que compartilha conosco o oceano, uma área até hoje pacífica, com raríssimas exceções, e que desejamos manter assim.
Por outro lado, os países africanos têm conosco um comércio crescente, há interesses crescentes do Brasil na África, e eles têm interesse também em cooperação para garantir que o Atlântico Sul continue a ser um oceano pacífico, mas também para enfrentar novas ameaças, como pirataria, contrabando e tráfico de drogas, que podem até vir mescladas com outras mais graves, o que não ocorreu até agora.
BBC Brasil – O senhor se refere ao terrorismo?
Amorim - Não podemos ignorar que existe essa questão. Quando houve o problema na Líbia, antevíamos que isso teria consequência um pouco mais para o sul da África. Um ano e meio depois, tivemos o problema no Mali. O Mali já está muito próximo da costa ocidental africana.
Espero que isso não ocorra. Se chegar na costa ocidental africana, começa a chegar perto dos interesses brasileiros e temos que estar alertados para isso. Sempre em colaboração com os principais responsáveis, que são os próprios africanos.
BBC Brasil – Em que estágio está a colaboração com essas nações?
Amorim - Essas coisas evoluem aos poucos, mas, do ponto de vista político, já há aproximação com a África há algum tempo. Ela obviamente se acentuou muito no governo Lula e agora com Dilma, mas ela é mais antiga.
Com a Namíbia, porque nos pediram já há muito tempo, o Brasil começou a cooperar ativamente na formação da Marinha. Com os países de língua portuguesa, havia alguma cooperação, e continua a haver, mas temos que acentuar, acelerar isso e desenvolver relações bilaterais com esses países, não só os de língua portuguesa.
Os países africanos veem no Brasil um país que coopera e que não traz nenhuma carga emocional negativa de outros tempos. É um país em desenvolvimento, que tem preocupações semelhantes.
Não vou esconder que também há um interesse comercial. O Brasil produz equipamentos que podem ser úteis para esses países. Aliás, já temos vendido alguns, outros estão em fase de estudo e análise, mas esse não é o objetivo principal.
Outros países estão interessados que indústrias brasileiras possam se estabelecer no seu território. Outros não têm nem condição disso, estão só interessados em adquirir, receber um equipamento, mas sempre têm interesse também em participar de exercícios.
BBC Brasil – Esse lado comercial não pode suscitar críticas da comunidade internacional se armas brasileiras forem vendidas para países com regimes contestados, como a Guiné Equatorial?
Amorim - Os países que contestam gostam muito de contestar os outros e vender eles próprios. Os grandes conflitos na África não foram alimentados com armas brasileiras, conflitos ligados a questões como diamantes, petróleo. Nossa relação é com Estados, que têm que defender sua integridade física.
Não é uma cooperação voltada à segurança interna desses países, é voltada à defesa de Estados soberanos, reconhecidos como tais pelas Nações Unidas.
BBC Brasil – O governo não se preocupa com o risco de que armas brasileiras vendidas a países africanos sejam usadas contra civis?
Amorim - Temos muita preocupação, mas o tipo de equipamento que vendemos é equipamento de defesa do Estado. Vendemos Super Tucanos (aviões militares da Embraer) e, se eventualmente chegarmos a vender navios-patrulha, isso não é para usar contra população civil.
O Brasil acompanha, segue resoluções da ONU, tem muita preocupação com esses fatos. Mas a nossa ótica não é necessariamente a de países desenvolvidos.
Vejo muitas situações em países específicos em que, às vezes, a visão de países desenvolvidos, ricos, sobretudo ex-potências coloniais, não é a mesma da nossa. Às vezes (eles) têm uma visão muito particular da situação e querem expurgar as próprias culpas descobrindo outros males.
BBC Brasil – Mas se, por exemplo, o Estado brasileiro financia a construção de uma fábrica de armas na Argélia por empresas brasileiras (conforme concorrência em curso naquele país disputada pelas brasileiras Odebrecht e a Atech), o Brasil não fica em situação próxima das ex-potências coloniais?
Amorim - É uma relação de Estado, com um país soberano, que não está sob sanções da ONU. Tenho uma certa experiência, não sou muito ingênuo nessa situação.
Pegue o drama da Síria: um lado fornecendo armas para o governo, o outro, direta ou indiretamente, fornecendo armas para os rebeldes. De violações os dois lados são acusados, mas, quando convém, você salienta um aspecto.
