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A anarquia militar é praga do século passado

Indisciplinas como a do general Maynard começam com palavras, mas acabam em golpes, tortura e morte

Elio Gaspari

A EXONERAÇÃO do general Maynard Santa Rosa do Departamento-Geral de Pessoal do Exército veio bem e veio tarde. Ele deveria ter sido disciplinado quando criticou a conduta do governo na demarcação da reserva indígena de Roraima. Um cidadão tem todo o direito de achar que a Comissão da Verdade será uma “Comissão da Calúnia”, mas militar, de cabo a general, não pode expressar publicamente suas opiniões políticas. Muito menos atacar um decreto presidencial.

Foram muitas as pragas da vida brasileira no século passado. Uma das piores foi a anarquia militar. Entre os 18 do Forte de 1922 e a bomba do Riocentro de 1981, ocorreram pelo menos 20 episódios relevantes de insubordinação militar, um a cada três anos. Alguns fracassaram, outros prevaleceram. Uns tiveram apoio popular, outros foram produto da pura vontade dos quartéis. Uns agradaram à esquerda, outros, à direita.

Em mais de meio século de anarquia, a pior bagunça ocorreu precisamente durante os 21 anos de ditadura militar. Em 1969, o país virou uma casa da mãe joana. O presidente Costa e Silva teve uma isquemia cerebral, seu sucessor legal, o vice Pedro Aleixo, foi impedido de assumir o cargo e a cúpula militar resolveu escolher seu sucessor.

Os generais entendiam que o povo não tinha a educação necessária para escolher um presidente. E aí? Quem escolhe? Os comandantes militares? Nem pensar, assim como voto do enfermeiro não podia valer o mesmo que o de um médico, o de um general que comandava uma mesa não valia a mesma coisa que o de um comandante de tropa. Fez-se a eleição mais manipulada da história nacional. Tão manipulada que não se conhecem nem sequer as regras do processo que escolheu o general Emilio Medici. Sobrevivem apenas duas tabelas que não fazem nexo.

Durante a ditadura, a anarquia produziu e institucionalizou um aparelho repressivo que se deu à delinquência da tortura, do assassinato de cidadãos e do extermínio de militantes de organizações esquerdistas. Começaram combatendo os grupos que, entre 1966 e 1973, se lançaram num surto terrorista. Terminaram com um pedaço dessa máquina fazendo seu próprio terrorismo, botando bombas em instituições acadêmicas, bancas de jornais e entidades como a OAB e a ABI.

Quem namora pronunciamentos militares deve contemplar duas fotografias: a dos 18 do Forte, heroica, com os oficiais caminhando desafiadoramente pela avenida Atlântica, alguns deles para a morte, e a do Puma do Riocentro com o corpo dilacerado do sargento do DOI. São cenas diferentes, mas têm a mesma nascente.

FONTE: O Globo

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Apresentando o sistema S-400 de defesa antiaérea

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EUA lançam grande ofensiva contra o Talibã

marjah

vinheta-clipping-forteCABUL – Milhares de marines americanos e soldados afegãos atacaram nas primeiras horas deste sábado (noite de sexta-feira no Brasil) o principal refúgio talibã no sul do Afeganistão. Com helicópteros e veículos resistentes a minas, eles avançaram em direção a Marjah, uma cidade na província de Helmand, na maior operação desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou o aumento de tropas no país. Algumas das novas tropas participam da operação.

Cerca de 4.500 marines, 1.500 soldados afegãos e 300 soldados americanos tomaram parte na ação. Do outro lado, um comandante talibã local, Qari Fazluddin, disse que havia 2 mil milicianos na cidade, dispostos a lutar.

- Vamos tirar Marjah do Talibã – afirmou o general Lawrence D. Nicholson, comandante da Segunda Brigada Expedicionária de Marines (2nd MEB).

Região é uma das maiores produtoras de ópio do mundo

Marjah é uma cidade densamente povoada, com cerca de cem mil habitantes, onde o Talibã montou um governo paralelo. Uma modificação em Marjah poderia influenciar toda a província e marcar um início de mudança no país. As tropas esperavam que combatentes estrangeiros aliados aos talibãs lutassem até a morte, mas também estavam preparadas para conter os que tentassem fugir.