Não vou ficar aqui citando países. Mas verifique as guerras civis na África e veja quem forneceu armamentos para grupos que não respeitavam nem resoluções da ONU, nem o direito internacional. Por cima do pano e por baixo do pano. Nós não queremos vender por baixo do pano, não venderemos.
BBC Brasil – Quais os objetivos das manobras que a Marinha brasileira tem realizado em países africanos?
Amorim - Manobras, mesmo, eu diria [que se aplica] mais ao que temos feito com a África do Sul. Mas aí não é só com África, é um programa do Ibas (fórum que agrega Índia, Brasil e África do Sul), um grupo de três países em desenvolvimento, democráticos, plurirraciais.
Os outros, chamar de manobra talvez seja um pouco de exagero. Quando temos uma embarcação militar, em vez de esses navios-patrulha fazerem sua viagem inaugural para portos de países desenvolvidos, onde nós talvez não tenhamos muito a oferecer, eles têm visitado portos africanos e realizado pequenos exercícios para interceptar barcos piratas, exercícios ligados à ocupação de barcos inimigos, que são muito apreciados.
O Brasil tem a maior costa atlântica do mundo. É mais do que natural que tenhamos essa cooperação, que a gente amplie esses treinamentos que já vêm recebendo alguns países.
Tudo depende do tamanho do país. Cabo Verde, por exemplo, é um país arquipélago no meio do Atlântico. É do nosso interesse, além do lado de solidariedade com um país africano em desenvolvimento membro da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), evitar que haja problemas numa região próxima do Brasil e parte das nossas rotas marítimas.
BBC Brasil – O Brasil já foi instado por algum desses países a agir de forma mais combativa, inclusive interceptando navios piratas, como França ou EUA fazem frequentemente na costa africana?
Amorim - Cada país tem suas doutrinas e nós teremos a nossa. Em primeiro lugar, sempre respeitosa ao desejo do próprio país e sempre analisando cada situação. Eu não excluo que uma coisa dessas possa acontecer a pedido deles, mas também não creio que seja muito imediata.
Mas acho que estamos fortalecendo laços que podem servir idealmente para habilitar o próprio país a fazer sua defesa.
BBC Brasil – Ainda não houve pedidos?
Amorim - Houve pedido para nós ajudarmos, mas não muito claro se era com meios nossos ou ajudando os meios dos países.
BBC Brasil – Alguns estudos recentes apontam a pirataria no Golfo da Guiné, na costa ocidental da África, como um problema crescente, enquanto a pirataria na costa da Somália, no Chifre da África, tem diminuído. A pirataria no Golfo da Guiné pode prejudicar o Brasil?
Amorim - É claro. Boa parte do petróleo que importamos vem do Golfo da Guiné ou imediações. Já temos conversado muito com países como Angola e outros, África do Sul, Namíbia, sobre possibilidades de exercícios conjuntos mais amplos.
Fomos convidados a participar como observadores de uma reunião africana relativa à segurança do Golfo da Guiné. Mas a responsabilidade primordial é dos países ribeirinhos.
Nós poderemos ajudar por dois motivos: solidariedade, que é real na nossa política externa sobretudo em relação à África, mas também por interesse nosso: rotas marítimas, petróleo, empresas brasileiras.
BBC Brasil – O uso do Atlântico Sul para o transporte de drogas tem se tornado mais visível e gerado crescente preocupação no exterior. O que o Brasil faz para evitar que embarcações com drogas partam daqui rumo à África?
Amorim - Temos ações no nosso território, mas obviamente existe essa preocupação, ela é uma das razões que nos movem. Não é segredo para ninguém que há preocupação muito grande da comunidade internacional com a situação na Guiné-Bissau.
Trabalhamos no passado com ideia de ajudar a reformar as Forças Armadas da Guiné-Bissau, mas isso depende do próprio país. A situação hoje não facilita essa cooperação, mas (estamos) na expectativa de que país se redemocratize rapidamente e resolva ou encaminhe o problema que existe com relação ao narcotráfico.
BBC Brasil – O governo então condiciona seus acordos militares na África à situação de cada país?
Amorim - Não é que façamos distinção entre países, mas é preciso que haja um processo. Não precisamos esperar que tudo esteja perfeito. Se formos esperar que tudo esteja perfeito, você não consegue talvez até melhorar a situação do próprio país, que é o objetivo.