- Vamos perseguir os inimigos e levá-los à Justiça – disse o general Mohiyiden Ghori, do Exército Nacional afegão.

Nos últimos dias, forças afegãs, britânicas e de outras nações realizaram operações para preparar o ataque e jogaram folhetos alertando os moradores a não permitir que os talibãs se escondessem em suas casas. O objetivo é forçar o Talibã a deixar Marjah, para que a população fique livre de sua influência e do tráfico de drogas, já que a região é uma das maiores produtoras de ópio do mundo.

O presidente Hamid Karzai autorizou a operação na tarde de sexta-feira, mas teria relutado, pois desejava persuadir os talibãs a aderirem a um programa de reinserção, disseram fontes.

Chegar ao campo de batalha era um dos principais desafios para as tropas. Esse é um terreno acidentado, difícil de ser atingido por tanques. Além disso, Marjah é cercada por um anel de bombas plantadas nas estradas, contam os militares.

FONTE: O Globo / FOTO: AFP

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Otan lança ofensiva com 15 mil soldados no Afeganistão

NATO ofensiva Afeganistão - EPA

vinheta-clipping-forteMARJAH, Afeganistão (Reuters) – Forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) lideradas pelos Estados Unidos lançaram uma grande ofensiva neste sábado contra a última fortaleza do Taliban na província mais violenta do Afeganistão. A ofensiva foi respondida rapidamente por militantes.

O ataque é um teste da estratégia do presidente norte-americano, Barack Obama, que ordenou em dezembro um aumento repentino no número de tropas no Afeganistão e início de uma campanha para impor controle do governo sobre áreas dominadas por rebeldes antes que as forças dos EUA se retirem do país em 2011.

Com horas de operação em andamento, fuzileiros dos EUA travavam batalhas com militantes do Talibã em Marjah, na província de Helmand, no sul do Afeganistão.

Três soldados norte-americanos morreram após um ataque numa estrada no sul do país. A Otan não divulgou detalhes do ataque e não ficou claro se os militares foram mortos durante a ofensiva.

Assim como civis no distrito habitado por 100 mil pessoas, os fuzileiros enfrentam o risco de detonarem uma série de bombas que acredita-se terem sido espalhadas pelo Talibã.

A operação envolve 15 mil soldados e recebeu o nome de Mushtarak, ou “juntos”, em uma alusão à determinação da Otan e das forças afegãs em trabalharem juntas para levar estabilidade ao país.

FONTE: Reuters e Brasil Online / FOTO: EPA

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O acidente com a aeronave EB-1011

HA-1 Esquilo EB-1011

vinheta-especial-forteEstivemos na tarde de ontem no Comando de Aviação do Exército, onde obtivemos mais algumas informações a respeito do acidente que envolveu a aeronave HA-1 Esquilo matrícula EB-1011, pertencente à Esquadrilha de Helicópteros de Instrução (EHI), do CIAvEx.

A aeronave em questão era tripulada pelo aluno Ten. Alexandre Noriyoshi Côrtes MASSUNARI e pelo instrutor Maj. Marcus Vinícius Pinheiro Dutra PIFFER.

Era o último voo do Estágio de Pilotagem Tática, o EPT 11, quando o aluno já se encontra no comando da aeronave (1P), supervisionado pelo instrutor que ocupa a posição de 2P. O retorno para o CAvEx estava programado para a manhã do dia 11.02, dia seguinte à conclusão do estágio.

Aparentemente, quando da realização de uma curva acentuada em navegação tática a baixa altura, a ponta de uma das pás do rotor principal veio a colidir com o solo, ocasionando a queda da aeronave na área de instrução da Aviação Naval, próxima ao morro São João e ao município de Casimiro de Abreu/RJ.

Mapa da RegiãoÁrea de Instr. Av. Naval

Outra aeronave que participava da mesma missão acionou a aeronave de emergência (HM-1 Pantera), que se encontrava na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), que dista aproximadamente 15 min. de voo do local onde se encontrava a aeronave “crasheada”, antes de pousar próximo ao EB-1011 para auxiliar o resgate dos dois tripulantes.

Mesmo ferido, o Maj. Piffer retirou o aluno dos destroços, que já se encontravam pegando fogo, e ainda ordenou que o mesmo fosse embarcado na primeira aeronave de resgate, que o evacuou para a Policlínica Naval de São Pedro da Aldeia (PNSPA), aproximadamente 18 min. após a queda da aeronave.

Em seguida, o Maj. Piffer também foi evacuado por uma aeronave AH-11A Super Lynx para a Macega, após aproximadamente 20 minutos da queda.

Assim, entre a queda da aeronave, o resgate dos tripulantes e a chegada a PNSPA, decorreram aproximados 30 minutos, demonstrando o alto grau de prontidão das aeronaves da AvEx e da Aviação Naval.

No período da tarde os dois tripulantes, já estabilizados, foram transferidos para o Hospital Central do Exército (HCE), no Rio.

No mesmo dia do acidente, o Gen. Bgd. Peternelli, comandante da AvEx, se mobilizou para a BAeNSPA, retornando no início da tarde de ontem ao CAvEx, juntamente com o Cel. Castro, Comandante do CIAvEx.

A aeronave sinistrada foi removida do local do acidente e já se encontra em trânsito para Taubaté.

O vídeo abaixo foi produzido pelo Maj. Piffer, durante o EPT de 2009 realizado na área de instrução da Aviação Naval, e dá uma noção de como é realizada a navegação tática a baixa altitude.

Abaixo, reproduzimos a mensagem que o Maj. Piffer deixou no seu site (www.vootatico.com.br), com relação ao acidente:

As minhas suspeitas de fraturas que haviam sido noticiadas não se confirmaram. Estou todo doído e ralado, com a cara mais feia que o normal, mas nada além disso. O Massunari também deve receber alta em breve.

Agradeço a todos que me enviaram mensagens por email, Facebook, Twitter etc. Espero que entendam que não vou poder responder a cada um individualmente.”

Nós do ForTe ficamos contentes de saber que o nosso amigo Piffer e o Ten. Massunari se recuperam bem e que, em breve, estarão de volta à ativa.

FOTO: Guilherme Wiltgen/ForTe

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A exoneração do general

vinheta-clipping-forteA exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa, da chefia do Departamento-Geral de Pessoal do Exército, foi decisão do ministro Nelson Jobim, prontamente apoiada pelo comandante em chefe das Forças armadas, o presidente da República. Confirmou-se, assim, que foi alcançado um dos objetivos que levaram à criação do Ministério da Defesa: a subordinação dos militares ao Poder Civil, ínsita ao Estado Democrático de Direito.

O general cometeu uma transgressão disciplinar, ao manifestar-se sobre uma questão política – o que a lei veda aos militares. Em carta que depois de circular pela internet teve trechos publicados pela Folha de S.Paulo, o general Santa Rosa criticou a Comissão da Verdade, que o governo federal pretende criar para investigar violações de direitos humanos durante o regime militar. O general classificou-a como “comissão da calúnia”, dizendo que será composta por “fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime para alcançar o poder”.

O incidente é mais um subproduto do Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro, que aprovou o 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, provocando, com inédita intensidade, a rejeição de diversos setores da sociedade – militares, juristas, magistrados, produtores rurais, ambientalistas, religiosos, jornalistas, etc. É que, na mixórdia de suas 521 “diretrizes”, o decreto postula a proibição da exibição de símbolos religiosos nos espaços públicos, a exigência de “audiência coletiva” prévia às concessões de liminares de reintegração de posse, o controle da imprensa por uma comissão governamental encarregada de colocar os veículos de comunicação num “ranking”- de obediência aos “direitos humanos”, a descriminalização do aborto, o casamento de homossexuais, a exigência de aprovação de comissões sindicais para as licenças ambientais – e outras extravagâncias. Essas ideias estapafúrdias foram geradas em um dos “fóruns sociais” com os quais certos setores do petismo radical pretendem implantar uma forma de democracia direta no País, e aos quais o governo do presidente Lula tem dado foros de respeitabilidade. Na parte relativa às investigações das violações dos direitos humanos, no regime militar, o sectarismo do texto original era tão flagrante que o presidente Lula concordou em alterá-lo. Cedeu, afinal, à forte reação dos militares, que o ministro Jobim soube represar, para que não se transformasse em indisciplina. O caráter nitidamente revanchista da proposta foi atenuado, mas isso, obviamente, não satisfez a todos, como ficou evidente pela descabida reação do general Santa Rosa.