Esse foi um erro que se cometeu em relação à Guiné-Bissau no passado. Há quatro, cinco anos, havia uma consciência clara do que era preciso fazer, mas alguns países, sobretudo grandes doadores, de quem se dependia para levar adiante os planos, ficaram a dizer não. Acabou não se fazendo nada, e a situação se agravou tremendamente.
Mas também não posso de repente ceder, ainda que seja uma lancha-patrulha, sem ter certeza de que ela não vai parar na mão de narcotraficantes. A linha divisória é essa.
BBC Brasil – Alguns analistas veem uma militarização no Atlântico Sul. Eles citam o reforço militar da Grã-Bretanha nas ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos), ações da Marinha da China para assegurar seu comércio com a África e a reativação da Quarta Frota americana. Essas movimentos preocupam o Brasil?
Amorim - Não quero citar movimentos específicos, porque não tenho preocupação com esse ou aquele país. Somos contra uma militarização e, sobretudo, somos contra o desdobramento de forças no Atlântico Sul que possam ser de ataque, que usem armas de destruição em massa, nucleares ou outras.
O Brasil sempre tem combatido isso na diplomacia, e nós também na Defesa temos essa política. O Brasil não é um país que tenha inimigos, mas ele não pode descuidar de seus interesses e ninguém pode descuidar da sua própria defesa.
O Atlântico Sul é uma área natural do nosso interesse, independentemente de outros países estarem fazendo isso ou aquilo. Queremos evoluir no Atlântico Sul, enfrentando problemas como o da pirataria, mas sem transformá-lo num apêndice do Atlântico Norte.
BBC Brasil – Tem havido uma mudança no foco da Defesa brasileira do Cone Sul para o Atlântico Sul?
Amorim - Não gosto muito da expressão Cone Sul – a maior parte do Brasil não é Cone Sul. Agora, por uma série de fatores – maior política de integração, maior entendimento entre lideranças políticas, maturidade das sociedades –, a América do Sul é hoje uma área de paz.
Claro que tem que manter forças, porque existem grupos irregulares, bandos armados, o Brasil tem uma fronteira extensíssima. Mas, sendo a América do Sul uma zona de paz e havendo ameaças novas e algumas das antigas também (no Atlântico Sul), até por rivalidades entre terceiros, temos interesse em evitar eventuais conflitos que não estamos prevendo hoje.
Quando você prepara defesa, não é para os próximos dois nem três anos, mas 20, 30, 40 anos. Temos que estar preparados para nos defender e defender nossos interesses.
BBC Brasil – Existe algum cuidado especial com a defesa das reservas do pré-sal?
Amorim - Claro que existe. Essa é uma das explicações para o programa forte da Marinha brasileira, no caso dos navios-patrulha, e outros de porte menor para defesa mais local, sendo fabricados no Brasil.
O próprio submarino de propulsão nuclear, o objetivo principal de termos esse submarino é termos capacidade ampla de movimentação. Algumas dessas decisões antecedem as descobertas do pré-sal, que acentuaram essa preocupação.
Há uma porção de condicionantes prévias, como [as que regem a presença de forças brasileiras] no Haiti. Mas não consideramos nossa força no Haiti de intervenção: é uma força de paz que está lá para garantir ordem enquanto se processa estabilização não só política, mas social no país.
BBC Brasil – Quando ocorrerá a retirada total das tropas brasileiras no Haiti?
Amorim - Queremos que ela seja progressiva. A última redução implicou do nosso lado em redução de 400 [militares]. Estamos levando o nível de nosso contingente para aqueles quantitativos que prevaleciam antes do terremoto. Não posso fazer um cronograma como se estivesse construindo uma estrada. Não é assim.
BBC Brasil – O Brasil poderá enviar militares à República Democrática do Congo agora que o comandante da força da ONU no país será brasileiro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz?
Amorim - Acho que o “force commander” (comandante da força), por enquanto, está de bom tamanho. Ele não nos pediu nada.
BBC Brasil – Mas é possível?
Amorim - Temos que estar presentes onde podemos fazer diferença. No momento, temos engajamento muito forte no Haiti, que ainda vai durar um tempo, embora não seja nossa intenção de maneira alguma nos perpetuarmos.
Temos uma presença naval no Líbano muito importante. É a primeira vez que o Brasil tem uma presença no Mediterrâneo, que é um teatro tradicional militar, naval. Temos que analisar cada solicitação com muito cuidado.
Agora, se o general precisar de algum apoio do Estado Maior, vamos fazer o possível para ajudar. Não estou falando de tropas, estou falando de apoio, observadores etc.