O que continua perturbando certos setores militares, e também parcelas ponderáveis da sociedade civil, não é a possibilidade de mudanças na lei da anistia – risco que parece afastado, no momento -, mas a forma como o governo cuidou da instituição da chamada “Comissão da Verdade”. Ninguém negará a importância, para os brasileiros, de conhecer em detalhes aqueles períodos conturbados de sua história – o que acabará acontecendo, mais cedo ou mais tarde. Mas, se seu objetivo fosse apenas a real apuração histórica, o governo não deveria ter permitido que a iniciativa fosse marcada por forte viés ideológico e indisfarçável laivo de revanchismo. Poderia, por exemplo, delegar essa investigação para universidades de elevada reputação, que estivessem isentas das paixões e do oportunismo político no exame aprofundado do importante tema.

Deste episódio se extrai uma constatação positiva. Se houve despautérios e provocações eles não partiram da caserna. Os militares reagiram sempre com serenidade e ponderação, transmitindo suas insatisfações, quando foi o caso, pelos canais próprios, de tal forma que não se pode dizer que tenham representado, em qualquer momento, ameaça à normalidade institucional ou mesmo um fator de constrangimento para o governo. A atual geração de militares está plenamente consciente do papel que as Forças armadas exercem numa democracia. Atitudes como a do general Santa Rosa são pessoais e excepcionais.

FONTE: Estadão, via Notimp

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Helicóptero do Exército cai em São Pedro da Aldeia

HA-1 Esquilo EB-1011_01

Um major e um tenente ficaram feridos, mas não correm risco de morte. Procedimento investigativo será aberto para apurar as causas do acidente.

vinheta-clipping-forteUm helicóptero pertencente ao Exército Brasileiro caiu na manhã desta quarta-feira (10) enquanto realizava um exercício de Pilotagem Tática na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, a cerca de 130 quilômetros do Rio.

De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), os dois tripulantes, um major e um tenente, sofreram escoriações moderadas. As vítimas foram medicadas na própria Base Aérea e em seguida encaminhadas para o Hospital Central do Exército (HCE).

Segundo informações do CML, o major e o tenente não correm risco de morte. Será aberto um procedimento investigativo aeronáutico parar apurar as causas do acidente.

FONTE: G1

NOTA do EDITOR: acabamos de chegar do CAvEx, onde ficamos sabendo do acidente ocorrido nesta manhã. A aeronave (HA-1 Esquilo) do CIAvEx, se encontrava na BAeNSPA desde o dia 31.01, realizando o Estágio de Pilotagem Tática(EPT). Tivemos informações a respeito dos tripulantes, mas nenhuma confirmação oficial por enquanto. Sabemos somente que logo após a queda, uma outra aeronave, que também participava do exercício, resgatou os dois tripulantes e em seguida a aeronave se incendiou e ocorreu uma explosão. Os tripulantes foram evacuados rapidamente para a BAeNSPA.

FOTO: Guilherme Wiltgen/ForTe

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Jobim pede exoneração de general que criticou programa de Direitos Humanos

Plano criaria ‘comissão da calúnia’, teria dito militar em documento. Dilma foi convocada por comissão do Senado para falar de programa.

Diego Abreu e Robson Bonin

vinheta-clipping-forteO chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército, general Maynard Marques de Santa Rosa, teve a exoneração do posto solicitada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta quarta-feira (10). Uma carta atribuída ao general circula na internet fazendo críticas à terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH). A exoneração já foi enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi anunciada pelo próprio ministro nesta quarta-feira (10), durante a cerimônia de despedida do ministro da Justiça, Tarso Genro, do cargo, que transmitiu o posto para o secretário-executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto.

“Acabei de encaminhar ao presidente da República a exoneração do general Santa Rosa da chefia do Departamento Geral de Pessoal e deixei a sua colocação à disposição do Exército. O assunto está encerrado”, afirmou Jobim.

Ao tomar conhecimento da carta divulgada na internet no dia 15 de janeiro, segundo o Ministério da Defesa, Jobim telefonou para o comandante do Exército, Enzo Peri, pedindo providências para o caso. Foi o próprio comandante que sugeriu a exoneração do militar ao ministro da Defesa.