BBC Brasil – O Brasil tem condições de manter suas Forças Armadas em todas essas frentes externas – Haiti, Líbano, crescente cooperação com países africanos e outros – tendo tantos desafios internos na área de defesa?
Amorim - Os desafios internos não são da área de Defesa, são da área de segurança e quem cuida disso são Polícia Federal e Ministério da Justiça. Nós ajudamos em fronteira e em situações excepcionais, mas essa não é a missão primordial das Forças Armadas. A missão primordial é a defesa do país.
Então não vejo que tenhamos de maneira alguma nos enfraquecido por ter mandado tropas para o Haiti ou a fragata ao Líbano, até porque essas missões também servem para colocar nossos militares em situações reais. Isso tem papel muito positivo na formação, no treinamento das nossas Forças Armadas.
BBC Brasil – O impasse quanto à compra de caças para a Aeronáutica terá um desfecho em breve?
Amorim - Espero que sim. É a única coisa que posso dizer.
Rebeldes sírios seqüestraram ontem, na região da fronteira com Israel, quatro soldados filipinos das Forças de Paz da ONU, ampliando temores sobre a instabilidade numa das áreas mais sensíveis do Oriente Médio. Ainda ontem, o presidente da Síria, Bashar Assad, rompeu o silêncio desde os bombardeios israelenses ao seu país, no fim de semana, e alertou que Damasco “tem capacidade de enfrentar as aventuras” de Tel-Aviv.
Foia segunda vez em dois meses que capacetes-azuis das Nações Unidas foram sequestrados por insurgentes que lutam contra Assad. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, protestou contra o ataque, exigindo que a neutralidade das forças internacionais seja respeitada por todas as partes envolvidas na guerra civil síria. Da última vez, em março, rebeldes levaram 21 filipinos, entregues poucos dias depois a autoridades jordanianas.
Um grupo identificado como “Mártires de Yarmouk” disse ter capturado os soldados para “protegê-los” de Assad. Imagens dos quatro militares foram postadas em uma página do Facebook. Nas fotos, os reféns parecem estar bem. A organização seria a mesma que capturou o outro contingente de ca-pacetes-azuis.
Um integrante do grupo conversou por telefone com a Associated Press e disse que está negociando a libertação dos filipinos. Ele pediu para não ser identificado, pois vive fora da Síria.
Enquanto na fronteira sírio-israelense crescia a tensão, Assad ameaçou – mas não prometeu – responder aos ataques de Israel. O presidente sírio fez as declarações pouco depois de receber em Damasco uma visita, que não tinha sido previamente divulgada, do ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Ak-bar Salehi.
Segundo informações extrao-ficiais, os israelenses destruíram mísseis iranianos de alta precisão que seriam entregues ao grupo xiita libanês Hezbollah. Nos bastidores, autoridades ocidentais afirmam que soldados sírios morreram nos ataques.
Assad também acusou Israel de patrocinar “terroristas” no território sírio. O chanceler do Irã, principal aliado de Damasco na região, disse ter “total confiança de que a Síria (o regime Assad) é capaz de sair vitoriosa da crise”. “Chegou ahora de impedir a ocupação israelense de cometer agressões contra os povos da região”, disse Salehi.
FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército
Por David Alexander e Phil Stewart
WASHINGTON – Reuters
A China está usando espionagem para adquirir tecnologia para alimentar sua modernização militar, disse o Pentágono na segunda-feira, acusando pela primeira vez a China de tentar invadir redes de computadores de defesa dos EUA. O governo chinês reagiu com uma negação firme.
Em seu relatório anual de 83 páginas ao Congresso sobre os desenvolvimentos militares da China, o Pentágono também citou avanços no esforço de Pequim para desenvolver caças de espionagem com tecnologia avançada e construir uma frota de porta-aviões.
O relatório disse que a ciberespionagem da China era uma “séria preocupação” que apontava para uma ameaça ainda maior porque as “habilidades necessárias para essas invasões são semelhantes às necessárias para conduzir ataques a redes de computadores”.
“O governo dos EUA continuou a ser alvo de (ciber) intrusões, algumas das quais parecem ser imputáveis diretamente aos militares e ao governo chinês”, disse o relatório, acrescentando que o principal objetivo das invasões virtuais era obter informações para beneficiar as indústrias de defesa, os militares estrategistas e os líderes governamentais. Uma porta-voz disse que essa era a primeira vez que o relatório anual do Pentágono mencionou Pequim como invasores de redes de defesa dos EUA, mas a China considerou o relatório como sem fundamento.
O Departamento de Defesa dos EUA faz repetidamente “comentários irresponsáveis sobre a normal e justificada ampliação da defesa da China e exagera uma chamada ameaça militar chinesa”, disse a porta-voz da chancelaria chinesa Hua Chunying.
“Isto não é benéfico para a cooperação e a confiança mútua entre os EUA e a China”, disse Hua a repórteres. “Nos opomos firmemente a isto e já fizemos representações junto aos EUA”. A ampliação da defesa da China é orientada no sentido de proteger a sua “independência e soberania nacional”, disse Hua.Sobre as acusações de pirataria, Hua disse: “Nós nos opomos firmemente a qualquer crítica infundada e promoção exagerada, porque o exagero sem fundamento e a crítica só prejudicam os esforços bilaterais de cooperação e diálogo”.
Apesar das preocupações sobre as invasões, um alto funcionário da Defesa dos EUA disse que sua principal preocupação era a falta de transparência. ”O que me preocupa é a medida em que a modernização militar da China ocorre na ausência do tipo de abertura e transparência que os outros estão certamente demandando da China”, disse David Helvey, vice-secretário assistente de Defesa para a Ásia Oriental, em entrevista ao Pentágono no relatório.
FONTE: REUTERS via Resenha do Exército
A sétima edição da revista Forças de Defesa pode ser encontrada nas principais bancas, livrarias e revistarias do Brasil. São 132 páginas! com muita informação de qualidade que você não encontra nem em sites e nem nas outras revistas do mercado.
Clique na imagem abaixo para ver o índice completo da revista Forças de Defesa número 7:
A 7ª Edição traz matérias e reportagens exclusivas que envolvem o Poder Aéreo, dentre as quais uma super matéria sobre o Programa F-X2 e as consequências do atraso para a defesa aérea do Brasil, e outra sobre a empresa Synergy Defesa & Segurança (SDS), criada pelo Grupo Synergy, um conglomerado que atua em diferentes segmentos da economia nacional.
Esta edição conta ainda com duas matérias de correspondentes internacionais, uma sobre o Airshow China 2012, com as novidades tecnológicas apresentadas naquela feira e outra, sobre o Grupo 9 de helicópteros da Força Aérea do Chile.
Sérgio Santana descreve o longo caminho da vitória do Embraer EMB-314 Super Tucano no programa LAS da Força Aérea dos Estados Unidos, mostrando suas excelentes qualidades operacionais
Na área de Forças Terrestres, o pesquisador mineiro Expedito Carlos Stephani Bastos (coordenador do portal UFJF/Defesa) preparou um artigo sobre o desenvolvimento de foguetes e mísseis nacionais pelo Exército Brasileiro, no período de 1949 a 2013. Trazemos também uma reportagem especial sobre a visita do CNO da Marinha dos EUA às instalações da Divisão Anfíbia da MB e a demonstração realizada pelos fuzileiros navais.
Na área do Poder Naval, reportagens exclusivas sobre o Programa ModFrag das fragatas classe “Niterói” da Marinha do Brasil (continuação do extenso trabalho publicado na edição número 5) e também sobre a visita da fragata francesa da classe FREMM Aquitaine ao Rio de Janeiro.
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O relatório anual redigido pelo Pentágono ao congresso norte-americano foi entregue ontem e trazia uma acusação direta à China. De acordo com os militares do Tio Sam, o país asiático teve uma campanha de invasões a computadores em 2012 para adquirir informações de políticas do governo e planos militares dos EUA.
De acordo com o CNET, o relatório tem um total de 83 páginas e chama-se “Military and Security Developments Involving the People’s Republic of China.” O relatório não perde tempo com eufemismos e acusa intrusões em computadores não só em seu território, mas também ao redor do mundo, culpando diretamente ao governo chinês e seus militares.
A China nega as acusações do relatório e o condena, alegando falta de provas e evidências mais sólidas.
FONTE: adrenaline.uol.com.br
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A GENEBRA (SUÍÇA)
NATUZA NERY
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O brasileiro Roberto Azevêdo, 55, foi eleito nesta terça-feira como diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio). É a primeira vez em que um latino-americano é eleito para um mandato completo de quatro anos.