Outro capítulo da polêmica em torno do PNDH, que já dura quase dois meses, aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que convocou nesta quarta a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o programa.

A ministra tem 30 dias para atender a convocação e é obrigada a comparecer. O placar foi de nove votos a sete.

“A ministra Dilma é responsável por todas as áreas do governo. Ela é a primeira pessoa, depois do presidente, a dar ok sobre qualquer iniciativa do governo. Por isso, precisamos ouvi-la”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O líder do PT, Aloizio Mercadante, anunciou que vai recorrer no plenário da convocação.

A assessoria da Casa Civil disse que não tomou conhecimento da decisão e não vai comentar o fato.

Na nota divulgada na internet, o general diria que a comissão da verdade, uma das medidas previstas no plano de direitos humanos, que seria criada pelo governo para investigar crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985), seria formada por “fanáticos” e viraria uma “comissão da calúnia”.

O militar afirmaria que os integrantes da comissão seriam os “mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder”.

A nota também diz que “confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa”. Para o militar, “a história da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada [1420-1498] viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar 30 mil vítimas por ano”.

Leia a íntegra da suposta carta:

“A COMISSÃO DA “VERDADE”?

A verdade é o apanágio do pensamento, o ideal da filosofia, a base fundamental da ciência. Absoluta, transcende opiniões e consensos, e não admite incertezas.

A busca do conhecimento verdadeiro é o objetivo do método científico. No memorável “Discurso sobre o Método”, René Descartes, pai do racionalismo francês, alertou sobre as ameaças à isenção dos julgamentos, ao afirmar que “a precipitação e a prevenção são os maiores inimigos da verdade”.

A opinião ideológica é antes de tudo dogmática, por vício de origem. Por isso, as mentes ideológicas tendem naturalmente ao fanatismo. Estudando o assunto, o filósofo Friedrich Nietszche concluiu que “as opiniões são mais perigosas para a verdade do que as mentiras”.

Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa.

A História da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar trinta mil vítimas por ano no reino da Espanha.

A “Comissão da Verdade” de que trata o Decreto de 13 de janeiro de 2010, certamente, será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder.

Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou.

Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma “Comissão da Calúnia”.

General do Exército Maynard Marques de Santa Rosa”

FONTE / VÍDEO: G1

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A calma antes da tempestade

vinheta-especial-forteTudo indica que em poucos dias sera travada a maior batalha da Guerra no Afeganistão. Cerca de 20.000 tropas americanas, britânicas e afegãs logo atacarão a cidade de Marja considerada o último santuário do Taliban na província sul de Helmand.

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Marja, uma cidade com população de cerca de 80.000 habitantes, há semanas já está de sobreaviso para que a população civil deixe a cidade, seguindo o exemplo utilizado por Marines americanos antes da batalha de Fallujah em 2004 no Iraque. A medida procura dar tempo para que civis se retirem do local, diminuindo assim as baixas colaterais.

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A “Operation Moshtarak” – “Juntos”, contará com forças de várias nacionalidades e será liderada pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC), sendo que as tropas afegãs que irão operar junto aos Marines atá utilizam o mesmo corte de cabelo característico dos fuzileiros de acordo com o General Americano Stanley McChrystal.

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A área foi foco de um projeto americano décadas atrás procurando criar canais para ajudar a agricultura local, mas que hoje é utilizada pelo Taliban para a produção de ópio ao invés de alimentos à população afega.

NOTA DO BLOG: o autor do texto é fuzileiro naval dos EUA e esteve em combate no Iraque. Dentre as diversas missões de que participou inclui-se a retomada da cidade de Falujah.

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“Voltamos à estaca zero”

Uma visão da situação do Haiti após o terremoto do mês passado

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Al-Qaeda do Iêmen quer união com Somália para controlar Mar Vermelho

vinheta-clipping-forteUm dos líderes do braço da rede extremista Al-Qaeda no Iêmen elogiou a liderança da rede na Somália pela oferta de envio de militantes ao país e convocou os muçulmanos da região para uma guerra santa e por um bloqueio do Mar Vermelho.

“Os cristãos, os judeus e os governantes apóstatas traidores atacaram vocês, vocês não têm outra saída dessa questão a não ser travando um jihad”, disse o saudita Saeed al- Shiri, considerado o número dois da Al-Qaeda no Iêmen em uma mensagem de áudio divulgada na internet.