Na última fase da disputa, Azevêdo derrotou o mexicano Herminio Blanco, 62, e trouxe ao Brasil uma de suas maiores vitórias diplomáticas. A decisão foi tomada em Genebra com a participação dos 159 países que integram a entidade.
A presidente Dilma Rousseff e o Itamaraty fizeram campanha intensa pelo brasileiro desde dezembro de 2012. O chanceler Antonio Patriota já recebeu a notícia da vitória, e a delegação do México já reconheceu a derrota.
O placar da votação ainda não foi divulgado. Ontem, a União Europeia decidiu votar em bloco a favor do México, e com isso o Brasil contabilizou ter perdido cerca de 12 votos. Mesmo assim, conforme fontes diplomáticas, os votos mostram que o brasileiro conta com uma grande margem de representatividade e teve vitória “inequívoca”.
O resultado será anunciado oficialmente na quarta-feira (8) e a nomeação de Azevêdo será oficializada no dia 14, durante reunião do Conselho Geral da OMC. Ao todo, nove candidatos concorreram à sucessão do francês Pascal Lamy, dono do cargo há oito anos. Azevêdo assume o posto em setembro.
Nesta terça-feira, os três embaixadores que integram a comissão de seleção do novo diretor-geral se reuniram com as delegações do Brasil e do México para antecipar o resultado da disputa.
FONTE: Folha de São Paulo
Os governos brasileiro e cubano estão acertando a vinda de 6.000 médicos de Cuba para trabalharem nas regiões carentes do Brasil. Os detalhes estão em negociação pelos ministérios das Relações Exteriores dos dois países. As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidente Dilma junto aos irmãos Castro, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana.
Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no SUS.
Na semana passada, a blogueira Yoani Sánches, em visita à sede da Organização das Nações Unidas em Genebra, disse que a presidente Dilma está “brincando com fogo” sobre Cuba, e afirmou que os irmãos Castro usam a posição da diplomacia do Brasil para adiar qualquer tipo de reforma mais profunda em seu regime. “O governo brasileiro aposta que o regime quer mudar. Normalmente, o regime de Havana usa muito bem isso a seu favor. Dilma acha que pode reformar o sistema por dentro, influenciar. Mas vai ser enganada. O governo cubano vai usar isso para se manter (no poder)”, alertou Yoani. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)
FONTE: www.alvarodias.blog.br
O Ministério da Defesa russo começou a implementar e a dominar o uso de equipamentos de artilharia sobre rodas, que no futuro substituirão a do tipo lagarta. O primeiro obuseiro russo em uma plataforma com rodas será exposto no outono, em Níjni Tagil, na Mostra Internacional de Equipamento Militar REA-2013.
Oleg Afanasiev, representante da Kamaz, contou ao “Izvéstia” que, como base para o novo obuseiro, foi escolhida a plataforma tetra-axial Kamaz-6560, que é utilizada em equipamentos empregados na construção e de uso militar.
Para o novo equipamento, ela foi modernizada, com a inserção de um motor mais potente e com modificações no design do quadro para que ele possa resistir a um tiro potente.
“É o mesmo chassi sobre o qual estão montando o sistema de defesa antiaéreo Pantsir-S. Ele atende as exigências da indústria e dos militares. Já é uma plataforma de série, por isso, não haverá qualquer problema com a sua fabricação”, explicou Afanasiev.
Ele acrescentou que o protótipo da nova plataforma foi enviado para a MZ (empresa russa de armamento), onde é produzida a unidade de artilharia. Lá, as duas partes do obuseiro devem ser reunidas em uma única máquina, e os testes, iniciados.
Assim que eles forem concluídos, o primeiro tanque sobre rodas será integrado ao armamento do exército da Rússia e começará a entrega dessas unidades para as tropas. Espera-se que os testes sejam concluídos antes do final de 2015.
Supõe-se que o obuseiro será totalmente automatizado, ou seja, poderá ser carregado e disparado à distância. A tripulação permanecerá na cabine, que, segundo os planos, deverá ser blindada para proteção contra balas e estilhaços.
Segundo o Ministério da Defesa, as novas máquinas deverão ser entregues, em primeiro lugar, às brigadas de assalto aéreo e às brigadas leves de montanha, onde se exige mobilidade e alta velocidade durante a circulação pelas estradas.
Em seguida, elas serão fornecidas para as brigadas médias, que, ao invés de utilizarem os veículos de combate BMP do tipo lagarta para transportar a infantaria, passarão a usar os blindados BTR sobre rodas. Planeja-se equipar as brigadas pesadas com veículos do tipo lagarta porque eles possuem melhor blindagem.
Segundo o órgão gestor das Forças de Mísseis e Artilharia do exército, o novo equipamento complementará o obuseiro extra leve, encomendado anteriormente.
O analista militar independente Viacheslav Tseluiko explicou que ele terá um emprego limitado.
“Esse tipo de obuseiro é mais apropriado para blindados BTR das brigadas médias, onde existe uma grande proporção de chassis com rodas. Além disso, as brigadas têm uma velocidade suficientemente alta. Em tais composições, os obuseiros do tipo lagarta, MSTA-S ou o rebocável MSTA-B, iriam diminuir o ritmo do deslocamento. Mas para as brigadas leves, esse tipo de obuseiro não é aplicável. Devido às suas dimensões, ele não irá caber no Mi-26, o que é um requisito obrigatório para os equipamentos leves”, explicou Tseluiko.
Ele também lembrou que o exército já tinha tentado criar obuseiros sobre rodas com a arma MSTA-K, experiência que fracassou devido à instabilidade das rodas causada pela sobrecarga lateral em função dos tiros.
O dispositivo de artilharia Coalition-SV foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Burevestnik, de Níjni Novgorod, e sua produção foi implementada na Motovilikhinskiye zavody S/A, em Perm.
As maquetes dos sistemas avançados de artilharia Coalition–SV foram apresentados pela primeira vez, em uma variedade de chassis, durante a visita do vice-premier Dmítri Rogozin à Perm, em julho de 2012.
Na mesma época, a Motovilikhinskiye zavody S/A tomou a iniciativa de criar, na sede da empresa, um centro federal de tecnologia de artilharia, no qual era proposta a inclusão dos maiores produtores de sistemas de artilharia do país — Zavod nº9 S/A, de Ekaterimburgo, e o Instituto de Pesquisa Burevestnik.
Publicado originalmente pelo Izvéstia
FONTE: Gazeta Russa
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(Le Monde – UOL, 03) 1. A cabeça de Joaquín Guzmán Loera, conhecido como “El Chapo” (“o tampinha”) foi colocada a prêmio – US$ 5 milhões – pelo governo americano. Uma soma justificada pela crescente influência do narcotraficante mexicano sobre o maior mercado mundial de drogas, os Estados Unidos. Mas esse prêmio pelo elusivo chefe do cartel de Sinaloa ilustra também o fracasso da luta regional contra o narcotráfico.
2. Em fevereiro, o “Chapo Guzmán” foi apontado como “inimigo público número um” pela Comissão do Crime de Chicago (Illinois). Desde Al Capone em 1930, nunca mais ninguém havia recebido esse título. A cidade americana seria o centro de distribuição das drogas nos Estados Unidos pelo cartel de Sinaloa, o mais poderoso do México. “Desde a morte de Bin Laden, o ‘Chapo’ passou a ser o criminoso mais procurado do mundo”, observa Iliana Rodriguez, especialista em narcotráfico no Instituto Tecnológico de Monterrey. “No entanto, toda vez que as autoridades americanas ou mexicanas o encontram, ele some alguns minutos antes de ser preso graças à sua rede de informantes dentro de ambos os governos”.
3. O presidente Peña Nieto anuncia a futura retirada dos militares dando lugar a uma polícia nacional de 10 mil homens e de uma polícia única para cada Estado. Sua estratégia também se concentra em uma nova agência anticorrupção e em uma reforma da Justiça, nesse país onde 99% dos crimes permanecem impunes. Mas sua prioridade continua sendo a prevenção, baseada no combate à pobreza e na melhora do sistema de ensino. “A ideia é também contrapor a ‘heroicização dos barões do tráfico, como o Chapo Guzmán”, conta uma fonte próxima do governo. A polícia e o Exército foram convidados a apresentar à imprensa seus detentos sem armas pesadas nem uma encenação de guerra.
4. O cartel de Sinaloa e seu principal concorrente, a gangue dos Zetas, se aliaram aos bandos centro-americanos, os “maras”. No dia 20 de fevereiro, durante a cúpula do Sistema de Integração Centro-americana (SICA) na Costa Rica, os dirigentes do país da América Central anunciaram a criação de uma frente conjunta contra o crime organizado.