Ex-detento da prisão de Guantánamo, al-Shiri agradeceu a oferta de cooperação dos militantes somalis do grupo Al Shebab “em nossa próxima batalha contra o líder dos infiéis, a América”.

O grupo de al-Shiri assumiu a autoria de um atentado fracassado contra um avião americano no dia 25 de dezembro.

Ele também pediu ajuda a militantes somalis para controlar o estreito de Bab al Mandab, que separa a península arábica da África.

Segundo ele, quando o estreito, que dá passagem ao Mar Vermelho “voltar às mãos do Islã”, ele será “fechado e isso vai fechar a porta e apertar o nó sobre os judeus (Israel) por causa do apoio americano pelo Mar Vermelho”, disse ele.

“Por causa da importância marítima do Bab al Mandab, isso seria uma grande vitória.”

Ameaça

Correspondentes ressaltam que a Al Qaeda na Somália não controla a área próxima ao estreito, tendo maior influência sobre o sul do país e partes da capital, Mogadishio.

As alianças com grupos piratas, que dominam as águas somalis, seriam também apenas ocasionais.

O governo iemenita prometeu continuar combatendo a Al-Qaeda no país.

No domingo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a ameaça gerada pela Al-Qaeda seria maior do que a de um Irã com armas nucleares.

“Creio que a maioria de nós entende que a maior das ameaças são as redes internacionais”, disse ela referindo-se aos militantes da Al Qaeda no Afeganistão, Paquistão, norte da África e Iêmen.

Estas redes estariam evoluindo para tornarem-se “mais criativas, ágeis e flexíveis”.

Autoridades de países do Ocidente e da Arábia Saudita temem que a crescente instabilidade entre rebeldes xiitas e separatistas do Sul do Iêmen possa permitir um fortalecimento das operações da rede Al-Qaeda no país.

FONTE: BBC Brasil

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Taleban paquistanês confirma morte de líder em ataque

Hakimullah Mehsud morreu após bombardeio não tripulado dos EUA; governo celebra duro golpe no grupo

Hakimullah Mehsud - foto EFE - EPA

vinheta-clipping-forteISLAMABAD – O líder do Taleban paquistanês, Hakimullah Mehsud, morreu em consequência dos ferimentos sofridos em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano em janeiro em uma região tribal do país, assegurou nesta terça-feira, 9, uma fonte dos principais secretos serviços do país.

“Nossas informações nos confirmam a morte de Hakimullah. Isto representa um duro golpe para a Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e vai afetar suas operações”, assegurou a fonte do ISI, que evitou relatar os detalhes da morte do líder insurgente.

Em declarações a diversos veículos de imprensa paquistanesas, alguns porta-vozes insurgentes da região tribal de Orakzai, para onde Mehsud tinha sido supostamente levado para receber tratamento médico, confirmaram a morte do líder. Os insurgentes acrescentaram que o líder Nour Jamal – que tem sua base em Orakzai – foi nomeado sucessor temporário de Mehsud à frente do TTP.

Segundo a imprensa paquistanesa, Mehsud supostamente morreu em Orakzai – única região tribal paquistanesa que não faz fronteira com o Afeganistão. Por enquanto, o comando central do movimento Taleban não se pronunciou sobre a morte do líder.

Mehsud tinha ficado gravemente ferido em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano no dia 14 de janeiro na cidade de Shaktoi, na região tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. Desde então, a saúde do líder extremista foi alvo de diversas especulações.

Hakimullah Mehsud assumiu a liderança do TTP no final de agosto após a morte de seu antecessor, Baitullah Mehsud, também em um ataque dos EUA há menos de um ano. Na ocasião, os taleban demoraram semanas para admitir a morte de Baitullah Mehsud, que abriu uma disputada transição de poder na cúpula do movimento insurgente.

Em apenas meio ano no cargo, Hakimullah orquestrou uma das piores ondas de violência terrorista que o Paquistão sofreu nos últimos anos. Só desde outubro, cerca de 900 pessoas, a maioria civis, perderam a vida em pelo menos 50 atentados.

FONTE / FOTO: EFE / EPA via Estadão

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