5. O cerco está apertando contra o “Chapo” Guzmán: (30/04), seu sogro da terceira esposa, foi capturado no Estado de Sonora (noroeste), após uma série de prisões de outros colaboradores próximos nos Estados Unidos, no México e na América Central. Mas o chefe continua em fuga. Não há certeza de que a nova estratégia regional, ainda por ser definida, dará um fim à expansão criminosa do maior narcotraficante do continente.
FONTE; Ex-Blog do Cesar Maia
Criada há 64 anos, num cenário em que prevalecia a bipolaridade mundial, a Escola Superior de Guerra (ESG) chega aos dias atuais com o desafio de se inserir num mundo que se altera a cada dia.
A avaliação foi feita pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em discurso por ocasião da posse do novo comandante da instituição, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira.
“A ESG nasceu sob o signo da bipolaridade. Hoje, vivemos num mundo muito diferente, marcado pela multipolaridade. Um mundo em que os nossos rivais tornaram-se principais aliados. Um mundo totalmente novo e cheio de surpresas”, disse Amorim.
Esse cenário, de acordo com o ministro, reforça o papel das Forças Armadas, seja na defesa da pátria ou das riquezas de que o país dispõe. “Temos recursos humanos e naturais que têm que ser protegidos, e isso é tarefa das Forças Armadas. Por isso, a presidenta Dilma Rousseff demonstra o seu reconhecimento”, disse Amorim, que vê esforços para “ajudar a reequipar de forma adequada [as Forças Armadas], para que elas estejam à altura da defesa desse nosso grande país”.
Novo comando da ESG
À frente da ESG por dois anos, o general Túlio Cherem deu lugar ao almirante Leal Ferreira. No discurso de despedida, o general lembrou dos avanços obtidos a partir da expansão da escola e a oferta de novos cursos, bem como a aproximação com a sociedade.
As conquistas foram lembradas por Celso Amorim. “Acompanhei o papel preponderante que ele desenvolveu, como comandante da Escola Superior de Guerra, na implantação do Campus ESG Brasília, atendendo ao objetivo estabelecido na Estratégia Nacional de Defesa de ‘promover maior integração e participação dos setores civis governamentais na discussão dos temas ligados à defesa’”, disse.
O ministro lembrou ainda que o general foi responsável pela realização do primeiro Curso Superior de Política e Estratégia (CSUPE) no campus Brasília, “proporcionando análises de políticas e estratégias, em especial na área da Defesa Nacional, por civis e militares. Graças à sua atuação, o campus Brasília ganhou, ainda, mais dois cursos: o de Direito Internacional dos Conflitos Armados (CDICA) e o Estágio de Assuntos de Defesa (EADef)”.
Ainda na menção elogiosa, Amorim destacou que “o campus do Rio de Janeiro também se beneficiou de seu empreendedorismo com a criação do Curso Superior de Defesa (CSD), que está preparando civis e militares, inscritos nas Escolas de Altos Estudos das três Forças e na Escola Superior de Guerra, para o exercício da função de assessoramento em assuntos de defesa”.
Comparecerem à cerimônia no Rio, entre outros, dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; da Aeronáutica, Juniti Saito; do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi; e do secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos. Ao término, o general Cherem e o almirante Leal Ferreira receberam os cumprimentos das autoridades civis e militares.
FONTE: Ministério da Defesa
“Na Rússia, vivem russos. Todas as minorias, de qualquer origem, se desejam viver na Rússia, trabalhar e comer na Rússia, deveriam falar o russo e deveriam respeitar as leis russas. Se preferirem a Lei da Charia, então nós recomendamos que eles se transfiram para países onde essa é a lei do Estado. A Rússia não precisa de minorias. As minorias precisam da Rússia e nós não daremos a elas privilégios especiais ou possibilidade de mudar nossas leis para elas se adaptarem a seus desejos. Os costumes e as tradições da Rússia não são compatíveis com a falta de cultura ou com as formas primitivas da maioria das minorias. Quando este honroso Parlamento pensar em criar novas leis, deve ter em mente em primeiro lugar os interesses nacionais, observando que as minorias não são russas”.
FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia
NOTA DO FORTE: Segundo o site www.hoax-slayer.com o discurso é falso.
Prédio e casas são atingidas; Comissão de Direitos Humanos apura conduta. Ação ocorrida em 2012 teve como objetivo prender o traficante Matemático.
Saiba mais no site do G1.
































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